2019 será melhor para mercado imobiliário

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A redução das incertezas após a eleição deve dar início a um novo ciclo para o mercado imobiliário, avalia o presidente da MRV, Eduardo Fischer. A construtora, que focou nos últimos cinco anos no consumidor de baixa renda, pretende voltar a lançar imóveis de maior valor.PUBLICIDADE

O déficit habitacional do País, que já era elevado, aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde, destaca reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. A seguir, trechos da entrevista do executivo.

2019 deve ser um ano melhor para o mercado imobiliário?

Nesse setor, é preciso sempre tentar antecipar os próximos três anos. Mesmo em 2014, quando o desemprego estava baixo, já se vislumbrava que seriam anos difíceis pela frente, mas 2019 deve ser melhor para o mercado imobiliário. O pior da crise parece ter passado e a demanda por moradia é alta.

A MRV focará em baixa renda?

Não só. Ficamos os últimos cinco anos focados em unidades a partir da faixa 1,5 do Minha Casa, Minha Vida — a segunda menor do programa — e financiadas com recursos do FGTS. A demanda é alta pela baixa renda, mas queremos voltar a construir empreendimentos de valores mais altos e financiados com a poupança. Essas famílias também ficaram com o consumo represado.

O mercado está otimista com a nova equipe econômica?

Sim. A impressão é de que há uma grande racionalidade por parte da equipe. Ela conhece a necessidade de gerar empregos no País e sabe do potencial que o setor imobiliário tem para criar postos de trabalho.

Emprego, PIB, qualidade de vida: conheça as contribuições da construção civil para o Brasil

Você tem ideia da maneira como a cadeia da construção civil contribui para o desenvolvimento do país? Responsável pela execução de obras residenciais, edifícios comerciais e infraestrutura, como mobilidade urbana e saneamento básico, o setor gera 10 milhões de empregos e movimenta 9,9% do Produto Interno Bruto (PIB), com potencial para alavancar ainda mais a economia.

Na construção civil, assim como em outros setores, pode ser aplicado o conceito de cadeia de valor do professor norte-americano Michael Porter, que ajuda a analisar as atividades que envolvem as indústrias. “Ele diz que a cadeia de valor são todas aquelas etapas do processo produtivo que a empresa agrega valor”, explica o especialista em competitividade do Sebrae, Renato Perligeiro. Na construção civil, ela vai desde a extração dos materiais até a aplicação na obra e seu uso. Um exemplo é o barro que gerará peças de cerâmica que depois serão usadas nas edificações.

Cada etapa da cadeia produtiva da construção civil agrega valor ao produto final. Esse encadeamento envolve diversos setores, desde a extração de matéria-prima bruta, como minérios, até a indústria de materiais de construção, o comércio dos produtos, setor de serviços como engenharia e arquitetura, as construtoras que executam a obra e o posterior uso e operação. “A importância da cadeia de valor da construção civil é a geração de riquezas. Tem um efeito muito rápido na economia”, comenta Perligeiro.

R$ 180 bilhões em impostos

A construção civil é um grande impulsionador da economia brasileira. No auge dos investimentos no país, entre 2003 e 2014, ela chegou a representar 12,4% do Produto Interno Bruto (PIB), com um investimento de R$ 809 bilhões e recolhimento de impostos na casa de R$ 180 bilhões. O consultor do Departamento de Construção Civil da Fiesp, Fernando Garcia, destaca que nesse período ele também teve um impacto grande na geração de emprego e renda, com 12,2 milhões de postos de trabalho, ou seja, 13% de todos os trabalhadores do país atuavam nessa cadeia.

Mesmo após quatro anos de crise, o setor ainda mostra sua força. Em 2017, o investimento em obras representou 9,9% do PIB, com R$ 648 bilhões, e mobilizou 10,6 milhões de trabalhadores. Os números de 2018 se assemelham às estatísticas do ano anterior. Até o terceiro trimestre, a construção civil participou com 9,5% do PIB e empregou cerca de 10,3 milhões de trabalhadores, segundo Garcia. A comparação com outros países com nível de desenvolvimento semelhante mostra que o setor ainda tem possibilidade de crescimento. Essa cadeia produtiva representa 12,7% do PIB do Chile e 12,6% do PIB do México. “O governo tem que correr atrás, porque é um impacto grande na qualidade de vida”, destaca.

Esse reflexo se dá, por exemplo, quando uma família se muda para uma habilitação de qualidade superior. O setor residencial, o principal da construção civil, tem uma demanda de 1,2 milhão de moradias por ano. Mas há também toda a necessidade de obras de infraestrutura, mobilidade urbana, energia e saneamento básico, melhorando a vida das pessoas e estimulando o emprego.

