Seminário da Abcic mostrará com a industrialização em concreto contribuirá para o avanço da construção civil na região Centro-Oeste

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O 2º SEMPRE acontecerá na próxima semana – 26 e 27 de março – em Campo Grande (MS) e contará com a participação do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck Com o objetivo de conectar o mercado de construção da região Centro-Oeste a renomados especialistas da arquitetura e da engenharia para conhecer os benefícios e as inovações da construção industrializada de concreto, a Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) promoverá o 2º SEMPRE – Seminário de Pré-Moldados de Mato Grosso do Sul, na próxima semana, nos dias 26 e 27 de março, no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (CREA-MS). “A industrialização tem contribuído para a modernização da construção civil no país e é uma alternativa fundamental para enfrentar os atuais desafios da escassez de mão de obra, da necessidade de aumentar a produtividade, eficiência e sustentabilidade. Desse modo, a partir de casos reais, os participantes poderão compreender como a pré-fabricação de concreto promove canteiros mais limpos, sem desperdícios, com previsibilidade de custos, segurança, desempenho, qualidade e agilidade na construção”, explica a engenheira Íria Doniak, presidente executiva da Abcic, que fará a abertura do evento ao lado da engenheira agrimensora Vânia Abreu de Mello, presidente do CREA-MS. A programação do 2º SEMPRE contará com três painéis e com o Curso Básico de Pré-Fabricados de Concreto, que abordará conteúdos altamente qualificados para a incorporação de novas técnicas e melhorias no processo de produção. Além de Íria, o curso terá como instrutores o arquiteto Fernando Canova, coordenador de Projetos Especiais de Desenvolvimento da Abcic, e a engenheira Lígia Doniak, da EGT Engenharia e coordenadora de Projetos Especiais de Tecnologia da Abcic. O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, participará do painel “Tendências – Rota Bioceânica”, no dia 27 de março, para abordar a visão e as ações do Governo do Estado relacionadas à Rota Bioceânica. Também estarão neste painel o engenheiro João Alberto Vendramini, da Vendramini Engenharia, que abordará a aplicação da pré-fabricação em concreto em centros logísticos, e as apresentações de representantes das empresas ArcelorMittal, Concrelaje, Matpar, M&T Expo, Sotef e Trejor, patrocinadores do evento. No dia 26 de março, o painel “Projeto Arquitetônico voltado à Pré-fabricação em concreto” mostrará como a pré-fabricação de concreto pode atender projetos arquitetônicos criativos, ousados, sustentáveis e funcionais, por meio das palestras dos arquitetos Jayme Lago Mestieri, diretor da JLM Arquitetura; Marcio Porto, diretor do Escritório Sidônio Porto Arquitetos Associados e professor da FAU-Mackenzie; e Paulo Eduardo Fonseca de Campos, professor da FAU/USP. Para mostrar os avanços da aplicação do pré-fabricado de concreto em edifícios altos e para apresentar as tecnologias de concreto utilizadas pelas indústrias para a fabricação dos elementos montados em diversas obras pelo país, foram convidados para o painel “Tecnologia e Verticalização”, também no dia 26 de março, os engenheiros Augusto Guimarães Pedreira de Freitas, da Pedreira Ônix, Camilo Mizumoto, da Mizumoto Engenharia, Lígia Doniak, e Marcelo Cuadrado, da Leonardi Construção Industrializada. O 2º SEMPRE é voltado para arquitetos, construtores, engenheiros, projetistas de estruturas, técnicos e profissionais que atuam no setor da construção civil. Informações e inscrições: https://abcic.org.br/2sempre/ Sobre a Abcic Fundada em 2001, a Abcic – Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto atua para o desenvolvimento do setor de pré-moldados de concreto destinados às estruturas, fachadas e fundações. Com cerca de 100 associados, promove ações e iniciativas inovadoras para a divulgação dos benefícios da construção industrializada e da disseminação de informações técnicas e tecnológicas que contribuam para a o aprimoramento contínuo do segmento. Entre os programas criados pela entidade estão o Selo de Excelência ABCIC, que atesta a conformidade aos padrões de tecnologia, qualidade, segurança, meio ambiente e desempenho das empresas do setor de pré-fabricados, o Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricado, que prestigia empresas e profissionais do setor, o Anuário ABCIC, que traz informações mercadológicas, técnicas e políticas da industrialização na construção e a Revista Industrializar em Concreto, única publicação específica para a cadeia do pré-fabricado de concreto. Participa de importantes fóruns e movimentos juntamente com prestigiadas entidades nacionais e internacionais, como é o caso da fib – International Federation for Structural Concrete, além de realizar cursos de capacitação profissional e de participar de importantes eventos no Brasil e no exterior. Site oficial: http://www.abcic.org.br/ Assessoria de imprensa da Abcic Mecânica Comunicação Estratégica E-mail.: [email protected]

Governo propõe expandir faixas de enquadramento do Minha Casa, Minha Vida

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O governo federal propôs ao GAP (Grupo de Apoio Permanente) que assessora o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a expansão das faixas de enquadramento no Minha Casa, Minha Vida. Todas as faixas do programa habitacional seriam ajustadas, segundo apuração da CNN. A renda máxima para acessar cada faixa teria as seguintes mudanças:
  • Faixa 1: de R$ 2.850,00 para R$ 3.200,00
  • Faixa 2: de R$ 4.700,00 para R$ 5.000,00
  • Faixa 3: de R$ 8.600,00 para R$ 9.600,00
  • Faixa 4: de R$ 12.000,00 para R$ 13.000,00

Na prática, isso significaria que mais pessoas poderiam acessar o programa ou mesmo migrar para faixas com condições mais benéficas de juros e prazo para o financiamento imobiliário. A medida deve demandar um aporte extra do FGTS.

A proposta precisa ainda passar pelo crivo do Conselho Curador do FGTS, que é composto por representantes do governo federal, de empregadores e empregados. O próximo encontro do colegiado está marcado para 24 de março.

Encol: quando a maior construtora do Brasil virou alerta permanente de gestão – e o que as empresas de hoje podem fazer para não repetir essa história

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Da barraquinha de chá mate ao maior império imobiliário do país

A trajetória da Encol começa com a história pessoal de seu fundador, Pedro Paulo de Souza. Nascido em família humilde, ele se mudou para o Rio de Janeiro para estudar engenharia, sustentando-se como professor particular e vendedor de chá mate nas praias. Depois de se formar, mudou-se para Goiânia, abriu uma fábrica de tacos de madeira e, em 1961, fundou a Encol Engenharia e Comércio Limitada – uma “pulga” no mercado, como ele próprio dizia, com capital que não dava “nem para comprar metade de um fusca”. O ponto de virada veio com a mudança para Brasília, em 1966. A cidade vivia um boom imobiliário, e a Encol cresceu participando de licitações públicas e depois migrando para o mercado privado, oferecendo habitação para uma classe média em ascensão. Nas décadas de 1970 e 1980, a empresa padronizou projetos, criou núcleos técnicos, centros de tecnologia (como o CETEC), verticalizou a cadeia com fábricas de portas, esquadrias, tintas e até empresas de alimentação e transporte para seus milhares de funcionários. Tornou-se um “case” admirado em faculdades e revistas de negócios. Em 1993, vivia o auge: cerca de 1 bilhão de dólares de faturamento, 318 obras em andamento, presença em 50 cidades e mais de 25 mil funcionários.

