Video: Como reinventar a construção de prédios?

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Em 1967, Moshe Safdie reimaginou o prédio monolítico, criando “Habitat ’67”, que deu a cada unidade um senso de abertura sem precedentes na Construção e Arquitetura. Veja sua palestra abaixo:
Quase 50 anos depois, ele acredita que a necessidade desse tipo de construção é maior do que nunca. Nesta breve palestra, Safdie analisa uma série de projetos que eliminam os arranha-céus e deixam a luz penetrar em cidades densamente povoadas.

Receita em queda pode levar à fusão de sindicatos na indústria da Construção

O fim da contribuição sindical obrigatória deve provocar uma onda de fusões e fechamento de entidades patronais nos próximos anos, na avaliação de representantes do setor. Com o orçamento mais apertado, os sindicatos terão de se reinventar para sobreviver – ou ficarão pelo meio do caminho. “Será uma transição dolorosa em que vai prevalecer quem tiver mais competência e for mais comprometido”, diz José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), cujos associados são sindicatos espalhados pelo Brasil. Na avaliação dele, este será um ano de adequação da nova realidade – um momento para as entidades traçarem suas estratégias. Segundo Martins, muitas das 5,4 mil entidades patronais que atuam no País – entre sindicatos, federações e confederações – têm funções sobrepostas e, portanto, poderiam se unir numa única entidade. Em Santa Catarina, por exemplo, há 24 sindicatos da indústria da construção civil (Sinduscon) enquanto que em São Paulo, um dos maiores mercados do País, existe apenas um. Esse processo de consolidação tende a ser benéfico para o País uma vez que a tendência é criar um sistema mais forte e com lideranças mais responsáveis com os impactos macroeconômicos de suas decisões, afirma o economista Nelson Marconi, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Quando o sistema é muito pulverizado, eles não conseguem enxergar o impacto sobre toda a economia.” Ajustes. Por enquanto, para se manterem atuantes, os sindicatos têm enxugado sua estrutura e apostado na prestação de serviços e no desenvolvimento de produtos diferenciados para as empresas. O Sinduscon-SP começou a se preparar para as mudanças que viriam com a reforma trabalhista desde o primeiro semestre do ano passado, quando já se falava no fim da contribuição sindical. Uma das saídas do sindicato foi fazer uma campanha para que as empresas se tornassem associadas – ou seja, elas não recolheriam a contribuição sindical, mas pagariam uma mensalidade. “No fim de fevereiro, o número de associados tinha subido de 500 para 1.400. Até o fim do ano, queremos chegar a 2.500”, afirma o presidente do Sindicato, José Romeu Ferraz Neto. Na outra ponta, a entidade cortou 40% dos custos fixos e reduziu de 90 para 50 o número de funcionários. Os dois andares que ficaram vagos com o corte da mão de obra serão usados para um novo projeto de inovação na construção. O sindicato vai ganhar com a locação do espaço e, se os projetos derem certo, também terá participação nos ganhos do negócio. Diferencial. A produção de materiais exclusivos, como estudos, cursos de capacitação e seminários, é outra estratégia dos sindicatos para continuarem de pé. Foi com esse discurso que o Sindicato da Indústria de Especialidades Têxteis do Estado de São Paulo (Sietex) bateu à porta das empresas para convencê-las a continuar pagando a contribuição sindical, que representa 80% da receita da entidade. O presidente da Sietex, Paulo Henrique Schoueri, disse que a empreitada pode ser considerada bem-sucedida, porque a arrecadação caiu 30% e não 90% como previa inicialmente. “Mostramos todos os benefícios, produtos e estudos para justificar o pagamento. Afinal ir para Brasília custa dinheiro.” A campanha da Sietex começou em setembro do ano passado. O Sindiplast, da indústria de material plástico, que viu a receita cair 25%, também fez o mesmo. “Apresentamos nossos produtos e mostramos que, sem a contribuição, teríamos de desativar os serviços ou passar a cobrar pelos produtos”, afirmou o presidente do sindicato, José Ricardo Roriz Coelho. Choque. Na opinião do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), apenas quem enxerga valor e comprometimento nos sindicatos vai pagar a contribuição neste ano. “Foi um choque para o setor.” Na federação, o imposto representa 20% das receitas, que vêm minguando ano após ano por causa da crise no Rio. “Nossa arrecadação de hoje equivale à do fim de 2010”, diz o vice-presidente da federação, Ricardo Maia. Para se ajustar aos números, a solução é seguir a mesma receita dos demais: cortar gastos. “Adotamos, por exemplo, um atendimento móvel que elimina a necessidade de estrutura física.” São 90 contêineres com toda infraestrutura para atender filiados em áreas que não justificam filial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Andrade Gutierrez procura oito startups para aceleração

