Construção civil retoma contratações e tem salários de até R$ 40 mil

São Paulo – Após período fraco, o setor de construção civil começa a dar sinais de crescimento. No PIB do 2º trimestre, a área mostrou um crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2018, segundo dados do IBGE. Foi o primeiro resultado positivo após 20 quedas consecutivas.

E o número também se reflete nas contratações. Segundo levantamento da Michael Page, a procura por certos profissionais da área aumentou 300% nos nove primeiros meses deste ano ante o mesmo período anterior.

Renato Trindade, gerente executivo da divisão de operações de Propriedade e Construção da Michael Page e Page Personnel, explica que o número elevado é decorrente da baixa movimentação nos anos anteriores, mas ainda mostra uma retomada e um potencial grande de contratações para o próximo ano.

“O aquecimento está ligado a expectativa de mercado, principalmente com a baixa de juros e o cenário econômico mais favorável. O investimento na construção civil também teve uma retomada forte nos Estados Unidos, o que faz com que os investidores olhem para outros mercados e no momento o mercado brasileiro tem atratividade maior”, fala ele.

Segundo ele, a movimentação de recrutamento foi para cargos de alto nível hierárquico e muito estratégicos para buscar novos negócios e investimentos.

Atualmente, as oportunidades estão concentradas ainda na região Sudeste, onde ficam as bases das maiores incorporadoras, principalmente em São Paulo. Para o resto do Brasil, o gerente acredita que a retomada ocorra de forma mais lenta.

“Não temos um boom de empregos, mas um aumento de oportunidades para profissionais mais qualificados. As empresas têm olhado mais para a eficiência, buscando o profissional multifuncional, que mais possa agregar ao cargo. Elas procuram executivos de níveis altos, mas não há mais tantas cadeiras disponíveis. A indústria passou por uma otimização da gestão, onde havia 10 diretores, agora terá apenas três”, diz.

Para ele, as empresas têm procurado preencher cargos que mostram o interesse para investimentos novos e devem começar no próximo ano as contratações para níveis iniciais, como analistas e especialistas de engenharia e operação.

Confira a relação de cargos mais demandados, com os perfis e salários, da área em 2019:

Gerente ou diretor de novos negócios

O que faz: prospecção de novos negócios para a empresa, negociação e busca por terrenos, estudo de viabilidade econômica, especialista em aprovação, legalização, regulamentação, gestão de equipe, participa de convenções e congressos, desenvolve relacionamento no mercado público e privado.

Perfil: é desejável formação ou especialização em Engenharia, Negócios, Negociação. O conhecimento de idiomas é desejável, mas não imprescindível, a depender da empresa. O perfil também é estratégico para relacionamento com a rede de corretores e vendedores.

Salário: para gerente, de 15 a 25 mil reais (com variável). Para diretor, de 25 a 40 mil reais (com variável)

Motivo para alta em 2019: o cargo é peça-chave para aquisições nas incorporadoras e construtoras, gerando oportunidade de novos negócios, também é fundamental nas definições de planos táticos e estratégicos da companhia para o atingimento das metas e aumento nos resultados.

Gerente comercial/vendas

O que faz: prospecção de potenciais clientes e parceiros, gera demanda e ações promocionais, acompanha a performance e desenvolve a força de vendas, estabelece planos de visitas, realiza análise de concorrentes, estudo de mercado, levantamento de resultados de vendas e demanda, participa de convenções e congressos, desenvolve relacionamento no mercado público e privado.

Perfil: é desejável ter formação ou especialização em Engenharia, Negócios, Marketing, Comercial ou Negociação; ter experiência prévia no mercado de Real Estate; conhecimento de idiomas é desejável, mas não imprescindível, isso pode variar pela nacionalidade e demais pré-requisitos da empresa.

Salários: de 20 mil a 30 mil reais (com variável)

Motivo para alta em 2019: as incorporadoras têm estruturado cada vez mais as “Houses” ( braços comerciais de vendas do setor imobiliário) para não depender das imobiliárias e corretoras, oferecendo pacote mais atrativo e treinamentos preparatórios. As “Houses” se tornaram peça-chave nas definições de planos táticos e estratégicos comerciais das incorporadoras para o cumprimento das metas, aumento nos resultados de vendas e engajamento da equipe comercial.

Gerente de facilities/property

O que faz: é o profissional responsável pela gestão dos contratos terceirizados ou de prestação de serviços no que diz respeito a aluguel, recepção, manutenção, instalação, limpeza, telefonia, segurança patrimonial, compras, etc. Esse profissional também fica responsável pela elaboração de estratégias de revisão/cancelamento/assinatura desses contratos, visando ao controle de custos, estabelecimento de despesas previstas, elaboração de budget anual ou semestral. Ele também olha para o estabelecimento de novas parcerias e benefícios que agreguem valor à vida dos colaboradores, bem como busca a implementação de inovações tecnológicas que proporcionem bem-estar geral. O objetivo é sempre avaliar e apresentar os resultados obtidos.

