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Segmento deve crescer em 2018 e voltar a contratar
As perspectivas da retomada de crescimento são boas. O Produto Interno Bruto (PIB) da Construção Civil no país deve crescer 2% em 2018 e, com isso, as empresas voltarão a contratar. Outro indicativo de que a curva se tornou ascendente é a perspectiva de investimento em habitação no período de 2017 a 2020, conforme estudo Construbusiness – Brasil 2020, construir, planejar, crescer. A pesquisa calcula que, em média, a construção de novas moradias deve mobilizar cerca de R$ 205,6 bilhões por ano nesse período.
“Independentemente da posição que você ocupa, de pedreiro a engenheiro, é preciso estar preparado. Quem não está qualificado, não será contratado”, afirma Jaques Bushatsky, pró-reitor da Universidade Secovi, em São Paulo.
A Universidade Secovi-SP foi a primeira do gênero no setor imobiliário, criada justamente para ajudar a suprir essa lacuna. Em mais de uma década de atividades, já formou mais de 22,9 mil alunos. Segundo Bushatsky, profissionais como o mestre de obras também já aprimoraram seus conhecimentos na instituição. O que a universidade oferece é uma certa sofisticação para que eles possam entender melhor as orientações de profissionais como engenheiro e arquiteto.
“Ninguém vai ensiná-lo (o mestre de obras) a cimentar, mas orientá-lo como economizar água, diminuir os custos no processo, conferir se os demais operários estão usando os equipamentos de proteção obrigatória”, exemplifica.
Historicamente, porém, a mão-de-obra que põe as paredes em pé na construção civil é formada por um contingente que aprende na prática, é qualificada pela própria construtora, ou faz os cursos como os oferecidos pelo Senai, que mantém espalhados por todo o país canteiros-escola. Conquistada a primeira vaga, essa turma normalmente não volta a estudar para aprimorar seus conhecimentos.
A qualificação é justamente uma carência do setor. Isso porque o trabalhador não costuma se especializar por conta própria. Mais da metade (58%) dos trabalhadores com carteira assinada ampliou conhecimentos em ações propostas pela própria empresa. Nesse universo, 70% fizeram curso em Segurança do Trabalho, ou seja, não aprimoraram suas habilidades em si, conforme um estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Daqui pra frente, a âncora da economia deve ser a construção civil, não mais a agricultura. Vai ser preciso construir mais casas para os brasileiros morarem. Estimativa do Secovi-SP com a Fundação Getulio Vargas (FGV) prevê que serão necessárias 14,5 milhões de novos domicílios para suprir o déficit habitacional até 2025. O tamanho das famílias está diminuindo, menos pessoas por moradia.
Martins também acredita que o setor passará por uma grande revolução, com popularização de práticas que já ocorrem em outros países, como a impressora 3D na construção. Na Califórnia, nos Estados Unidos, na Índia, e na China já estão em testes equipamentos capazes de construir uma casa em poucos dias. Quando isso estiver pronto, o que parece coisa de ficção vai transformar o jeito de construir.






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