O modelo que deu certo – até deixar de funcionar

Por trás da imagem de excelência da Encol havia um modelo financeiro tão poderoso quanto frágil.

1. Vender na planta como motor de caixa

O coração do negócio era simples: cada lançamento bem-sucedido gerava caixa para bancar as obras em andamento. O lucro de um empreendimento cobria o atraso ou o prejuízo de outro. Esse modelo, apelidado de “modelo da bicicleta”, funcionava enquanto a empresa “pedalasse” sem parar. Se as vendas desacelerassem, o equilíbrio se rompia. Para manter a bicicleta em movimento, a estratégia era agressiva:
  • aceitar praticamente qualquer bem como parte de pagamento (carros, terrenos, até telefones);
  • oferecer prazos longos e facilidades;
  • investir pesado em marketing, anúncios e campanhas institucionais;
  • usar escambo e permutas com fornecedores, terrenos, materiais e até lote de mercadorias diversas, tudo para não “empatar” capital.

2. Caixa único: o risco invisível

Um dos pontos centrais para entender a crise da Encol é a forma como o dinheiro circulava. A empresa operava com caixa único:
  • o dinheiro de todos os empreendimentos era misturado;
  • a mesma fonte financiava obras antigas, lançamentos novos e a pesada estrutura administrativa;
  • receitas de um cliente podiam, na prática, acabar custeando a obra de outro, em outra cidade.
Enquanto o mercado crescia e a inflação corria solta, isso parecia vantajoso. O dinheiro entrava rápido, as correções monetárias protegiam a incorporadora, e o imóvel funcionava como proteção patrimonial para o comprador. Mas o modelo escondia um problema de gestão clássico: ausência de controle granular por empreendimento. Sem essa visão, riscos se somavam silenciosamente.

Quando o cenário muda, a gestão aparece

O Plano Real, em 1994, foi o grande teste de estresse para o modelo de negócios da Encol.

1. O fim da hiperinflação

Com a estabilização da moeda:
  • comprar imóvel na planta deixou de ser um “investimento financeiro óbvio”;
  • aplicações bancárias passaram a oferecer rendimento alto com baixo risco;
  • as prestações dos imóveis continuavam corrigidas, mas a valorização não acompanhava o ritmo anterior.
A classe média começou a preferir o dinheiro no banco a se comprometer com um contrato de longo prazo em obras ainda não concluídas. As vendas desaceleraram – e a bicicleta começou a perder velocidade.

2. Crescer em vez de ajustar

Diante do novo cenário, havia duas possibilidades de gestão:
  • enxugar, revisar o modelo, reduzir o ritmo e reequilibrar contas; ou
  • dobrar a aposta e tentar compensar a queda de vendas com mais lançamentos e mais marketing.
A Encol escolheu a segunda via. Intensificou a publicidade, lançou novos empreendimentos e manteve a estrutura pesada. Na prática, ampliou a dependência de um fluxo de caixa que já dava sinais de esgotamento.

Da suspeita à falência: onde a gestão falhou

A partir de 1995, rumores de dificuldades financeiras se espalharam. Em 1996, o Banco do Brasil – principal credor – detectou uma dívida significativa e realizou uma “intervenção branca”, nomeando um executivo para acompanhar a empresa. A reação de Pedro Paulo foi demitir o interventor, o que aumentou a desconfiança dos bancos. Em 1997, um pool de 38 instituições financeiras, ao ter acesso às contas da Encol, encomendou um relatório da Deloitte. O resultado foi devastador:
  • Rombo de centenas de milhões de reais nos balanços;
  • Dívidas não registradas e operações fora da contabilidade;
  • Caixa 2 robusto, estimado em cerca de 30% do faturamento anual em determinados anos;
  • Overbooking de unidades (venda de mais apartamentos do que aqueles efetivamente existentes em alguns projetos);
  • Transferências de ativos para familiares sem contrapartida financeira clara;
  • Indícios de sonegação fiscal e apropriação de valores de FGTS de funcionários.
Independentemente da versão de Pedro Paulo – que posteriormente atribuiu a falência a um complô político-financeiro e às condições de crédito pós-Plano Real – a justiça e as auditorias convergiram em um ponto: havia graves irregularidades de gestão e transparência.

Em termos de gestão, os principais problemas foram:

  1. Modelo de caixa único, sem afetação clara por obra;
  2. Ausência de controles integrados que permitissem visão em tempo real de:
    • fluxo de caixa por empreendimento;
    • exposição a risco financeiro;
    • aderência entre cronograma físico e financeiro;
  3. Governança frágil, alta concentração de decisões e pouca prestação de contas;
  4. Mistura de operações regulares com práticas irregulares, tornando a própria análise de risco confusa para bancos e credores.
Em novembro de 1997, veio o pedido de concordata preventiva. Em 1998, a dívida com o sistema financeiro já passava de R$ 700 milhões. Em março de 1999, a falência foi decretada. O rastro: mais de 42 mil famílias sem receber os imóveis prometidos, dezenas de milhares de empregos perdidos, 700+ obras paradas e uma massa falida que, décadas depois, ainda gera ações e pagamentos judiciais.

O legado da Encol: leis mais rígidas e exigência de controle

A queda da Encol não foi apenas um drama individual; foi um choque sistêmico que forçou mudanças:
  • Patrimônio de Afetação (2004): Cada empreendimento pode (e, na prática, é pressionado a) ter um patrimônio separado, com receitas e despesas vinculadas apenas àquela obra. Resultado:
    • o dinheiro pago pelos clientes de um projeto não pode ser usado livremente para cobrir rombos de outro;
    • compradores ganham mais proteção em caso de falência;
    • bancos passaram a exigir esse regime para liberar financiamentos.
  • Maior cobrança por governança e transparência: Auditorias independentes, controles mais rígidos, relatórios obrigatórios e maior escrutínio sobre grandes construtoras.
Essas mudanças tornaram o ambiente mais seguro. Mas, como o próprio mercado reconhece, nenhuma lei é suficiente sozinha. Ela precisa ser apoiada por gestão estruturada e ferramentas que deem visibilidade aos riscos.

O que um ERP especializado poderia ter mostrado – e evitado

No tempo da Encol, o termo ERP (Enterprise Resource Planning) já existia, mas as soluções ainda eram caras, pouco difundidas e raramente desenhadas sob medida para a realidade das construtoras brasileiras. Hoje, a situação é outra: existem sistemas integrados especificamente pensados para o ciclo de vida de empreendimentos imobiliários, capazes de dar ao gestor uma visão que, no caso Encol, simplesmente não existia – ou era ignorada.

