Lançado edital para construção do túnel Santos-Guarujá; Investimento previsto chega a R$ 6 bi
Com investimento previsto em R$ 6 bilhões, o governo federal anunciou, nesta quinta-feira (27), o edital para a construção do túnel Santos-Guarujá. O intuito do empreendimento é garantir mais mobilidade e eficiência logística para a Baixada Santista.
Em meio à cerimônia de apresentação do edital, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a construção do túnel é a confirmação de um compromisso que envolve o governo federal e a gestão pública do estado de São Paulo.
“Vamos fazer juntos uma obra que, depois de 100 anos, está saindo do papel. Essa obra vai trazer dignidade às comunidades, vai ajudar a mobilidade urbana, vai gerar empregos e renda e fortalecer o Porto de Santos, o maior porto público da américa latina. Em agosto estaremos juntos, batendo o martelo para a maior obra do Brasil e do setor portuário brasileiro”, afirmou o ministro.
Trata-se do primeiro túnel submerso do país e o maior da América Latina. O empreendimento conta com 1,5 km de extensão. Desse total, 870 metros são imersos.
O leilão está previsto para ocorrer em 1º de agosto de 2025. A estimativa é de que o projeto promova a geração de 9 mil empregos diretos e indiretos. O empreendimento foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (Novo PAC).
Atualmente, mais de 28 mil pessoas fazem a travessia entre os dois municípios com a utilização de barcos de pequeno porte ou balsas. Além disso, por dia, mais de 21 mil veículos cruzam as duas margens.
Vale destacar que o túnel terá três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Também serão disponibilizados acessos voltados para pedestres e ciclistas.
O evento também contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além de outras autoridades.
Na avaliação de Lula, iniciativas como essa ajudam a resolver problemas que a maioria das pessoas enfrenta no dia a dia. “Porque as pessoas moram nas cidades, e não no estado ou no Brasil. É na cidade que elas vão pegar o ônibus, é na cidade que elas vão ao médico, é na cidade que elas vão à escola, é na cidade que elas querem o asfalto”, pontua.
Ministério lança agenda de sustentabilidade para setores de portos, aeroportos e hidrovias
No ano em que o Brasil receberá a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o Ministério de Portos e Aeroportos lançou esta semana a Política de Sustentabilidade, uma agenda de ações voltadas aos setores de portos, aeroportos e hidrovias.
Entre as medidas anunciadas pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, estão a eletrificação de portos para garantir energia limpa a navios que aguardam autorização para atracar e convênios internacionais, inclusive com a China, que promovam o uso de combustível sustentável para aviões, conhecido como SAF.
“O Brasil pode se transformar no maior exportador de SAF do mundo. Pode também se transformar numa grande janela de oportunidades para aqueles que querem operar navios verdes, sobretudo com olhar para a descarbonização. Temos trabalhado forte nos nossos portos para criar uma boa cultura de governança, pautada na sustentabilidade”, ressaltou Costa Filho.
O ministro citou ainda que a Agenda de Sustentabilidade do MPor “dialoga com a transição energética que o mundo vive e o Brasil precisa”.
“O principal impacto dessa política é que o Brasil vai passar a fazer grandes projetos na área de meio ambiente, além do estímulo à geração de emprego e renda. Segundo,a qualidade dos serviços prestados à população tende a melhorar. Isso será muito benéfico para a sociedade brasileira”, completou.
No modal hidroviário, uma das prioridades é a implantação do Índice de Desenvolvimento Ambiental Hidroviário, que avalia a eficiência e a qualidade da gestão ambiental, assim como a criação de um comitê interministerial para navegação sustentável.
Já a eletrificação de portos deve reduzir a emissão de gases de efeito estufa a partir de infraestruturas e sistemas de energia limpa que abastecem o navio. A previsão é que o projeto esteja em funcionamento em terminais brasileiros ainda em 2025.
“A eletrificação já está sendo adotada por alguns portos pelo mundo e o Brasil tem tudo para se destacar nesta área”, pontuou o ministro Silvio Costa Filho.