A multinacional brasileira Andrade Gutierrez lançou um programa de aceleração de negócios em parceria com a consultoria Next Consulting. Batizada de Vetor AG, a iniciativa busca oito startups de construção, engenharia e infraestrutura para a aplicação de pilotos em obras selecionadas. Podem se inscrever startups que apresentem soluções para a otimização de projetos, processos, metodologias, equipamentos e materiais atrelados à execução de obras. As empresas nascentes precisam já ter um protótipo da solução. O processo de aceleração dura cinco meses e as escolhidas ficarão localizadas no espaço de inovação da Andrade Gutierrez em São Paulo. A gigante não realizará aportes financeiros nem terá participação no capital das startups. Com o programa, a empreiteira pretende usar as soluções inovadoras em suas obras. Para isso, os empreendedores deverão assinar um contrato de parceria com a Andrade Gutierrez para poder iniciar a execução da aplicação dos pilotos em obras selecionadas. As inscrições vão até o dia 11 de março e devem ser realizadas no site da iniciativa.

Construtoras dão descontos e oferecem brindes para vender imóveis

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O residencial Refinatto, no Grande Meier, tem imóveis com dois e três quartos, inclui armários na cozinha e nos quartos e e faz parte de uma ação da Calçada que aceita apenas 10% de entrada e tem saldo fixo por 60 dias. Para sair do prejuízo, zerar o estoque e partir para novos empreendimentos, construtoras e imobiliárias começaram o ano com promoções para realavancar a venda de seus imóveis, após o período de vacas magras. Algumas baixaram os preços das unidades e outras estão recorrendo a brindes e facilidades, sendo que a mais corriqueira é aceitar um carro como parte do pagamento — em torno de 90% do valor, com base na tabela FIPE. Na Zona Sul, há poucas ofertas. Historicamente, é uma região com maior liquidez, pois dada a escassez territorial, a procura ainda é maior do que a oferta. Ainda assim, para se ter uma ideia, o número de unidades residenciais, lançadas em 2017 — que já não foram lá muita coisa, total de 247 — foi um quarto do ano anterior (62). Os dados são do Sindicato da Habitação (Secovi Rio). As zonas Norte e Oeste, entretanto, são o calcanhar de Aquiles do Rio. Com mais espaço, a região teve mais lançamentos nos últimos anos e, com a crise, maior encalhe. Ainda assim, o número de lançamentos também caiu consideravelmente, passando de 3.199 unidades em 2016 para 1.921 unidades no ano passado. Barra e adjacências e Zona Oeste também tiveram menos unidades lançadas, na comparação. Zona Oeste com mais imóveis — O mercado no Rio tem uma particularidade e se divide. A zona Sul é uma ilha cercada por barreiras geográficas. Não tem para onde crescer. Não dá para expandir, por isso tem mais procura que oferta. E é uma demanda eterna, tem status e as belezas naturais — diz o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Claudio Hermolin. Já em relação às zonas Oeste e Norte, ele afirma que foi o maior mercado. — Foi o que teve mais lançamentos e acumulou maior estoque. Não teve novos lançamentos e o que está se vendendo é estoque. — Na zona Oeste há uma concorrência maior, pois há mais lançamentos. Por enquanto, esperamos vender o estoque, mas os indicadores econômicos vêm animando. Acho que vai melhorar — afirma Thiago Hernandez, gerente comercial da construtora Calçada, destacando que, mesmo com a crise, a Zona Norte representou 50% das vendas da construtora em 2017. Segundo ele, a devolução de imóveis foi um atenuante que prejudicou ainda mais o cenário imobiliário no Rio. Em contrapartida, afirma, a situação deve mudar até o próximo ano. — O judiciário é ruim neste sentido, pois exige que a empresa retorne até 80% do valor do imóvel em caso de desistência, seja qual for o motivo. Isso acaba com o negócio. Imagina se todos quisessem devolver, como ficariam as construtoras? — questiona, referindo-se à grande taxa de devolução registrada em 2016 e 2017. Preços mais baratos Um