Moradores reclamam de obras do metrô de SP que duram 9 anos

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Entre tapumes, interdições, poeiras e atrasos, a rotina de quem vive próximo das prometidas estações do monotrilho de São Paulo, da linha 15-Prata do Metrô, sofre mudanças nos últimos nove anos, devido às obras realizadas pelo Governo paulista. A rua da futura estação Jardim Planalto, na zona leste de São Paulo, é dominada por funilarias, serralherias, borracharias, além de lojas para peças de carros e materiais de construção. Os donos dos negócios, que também moram na região, dizem que as obras atrasadas também atrasam a vida dos moradores. “Estão fazendo há tanto tempo que nem dá mais para lembrar os prejuízos, mas sei que ficou muito ruim aqui por causa dos desvios no trânsito que fez, agora tem que dar uma volta bem maior para chegar em casa”, diz o borracheiro José Medeiros, 66 anos, que trabalha e mora próximo da futura estação. Na esquina oposta à futura estação Jardim Planalto, uma lanchonete vazia, sem nenhum salgado na estufa, com apenas o dono e o filho conversando encostados no balcão. “Hoje pode dizer que eu sou um comerciante quebrado”, diz Lauro Silvério Filho, 58 anos.
Comerciantes reclamam de obras do monotrilho

Comerciantes reclamam de obras do monotrilho

Ele conta que tem o comércio há 14 anos, mas nos últimos oito — no período de construção da estação — vive uma decadência. “Eu tinha cinco funcionários e hoje trabalha só eu e minha mulher”, afirma. A perspectiva dela é que aconteça o mesmo que outros comerciantes da região: ter o negócio fechado. Além dos prejuízos causados pela obra, Silvério afirma que mesmo depois de prontas as estações “vão ser só para dar votos para políticos”. Para ele, apenas as pessoas que vão trabalhar em bairros nobres paulistano vão se beneficiar da linha. “Vai ser bom para quem vai para Vila Madalena, Paulista. Agora para o povão mesmo, que vai para o Mercadão, Parque Dom Pedro, vai continuar pegando ônibus porque as estações não vão atender essas áreas mais populares”, diz Silvério. O filho do comerciante, dono de um bar em um bairro um pouco mais afastado da estação, afirma que não afetou o movimento de seu comércio, mas “piorou muito as ruas aqui, andar de carro ficou uma porcaria e o trânsito afeta todos, de carro ou de ônibus”. Isso acontece porque, segundo eles, houve interdições e desvios em pistas da região. E a estação Jardim Planalto é apenas a primeira da linha depois das seis que estão prontas. Das estações em funcionamento, apenas Vila Prudente e Oratório, finalizadas em 2014, atendem em horário comercial. Entregues com quatro anos de atraso, em abril deste ano, as estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União funcionam apenas para visitação, de segunda à sexta das 9h às 16h. Além dessas estações, outras quatro deveriam ter sido entregues em 2014, com a linha chegando até São Mateus.
Estações da Linha 15-Prata funcionam em horário especial

Estações da Linha 15-Prata funcionam em horário especial

Kaique Dalapola/R7
Ainda havia a promessa de entregar em 2016 a última etapa, finalizando a linha 15-Prata, que entregaria outras seis estações, até a Cidade Tiradentes. Ao todo, são 24,5 km de monotrilho. As estações do monotrilho são prometidas desde abril de 2009, quando os então prefeito e governador Gilberto Kassab e José Serra, respectivamente, iniciaram convênio para atender a população com o transporte. As obras iniciaram no ano seguinte e, desde então, a linha é marcada por atrasos. Outro lado O Metrô afirmou que todas as construções de grande porte exigem altos investimentos e tempo considerável, pela dimensão e complexidade das obras, que podem sofrer intercorrências como demora na obtenção de licenças ambientais e complicações em processos desapropriatórios, ou até mesmo o abandono das obras pelas empreiteiras. “As obras metroviárias estão sujeitas, não somente a estas variáveis, mas também à crise econômica que se instalou no Brasil nos últimos anos”, explicou a nota. Ainda segundo o Metrô, a empresa que construía as estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, reduziu drasticamente o efetivo e por este motivo foi notificada, multada em valores ultrapassam R$ 7,7 milhões e teve contratos rescindidos. Para a conclusão dos serviços, a companhia disse que esta se empenhando para publicar novo edital em dezembro. “A meta para a assinatura do novo contrato é março e a previsão de retomada das obras em abril. O prazo de conclusão dos serviços estimado é outubro de 2019.” Quanto aos horários, a nota diz que as estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União, funcionam na modalidade de “Visita Assistida”, sem cobrança de tarifa, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. A operação nesse formato é padrão internacional e permite a maturação do funcionamento de equipamentos e sistemas. Esta linha funciona com o sistema CBTC UTO (Unattended Train Operation), totalmente sem operador. Assim, todas as possíveis rotas de circulação dos trens, inclusive no pátio, precisam ser testadas e aprovadas para que o sistema seja liberado de forma completa dentro do contrato firmado com a Bombardier. A previsão é de que os testes do sistema de sinalização e comunicação sejam concluídos neste mês, quando o horário de atendimento deverá ser ampliado.