Perfil: é desejável formação em Engenharia Civil,  com pós ou especialização em Administração, Arquitetura, Direito e áreas correlatas.

Salário: de 18 mil a 25 mil reais, dependendo do porte da empresa.

Motivo para retomada em 2019: em momento de retomada é importante “organizar a casa” e priorizar redução de custos e despesas, bem como retomar o olhar de cuidado com os serviços aos clientes e aos colaboradores.

Gerente de obra

O que faz: profissional responsável pelo planejamento e gerenciamento da implantação de cada etapa do projeto no canteiro de obra dentro do cronograma estabelecido. Gerencia o desempenho da obra por meio da análise crítica das especificações dos empreendimentos; orienta e monitora propondo melhorias nos processos de elaboração de orçamentos e negociação com fornecedores. O gerente de obra administra a contratação e gestão da mão de obra do canteiro.

Perfil: desejável formação em Engenharia Civil.

Salário: de 8 mil a 15 mil reais, dependendo do porte da empresa.

Motivo para retomada em 2019: retomada a confiança e os investimentos, também serão retomados os projetos parados, bem como terão início os novos.

Gerente geral de obras

O que faz: profissional responsável por três ou mais obras. Tem como aliado o gerente de cada obra, responsável pelo planejamento, supervisão e controle de prazos, custos e desempenho, cobrando cada gerente pelo desempenho esperado. O gerente geral de obras normalmente tem atuação maior em escritório e visita os canteiros periodicamente.

Perfil: desejável formação em Engenharia Civil, experiência prévia como gerente de obra, com pós ou especialização.

Salário: de 15 mil a 25 mil reais, dependendo do porte da empresa.

Motivo para retomada em 2019: retomada a confiança e os investimentos, também serão retomados os projetos parados, bem como terão início os novos.

PIB tem surpresa positiva e respira com construção, mas ainda falta fôlego

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São Paulo – Não faltaram surpresas positivas nos dados do PIB (Produto Interno Bruto) do 2° trimestre, divulgados nesta quinta-feira (29) pelo IBGE.

Depois do resultado negativo do primeiro trimestre, bastaria uma nova queda para configurar a volta do país para uma temida recessão técnica.PUBLICIDADE

Mas o dado não só veio na ponta mais otimista do mercado, em 0,4%, como também foi revisado o dado negativo do primeiro trimestre, mostrando que a queda foi menor do que inicialmente divulgada.

O ritmo de crescimento anual é de apenas 1% e vem sobre uma base fraca, já que no mesmo período do ano passado o país vivia o choque da greve dos caminhoneiros. Mas há pontos a comemorar.

Construção

A principal novidade foi a volta da construção civil. O crescimento foi de 2% em comparação com o mesmo período de 2018, o primeiro resultado positivo na base anualizada após 20 quedas consecutivas.

“Foi uma surpresa muito grande e um ponto totalmente fora da curva. O setor está melhorando, mas eu não esperava um número tão elevado”, diz Claudio Considera, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV. 

Especialistas veem um efeito da melhora na confiança no futuro, essencial na decisão de comprar um imóvel, e também o efeito de melhores condições de financiamento com a queda persistente dos juros.

O volume de recursos destinados para financiamentos imobiliários e construção de imóveis atingiu R$ 33,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 33% sobre o mesmo período do ano passado, segundo Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

O resultado do Caged, divulgado há uma semana, mostrou que a construção civil liderou a criação de vagas em julho com saldo de 18.721 postos formais.

“O resultado positivo, aliado aos recentes dados positivos de crédito, pode finalmente indicar uma saída do ‘fundo do poço’ para o setor”, escreve Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores.

Investimento e consumo

Outra surpresa positiva ficou com o investimento, que voltou a subir 3,2% na base trimestral após duas quedas. A taxa de investimento foi de 15,9% do PIB, maior que os 15,3% do mesmo período de 2018. 

Um dos motivos que podem explicar o movimento é que, com a recessão de 2015 e 2016 e a retomada fraca em 2017 e 2018, parques industriais foram se depreciando e agora precisam ser renovados.

“Máquinas e equipamentos vem se recuperando há muito tempo, como se os empresários estivessem investindo para ampliar sua capacidade produtiva e substituir as que já estavam obsoletas”, diz Considera, do Ibre.

Apesar disso, é preciso considerar que houve uma queda violentíssima do investimento durante a recessão, ressalta Alberto Ramos, diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs. 

Há muito chão para retomar, já que o nível de investimento da economia hoje é o mesmo de 11 anos atrás e segue 26% abaixo do pico.

“Dos componentes da demanda, o que ainda é o que mais fraco é o investimento. Não dá pra dizer que estamos num ambiente de grande confiança e retomada”, diz ele.

Um ponto de atenção é o consumo das famílias, responsável por 70% da demanda, e que cresceu apenas 0,3% de abril a junho em relação aos três primeiros meses do ano.