COP30
O encontro global da ONU, marcado para novembro, em Belém, servirá de teste para a utilização de gás natural liquefeito (GNL) no abastecimento de duas embarcações que serão utilizadas como hotéis flutuantes. A ideia é medir a redução da emissão de gases nocivos ao meio ambiente durante a COP30. “É uma solução provisória, que ainda utiliza combustível fóssil. Mas a emissão de gases cai de 20 a 30% em relação ao uso de diesel”, detalhou a diretora de Sustentabilidade do MPor, Larissa Amorim. Outra ação de destaque, desta vez no setor aéreo, são os acordos para desenvolvimento da pesquisa e produção de SAF no país. Um memorando de entendimento deve ser firmado com a Universidade da Aviação da China e alçar o Brasil ao posto de principal fornecedor do combustível no mundo — produzido a partir de matérias-primas de fontes renováveis, como a biomassa.Selo Verde
Ao setor privado, o Ministério de Portos e Aeroportos estabeleceu o ‘Selo Verde’, reconhecimento dado a quem adota práticas ambientais, sociais e de governança, aliadas à sustentabilidade. Para isso, as companhias devem aderir ao Pacto pela Sustentabilidade. O reconhecimento virá com um selo, com níveis diferentes de acordo com o grau de envolvimento de cada uma delas. Para receber o certificado Diamante, por exemplo, será necessário cumprir dez ações previstas nos eixos da política ESG (ambiental, social e de governança) e outras duas metas autodefinidas. Também deverá publicar relatório da transparência salarial e remuneratória conforme a Lei de Igualdade Salarial entre Mulheres e Homens e fazer parte do Programa Brasileiro GHG Protocol, metodologia criada em 2008 para calcular e reportar as emissões de gases de efeito estufa. Em um futuro próximo, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, não descarta a aplicação de benefícios fiscais para estimular a adesão ao Selo Verde. “Nesse momento é um trabalho de participação coletiva, ou seja, é um trabalho de sensibilização que estamos fazendo com essas empresas do setor da aviação, portuário e hidroviário. Não tenho dúvida que mais cedo ou mais tarde vai haver incentivos para aquelas empresas que prestigiarem a agenda ambiental do Brasil”, projetou.Brasil investe R$ 79 bilhões em modernização portuária e hidroviária
O Ministério de Portos e Aeroportos divulgou, na última quinta-feira (16), o balanço das principais ações realizadas em 2024 e anunciou as metas para o setor em 2025. Uma das principais iniciativas do Ministério é o Navegue Simples, que busca simplificar os processos de concessão e modernizar as normativas portuárias em todas as modalidades. Qualificado no Novo PAC, o programa conta com um investimento de R$ 79 bilhões, destinado ao desenvolvimento do setor portuário.
Segundo o Ministério, as riquezas do Brasil transitam pelos portos e hidrovias, que desempenham papel “fundamental” na movimentação de produtos para alimentar o mundo e impulsionar as cadeias produtivas globais. Com foco em modernizar a infraestrutura e promover eficiência logística, a Pasta também destacou outras iniciativas que visam aumentar a competitividade e sustentabilidade do setor.
O Tecon Santos 10, ou STS10, é um novo super terminal de contêineres que será construído no Porto de Santos, em São Paulo. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou que o governo pretende iniciar o processo licitatório em 2025. “Estamos estruturando o Porto de Santos, que representa um pouco mais de 30% da movimentação da corrente de importação/exportação do país. Pelo Porto de Santos, nós esperamos que com o Tecon Santos 10, vamos dobrar a capacidade de contêineres”, explicou.
