Alta na construção é puxada por imóveis, não por infraestrutura, diz IBGE

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O crescimento da construção no segundo trimestre do ano foi puxado pelo segmento de imóveis, e não pelo de infraestrutura, afirmou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi de 1,9% no segundo trimestre deste ano, em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado houve um avanço de 2,0%, que interrompe uma sequência de 20 trimestres de quedas.

“A parte de infraestrutura continua bem baixa. Não tem muito recurso público. Mas a parte de construção de imóveis ajudou um pouco. A alta é puxada não pela parte da infraestrutura, mas pela parte de imóveis”, explicou Rebeca.

Segundo Claudia Dionísio, gerente na Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, a base de comparação baixa também ajuda a explicar o avanço na construção, assim como a melhora na confiança empresarial. A alta de 2,7% nas atividades imobiliárias ante o segundo trimestre de 2018 confirmam a construção puxada pelo setor imobiliário, apontou Claudia.

“O crédito, a renda melhorando um pouco, o ambiente e o déficit habitacional que a gente sempre tem também colaboram (para a alta na construção)”, completou Rebeca Palis.

A construção responde por cerca de 50% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB). A FBCF cresceu 3,2% na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre de 2019. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado a alta foi de 5,2%.

“Todos os componentes favoreceram (a FBCF)”, disse Claudia, acrescentando que a construção é a que tem peso maior.

A maior produção de bens de capital também impulsionou os investimentos no segundo trimestre, influenciando o crescimento registrado pela indústria da transformação no período.

Artigo: Velhos paradigmas, barreiras ao crescimento

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Costumo dizer que um dos grandes problemas do Brasil é o excesso do patrulhamento do Estado nas ações da iniciativa privada.

Vivemos em um País que criminaliza o lucro e cria obstáculos para a inovação tecnológica, pois se a inovação tecnológica se transformar em ganho de produtividade e, por via de consequência, em redução de custos para a empresa, os órgãos fiscalizadores buscam alguma forma de caracterizar, este ganho de produtividade, como se fosse superfaturamento, o que, no meu entendimento, não é correto.

Vejamos o caso das obras públicas. Existe um entendimento que a lei de licitações (8.666) seria feita para beneficiar o Estado e que o critério de menor preço, do engessamento de preços unitários e da limitação de BDI nos orçamentos seria “a salvação da lavoura”, que toda a corrupção iria acabar e que as obras seriam contratadas a preços justos. Nesse cenário perfeito, o Estado gastaria menos e as obras seriam concluídas nos prazos corretos, transformando aquele investimento público em benefício à sociedade. Ledo engano.

Os processos licitatórios baseados na lei 8.666 geram, atualmente, propostas de adesão, uma vez que não é dado à empresa o direito de estudar tecnicamente a obra e construir o seu próprio orçamento, apresentando o preço de acordo com a estrutura de custo da empresa. Adotemos o seguinte exemplo: Em uma licitação, caso a empresa encontre e coloque em sua proposta um preço, encontrado com base nas suas produtividades e na sua estrutura de custo, em um item, superior ao valor estabelecido como sendo o limite de preço unitário pelo poder público, a empresa será desabilitada, mesmo que, adotando o mesmo critério de utilização das produtividades e estrutura de custos da Empresa, sejam apresentados preços inferiores em todos os demais itens da planilha e que resultem em preço global final inferior ao estabelecido pelo órgão.

O mesmo ocorre com o BDI. Cada empresa tem sua estrutura de custo e metodologia de orçamentação. Uma simples modificação de conceito do que é Custo Direto e Custo Indireto pode significar mudanças radicais no valor atribuído como BDI! Já vi muita obra, na iniciativa privada, com BDI superior a 50%, dar prejuízo. Basta que os prazos para execução sejam dilatados e a empresa tenha que pagar os custos de manutenção de canteiro por mais meses que os previstos, ou ainda, obra pequena que requer estrutura de mobilização grande! BDI elevado não pode e não deve ser indicador de que há sobrepreço, muito menos em obras públicas quando, na quase totalidade das vezes, as obras tem seu prazo dilatado por falha e/ou omissão do Estado, quer seja porque não providenciou os projetos, licenças e/ou alvarás, como também, e mais comumente, por não conseguir honrar, de forma minimamente pontual, com os pagamentos devidos às empresas pela execução das obras.