Para especialista, 2019 será de recuperação da construção civil

O consultor de Mercado Marcos Kahtalian, de Curitiba, um dos mais renomados especialistas em mercado imobiliário do Paraná, esteve em Cascavel na noite desta terça-feira (6), a convite do Sinduscon Paraná Oeste, do Secovi e do Sebrae, para comandar o workshop “Indicadores da Construção Civil 2018”. O evento discutiu temas como Análise do cenário imobiliário de Cascavel e região Oeste do Paraná, Análise da oferta de imóveis, Onde investir e Onde morar. Algumas constatações do estudo anual feito pela empresa de Kahtalian, a Brain Inteligência Corporativa, chamam a atenção. No cenário político, há um horizonte de apoio à cartilha do liberalismo impresso pela vitoriosa campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República. É diferente do cenário de 2016, auge da crise brasileira, em que havia a incerteza motivada pelo Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e do início da Era Temer. Já no campo da economia, reflexo, em parte, do ambiente político, os tempos de incerteza afetaram o equilíbrio da lei da oferta e da procura de imóveis, já que o mercado parou de fazer novos lançamentos, fator que contrasta com o cenário de otimismo e com as curvas dos gráficos de crescimento, praticamente todas, apontando para cima. O resultado é uma diminuição dos estoques, situação que chegou ao seu limite, já que a tendência do mercado, doravante, é a de comprar. Segundo ele, o segmento da construção de casas populares, especialmente por intermédio do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo federal, não foi afetado durante os anos de crise. O baque foi sentido com mais intensidade nos imóveis de alto padrão. No entanto, segundo o especialista, há uma movimentação em curso de retomada da compra de imóveis de faixas sociais mais específicas. “De fato, são indicadores da recuperação da atividade produtiva, puxados pela alta do PIB e também pela relevância de novos investimentos estrangeiros. O primeiro setor beneficiado, pela característica de alta volatilidade, é a indústria imobiliária, que puxará, por consequência, toda a cadeia produtiva do setor”, destacou Kahtalian.

A caminho da arquitetura Serverless: redução de custos e tempo para inovar

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Há pelo menos uma década, ouvimos falar sobre como a jornada para a nuvem tem mudado a perspectiva dos negócios. E, hoje, percebemos cada vez mais o valor que essa tecnologia tem apresentado, justamente pelo aumento da eficácia na administração orçamentária corporativa, e na diminuição do tempo gasto na gestão de projetos e equipes. Com essa evolução, vivemos agora o momento no qual os ambientes em cloud migram para a arquitetura Serverless, ou melhor, processamento distribuído sem servidores definidos controlados por API. É o que aponta uma pesquisa feita pelo Gartner sobre a adoção de Serverless – ou FaaS (funções como serviço) –, que mostra que essa tecnologia continuará a crescer nos próximos anos. O estudo indica que mais de 20% das empresas globais terão implantado tecnologias Serverless até 2020, o que representa um aumento considerável ante os 5% já instalados hoje.
No caminho da maturidade Conhecida por eliminar a necessidade do sistema tradicional “sempre ligado”, essa arquitetura otimiza o trabalho da equipe usando outra tecnologia conhecida com IaC (Infrastructure as code) ou infraestrutura como código. O que antes gerava necessidade de gerenciamento, provisionamento, e manutenção dos servidores com administradores de forma manual, ou até mesmo através de ferramentas, agora pode ser automatizando via código, aumentando exponencialmente a produtividade dos administradores. Ao implantar um sistema usando essa tecnologia é possível definir exatamente a capacidade de armazenamento e o banco de dados necessários, o que otimiza o gasto para execução de uma carga de trabalho. Em um cenário com arquitetura Serveless, toda a estrutura passa a ser gerenciada de forma automatizada, dando à organização e ao seu time, segurança e liberdade para dedicar os esforços de TI em estratégia, inovação e entrega.
Mesmo sabendo que temos um longo caminho para que todas as aplicações sejam adaptadas para usar a arquitetura Serveless, entendemos que essa estratégia está próxima a entrar na agenda de prioridades da maior parte dos CIOs. Se esse é o tipo de flexibilidade e otimização de processos que a sua empresa precisa, mas ainda tinha dúvidas sobre qual tecnologia adotar, vale a pena procurar um especialista e entender a fundo como a arquitetura Serverless vai ajudar nos negócios. Amando AmaralCTO & Head of Innovation TIVIT