Apesar de ser o décimo avanço seguido em termos dessazonalizados, ele ficou abaixo da média de 0,5% registrada desde que voltou a crescer, no 1º trimestre de 2017.

Crescimento do setor de construção civil chama atenção do mercado de franquias, conheça as 5 melhores franquias para investir

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Mesmo após a forte crise que se instalou na economia brasileira, o mercado de franquias continua em crescimento. Especialistas afirmam que o setor de serviços é um dos poucos que não sentiram os efeitos dessa crise. Para se ter uma ideia, basta olhar para os números, segundo a Associação Brasileira de Franchising o desempenho do setor de franquias é de 5,9% no segundo trimestre de 2019, o país conta com mais de duas mil marcas em diferentes segmentos, em serviços e produtos.

O setor de construção civil brasileiro se mantém em constante crescimento e tem feito o número de unidades desse ramo crescer consideravelmente, o PIB da construção civil deve crescer 2% em 2019, diz Sinduscon-SP. A todo momento pessoas e empresas planejam realizar reformas em casas e escritórios e por isso, investir em uma franquia de construção civil pode ser uma ótima alternativa para começar um novo negócio.

Confira o ranking das 5 melhores franquias de construção civil:

1-Lojas Guaporé

Há 40 anos no mercado, a Guaporé é uma das pioneiras no segmento de casa e construção. Suas franquias dispõem um design moderno e um showroom com as melhores marcas do segmento. Além disso, para investir em uma franquia Guaporé não é preciso um alto investimento, pelo contrário, com baixo investimento o investidor consegue uma alta rentabilidade sem a necessidade de fazer estoque. A empresa oferece aos franqueados suportes para todas as áreas, treinamentos específicos e alta tecnologia nos processos. Elencamos a Guaporé em primeiro lugar porque entre todas é a franquia com o menor custo benefício. Todos os produtos são subsidiados pelos fabricantes e além disso, com um grande viés tecnológico, a franqueadora automatiza os principais processos, sendo esse outro custo fixo baixo. Para finalizar, as margens de lucro são enormes, uma vez que os preços oferecidos nas franquias são preços de distribuidor. Para maiores informações acesse o site: http://franquia.lojasguapore.com.br/

2-Dr. Faz Tudo

Dr. Faz Tudo é uma rede de franquias que oferece ao cliente, manutenção, reparos prediais e residenciais. O formato de negócio abrange todos os serviços realizáveis em um imóvel, para mantê-lo ou reformá-lo, desde a instalação de um ventilador até a troca de toda a tubulação hidráulica. A empresa oferece aos franqueados treinamentos em diversas áreas como, comercial, marketing, operacional e de internet. Para investir na franquia é preciso qualificação em engenharia, arquitetura, eletricista, encanador ou técnico em edificações. Para mais informações acesse: https://www.drfaztudo.com.br/abra-sua-franquia.asp

3-Master House

No mercado de franquias desde 2014, a rede Master House atua com serviços de elétrica, hidráulica, jardinagem, pintura, gesso e drywall, impermeabilização, montagens e manutenção predial. A empresa já possui 84 unidades em 19 Estados brasileiros e um master franqueado em Orlando, na Flórida (EUA). Para se tornar um franqueado a empresa exige ensino superior e dispor de capital mínimo de R$30.000. Para mais informações acesse: https://www.franquiamh.com.br/

4-Protege Piso

Há 14 anos, a Protege Piso é uma empresa que trabalha com locação de proteção profissional de pisos. A empresa oferece um sistema de placas flexíveis compostas de materiais de alta resistência e 100% reciclados e reutilizáveis. O cliente aluga a quantidade necessária para sua obra e a Protege Piso executa a entrega do material na obra, manutenção da proteção e retirada das placas no final da obra. O investimento total é a partir de R$53.500, para mais informações acesse: https://protegepiso.com.br/seja-nosso-franqueado/

5-Help Home

Em 2013 a Help Home iniciou seu sistema de franquias, desde então estão presentes em mais de 18 Estados brasileiros, Portugal e Espanha. A microfranquia oferece serviços de manutenção, reparos, jardinagem e decoração. O modelo de negócio pode ser operado em home office com investimento a partir de R$20.000. Para mais informações acesse: https://helphome.srv.br/pt-br/seja-um-franqueado

Alta de 96% em lançamentos de imóveis, marca retomada do mercado

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O Brasil teve em abril, maio e junho de 2019 uma grande tendência de crescimento. O número de lançamentos de imóveis residenciais subiu 96% no Brasil no segundo trimestre de 2019 em relação aos três meses anteriores, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que divulgou nesta segunda-feira (26), em São Paulo, a mais recente rodada dos Indicadores Imobiliários Nacionais. Também foi registrada alta de 11,8% em comparação com o mesmo período de 2018 (2º trimestre).