Um recente estudo da CBIC constatou que existe um total de 4.669 obras que integravam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que estavam paralisadas em junho de 2018. O levantamento da CBIC e do Senai também identificou que entre as principais causas da paralisação das obras do PAC é comum encontrar problemas com o projeto de engenharia, pendência operacional – como atraso em pagamentos e na prestação de contas – e falhas na licitação.

É difícil falar desses assuntos de forma didática sem ser prolixo. Precisamos sempre ser repetitivos para que possamos ser entendidos. Considerando que não se trata de um documento técnico, me limito a utilizar esse espaço para deixar o alerta de sempre: O menor preço nem sempre é o melhor preço. A modernização da lei das licitações tem que encontrar um forma de dar às empresas a liberdade de construir seus orçamentos e apresentar suas melhores propostas de preços com base nos Editais, que dever ser completos, e o poder público tem que se atualizar e capacitar, ainda mais, formando comissões julgadoras ainda mais competentes. Tal providência urge, para que tais comissões possam, além de lançar um Edital completo, com projetos executivos e planilhas de quantitativos fidedignas, com preços básicos atualizados, saber decidir, com critérios e pesos objetivos, quais propostas são ou não exequíveis. Precisa ainda garantir o pagamento das faturas em dia, sob pena de comprometer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Quanto mais o critério de julgamento para contratação de Obras e Serviços, por parte do Poder Público, se aproximar da forma de contratação da empresas Privadas, mais retorno o Poder Público dará à Sociedade e menos trabalho terão os Órgãos Fiscalizadores, que cada vez mais deverão se limitar a olhar o custo total e a efetiva aplicação dos recursos com a constatação da conclusão da obra com qualidade e seu benefício para a Sociedade, identificando com facilidade, quando houver, onde residiu o desvio do previsto x realizado e, em assim o fazendo, podendo encontrar, de forma clara, quem foi o causador do desvio, se Contratante ou Contratada, para que possa, o causador do eventual prejuízo responder de acordo com a legislação aplicável.

Nessa linha, a Comissão de Infraestrutura da CBIC lançou, recentemente, um documento intitulado Fechando as Janelas da Corrupção, onde apresenta os riscos e propõe soluções para mitigá-los, na fase prévia e durante a licitação, como também ajuste nas minutas de contrato com o poder público.  Esse material está disponível no site da CBIC, o qual vale uma consulta e leitura minuciosa.

Concluo dizendo uma frase que ouvi recentemente, cujo autor não me recordo, “a palavra inspira mas o exemplo arrasta”. Que possamos inspirar e dar exemplo para arrastar o maior número de pessoas em defesa da causa de um ambiente de negócios menos hostil e mais previsível, para que possamos seguir nossa missão de construir a infraestrutura do nosso país, executando as obras e gerando os empregos necessários para a retomada da nossa economia. Sigamos em busca de um Brasil com menos desigualdade social e crescimento sustentável, além de uma sociedade na qual a iniciativa privada seja vista como a solução e não como o problema. Que possamos deixar esse legado para filhos e netos.

Vídeo Case – Gestão estratégica da REM Construtora

A REM Construtora desde 1990 valoriza pessoas e seus projetos de vida. Com forte atuação no mercado imobiliário, já realizou edifícios residenciais e comerciais, agências bancárias, galpões, entre outros, totalizando 340 mil m2 construídos ou em construção, o que representa 38 empreendimentos em São Paulo, nos bairros de Perdizes, Pacaembu, Pompéia, Vila Romana, Higienópolis, Alto de Pinheiros, Vila Olímpia, Jardins, Santana, e também no litoral norte paulista.

E para manter-se entre os principais players da Construção Civil em São Paulo, a REM Construtora sempre investiu em tecnologia da informação visando automatizar todos os seus processos e comunicação entre canteiros de obras e escritórios. Por isso há quase 20 anos utilizam o ERP SIECON para a Gestão estratégica de toda a empresa, passando pelos departamentos de Compras, Financeiro, Contabilidade até a Engenharia, CRM e Suprimentos.