1. Caixa por obra e fim do “buraco negro” financeiro

Um ERP bem implementado em uma construtora:
  • separa fluxo de caixa por empreendimento, evitando o “caixa único opaco”;
  • registra todas as receitas, despesas, financiamentos, repasses e comissões, vinculando tudo a um projeto específico;
  • permite simular cenários de:
    • atraso de vendas,
    • aumento de custo de insumos,
    • variação de juros e índices de correção.
No caso da Encol, um painel de ERP mostraria, de forma brutalmente clara, algo como:
  • obras A, B e C se pagando;
  • obras D, E e F fortemente deficitárias;
  • uso de caixa de empreendimentos saudáveis para sustentar lançamentos sem lastro real;
  • nível de endividamento incompatível com a geração de caixa projetada.
Isso teria forçado decisões mais racionais: travar lançamentos, renegociar prazos, enxugar a estrutura ou, pelo menos, expor o risco a acionistas e credores com antecedência.

2. Integração cronograma físico x financeiro

Outro ponto crítico é o casamento entre o que está no canteiro de obras e o que está no financeiro: Um ERP voltado para construção consegue:
  • acompanhar o avanço físico da obra (medições, etapas concluídas, curva S);
  • relacionar esse avanço ao orçamento e ao fluxo de pagamento de fornecedores e empreiteiros;
  • disparar alertas quando:
    • o custo real supera o previsto;
    • o cronograma físico atrasa e compromete repasses, repactuações e entregas.
Em um ambiente como o da Encol, com centenas de obras ao mesmo tempo, controlar isso em planilhas ou sistemas isolados é, na prática, impossível. É justamente aí que o “efeito dominó” se torna invisível até ser tarde demais.

3. Governança, auditoria e rastreabilidade

As irregularidades apontadas no caso Encol – caixa 2, transferências sem registro, empréstimos informais, overbooking de unidades – se alimentavam de falta de rastreabilidade. ERPs modernos oferecem:
  • trilhas de auditoria (quem registrou o quê, quando, em qual módulo);
  • integração com CRM/vendas para evitar:
    • venda duplicada de unidade,
    • divergências entre promessa e contrato;
  • controle sobre:
    • limites de descontos e condições comerciais;
    • cadastro de clientes, unidades, contratos e aditivos;
    • registro formal de permutas, escambos e recebimentos em bens.
Isso não impede, por si só, que alguém com má intenção tente fraudar o sistema. Mas torna muito mais difícil “esconder” o rastro e facilita a atuação de auditorias internas, conselhos e reguladores.

Aprender com a Encol: 7 perguntas que toda construtora deveria responder hoje

O caso Encol continua atual porque o risco central não mudou: crescer sem controle. Um bom teste de maturidade de gestão – que um ERP ajuda diretamente a responder – é:
  1. Você consegue, hoje, ver o fluxo de caixa projetado de cada obra, mês a mês, pelos próximos 12–24 meses?
  2. Consegue saber, em poucos cliques, quais empreendimentos financiam outros – e qual o limite seguro disso?
  3. Seu cronograma físico está integrado ao financeiro ou são dois mundos separados que “se conversam” só em reuniões?
  4. Cada contrato de venda está vinculado, de forma inequívoca, a uma unidade específica, com gestão de estoque e alerta de overbooking?
  5. Existe trilha de auditoria e controle de acessos claros para evitar lançamentos paralelos e “ajustes manuais” de última hora?
  6. Você tem relatórios gerenciais que mostrem, de forma consolidada, exposição a juros, índices de correção e cenários de estresse?
  7. Se um grande credor, investidor ou auditor pedisse hoje um “raio-X” da sua empresa, você conseguiria entregar dados confiáveis em dias – ou levaria meses vasculhando planilhas?
Se a resposta for “não” para boa parte dessas questões, a história da Encol não é apenas um capítulo distante do mercado imobiliário. É um espelho do que pode acontecer quando a gestão não acompanha o tamanho dos sonhos.

ERP não é luxo: é seguro de continuidade

Depois da Encol, o setor avançou com novas leis, modelos de financiamento mais robustos e uma cultura maior de transparência. Mas, como mostram outros episódios pontuais ao longo dos anos, o risco nunca desaparece completamente. Um sistema ERP focado em construtoras não é apenas um “software de controle” – é uma camada de proteção:
  • para o comprador, que ganha empreendimentos com gestão mais previsível;
  • para os bancos, que enxergam melhor o risco de crédito;
  • para os próprios empresários, que deixam de depender exclusivamente de intuição e “memória de planilha” para decidir.
Conhecer a história da Encol é entender como um gigante pode cair. Implementar processos, governança e tecnologia – como um ERP especializado – é o passo concreto para garantir que essa história não se repita com outro nome, outro CNPJ e as mesmas consequências humanas devastadoras.

Medidores inteligentes podem elevar conta de luz no início, mas prometem economia futura

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Os consumidores brasileiros podem enfrentar um aumento temporário na conta de luz com a substituição dos medidores convencionais por equipamentos inteligentes. No entanto, a medida tende a gerar economia e ganhos de eficiência no médio e longo prazos. A avaliação é do Ministério de Minas e Energia (MME), que aponta que os novos dispositivos devem contribuir para a redução de perdas, fraudes, inadimplência e custos operacionais — fatores que hoje pressionam as tarifas de energia elétrica. “A modernização da medição amplia as possibilidades de escolha e gestão para o consumidor, viabilizando novas modalidades tarifárias, como tarifas diferenciadas por horário, programas de resposta à demanda e maior integração com geração distribuída. Isso permite que o consumidor adapte seu consumo ao seu perfil, com mais transparência, previsibilidade e potencial de economia na conta de luz”, explica o MME. Os medidores inteligentes são dispositivos digitais avançados que permitem a medição do consumo de energia em tempo real, sem a necessidade de leitura manual. Diferentemente dos medidores eletrônicos atualmente instalados, esses equipamentos podem ser conectados à internet e possuem comunicação direta com as distribuidoras. VEJA MAIS: As distribuidoras de energia deverão instalar os medidores inteligentes no prazo de 24 meses, contados a partir de março de 2026, conforme a Portaria Normativa MME nº 126, de 28 de janeiro de 2026. Inicialmente, a instalação deverá contemplar 2% dos consumidores atendidos nas áreas de concessão das empresas até março de 2028.

