Reforma Tributária deve remodelar contratos e eficiência no setor de construção civil
CNI: Juros altos lideram problemas da construção no 2º trimestre
Condições financeiras pioram
O índice de satisfação com a situação financeira caiu 1,4 ponto, fechando o 2º trimestre em 45 pontos. Abaixo da linha de 50 pontos, o indicador reflete maior insatisfação dos empresários com as finanças de seus negócios. Os índices de satisfação com o lucro operacional e de facilidade de acesso ao crédito também caíram, de 42,8 para 42,5 pontos e de 37,4 para 35,5 pontos, respectivamente. Isso indica maior insatisfação com os lucros e dificuldades crescentes para obter crédito.Atividade avança, mas emprego e UCO recuam
Em junho, o índice de evolução do nível de atividade da indústria da construção ficou em 48,8 pontos, após avançar frente a maio. O resultado foi inferior ao registrado no mesmo mês em 2024 e em 2023, quando o indicador marcou 49,9 pontos. Vale lembrar que, quanto menor o índice, pior o desempenho do setor. Já o índice de evolução do número de empregados caiu de maio para junho. O indicador registra 48,3 pontos, abaixo do patamar visto no mesmo mês em 2024 e em 2023, quando registrou 48,8 pontos e 50 pontos, respectivamente. Depois de sete meses consecutivos em 67%, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção caiu 1 ponto percentual, para 66%. A UCO está dois pontos percentuais abaixo do nível visto em junho de 2024 (68%) e 1 ponto percentual abaixo de junho de 2023 (67%).Confiança e intenção de investimento em queda
Em julho de 2025, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção caiu 0,4 ponto, para 47,1 pontos. Ao se afastar da linha divisória de 50 pontos, o indicador revela que a falta de confiança se intensificou entre os industriais do setor. O índice de intenção de investimento caiu 2,4 pontos de junho para julho. Agora, o indicador registra 40,4 pontos, 2,3 pontos percentuais acima da média histórica. Segundo a analista de Políticas e Indústria da CNI, a confiança da construção recuou principalmente por uma pior avaliação das condições atuais por parte dos empresários do setor. “Essa avaliação de condições atuais piores do que a dos últimos seis meses é percebida tanto para as próprias empresas quanto para a economia brasileira”, expõe Isabella.Expectativas oscilam, mas continuam positivas
Apesar do momento negativo, os empresários seguem otimistas para o segundo semestre de 2025. O índice de expectativa de número de empregados avançou 1,9 ponto frente a junho, chegando aos 52,9 pontos. O índice de expectativa de compras de insumos e matérias-primas subiu 1,1 ponto, para 52,2 pontos. Por outro lado, o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços recuou 0,8 ponto, para 50,5 pontos, enquanto o de nível de atividade permaneceu em 53,1 pontos. Todos os indicadores continuam acima dos 50 pontos, revelando que os industriais têm perspectivas positivas para os próximos seis meses. A diretora Mayara confirma os dados. “Às vezes, me sinto insatisfeita com todo o cenário do mercado. Mas vejo melhora, principalmente por conta da queda dos preços do insumo. Isso faz a diferença no caixa de qualquer construtora e acaba ajudando a garantir que o orçamento não saia do planejado. Então, temos desafios. Mas essa desaceleração dos preços da matéria-prima permite que a gente organize melhor as contas. Isso dá mais fôlego e confiança. A gente consegue manter os projetos, pensar em novas vendas e novos projetos”, conclui.Amostra
Para esta edição da Sondagem Indústria da Construção, foram consultadas 305 empresas: 118 pequenas, 123 médias e 64 grandes, entre 1º e 10 de julho de 2025.Split Payment na Reforma Tributária: oportunidade para a Construção Civil se modernizar
A reforma tributária trará um elemento que promete transformar a gestão fiscal das empresas: o Split Payment. Esse mecanismo, que fará parte da substituição dos tributos PIS, COFINS e IPI pelos novos CBS e IBS, muda a forma como os créditos tributários são gerados e pode representar um ganho real de eficiência para construtoras e incorporadoras que já operam com ERP.
