CACB alerta para riscos do fim da escala 6×1 sem diálogo com o setor produtivo

Em consulta a donos de pequenos negócios nas cinco regiões do país, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) identificou forte preocupação com a extinção da escala 6×1 sem o devido diálogo com o setor produtivo. A medida é proposta por meio de Emenda à Constituição (PEC 8/25), em discussão na Câmara dos Deputados.

O texto prevê a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais, sem redução de salário, além da mudança de regime de seis dias de trabalho para quatro, com três dias de descanso remunerado, medida que se aplicaria a todos os setores da economia.

Entre os principais riscos apontados pelos empresários estão:

  • elevação de despesas com a criação de novos turnos para atender à demanda;
  • aumento dos custos com encargos trabalhistas, como salários, INSS, FGTS, 13º e férias
  • repasse desses aumentos dos custos aos preços dos produtos e serviços;
  • redução do horário e dos dias de funcionamento das empresas;
  • dificuldade no cumprimento de prazos;
  • queda na capacidade de investimento em melhorias e expansão
  • migração de consumidores para o e-commerce;
  • informalidade e demissões;
  • e, em casos extremos, o fechamento de negócios.

As entrevistas foram  realizadas com empreendedores das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul. Para eles, antes de se discutir a redução da jornada, seria necessário avançar em políticas de redução da carga tributária, melhoria salarial, investimentos em infraestrutura, modernização industrial, estímulo à inovação, desburocratização das leis trabalhistas, ampliação do crédito, incentivos fiscais e qualificação profissional. Sem essas condições, eles avaliam que a mudança tende a gerar perdas para empresários, governo, trabalhadores e consumidores.

Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a proposta de redução da jornada tem viés “populista”. Segundo ele, para que a medida seja sustentável, seria indispensável um amplo programa de qualificação da mão de obra, com duração mínima de cinco anos.  “Tem de preparar o campo e investir em qualificação”, afirma.

Elevação do custo do trabalho

Segundo cálculos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a redução da jornada proposta pela PEC 8/25 pode elevar o custo do trabalho em, pelo menos, 37,5%. De acordo com o levantamento, a nova regra poderia atingir cerca de dois terços dos trabalhadores formais do país. Dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que, em 2023, 63% dos vínculos empregatícios estavam concentrados em jornadas entre 41 e 44 horas semanais.

Alguns setores seriam mais afetados, especialmente aqueles em que a mão de obra humana é fundamental, entre eles:

  • agricultura, em que 92% dos profissionais atuam nesse regime de jornada;
  • construção civil (91%);
  • varejo (89%).

A federação estima que a redução de 44 para 36 horas poderia elevar a folha de pagamento em pelo menos 18%, podendo alcançar 27% em alguns cenários. O efeito tende a ser mais severo para os pequenos empregadores, responsáveis por cerca de 60% dos empregos formais, especialmente se houver necessidade de contratar um ou dois trabalhadores adicionais para manter o nível de produção.

O economista e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sillas Souza, alerta que a proposta pode ter efeito contrário ao esperado, levando parte dos trabalhadores a buscar outros empregos durante os dias de folga, além de pressionar os salários para baixo.

“Primeiro: para os que conseguirem [outro emprego], teremos o efeito oposto da proposta, pois ao invés de 36 horas semanais, serão agora 72. Menos ócio, portanto, equivalerá a uma menor produtividade. Segundo: mais gente ofertando emprego quer dizer mais concorrência pelas vagas, o que motivará os empresários a diminuírem os salários médios. Temos uma situação potencial na qual muita gente trabalhará o dobro para ganhar um pouco mais do que ganhava antes”, explica.

Produtividade em foco

Na avaliação da CACB, países desenvolvidos, como a Alemanha, adotam jornadas menores porque contam com elevada produtividade — realidade ainda distante no Brasil. Enquanto um trabalhador brasileiro leva, em média, uma hora para produzir o que um norte-americano faz em 15 minutos, fatores como educação, infraestrutura e tecnologia ainda freiam avanços na produtividade.

“Nesse cenário, até mesmo as grandes empresas terão dificuldades em incorporar uma escala de 4×3, que prevê uma redução de 27% na jornada de trabalho. Os principais parceiros comerciais do Brasil, EUA e China, possuem jornadas de trabalho maiores do que a proposta, de modo que, se aprovada, o Brasil perderia competitividade no mercado internacional”, argumenta a CACB.

Para a entidade, o momento é de investir prioritariamente em educação, qualificação profissional, infraestrutura e acesso à tecnologia, criando condições para elevar a produtividade e fortalecer o ambiente de negócios, antes de avançar em uma redução generalizada da jornada de trabalho.

PPPs em saneamento podem levar R$ 20,3 bilhões a mais de 470 municípios em 2026

Mais de 470 municípios brasileiros devem ser beneficiados com quatro projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) no setor de saneamento previstos para irem a leilão em 2026, com investimentos estimados em R$ 20,3 bilhões. Os dados constam em levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon) para a Agência iNFRA.

De acordo com o estudo, nos últimos seis anos, seis projetos de PPPs foram levados a leilão, resultando em R$ 17,3 bilhões em investimentos contratados e atendimento a 264 municípios. Caso os projetos previstos para 2026 sejam efetivados, esses números mais do que dobrarão.

“Vemos muito esse perfil para o esgotamento sanitário. A parceria com o setor privado permite alocar investimentos mais robustos, além de aprimorar a gestão das obras. E, claro, tudo de forma regulada. A contraprestação recebida pela empresa privada está associada tanto ao investimento realizado quanto à prestação do serviço”, afirma a diretora-presidente da Abcon, Christianne Dias.

A modelagem mais avançada é a do estado de Goiás, cujo certame está agendado para o dia 25 de março. A estruturação conduzida pela Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) prevê uma concessão administrativa para serviços de esgotamento sanitário em 216 municípios, organizados em três blocos. Ao todo, essas localidades devem receber R$ 6,3 bilhões em investimentos.

O ambientalista Delton Mendes avalia que o país enfrenta a necessidade de criar uma estrutura capaz de viabilizar o avanço dos investimentos no setor de saneamento. Segundo ele, iniciativas como as PPPs contribuem para ampliar a cobertura dos serviços básicos.