Impacto na tarifa

Segundo o MME, o investimento inicial para a substituição dos medidores será feito pela concessionária. Depois que a ANEEL confirmar a adequação do investimento, o valor é incorporado aos custos reconhecidos da empresa e, consequentemente, repassado à tarifa. “Adicionalmente, foram previstos mecanismos para mitigar o risco de impacto tarifário, como a utilização de recursos de receitas acessórias próprias e complementares e dos valores arrecadados de ultrapassagem de demanda e excedente reativo pelas distribuidoras para a implantação dos medidores inteligentes”, explicou o ministério. Apesar do possível aumento inicial na conta de energia, o MME projeta que os medidores inteligentes trarão eficiência e economia ao longo do tempo, beneficiando o consumidor.

Vantagens para os usuários

Entre os benefícios do sistema com medidores inteligentes estão:
  • Alívio tarifário futuro: redução de perdas e inadimplência, despesas com corte e religamento, custos de leitura e faturamento;
  • Otimização da operação: detecção mais rápida de falhas e interrupções, melhorando a qualidade do serviço;
  • Maior gestão do consumo: acompanhamento detalhado do uso de energia, permitindo ajustes conforme sinais de preço;
  • Estímulo a novos serviços: abertura de mercado, tarifas diferenciadas por horário, programas de resposta à demanda e integração com geração distribuída, armazenamento e veículos elétricos, alinhando a cobrança ao perfil real de consumo.
As distribuidoras poderão definir critérios e especificações técnicas na contratação dos equipamentos, sem exigir padronização entre empresas. Consumidores que tiverem os medidores substituídos receberão, prioritariamente, a conta digital, mantendo a opção de fatura física. Em casos excepcionais, as concessionárias poderão implementar soluções alternativas caso não consigam cumprir a meta estabelecida. O entendimento do governo é de que há maiores dificuldades de implementação em algumas regiões, especialmente no Norte do país, em razão da ausência de infraestrutura adequada de telecomunicações em determinadas localidades. Nessas situações, as empresas deverão assegurar benefícios superiores aos consumidores, além de direcionar os investimentos à digitalização da rede ou dos serviços de distribuição. A princípio, não há uma definição de quais municípios serão priorizados. A escolha das unidades consumidoras que receberão os sistemas de medição inteligente considera aspectos de eficiência, redução de perdas não técnicas e custos operacionais, além de melhoria da qualidade do serviço.

Como empresas de construção civil estão recuperando margem com gestão integrada de obras

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Em boa parte das empresas de construção civil, a história se repete: a obra foi bem vendida, o orçamento parecia equilibrado, mas a margem “evapora” ao longo da execução. Diárias de locação pagas sem uso, materiais comprados fora do planejado, serviços recontratados às pressas e controles espalhados em planilhas fazem com que o resultado final fique muito aquém do previsto. Nos últimos anos, muitas construtoras, incorporadoras e empresas de engenharia começaram a encarar esse problema com mais profundidade. A conclusão é clara: recuperar margem passa por ter uma gestão de obras verdadeiramente integrada — em que orçamento, compras, locações, financeiro e contábil conversam entre si, em tempo real.

Onde a margem se perde na prática

Antes de falar em solução, vale olhar para alguns pontos em que a margem costuma “escorrer pelos dedos” no dia a dia:

1. Locações e equipamentos parados

Locações de equipamentos e ferramentas por diária ou por período são comuns em obras. O problema surge quando o controle é frágil:
  • a máquina já não está sendo usada, mas a empresa continua pagando a diária;
  • a data de devolução passa despercebida;
  • renovações acontecem sem questionamento, apenas por hábito.
Na soma de várias situações como essa, o custo da locação cresce muito além do previsto, sem que ninguém perceba com clareza onde o dinheiro foi parar.

2. Diferença entre custo planejado e custo real

Outro ponto crítico é a separação entre:
  • o orçamento da obra (custo planejado);
  • o contrato comercial (valor de venda ou de prestação de serviços).
Quando esses dois universos não estão conectados de forma estruturada, a empresa corre o risco de:
  • não perceber rapidamente quando um serviço específico estourou o orçamento;
  • não saber, com precisão, qual foi a margem real da obra;
  • misturar custos diretos e indiretos sem critério, mascarando o resultado.
Um exemplo simples ilustra bem: uma etapa orçada em 100 mil de custo, vendida por 200 mil. Se o custo real sobe para 150 mil e isso só é percebido no final, a empresa perde metade da margem planejada sem ter tido tempo de agir.

3. Falta de integração entre compras e orçamento

Quando o setor de compras trabalha desconectado do orçamento de engenharia, a decisão de compra fica muito mais reativa:
  • a equipe da obra solicita, o comprador negocia e fecha;
  • mas nem sempre há visão clara do limite orçado para aquele insumo ou serviço;
  • tampouco visibilidade do impacto da compra na margem da obra.
Sem essa amarração, compras acima do planejado passam despercebidas, e desvios de custo vão se acumulando.

O papel da gestão integrada de obras na recuperação de margem

A experiência de empresas que conseguiram reverter esse cenário mostra um ponto em comum: a adoção de uma gestão integrada, com processos claros e apoio de um ERP específico para construção civil. Alguns pilares se destacam.

1. Dois olhares estruturados: custo da obra x contrato de venda

Um ponto fundamental é tratar, de forma organizada, dois “mundos” diferentes:
  • Orçamento da obra (custo) Levantamento completo de tudo que será gasto: materiais, mão de obra, equipamentos, locações, serviços de terceiros, despesas indiretas etc.
  • Contrato comercial (venda) O que será cobrado do cliente: valor global, etapas, medições, forma de reajuste, prazos de pagamento.
Ao manter essas duas visões integradas, mas separadas, a empresa consegue:
  • comparar continuamente custo planejado x custo realizado;
  • enxergar a margem “viva” de cada etapa, não apenas da obra como um todo;
  • decidir com mais segurança quando é preciso renegociar, replanejar ou cortar despesas.

2. Controle de locações e equipamentos amarrado ao planejamento

Para evitar o desperdício com locações paradas ou mal controladas, a gestão integrada de obras traz práticas como:
  • registro formal de cada contrato de locação com datas de início, vencimento e condições;
  • vinculação da locação a uma obra e a uma etapa específica;
  • alertas internos próximos ao vencimento para decidir entre devolução ou renovação;
  • acompanhamento dos custos de locação dentro do orçamento da obra.
Assim, em vez de descobrir ao final do mês que determinada máquina ficou parada vários dias, a equipe passa a ter visibilidade antecipada — e pode agir para devolver, remanejar ou renegociar.

3. Compras conectadas ao orçamento e à obra

Outro ponto chave é fazer com que o processo de suprimentos deixe de ser puramente operacional e se torne estratégico. Isso inclui:
  • cada requisição de material ou serviço vinculada a uma obra e a um item do orçamento;
  • cotação e pedido de compra comparados ao valor orçado para aquele insumo;
  • baixa automática no orçamento conforme as compras são efetivadas;
  • relatórios de orçado x comprometido x realizado de forma simples e acessível.
Com isso, o gestor de obra e a diretoria sabem, ao longo da execução, não apenas quanto já foi gasto, mas também quanto está comprometido — permitindo correções de rota antes que o desvio de custo se torne irreversível.