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Imóveis compactos moldam futuro do mercado imobiliário

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Com redução para 6% da taxa de juros Selic, que chegou a superar os 13% em 2017, e estabilização da inflação a 2,5% ao ano, segundo o Banco Central, o ano passado deu acenos promissores para que o mercado imobiliário possa se regenerar e se renovar em 2019. Outro fator, entretanto, que vem transformando o cenário imobiliário é justamente o perfil de seus consumidores.

Foto: DINO / DINO

A primeira geração a ter nascido na era digital encontra-se agora em transição de emancipação e é sua demanda que tem redesenhado os aspectos dos novos empreendimentos, especialmente os residenciais. De acordo com dados da Zap Imóveis, pessoas de entre 20 e 35 anos de idade são as que mais pesquisam por imóveis na internet.

Segundo o  empresário Felipe Zaidan, que é especialista na comercialização de imóveis compactos, cita os motivos deste tipo de produto estar sendo bastante comercializado na atual fase do mercado imobiliário pernambucano.

Segundo ele, a chamada geração milenium- público alvo deste segmento, investe nesse nicho de mercado, devido ao baixo custo de manutenção e ampla área de lazer. Além disto, a alta liquidez e elevada demanda para contratos de aluguéis por temporada, favorece a sua aquisição por investidores.

A modernização do perfil do consumidor imobiliário, consequentemente, gera demanda pela modernização das plantas dos imóveis. “Este novo consumidor nasceu já num mundo onde a tecnologia proporciona uma integração entre funcionalidade e estética, e é esta integração que dará a cara das novas plantas de agora em diante”, completa Zaidan.

Nesses 10 anos, mudamos a nossa relação com o espaço físico e adotamos o lema da escola Bauhaus: menos é mais. Menos trânsito é mais qualidade de vida; menos espaço é mais organização; menos burocracia é mais tempo livre. É por isso que os apartamentos compactos já representam mais da metade dos lançamentos em Recife e essa tendência é irreversível. Estamos trocando metro quadrado por qualidade de vida ao quadrado.

Vídeo Case: ERP na Obra como um facilitador

A Conx Construtora e Incorporadora posiciona-se, ao longo de 28 anos, como geradora e gestora de empreendimentos imobiliários de grande sucesso em São Paulo. A Conx acredita que a sustentabilidade empresarial se conquista por meio da evolução diária de todos os processos necessários ao desenvolvimento dos seus negócios. E por isso sempre investiu em tecnologia para otimizar e informatizar todos os processos gerenciais da empresa.

“Do primeiro ao último dia de obra a gente uso o SIECON” (Felipe Nascimento, Engenheiro CONX)

Por esta razão todas as Obras da Conx são gerenciadas com o auxílio do sistema ERP SIECON, da empresa Poliview Tecnologia, desde o estudo de Viabilidade, passando pela Engenharia, Suprimentos, Contabilidade até o Financeiro. Integrando todas as informações em uma ferramenta apenas, desde o canteiro de obras até o escritório da Construtora.

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Mercado imobiliário aquecido traz oportunidade de novos negócios

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O ano de 2019 trouxe novas perspectivas para o mercado imobiliário. Após seis anos de queda, a venda de imóveis residenciais cresceu cerca de 10%, segundo dados da Cushman & Wakefield. Além disso, a absorção líquida no segmento, saldo entre ocupações e devoluções de espaços chegou a 195.504 metros quadrados em 2018, melhor resultado em cinco anos, atribuído à oportunidade de mudar para bairros melhores.

Embora o cenário seja promissor, é comum que nasçam dúvidas em relação a valores por conta das oscilações. “Nesse momento de alta, os preços começam a mudar, muitas vezes aumentando. É justamente nessa época em que os questionamentos podem surgir, afinal, um valor pode sofrer alteração de mais de 100% em um curto espaço de tempo”, diz Evandro Correia, sócio-fundador da NERO Perícias, empresa especializada em !link avaliação de imóveis http://www.neropericias.com.br e !link perícia grafotécnica http://www.neropericias.com.br.

Desmistificando valores

Para ter certeza de que um bom negócio está sendo feito, é preciso entender – a fundo – se o valor que está sendo cobrado condiz com a realidade. “Antes de precificar um imóvel, é preciso fazer um estudo de sua estrutura e localização”, diz o especialista. “Para isso, é muito importante que tudo esteja dentro dos conformes: ou seja, um profissional da área será a única pessoa capaz de responder”, complementa.