A constatação foi feita pelo presidente da CBIC, José Carlos Martins, e pelo vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci. O estudo ‘Indicadores Imobiliários Nacionais’, faz parte de um projeto da Comissão de Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, que conta com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Nacional (Senai Nacional).Publicidade

Somente no Sudeste do país, o aumento nos lançamentos foi de 209,5% na comparação entre os dois trimestres deste ano. Enquanto as empresas da região colocaram no mercado 6.799 casas e apartamentos entre janeiro e março deste ano, os lançamentos alcançaram, entre abril e junho, 21.044 unidades habitacionais – alta também de 35,5% em comparação com o segundo trimestre do ano passado, quando foram registrados 15.536 novos imóveis.

2º Trimestre de 2019 x 2º Trimestre de 2018

  • Os lançamentos apresentaram um aumento de 11,8%
  • As vendas também apresentaram um aumento de 16%
  • A oferta final apresentou uma queda de 8,7%

O número de vendas de imóveis residenciais novos subiu 22,9% (32.813) no Brasil no segundo trimestre de 2019 em relação aos três meses anteriores (26.708). Também foi registrada alta de 16% em comparação com o mesmo período de 2018.

Já no Centro Oeste do país, a alta relativa foi de 40,4% entre os dois trimestres deste ano. Enquanto os consumidores da região compraram 2.263 casas e apartamentos entre janeiro e março deste ano, as vendas alcançaram, entre abril e junho, 3.177 unidades habitacionais – alta também de 22% em comparação com o segundo trimestre do ano passado, quando foram registradas 2.605 aquisições imóveis.

“O mercado está em um grande momento e poderá ficar ainda melhor”, afirmou Martins, sobre a pesquisa que reúne dados de 23 cidades e regiões metropolitanas de todo o país.

Já Petrucci explicou a queda nos números da oferta final, ou do estoque de imóveis novos, que já chegou a ser de 21 meses e agora está em 11 meses. “Quando a gente olha os últimos dois anos, os números estão muito parecidos. Há uma tendência clara no aumento dos lançamentos e de vendas. Entretanto, os lançamentos ainda não estão adequados à venda, por isso temos o estoque em queda”, informou o presidente da CBIC.

Uma oferta final menor, de 8,7%, em relação ao mesmo trimestre de 2018, pode ser um dos motivos que levaram ao crescimento real do valor de venda de 8% para os imóveis novos em comparação com o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), segundo Petrucci.

Emprego e nova modalidade de crédito sinalizam recuperação para a construção civil

Celso Petrucci destacou o impacto dos lançamentos e das vendas na geração de empregos no segmento. “Depois de cinco anos de PIB [Produto Interno Bruto] negativo na construção civil, estamos percebendo também no emprego, pela primeira vez, essa reversão de expectativa negativa. Em 2019, de abril a junho, já estamos com mais vagas criadas que nos 12 meses de 2018”, disse o vice-presidente, ao lembrar os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. “O setor da construção foi um dos setores que mais empregou. Isso, em parte, é resultado de novas obras, que refletem seu crescimento na empregabilidade”, afirmou.

Para ele e Martins, a nova modalidade, que terá como referência o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), vai aquecer o mercado, além de garantir mais segurança para o empresário e para o consumidor investirem, movimentando o mercado e o aumentando o número de postos de trabalho.

“O IPCA é uma revolução. O mais importante do IPCA é o futuro. Vai haver impacto imediato sim, mas o fundamental é que vai se criar um mercado competitivo na concessão do crédito”, disse Martins. “Acredito que possamos ter um crescimento de 10 a 15% do mercado, se as previsões com a contratação com IPCA e outras medidas se encaminharem. O setor é uma saída para a recuperação econômica, já que responde rapidamente em termos de empregabilidade para o país”, complementou Petrucci.

Revista OE elege as “Obras de Engenharia do Ano”

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A capa desta edição, ao apontar as “Obras de Engenharia do Ano”, busca valorizar nossa Engenharia como atividade técnica, responsável por construir a infraestrutura que sustenta as atividades econômicas e a qualidade de vida da população há muitas décadas, a despeito de enormes carências.

Ocorre-nos a lembrança de obras históricas que chegaram a superar condições heroicas – a exemplo da ferrovia Curitiba-Paranaguá, projetado pelo engenheiro Antonio Rebouças e executado por outro, Teixeira Soares, há mais de 130 anos. Foram assentados mais de 110 km de trilhos, escavados 14 túneis, erguidos
75 pontilhões e executados 71 pontes e viadutos. A força empregada era braçal.

As condições eram tão inóspitas que foi necessário contratar cerca de 10 mil homens ao longo das obras, inclusive imigrantes, para se ter pelo menos 3 mil deles trabalhando nas frentes de serviço; o restante não chegou a permanecer nos trabalhos e, inclusive, houve muitas vítimas de malária e tifo.

Outros projetos que fizeram história, foi a hidrelétrica de Paulo Afonso, na Bahia, que teve de escavar uma caverna subterrânea de 60 m de extensão, por 16 m de largura e 30 m de altura, naquele belíssimo cânion do Rio São Francisco. A energia dessa usina acelerou o desenvolvimento do Nordeste na época.