4. Aproximação entre canteiro, financeiro e contábil

Por fim, a recuperação de margem exige que o fluxo de informações seja fluido entre:
  • a equipe da obra (que executa e registra as necessidades);
  • o financeiro (que paga, recebe e acompanha o caixa);
  • a contabilidade (que consolida o resultado e garante conformidade fiscal).
Quando tudo isso está integrado em um único sistema, é possível:
  • projetar o fluxo de caixa das obras com base nas medições e contratos;
  • entender o impacto de cada decisão de compra ou locação no caixa futuro;
  • encerrar obras com clareza sobre lucro, prejuízo e causas dos desvios.

Sair do Excel: por que um ERP especializado faz diferença

Planilhas continuam úteis para análises pontuais, simulações e controles específicos. Mas, para garantir que:
  • o orçamento seja respeitado;
  • as locações sejam usadas com eficiência;
  • as compras conversem com o planejamento;
  • o financeiro enxergue a realidade das obras;
é difícil fugir da necessidade de um ERP preparado para a rotina da construção civil. Um ERP especializado não se limita a registrar dados: ele estrutura processos. Em vez de depender da memória ou da boa vontade de cada gestor, o sistema:
  • “obriga” a vincular custos às obras e etapas corretas;
  • evidencia, em relatórios e dashboards, onde a margem está sendo comprometida;
  • facilita a vida do time de campo, com telas e fluxos pensados para o canteiro;
  • reduz lançamentos duplicados entre engenharia, compras, financeiro e contábil.
O resultado é um ambiente em que a empresa enxerga com rapidez quando uma obra está “saindo da curva” — e pode agir a tempo de recuperar margem.

Como o ERP SIECON apoia essa gestão integrada na construção civil

Dentro desse contexto, o ERP SIECON é um exemplo de sistema desenvolvido especificamente para o segmento da construção civil, com foco em integrar todas as etapas da gestão de obras. A plataforma oferece recursos para:
  • Gestão de obras, orçamento e planejamento Elaboração de orçamentos detalhados, planejamento físico-financeiro e comparativos de orçado x realizado por obra, por etapa, por insumo ou por serviço.
  • Suprimentos e contratos com terceiros Fluxo completo de requisições, cotações, pedidos de compra, controle de estoque e contratos com terceirizados e locações de equipamentos, sempre vinculando cada operação à obra e ao centro de custo correspondente.
  • Controle de locações e equipamentos Registro de locações com datas de início e devolução, integração com o planejamento da obra e acompanhamento do impacto desses contratos na margem, evitando diárias pagas sem uso efetivo.
  • Financeiro, contratos de serviço e fluxo de caixa Integração entre contratos de serviços, medições, contas a receber e fluxo de caixa projetado, além de controles de contas a pagar ligados às obras e às etapas do orçamento.
  • Contábil e fiscal Integração automática das movimentações financeiras e operacionais com a contabilidade e o fiscal, apoiando o cumprimento de obrigações e a geração de demonstrativos por obra e por empresa.
Por ser um ERP voltado exclusivamente para a realidade da construção civil, o SIECON permite que construtoras, incorporadoras, empreiteiras, locadoras de equipamentos e prestadores de serviço em obras públicas ou privadas saiam da dependência de planilhas e de soluções genéricas — e passem a trabalhar com uma gestão de obras realmente integrada, com foco direto na recuperação e na proteção da margem. Para empresas do setor que buscam dar esse passo, avaliar o uso de um ERP especializado como o SIECON pode ser o início de uma mudança estrutural na forma de enxergar custos, resultados e sustentabilidade do negócio.  

Construtora Albuquerque Takaoka: A Engenharia que Deu Forma à Exclusividade Paulistana

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A cidade de São Paulo é feita de camadas. Cada rua, cada quarteirão, cada edifício conta uma história — de crescimento, de transformação, de permanência. Entre os nomes que ajudaram a moldar essa paisagem urbana com solidez e elegância, um se destaca pela discrição e pela consistência: Takaoka. Mais do que uma construtora, a Albuquerque Takaoka representa uma filosofia de projeto que atravessou décadas, adaptou-se às mudanças do mercado e deixou marcas profundas na construção civil brasileira. Sua trajetória é também a história da própria evolução do morar nas grandes cidades.

Origens: Albuquerque & Takaoka e a construção da confiança

A história começa com a sociedade entre dois engenheiros civis: Renato Albuquerque e Yojiro Takaoka, que fundaram, nos anos 1950, a Construtora Albuquerque Takaoka. A empresa nasceu em um momento de forte expansão urbana em São Paulo, impulsionada pelo crescimento industrial e pela migração para os centros urbanos. Inicialmente, a atuação da empresa estava voltada para obras públicas e de infraestrutura pesada, como pontes, viadutos, canalização de rios e pavimentação de rodovias. Esses projetos, executados em parceria com o poder público, foram fundamentais para consolidar a reputação da empresa como uma construtora tecnicamente competente, confiável e com capacidade de execução em larga escala. Com o tempo, e já com uma base sólida de conhecimento técnico e organizacional, a empresa passou a atuar também no mercado de imóveis residenciais valorizados, aplicando os mesmos princípios de engenharia e excelência construtiva em edifícios verticais localizados em bairros nobres da capital paulista.

Do mercado público ao privado

Nos anos 1960 e 70, a Construtora Albuquerque Takaoka ampliou sua atuação para além das obras públicas, ingressando com força no mercado residencial. Essa fase consolidou sua reputação como uma construtora de excelência técnica. Ao mesmo tempo, manteve sua presença no mercado de edifícios residenciais de luxo, especialmente em bairros como Jardim Paulista, Higienópolis, Itaim Bibi e Moema. Muitos desses prédios ainda hoje são valorizados por sua estrutura sólida, plantas generosas e acabamentos atemporais — características que se tornaram a marca registrada da empresa.

A virada: Alphaville e o nascimento do urbanismo privado

A grande inflexão na trajetória da empresa viria nos anos 1970, com a criação de um projeto que mudaria para sempre o conceito de urbanismo no Brasil: Alphaville. Inicialmente concebido como um polo industrial não poluente em Barueri, na Grande São Paulo, o projeto evoluiu rapidamente para um bairro planejado de uso misto, com residências, comércio, serviços e infraestrutura completa. Alphaville foi um dos primeiros exemplos de urbanismo privado em larga escala no país, e inaugurou um novo modelo de ocupação urbana — mais seguro, mais controlado, mais integrado. O sucesso do empreendimento levou a Albuquerque Takaoka a se especializar em loteamentos fechados de alto padrão, expandindo o conceito para outras regiões do Brasil. A empresa passou a atuar como incorporadora, urbanizadora e gestora de empreendimentos, criando bairros inteiros com identidade própria.