Hoje entre os cerca de 13 milhões de brasileiros desempregados, cerca de 2 milhões trabalhavam antes na construção civil. Garcia ressalta que muitas dessas pessoas são jovens de baixa formação, que o setor poderia absorver com facilidade, caso aumentem os investimentos. “A construção civil é um mecanismo efetivo no combate ao desemprego, o que tem reflexo na segurança pública e na saúde”, salienta.

Ele fatura r$ 3,5 milhões encontrando o pedreiro ideal para a sua obra

primeiro contato que Leôncio Neto teve com a construção civil foi com apenas 16 anos, quando seu pai trabalhava como construtor em Recife, no Pernambuco. Hoje, aos 28 anos de idade, ele é o fundador da RenoveJá, empresa que conecta clientes a profissionais da construção de sua região. A rede faturou R$ 3,5 milhões no ano passado e prevê encerrar 2018 com receita de R$ 6 milhões.

Com investimento de R$ 20 mil que juntou trabalhando em outras empresas, Neto começou o seu negócio em 2012, em Recife.

No início, ela se chamava Renove Obras e tinha foco em reformas de prédios comerciais.

Mas o negócio teve que ser reformulado para driblar a crise no setor de construção civil e assim surgiu a RenoveJá.

Entre os serviços oferecidos, estão reformas, manutenção e reparos, como pintura, hidráulica, alvenaria, gesso e elétrica. Atualmente a marca possui 28 unidades em operação nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Para 2019, a rede pretende expandir para cidades como  São Paulo (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS), e prevê chegar a 60 novas unidades no ano que vem. Também em 2019, a meta de Neto é que seu negócio fature R$ 30 milhões.

Com fim da queda nos preços, momento é bom para comprar imóveis

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Depois de sofrer com a crise econômica nos últimos anos, o setor imobiliário dá sinais de recuperação. Especialistas afirmam que o momento é favorável para quem está em busca da casa própria ou pretende comprar imóveis para investir. Há uma boa oferta de propriedades, e os preços pararam de cair.

A definição do cenário eleitoral, a manutenção da taxa Selic (o juro básico da economia) em 6,5% ao ano – nível historicamente baixo –, o aumento do limite de uso do FGTS para R$ 1,5 milhão e os sinais de retomada do crescimento econômico são as principais justificativas para apostar na aquisição de um imóvel neste momento.

“Acreditamos que o setor está entrando em um novo ciclo de crescimento, que deve durar entre três e cinco anos. Porém, este ciclo não será tão acelerado como foi o anterior. Não veremos mais prédios sendo lançados e inteiramente vendidos em menos de 24 horas”, afirmou Marco Saravalle, estrategista da XP Investimentos.

“É a oportunidade de sair na frente. Os preços já não estão mais caindo, estabilizaram-se. Mas ainda é possível pechinchar, porque as construtoras estão terminando de queimar os estoques de imóveis novos. Elas precisam liquidar esses estoques para retomar os lançamentos”, disse Tiago Galdino, diretor executivo do site Imovelweb.

Volta à normalidade

A avaliação dos especialistas é que o pior ficou para trás. Depois de enfrentar períodos de intensa recessão e de instabilidade política, a expectativa para 2019 é de aumento da confiança dos consumidores, o que será fundamental para retomada do crescimento econômico.

“As buscas por imóveis em nosso site entre janeiro e setembro deste ano saltaram 35% na comparação com o mesmo período de 2017. Isso é um sinal claro de que as pessoas estão se sentindo mais confiantes, mais dispostas a comprar”, declarou Galdino.

“E a tendência é que a procura aumente ainda mais. Até duas semanas atrás, as pessoas estavam mais preocupadas em discutir eleição, brigar com os parentes, bater boca com os amigos. Agora que a situação política está definida, elas devem voltar a olhar para frente, se planejar. Afinal, as pessoas continuam se casando, as famílias continuam crescendo. Devemos voltar à normalidade”, disse o diretor do Imovelweb.

Melhora dos Cenários Político e Econômico

Além do consumidor, a confiança da indústria e dos grandes investidores também está voltando. “No começo do ano, a gente acreditava que 2018 seria o ano da recuperação. Daí você teve a greve dos caminhoneiros, que parou tudo. Em seguida, veio a incerteza com as eleições. As indústrias que tinham algum plano de expansão preferiram manter os projetos engavetados. Agora, esses planos devem começar a sair do papel”, afirmou Saravalle.