O responsável por executar esse estudo é o !link perito avaliador de imóveis http://www.neropericias.com.br. Utilizando como base a Norma da ABNT Nbr 14.653, o perito avaliador de imóveis conseguirá garantir que todos os fins judiciais, itens de inventário de partilha e até mesmo desapropriações estão regulamentados. Além disso, o profissional também deve ser credenciado ao CNAI, Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários, regulamentado pela COFECI em sua resolução 1.066/07.

Todo o processo, realizado dentro dos conformes, não só aplica um valor venal dentro do que é correto, mas o justifica. “O dono do imóvel receberá um laudo explicando todos os detalhes e certificando tudo o que está proposto em contrato”, diz Correia. “Isso assegura que o negócio fechado beneficia o dono do imóvel e seu novo comprador, deixando todas as dúvidas e incertezas de lado”, finaliza.

Onde encontrar profissionais qualificados?

Com escritório em São Paulo e São José do Rio Preto, a NERO Perícias conta com equipe de profissionais inscritos junto ao CONPEJ (Conselho Nacional dos Peritos Judiciais da República Federativa do Brasil). A empresa emite seus laudos periciais elaborados de acordo com as normas da ABNT.

Ao paralisar a construção civil, Lava Jato ampliou a crise econômica e o desemprego

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São Paulo – Quando a Operação Lava Jato começou, em março de 2014, o Brasil ainda passava ao largo dos efeitos da crise internacional, iniciada seis anos antes, nos Estados Unidos, com a quebra do banco Lehman Brothers. No final daquele ano, o país registrava o mais baixo índice de desemprego da sua história, de 4,3% em dezembro, segundo o IBGE. Menos de dois anos e meio depois, em abril de 2017, o número de desempregados chegava a 14,2 milhões de pessoas, um recorde, e vem se mantendo em patamares elevados.

Entre 2015 e 2016, a queda acumulada do PIB  foi de 6,9%, com lenta recuperação posterior. Segundo as consultorias Tendência e GO Associados, a Lava Jato teria contribuído negativamente entre 2 e 2,5 pontos percentuais ao ano nas quedas de 3,8% e 3,6% nesses dois anos, respectivamente.

Dados divulgados pelo jornal Valor Econômico nesta segunda-feira (1º) indicam que as principais empreiteiras do país envolvidas na investigação liderada pelos procuradores de Curitiba e pelo então juiz Sérgio Moro perderam 85% da receita  líquida – passando de  71 bilhões para R$ 10,6 bilhões – entre 2016 e 2018. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada e Infraestrutura (Sinicon), o setor registrou perdas de 1 milhão de vagas de emprego entre 2014 e 2018. No conjunto da economia, a perda de postos formais chegou a 2,6 milhões no mesmo período.

Segundo o economista André Calixtre, integrante da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (Abed), se a Lava Jato não pode ser culpada pela crise que atingiu o país, como um todo, é inegável o seu impacto negativo, principalmente no setor da construção civil.

“O que se pode dizer é que, quando a crise estava começando, esse setor teve peso importante na formação de expectativas negativas sobre a economia e na desorganização de cadeias estratégicas. Estamos falando da construção de pontes, rodovias, portos, prédios, casas. Com uma investigação que bloqueou os negócios, sem alternativa para garantir o funcionamento das empresas, a consequência foi o aprofundamento de uma crise que era iminente”, diz Calixtre.

Onda

“É muito difícil cravar o total do impacto negativo da Lava Jato na economia”, diz o economista, “Mas com toda a certeza, foi muito superior ao valor recuperado.” A operação diz ter recuperado R$ 2,6 bilhões nos acordos de delação firmados com empreiteiros. Já os acordos de leniência somaram outros R$ 10,8 bilhões devolvidos aos cofres da União. Contudo, o primeiro desses acordos foi firmado apenas em 2018.

Segundo Calixtre, a demora em reabilitar as empresas envolvidas nos casos de corrupção fez com que a crise do desemprego se “espraiasse” do setor da construção civil para o restante da economia. As demissões em massa das grandes construtoras acabaram impactando na demanda interna, levando a onda de desemprego para o setor de serviços, por exemplo, o que mais emprega em todo o país. Outro prejuízo, segundo ele, é que a desorganização do setor da construção também dificulta estratégias de retomada do crescimento.