Concessões
O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou o edital do projeto de concessão do canal de acesso portuário do Porto de Paranaguá, no Paraná, ao Tribunal de Contas da União (TCU). Este é o primeiro modelo desenvolvido para este setor de transporte e a concessão do canal deverá atrair mais investimentos para o estado, promovendo o desenvolvimento da região, gerando empregos e melhorando a infraestrutura, com a ampliação da capacidade do canal, destaca o Ministério. O Governo Federal planeja concluir a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá no primeiro semestre de 2025. Além disso, a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, em colaboração com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e alinhada com o Plano Geral de Outorgas, criou, em 2024, uma carteira para a concessão de seis hidrovias: nos rios Paraguai, Madeira, Tapajós, Tocantins, Lagoa Mirim e Barra Norte. Também foi aberta uma Consulta Pública para permitir a participação da sociedade no processo de concessão da hidrovia do Rio Paraguai, além da realização de uma Tomada de Subsídios, para contribuições ao projeto de concessão da hidrovia do Rio Madeira. Essas concessões são essenciais para o escoamento da produção agrícola e mineral do país, impulsionando a logística e a economia nacional.Leilões
Em 2024, o Brasil avançou no fortalecimento do comércio exterior ao investir nos portos públicos, ampliando a capacidade operacional. Oito leilões de áreas portuárias garantiram R$ 3,74 bilhões em investimentos. Esses terminais vão movimentar granéis sólidos vegetais e minerais, granéis líquidos, contêineres e carga geral, com destaque para áreas do Porto de Maceió (AL), Santana (AP), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande (RS). Silvio Costa Filho destacou que, entre 2013 e 2022, foram realizados 43 leilões no Brasil, totalizando R$ 6 bilhões em investimentos. Já na gestão atual, o objetivo é realizar 60 leilões em quatro anos. “A gente está trabalhando com a marca para, em quatro anos do governo do presidente Lula, termos mais de R$ 50 bilhões de investimentos no setor privado. Em quatro anos, nós vamos fazer mais do que o dobro de quase 10 anos”, explicou. Um dos projetos do Ministério é o túnel submerso entre Santos e Guarujá, em São Paulo, que prevê 870 metros de comprimento e 21 metros de profundidade. Esse será o primeiro túnel submerso da América Latina e a expectativa é de que ele beneficiará cerca de 2 milhões de pessoas e facilitará o escoamento do Porto de Santos. Costa Filho explicou que o processo licitatório será apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU) em janeiro.Maranhão, Bahia e Pará concentram maior número de obras paralisadas no Brasil; confira ranking completo
Até o fim de 2024, o Brasil contava com 11.941 obras públicas paralisadas. O número representa 52% dos contratos em andamento no país. Com isso, um a cada dois empreendimentos contratados com recursos federais encontram-se nessa situação. Os dados constam no último relatório sobre o tema divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Entre as unidades da federação, o Maranhão conta com a maior quantidade de obras públicas paralisadas, com um total de 1.232, o que corresponde a 76,8% do total no estado. Na sequência aparece a Bahia, com 972 empreendimentos nessa condição, ou seja, 69,6% do total. Em terceiro lugar do ranking está o Pará, com 938 obras paradas – 65,5% do total.
Confira a situação de outras unidades da federação
O levantamento do TCU também mostra o cenário em relação às obras paralisadas por setor. Os empreendimentos voltados para a área da saúde são os que mais se destacam, com um total de 4.580. Já em relação aos relacionados à Educação Básica, o número de obras paralisadas chega a 4.094. Em seguida está o setor de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, com 1.243 empreendimentos paralisados. Na avaliação do especialista em direito da construção, contratos de construção e processos licitatórios, Rafael Marinangelo, esse tipo de situação é causado, sobretudo, por questões relacionadas à atuação da própria da gestão pública, assim como por conta de problemas técnicos que surgem no curso da execução dos contratos. Segundo ele, a falta dessas instalações provoca impacto diretamente à população, pois prejudica acesso a serviços essenciais. “As obras paralisadas tendem a se degradar com o tempo. Você tem também a questão de que, com o decurso do tempo, os custos para execução da obra tendem a aumentar. Do ponto de vista social, o impacto é que você não tem aquele benefício que a obra geraria. Então você iria fazer um viaduto que iria melhorar o trânsito, você faria um hospital que iria abrigar uma quantidade maior de pessoas que necessitam de serviços hospitalares, e você não tem”, destaca. De acordo com o tribunal, entre os empreendimentos com obras paralisadas estão:Sustentabilidade: Projetos que visam preservação ambiental podem contar com linhas de crédito oferecidas pelo BASA
Atento ao compromisso de preservação da Amazônia, assim como da população que habita na região, o Banco da Amazônia (BASA) atua com financiamentos voltados para projetos de conservação e apoio da agricultura familiar e de manejo florestal sustentável.