“Existe um histórico de subfinanciamento no saneamento. Muitos operadores enfrentam infraestrutura insuficiente e defasagem técnica, consequência da falta de investimentos consistentes ao longo de muitos anos. Isso compromete a capacidade de expansão e de melhoria dos serviços de saneamento básico”, destaca.

Menor complexidade

Entre os fatores considerados pela Abcon para impulsionar as PPPs está a menor complexidade dos arranjos contratuais em comparação com concessões plenas ou processos de desestatização. Isso ocorre porque não há mudança no prestador responsável pela gestão comercial nem no relacionamento com a população atendida. Segundo a entidade, esse modelo tende a tornar os projetos menos sensíveis em períodos eleitorais.

Baterias podem impulsionar mercado de energias renováveis em mais de R$ 70 bilhões

Orçamento municipal: confira ranking das cidades mais endividadas do Brasil

Ainda conforme o levantamento, os outros três projetos previstos para 2026 estão localizados no Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. No Ceará, a consulta pública já foi encerrada e o projeto abrange serviços de esgotamento sanitário em 128 municípios, com investimentos estimados em R$ 6,9 bilhões.

Na Paraíba, a modelagem também é voltada ao esgotamento sanitário. A consulta pública está em andamento, com previsão de atendimento a 85 municípios e investimentos de R$ 3,1 bilhões. Já no Rio Grande do Norte, os estudos seguem em desenvolvimento, com expectativa de movimentar R$ 4,1 bilhões e beneficiar 48 municípios.

Outros investimentos

Além desses projetos, a Abcon destaca duas concessões consideradas relevantes: uma em Alagoas, referente ao chamado bloco D, para serviços de água e esgoto em 21 municípios, com destaque para Arapiraca; e outra em Rondônia, também voltada para água e esgoto.

Para esses dois empreendimentos, as consultas públicas já foram concluídas. A previsão é de que 45 municípios sejam beneficiados, com investimentos de R$ 4,9 bilhões. Ao todo, as seis modelagens destacadas pela entidade devem alcançar 543 municípios, atendendo cerca de 10,99 milhões de pessoas e mobilizando R$ 27,5 bilhões em investimentos.

Outro destaque do setor de saneamento básico para este ano é a desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A lei que autoriza a venda do controle da estatal foi sancionada pelo governador Romeu Zema (Novo) no final de 2025.

Gestão Integrada e Eficiência: o Caminho Estratégico das Incorporações de Alto Desempenho

0

A maturidade operacional de uma incorporadora não depende apenas da solidez financeira ou do portfólio de empreendimentos. Em um mercado cada vez mais competitivo, pressionado por margens enxutas, ciclos de aprovação longos e exigências crescentes de compliance técnico, a diferenciação real passa pela execução. E a execução, por sua vez, depende de uma gestão integrada que conecte canteiro, engenharia, suprimentos, produto, novos negócios e performance financeira em um único fluxo decisório.

Para CEOs experientes, a constatação é clara: os desafios que limitam escala não estão apenas no mercado, mas dentro da própria operação. Grande parte das incorporadoras consolidadas enfrenta problemas estruturais semelhantes — gargalos que se perpetuam, não por falta de capacidade técnica, mas por desalinhamento estratégico, baixa integração de processos e insuficiência de dados acionáveis.

Este conteúdo sintetiza as causas-raiz mais recorrentes que afetam incorporadoras estabelecidas e apresenta um olhar pragmático sobre como mitigá-las com governança, tecnologia e reconfiguração organizacional.


1. Execução no canteiro: o núcleo silencioso da rentabilidade

Mesmo em empresas com PMO estruturado, planejamento 4D e cronogramas executivos bem definidos, a performance real do canteiro ainda é o ponto onde margens se consolidam ou evaporam. A falta de governança operacional no campo — seja por comunicação fragmentada, baixa rastreabilidade ou ausência de indicadores em tempo real — compromete diretamente desembolso, produtividade e compliance técnico.

As incorporadoras com melhor performance são aquelas capazes de transformar o canteiro em uma unidade de inteligência operacional. Isso envolve:

Controle granular de serviços, equipes e insumos alinhado ao planejamento macro;
Gestão da qualidade baseada em dados, com inspeções rastreáveis e RDO estruturado como memória técnica;
Gestão de SST com governança, mitigando riscos jurídicos e operacionais;
Fluxos de comunicação verticalizados, garantindo tomada de decisão imediata frente a desvios;
Digitalização completa do campo, evitando ruídos, retrabalhos e desvios não rastreados.

Sem essa disciplina operacional, qualquer estratégia de escala perde sustentação.


2. Gargalos estruturais que limitam o crescimento de incorporadoras consolidadas

Mesmo empresas maduras esbarram em pontos recorrentes que travam crescimento sustentável. Entre os principais:

a) Gargalos financeiros

Ciclos de caixa desalinhados com ciclos de obra, baixo controle de CAPEX/OPEX por empreendimento, estoques imobilizados e previsões financeiras pouco precisas reduzem a capacidade de alavancagem e limitam novos lançamentos.

b) Gestão ineficiente de recursos

Alocação inadequada de mão de obra, suprimentos sem planejamento integrado, lead times não monitorados e processos de compras reativos comprometem prazo, custo e produtividade.

c) Estoque encalhado

Stock alto geralmente deriva de erro estratégico na concepção do produto, métricas de precificação desatualizadas, leitura imprecisa de demanda regional ou ausência de inteligência de mercado aplicada no desenvolvimento.

d) Processos não padronizados

Empresas que crescem sem redesenho organizacional transformam a ineficiência em cultura. A ausência de workflows claros aumenta desperdícios, gera ruídos entre áreas e compromete previsibilidade.


3. Os dois vieses que mais prejudicam incorporadoras estabelecidas

Ao analisarmos a trajetória de empresas de médio e grande porte, dois vieses se destacam:

1) Investimento nos diferenciais errados

Adotar um ERP que resolve apenas parte das demandas, focar apenas em tecnologias construtivas já maduras ou priorizar apenas eficiência de obra não gera crescimento estratégico no longo prazo.