12 certificações para arquitetos corporativos

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À medida que mais empresas lidam com a Transformação Digital e reconhecem o valor de alinhar sua estratégia, tecnologia e processos de TI com os objetivos de negócios mais amplos, há uma necessidade crescente de profissionais talentosos que possam reduzir a complexidade, estabelecer processos sólidos de tecnologia e garantir que a ela seja utilizada de forma consistente entre as unidades de negócios e áreas funcionais. Cada vez mais, esse papel é preenchido por um profissional de Arquitetura Corporativa: alguém capaz de traduzir a estratégia de negócios de uma empresa em soluções concretas, de projetar e executar um plano de arquitetura de sistemas de TI para suportar essa estratégia, diz Rich Pearson, vice-presidente sênior de marketing da Upwork. “O arquiteto corporativo é um profissional recente, que começou a aparecer durante o último trimestre, mas que está crescendo de forma constante. De março de 2017 a abril de 2017, vimos um aumento de 75 por cento no número de ofertas de trabalho para ‘arquitetos corporativos’, especialmente entre as grandes organizações que estão adotando a Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) e aqueles que estão instigando a tecnologia a promover mudanças de processos de negócios dentro da organização “, diz Pearson. Se a sua empresa está planejando contratar um arquiteto corporativo (EA), as certificações são uma ótima maneira de validar as habilidades dos candidatos. Como um EA, o profissional será responsável pelo desenvolvimento da estratégia de TI  mantendo as metas de negócios alinhadas às metas de TI. Essas certificações testam suas habilidades, conhecimentos e habilidades para o trabalho com estruturas, ferramentas, software e melhores práticas da EA. Se a sua empresa deseja se concentrar em nuvem, aplicativos, software ou outras áreas da arquitetura corporativa, uma ou mais dessas 12 certificações ajudarão a fortalecer seu currículo. 1 – AWS Certified Solution Architect O exame AWS Certified Solution Architect abrange a criação de uma solução de design arquitetônico baseada nos requisitos do cliente, fornecendo as melhores práticas para implementação e supervisionando o gerenciamento de longo prazo de um projeto de arquitetura corporativa. O profissional precisará de experiência prática com todos os serviços da AWS para computação, rede, armazenamento e banco de dados para passar no exame. Não terá que fazer um curso para passar no exame, mas a Amazon recomenda pelo menos de seis meses a dois anos de experiência prática usando serviços AWS antes de tentar o exame. Você também pode baixar exames práticos e materiais de treinamento diretamente da Amazon para ajudá-lo a se preparar para o exame. Custo: US$ 100 para praticante de nuvem, US$ 150 para nível de associado e US$ 300 para exames de nível profissional 2 – Axelos ITIL Master certification ITIL é uma estrutura de gerenciamento de TI popular, usada por arquitetos corporativos para ajudar a gerenciar processos de serviço. Se o profissional trabalha em um ambiente ITSM com a estrutura ITIL, a certificação Axelos ITIL Master é útil para demonstrar sua aptidão no gerenciamento de serviços. Para se qualificar para o ITIL Master, o profissional precisa ter ao menos cinco anos de experiência em gerenciamento de serviços de TI em uma função de consultoria ou de liderança. Também precisará obter a certificação ITIL Expert antes de fazer o exame ITIL Master. Custo: as taxas do exame variam de acordo com o fornecedor 3 – CISSP Information Systems Security Architecture Professional (CISSIP-ISSAP) A certificação CISSIP-ISSAP é projetada para profissionais com Certified Information Security Professionals (CISSIP) que desejam adicionar conhecimentos em arquitetura. O profissional precisará ter sua certificação CISSP, além de dois anos de experiência trabalhando com um ou mais domínios no corpo de conhecimento comum CISSP-ISSAP (CBK). O exame abrange arquitetura de gerenciamento de identidade e acesso, arquitetura de operações de segurança, governança, conformidade, gerenciamento de riscos, segurança de infraestrutura, modelagem de arquitetura de segurança e segurança de aplicativos. Custo: US$ 699 para o exame e uma taxa de manutenção anual de US$ 35 4 – Dell EMC Proven Professional Cloud Architect training and certification A Dell EMC implementou recentemente todas as certificações em uma única certificação mestre, a Dell EMC Proven Professional , mas o profissional pode optar por diferentes cursos individuais específicos à sua carreira de arquitetura corporativa. O curso de certificação EMC EMC Proven Professional Cloud Architect (DECE-CA) cobre a coleta de requisitos adequados e o design de serviços em nuvem em um ambiente ITaaS. O profissional também terá a chance de praticar suas habilidades através de um projeto colaborativo de design de serviços na nuvem. Para obter essa certificação, primeiro é preciso passar em um dos cinco exames de nível de associado e obter a certificação de especialista em arquitetura de nuvem. Custo: Cursos e exames começam em US$ 900; o profissional pode comprar um único comprovante de exame, sem o curso, mas as taxas variam dependendo dos centros de teste. 