A ferrovia Vitória-Minas, num trajeto de 905 km com mais de 150 viadutos e pontes, que nos anos 1904 exportava minério de ferro e importava cultura — literalmente, ao trazer bens referenciais importados dos países europeus para o interior.

Em São Paulo, ergueu-se o edifício Martinelli, com 25 andares, o mais alto então do País. O interventor federal em São Paulo, Ademar de Barros, autorizou a construção da Via Anchieta, vencendo a Serra do Mar, obra que deu início à mecanização da construção rodoviária.

Já em tempos mais recentes, a abertura da rodovia Belém-Brasília, onde morreu Bernardo Sayão num trágico acidente Valorizar a nossa Engenharia e a construção da nova capital federal, só foram possíveis pela
obstinação de visionários liderados por JK e os arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer. Mas as obras no planalto central é legado do enorme contingente de candangos vindos do Nordeste.

As “Obras de Engenharia do Ano” seguem esta longa tradição. Seus projetistas e construtoras são integrantes do Ranking da Engenharia Brasileira 2019.

Essa pesquisa anual exclusiva da revista OE reúne os protagonistas mais atuantes nos segmentos de Construtoras, Projetistas e Gerenciadoras, empresas de Montagem Industrial e as que prestam Serviços Especiais de Engenharia. O parâmetro no ranking é o faturamento bruto da empresa no ano de 2018.

A premiação dos destaques do Ranking foi centrada nas empresas que atuaram nas “Obras de Engenharia do Ano” — indicadas na capa dupla da edição, agrupadas por região: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Essas obras simbolizam a importância da infraestrutura como vetor de desenvolvimento socioeconômico das fronteiras regionais, além de se destacar como exemplos de resiliência e superação num cenário econômico complexo.

Ao comemorar os 50 anos da chegada do homem à lua, vimos num relance o quão pouco a infraestrutura brasileira se modernizou nessas décadas, com a honrosa exceção do setor de energia. Esta é uma tarefa inadiável que nos impõe o próprio País, sua economia e seus habitantes, que precisam destravar os
caminhos em direção ao desenvolvimento pleno.

Esses caminhos passam obrigatoriamente por uma infraestrutura recuperada, ampliada e tecnologicamente atual, construída pelos nossos engenheiros, projetistas e arquitetos.

Os R$ 164 bilhões em novos projetos divulgados por concessionárias e empresas industriais, comerciais e de serviços – nos 30 meses recentes — que estão listados nesta edição sinalizam o sólido ciclo de obras que se inicia!

Norte

Ponte sobre o Rio Madeirana divisa Rondônia-Acre (Dnit)
Projeto: Enescil
Fiscalização: JDS e Falcão Bauer
Construção: Arteleste Construções

BRT de Belém/PA (Secretaria Municipal de Urbanismo de Belém)
Projeto: Systra, Concremat, Yachiyo Engineering e Chodai
Construção: Paulitec e Sistran

Reforma do Aeroporto de Macapá/AP (Infraero)
Projeto e Construção: Dan Hebert Engenharia e EPC

Linhão Belo Monte – trecho Pará e Tocantins
(Xingu Rio Transmissora de Energia)
Projeto: Tractebel
Montagem: Tabocas

Centro-Oeste

UHE Sinop/MT (Sinop Energia)
Projeto: Intertechne, Leme e Concremat
Construção: Construtora Triunfo

Complexo de Proteína de Soja da ADM em Campo Grande/MS
Projeto: Neoplan
Montagem: Sincroniza Engenharia

Hospital Sírio-Libanês em Brasília/DF
Construção: Engeform Engenharia

Sul

Complexo viário sobre o Rio Guaíba em Porto Alegre/RS (Dnit)
Projeto: EGT Engenharia
Construção: Queiroz Galvão

Expansão do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP)
Construção: Destac Engenharia de Fundações

Ampliação e Modernização do Aeroporto de Porto Alegre/RS (Fraport)
Projeto: Pöyry
Construção: Consórcio HTB, Tedesco e Barbosa Mello

Termelétrica Pampa Sul, em Candiota/RS (Engie)
Projeto (EPC): SDEPCI
Gerenciadora: SEPCO1
Construção e montagem: Niplan, Cobrazil e M. Roscoe

Novo Terminal do Aeroporto de Florianópolis/SC (Zurich Airport)
Projeto e Construção: Racional Engenharia

Ampliação da Fábrica de Celulose da Klabin (Projeto Puma II) em Ortigueira/PR
Engenharia, gerenciamento das plantas complementares e interligações
de ilhas de processos: Pöyry
Fornecedores: Andritz (pátio de madeira, caustificação, forno de cal, caldeira de
recuperação e caldeira de força); Confab Industrial e Veolia HDP (planta de evaporação);
Siemens (turbogeradores); Suez Water Technologies & Solutions Brasil
(estações de tratamento de água, de efluente e de água para caldeiras); Valmet
(linha principal de fibras e máquina de papel)