Segundo o especialista da XP, Jair Bolsonaro deverá ter maioria no Congresso, o que facilita a aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência. “A oposição não terá votos suficientes para barrar as reformas. Portanto, se a gente tiver um presidente disposto a articular as reformas, ele terá espaço político para fazer isso, especialmente nesse período inicial de governo.

Do lado econômico, Saravalle destaca o controle da inflação, que deve se manter dentro da meta do Banco Central nos próximos anos. “Estamos prevendo um aumento da taxa Selic em 2019 para 8% ou 8,5%, frente aos 6,5% atuais. Mas não descartamos a possibilidade de o Banco Central adiar essa alta devido ao cenário benigno para a inflação.”

A manutenção dos juros em níveis baixos barateia o financiamento imobiliário, o que é positivo para quem pretende comprar a casa própria. Para quem planeja investir em imóveis, o juro baixo torna o retorno obtido com o aluguel mais atraente do que o rendimento dos investimentos tradicionais de renda fixa.

Início da recuperação

A rentabilidade média anual dos imóveis na cidade de São Paulo alcançou 5,6% em setembro, ficando pelo terceiro mês consecutivo acima do retorno da poupança (4,55%), segundo o estudo Index SP, divulgado pelo Imovelweb.

Agora, são necessários 17,9 anos de aluguel para recuperar o valor gasto com a compra, tempo 4,4% menor do que um ano atrás. Os motivos, segundo a pesquisa, são a estabilidade no preço de venda dos imóveis e a recuperação no valor da locação.

Em setembro, o aluguel de um apartamento padrão de dois dormitórios (com 65 metros quadrados) na capital paulista aumentou 0,6% em relação a agosto, para R$ 1.745 mensais. Em 12 meses, o aumento no valor da locação foi de 3,4%, ainda abaixo da inflação (medida pelo IPCA-15) acumulada no período, de 4,3%.

O preço de venda de apartamentos desse tipo ficou estável na comparação mensal, com valor médio de R$ 5.992 por metro quadrado. Em termos reais (já descontado a inflação), os preços encolheram 4,5% nos últimos 12 meses.

“Essa estabilização nos preços indica que chegamos ao fundo do vale. Daqui para frente, vamos começar a subir a montanha. Só não sabemos ainda qual é o tamanho dela”, disse Galdino, ao comentar a tendência de recuperação nos preços dos imóveis nos próximos meses.

Construtora brasileira lança prédio com apartamentos de apenas 9,8m²

A construtora curitibana Basesul está lançando um prédio que terá apartamentos com apenas 9,8 metros quadrados, o que faz das unidades as menores do país, segundo a empresa. Ao todo, o edifício localizado na capital do Paraná terá dez moradias com estas dimensões.

Os sete andares do imóvel terão também apartamentos bem mais espaçosos se comparados com esses: mais 42 unidades de 19m².

Nos apartamentos de 9,8m² e preços a partir de R$ 49.990, há banheiro e um armário dividido entre roupeiro e minicozinha.

De acordo com a construtora, para reduzir os custos para os moradores, as moradias são entregues com sugestões de móveis convencionais, que podem ser comprados em lojas tradicionais — dispensando o serviço de móveis planejados ou de marcenaria, que são mais caros.

No apartamento de 9,8m², armário se divide entre roupeiro e minicozinha
No apartamento de 9,8m², armário se divide entre roupeiro e minicozinha Foto: Divulgação

Para estender um pouco o espaço exíguo do apartamento, o prédio tem áreas comuns, como um espaço de coworking para os moradores terem um ambiente de trabalho fora de seus apartamentos, além de terraço com salão de festas e área gourmet.

Outra característica do prédio são as poucas vagas na garagem. Nem todas as unidades têm um espaço para estacionar automóveis, diz Jéssica Ferreira, coordenadora administrativa da Basesul. Segundo ela, a localização do empreendimento e o perfil do público que busca este tipo de imóvel explicam o baixo interesse pelas vagas:

— O prédio fica perto de shopping, farmácia, a 15 minutos do Centro, então permite dispensar o carro. E o público é aquele que dá mais valor a transporte coletivo, bike, a fazer longas caminhadas, então a empresa percebeu que esse público dispensa o custo fixo de ter carro, e opta pelo Uber, por exemplo.

Segundo Jessica, com quase 100% dos apartamentos de 9,8m² vendidos, a construtora deve fazer novos lançamentos de unidades com o mesmo tamanho.

7 tecnologias devem redesenhar o futuro da Arquitetura, da Engenharia e da Construção

Por anos, a Autodesk foi conhecida exclusivamente pelo seu software AutoCAD, que permite que engenheiros, arquitetos e designers criem versões digitais e tridimensionais de seus projetos antes de construí-los oufabricá-los.