2) Falta dos diferenciais necessários para operar novas estratégias

Estruturas organizacionais pouco adaptáveis, ausência de área de desenvolvimento de produto, baixa inteligência de mercado ou falta de governança para novos negócios prejudicam a capacidade de expansão.


4. Lacunas de estrutura que CEOs precisam endereçar

a) Novos negócios concentrados em uma única liderança

Mesmo diretores altamente capacitados não conseguem sustentar sozinhos o pipeline de oportunidades. A solução eficaz é o estabelecimento de uma célula estratégica com governança, dados e atribuições claras.

b) Falta de estrutura para formar lideranças internas

Sem um programa estruturado de desenvolvimento, empresas ficam reféns do mercado e perdem conhecimento estratégico ao longo do tempo.

c) Subdimensionamento da área de desenvolvimento de produtos

Incorporadoras que enxergam “obra” como principal diferencial perdem competitividade de médio prazo. O verdadeiro valor está no produto, na concepção e na capacidade de atrair parceiros certos.

d) Ausência de parceiros estratégicos

Nenhuma incorporadora deve operar 100% das competências da incorporação. Parcerias qualificadas em securitização, comercialização, engenharia especializada e tecnologia aceleram escala com menor risco.


5. O papel da tecnologia: da operação reativa para a gestão preditiva

A digitalização deixou de ser tendência para se tornar infraestrutura básica. CEOs que estão liderando incorporadoras de alto desempenho adotam três princípios:

1. Automação e integração de processos

Software ERP setorial, plataforma de canteiro, gestão financeira integrada e automação de fluxos reduzem erros humanos e aumentam previsibilidade.

2. Inteligência de mercado incorporada ao ciclo de produto

Comparativos de m², análise de demanda por região, leitura de absorção e precificação dinâmica permitem decisões de lançamento mais assertivas e redução de estoque parado.

3. Business intelligence aplicado ao dia a dia executivo

Dashboards com indicadores de obra, ciclo de caixa, curva S, vendas, inadimplência, consumo de materiais e avanço físico permitem decisões rápidas, sustentadas e baseadas em evidências.

Incorporadoras que acessam informações críticas “em até três cliques” transformam a governança da operação.

A vantagem competitiva das incorporadoras consolidadas não está apenas no portfólio, na marca ou na capacidade de investimento, mas na eficiência estrutural que sustenta execução, governança e escalabilidade. Para os CEOs do setor, o verdadeiro diferencial competitivo passa pela integração entre áreas, pela concepção de produtos mais inteligentes, pelo uso intensivo de dados e pela maturidade dos processos decisórios. Empresas que possuem gestão integrada reduzem risco operacional; aquelas que estruturam o desenvolvimento de produto conquistam mercados com maior consistência; organizações orientadas por inteligência de dados tomam decisões mais rápidas e precisas; e operações guiadas por governança sólida entregam margens superiores. O futuro do mercado imobiliário pertence às incorporadoras que transformam informação em performance e performance em valor, convertendo eficiência operacional em estratégia de crescimento sustentável.


Este conteúdo foi desenvolvido para orientar profissionais que ocupam posições estratégicas em incorporadoras e empresas de desenvolvimento imobiliário, especialmente aqueles responsáveis por crescimento, governança, viabilidade e performance operacional. A intenção é oferecer um material que contribua para decisões de alto impacto, ao mesmo tempo em que dialoga de forma orgânica com os principais termos utilizados no setor quando se busca referências sobre gestão, tecnologia e eficiência em empreendimentos.
Em um ambiente em que a competitividade depende cada vez mais da capacidade de integrar operações, produtos, finanças e mercado, torna-se essencial que executivos dominem o ecossistema tecnológico que sustenta a operação imobiliária moderna — desde software para gestão de empreendimentos, sistema para controle de obras e empreendimentos, plataforma para planejamento de empreendimentos, ERP para gestão de incorporadoras, até soluções mais avançadas ligadas à viabilidade imobiliária, gestão de carteira de empreendimentos, desenvolvimento imobiliário e real estate development. Do mesmo modo, gestores de áreas adjacentes se beneficiam de sistemas voltados à gestão imobiliária corporativa, controle de unidades, planejamento e orçamento imobiliário, gestão financeira imobiliária, CRM para incorporadoras, softwares para loteadoras e urbanizadoras, e plataformas que integram construção, incorporação e mercado em um único ambiente operacional.
Assim, este texto cumpre o papel de apoiar CEOs, diretores e heads de áreas críticas na reflexão sobre eficiência e escala, ao mesmo tempo ampliando o acesso a conteúdos relevantes por meio de termos naturalmente associados às soluções corporativas mais buscadas pelo mercado — incluindo software para incorporadora, ERP para gestão de desenvolvimento urbano, plataforma para empresas de real estate e demais tecnologias essenciais para a gestão profissionalizada de empreendimentos imobiliários.

ERP SIECON ganha destaque entre especialistas pela eficiência e aderência ao setor da construção civil

0

Com três décadas de atuação na engenharia civil, uma especialista que passou por praticamente todas as áreas da cadeia produtiva — de projetos a obras, passando por suprimentos, planejamento, qualidade e gestão corporativa — compartilhou sua experiência sobre tecnologia e gestão na construção civil, destacando por que o SIECON se tornou sua escolha recorrente ao longo da carreira.

Ela acumula vivências tanto no mercado imobiliário quanto em obras de grande porte, incluindo energia, infraestrutura e edificações. Já atuou em projetos de subestações, PPPs de iluminação pública, estradas estaduais e federais, além de hospitais, prédios, casas e shoppings. Ao longo da trajetória, também se especializou em sistemas de gestão da qualidade, tornando-se auditora em normas como ISO 9001, ISO 14001 e PBQP-H.

Hoje, lidera uma empresa focada em gestão de processos e tecnologia para a construção civil, responsável por estruturar operações, implementar metodologias de planejamento e controle físico-financeiro.