Transformações societárias e mudança de nome

Com o crescimento e a diversificação dos negócios, a sociedade entre os fundadores foi se transformando ao longo dos anos. Em meados da década de 1990, Renato de Albuquerque e Yojiro Takaoka seguiram caminhos distintos, marcando o início de uma nova fase para o legado que haviam construído juntos. Após o falecimento de Yojiro TakaokaRenato de Albuquerque fundou a Alphaville Urbanismo S.A., dando continuidade ao conceito de bairros planejados que ambos haviam iniciado juntos. A nova empresa passou a operar de forma independente, com foco exclusivo no desenvolvimento de loteamentos fechados de alto padrão, e foi responsável por expandir o modelo Alphaville para diversos estados brasileiros, consolidando o urbanismo privado como uma referência nacional em qualidade de vida, segurança e infraestrutura urbana.
Já a Takaoka Empreendimentos Imobiliários manteve o nome do engenheiro e continuou atuando no mercado imobiliário com foco em projetos residenciais e comerciais de padrão elevado, tanto verticais quanto horizontais, como Projeto Gênesis, Shopping Iguatemi Alphaville, torre corporativa iTower.

O legado silencioso: edifícios que atravessam gerações

Embora a Takaoka tenha se tornado mais conhecida nacionalmente pelos seus loteamentos de luxo, seu legado mais duradouro talvez esteja nos edifícios residenciais construídos nas décadas de 60 e 70, muitos dos quais continuam sendo referência de qualidade até hoje. Esses prédios, localizados em áreas nobres da capital, como Jardins, Higienópolis e Itaim, Pinheiros, são hoje considerados exemplares da arquitetura quaternária de alto padrão — imóveis com mais de 40 anos que resistem ao tempo com elegância e continuam sendo altamente valorizados no mercado. Um exemplo discreto, mas revelador, é o Edifício Xapeco, no bairro Jardins, próximo a rua Oscar Freire. Construído pela Albuquerque e Takaoka no auge de sua atuação na capital, o prédio mantém até hoje elementos originais que atestam o cuidado da construtora com o projeto: mobiliário de design brasileiro da década de 1970, com peças assinadas por Sérgio Rodrigues, como as icônicas poltronas e sofás das linhas Tônico, Mole e Franco, além de acabamentos em mármore travertino nacional. Esses elementos são preservados com curadoria criteriosa, reforçando o compromisso do edifício com a manutenção de sua identidade arquitetônica e histórica.
O hall social do prédio é, literalmente, uma galeria de design brasileiro. Mantido com curadoria e zelo, o espaço abriga um acervo impressionante de peças originais do mestre Sergio Rodrigues, todas datadas da década de 70. Essas peças, que hoje são disputadas em leilões internacionais e galerias de design, continuam em uso e em perfeito estado, compondo um ambiente que é ao mesmo tempo acolhedor e histórico.

Atualizações com respeito: o retrofit como linguagem do futuro

A valorização desses edifícios passa pela capacidade de renovar sem descaracterizar, garantindo que ativos arquitetônicos continuem relevantes. Um exemplo pontual dessa prática é o Edifício Xapeco, que passou por uma atualização de fachada respeitando suas linhas originais. No entanto, intervenções mais profundas têm demonstrado como o retrofit pode ir além da estética e transformar a funcionalidade e o valor de mercado de um imóvel, como ilustra o caso emblemático do Condomínio Edifício Rio Novo. Localizado em bairro nobre de São Paulo e construído na década de 70 pela Construtora Albuquerque Takaoka, o Rio Novo enfrentava um desafio comum aos prédios antigos: embora possuísse dependências internas amplas — superiores às dos lançamentos atuais —, carecia de áreas de convívio valorizadas hoje, como as varandas gourmet. A solução encontrada foi um projeto ambicioso de retrofit que não se limitou à revitalização da fachada. Com um gerenciamento 100% profissional, essencial para alinhar os interesses de dezenas de famílias e obter as complexas aprovações na Prefeitura, o condomínio viabilizou a criação de varandas gourmet, adicionando 38 m² de área útil a cada unidade.
O Retrofit do Condomínio Edifício Rio Novo (Fonte: https://brretrofit.com.br/projeto.html)
O Retrofit do Condomínio Edifício Rio Novo (Fonte: https://brretrofit.com.br/projeto.html)
O resultado foi uma atualização arquitetônica que trouxe o edifício de 17 andares para a contemporaneidade, unindo o espaço generoso das plantas antigas com a funcionalidade dos novos empreendimentos. O investimento realizado pelos condôminos multiplicou-se na forma de uma significativa valorização imobiliária, provando que a gestão profissional de obras em edifícios habitados — lidando com perfis heterogêneos e gerações distintas — é a chave para destravar o potencial oculto do patrimônio urbano.

Construir é deixar raízes

A história da Albuquerque Takaoka é, em muitos sentidos, a história da própria evolução da construção civil brasileira. De obras públicas a edifícios residenciais de luxo, de bairros planejados a projetos institucionais, a empresa soube se reinventar sem perder sua essência: a busca pela qualidade, pela permanência e pela inteligência construtiva. Em tempos de verticalizações apressadas e padronizações estéticas, revisitar o legado da Takaoka é lembrar que construir bem é construir para durar. E que o verdadeiro luxo, no fim das contas, está naquilo que resiste ao tempo — com beleza, com propósito e com história.

Mercado imobiliário: Balneário Camboriú tem o metro quadrado mais caro do Brasil em 2025

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Em dezembro de 2025, Balneário Camboriú (SC) registrou o metro quadrado mais caro do país. Com preço médio de R$ 14.906, o município liderou o ranking das 56 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP, consolidando-se como o mercado imobiliário mais valorizado do Brasil. O desempenho superou o de importantes capitais, como São Paulo, onde o metro quadrado alcançou R$ 11.900, Rio de Janeiro, com R$ 10.830, e até Florianópolis, cuja média foi de R$ 12.773. A segunda colocada no ranking também é catarinense: Itapema, com valor de R$ 14.843 por metro quadrado. Balneário Camboriú vem atravessando um ciclo prolongado de valorização. De acordo com o Portal InfoMoney, os números reforçam a posição da cidade como um dos principais polos de imóveis de alto padrão do país. A escassez de terrenos disponíveis, sobretudo nas áreas mais disputadas da orla, é um dos fatores que pressionam os preços. Ao mesmo tempo, a demanda continua aquecida, impulsionada por compradores de alta renda, investidores e interessados em segunda residência, segundo o InfoMoney. O lançamento de empreendimentos residenciais verticais de luxo nos últimos anos também contribuiu para a valorização local, elevando o preço das unidades. Em 2025, o Índice FipeZAP acumulou alta de 6,52%, a segunda maior dos últimos 11 anos, superando inclusive a inflação ao consumidor.