“Tem que ter um grande programa de investimentos em infraestrutura. Para isso, é necessária a articulação entre o investimento público e privado. É o investimento público que puxa, mas não adianta nada fazer esse gasto se não tem a empresa de engenharia para tocar essas obras de grande envergadura”. Além disso, sem grandes empreiteiras, a inserção do Brasil no cenário econômico internacional também é prejudicada. “Acaba enfraquecendo também a capacidade do Brasil de se colocar no resto do mundo. Hoje não é só com diplomacia que se faz a inserção internacional”, afirma o economista da Abed.

Por que a Varanda Gourmet se tornou tendência no mercado imobiliário?

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Uma das principais exigências do comprador atual de imóveis, especialmente de apartamentos na planta ou novos é uma boa varanda gourmet. Esse cantinho da casa virou uma febre no mercado imobiliário, especialmente na última década, porque o hábito do morador moderno é outro. Hoje em dia, as pessoas priorizam os espaços onde possam receber os familiares e amigos para confraternizar, ambientes normalmente que possuem churrasqueira dentro de casa, e abrem mão dos quartos – ou outros cômodos – espaçosos.

As varandas são espaços que valorizam o empreendimento, e não são exclusivas de imóveis em alto padrão. Mesmo os apartamentos mais simples têm alguns metros quadrados reservados para receber os amigos e fazer o happy hour em casa. E se a varanda convida os amigos para o momento de descontração, o ambiente automaticamente pede que seja fechada por vidros, para não perder a beleza da vista, mas evitar o vento, a chuva e até para concentrar o ar gelado, em caso do espaço ter ar condicionado.

Apesar de ser uma atividade  relativamente nova, algumas empresas que atuam há décadas no mercado, perceberam  a demanda no segmento e se destacam no serviço de envidraçamento de sacadas. É o caso da Sanglass, uma empresa de vidros, alumínio e aço, que começou a atuar em São Paulo, SP, em 1996. Alguns anos depois, já pensando de maneira inovadora, passou a atuar com forte ligação no setor da construção civil, com esquadrias de alumínio.

Em 2009, percebendo a alta nos apartamentos na planta, iniciou o serviço de envidraçamento de varandas gourmet, o que hoje é seu carro chefe no mercado. O grande diferencial da marca está no atendimento, já que seus colaboradores são extremamente capacitados e a Sanglass possui a mais alta tecnologia para executar os serviços. O resultado dessa nova fase trouxe o reconhecimento pelo o bom atendimento. Em 2011 a empresa foi pioneira no setor a receber a certificado ISO 9001 de Gestão da Qualidade. Nos anos seguintes a Sanglass recebeu a chancela de “Melhor empresa de envidraçamento de Sacadas”, título concedido pelo Instituto Cidades & Condomínios em seis oportunidades. Atualmente a empresa possui sedes em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Uma das vantagens em fechar a sacada da varanda é ter uma proteção maior contra a entrada de vento, chuva e poeira. O consumidor moderno não tem tanto tempo para se dedicar à limpeza do imóvel e precisa de praticidade. O vidro garante menos tempo na limpeza e evita ainda que o pó possa afetar a saúde das pessoas que frequentam o local.

Se ter um imóvel com uma varanda gourmet já é valorização do imóvel, ter vidros nessa janela também ajuda a enriquecer o apartamento na hora da venda. Além de ser uma proteção, principalmente quando se tem crianças e/ou animais em casa.

Outro grande ganho, especialmente para quem tem varandas ou mora em um apartamento pequeno é gerar amplitude. Já se sabe que vidros e espelhos, a partir do reflexo que proporcionam, geram a ilusão de que o ambiente é maior do que realmente é, graças às entradas de luz e os reflexos que podem promover. Com isso, além de todos os benefícios, você ainda tem uma casa “maior”.

Cursos de engenharia preparam aproximação com empresas

O ambiente acadêmico brasileiro é muito voltado para a produção de artigos científicos e ainda existem dificuldades de inserção de professores universitários em projetos de desenvolvimento tecnológico em empresas. Mas há avanços. Essa é a avaliação de Mauro Kern, vice-presidente de integração de tecnologia da Embraer. Ele é também um dos membros da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), fórum formado por líderes de mais de 200 indústrias de grande porte coordenado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

“Empresas em certos setores no Brasil têm uma interação boa com universidades, e outras não. Por um lado, há conhecimentos que não se concretizam como geração de valor para a sociedade. Por outro, muitas empresas são carentes de tecnologias e insumos necessários para se tornar competitivas”, afirma Kern.