5 – EC Council Certified Network Defense Architect (CNDA) A certificação do CNDA (Certified Network Defense Architect), do Conselho da CE, é projetada especificamente para agências governamentais e militares, com foco em segurança e conformidade. O profissional precisará obter sua certificação CEH e ser empregado por uma agência governamental ou militar ou ser um funcionário contratado do governo antes de poder fazer o curso CNDA. É semelhante à Certified Ethical Hacker (CEH) e destina-se a indivíduos que têm a confiança de seu empregador para “tentar penetrar redes e/ou sistemas de computador usando os mesmos métodos que um hacker usaria”, segundo o Conselho da CE. Custo: US$ 250 6 – Google Professional Cloud Architect A certificação Google Professional Cloud Architect demonstra as habilidades do profissional trabalhando com as tecnologias do Google Cloud. Para obter essa certificação é preciso saber como projetar e planejar a arquitetura da solução de nuvem para segurança e conformidade, gerenciar a infraestrutura de nuvem, analisar e otimizar os processos de negócios e supervisionar a implementação da arquitetura de nuvem. Não há pré-requisitos para o exame, mas deve ser feito pessoalmente em um centro oficial de testes. Custo: US$ 200 7 – Professional Cloud Solutions Architect Certification Oferecido pelo Cloud Credential Council (CCC), a certificação Professional Cloud Solutions Architect foi projetada para arquitetos de tecnologia, aplicativos, sistemas e empresas, bem como consultores de estratégia em nuvem e desenvolvedores seniores. O curso de certificação abrange ITaaS, gerenciamento de serviços e computação em nuvem, requisitos do cliente, implementação de tecnologia em nuvem e avaliação da arquitetura de soluções em nuvem. Não há requisitos para fazer o exame, mas é recomendável que o profissional obtenha certificações do Cloud Technology Associate e do TOGAF 9 primeiro. Custo: US$ 499 para os materiais de auto estudo e um comprovante de exame 8 – Red Hat Certified Architect A certificação Red Hat Certified Architect inclui o RHCE (Red Hat Certified Engineer), o RHCEMD (Desenvolvedor de microsservidores corporativos certificados pela Red Hat) e o RHCJD (Red Hat Certified JBoss Developer), que é o mais alto nível de certificação. Para alcançar cada nível de certificação o profissional precisará passar um punhado de certificações para  administradores de sistemas ou para desenvolvedores. Com as diversas opções de certificação, é possível personalizar o melhor caminho para cada profissional, concentrando em habilidades e tecnologias específicas. O custo de cada curso varia dependendo do assunto e da sua localização, girando em torno de US$ 1.500 a US$ 4.000. Custo: As taxas variam dependendo do curso e da localização, mas o profissional pode adquirir uma assinatura de aprendizado de um ano para US $ 5,5 mil ou US $ 7 mil, dependendo de quantos créditos do curso você deseja. 9 – Salesforce Certified Technical Architect (CTA) A certificação do Salesforce Certified Technical Architect (CTA) demonstra o conhecimento, as habilidades e a capacidade do profissional de projetar e criar soluções na plataforma Salesforce. Antes de passar para o exame da CTA será preciso adquirir o Certified Application Architect ou o Certified Systems Architect. Para receber a certificação de CTA do Salesforce, o profissional  também precisará passar no exame do Technical Architect Review Board. Custo: US$ 200 por exame e US$ 6 mil adicionais para aprovação no exame CTA. 10 – The Open Group TOGAF 9 Certification O TOGAF é um dos frameworks mais usados ​​para arquitetura corporativa, o que o torna uma certificação útil para adicionar ao currículo de membros da equipe. A certificação TOGAF 9 é uma certificação globalmente reconhecida e independente de fornecedor que demonstrará as habilidades do profissional usando a estrutura do TOGAF para implementar e gerenciar a tecnologia empresarial. É oferecido através do The Open Group e existem dois níveis de certificação – a certificação TOGAF 9 Foundation (Nível 1) e a certificação Level 2, que pode ser feita depois da aprovação no primeiro exame. Custo: US$ 320 por exame ou US$ 495 para fazer os dois exames de uma só vez 11 – The Open Group Certified Architect (Open CA) Existem três níveis de certificação Open CA: Certified (Nível 1), Master (Nível 2) e Distinguished (Nível 3). Ao contrário de outras certificações, o profissional não terá que fazer um curso ou passar em um exame para obter sua certificação Open CA. Em vez disso, é um programa que exige que os candidatos “demonstrem habilidades e experiência em relação a um conjunto de requisitos de conformidade por meio de aplicativos escritos e revisões por pares”, segundo o The Open Group. O profissional pode usar a ferramenta de autoavaliação online para determinar suas possíveis qualificações para os dois primeiros níveis de certificação. Custo: US$ 1.250 com uma taxa de renovação anual de US$ 175 e recertificação a cada três anos por US$ 250 12 – Virtualization Council Master Infrastructure Architect certification O Virtualization Council oferece quatro certificações para produtos populares de virtualização. Embora as certificações se concentrem em produtos VMWare, Microsoft, Xen e Virtual Iron, os exames são neutros em relação aos fornecedores. Cada exame abrange uma plataforma de arquitetura corporativa específica, para que o profissional possa escolher as ferramentas mais alinhas com as suas necessidades. Custo: US$ 125 por exame