Nordeste

Ampliação e Modernização do Aeroporto de Fortaleza/CE (Fraport)
Projeto: Intertechne
Construção: Método e Construtora Passarelli

Ampliação e Modernização do Aeroporto de Salvador/BA (Vinci Airports)
Gerenciamento: Engexport
Construção: Teixeira Duarte e Alves Ribeiro

Termelétrica Porto de Sergipe I (Celse)
Gerenciamento: AO Engenharia
Construção e Montagem: GE, HTB e Montcalm

Complexo Urbanístico Jardim Brasil em Feira de Santana/BA
Projeto de Arquitetura: André Sá e Francisco Mota
Construção: LMarquezzo Construções e Empreendimentos

Fábrica da Laboratório Aché em Suape/PE
Construção: Rio Verde

Complexos eólicos no Rio Grande do Norte (Voltalia – Ventos de Serra do Mel
1 e Echo Energia – Echo 3, 6 e 7)
Construção: DoisA Engenharia

Cinturão das Águas no Ceará (Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará)
Supervisão: TFP Engenharia
Construção: Lote 1 – Construtora Passarelli, PB Construções e Serveng / Lote 2 –
SA Paulista / Lote 3 – Marquise e EIT Construções / Lote 4 – PB, Construtora
Passarelli e Serveng / Lote 5 – Ferreira Guedes e Toniolo, Busnello

Linha Leste do Metrô de Fortaleza/CE (Metrofor)
Construção: Sacyr e Ferreira Guedes

Sudeste

Laboratório Nacional de Luz Sincroton (projeto Sirius), em Campinas/SP
(Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais – CNPEM)
Gerenciadora: Engecorps
Projeto de Engenharia de Instalações: MHA
Projeto Estrutural: Engeli Consultoria e Engenharia
Montagem: Temon
Construção: Racional

Extensão da Linha 9-Esmeralda da CPTM em São Paulo/SP
Construção: Concrejto
Duplicação da SP-191 na ligação das rodovias Anhanguera
e Washington Luis/SP (Arteris/Intervias)
Construção: Tranenge Construções
3ª Faixa da Rodovia Niterói-Manilha – BR-101/RJ
(Arteris/Autopista Fluminense)
Construção: Carioca Engenharia

Residencial Vida Nova Ribeirão, em Ribeirão Preto/SP
(Programa Minha Casa Minha Vida)
Projeto e construção: Pacaembu Construtora
Ponte pênsil no Complexo de Mariana/MG da Vale
Projeto e fornecimento: TMSA
Projetista: Cowi
Obras civis: Civil Master
Montagem eletromecânica: Milplan

Modernização das unidades geradoras do Complexo Hidrelétrico
Jupiá-Ilha Solteira (CTG Brasil)
Projeto de Engenharia: Voith, General Electric, Harbin Electric, WEG e Sepco1
Instalações hidráulicas e elétricas (montagem):
Voith e Power Construction Corporation
Montagem industrial: Voith, General Electric, Harbin Electric, WEG e Sepco1

Construção e Montagem de Dutos no ABC e Cubatão/SP (Petrobras)
Construção: SACS e Niplan
Complexo Minero-Industrial de Serra do Salitre/MG da Yara
Projeto: Promon e Statura
Gerenciamento: ETM (Fase 1) / Promon (Fase 2)
Construção (fase 1): Construcap e Niplan
Construção (fase 2): Constucap e Techint

Duplicação do Trecho de Serra da Rodovia Tamoios/SP
(Concessionária Tamoios)
Projeto: CJC, Engecorps e Núcleo
Construção: Queiroz Galvão
Contenção: Keller Tecnogeo

Alta na construção é puxada por imóveis, não por infraestrutura, diz IBGE

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O crescimento da construção no segundo trimestre do ano foi puxado pelo segmento de imóveis, e não pelo de infraestrutura, afirmou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi de 1,9% no segundo trimestre deste ano, em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado houve um avanço de 2,0%, que interrompe uma sequência de 20 trimestres de quedas.

“A parte de infraestrutura continua bem baixa. Não tem muito recurso público. Mas a parte de construção de imóveis ajudou um pouco. A alta é puxada não pela parte da infraestrutura, mas pela parte de imóveis”, explicou Rebeca.

Segundo Claudia Dionísio, gerente na Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, a base de comparação baixa também ajuda a explicar o avanço na construção, assim como a melhora na confiança empresarial. A alta de 2,7% nas atividades imobiliárias ante o segundo trimestre de 2018 confirmam a construção puxada pelo setor imobiliário, apontou Claudia.

“O crédito, a renda melhorando um pouco, o ambiente e o déficit habitacional que a gente sempre tem também colaboram (para a alta na construção)”, completou Rebeca Palis.

A construção responde por cerca de 50% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB). A FBCF cresceu 3,2% na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre de 2019. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado a alta foi de 5,2%.

“Todos os componentes favoreceram (a FBCF)”, disse Claudia, acrescentando que a construção é a que tem peso maior.