Como funciona o Split Payment
No modelo atual, o crédito tributário é gerado no momento da emissão da nota fiscal. Com o Split Payment, isso muda: o crédito só poderá ser aproveitado após a confirmação de que o fornecedor recolheu o imposto devido. Essa confirmação será feita em tempo real pela Receita Federal, cruzando dados da nota e do pagamento.
Para a construção civil, que lida com uma extensa cadeia de fornecedores, o sistema reduz o risco de tomar créditos indevidos e depois sofrer autuações. Além disso, a gestão ficará mais transparente, permitindo identificar rapidamente fornecedores que não estejam em conformidade fiscal.
Benefícios para construtoras e incorporadoras
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Mais segurança fiscal: evita que a empresa aprove créditos de fornecedores inadimplentes.
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Controle centralizado: especialmente vantajoso para obras em várias cidades, com diferentes prefeituras e layouts fiscais.
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Eficiência operacional: reduz retrabalho com conferência manual e correção de créditos.
Na prática, empresas que já contam com um ERP moderno têm maior controle sobre notas fiscais, pagamentos e créditos, o que facilita a adaptação ao Split Payment. Isso porque o Split Payment exige cruzamento automático de informações, algo inviável para quem ainda trabalha com controles manuais ou planilhas.

Por que agir agora
O novo sistema terá fase de testes em setembro de 2025 e será obrigatório a partir de 5 de janeiro de 2026.
Para a construção civil, o recado é claro: a reforma tributária não é apenas um desafio, mas também uma oportunidade para modernizar a gestão, reduzir riscos e ganhar agilidade no relacionamento com fornecedores e órgãos fiscais.
Documentário | Terreno de Mudanças: os 5 anos da pandemia e as transformações no mercado brasileiro
Cinco anos se passaram desde que a pandemia da Covid-19 alterou profundamente a dinâmica do mundo. O isolamento, as incertezas e a necessidade de adaptação rápida mudaram nosso modo de viver, de consumir e também de construir. No setor da construção civil, não foi diferente — a crise sanitária desencadeou uma série de transformações que continuam moldando o presente e abrindo novas possibilidades para o futuro.
Com o objetivo de registrar esse momento histórico e refletir sobre os caminhos trilhados, a Brain Inteligência Estratégica lançou o documentário “Terreno de Mudanças: os 5 anos da pandemia e as transformações no mercado brasileiro”. A produção reúne depoimentos de grandes nomes do setor e propõe uma análise profunda sobre os impactos da pandemia na construção civil, suas consequências e aprendizados.
No auge da crise, o setor precisou encontrar maneiras de manter suas atividades essenciais sem colocar em risco a saúde dos trabalhadores. Novos protocolos, digitalização acelerada e reconfiguração de canteiros de obras foram apenas alguns dos desafios enfrentados.
Com o tempo, ficou claro que o “normal” não voltaria a ser como antes. A demanda por imóveis com mais espaço, a valorização de ambientes multifuncionais e o fortalecimento de cidades do interior foram alguns dos efeitos colaterais dessa nova realidade.
Lições que ficam
A pandemia reforçou a necessidade de resiliência e inovação no mercado da construção. Soluções digitais, novos modelos de moradia, mudanças nos perfis de consumo e o papel social das empresas tornaram-se tópicos centrais. E, se o setor passou pelo maior teste de sua história recente, hoje também se encontra mais preparado para lidar com os desafios que virão.
O documentário, mais do que um registro, é um convite à reflexão. Ele provoca, ensina e inspira — não só os profissionais que estão atualmente à frente da transformação, mas também as futuras gerações que darão forma ao que ainda está por vir.
CBIC Indicadores Regionais – Sul: Líderes da indústria da construção debatem desafios e novas estratégias em Florianópolis
- Santa Catarina liderou a geração de novos empregos no setor na Região Sul de janeiro a maio de 2025, com 11.498 novas vagas, um aumento de 8,52% em relação ao ano anterior.
- No Paraná, o número de trabalhadores cresceu 6,66% em maio de 2025 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, com todos os segmentos registrando aumento.
- O Rio Grande do Sul registrou um aumento de 6,25% nas novas vagas criadas de janeiro a maio de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024, destacando-se o segmento de Construção de Edifícios com um impulso de 94,42%.