Mercado da Engenharia no Brasil cresce e aumenta a demanda por novos profissionais

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Após registrar uma taxa de crescimento negativa de 5% em 2016 e de 2,5% em 2017, a indústria da engenharia tende a crescer 10% no ano de 2018 e aumentar a demanda por novos profissionais. Essa é a última previsão realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)[1]. O principal fator da retomada do nível de emprego no setor é o aumento da confiança dos consumidores na indústria de engenharia e pela taxa básica de juros (SELIC) atingir o percentual de 7.5% em 2017. Essa taxa desloca a atratividade de outros segmentos do mercado financeiro para a caderneta de poupança e disponibiliza recursos para o financiamento imobiliário. Outro indicador que demonstra como o mercado de engenharia possui demanda crescente por novos profissionais é a última pesquisa relacionada aos cursos de Engenharia no Brasil divulgada pela Universidade de São Paulo (USP)[2] no final de 2017. No período de cinco anos, entre 2010 e 2015, o número de ingressantes em cursos de engenharia do setor privado cresceram de 125.173 para 259.811 alunos por ano – um crescimento de mais de 100%. E todos esses alunos poderão suprir parte da demanda da área. De acordo com a revista EXAME[3], a consultoria especializada em recrutamento Page Personnel constata que a demanda em 2018 por engenheiros está entre 30 e 35% maior do que quando comparada a 2017. Melhoria de processos e indicadores do setor de engenharia A previsão para o crescimento do setor de engenharia também é sustentada pela melhoria nos processos e nos novos indicadores divulgados no último relatório da CBIC[4]. Entre os incentivos está a elaboração da Norma de Orçamentos e Formação de Preços de Infraestrutura (ABNT). Esse documento constrói uma norma técnica para embasar tabelas de preços e serviços de todo o setor.
Projeções para 2018 no mercado de engenharia O crescimento da demanda de mão de obra, principalmente qualificada, no setor de engenharia também é decorrente da taxa de confiança na construção no Brasil ter mostrado crescimento por seis meses consecutivos em 2017. Em dezembro de 2017 a taxa alcançou 77.5 pontos, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) [5]. Esse fator fez com que a entrada de 2018 fosse benéfica para a contratação de novos profissionais e para o aquecimento da área. Não por acaso, em março de 2018 o índice de confiança na construção alcançou 82.1%, ocasionado principalmente pela percepção favorável para 2018 do empresariado do ramo de engenharia residencial. Essa percepção é em decorrência do crescimento de aproximadamente 30% no número de lançamentos de empreendimentos e de 15% no de vendas ao se comparar números de 2016 e 2017. E o índice de confiança aquece o setor e abaixa a ociosidade. É o que mostra outro indicador da FGV denominado Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) e relacionado ao produto efetivamente gerado no setor e a capacidade produtiva da indústria. O NUCI atingiu 65.6% no final de 2017[6] e continuou a crescer. Em julho deste ano, o NUCI atinge a marca de 75.7% [7]. Esse aquecimento visualizado por tais indicadores é uma porta de entrada para empresas do setor investirem também em inovações e apostarem em tendências sustentáveis. Tendências e Inovações no mercado de engenharia As construtoras e empresas do ramo de engenharia, guiadas também pela redução da inflação, aqueceram seus investimentos em novas tecnologias que auxiliam tanto o crescimento do mercado, quanto o crescimento da confiança do setor. Algumas das tecnologias que ganharam destaque nos últimos anos vão desde produtos sustentáveis a aparelhos eletrônicos:
  1. Impressora 3D na Engenharia
No ramo da engenharia as impressoras 3D têm ganhado cada vez mais espaço após a criação do conceito de construção por contornos – ou, em inglês, contour crafting. Esse modo de construção requer engenheiros especializados e capacitados para programar a impressora 3D a realizar o projeto sem a necessidade de trabalhos braçais. Assim, a impressora seria responsável por montar elementos estruturais, partes hidráulicas ou até construções inteiras. No exterior isso já é realidade: uma empresa chinesa construiu dez casas em 24 horas utilizando-se da tecnologia da impressora 3D com o custo unitário de 3 mil libras, cerca de 11 mil reais[8]. Apesar de já existirem empresas que realizam a totalidade da obra com a tecnologia, as companhias de engenharia ainda estudam a verdadeira eficácia e como se utilizar a impressora 3D garantindo projetos seguros e com bom custo-benefício.
  1. O concreto sustentável
Toda empresa de engenharia deve estar antenada às novas tendências, principalmente quando o assunto é sustentabilidade. E uma das novas tecnologias na área e que vem sendo difundida é relacionada a um dos produtos mais consumido nas obras: o concreto. A inovação tem nome e é concreto sustentável. Esse concreto é produzido a partir das sobras e dos resíduos de construções e da fabricação de outros materiais: sobretudo resíduos de entulhos, lascas de madeira e vidro moído. Esse concreto é tão eficaz quanto o normal, além de apresentar uma redução nos níveis de emissão de poluentes na atmosfera e no desperdiço de materiais.
  1. Tijolos Ecológicos
Na mesma linha do concreto sustentável, os tijolos ecológicos ganham cada vez mais espaço no setor de engenharia. São inovadores, econômicos e apresentam um assentamento mais prático. O tijolo ecológico não é composto apenas de argila como os tradicionais. Nele é adicionado um polímero natural de algas e de lã, o que torna o tijolo ecológico até 40% mais durável e resistente do que o tradicional. Inovações e o Mercado de Trabalho na Engenharia Com esses poucos exemplos é possível notar que a demanda por profissionais qualificados no ramo de engenharia tende a ser cada vez maior. Não por acaso, os dados da pesquisa da USP apontaram um crescimento na busca por cursos de engenharia. Ou seja, além do crescimento ocasionado pela aceleração nos investimentos do setor imobiliário, as empresas do setor tendem a contratar ainda mais para conseguir suprir as necessidades do mercado aquecido. Opinião de um especialista: Segundo Rodrigo Garcia, CEO da Seleção Engenharia: “Um dos fatores determinantes na hora da contratação de um engenheiro, por parte das empresas, é a habilidade do profissional para lidar com pessoas e circunstâncias adversas, que são típicas da profissão, principalmente na área da construção civil, onde o profissional muitas vezes está exposto a condições climáticas desfavoráveis..” afirma Rodrigo. Para ajudar engenheiros nessa jornada em busca de melhores oportunidades de trabalho, a Seleção Engenharia disponibiliza, totalmente grátis, um Guia completo para melhoria de Currículo de profissionais da Engenharia. Os engenheiros interessados podem fazer o download gratuito do guia de currículo, disponível no blog da empresa, clicando aqui. Sobre a Seleção Engenharia: A Seleção Engenharia é uma plataforma on-line que tem como objetivo conectar engenheiros e empresas de Engenharia, em diversas áreas de atuação, nível técnico e superior. Ela foi criada em 2006 e atualmente está presente em 3 países: Brasil, Canadá e Estados Unidos.