A escolha pelo SIECON: um ERP “nascido para a construção civil”

Segundo a especialista, apenas duas das empresas pelas quais passou utilizavam o SIECON — mas, sempre que teve autonomia, ela o indicou. Agora, sua própria empresa conduz a implantação do sistema em uma nova construtora em fase de estruturação.

Para ela, o diferencial do SIECON está na origem:

“É o sistema mais completo para atender a construção civil porque nasceu com esse propósito. Não é um ERP comercial adaptado — ele já entende a lógica da construtora.”

Questões típicas do setor, como necessidade de integração entre múltiplas áreas, controle rigoroso de documentos, equipes com diferentes níveis de formação digital e rastreabilidade total, são atendidas de forma prática e com interface amigável.


Tecnologia como suporte ao canteiro, à gestão e à governança

Além de utilizar soluções próprias no canteiro de obras, a empresa da entrevistada apoia suas operações financeiras e administrativas no SIECON. Ela destaca:

  • Interface intuitiva, acessível para usuários com pouca familiaridade com tecnologia.

  • Uploads e downloads de relatórios e tabelas, facilitando análises e apresentações para investidores.

  • Documentos centralizados no ERP, como cotações e contratos assinados, oferecendo rastreabilidade completa.

  • Baixo custo de implantação e pouca necessidade de personalização — fator decisivo em empresas de vários portes.

  • Flexibilidade de contratação, com licenças SaaS ou vitalícias e hospedagem local ou em nuvem.

A implantação atual concentra-se nos módulos de suprimentos e engenharia, escolhidos por sua capacidade de trazer transparência ao processo, garantir segurança das informações e agilizar aprovações via aplicativo.


Comparação com outros ERPs e atendimento às exigências de qualidade

A especialista já operou outros sistemas que se adaptaram ao mercado da construção civil. Apesar da variedade de ferramentas, afirma que o SIECON permanece como sua solução preferida:

“Os relatórios já prontos, o fácil acesso às informações e a interface amigável fazem o sistema se destacar.”

Em empresas que seguem normas rígidas de governança e compliance, ela avalia que o SIECON atende totalmente às necessidades. O ERP oferece:

  • Áreas específicas para controle de NBRs e documentos exigidos em auditorias.

  • Módulos de classificação e avaliação de fornecedores.

  • Rastreabilidade integral de compras e pagamentos.


Suporte que faz a diferença — e uma relação de longa data

Com quase 20 anos de experiência no uso do SIECON, ela destaca a qualidade do suporte, especialmente em fases anteriores, quando utilizava servidor local e conexões via rádio para obras remotas:

“Os prazos de resposta sempre atenderam às necessidades. A equipe entendia nossos pedidos e muitas vezes implementava melhorias sem custo ou com valores acessíveis — algo raro em outros ERPs.”

Hoje, com um processo de implantação didático e detalhado, o suporte é acionado com menor frequência, já que a equipe especializada orienta a operação para que o sistema seja usado com autonomia.

Veja outros depoimentos. Clique aqui.

SP: Transformação silenciosa redefine urbanização com moradia e mobilidade

0

São Paulo não para. A cidade que faz barulho 24 horas por dia passa, há alguns anos, por uma transformação silenciosa. Desde 2014, a prefeitura promove estratégias para o desenvolvimento e crescimento da capital com metas até 2029.

Por meio do PDE (Plano Diretor Estratégico), a capital paulista direciona as ações de órgãos públicos e de agentes privados para que o crescimento da cidade seja planejado e atenda às necessidades coletivas da população. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, era prefeito quando sancionou a lei.

“Vimos que era possível transformar a capital financeira do país na capital de habitação e interesse social. O que parece contraditório, mas nós demonstramos que era possível compatibilizar. Uma cidade não funciona se você não olhar para a questão social”, afirmou Haddad à CNN Brasil.

Facilitar o acesso à moradia sempre esteve no foco do PDE, e a construção de empreendimentos residenciais no centro de São Paulo reflete as mudanças na legislação.

Em 2021, foram construídos 5,6 mil apartamentos na região central. O número quase triplicou em 2022 e cresceu nos anos seguintes até ultrapassar, em 2024, a meta de 30 mil novas unidades habitacionais.

Agora, São Paulo tem uma nova meta: superar 100 mil apartamentos, conforme a proposta de dezenas de empresas no programa Pode Entrar, voltado à redução do déficit habitacional da cidade.

Para que esse crescimento imobiliário se tornasse possível e acessível, foi preciso contar com um modelo de desenvolvimento puxado pelo setor privado.

“A cidade de São Paulo hoje é um grande empreendimento público, privado, comunitário, porque o MCMV (Minha Casa Minha Vida) Entidades também foi trazido para o âmbito da cidade”, disse Haddad na época.

Criado em 2009, o MCMV tem como objetivo facilitar o acesso à moradia. Com foco em famílias com renda de até R$ 12 mil por mês, o programa oferece condições especiais para a compra de imóveis, principalmente por meio de financiamento com taxa de juros menor.

O presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), Luiz França, explicou à CNN Brasil que o programa é essencial para tornar a casa própria possível para as famílias de renda mais baixa.

“Essas pessoas vão ter muito mais chance de ter maior educação, com bastante saúde para serem futuras pessoas que possam estar inseridas na sociedade brasileira, fazendo uma universidade. Isso é importantíssimo para nós olharmos o benefício de um programa habitacional”, declarou.

Mas a transformação silenciosa de São Paulo não passa só por questões quantitativas — de milhares de novas residências sendo construídas. Há também o aspecto qualitativo. Hoje, os empreendimentos buscam trazer a população de volta ao centro ou para regiões com fácil acesso à rede de transporte público.

“Hoje em dia, na cidade de São Paulo, tem muito trânsito e há procura para morar perto do trabalho ou da escola dos filhos, por exemplo. Mas nem todo mundo consegue morar próximo à Faria Lima, que é um lugar caríssimo. Então, essas pessoas que não conseguem morar ali vão morar nos eixos onde tem transporte público”, afirmou França.

Essa busca pela melhor qualidade de vida tem mudado não apenas a dinâmica da população, mas também a mobilidade urbana. Quanto maior o número de moradores em regiões próximas ao centro, menor é o uso de carros e maior é a demanda por ônibus, trem e metrô.