dos locais onde há muitas unidades disponíveis é o Pontal Oceânico — chamado de “novo bairro” da região do Recreio, por sua área de 550 mil metros quadrado. Só a Sawala Imobiliária está comercializando quatro empreendimentos, que somam 350 unidades com dois a quatro quartos e cobertura. Os apartamentos, que antes tinham valor inicial de R$ 487 mil, hoje custam a partir de R$ 369 mil. Entre as ações para movimentar as vendas na região, a empresa montou uma filial no local, aceita carro como parte de pagamento e o FGTS na entrada. Para o presidente da Sawala, Márcio Cardoso, o cenário já foi pior. — Os valores foram se ajustando, acompanhado o mercado. Hoje, estas unidades estão com altíssima liquidez — afirma ele. Hernandez, da Calçada, acrescenta que ainda que os imóveis no Recreio tenham sofrido uma depreciação no ano passado, o Maui, também no Pontal, por exemplo, foi o carro-chefe da empresa e vendeu muito bem. Já a Mais Consultoria Imobiliária baixou os preços para atrair clientes. Das 86 unidades do residencial Victoria Reserva, 34 estão disponíveis. Os imóveis de dois quartos com duas suítes, que ficam em Campo Grande e estão prontos para morar, passaram de R$ 289 mil para R$ 239 mil, sendo que a entrada pode ser parcelada e o futuro morador ainda pode usar o FGTS e carro na entrada. Além disso, segundo André Barros, diretor da Imobiliária, um evento especial de negociação para liquidar os imóveis está sendo preparado para março. Outra com ação promocional é a Avanço Realizações Imobiliárias, que está com 11 apartamentos de dois quartos prontos para morar, na Freguesia. Os imóveis do Araguaia Conception Residences passaram de R$ 439 mil para R$ 399 mil. — Outras vantagens são a varanda gourmet e o sistema de automação residencial com capacidade para controlar até 12 eletrônicos através de controle remoto único ou do uso do software, e a preparação para ar split nos quartos e na sala — explica Sanderson Fernandes, diretor da Avanço. Quem também baixou os preços é a Azul Construções. As coberturas do Residencial Nova Califórnia, localizado em Campo Grande, passaram de R$ 650 mil para R$ 437 mil. São 160 metros quadrados, com três quartos, sendo uma suíte. Assim como as demais, aceita carro de entrada e FGTS. — As coberturas estão com preços de apartamento porque a empresa precisa vender as unidades que estão prontas para se manter capitalizada, investir em novas construções e, com isso, gerar mais vendas — afirma José Marques, diretor da Azul. Ao invés do desconto, empresas optam por facilidades Algumas construtoras não dão descontos nos preços dos imóveis e preferem apostar em outros formatos de ação, como a oferta de brindes e facilidades. A Calçada, por exemplo, começou neste fim de semana uma campanha de vendas em seis empreendimentos na zona Norte: Aquarela Carioca, na Grande Tijuca, Unique Stadio, em Engenho de Dentro, Melodia, em Campinho, Refinatto, no Grande Méier e Viva Pena e Nova Penha, na Penha. São 166 unidades ao todo, de dois e três quartos, todas prontas para morar, sendo que no Unique Stadio e no Aquarela há mais opções — 76 e 46 apartamentos, respectivamente. A empresa diz que não pratica descontos, mas trabalha com benefícios — por causa dos que já compraram. Entre as facilidades, estão trabalhando com entrada de 10% e saldo fixo por 60 dias — o comprador tem este prazo para pegar o financiamento sem correção do saldo devedor. Também aceitam carro como entrada (90% da tabela FIPE) e oferecem armários para a cozinha e os quartos. Pontos e armários Já a Even lançou a campanha “Presentão da Even”, em que além de também oferecer armários de quartos, cozinha e banheiros, dá 50 mil pontos Multiplus para quem adquirir um imóvel no residencial RG Personal Residence ou no Luar do Pontal, ambos localizados no Recreio dos Bandeirantes e prontos para morar. O RG tem 384 unidades no total e 80 disponíveis, com dois e três quartos (uma suíte), a partir de R$ 379 mil e de R$ 469 mil, respectivamente. O Luar tem 13 imóveis à venda de três quartos com suíte.