A empresa de San Rafael, na Califórnia (EUA), no entanto, trabalhou nos últimos anos para diversificar e modernizar seu portfólio e define-se hoje como uma companhia de software de design e criação. Não só tecnologias foram adicionadas ao leque de opções, como também o modelo de subscrição, que tem a nuvem como seu grande aliado.

Atenta à evolução do setor, e diante dos constantes desafios que aindústria da construção vem enfrentando, criando, assim, um ambientepropício a inovação, a empresa realiza anualmente seu encontro comclientes e parceiros, o Autodesk University, que neste ano aconteceu em Las Vegas (EUA).

Pelos corredores da feira e ainda nas palestras realizadas pela empresa, uma ebulição de ideias e tendências foram abordadas. A Computerworld listou a seguir as sete tecnologias que a empresa falou exaustivamente em seu encontro e que certamente pautarão o setor de arquitetura, engenharia e construção (AEC) nos próximos anos. Confira.

1 – Inovação por design

Durante os dois dias do encontro, a inovação por design foi uma das mais citadas. Certamente, tornou-se a vedete do setor. O design generativo é uma abordagem de projeto relativamente nova, que usa inteligência de máquina e computação em nuvem para gerar rapidamente um conjunto de soluções de projeto que se encaixam nas restrições específicas definidas pelos engenheiros.

Ele permite que as equipes de projeto explorem um espaço de designmuito mais amplo, enquanto ainda estão vinculados aos requisitos defabricação e desempenho ditados pela equipe ou pelo ambiente.

CEO da Autodesk, Andrew Anagnost, relatou que essa abordagem é muito mais produtiva do que a tradicional. Entre seus benefícios estão agilidade, redução de custos e, claro, menos estresse em projeto por falta de comunicação entre as partes.

2 – Dados e mais dados

Big data e computação em nuvem combinados têm impacto significativosnão só na concepção do projeto, como também no gerenciamento daconstrução. Essas tecnologias, segundo Nicolas Mangon, vice-presidentede arquitetura, engenharia e construção (AEC) da Autodesk, sãofundamentais para o futuro do setor e empresas começam agora a usá-la.“Imagine identificar padrões com base em dados de riscos a partir de tudo o que deu errado em projetos anteriores. Isso economiza tempo edinheiro”, apontou.

Anagnost relatou, no entanto, que nem todas as empresas estão prontaspara essa era dos dados. “As empresas entendem essa demanda, mas nemtodos estão prontas para dados. Todos sabem dos problemas de trabalho, como acesso aos arquivos de diferentes formatos. A grande promessa é que a nuvem resolve bem os problemas de dados”, contou.

3 – Blockchain

O Blockchain, tecnologia de registro distribuído que busca a descentralização como medida de segurança, foi um dos temas mais discutidos em 2018. Empresas passaram a entender o conceito e algumas já criaram projetos-piloto na área. Anagnost comentou que a Autodesk está de olho na tecnologia. “No setor de construção, ela vai encontrar seu caminho em processos que envolvem muitas pessoas. Não sei se chamará de Blockchain ou se terá outro nome, mas ela vai surgir”, apostou.

Questionado se a tecnologia tem o poder de acabar com a corrupção nosetor de construção em países como o Brasil, o executivo afirmou quecertamente ela será um aliado para tal. “Não é incomum ter corrupção nosegmento de construção em geral, porque são direcionados milhões paraprojetos. Uma das grandes barreiras da tecnologia no setor, no entanto,são as pessoas que não querem ter seus passos rastreados pelo sistema.”

4 – BIM

A Modelagem da Informação da Construção (Building InformationModeling (BIM)) é considerada um dos maiores desenvolvimentos naindústria de arquitetura, engenharia e construção. O sistema envolverepresentação de projetos com uma combinação de “objetos” que levam suas geometrias, relações e atributos a um novo nível de complexidade.

O BIM é um processo inteligente com base de dados 3D que equipa osprofissionais de arquitetura, engenharia e construção com ferramentaspara concepção, projeto executivo, construção, e gerenciamento de obras einfraestruturas mais eficientes.

Alguns dos seus benefícios mais emblemáticos incluem melhora navisualização do projeto, produtividade, coordenação de documentos,velocidade de entrega e redução de custos.

Segundo o CEO da Autodesk, não só empresas podem se beneficiar datecnologia, como também o governo, que atua hoje com centenas demilhares de papéis que precisam ser aprovados em prefeituras e nuncamais são usados. Quando precisam ser resgatados, demandam horas debusca. “É algo que precisa ser modernizado”, sentenciou.

