[dropcap type=”3″]S[/dropcap]alão de festas, academia e piscina com vista para o Cristo, a Praia de Ipanema ou o Pico da Tijuca. Para valorizar ainda mais os imóveis, pelo menos cinco construtoras têm investido, nos últimos dois anos, em edifícios com lazer no último andar: Carvalho Hoskem, João Fortes, Gafisa, STR e MR2.

— Tem aumentado, sim, o número de empreendimentos nesses moldes. O Rio é diferente de outras cidades, porque temos uma paisagem linda. Os prédios que ficam perto de mata, montanha e praia e tem área de lazer na cobertura são espetaculares. É muito mais agradável ter uma vista bonita no momento de lazer — diz Paulo Fabbriani, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).
Para Marco Túlio Cabral, sócio-diretor da construtora MR2, a alternativa dá mais prazer aos moradores:
— Quando o lazer é no primeiro andar, não bate sol. Na cobertura, é mais agradável.
Os moradores aprovam:
— Quando vi que a área de lazer era na cobertura, me interessei — diz Agnaldo Pereira, de 62 anos, síndico do condomínio Riservato, administrado pela Apsa, em Botafogo.
Embora não tenha um percentual de valorização, Fabbriani acredita que os imóveis aumentam de preço, sim:
— Como não vendemos a cobertura, o valor geral de vendas fica menor. Mas é uma forma de trocar área de venda por valorização para todos os apartamentos.

Acústica e laje especiais

Para que um condomínio receba uma área de lazer na cobertura, José Eduardo Baêta, diretor de incorporação da STR Incorporações e Engenharia — e responsável pelo projeto do Maison Privilège, na Tijuca —, explica que são necessárias algumas alterações na planta:
— Se o salão de festas fica em cima de um apartamento, é necessário ter um projeto de acústica especial. Além disso, é preciso colocar uma laje dupla. O projeto fica um pouco mais caro por conta disso.
Paulo Fabbriani, vice-presidente da Ademi, acredita que os custos da construção, no entanto, não ficam mais altos:
— Não é uma diferença de custos grave, já que, de qualquer forma, essa área de lazer seria implantada no térreo. Hoje, com os mínimos requisitos de qualidade que devem ser seguidos pela norma — a NBR 15.575, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que determina como devem ser a estrutura e a acústica dos imóveis, em vigor desde julho do ano passado —, essa diferença de custo é mínima.
O engenheiro Geraldo César de Faria, de 48 anos, mora logo abaixo da área de lazer, em Botafogo. E não reclama:
— Incomoda muito pouco. As atividades acontecem mais nos fins de semana e normalmente não vão até tarde.

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