Obra em RS vai gerar 3.000 empregos na Construção Civil

Prometida para a Copa de 2014, a revitalização do Cais Mauá, cartão-postal de Porto Alegre à beira do rio Guaíba, iniciará na próxima semana, quatro anos depois do prazo. O anúncio foi feito em frente aos armazéns históricos do cais na manhã desta quinta-feira em cerimônia de ordem de início das obras. O consórcio prometeu a conclusão da primeira etapa das obras até o final de 2019. A revitalização começará pela reforma de onze armazéns tombados pelo patrimônio onde funcionarão restaurantes, lojas e espaços culturais. A área total de 181.000 m² contará com dez praças, parque infantil e 11.000 m² de espaço verde para uso público. De autoria do arquiteto Jaime Lerner, ex-governador do Paraná, o projeto lembra o Puerto Madero, de Buenos Aires. Não há investimento público na obra, que custará 500 milhões de reais. O valor é parte de um fundo de investidores, agora administrado pela empresa Reag. A licitação ocorreu ainda em 2010, quando Yeda Crusius (PSDB) era governadora do Rio Grande do Sul. O atraso para o início das obras marcou os discursos do governador José Ivo Sartori (MDB) e do prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan Jr (PSDB). Ambos criticaram movimentos que questionam o impacto da obra na cidade. Marchezan falou que um “pequeno grupo ideológico” prejudicou a revitalização. Sartori mencionou “ranços que não levam a nada” e “briguinhas ideológicas”. Entretanto, cabe à prefeitura e ao estado emitirem as licenças e autorizações necessárias, que levaram anos para serem adequadas. “Imagino que os percalços que tivemos tiveram suas razões dentro dos órgãos específicos. Naturalmente que se não tivemos as autorizações devidas no tempo certo é porque não foram dadas pelos órgãos competentes”, disse Vicente Criscio, presidente do Consórcio, a VEJA. A obra deve gerar 3.000 empregos na construção civil nos próximos dois anos. Quando a revitalização estiver completa, novos 28.000 postos de empregos diretos e indiretos devem ser criados segundo Sérgio Lima, diretor de operações do Consórcio Cais Mauá. A segunda e terceiras etapas da revitalização ainda não possuem as licenças necessárias para o início das obras. A segunda etapa da revitalização, na área das docas, vai contar com a reforma do prédio de 1935 onde funcionava o antigo frigorífico do porto, local atualmente abandonado. O espaço servirá para eventos, convenções e atividades culturais. Nessa fase também será revitalizada a Praça Edgar Schneider, de mais de 4.000 m², que hoje está fechada ao público. Como contrapartida, serão erguidas duas torres comerciais no local. Por sua vez, a terceira fase do projeto, irá contar com um shopping ao lado da Usina do Gasômetro. O centro comercial é a etapa que gera mais críticas por parte dos movimentos contrários ao projeto porque irá modificar a paisagem e contará com um estacionamento para milhares de carros, o que pode impactar o trânsito. A área comercial fará a ligação entre o cais e a orla do Guaíba, que já está em obras.