Venda de cimento sobe 3,5% no 1º semestre, diz Snic
Segundo Guimarães, cerca de 32% da matriz energética da indústria brasileira de cimentos é resultado de coprocessamento.
ERP na Construção Civil: Como a Tecnologia Revoluciona a Gestão de Obras
Gestão eficiente de obras: por que sua construtora precisa abandonar as planilhas e investir em um ERP especializado
A gestão de obras é, há muito tempo, um dos maiores desafios enfrentados por pequenas e médias empresas da construção civil. Equilibrar prazos, custos, mão de obra, materiais e produtividade exige mais do que apenas planilhas de Excel e boa vontade: exige previsibilidade, controle em tempo real e integração entre escritório e canteiro.
Muitos gestores ainda operam suas obras de forma descentralizada, com controles paralelos, dados fragmentados e processos dependentes de pessoas-chave. O resultado? Desperdícios, retrabalhos, atrasos, falta de clareza sobre a lucratividade real e dificuldade em tomar decisões estratégicas com base em dados confiáveis.
Da planilha para o controle inteligente de obras
A realidade de muitas empresas ainda passa por orçamentos manuais, cronogramas improvisados e controle financeiro descentralizado. A falta de padrão nos processos e a ausência de uma plataforma integrada acabam consumindo tempo e dificultando a análise precisa dos custos realizados versus os orçados.
Ao adotar um sistema de gestão (ERP) voltado para a construção civil, as empresas passam a ter um novo nível de organização. Um ERP especializado permite controlar o orçamento, os pedidos de compras, o estoque, os contratos de empreiteiros, o financeiro e até o diário de obras — tudo em uma única plataforma, com dados centralizados e disponíveis em tempo real.
Mais previsibilidade e produtividade para as obras
Com o ERP certo, o gestor consegue controlar múltiplas obras simultaneamente, de qualquer lugar, com acesso via computador, tablet ou celular. A integração dos módulos permite que a empresa acompanhe a execução física, os custos acumulados, o status dos pagamentos e receitas, e até a performance dos colaboradores em campo.
Além disso, a visibilidade dos processos ajuda a evitar desperdícios — como atrasos causados por falta de material, ou ociosidade de mão de obra — e melhora a experiência do cliente, que pode ser atualizado em tempo real sobre o andamento da obra por meio de relatórios e diários digitais.
SIECON: ERP com o DNA da construção civil
Se a sua construtora ainda está presa às planilhas, é hora de evoluir. O SIECON é um ERP 100% especializado em construção civil, com funcionalidades pensadas para atender as demandas reais de quem vive a rotina do canteiro. Desde o orçamento até a entrega da obra, passando por compras, financeiro, estoque, apropriações e controle técnico — o SIECON oferece uma solução robusta, intuitiva e adaptada às exigências do setor.
Empresas de todo o Brasil já usam o SIECON Cloud para transformar sua gestão. Além disso, contam com aplicativos móveis integrados que agilizam o trabalho em campo, como Requisição, Portal do Cliente, Aprovações e mais.
Comissão de Meio Ambiente debate proposta que define novas regras para o licenciamento ambiental
Segurança jurídica
O objetivo central da iniciativa é promover um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental, contribuindo para o avanço de uma agenda de sustentabilidade no país. Além de padronizar os procedimentos em âmbito nacional, o projeto busca desburocratizar a emissão de licenças para empreendimentos de baixo impacto ambiental. Segundo o presidente da CMA, senador Fabiano Contarato (PT-ES), a proposta está em discussão há mais de 20 anos — tendo sido apresentada originalmente na Câmara dos Deputados em 2004 — e a versão atual do relatório já passou por diversas atualizações. VEJA MAIS SOBRE SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL AQUI.Infraestrutura verde ganha força na Amazônia com projetos sustentáveis e financiamento público
Outras áreas apoiadas
Entre as áreas apoiadas, também se destaca a infraestrutura para água e esgoto; geração de energia elétrica de fontes renováveis; sistema de telefonia fixa ou móvel e banda larga em comunidades, além das seguintes:- Usinas de compostagem e/ou aterro sanitário sustentável;
- Armazenamento de energia de fonte renovável;
- Transmissão e distribuição de energia;
- Demais obras estruturantes ecológicas e sustentáveis.