Na Autodesk, o BIM se materializa por meio do BIM 360. Segundo aempresa, a plataforma BIM 360 e suas integrações ajudam na centralizaçãode dados do projeto para conectar, organizar e otimizar projetos do início ao fim. “Essa abordagem conectada é o caminho para a previsibilidade, que vai da digitalização de informações e processos a fluxos de trabalho integrados e mais automatizados, além de uma capacidade de extrair percepções acionáveis dos dados nos projetos para otimizar a melhoria contínua”, informa a Autodesk.

Mangon, vice-presidente de AEC da Autodesk, contou que, hoje, estimativas apontam que 40% de todos os projetos de AEC usam BIM. Destaque para a China que utiliza a tecnologia em 25% das suas atividades. “Estudos indicam que o BIM terá crescimento de 65% nos mercados emergentes”, detalhou o executivo. A expectativa, portanto, é de salto acelerado no uso da tecnologia, uma oportunidade para a Autodesk e ainda para a sociedade.5

5 – Realidades Virtual e Aumentada

As Realidades Virtual e Aumentada são uma grande promessa para ospróximos anos. O instituto de pesquisas Gartner indica que as Realidades Virtual (VR), Aumentada (AR) e Mista (MR) estão mudando a maneira pelaqual as pessoas percebem o mundo digital. Essa nova érea, combinada nosmodelos de percepção e interação leva à experiência imersiva do usuáriono futuro.Na feira de exposições do Autodesk University, a empresa apresentou
aplicações do tipo. Uma delas mostrava pessoas construindo ambientes no
ambiente virtual, algo como um gêmeo virtual, mas de forma mais
interativa. Com a tecnologia, é possível caminhar pelo modelo 3D e
analisar cada detalhe, a uma escala de 1:1, antes do projeto deixar o
papel.

Anagnost faz suas apostas sobre a tecnologia e acredita que VR e AR
estarão em tudo daqui para frente. “São mecanismos de comunicação e
feedback instantâneo. Trata-se de uma interface do usuário para design
mais simples de ser observada”, comentou.

autodesk

6 – Impressão 3D

O uso da impressão 3D no setor de construção e arquitetura inclui
diferentes possibilidades de criação, que vão desde maquetes, até
esculturas, luminárias, lustres, vasos, molduras para quadros e
porta-retratos.

Com a impressão 3D usada mais frequentemente no segmento, com maiores
aplicações e diferentes tipos de materiais e projetos, a impressão 3D
poderia mudar completamente o processo de entrega física.

Hoje, o avanço dessa indústria já permite que sejam impressas até
mesmo pequenas casas e outros tipos de construções, a partir de uma
impressora 3D industrial. O aumento no uso – e consequente aprimoramento
– de pré-fabricados e impressão 3D fez com que a entrega de diferentes
recursos para infraestrutura também aumentasse.

Mas deixe de lado um pouco essa visão da construção para mirar outro
setor: o de saúde. Em apresentação no Autodesk University, a mexicana
Granta apresentou um implante cerebral criado com impressão 3D a partir
de dez produtos da Autodesk.

A prótese ajudou Adriana, que sobreviveu a um aneurisma cerebral.
Após um ano em osso no crânio depois de uma rejeição anterior a outro
implante e de ter perdido a capacidade de falar e controlar o lado
esquerdo de seu corpo, Adriana estava cansada e quase desistindo do
tratamento.

Seu novo implante foi produzido em duas semanas e o tempo de cirurgia
caiu 50%. Sua recuperação também foi reduzida sobremaneira, destacou o
PhD Carlos Monroy, da Granta, responsável pelo processo.

7- Robôs

Na visão do CEO da Autodesk robôs deverão, no futuro, assentar
tijolos e fazer trabalhos do tipo, mas essa realidade está bastante
distante. Segundo ele, no entanto, robôs já estão executando algumas
tarefas no setor, como construção de containers e executando tarefas
fora de prédios. “O setor de construção não muda tão rapidamente quanto
outros. Os primeiros tipos de robôs em larga escala vão aparecer, mas
ainda demora um pouco”, comentou ele.

Construtora MRV diversifica e usa tecnologia para crescer

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São Paulo — Maior construtora de imóveis residenciais da América Latina, a MRV deve terminar 2018 com o lançamento de 48 mil unidades. No ano que vem, o número deverá chegar a 50 mil imóveis, o que é reflexo, principalmente, da retomada econômica. Para os copresidentes da companhia Rafael Menin e Eduardo Fischer, nem mesmo as indefinições sobre o maior programa habitacional do país, o Minha Casa Minha Vida (MCMV), ameaçam os planos de expansão.