Nesse sentido, entre as iniciativas destacadas pela instituição financeira está o FNO Energia Verde. Trata-se de um mecanismo pelo qual são oferecidos prazos e taxas de juros mais atrativos a pessoas físicas e jurídicas, com interesse em adotar fontes de geração de energia limpa. É o que afirma a gerente de Desenvolvimento Sustentável do Banco da Amazônia, Samara Farias.
“Essas iniciativas colaboram com a redução de custos de energia elétrica, ao mesmo tempo que promovem o uso de fontes limpas e renováveis. Ao longo de 2024, o Banco já disponibilizou cerca de R$ 4,5 bilhões em recursos somente para o segmento empresarial e, para 2025, a expectativa é aumentar esse montante, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável da região”, destaca.
No caso do FNO Energia Verde, o limite de financiamento para pessoa física é de até 100% do valor do projeto. Vale destacar que o valor mínimo do financiamento é de R$ 10 mil, enquanto o máximo é de R$ 100 mil. O prazo estabelecido é de até 8 anos, incluída a carência de até 6 meses.
Apoio à agricultara familiar
Em relação ao investimento na atividade do campo, as ofertas de crédito atendem ao que estabelece o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), por exemplo. Para ter acesso às vantagens dessa iniciativa, a família precisa desenvolver um plano ou projeto e apresentá-lo ao gerente de relacionamento. De acordo com o BASA, tanto os prazos como as taxas disponíveis apresentam especificidades, levando em conta as várias atividades agrícolas e pecuárias. O chamado PRONAF A, por exemplo, visa fomentar famílias agricultoras que pretendem ampliar ou modernizar ou próprio negócio, com aumento da renda para a própria família e para a região. Nesse caso, as taxas de juros são de 0,5% ao ano e até 10 anos para pagar. Energia verde: linha de crédito do BASA estimula produção de energia renovável e apoio a práticas sustentáveis no agro BASA: linhas de microcrédito estimulam pequenos negócios na região amazônica AMABIO: BASA atua em programa que deve mobilizar 1 bi de euros em investimentos na Amazônia “As linhas verdes do FNO são direcionadas a produtores rurais que implementam práticas sustentáveis em suas atividades. Essas linhas financiam projetos que promovem boas práticas no campo, como a mitigação da emissão de gases do efeito estufa, a adaptação às mudanças climáticas, como, por exemplo, as linhas voltadas à promoção da agricultura de baixo carbono, sistemas agroflorestais, dentre outros”, complementa Samara Farias. Vale lembrar que o BASA também atua com a linha FNO Amazônia Rural Verde, que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento sustentável, por meio da recuperação e conservação da biodiversidade, com incentivo ao uso de técnicas agroflorestais, assim como a projetos agropecuários sustentáveis. O investimento conta com prazo de até 15 anos, com 8 de carência. As taxas de juros são a partir de 4,18% ao ano.Infraestrutura
O Banco da Amazônia também disponibiliza linhas de crédito para projetos de infraestrutura. Esses financiamentos são voltados para áreas como saneamento básico, geração de energia renovável, gestão de resíduos sólidos, logística sustentável, entre outras. Segundo a gerente de Desenvolvimento Sustentável do BASA, o objetivo é apoiar o desenvolvimento de uma infraestrutura que contribua para a sustentabilidade ambiental e o crédito econômico da região. “Ao financiar projetos que adotam tecnologias limpas e eficientes, o Banco promove a competitividade dos setores produtivos, gera emprego e renda e fortalece a economia regional de maneira sustentável”, pontua Samara Farias. BASA disponibiliza crédito para empresas com projetos voltados à implementação de Energia Verde BASA estima aplicar R$ 10 bi em crédito para projetos sustentáveis nos próximos 4 anos BASA apresenta na COP29 iniciativas para fomentar atividades da agricultura familiar e do pequeno empreendedor Os projetos que forem considerados adequados dentro desse propósito poderão ter prazos de até 24 anos, com 8 de carência. Ao longo de 2024, o Banco investiu R$ 1,6 bilhões em projetos de infraestrutura na Amazônia. Além desses setores, o Banco da Amazônia atua com outras linhas de créditos voltadas à promoção da sustentabilidade. Entre elas está o financiamento aos empreendimentos da saúde, educação e inovação no FNO Empresarial Verde. Nessa linha, o investimento tem prazo de até 17 anos, com até 4 de carência. No caso de capital de giro, o prazo é de até 36 meses, com carência de até 12 meses. Fonte: Brasil 61Graymatics chega ao Brasil com soluções para Edifícios Inteligentes
