Quando uma construtora chega ao ponto de operar mais de 10 obras em paralelo e manter centenas de pessoas em campo, a pergunta inevitável aparece:
“Quanto disso tudo está realmente virando lucro?”
Foi exatamente esse ponto de virada que a Prandix, empresa com quase 50 anos de atuação em obras de varejo e ambientes corporativos, enfrentou – e que a levou a adotar um ERP especializado em construção civil: o SIECON.
Crescer é bom. Crescer sem controle, não.
Por muitos anos, a Prandix seguiu a trajetória típica de construtoras bem-sucedidas:
mais clientes, mais contratos, mais lojas, mais equipes, mais obras acontecendo ao mesmo tempo.
Em determinado momento, o cenário era de:
- 9 a 11 obras simultâneas
- 110 funcionários diretos
- Atuação intensa em lojas, farmácias, espaços de bem-estar, escritórios e galpões
Por fora, o quadro era de pleno crescimento.
Por dentro, porém, uma constatação incômoda surgia nos relatórios:
O volume aumentava, mas o controle e a rentabilidade não acompanhavam.
A conta não fechava como deveria. Faltava visibilidade clara de:
- Quanto custava, de fato, cada obra
- Onde a margem se perdia
- Quais centros de custo consumiam mais recursos
- Como padronizar orçamentos em meio a clientes com planilhas, unidades e linguagens diferentes
Foi o gatilho para uma decisão estratégica: crescer não podia ser apenas fazer mais obras, e sim fazer obras com mais controle.
O limite dos sistemas genéricos
Antes de mudar, a Prandix já utilizava um software de gestão.
O problema é que ele era um sistema genérico, sem foco em construção civil.
Na prática, isso significava:
- Pouco ou nenhum apoio à gestão de obras
- Dificuldade para trabalhar com centros de custo por escopo (drywall, pintura, elétrica, etc.)
- Falta de um banco de dados de obras que ajudasse a montar orçamentos com base em histórico real
- Relatórios que não traduziam a complexidade de uma operação de engenharia
A empresa evoluía em número de projetos, mas continuava sem uma visão consolidada de custo, margem e desempenho por obra.
Era hora de trocar a planilha e o sistema genérico por algo que falasse a língua do canteiro.
A escolha por um ERP desenhado para a obra
A busca da Prandix foi objetiva: encontrar um ERP para construção civil que resolvesse a necessidade de controle sem virar um peso morto na rotina.
Depois de conversar com players do setor, comparar soluções e olhar para o que o mercado especializado oferecia, a empresa chegou ao SIECON.

O que pesou na decisão?
- Ser um ERP desenvolvido especificamente para construção civil
- Atender construtoras, incorporadoras e empresas de engenharia que precisam ir além do financeiro e controlar a obra em detalhe
- Oferecer um sistema de gestão de obras com foco em orçamento, centros de custo, compras, contratos e financeiro integrados
- Permitir a construção de um banco de dados de obras – uma memória técnica e econômica de cada projeto
Em outras palavras: um software que não “se adaptou” à construção, mas que nasceu dentro dela.
Centos de custo, dados e a tal da “linguagem própria”
Depois da implantação, o SIECON começou a mudar a forma como a Prandix enxergava seus números.
O primeiro passo: colocar cada custo no seu devido lugar
Drywall, alvenaria, pintura, elétrica, revestimentos, infraestrutura.
Cada escopo passou a ter centros de custo bem definidos dentro do ERP.
Compras, notas e lançamentos deixaram de ser “custos gerais” e passaram a ser registrados já atrelados ao centro de custo correto.
Na prática, isso permitiu à Prandix:
- Saber com precisão quanto custava cada etapa da obra
- Comparar desempenhos entre obras parecidas
- Identificar onde a margem apertava mais
O segundo passo: transformar obras em banco de dados
Com a rotina consolidada dentro do SIECON, cada obra deixou de ser um acontecimento isolado e passou a alimentar um banco de dados interno.
Em vez de montar orçamentos apenas na experiência ou em planilhas soltas, a empresa passou a:
- Consultar números reais de obras anteriores
- Calibrar preços e composições
- Ganhar velocidade sem abrir mão de precisão
O terceiro passo: da planilha do cliente à “linguagem Prandix”
Um ponto sensível em empresas que atendem diversos clientes é a multiplicidade de formatos:
- Um cliente orça por metro quadrado
- Outro por metro cúbico
- Outro por item unitário
- Cada um com sua própria planilha, descrição e unidade de medida
Antes, a Prandix corria atrás da linguagem de cada cliente.
Com o SIECON, a lógica se inverteu:
- A empresa passou a ter uma tabela de custos e serviços própria, padronizada dentro do ERP – a “linguagem Prandix”.
- Só depois traduz essa linguagem interna para o formato de cada cliente.
Resultado:
mais organização, menos retrabalho e uma base muito mais sólida para negociar e comparar resultados.
Menos obras, mais resultado
O reflexo dessa reestruturação apareceu nos indicadores.
Ao optar por reduzir o número de obras simultâneas e qualificar a gestão com o SIECON, a Prandix chegou a um cenário surpreendente para quem sempre acreditou que “crescer é fazer mais obras”:
- Com 5 a 7 obras em paralelo, a empresa passou a ter mais controle de custos
- A rentabilidade melhorou, com margens mais claras e riscos reduzidos
- Em alguns momentos, o resultado obtido com 5–6 obras superou o que antes se conseguia com 10
A lição é direta:
não é o volume que garante lucro; é o controle.
E, no caso da Prandix, esse controle passa por um ERP que enxerga a obra em profundidade.
Tecnologia: custo ou questão de sobrevivência?
No setor de construção civil, ainda é comum ver tecnologia classificada como custo.
O case da Prandix aponta na direção oposta.
Com prazos cada vez mais curtos, margens pressionadas e clientes mais exigentes, não ter dados organizados se tornou o verdadeiro risco.
ERP, sistema de gestão de obras, plataforma em nuvem: tudo isso deixou de ser luxo e passou a ser ferramenta de sobrevivência e competitividade.
Para quem está na mesma encruzilhada
Se a sua construtora, incorporadora ou empresa de engenharia toca várias obras em paralelo, depende de planilhas e controles dispersos, trabalha com um sistema genérico que não entrega a visão de obra que você precisa e vive lutando para enxergar com clareza custos, margens e desempenho por projeto, o caminho percorrido pela Prandix com o SIECON deixa de ser apenas um relato interessante e passa a funcionar como um espelho bastante fiel da sua própria realidade.
O SIECON é um ERP desenvolvido especificamente para a construção civil. Reúne, em uma única plataforma, a gestão de obras, orçamentos, compras, contratos e financeiro, organiza centros de custo por escopo de obra, transforma cada projeto executado em banco de dados para apoiar novos orçamentos e opera em nuvem, pensado para a rotina de construtoras, incorporadoras e empresas de engenharia civil que precisam de acesso rápido e informação confiável.
No fim das contas, a questão que se impõe já não é se vale a pena investir em tecnologia de gestão, mas por quanto tempo ainda é viável continuar sem ela. Em um mercado de canteiros cheios, prazos curtos e margens cada vez mais pressionadas, seguir o movimento que a Prandix fez ao adotar o SIECON talvez não seja apenas uma boa escolha estratégica: pode muito bem ser o próximo passo natural na evolução da sua empresa.