A reformulação dos cursos de engenharia no Brasil é uma das principais ações da agenda de recursos humanos para a inovação da MEI. De acordo com Kern, uma grande preocupação do setor empresarial é o patamar elevado de evasão nas graduações de engenharia, que se mantém na casa dos 50%. Esse alto índice prejudica o fluxo de contratação de egressos nas empresas.

Entre 2016 e 2018, o executivo da Embraer coordenou um grupo de trabalho com dirigentes de empresas e universidades, além de representantes de associações de classe da área. Dessas discussões saiu a proposta de novas diretrizes curriculares em engenharia, espécie de espinha dorsal da organização de todos os cursos da área do Brasil.

As novas regras são centradas no modelo de ensino baseado em projetos, focado na formação de competências alinhadas às demandas do mercado de trabalho e das rotinas de inovação.

Listas de disciplinas obrigatórias perdem espaço na nova estrutura, e instituições de ensino ganham autonomia e flexibilidade na elaboração dos projetos pedagógicos.
A proposta foi aprovada em abril deste ano pelo Conselho Nacional de Educação, ligado ao Ministério da Educação. Assim, os cursos de graduação devem se adaptar em até três anos.

Em pesquisa sobre a graduação em engenharia no país, a professora da Unicamp Janaina Pamplona da Costa identificou que profissionais da área enxergam problemas comuns nos cursos.

Entre esses gargalos, estão sobrecarga de aulas teóricas, proporção reduzida de atividades práticas e falta de contato com outras áreas, como as humanidades.
Sem tratar especificamente das novas diretrizes curriculares, a professora diz que o ensino baseado em projetos é interessante, mas vê riscos em propostas de aproximação da universidade com a sociedade por meio exclusivamente do mercado.

Segundo ela, novos formatos acadêmicos estão em debate. “Quando os estudantes são formados de acordo com as necessidades atuais do mercado, é possível que a capacidade crítica e de resolução de problemas seja limitada, já que os problemas mudam”, afirma a professora.

Para Costa, os entraves da formação de engenheiros no país requerem soluções mais amplas, como mudanças no ensino básico, para formar estudantes que cheguem à universidade com mais autonomia, e reforço da interdisciplinaridade nos currículos de cursos de engenharia. “É importante dar espaço para estágios em empresas, mas também para outras vivências na universidade”, afirma a professora.

KPMG: Empresas de construção precisam investir mais em tecnologia e governança

Apenas 66% das organizações seguem um caminho de terminar os projetos pontualmente no prazo. Além disto, um número pequeno de empresas tem a capacidade de liderar o setor, mesmo com a crescente demanda de mercado para empresas com conhecimento especializado que possam construir cidades inteligentes e mais conscientes nas questões climáticas. Essa é uma das conclusões da pesquisa Índice Pronto para o Futuro 2019 – Pesquisa Global de Construção, (em inglês Future Ready Index|2019 Global Construction Survey), produzida pela KPMG e que também apresenta como as empresas de engenharia e construção estão construindo o futuro investindo em tecnologia, governança, pessoas e cultura de projetos.

“Hoje existe a possibilidade das principais empresas do mercado utilizarem programas piloto em novas tecnologias. Outro ponto de destaque é que atualmente existem laboratórios (labtech) disponíveis para teste de inovação, assim podemos recrutar de forma ativa novos talentos com habilidades em digital para atender a demanda das empresas”, afirma o sócio-líder na prática de Compliance, Emerson Melo.

Segundo o estudo, as organizações prontas para o futuro classificam a contratação de talentos como sendo um dos principais desafios para o setor ao todo. Outra questão levantada é a diversidade, a maioria das empresas (80%) acredita que uma força de trabalho diversa seja importante.

A pesquisa contou com a participação de 223 empresas do ramo, com a visão das perspectivas dos executivos, proprietários e gestores de projetos de diversos setores.

Para ter acesso ao estudo completo acesse.