“Modificar radicalmente um programa exitoso como MCMV só se o cara for louco. Pode mudar o nome, algum parâmetro, talvez, mas a chance de ruptura é muito pequena e somos a empresa mais protegida do mercado, caso haja mudanças”, disse Menin em encontro com analistas e investidores, em São Paulo, no canteiro de obras do maior empreendimento já lançado pela MRV — o Gran Reserva Paulista, em Pirituba (Zona Oeste da capital paulista), com 7.300 unidades.

Para Menin, o MCMV é um programa “exitoso” por uma série de características, como a abrangência nacional, a geração de empregos e de tributos, além de oferecer imóveis a um valor à população de menor poder aquisitivo.

Diversificação

Mas a companhia não mira apenas o segmento de imóveis dentro do programa federal. Para isso, lançou recentemente uma linha que utiliza recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Já foram feitos dois lançamentos, um em Salvador e outro em Belo Horizonte. Ontem, o Santander confirmou que será parceiro da MRV nessa modalidade de financiamento.

“Estou otimista tanto com esse segmento quanto com o MCMV. É possível que a participação do SBPE nos negócios da MRV chegue a 25% nos próximos três a quatro anos”, prevê Fischer. Segundo Menin, esse tipo de estratégia vai blindar a companhia. “A MRV é a empresa mais protegida pela diversificação. Se tiver alguma mudança no MCMV, a única empresa capaz de manter crescimento somos nós.”

Realidade virtual

Além do posicionamento em mais um segmento, a companhia também tem cuidado da redução das despesas. A tecnologia tem sido uma ferramenta importante nesse processo, conta Rodrigo Resende, diretor de marketing e vendas da MRV. Neste ano, a construtora passou a investir em realidade virtual para substituir os tradicionais apartamentos-modelo que são montados na época do lançamento de um empreendimento — que custam caro e, de tempos em tempos, têm de ser recuperados para continuar com uma aparência atraente.

“Neste primeiro ano já tivemos uma economia de R$ 5 milhões com a troca do apartamento-modelo pela realidade virtual”, conta Resende. Foi contratada uma empresa dos Estados Unidos que desenvolveu uma série de recursos para que o software faça cerca de 800 combinações a partir das informações fornecidas pelo cliente.

O interessado no imóvel coloca os óculos 3D e vê no tour virtual suas características e preferências, como cores, acabamentos ou quartos para filhos. É possível acrescentar até um animal de estimação ao passeio pela residência. Isso tudo sem ter de investir na construção de um apartamento, na mobília e na decoração, que mais tarde serão descartados ou vendidos por um valor bem abaixo do que foi pago.

A nova tecnologia permite ao possível comprador personalizar e ver por meio da realidade virtual até mesmo o acabamento do imóvel, que poderá ser incluído na assinatura do contrato.

Inteligência artificial

Outra ajuda da tecnologia para a diluição de gastos começou a ser implantada na área de seleção de corretores. Fischer lembra que o desempenho desses profissionais é muito diferente, com “uns vendendo muito, outros vendendo pouco”. Um software de Inteligência Artificial (AI), desenvolvido por uma startup israelense, foi comprado pela MRV para analisar as características dos melhores corretores e, assim, chegar a um padrão desses profissionais.

“Estamos começando a usar essa tecnologia agora. Isso vai permitir que sejamos mais assertivos na seleção desses profissionais, porque o software já vai mostrar se eles têm o mesmo perfil, a partir de determinados dados, que o daqueles com os melhores resultados”, explica o copresidente.

Dia do Engenheiro: veja os melhores cursos de engenharia do mundo

Todos os anos, os rankings universitários estabelecem uma classificação para as instituições de ensino superior de acordo com seu nível de excelência, pesquisa e reconhecimento no mercado e na academia. Não só na listagem geral, que determina as melhores universidades do mundo, mas também em áreas específicas. É o caso do ranking lançado pela Quacquarelli Symonds (QS), em 2018, que aponta quais são os melhores cursos de engenharia.

Para analisar quais escolas chegariam ao topo da classificação universitária, a QS utilizou métricas específicas – uma mesma régua que serve para todas as instituições. Entre os critérios, estão a reputação acadêmica, a reputação entre os empregadores e o número de citações por paper publicado.PUBLICIDADE

Nas primeiras colocações, estão instituições americanas, europeias e asiáticas, com diferentes perfis. Por exemplo, Cambridge, uma das universidades mais antigas de língua inglesa, está em terceiro lugar, enquanto a Nanyang Technological University, fundada em 1991, ocupa a quinta posição.