A maior produção de bens de capital também impulsionou os investimentos no segundo trimestre, influenciando o crescimento registrado pela indústria da transformação no período.

Artigo: Velhos paradigmas, barreiras ao crescimento

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Costumo dizer que um dos grandes problemas do Brasil é o excesso do patrulhamento do Estado nas ações da iniciativa privada.

Vivemos em um País que criminaliza o lucro e cria obstáculos para a inovação tecnológica, pois se a inovação tecnológica se transformar em ganho de produtividade e, por via de consequência, em redução de custos para a empresa, os órgãos fiscalizadores buscam alguma forma de caracterizar, este ganho de produtividade, como se fosse superfaturamento, o que, no meu entendimento, não é correto.

Vejamos o caso das obras públicas. Existe um entendimento que a lei de licitações (8.666) seria feita para beneficiar o Estado e que o critério de menor preço, do engessamento de preços unitários e da limitação de BDI nos orçamentos seria “a salvação da lavoura”, que toda a corrupção iria acabar e que as obras seriam contratadas a preços justos. Nesse cenário perfeito, o Estado gastaria menos e as obras seriam concluídas nos prazos corretos, transformando aquele investimento público em benefício à sociedade. Ledo engano.

Os processos licitatórios baseados na lei 8.666 geram, atualmente, propostas de adesão, uma vez que não é dado à empresa o direito de estudar tecnicamente a obra e construir o seu próprio orçamento, apresentando o preço de acordo com a estrutura de custo da empresa. Adotemos o seguinte exemplo: Em uma licitação, caso a empresa encontre e coloque em sua proposta um preço, encontrado com base nas suas produtividades e na sua estrutura de custo, em um item, superior ao valor estabelecido como sendo o limite de preço unitário pelo poder público, a empresa será desabilitada, mesmo que, adotando o mesmo critério de utilização das produtividades e estrutura de custos da Empresa, sejam apresentados preços inferiores em todos os demais itens da planilha e que resultem em preço global final inferior ao estabelecido pelo órgão.

O mesmo ocorre com o BDI. Cada empresa tem sua estrutura de custo e metodologia de orçamentação. Uma simples modificação de conceito do que é Custo Direto e Custo Indireto pode significar mudanças radicais no valor atribuído como BDI! Já vi muita obra, na iniciativa privada, com BDI superior a 50%, dar prejuízo. Basta que os prazos para execução sejam dilatados e a empresa tenha que pagar os custos de manutenção de canteiro por mais meses que os previstos, ou ainda, obra pequena que requer estrutura de mobilização grande! BDI elevado não pode e não deve ser indicador de que há sobrepreço, muito menos em obras públicas quando, na quase totalidade das vezes, as obras tem seu prazo dilatado por falha e/ou omissão do Estado, quer seja porque não providenciou os projetos, licenças e/ou alvarás, como também, e mais comumente, por não conseguir honrar, de forma minimamente pontual, com os pagamentos devidos às empresas pela execução das obras.

Um recente estudo da CBIC constatou que existe um total de 4.669 obras que integravam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que estavam paralisadas em junho de 2018. O levantamento da CBIC e do Senai também identificou que entre as principais causas da paralisação das obras do PAC é comum encontrar problemas com o projeto de engenharia, pendência operacional – como atraso em pagamentos e na prestação de contas – e falhas na licitação.

É difícil falar desses assuntos de forma didática sem ser prolixo. Precisamos sempre ser repetitivos para que possamos ser entendidos. Considerando que não se trata de um documento técnico, me limito a utilizar esse espaço para deixar o alerta de sempre: O menor preço nem sempre é o melhor preço. A modernização da lei das licitações tem que encontrar um forma de dar às empresas a liberdade de construir seus orçamentos e apresentar suas melhores propostas de preços com base nos Editais, que dever ser completos, e o poder público tem que se atualizar e capacitar, ainda mais, formando comissões julgadoras ainda mais competentes. Tal providência urge, para que tais comissões possam, além de lançar um Edital completo, com projetos executivos e planilhas de quantitativos fidedignas, com preços básicos atualizados, saber decidir, com critérios e pesos objetivos, quais propostas são ou não exequíveis. Precisa ainda garantir o pagamento das faturas em dia, sob pena de comprometer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Quanto mais o critério de julgamento para contratação de Obras e Serviços, por parte do Poder Público, se aproximar da forma de contratação da empresas Privadas, mais retorno o Poder Público dará à Sociedade e menos trabalho terão os Órgãos Fiscalizadores, que cada vez mais deverão se limitar a olhar o custo total e a efetiva aplicação dos recursos com a constatação da conclusão da obra com qualidade e seu benefício para a Sociedade, identificando com facilidade, quando houver, onde residiu o desvio do previsto x realizado e, em assim o fazendo, podendo encontrar, de forma clara, quem foi o causador do desvio, se Contratante ou Contratada, para que possa, o causador do eventual prejuízo responder de acordo com a legislação aplicável.