A Graymatics, uma das principais empresas de processamento cognitivo multimídia do mundo, anuncia a chegada ao mercado brasileiro. Com soluções para cidades inteligentes, um dos focos da empresa será a área de Construção Civil. A companhia, nascida no Vale do Silício, tem sede em Singapura e levantou US$ 8 milhões para escalar suas soluções. O investimento levou a expansão para 15 países nos últimos anos, incluindo América Latina (Brasil, Chile e México), Estados Unidos, Índia e Reino Unido e ao desenvolvimento de uma das mais avançadas e diversificadas aplicações de software de Inteligência Artificial (IA) em vídeo, machine learning e big data analytics para extrair insights e fornecer soluções de alto impacto para a sociedade.
Eduardo Vargas, Business Development Manager da Graymatics para o Brasil e México, acredita que no Brasil, as áreas de edifícios inteligentes e fábricas inteligentes devem ser as primeiras a utilizarem soluções. “Os setores de prevenção de acidentes de trabalho em fábricas estão bastante interessados em nossas soluções, assim como empresas que trabalham com grandes estruturas e sites de obras da Construção Civil”, afirma Vargas.
A Graymatics fornece mais de 100 parâmetros analíticos alimentados por IA em vídeo analytics, a maioria dos quais com capacidade de aprendizado ampla e coleta de dados. A empresa transforma o tradicional monitoramento de câmeras CCTV em um recurso inteligente para melhorar a segurança contra furtos, roubos e invasões; gerar insights e dados de comportamento da população; resolver problemas de trânsito; e colaborar ativamente na prevenção de acidentes.
Conheça as novidades que a Graymatics traz para:
Edifícios inteligentes
O Site Insight é uma solução de edifícios inteligentes que visa capacitar os gerentes de edifícios e as equipes de segurança para monitorar os ambientes dentro das instalações. A solução é 24×7 e permite resultados superiores de segurança se comparado à vigilância tradicional. Oferece controle de acesso e gestão de funcionários autorizados, entradas e saídas de estacionamentos, alertas de fumaça e/ou incêndios, além de enviar alertas de segurança contra ações suspeitas. Em Hospitais, por exemplo, pode enviar alertas sobre indivíduos que precisam de assistência médica ou objetos abandonados.
Infraestrutura Inteligente
O Vista Karma é a solução de infraestrutura inteligente ideal para monitorar grandes estruturas enquanto estão sendo construídas. Permite garantir o uso correto de EPI dos funcionários da obra, ajuda a prevenir acidentes, supervisionar maquinários e detectar focos de incêndio. Auxilia no controle de acesso e gestão de funcionários e automatiza a inspeção de peças pré-fabricadas ou construções identificando problemas, rachaduras, erros nos tamanhos de pilares e barras, compara a planta com a obra executada e envia alerta de defeitos.
Sobre a Graymatics
A Graymatics é uma empresa líder em processamento de multimídia cognitiva. Por meio das melhores e mais completas tecnologias de IA, extrai insights aprofundados e permite soluções a partir da base instalada de câmeras CCTV. Fundada no Vale do Silício, com sede em Singapura, Graymatics está presente em 15 países, incluindo EUA, Reino Unido, Índia e Chile. Fornece soluções baseadas em IA por vídeo para vários setores, incluindo segurança e vigilância, transporte inteligente, marketing digital, comércio eletrônico, telecomunicações e Internet das Coisas. Sua cartela de clientes é composta por grandes fábricas de infraestrutura, manufatura e setor público, dentre eles Development Bank of Singapore, Fujitsu, Samsung, Hitachi, LG, Dentsu, Flipkart e Globe.