Financiamento de imóveis cresce 23,7% em 2018

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Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança atingiram R$ 3,84 bilhões em janeiro em 2018, o que representa crescimento de 4,4% em relação a dezembro e uma alta de 23,7% em comparação com janeiro de 2017. No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro de 2018, o montante financiado ficou em R$ 43,8 bilhões, resultado 5,5% inferior ao apurado nos 12 meses anteriores. No primeiro mês de 2018, foram financiadas a construção e a aquisição de 15,8 mil imóveis, alta de 8,3% em relação a dezembro de 2017 e alta de 19,8% frente a janeiro de 2017. No acumulado de 12 meses, foram financiados 178,22 mil imóveis, queda de 10,6% em relação aos 12 meses anteriores.

Construção civil busca materiais alternativos

Com a intenção de utilizar opções ecologicamente mais corretas ou simplesmente para acelerar e baratear o custo das edificações, o ramo da construção civil está ampliando o leque de produtos aproveitados, além dos tradicionais tijolos e concreto. Entretanto, para que materiais de menor impacto ambiental ou com preços mais acessíveis possam ser mais utilizados, é preciso ainda mudar a mentalidade dos agentes desse segmento. “Isso passa pela criação de uma cultura”, frisa o diretor do Instituto de Arquitetos do Brasil departamento do Rio Grande do Sul (IAB-RS) e professor da faculdade de Arquitetura da UniRitter, Rodrigo Troyano. Para a realidade gaúcha, o diretor do IAB-RS vê oportunidades em tijolos maciços feitos com resíduos industriais, assim como no emprego do bambu e do barro. Outra sugestão de Troyano é procurar soluções pré-fabricadas, que geram menos rejeitos nas obras. O professor da UniRitter recorda que a construção civil é a indústria que mais gera resíduos no planeta, e que é necessário reduzir esse volume. Troyano defende que é preciso observar o cuidado com o meio ambiente ao se adotar um material alternativo, dando preferência a insumos renováveis. O arquiteto Alberto Cabral comenta que o Brasil ainda se encontra em uma situação atrasada quanto à construção civil em relação às nações mais desenvolvidas. O País utiliza muitos materiais que absorvem uma grande quantidade de energia para serem produzidos. Outro problema é que, em várias ocasiões, há a necessidade de transportar os produtos por longas distâncias. “Mas, olhando o Brasil como um todo, já existe um movimento interessante por parte de construtores para que suas obras sejam mais sustentáveis”, afirma o arquiteto. A empresa GeoBrick, de Ivoti, desenvolve, por exemplo, o que chama de tijolo ecológico, feito a partir da mistura de solo, cimento e água. O produto é considerado ecológico, pois não é feita a cura em fornos a lenha, como acontece com o tijolo convencional. O responsável pelas áreas de Administração e Marketing da GeoBrick, Fabio Nunes Frota, comenta que, como o item é prensado, consequentemente, possui uma resistência final maior à do tijolo convencional. Frota informa ainda que, comparado ao tijolo à vista convencional, o artigo não é muito mais caro. O ecológico é tratado externamente com um tipo de impermeabilizante e não possui um limite de vida útil. “É claro que, se deixar exposto à natureza sem qualquer tipo de tratamento, com o tempo, irá sofrer os danos, como qualquer outro bloco ou material”, argumenta.

Video: Inteligência Artificial para uma nova era – Era da Realidade Aumentada e Engenharia


Computadores que melhoram nossa capacidade de pensar e imaginar, e sistemas robóticos que inventam (e criam) novos projetos radicais para pontes, casas, carros, drones e muito mais – tudo por si só. Faça um tour da Era Aumentada com o futurista Maurice Conti e visualize uma época em que robôs e humanos funcionem lado a lado para realizar coisas que não poderiam fazer sozinhas.