Junto com esses novos hábitos nasce também uma mudança de estratégia nas construtoras. Com a redução do uso de carros, a alta disponibilidade de vagas por apartamento se tornou dispensável.

O diretor-executivo de desenvolvimento imobiliário da MRV, Rafael Albuquerque, esclareceu que a redução de vagas permitiu aumentar o número de unidades por edifício e baratear o preço dos imóveis.

“Hoje, a verdade é que é muito difícil a família bancar carro e morar longe, porque fica muito mais caro o transporte. Então a redução de vagas na incorporação faz muito sentido”, disse.

Para Otavio Zarvos, sócio-fundador da IdeaZarvos, deveria haver maior direcionamento em cada bairro específico, para que novas ações sejam feitas especialmente para atender às necessidades daquela comunidade em questão.

“A cidade é muito diferente, o município é grande e tem diversos bairros distintos uns dos outros”, destacou.

Ainda assim, Zarvos destacou que há convergência na busca por conforto ao buscar uma nova moradia, e mesmo um município diverso como São Paulo acaba tendo problemas em comum.

“Os grandes problemas da cidade dizem respeito à mobilidade e à segurança, e são pontos de urgência. Uma vez que isso esteja atendido, o morador busca conforto em sua residência, que varia desde janelas maiores, áreas de sol, proximidade com as escolas, especialmente for público, com praças, comércio. É uma mistura do que o privado pode oferecer e o público pode organizar”, acrescentou.

O adensamento da população muda o cenário paulistano. Quando se olha para o céu da cidade, é evidente que as construções estão cada vez mais altas — um processo de verticalização autorizado pelo PDE.

Para que essas novas construções atendam às demandas da cidade — considerando mudanças no clima e no perfil de consumo — existem regras que precisam ser cumpridas. Elas padronizam projetos e garantem mais segurança às habitações, tornando São Paulo uma referência nacional.

“Atualmente temos uma norma técnica brasileira que rege com muita qualidade, muita técnica, quais deveriam ser os pés-direitos dos apartamentos, o tamanho dos cômodos, o conforto acústico. Mas a gente ainda tem prefeituras que têm regras próprias e, por isso, não conseguimos padronizar. E habitação popular é padronização. A tecnologia construtiva pede essa padronização”, explicou Albuquerque.

Com mais habitações e maior acessibilidade financeira, cresce também a qualidade de vida, a mobilidade urbana, o acesso ao trabalho e aos ambientes sociais. E, assim, nessa transformação silenciosa, a cidade cresce junto às construções.

“Você vai ver que esse olhar social compõe com a dimensão de cultura, com a ocupação do espaço urbano, com a dimensão econômica”, disse Haddad.

França reforçou que o setor imobiliário puxa o PIB brasileiro e destacou ainda que, quando a economia do país cresce, o PIB do setor imobiliário sobe mais ainda.

“A gente precisa ver outras capitais dando esse exemplo, porque a hora que várias capitais se moverem em uma direção, isso influenciará todo mundo para termos cidades mais justas”, completou Albuquerque.

Anamaco: programa de reformas tem potencial para elevar vendas de materiais

Boa parte das vendas de materiais depende de crédito, seja por meio de empréstimos pessoais, cartão de crédito ou demais alternativas. No entanto, os juros altos têm afetado os negócios.

“O setor de construção está em um momento não muito positivo, bastante desafiador por causa dos juros altos”, disse o presidente da Anamaco (Associação dos Comerciantes de Material de Construção), Cássio Tucunduva, ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

“Nos últimos dois meses, sentimos um movimento de retração nas vendas. O programa tem a total possibilidade de reverter isso”, apontou. “O programa vai ser de grande valia para as lojas e também para o consumidor”.

De acordo com dados do governo federal, a meta inicial do programa é atingir 1,5 milhão de contratações. Para isso, contará com R$ 30 bilhões do fundo social e outros R$ 10 bilhões da Caixa Econômica Federal, totalizando um orçamento de R$ 40 bilhões. Os financiamentos vão de R$ 5 mil a R$ 30 mil por família.

O presidente da Anamaco acredita que esses valores podem ter um efeito multiplicador.

“Quando uma família vai fazer uma reforma, o valor pode ir além dos R$ 30 mil. Sendo assim, ela tende a complementar o financiamento com o seu próprio capital. Então, o valor injetado no setor pode ir para mais de R$ 40 bilhões ou R$ 45 bilhões. Vemos como um fator que pode, realmente, elevar e muito as nossas vendas”, afirmou.

Como o programa entrará em vigor somente em novembro, o grosso do efeito sobre as vendas é esperado apenas para 2026. A projeção da Anamaco é que o faturamento do varejo de materiais deve ficar em torno de R$ 240 bilhões em 2025.

Se confirmado, esse montante representará uma leve alta de 2,6% na comparação com 2024, quando somou R$ 233,8 bilhões.

Segundo levantamento da Anamaco, o faturamento das lojistas de materiais cresceu 3,1% entre janeiro e agosto de 2025 na comparação com os mesmos meses de 2024. O dado, em si, não é considerado ruim, a não ser pela percepção de piora mais aguda vista recentemente.

SENAI oferece mais de 60 mil vagas em cursos técnicos, qualificação e pós-graduação

0

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está com 60,5 mil vagas abertas em cursos gratuitos e pagos em todo o Brasil, nas modalidades presencial e a distância, distribuídas pelas unidades estaduais e pelo Futuro.Digital, marketplace educacional da instituição. O dado faz parte do levantamento quinzenal da Agência de Notícias da Indústria, que reúne as oportunidades ativas em todas as regiões do país (veja lista abaixo).

As vagas abrangem cursos técnicos, de qualificação, aperfeiçoamento, aprendizagem industrial, graduação e pós-graduação, reforçando o papel do SENAI como a maior rede de educação profissional da América Latina. Ao todo, são 25,6 mil oportunidades nas escolas do SENAI e 34,8 mil disponíveis no Futuro.Digital, em turmas presenciais, semipresenciais e online.