Nessa linha, a Comissão de Infraestrutura da CBIC lançou, recentemente, um documento intitulado Fechando as Janelas da Corrupção, onde apresenta os riscos e propõe soluções para mitigá-los, na fase prévia e durante a licitação, como também ajuste nas minutas de contrato com o poder público.  Esse material está disponível no site da CBIC, o qual vale uma consulta e leitura minuciosa.

Concluo dizendo uma frase que ouvi recentemente, cujo autor não me recordo, “a palavra inspira mas o exemplo arrasta”. Que possamos inspirar e dar exemplo para arrastar o maior número de pessoas em defesa da causa de um ambiente de negócios menos hostil e mais previsível, para que possamos seguir nossa missão de construir a infraestrutura do nosso país, executando as obras e gerando os empregos necessários para a retomada da nossa economia. Sigamos em busca de um Brasil com menos desigualdade social e crescimento sustentável, além de uma sociedade na qual a iniciativa privada seja vista como a solução e não como o problema. Que possamos deixar esse legado para filhos e netos.

Vídeo Case – Gestão estratégica da REM Construtora

A REM Construtora desde 1990 valoriza pessoas e seus projetos de vida. Com forte atuação no mercado imobiliário, já realizou edifícios residenciais e comerciais, agências bancárias, galpões, entre outros, totalizando 340 mil m2 construídos ou em construção, o que representa 38 empreendimentos em São Paulo, nos bairros de Perdizes, Pacaembu, Pompéia, Vila Romana, Higienópolis, Alto de Pinheiros, Vila Olímpia, Jardins, Santana, e também no litoral norte paulista.

E para manter-se entre os principais players da Construção Civil em São Paulo, a REM Construtora sempre investiu em tecnologia da informação visando automatizar todos os seus processos e comunicação entre canteiros de obras e escritórios. Por isso há quase 20 anos utilizam o ERP SIECON para a Gestão estratégica de toda a empresa, passando pelos departamentos de Compras, Financeiro, Contabilidade até a Engenharia, CRM e Suprimentos.

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Imóveis compactos moldam futuro do mercado imobiliário

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Com redução para 6% da taxa de juros Selic, que chegou a superar os 13% em 2017, e estabilização da inflação a 2,5% ao ano, segundo o Banco Central, o ano passado deu acenos promissores para que o mercado imobiliário possa se regenerar e se renovar em 2019. Outro fator, entretanto, que vem transformando o cenário imobiliário é justamente o perfil de seus consumidores.

Foto: DINO / DINO

A primeira geração a ter nascido na era digital encontra-se agora em transição de emancipação e é sua demanda que tem redesenhado os aspectos dos novos empreendimentos, especialmente os residenciais. De acordo com dados da Zap Imóveis, pessoas de entre 20 e 35 anos de idade são as que mais pesquisam por imóveis na internet.

Segundo o  empresário Felipe Zaidan, que é especialista na comercialização de imóveis compactos, cita os motivos deste tipo de produto estar sendo bastante comercializado na atual fase do mercado imobiliário pernambucano.

Segundo ele, a chamada geração milenium- público alvo deste segmento, investe nesse nicho de mercado, devido ao baixo custo de manutenção e ampla área de lazer. Além disto, a alta liquidez e elevada demanda para contratos de aluguéis por temporada, favorece a sua aquisição por investidores.

A modernização do perfil do consumidor imobiliário, consequentemente, gera demanda pela modernização das plantas dos imóveis. “Este novo consumidor nasceu já num mundo onde a tecnologia proporciona uma integração entre funcionalidade e estética, e é esta integração que dará a cara das novas plantas de agora em diante”, completa Zaidan.

Nesses 10 anos, mudamos a nossa relação com o espaço físico e adotamos o lema da escola Bauhaus: menos é mais. Menos trânsito é mais qualidade de vida; menos espaço é mais organização; menos burocracia é mais tempo livre. É por isso que os apartamentos compactos já representam mais da metade dos lançamentos em Recife e essa tendência é irreversível. Estamos trocando metro quadrado por qualidade de vida ao quadrado.

Vídeo Case: ERP na Obra como um facilitador

A Conx Construtora e Incorporadora posiciona-se, ao longo de 28 anos, como geradora e gestora de empreendimentos imobiliários de grande sucesso em São Paulo. A Conx acredita que a sustentabilidade empresarial se conquista por meio da evolução diária de todos os processos necessários ao desenvolvimento dos seus negócios. E por isso sempre investiu em tecnologia para otimizar e informatizar todos os processos gerenciais da empresa.

“Do primeiro ao último dia de obra a gente uso o SIECON” (Felipe Nascimento, Engenheiro CONX)

Por esta razão todas as Obras da Conx são gerenciadas com o auxílio do sistema ERP SIECON, da empresa Poliview Tecnologia, desde o estudo de Viabilidade, passando pela Engenharia, Suprimentos, Contabilidade até o Financeiro. Integrando todas as informações em uma ferramenta apenas, desde o canteiro de obras até o escritório da Construtora.

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