Tendências em tecnologia para construção civil aquecem o mercado para 2023
Segundo dados da Prospecta Analytica, a expectativa de crescimento do setor de construção civil é de 4,5% em 2023. Isso, devido a estabilidade do preço dos materiais de construção e melhora da economia do país. Ainda de acordo com a pesquisa, as reformas de casas e construção de residências também devem avançar no próximo ano. Outro motivo de otimismo é a volta do programa de habitação popular do governo federal, Minha Casa Minha Vida. Todos esses fatores contribuem para a chegada de algumas novidades para impulsionar este mercado.
O momento é bastante oportuno para o avanço de novas tecnologias para o setor e as principais tendências estarão focadas em BIM, integração de dados e projetos, industrialização, engenharia de custos e replanejamento em tempo real. É importante ressaltar que a mudança de governo irá chacoalhar bastante o setor, dadas as novidades voltadas aos programas de habitação. Não necessariamente ficará melhor ou pior do que está, mas sim que teremos transformações de mercado, o que ocasiona em novas tendências para 2023. Algumas tendências em tecnologia para a construção civil que devem avançar em 2023 e transformar ainda mais este mercado são:
Orçamentos e planejamento migrarão cada vez mais para BIM
O BIM é a metodologia da construção civil que mais cresceu em relevância nos últimos anos. Antes visto como uma aposta, já é uma realidade e se tornou lei no Brasil em 2021. Dessa maneira, todos os projetos criados para órgãos públicos, serão obrigados a inserir a metodologia BIM em seus projetos, visto a precisão, a segurança e a transparência de informações que ela oferece.
Com BIM, é possível alcançar transparência com a troca de informação entre o projeto e o que acontece no canteiro de obras, sendo essencial para o andamento do projeto. Isso porque, a real adoção do BIM 4D e 5D é o que dará a maior precisão entre planejado e realizado. Abraçar essa integração de dados desde a concepção do projeto muda completamente a eficiência de uma obra, pois dessa forma é possível ganhar previsibilidade em relação às atividades, os insumos necessários e a produtividade da mão de obra.
Integração de dados entre projeto, planejamento e canteiro
A tecnologia em dados será essencial no setor da construção civil. Uma vez que integrar as informações do projeto, planejamento e canteiro fazem com que a obra seja mais objetiva e tenha maior precisão, independente dos detalhes. Além disso, é indiscutível o aumento de ganho de produtividade e exatidão de informações em relação ao planejamento vs realizado. Isso significa que a integração dos dados melhora todo o andamento da obra.
Ainda mais industrialização dos processos construtivos
Softwares deixaram de ser uma escolha e se tornaram uma exigência na construção civil. Isso porque não apenas o processo tecnológico chegou nas criações de projetos, mas também se faz presente na própria obra. Portanto é indispensável que inovações continuem surgindo e industrializando o processo constitutivo, para promover mais rapidez, agilidade e segurança a todos que se envolvem em uma obra. Além disso, a industrialização também proporciona a chegada de partes prontas no canteiro de obras, otimizando toda a construção.
Engenharia de custos como processo de gestão da construção
A Engenharia de Custos envolve, além da realização do orçamento, a elaboração do cronograma financeiro, do fluxo de caixa, a coordenação dos custos e os ajustes necessários para adequar a realidade ao orçamento inicial. Todos esses passos se remetem a gestão de um processo construtivo, ou seja, essa área será cada vez mais valorizada no mercado.
Replanejamento em tempo real com apontamento do canteiro de obras
Para ter um bom aproveitamento da obra a depender do seu tamanho, é necessário monitorar em tempo real o que está acontecendo na hora para que nenhuma falha aconteça, através do canteiro de obra, área fixa e temporária, onde se realizam as operações de apoio e execução de uma obra.