Confira o ranking das cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil

As dez cidades que figuram na liderança estão concentradas em duas regiões, a Sul e a Sudeste. O destaque vai para os estados de Santa Catarina, Espírito Santo e São Paulo. Já o metro quadrado mais barato foi identificado em Pelotas (RS). Veja o ranking (em reais):
  1. Balneário Camboriú (SC) – 14.906
  2. Itapema (SC) – 14.843
  3. Vitória (ES) – 14.108
  4. Itajaí (SC) – 12.843
  5. Florianópolis (SC) – 12.773
  6. São Paulo (SP) – 11.900
  7. Barueri (SP) – 11.696
  8. Rio de Janeiro (RJ) – 10.686
  9. Belo Horizonte (MG) – 10.366
  10. Vila Velha (ES) – 10.242
  11. Maceió (AL) – 9.836
  12. Brasília (DF) – 9.754
  13. São Caetano do Sul (SP) – 9.477
  14. São José dos Campos (SP) – 9.024
  15. Fortaleza (CE) – 8.936
  16. São José (SC) – 8.870
  17. Sorocaba (SP) – 8.517
  18. Recife (PE) – 8.467
  19. Osasco (SP) – 8.367
  20. Belém (PA) – 8.154
  21. Goiânia (GO) – 8.139
  22. Curitiba (PR) – 8.083
  23. Santos (SP) – 8.053
  24. Salvador (BA) – 7.972
  25. João Pessoa (PB) – 7.872
  26. Blumenau (SC) – 7.645
  27. Niterói (RJ) – 7.643
  28. Santo André (SP) – 7.623
  29. Campinas (SP) – 7.540
  30. Porto Alegre (RS) – 7.505
  31. Manaus (AM) – 7.189
  32. Guarulhos (SP) – 7.142
  33. São Bernardo do Campo (SP) – 7.051
  34. Cuiabá (MT) – 6.801
  35. Diadema (SP) – 6.671
  36. Praia Grande (SP) – 6.658
  37. Guarujá (SP) – 6.474
  38. Campo Grande (MS) – 6.438
  39. Caxias do Sul (RS) – 6.100
  40. Natal (RN) – 6.146
  41. Jaboatão dos Guararapes (PE) – 5.920
  42. São José dos Pinhais (PR) – 5.848
  43. São José do Rio Preto (SP) – 5.825
  44. São Luís (MA) – 5.816
  45. Contagem (MG) – 5.789
  46. Londrina (PR) – 5.775
  47. Santa Maria (RS) – 5.416
  48. Novo Hamburgo (RS) – 5.346
  49. Aracaju (SE) – 5.282
  50. Ribeirão Preto (SP) – 5.220
  51. São Leopoldo (RS) – 4.770
  52. São Vicente (SP) – 4.700
  53. Pelotas (RS) – 4.353

Medidores inteligentes de energia: distribuidoras devem modernizar 2% da rede ao ano a partir de 2026

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As distribuidoras de energia elétrica deverão instalar medidores inteligentes para os consumidores no prazo de 24 meses, contados a partir de março de 2026. A determinação consta na Portaria Normativa MME nº 126, de 28 de janeiro de 2026, publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Inicialmente, a instalação deverá contemplar 2% dos consumidores atendidos nas áreas de concessão das empresas até março de 2028. Os medidores inteligentes são dispositivos digitais avançados que permitem a medição do consumo de energia elétrica em tempo real, sem a necessidade de leitura manual. Esses equipamentos podem ser conectados à internet e possuem comunicação direta com as distribuidoras, diferentemente dos medidores eletrônicos atualmente instalados. De acordo com o MME, os consumidores que tiverem o medidor substituído passarão a receber, de forma prioritária, a conta de luz em formato digital, permanecendo a opção de recebimento da fatura física.

Modernização do setor

A medida está alinhada ao decreto que trata da renovação das concessões das distribuidoras de energia elétrica, o qual estabelece diretrizes voltadas à digitalização e modernização do segmento. Em casos excepcionais, as concessionárias poderão implementar soluções alternativas caso não consigam cumprir a meta estabelecida. O entendimento do governo é de que há maiores dificuldades de implementação em algumas regiões, especialmente no Norte do país, em razão da ausência de infraestrutura adequada de telecomunicações em determinadas localidades. Nessas situações, as empresas deverão assegurar benefícios superiores aos consumidores, além de direcionar os investimentos à digitalização da rede ou dos serviços de distribuição.

Especificações mínimas dos medidores

O ministério definiu requisitos técnicos mínimos para os novos dispositivos, que deverão contemplar:
  • leitura remota dos dados de consumo;
  • possibilidade de corte e religamento remotos, conforme as características das unidades consumidoras, devidamente justificadas pela concessionária;
  • preservação dos registros durante interrupções no fornecimento de energia;
  • registro, com data e hora, das interrupções de energia;
  • registro de ocorrências de alterações na programação do medidor, quando aplicável;
  • mecanismos de segurança cibernética e interoperabilidade;
  • sistema de alarme antifraude;
  • gestão do consumo por meio de interface em aplicativo disponibilizado pela distribuidora;
  • intervalo de integralização das grandezas em base horária;
  • comunicação remota via interface com o sistema de medição Advanced Metering Infrastructure (AMI);
  • permissão para tarifação por horário de uso, com no mínimo quatro postos tarifários programáveis no sistema de medição, ou possibilidade de tarifação horária no sistema de faturamento da concessionária.
As distribuidoras poderão definir seus próprios critérios e especificações técnicas no momento da contratação dos equipamentos, não sendo exigida padronização entre as empresas.

Escolha das unidades consumidoras e investimentos

A seleção das unidades consumidoras que receberão os medidores deverá considerar critérios de eficiência, como a infraestrutura existente, a redução de perdas não técnicas e a diminuição de custos operacionais. FPM: R$ 7,3 bilhões serão partilhados entre os municípios brasileiros, nesta sexta-feira (30) Reforma Tributária amplia créditos e põe fim à cobrança em cascata Os investimentos necessários para a instalação dos dispositivos ou das soluções alternativas deverão ser incorporados à base regulatória das empresas, conforme previsto na regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As distribuidoras também deverão apresentar à Aneel, até 29 de fevereiro de 2028, uma análise de custo-benefício referente à implementação dos sistemas de medição inteligente em suas áreas de concessão, observando as diretrizes estabelecidas na portaria do MME.

Atuação da Aneel

A publicação da portaria ocorre paralelamente a um debate semelhante conduzido pela Aneel. Em 27 de janeiro de 2026, a diretoria da agência aprovou a abertura de consulta pública para discutir a digitalização do segmento de distribuição, com foco em eventuais entraves regulatórios à instalação dos dispositivos. A Aneel poderá estabelecer diretrizes adicionais e disponibilizar documentos de apoio à elaboração das análises de custo-benefício. A partir de março de 2028, a implantação dos sistemas deverá observar os resultados dessas análises, sem necessidade de aprovação prévia por parte do regulador. Por fim, o MME determinou que, em janeiro de cada ano, as distribuidoras apresentem um Plano de Investimentos com horizonte de cinco anos. O documento deverá contemplar investimentos em digitalização, expansão, renovação e modernização das redes e serviços, além de ações voltadas à inclusão energética e à prestação de serviços em áreas de vulnerabilidade socioeconômica. O plano deverá ser atualizado anualmente ou sempre que solicitado pelo governo.