Perfil dos alunos e impacto no mercado de trabalho

O gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Mateus Simões, explica que o público dos cursos é formado, principalmente, por jovens entre 18 e 29 anos, mas o interesse pelas formações tem atraído também profissionais mais experientes.

“O perfil de alunos que mais buscam os cursos do SENAI é de jovens, mas também temos profissionais que já estão no mercado ou buscam uma recolocação, buscando crescimento e realização profissional. Temos inclusive alunos com mais de 60 anos frequentando as aulas”, afirma.

Segundo Simões, o impacto das formações é imediato, tanto na conquista do primeiro emprego quanto no avanço na carreira de quem já atua na indústria. “As formações do SENAI já mostram resultados concretos, seja na conquista de uma oportunidade de trabalho em empresas locais, seja na promoção dentro das indústrias. Esse tem sido nosso foco: oferecer cursos capazes de gerar empregabilidade real e rápida”, destaca.

Setores com maior demanda e atualização dos cursos

Ainda de acordo com Simões, os setores industriais que mais têm demandado mão de obra são os de logística, construção civil, alimentos e bebidas, além das áreas mais tecnológicas.

“Há uma procura crescente por cursos ligados à tecnologia da informação, inteligência artificial e transformação digital. Essas competências são transversais e impactam todos os setores da indústria”, explica.

Para garantir que as formações acompanhem a evolução do mercado, o SENAI mantém comitês setoriais que reúnem representantes da indústria para definir o perfil de profissionais que o setor produtivo precisa.

“Formamos um comitê setorial para definir o perfil do profissional que a indústria vai precisar. As empresas participam diretamente desse processo, o que garante que os cursos do SENAI estejam conectados às reais necessidades do mercado de trabalho”, esclarece o gerente.
O superintendente de Educação Profissional e Superior, Felipe Morgado, destaca três principais vantagens para quem escolhe um curso do SENAI: empregabilidade, aumento de renda e inserção rápida no mercado.

“O SENAI registra mais de 86% de empregabilidade entre os alunos dos cursos técnicos e um aumento de 24% na renda média após a conclusão. Esses resultados mostram o impacto direto das formações na vida dos estudantes”, explica Morgado.

VAGAS NAS UNIDADES DO SENAI: Oportunidades por estado

RIO DE JANEIRO
No Rio de Janeiro, o SENAI-RJ oferece 11.320 vagas em áreas como audiovisual e animação digital, automotiva, energias renováveis, petróleo e gás, refrigeração e climatização e tecnologia da informação. As aulas começam entre janeiro e abril de 2026. Mais informações estão disponíveis no site do SENAI-RJ.

PARAÍBA 
Na Paraíba, há 1.020 vagas em cursos como ajustador mecânico, assentador de revestimento cerâmico, desenhista mecânico, operador de empilhadeira e técnico em energias renováveis. São 820 oportunidades presenciais e 220 a distância. Detalhes podem ser consultados no site do SENAI-PB.

PARANÁ
No Paraná, o SENAI oferta 1.915 vagas em cursos de aperfeiçoamento e qualificação profissional nas áreas de construção civil, desenvolvimento de sistemas, design, eletrônica, automação e produção alimentícia. São 181 oportunidades EAD e 1.734 presenciais. As inscrições podem ser feitas no site do SENAI-PR.

SÃO PAULO
Em São Paulo, o SENAI-SP disponibiliza mais de 11 mil vagas em cursos técnicos gratuitos, entre eles cibersegurança na nuvem, criação de jogos digitais, dashboards com Google Looker Studio, Adobe Photoshop e design 2D de personagens. As formações são presenciais e alinhadas às demandas da indústria paulista. Mais informações estão disponíveis no site do SENAI-SP.

SERGIPE
Já em Sergipe, o SENAI-SE tem 415 vagas abertas nas áreas de infraestrutura de informação e comunicação, construção, segurança do trabalho e metalmecânica. Há opções presenciais e semipresenciais, em diferentes turnos. Detalhes podem ser conferidos também no perfil @senaisergipe

(Fonte: Agência de Notícias da Indústria)

Referência em educação profissional

Com 83 anos de história, o SENAI é referência em educação e inovação industrial. Presente nos 26 estados e no Distrito Federal, a instituição possui cerca de 3,1 milhões de matrículas por ano e já formou mais de 92 milhões de pessoas ao longo de sua trajetória.
Os cursos do SENAI estão disponíveis para consulta no Futuro.Digital, com informações sobre valores, carga horária e certificações. O conteúdo é atualizado frequentemente, conforme novas turmas são abertas.

Confiança da Construção registra 3ª alta seguida e atinge maior marca desde março

0

O setor da construção surfa uma onda de melhoria das expectativas. Pelo terceiro mês consecutivo, a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), registra alta no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Indústria da Construção.

O marcador agora aponta 49,2 pontos, o maior índice desde março, quando o indicador marcava 49,6 pontos. O crescimento registrado desde setembro é de 3,4 pontos e, no último mês, a alta foi de 0,8 ponto. Ainda assim, o índice continua abaixo da marca de 50 pontos, indicando que os empresários do setor ainda demonstram desconfiança.

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, entende que os gestores da construção vislumbram uma queda da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, maior patamar dos últimos 20 anos. “É possível que, essa melhora que a gente vinha verificando nos últimos meses com relação ao ânimo dos empresários, especialmente quando se está atrelado às expectativas, já seja uma antecipação do que pode acontecer numa eventual queda da taxa de juros, caso aconteça realmente num futuro próximo”, explica.

A alta do índice foi puxada pelo indicador de expectativas, que subiu 0,9 ponto em novembro, para 51,6 pontos. Os industriais da construção estão mais otimistas com relação ao desempenho dos próprios negócios nos próximos meses e menos pessimistas com o futuro da economia.

“Ainda são índices que estão mostrando uma expectativa positiva, mas ela continua bastante moderada e ficou ainda mais moderada nessa passagem. Então, apesar desse quadro já indicar expectativas positivas, isso vem trazendo melhora na confiança, um sentimento ainda bastante cauteloso, ainda há muita moderação nessas expectativas”, pontua Azevedo.