* Antonio Fascio é fundador e CEO do Grupo OrçaFascio
Curitiba aplica BIM Autodesk para projetos e obras de Mobilidade Urbana
Eleita cidade mais inteligente e conectada do Brasil, pelo Ranking Connected Smart Cities 2022, Curitiba está investindo em seu laboratório especializado em BIM (LABIMPMC) por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC). O objetivo é inovar no planejamento urbano a partir do sistema de mobilidade, ponto em que a cidade sempre foi pioneira no que diz respeito à adoção de novas tecnologias.
Desde o final da década de 80, a prefeitura de Curitiba já utilizava o Autodesk AutoCAD, mas com o tempo passou a adotar sistemas mais sofisticados para o desenvolvimento de estudos de planejamento urbano. Em 2018, a cidade passou a investir em um projeto de adoção do BIM que compreendeu treinamento e aquisição de hardware e software para secretarias envolvidas na iniciativa, por meio do LABIMPMC, que tem como missão não apenas a adoção, como também a ampliação e disseminação da ferramenta em todas as áreas da municipalidade É interessante destacar que esse investimento está atrelado ao componente inovação de um dos programas multilaterais financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e considerado muito bem-vindo pelo banco como um complemento à evolução dos projetos e implantação das obras. O BID é um dos agentes financiadores de obras estruturantes para a Prefeitura de Curitiba, a exemplo da obra Inter 2 que atende uma linha relevante da cidade. O município conta ainda com o financiamento de entidades como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) – dos Brics – e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), contemplando programas socioambientais e de mobilidade associados ao transporte e a urbanização de áreas ambientais, no combate aos riscos climáticos. “Estamos focados, nos próximos anos, na implementação de projetos de mobilidade, urbanização e habitação social. Para nos dar todo o embasamento para a execução das obras, estamos trabalhando com as ferramentas BIM Autodesk, que têm nos ajudado desde a concepção de melhores projetos ao gerenciamento das obras”, diz o engenheiro civil Márcio Teixeira, diretor técnico da Unidade Técnico Administrativa de Gerenciamento (UTAG), ligado ao IPPUC, setor responsável pelo gerenciamento dos contratos multilaterais. De acordo com o engenheiro Mauricio Costa, coordenador do LABIMPMC, o laboratório visa prestar suporte à implantação da tecnologia no município, atuar como elemento técnico na formulação de estratégias e definir critérios para contratação de projetos e obras no município, além de integrar o GIS com o BIM. Modelagem 3D: do tinteiro ao digital Para trazer as intervenções à vida, diversas áreas são selecionadas para subsidiar estudos e projetos das vias envolvidas em cada lote. Imagens em alta resolução, obtidas por fotogrametria, desdobram-se em ortofotos, MDT e MDE, e são utilizadas, também, para a geração de Nuvens de pontos. Essas imagens são o ponto de partida do desenvolvimento de modelos digitais, de onde serão extraídos, por exemplo, a altura das edificações para cálculo da volumetria, além de informações que vão compor o banco de Dados georreferenciado da cidade. Entre as boas práticas do IPPUC, está o uso do Autodesk Infraworks para simular e assim avaliar projetos contratados. As validações técnicas compreendem, inclusive, se o motorista tem a visibilidade necessária para fazer os movimentos dentro de uma intersecção. Com isso, qualquer via que não seja 100% segura pode ser corrigida antes mesmo da fase de planejamento da obra. Segundo o engenheiro civil Rafael de Paula, projetista viário do LABIMPMC, “a ferramenta é muito interessante para nossos estudos conceituais e projetos digitais de sistema viário. Um exemplo disso é que há 15 anos um sistema binário foi implantado na cidade e muito próximo da inauguração desta obra tivemos várias experiências de colisão em uma curva vertical, justamente pela falta de visibilidade do motorista. Se tivéssemos essa ferramenta no passado, a obra não teria que ser alterada depois de pronta e tampouco a população teria sido afetada.” O Infraworks acaba trazendo bastante detalhamento e precisão da obra ainda na fase de planejamento. Também é