Áreas da engenharia com os melhores salários em 2018

A engenharia é considerada uma área em que as oportunidades de carreira se sobrassem em relação a outras áreas do conhecimento. O fator financeiro atrai milhares de jovens que se preparam para o Enem ou os vestibulares tradicionais com o objetivo de conquistar uma vaga em um curso de engenharia. Analisar o mercado de trabalho é importante no momento de decidir qual profissão seguir. Por isso, confira quais são as engenharias mais bem pagas em 2018. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e reúnem informações salariais dos profissionais contratados no regime formal – de carteira assinada.

Engenharias mais pagas

A tabela apresenta os 10 cursos de engenharia com os melhores salários, levando em consideração os dados do Caged referentes aos profissionais contratados até maio de 2018.
 Curso  Média Salarial
 Engenharia Mecânica   R$9.245,20
 Engenharia Elétrica  R$8.140,39
 Engenharia de Produção   R$7.870,96
 Engenharia Química  R$7.832,92
 Engenharia Eletrônica  R$7.552,11
 Engenharia Civil  R$7.465,51
 Engenharia da Computação  R$6.939,40
 Engenharia de Telecomunicações  R$ 6.009,23
 Engenharia Florestal  R$5.737,27
 Engenharia de Controle e Automação  R$5.430,62
Dessa lista, quatro áreas da engenharia estão entre as engenharias mais procuradas pelos estudantes. Apesar de ser a mais procurada, a Engenharia Civil aparece na sexta posição quando o assunto é remuneração salarial. Saiba também quais são as melhores faculdades de engenharia para cada curso.

Imóveis de alto padrão podem ser financiados com FGTS

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A partir de janeiro de 2019, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS, vai poder ser usado nas negociações de imóveis de alto padrão. O setor imobiliário vê com otimismo as novas regras, que podem ser um incentivo a mais paro consumidor.

Para as imobiliárias da região, a notícia vem em boa hora. O valor limite de financiamentos com o fundo de garantia, que é de R$ 950 mil reais para o estado do Rio, vai passar para R$ 1,5 milhão. Com a nova regra o Governo Federal espera injetar mais de R$ 80 bilhões no mercado em seis anos.

No ramo há 25 anos, Silvio Pinto é dono de uma imobiliária em Resende, RJ, e revela que nunca viveu uma crise tão grande como a dos últimos 4 anos. Com a nova medida, quem não estava conseguindo comprar imóvel, pode ser beneficiado.

“O passo inicial é você pesquisar na internet as imobiliárias que tenham o imóvel nessa faixa de preço, que tenha o imóvel de alto padrão aqui para nossa cidade. Ele procurando, vai achar em condomínios fechados uma boa residência e agora ele pode usar o FGTS, né?,” destacou.

Depois de um ano conturbado pelo período eleitoral, os compradores voltaram a aparecer em uma outra imobiliária também em Resende. E quem guardou dinheiro espera agora o aumento do limite de financiamento para concretizar o sonho da casa própria.

”De uma maneira geral, as pessoas nesse tempo de crise acabaram juntando um pouco de dinheiro também. Nessa insegurança, você acaba fazendo uma reserva, então tem um poder maior de compra, como a oferta hoje ainda está um pouco maior do que a procura, quando você vai negociar, tem um poder maior de compra e consegue um desconto melhor, as taxas de juros melhoraram também, então isso tudo influencia na hora de comprar”, destaca Marcelino Paiva, dono da imobiliária.