Condições atuais, emprego e insumo

A avaliação positiva do cenário econômico também foi responsável pelo ligeiro incremento no indicador de condições: alta de 0,5 ponto, passando para 44,3 pontos.

Em outros indicadores, a cautela é regra. Em novembro, o índice de expectativa de número de empregados permaneceu em 49,8 pontos, com tendência de queda nos postos de trabalho nos canteiros. O índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços caiu 1,1 ponto, agora em 49,2 pontos, e indica projeção de desaceleração no lançamento de novos empreendimentos e serviços nos próximos meses.

As expectativas de compras de insumos e matérias-primas fecharam o mês em 50,2 pontos, queda de 0,7 ponto em relação ao mês anterior. Já o indicador de expectativa de nível de atividade teve o maior recuo: 2 pontos, para 50,4 pontos. Com ambos índices próximos aos 50 pontos, é esperada estagnação no nível dessas atividades.

Por esse motivo, a intenção de investimento passou de 43,6 pontos para 42,3 pontos, interrompendo sequência de duas altas consecutivas.

Sondagem Indústria da Construção

A Sondagem Indústria da Construção é uma pesquisa que mede a percepção dos empresários sobre níveis de atividade, emprego e Utilização da Capacidade Operacional (UCO) do setor, além de aferir a confiança, expectativas para uma série de variáveis e intenção de investimento dos industriais para os seis meses seguintes.

Para esta edição da Sondagem Indústria da Construção, a CNI consultou 301 empresas: 115 de pequeno porte; 125 de médio porte; e 61 de grande porte, entre 3 e 12 de novembro de 2025

SENAI está com mais de 52 mil vagas abertas em cursos presenciais e a distância; confira oportunidades por estado

0

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está com 52.378 vagas abertas em cursos gratuitos e pagos, espalhados pelo país. Desse total, 17.498 são para oportunidades presenciais e online.

Entre os cursos técnicos oferecidos, os interessados podem optar por qualificação e aperfeiçoamento e aprendizagem industrial, além de outras modalidades de formação profissional.

As outras 34.880 vagas são ofertadas via Futuro.Digital – plataforma de cursos da instituição que reúne opções de curta e média duração, extensão, graduação, pós-graduação, MBA, micro e minicursos. Nesse caso, são 152 turmas presenciais, 113 semipresenciais e 986 turmas de Educação a Distância (EaD).

Clique aqui para conferir valores, grade curricular, certificação e carga horária

Vale destacar que, como o conteúdo de vagas é dinâmico, pode haver constantes atualizações. O levantamento acerca da quantidade de vagas abertas pelo SENAI é feito a cada 15 dias pela Agência de Notícias da Indústria, junto às federações das indústrias.

Segundo o superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Felipe Morgado, essas vagas visam atender à demanda da indústria e têm o objetivo de garantir maior empregabilidade entre os alunos.

“As principais vantagens de aderir a esses cursos são, primeiro, a empregabilidade. O Senai tem mais de 86% de empregabilidade dos seus estudantes de cursos técnicos. Segundo, o incremento na renda. Nossa última pesquisa apresenta um resultado de incremento de renda de mais de 24%. Então, esses dois pontos já justificam a oportunidade que tem de fazer um curso no Senai. Mas, além disso, tem um terceiro ponto, que é o acesso mais rápido ao mercado de trabalho”, destaca.

“É possível você selecionar por escola, por município ou por área tecnológica, se inscrever no site e fazer todo o processo de matrícula. É simples e rápido. São apenas três passos para você conseguir o sucesso no seu futuro profissional”, complementa Morgado.

Veja os detalhes das vagas em cada unidade da federação

Amapá

No Amapá, o SENAI está com 225 vagas disponíveis para cursos como desinibição e oratória, dicção, gestão de pessoas e equipes, informática básica, instalações elétricas industriais, instalações elétricas residenciais, montagem e reparação de computadores, qualidade no atendimento ao público e muito mais.

Os cursos são de qualificação profissional. As aulas podem ser presenciais e semipresenciais. Para mais informações, acesse o site do SENAI do Amapá.

Distrito Federal

Já no Distrito Federal, 1.600 vagas gratuitas estão abertas para cursos de aperfeiçoamento e qualificação profissional. Os interessados podem optar por modalidades presencial, semipresencial e online.

As aulas são realizadas nas escolas do Gama, do Setor de Indústrias Gráficas (SIG), de Sobradinho e de Taguatinga. Os encontros podem ocorrer nos turnos matutino, vespertino e noturno. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site do SENAI do Distrito Federal.

Maranhão

No Maranhão, o total de vagas disponíveis no momento chega a 1.025. Entre os cursos ofertados estão implementação de dashboards e power bi, mecânico de motocicletas, programação em linguagem python, operador de caminhão munck, técnico em automação industrial, técnico em informática e técnico em programação de jogos digitais.

Do total de vagas ofertadas, 900 são presenciais, distribuídas em 36 cursos nos turnos vespertino e noturno. Outras 125 vagas são para 5 cursos na modalidade semipresencial voltados à qualificação profissional e às demandas da indústria e do mercado de trabalho. Outras informações podem ser consultadas no site do Futuro.Digital do Maranhão.

Paraíba

Na Paraíba, o SENAI local está com 789 vagas disponíveis para cursos como assentador de revestimento cerâmico, automação residencial, carpinteiro de obras, desenhista de bolsas e calçados, desenhista mecânico, edição de vídeos com smartphone, energias renováveis, informática para rotinas de trabalho, instalador hidráulico, operador de betoneira, pintor de obras imobiliárias e técnico em segurança do trabalho.

De acordo com a instituição, até o momento, há 561 vagas para cursos presenciais nos períodos matutino e vespertino e 228 para a modalidade EaD e Habilidade Técnica. Para mais informações, acesse o site do SENAI-PB.

Paraná

No Paraná, há vagas para cursos de aperfeiçoamento e qualificação, presenciais e a distância, profissionais. Ao todo, são 1.077 oportunidades distribuídas entre áreas como construção de obras, desenvolvimento de sistemas, design, gerencial, manufatura, manutenção e operação, metalmecânica, produção alimentícia, química, sistemas de energia, desenvolvimento de sistemas e gerencial. Para mais detalhes, consulte o site do SENAI-PR.