Construção civil: alta carga tributária é empecilho maior que taxas de juros

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Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que a taxa básica de juros pode iniciar a trajetória de queda do maior patamar das últimas duas décadas a partir de março, após a sexta reunião consecutiva de manutenção da alíquota anual de 15%, a Sondagem Indústria da Construção mostra que a elevada carga tributária nacional se tornou o principal empecilho enfrentado pelo segmento. De acordo com o levantamento, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC), o entrave saltou cinco pontos percentuais entre o terceiro e quarto trimestre do ano passado, de 32,2% para 37,2%. Ultrapassa assim as taxas de juros elevadas, que passaram a ser a segunda maior preocupação dos industriais da construção (32,1%). Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, isso é reflexo de dois fatores. “O lançamento de programas importantes para o setor, assim como a expectativa de redução da taxa Selic no futuro próximo, ajuda bastante as expectativas do setor da construção, por isso essa melhora já acontecendo desde o final do ano passado e se consolidando nesse início de 2026.” Todos os índices de expectativas aumentaram no primeiro mês do ano, dando sequência ao otimismo observado em dezembro:
  • Novos empreendimentos e serviços (+1,8 ponto, para 52,9 pontos);
  • Número de empregados (+1,8 ponto, para 52,8 pontos);
  • Nível de atividade (+1,1 ponto, para 52,8 pontos);
  • Compras de matérias-primas (+0,8 ponto, para 52,5 pontos).

Insatisfações

Apesar das expectativas positivas, o setor ainda tem muito do que reclamar no panorama atual. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Indústria da Construção registrou 48,6 pontos, enquanto a facilidade de acesso ao crédito atingiu 39 pontos no período, e o índice de satisfação com o lucro operacional caiu para 45,1, após recuo de 0,3 ponto. Todos ainda abaixo da linha satisfatória de 50 pontos. “Quando se fala da construção, estamos falando de um produto de um ritmo de produção que envolve um período bastante longo, muitas vezes com uma necessidade muito grande de aporte de recursos em alguns momentos, muitas vezes com crédito para fazer os seus empreendimentos. À medida que o acesso ao crédito fica difícil por conta das taxas de juros bastante elevadas, isso afeta bastante o setor”, esclarece Azevedo. Nesse cenário, o índice que mede a evolução do nível de atividade da indústria da construção fechou 2025 com 44,7 pontos. Esse é o pior resultado para o mês desde 2018. Com a atividade mais fraca, a Utilização da Capacidade Operacional se manteve estável em 67%, mesmo nível observado em dezembro de 2024, enquanto o índice do número de empregados caiu 1,2 ponto, para 45,7 pontos, ainda que acima da pontuação média para o mês (43,8 pontos).

Metodologia

A edição de dezembro de 2025 da Sondagem Indústria da Construção ouviu 315 empresas — 123 pequenas, 134 médias e 58 grandes — entre 5 e 14 de janeiro de 2026

Edição 2026 reforça papel estratégico da FEICON como principal termômetro da construção civil no Brasil

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A FEICON – Feira Internacional da Construção Civil abre o calendário nacional do setor entre os dias 7 e 10 de abril, no São Paulo Expo na capital paulista, consolidando-se como um dos principais momentos de encontro, leitura de mercado e geração de negócios do setor. Maior feira da construção civil e arquitetura da América Latina, o evento reúne mais de mil marcas expositoras e espera receber mais de 100 mil visitantes, entre profissionais do varejo, engenheiros, arquitetos, construtores e representantes da indústria.

A edição de 2026 ocorre em um contexto de projeções mais favoráveis para o setor. Segundo estimativas do SindusCon-SP e da FGV Ibre, o Produto Interno Bruto da construção deve crescer 2,7% em 2026, após um período de ajustes e desaceleração. Um dos principais vetores dessa expectativa é o Programa Reforma Casa Brasil, que prevê a liberação de R$40 bilhões em crédito facilitado para reformas habitacionais em todo o país.

Para dimensionar o impacto desse volume de recursos, a ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) encomendou à consultoria Ecconit uma modelagem econométrica exclusiva. O estudo estima que, dos R$40 bilhões previstos, aproximadamente R$12,3 bilhões devem chegar diretamente à indústria de materiais de construção, estimulando a produção, a demanda e a movimentação da cadeia. 

É nesse cenário que a FEICON se consolida como um espaço estratégico de leitura de mercado, conexão entre os diferentes elos da cadeia e apresentação de soluções alinhadas às demandas atuais do setor. Ao longo de sua trajetória de quase quatro décadas, a feira acompanhou a profissionalização, a ampliação da base técnica dos profissionais e a incorporação de novas tecnologias tanto na fabricação quanto na aplicação de produtos.

Vitrine de soluções

Segundo Ivan Romão, diretor da FEICON, a proposta do evento é reunir soluções completas para quem atua na construção. “A FEICON é um ambiente que reúne soluções completas para quem atua na construção civil, independentemente do elo da cadeia. O visitante encontra marcas, produtos, oportunidades de relacionamento e conteúdo técnico qualificado”, afirma.

Os expositores estão distribuídos em macrossetores como acabamentos, estruturas, construção industrializada, instalações e externos. O recorte permite ao visitante ter uma visão abrangente do mercado, com opções voltadas tanto a grandes obras quanto para as reformas residenciais, atendendo perfis diversos de compradores.

Além da área de exposição, a FEICON amplia sua frente de conteúdo com a Feiconference – Conferência Internacional da Construção e Arquitetura, que contará com mais de 50 palestras e painéis, distribuídos em três palcos simultâneos, com foco em inovação industrial, sistemas construtivos, sustentabilidade, eficiência energética e gestão de negócios.

Para Romão, o evento também se consolida como ambiente de apresentação de tecnologias e de aproximação entre empresas e profissionais. “A FEICON se mantém sempre atualizada, com a grande atração sendo o produto, a tecnologia e o conhecimento técnico, em um ambiente favorável para gerar negócios e novos parceiros”, diz.

Ao reunir indústria, varejo, projetistas, entidades representativas e novas marcas, a FEICON reforça seu papel como principal ambiente de apresentação de soluções e lançamentos que devem chegar aos canteiros de obras e ao mercado nos próximos meses.

Credenciamento e venda de ingressos

O credenciamento gratuito da edição 2026 da FEICON para os visitantes está aberto por meio do site www.feicon.com.br e é válido até o dia 22 de março. A partir do dia 23 de março, a entrada passa a ser paga.

Também está aberta a venda de ingressos para a 2ª edição da Feiconference – Conferência Internacional da Construção e Arquitetura. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site.