Conheça os melhores cursos de engenharia do mundo:

#1 Massachusetts Institute of Technology 

Não é à toa que o paraíso dos nerds seja um destaque nas áreas de engenharia,pelo QS ranking. O MIT destaca-se por aliar um ensino de tecnologia de ponta a noções de administração. Em outras palavras, na mesma instituição, é possível encontrar a união de engenheiros, cientistas da computação e outros profissionais da tecnologia. Em especial para aqueles que pretendem investir em seu próprio negócio, já que o MIT também forma empreendedores.

Fundado em 1861, em Cambridge, nos Estados Unidos, o instituto teve como objetivo inicial formar os profissionais que atenderiam à grande demanda das indústrias, que estavam em franca expansão no país. Esse perfil mudou bastante, em especial depois da década de 30. A partir desse período, o MIT consolidou-se como instituição voltada a pesquisas científicas de base e inovação tecnológica.

Essa forte cultura pautada por inovação e empreendedorismo rendeu frutos: as receitas agregadas de empresas fundadas por ex-alunos do MIT seriam, juntas, classificadas como o décimo primeira maior economia do mundo. Em matéria de prêmios internacionais, a universidade não deixa por menos, já que seus ex-alunos e professores receberam mais de 80 prêmios Nobel até hoje.

Atualmente, são oferecidos 44 cursos de graduação, sendo que os nomes de destaque ficam para as engenharias. Os cursos que concentram mais estudantes são Engenharia Elétrica (Course 6-2), Ciência da Computação e Engenharia (Course 6-3), Engenharia Mecânica (Course 1), Física (Course 8) e Matemática (Course 18).Veja também

#2 Universidade Stanford 

A instituição americana é um nome conhecido em matéria de empreendedorismo e engenharia, e fica localizada nas proximidades do Vale do Silício. Stanford tem entre seus ex-alunos e professores os fundadores de grandes empresas, entre elas HP, Google, Yahoo e Nike.

A escola de engenharia de Stanford teve um importante papel nas últimas décadas, contribuindo para avanços tecnológicos em áreas de comunicação, saúde e energia. Mais do que um curso voltado à mera formação técnica, trata-se de um campo voltado à resolução de problemas globais e formação de líderes. Só a School of Engineering – que coloca Stanford, ano após ano, na lista dos melhores cursos de engenharia do mundo – abriga mais de 4.500 alunos, que dispõem de 80 laboratórios e centros de pesquisa.

O reconhecimento dessa excelência em engenharia não vem de hoje. Afinal, professores e ex-alunos ganharam mais de 20 prêmios Nobel. Entre eles, estão Paul Berg, responsável pela criação dos primeiros métodos de mapeamento de estruturas de DNA, e Martin Perl, físico que provou a existência dos neutrinos.

Outra iniciativa que se destaca na universidade tem a ver com o curso: o Stanford Engineering Everywhere permite que qualquer estudante acesse matérias introdutórias da instituição de ensino, gratuitamente e online. Entre as disciplinas disponíveis, estão a de Metodologia de Programação e a Introdução à Robótica.

#3 Universidade de Cambridge

Cambridge combina tradição de longa data e inovação. Segunda mais antiga universidade em língua inglesa, reuniu em seu campus nomes prestigiados como Isaac Newton, um dos maiores gênios da Física, Charles Darwin, pai da teoria da evolução das espécies, e Francis Bacon, que criou o método científico.

Atualmente, Cambridge é organizada em 31 faculdades e 150 departamentos, e tem uma taxa de aceitação de cerca de 20%. Contabiliza mais de 90 laureados com o prêmio Nobel entre seus ex-alunos e ex-professores, e reúne em sua escola de engenharia, profissionais de destaque em 125 anos de história do departamento.

#4 ETH Zürich – Swiss Federal Institute of Technology Zürich

O Instituto suíço está presente entre as dez melhores universidades do mundo em engenharia no THE e no QS World University Rankings. Fundada em 1855, a ETH Zurich conta hoje com cerca de 18 mil estudantes de mais de cem países diferentes. Em matéria de reconhecimento internacional, não faltam exemplos de excelência: 21 laureados com o Prêmio Nobel estudaram, ensinaram ou realizaram pesquisas na ETH Zurich, reforçando a reputação da universidade.