possível fazer a simulação de como o trânsito se comportará na região quando as obras forem implementadas, usando Dados do software e do estudo de tráfego. Além disso, a ferramenta possibilita a flexibilidade de simular trechos do projeto. Outra vantagem apontada pelos especialistas é o uso do Autodesk Docs como Ambiente Comum de Dados (CDE), que facilita a comunicação com as projetistas, o entendimento dos projetos e suas interferências na escala urbana. A disseminação do BIM dentro da prefeitura como pré-requisito gera naturalmente o engajamento das empresas contratadas, trazendo maior eficiência e agilidade nas correções e aprovações dos projetos. Ainda, a plataforma em nuvem possibilita que qualquer pessoa possa ter acesso ao projeto por meio da internet. Isso viabiliza não apenas o controle da obra, como a comunicação institucional com a própria população, que pode acompanhar como a região ficará quando a obra for acabada, uma vez que as imagens geradas são de fácil entendimento, mesmo para pessoas sem conhecimento técnico. Melhorando a vida da população “Em Curitiba, inovação é um processo social. A cidade só é inteligente quando melhora e facilita a vida das pessoas”, afirma Rafael Greca, prefeito da cidade. Os técnicos destacam ainda que um dos projetos em andamento também foi usado para traçar um perfil socioeconômico da região analisada e assim obter informações sobre as condições de vida dos moradores do local. Um cadastro desses moradores foi elaborado para avaliar o impacto real das mudanças para cada família, além de levar em conta a necessidade de cada uma delas. Assim sendo, o BIM vai muito além da engenharia, mas acaba sendo uma metodologia de melhoria de vida dos cidadãos curitibanos. “É fantástico acompanhar os casos do IPPUC e da prefeitura de Curitiba, que estão na vanguarda do planejamento urbano e usufruem de diversas tecnologias consolidadas, como GIS e BIM, para melhorar a fiscalização e aprovação de projetos e obras”, observa Fernanda Machado, especialista técnica sênior da Autodesk do Brasil. “A administração pública e a população só têm a ganhar com este grande exemplo de inovação social”, completa Ricardo Bianca, também especialista técnico sênior da Autodesk Brasil.“Também é possível fazer a simulação de como o trânsito se comportará na região quando as obras forem implementadas, usando Dados do software e do estudo de tráfego.”
CBIC divulga previsão para o crescimento da construção em 2023
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgou, nesta semana, que prevê crescimento de 2,5% para o setor da construção durante o ano de 2023. A projeção considera o ritmo de três anos consecutivos de expansão do segmento acima da economia nacional, além do ciclo de negócios do mercado imobiliário em andamento e da demanda habitacional sólida, segundo o presidente da instituição, José Carlos Martins.
Ele avalia que, nos próximos anos, os investimentos no setor devem permear, em especial, a área de infraestrutura, e que, embora a perspectiva e os números sejam positivos, o crescimento ainda continua 19,6% abaixo do que a atividade já apresentou.
Ao analisar o desempenho da construção neste ano e as perspectivas para 2023, Martins destacou a necessidade de aumentar a participação da construção civil no PIB nacional (que vem diminuindo nos últimos anos) para o país crescer de forma mais sustentada. Para exemplificar essa performance, ele citou os dados de 2012, em que a construção representava 6,5% do PIB total no país, e de 2021, ano em que o percentual caiu para 3,3%. Segundo Martins, nos países desenvolvidos, essa participação é em torno de 7%.
“Essa é uma decisão estratégica. Para fazer com que o país cresça realmente, para que ele tenha desenvolvimento social e humano, é necessário investimento para gerar resultado futuro para as pessoas”, ele disse, ao explicar que o foco deve ser direcionado para quatro pontos: produtividade, competitividade, sustentabilidade e construção com desenvolvimento social. “É prioritário que o nosso setor seja mais produtivo, que a competitividade setorial aumente e, para isso, é preciso o desenvolvimento tecnológico. Para ter desenvolvimento tecnológico, é preciso capacitar, inovar, incorporar muita tecnologia de gestão”, afirmou.