Construtora lança residenciais com energia solar

Energia limpa, contribuição para o meio ambiente e também alívio para o orçamento familiar. A adoção de sistemas de geração de energia solar para uso doméstico, com a instalação de placas fotovoltaicas, passa a ser, pouco a pouco, mais acessível aos consumidores. Em Cuiabá, a MRV Engenharia inova ao trazer a tecnologia para clientes do segmento econômico, com o atrativo de uma estimativa de redução de cerca de 30% no valor da taxa mensal de condomínio. A construtora lança na Capital mato-grossense dois novos empreendimentos: o Chapada dos Colibris, no Recanto dos Pássaros, e o Chapada Boulevard, na Avenida Beira Rio, próximo aos maiores polos universitários da região. Os novos condomínios se somam a outros dois em construção que também já contarão com a tecnologia inovadora em produção de energia limpa e renovável. Juntos, serão mais de 1.500 apartamentos a serem entregues em Cuiabá com o diferencial em infraestrutura. As unidades individuais de geração produzirão energia elétrica autonomamente, a ser utilizada pelos futuros moradores dos condomínios residenciais, sobretudo para o rateio de despesas da área comum. Com isso, iluminação do estacionamento, portão eletrônico, portaria, bomba da piscina, salão de festas, itens que pesam no consumo de energia elétrica e nas despesas, ganharão como aliada uma farta matéria-prima aqui da nossa região: o caloroso “solão” mato-grossense. A sustentabilidade também se faz presente nas comunidades das quais os novos residenciais farão parte. Serão investidos mais de R$ 3 milhões em obras de infraestrutura e paisagismo no entorno dos empreendimentos, beneficiando a sinalização de trânsito, o plantio de árvores, a construção de abrigos de ônibus, recuperação de calçada, entre outras benfeitorias com reflexos para a coletividade. Esses condomínios oferecem apartamentos com padrão de dois quartos, funcionais e aptos ao enquadramento no programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Nos próximos cinco anos, todos os novos condomínios da construtora serão lançados com o sistema de energia solar, iniciativa que está na matriz de sustentabilidade. Para isso, a empresa deverá investir R$ 800 milhões no período, em empreendimentos em diferentes localidades do país.
Inovação – A primeira usina solar num condomínio de imóveis econômicos já começa a funcionar no Parque Chapada da Costa, na Rodovia Emanuel Pinheiro, sentido Chapada-Cuiabá. O empreendimento cujas obras seguem em fase de acabamento é o segundo da bandeira MRV no Brasil a receber a instalação de placas fotovoltaicas. O início das operações se dá com a instalação de medidores pela concessionária de energia elétrica do Estado. Com a mensuração do insumo produzido, a energia elétrica é disponibilizada ao chamado Sistema Interligado Nacional (SIN), gerando créditos de energia aptos à compensação na fatura mensal paga pelo consumidor. Outro condomínio recentemente lançado em Cuiabá, o Chapada das Oliveiras, na região da Morada do Ouro, também terá placas de energia fotovoltaica e outras iniciativas sustentáveis estendidas ao mercado de imóveis econômicos. Disponibilização de bicicletas compartilhadas (algo inédito no segmento habitacional econômico em Cuiabá e Várzea Grande), sistema de segurança completo e tomadas USB instaladas nos apartamentos também estão no mix de inovações nesse nicho da construção civil.

Experiências e tecnologia se integram a lançamentos imobiliários

Gamaro expõe decoração diferenciada por décadas em estande de vendas. Foto: Casa Pomaaalo/Gamaro

Por Jéssica Díez Corrêa, especial para O Estado De tecnologias de imersão e personalização à distribuição de presentes de primeira linha, passando por construções inusitadas e projetos sociais, cada vez mais construtoras e incorporadoras colocam em ação estratégias diferentes para os seus lançamentos. O estande de vendas convencional ganhou reforços, a fim de garantir, de acordo com as empresas, melhor experiência aos clientes. “Tudo isso veio para somar. Para uma família, a aquisição do imóvel é um momento importante e os estandes trazem mais convencimento na hora da compra”, afirma o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Reinaldo Fincatti. Pensando em destacar o empreendimento, atrair público e consequentemente alavancar vendas, o estande do O Parque, projeto do Grupo Gamaro, foi transformado, como define o diretor de incorporação, Vinicius Amato, em um “parque de diversões para adultos”. “O cliente, hoje, não compra produto, ele compra uma experiência atrelada a um produto. Nós quisemos fazer um espaço de experiências”, diz Amato.

Floresta virtual é um dos chamarizes de um dos estande vendas da Gamaro, cuja construção custou R$ 7 milhões. Foto: Casa Pomaaalo/Gamaro

O empresário conta que o estande de vendas possui várias estratégias simultâneas. Ao entrar no local, há um túnel interativo de projeção mapeada. Conforme o visitante caminha, surgem imagens de animais e plantas, como uma floresta virtual. Há também um elevador com telas mostrando vídeos de perspectivas, que se movimentam dando a quem está a bordo a ilusão de sobrevoar o empreendimento. Por fim, cada uma das sete réplicas de apartamentos é apresentada com a decoração de uma década diferente. O último ambiente, que remete a 2038, é uma sala branca, do piso ao teto. O cliente coloca um óculos 3D e enxerga o espaço decorado com detalhes futuristas. O gasto com todo o projeto, segundo Amato, foi de aproximadamente R$ 7 milhões. Outra parte da estratégia de marketing do empreendimento é propor parcerias com comerciantes do entorno – o Brooklin Paulista –, que se tornam embaixadores do lançamento. Funciona da seguinte maneira: por um aplicativo, as pessoas que visitam o estande de vendas ganham desconto nos estabelecimentos parceiros. Amato conta que O Parque recebeu, em 20 dias, o maior número de interessados do que qualquer outro produto da incorporadora com as mesmas características construtivas e de preço em dois anos. “É uma estratégia acertada”, diz o diretor.