Rio de Janeiro

Já no Rio de Janeiro, são ofertadas 7.342 vagas. No estado fluminense, os cursos são de qualificação profissional, voltados para áreas como de alimentos e bebidas, audiovisual e animação digital, automação e mecatrônica, comunicação mediática, construção civil, eletroeletrônica, eletricista, energias renováveis, logística, metalmecânica, metalurgia, madeira e mobiliário, tecnologia da informação e vestuário, entre outras.

Ao todo, são 80 cursos gratuitos, com aulas nos formatos presencial, semipresencial e a distância. As inscrições devem ser feitas presencialmente nas unidades do SENAI-RJ. Para mais informações, acesse o site do SENAI do Rio de Janeiro.

Roraima

Em Roraima, o total de vagas disponíveis pelo SENAI chega a 100. Entre os cursos ofertados, há oportunidades para quem quer atuar com injeção eletrônica, liderança e gestão de equipes, operador de máquinas industriais, oratória, por exemplo.

São 100 vagas em 7 cursos presenciais nos períodos matutino, vespertino e noturno. Para mais informações acesse o site do SENAI de Roraima.

São Paulo

No estado de São Paulo, o SENAI conta com mais de 3 mil vagas disponíveis para cursos técnicos e de aprendizagem industrial. As áreas contempladas são de eletroeletrônica, metalmecânica, têxtil, alimentos, química, gráfica, entre outras.

As aulas são presenciais e voltadas à qualificação profissional e ao desenvolvimento de competências técnicas alinhadas às demandas da indústria do estado. Confira o cronograma e faça sua inscrição no site do SENAI-SP.

Sergipe

O SENAI-SE está com 415 vagas abertas para cursos como auxiliar de eletricista, diagnóstico e reparação de sistemas eletrônicos embarcados automotivos e eletricista industrial. Além desses, o público pode escolher entre formações como gesseiro imobiliário, marketing digital, modelagem e confecção de moda íntima, montagem de sistemas pneumáticos e eletropneumáticos e projetos de sistemas fotovoltaicos.

Do total de vagas, 18 são em cursos gratuitos presenciais e semipresenciais, nos períodos matutino, vespertino e noturno. Para mais informações, acesse o Instagram @senaisergipe ou visite a unidade mais próxima.

Tocantis

Já no Tocantins, são 1.510 vagas disponíveis. Os cursos ofertados para cursos como automação industrial, eletromecânica, logística, manutenção automotiva, mecatrônica, planejamento e controle da produção, química, redes de computadores, refrigeração e climatização, segurança do trabalho, telecomunicações e informática

O SENAI informa que 1.025 vagas são referentes a bolsas integrais, ofertadas dentro da política de gratuidade regimental da instituição. Essa medida garante acesso gratuito à educação profissional para quem atende aos critérios do programa. Para mais informações acesse o site do SENAI-TO.

SENAI é referência em educação profissional

Considerada a maior rede privada de educação profissional do Brasil e uma das mais relevantes do mundo, o SENAI é apontado como principal parceiro da indústria na formação de trabalhadores e na inovação. A instituição está presente nos 26 estados e no Distrito Federal, com cerca de 3,1 milhões de matrículas por ano.

TARIFAÇO: CNI avalia como positivo o encontro entre Lula e Trump

Confiança do empresário industrial sobe em 21 setores, mas cenário de pessimismo ainda prevalece, aponta CNI

Com atuação há 83 anos, o SENAI contribuiu para a formação de mais de 92 milhões de pessoas em cursos técnicos, de qualificação, nível superior, aperfeiçoamento e especialização, sempre alinhados às demandas do setor produtivo.

Casa própria: saiba sobre novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo

O governo anunciou um novo modelo de crédito imobiliário voltado à classe média, com o objetivo de facilitar o acesso à casa própria para famílias com renda acima de R$ 12 mil. A proposta inova na forma como os bancos captam recursos para o financiamento habitacional, operando dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

A medida deve ampliar a oferta de crédito para habitação e fortalecer as operações enquadradas no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), beneficiando especialmente a classe média. De acordo com o Ministério das Cidades, a iniciativa deve impulsionar o setor da construção civil e gerar novos empregos.

Atualmente, o governo avalia que os financiamentos via SFH vinham perdendo espaço no mercado, à medida que investidores diversificavam suas aplicações. Com a reforma, a expectativa é reverter esse quadro: a meta é direcionar gradualmente 100% dos recursos da poupança ao crédito imobiliário. Na prática, quanto mais dinheiro for aplicado na caderneta de poupança, maior será a disponibilidade de crédito para novos financiamentos habitacionais.

Novas regras

O novo modelo reestrutura o uso dos depósitos em poupança para ampliar o volume de crédito disponível, tornando o sistema mais eficiente, competitivo e sustentável.

Entre as mudanças, o valor máximo do imóvel financiado pelo SFH passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, e o público-alvo será formado por famílias com renda mensal entre R$ 12 mil e R$ 20 mil.

Além disso, 80% dos financiamentos habitacionais deverão seguir as regras do SFH, que limitam os juros a 12% ao ano. Segundo estimativas da Agência Brasil, a Caixa Econômica Federal poderá financiar mais 80 mil moradias até 2026 com a nova estrutura.

Transição gradual

A implantação será feita em etapas, a partir de 2025, e o novo modelo deve entrar em plena vigência em janeiro de 2027.

Durante a transição, continua valendo a exigência de que 65% dos recursos captados na poupança sejam aplicados em crédito habitacional. Atualmente, os 35% restantes são divididos entre depósitos compulsórios no Banco Central (20%) e operações livres (15%).

Com as novas regras, o volume dos compulsórios será reduzido gradualmente para 15%, e 5% dos recursos passarão a ser aplicados diretamente no novo regime de financiamento.

O que muda na prática

A proposta redefine o funcionamento do sistema de crédito imobiliário, maximizando a poupança como principal fonte de financiamento habitacional. Após o período de transição, o total de recursos depositados na caderneta servirá como base integral para o setor, encerrando o repasse compulsório de parte desses valores ao Banco Central.