#5 Nanyang Technological University

Fundada em 1991, a Nanyang Technological University é um dos destaques dos rankings de melhores universidades do mundo com menos de 50 anos. Localizada em Singapura, país que possui 34 universidades, a instituição recebe pesquisadores do mundo inteiro e investe em pesquisas de ponta e inovação tecnológica, dando destaque para áreas como engenharias.

Para ter uma ideia da relevância da universidade asiática, basta analisar seu avanço ao longo dos poucos anos de história. A NTU é a instituição jovem que mais cresceu no mundo, tendo subido 108 posições em três anos. Não é à toa, portanto, que figura entre os melhores cursos de engenharia do mundo.Veja também

Como estudar engenharia fora do país?

Agora que você já sabe quais são as principais referências para estudar engenharia no exterior, pode estar se perguntando sobre quais são os primeiros passos para, efetivamente, fazer um curso fora na área. Nesse vídeo a gente te explica como. Confira!

  • Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar

Governo de SP cria fundo imobiliário com imóveis do Estado e assina venda da Cesp

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Arena do Pavini – O governador de São Paulo, Márcio França, aprovou na segunda-feira o regulamento que estabelece as regras de funcionamento do Fundo de Investimento Imobiliário do Estado de São Paulo (FII). O consórcio Socopa & TG Core foi vencedor do pregão para contratação de serviços técnicos especializados para estruturação, administração, custódia e operação do fundo, que será realizado em 30 de janeiro. O consórcio ficará responsável pela administração por cinco anos, prazo que pode ser prorrogado.

Durante o evento, também foi formalizada a assinatura do contrato de venda da Companhia Energética de São Paulo (Cesp (SA:CESP6)) para a Votorantim. “Estamos concluindo um processo importante, a vencedora do leilão foi a Votorantim, ao lado de outro grupo estrangeiro, não tem mais sentido o Estado ficar gerenciando uma companhia de energia elétrica, a partir de agora, o setor privado fará isso”, ressaltou o governador.

Fundo de Investimento Imobiliário

O Fundo de Investimento Imobiliário do Estado de São Paulo conta com um portfólio de 264 imóveis de um estoque de mais de 5 mil, presentes em todas as regiões do Estado. A carteira do fundo é estimada em R$ 1 bilhão e a empresa terá 0,2% de cada imóvel vendido – podendo chegar, portanto, a R$ 1,94 milhões, se todos forem negociados. Além disso, a empresa receberá uma remuneração média de R$ 80 mil/mês para administrar a carteira.

São Paulo é pioneiro na criação de um mecanismo para otimizar e racionalizar os recursos públicos disponíveis com a venda desses imóveis, que representa não apenas o ingresso de valores no Tesouro Estadual, mas também uma importante redução de despesas administrativas e de custeio.

A experiência tem sido seguida por outros Estados como Bahia, Alagoas e Goiás, além do governo federal, que firmou acordo de cooperação com a Companhia Paulista de Parcerias – CPP, empresa do Governo do Estado de São Paulo responsável pelo projeto.

Ação de construtora sobe após Câmara aprovar nova regra para distratos

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SÃO PAULO – As ações de empresas do setor imobiliário operam quase todas no campo positivo nesta quinta-feira (6), reagindo à aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que regulamenta o distrato imobiliário — situação em que um comprador desiste de adquirir um imóvel antes de concluir o pagamento. Pouco depois das 11h (horário de de Brasília), MRV ON operava em alta de 1,84% e registrava o segundo melhor desempenho do Ibovespa, enquanto Cyrela ON tinha ganho de 0,07%. Fora do índice, PDG ON (1,82%), Helbor ON (2,21%), Even ON (4,57%), Eztec ON (0,55%) e Tenda ON (0,45%) também sobem — a exceção é Gafisa ON, que recua 0,92%. O projeto de lei determina multa de 25% nos casos de distrato, que subirá para 50% quando o empreendimento for por patrimônio de afetação. O texto foi aprovado com emendas do Senado e, agora, segue para sanção presidencial.

Para Álvaro Frasson, analista da Spinelli, a medida é positiva para o setor por dar maior flexibilidade ao passivo das companhias, não deixando-as tão expostas a problemas durante a entrega dos imóveis. “O segmento também foi bastante castigado nos últimos quatro a cinco anos”, diz ele.

O desempenho positivo do setor destoa do Ibovespa, que recua 1,01% no momento, aos 88.140 pontos, em meio à maior cautela global em relação à possível retomada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Os índice setoriais da B3 também mostram essa tendência. O índice imobiliário (Imob), que inclui papéis de construtoras e operadoras de shoppings centers, oscila perto da estabilidade — no momento, cai 0,05% –, o melhor desempenho entre todos os índices do tipo.