Uso da tecnologia vai transformar o jeito de trabalhar na construção civil

A tecnologia vai entrar de vez em pauta na construção civil nos próximos anos. Essa é a projeção de especialistas do setor. E a mudança vai impactar e muito na cadeia de fornecedores e na mão-de-obra empregada, que terão de se qualificar nos novos modelos de construção para atender à essa demanda.

Comparada com outros segmentos da economia, como o automotivo, a construção civil tem muito a avançar quando o assunto é tecnologia. Mas esse cenário está prestes a mudar, garante José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

“A construtora vai ser como uma montadora de carro. Depois do projeto pronto, será feita a montagem do prédio. Os fornecedores vão entregar o material pré-fabricado, pré-moldado e técnicos especializados farão a montagem. Não haverá mais espaço para tijolo sobre tijolo”, destaca.

Com papel fundamental em um canteiro, o mestre de obras, segundo Martins, terá de dominar também os conhecimentos como o da tecnologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção), que cria digitalmente modelos virtuais de uma construção e permite melhor análise e controle do que os processos manuais.

Para o coordenador de Projetos Estratégicos da Construção Civil do Sebrae/Rio de Janeiro, Marcos Vasconcellos, não tem mais volta. A construção civil vai se aproximar do modelo da indústria automobilística. “Cada vez mais a construtora busca um sistemista (como é chamado o fornecedor de produtos acabados na indústria automobilística) que entregue soluções, não simplesmente mão-de-obra. Não quer mais quem forneça tijolo, quer a parede pronta”, explica.

Vasconcellos acredita que essa nova configuração abrirá espaço para o micro e pequeno empreendedor especialista, o que vai ao encontro também à Lei das Terceirizações, que permite à construtora terceirizar a contratação de funcionários. Em uma grande obra, detalha o coordenador, a incorporadora vai continuar precisando de instalador hidráulico, gesseiro e quem faça o madeiramento e instale os vidros. “Essa é a hora deles se qualificarem também como gestores do próprio negócio. Esses profissionais precisam se especializar e se colocarem à disposição do mercado, não somente de uma obra”, destaca.

Desde 2015, o Sebrae mantém o projeto Reconstruir em parceria com o Sinduscon-Rio e o Seconci-Rio para qualificar justamente pessoas que perderam emprego com a crise – cerca de 1 milhão de empregos formais foram cortados no setor desde o início da crise, em 2013. São cursos gratuitos para 13 diferentes formações – de mestre de obras a encanador – com o objetivo de mostrar a opção de microempreendedor individual e qualificá-los em áreas como fiscal e a gestão financeira. Eles aprendem a fazer um orçamento de obra, ter controle das finanças do negócio – separar das despesas pessoais – e também atendimento ao cliente.

Engenharia Civil X Engenharia Tributária

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Não basta apenas conhecer muito bem a legislação tributária federal e estadual, conhecer os convênios de cada estado, a legislação de ICMs e toda a complexidade da Substituição Tributária Interna e Interestadual se o Código NCM da Mercadoria, ou seja, se a Classificação Fiscal da Mercadoria não foi executada por um especialista, por alguém que conheça todas as normas e regras do Sistema Harmonizado, da NCM, e também seja um bom merceologista. Comparativamente é o mesmo que na área da construção civil o engenheiro se preocupar com as paredes, o telhado e o acabamento, porém não dar a devida importancia à fundação, ao alicerce. Assim como algumas construções trincam e tem  sua estrutura comprometida, acontece o mesmo com a tributação de certas mercadorias, ficam com a tributação comprometida porque a fundação fiscal, ou seja, o código NCM não é o correto, não é o mais apropriado. Basta em terremoto fiscal, uma fiscalização, para ruirem essas construções tributárias mal alicerçadas, gerando prejuisos configurados em multas e recolhimento de diferenças, em razão dos descuidos no inicio da construção da Classificação Fiscal da Mercadoria. Não espere o prédio ruir para se preocupar, faça uma vistoria na construção da tributação, iniciando no alicerce do código NCM. Claudio Cortez Francisco Classificador Fiscal e Merceologista