Estande de vendas é chamariz que desperta a curiosidade de quem passa pelo local. Foto: Rafael D’Andrea/Nortis

Diferencial. A Nortis Incorporadora criou uma réplica em andaimes dos primeiros andares do Pod, em Pinheiros, que segundo a empresa, tem um projeto diferenciado. A proposta é dar a quem passa pelo local uma ideia da magnitude da obra. Os 20 metros de construção possuem tecidos que, iluminados, formam um jogo de luzes. “Sabíamos que o cliente só teria a real percepção do quanto aquilo seria bacana quando estivesse pronto, e não no folder. Agora, o estande é muito mais que a venda, mas um espaço de intervenção urbana”, comenta o diretor da empresa, Daniel Toti. “Isso é para trazer a experiência, mas também para despertar a atenção e, quem sabe, conseguir uma visita espontânea de um cliente.” A advogada Maria Lygia Pires, de 58 anos, foi umas das passantes que se interessou pelo Pod. “Os andaimes são um chamariz. Se o atrativo já é diferenciado, possivelmente o produto também deve ser distinto e ter personalidade.”

Horta coletiva é uma das iniciativas do projeto Bem Viver Centro. Foto: Luis Henrique Madaleno/Magik JC

Integração. Nem só de iniciativas grandiosas vivem as estratégias de lançamento. Eventos sociais, que possibilitam a integração com moradores do entorno, também podem ser uma ferramenta valiosa para atrair compradores ao estande de vendas. “Funciona como um marketing do bem”, diz André Czitrom, diretor da construtora Magik JC. A empresa criou o projeto Bem Viver Centro, que aproveita o terreno dos futuros empreendimentos para promover atividades envolvendo as comunidades locais. Oficinas, praças com wi-fi aberto, horta coletiva, brincadeiras infantis e até uma festa junina já estiveram entre as ações adotadas. “Percebemos que faria mais sentido, em vez de focar em publicidade agressiva, propor iniciativas que conversam com a cidade”, diz Czitrom. Todas as atrações são gratuitas. Quem participa pode acabar querendo visitar o estande, que também costuma apresentar exposições de artistas da região. “Desde o princípio, eu acompanhava as ações realizadas no terreno antes de iniciar as obras, e isso me incentivou a conhecer o projeto”, conta a produtora de eventos Larissa Baleeiro, de 25 anos, compradora de um imóvel da Magik JC. Para ela, as atividades “aproximam o cliente da empresa e tornam a relação mais especial”. Presentes. Outra estratégia muito usada é a entrega de brindes para quem visita os estandes. “É a forma que encontramos de incentivar o público interessado a conhecer um pouco mais sobre o conceito do produto”, conta o diretor comercial da Even Construtora e Incorporadora, Marcelo Dzik. A empresa começou distribuindo vouchers de cinemas e restaurantes, e agora já oferece presentes como barril de cerveja, churrasqueira portátil, kit de cosméticos e caixa de cápsulas de café. Dzik afirma que as ações possuem retorno positivo, atraindo muitos visitantes. Ele, no entanto, explica que o mimo não é garantia de compra, mas uma ferramenta para despertar o interesse do cliente. “Mais do que oferecer brindes, queremos proporcionar boas experiências.”

Construtora abandona canteiro de obras de 4 estações e aumenta atraso do Monotrilho em SP

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As obras de acabamento de quatro estações da Linha 15 – Prata do Monotrilho, que deveriam ter sido entregues em setembro, estão paradas em São Paulo. A situação representa um desânimo total para os moradores da região de São Mateus, na Zona Leste, que há seis anos esperam pela chegada do transporte sobre trilhos.

Um trecho, com estações que foram abertas ao público em abril,inaugurado com 6 anos de atraso, ainda opera parcialmente, com horário reduzido.

Em outro trecho, as obras de algumas estações foram abandonadas pela construtora. As estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, que deveriam ter sido entregues no fim de setembro, estão com obras de acabamento e, nos canteiros, só há lixo, peças de escada rolantes e entulho.

Em alguns pontos, como perto do terminal Sapopemba, a obra ainda atrapalha o trânsito e os pedestres.

Embaixo da futura estação São Mateus tem resto de obra, uma montanha de terra, material de construção e acabamentos de calçada, em um local aberto, onde qualquer um pode entrar e sair.

A empresa responsável é a Azevedo e Travassos, que que tem dois contratos com o governo do estado, em um total de R$ 100 milhões. Com o abandono das obras, o Metrô não descarta o fim do contrato.

Obras de estações do Monotrilho estão paradas — Foto: TV Globo/reproduçãoObras de estações do Monotrilho estão paradas — Foto: TV Globo/reprodução

Obras de estações do Monotrilho estão paradas — Foto: TV Globo/reprodução

A Linha-15 Prata começou a ser construída em 2009 e está seis anos atrasada. O projeto era para ligar a Vila Prudente até Cidade Tiradentes, e ficar pronta até 2012.

Só em 2014, as primeiras duas estações ficaram prontas. Dois anos depois, o Metrô anunciou que o projeto iria encolher 13km, perdeu 8 estações e o ponto final passaria a ser São Mateus.

Em abril de 2018, mais quatros estações foram abertas: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstoi e Vila União, que até hoje funcionam em horário reduzido.

Para os moradores da Zona Leste, o monotrilho ainda é um sonho, mesmo que distante.

Restos de obras em estações do monotrilho — Foto: TV Globo/reproduçãoRestos de obras em estações do monotrilho — Foto: TV Globo/reprodução

Restos de obras em estações do monotrilho — Foto: TV Globo/reprodução