Da tecnologia à cultura: o ERP como pilar de profissionalização no canteiro e no escritório

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Um estudo da UTFPR analisou o impacto da implantação de ERPs em empresas do setor da construção civil e trouxe insights valiosos para engenheiros e gestores do ramo.

Principais conclusões:

  • A implementação do ERP é, antes de tudo, uma transformação organizacional, que exige adaptação da cultura, dos processos e das pessoas.

  • Construtoras que adotam ERP apresentam maior maturidade organizacional — isto é, desenvolvem visão estratégica, integração entre áreas, melhores práticas de gestão de recursos humanos, finanças e TI.

  • Quanto ao impacto nos processos, os ganhos são visíveis principalmente na integração operacional — com fluxo mais rápido, menos retrabalho e foco no que realmente importa .

Por que isso importa para engenheiros civis?

  • O ERP deixa de ser apenas um software e se torna parte da estratégia de gestão, apoiando obras desde o planejamento até a entrega.

  • A maturidade organizacional está diretamente ligada à capacidade de implementar o sistema com sucesso — gerenciar pessoas, treinar equipes e consolidar processos.

  • Integrar áreas (obra, suprimentos, financeiro, TI) significa ter dados consistentes, confiáveis e acessíveis para tomada de decisões em tempo real.

🔧 Dicas práticas para o sucesso na implantação:

  1. Avalie a maturidade da organização antes de iniciar o projeto.

  2. Envolva equipes multidisciplinares — projeto, obras, administração e TI.

  3. Planeje etapas claras: implantação, treinamento e integração por módulo.

  4. Use relatórios e indicadores para medir evolução e identificar gargalos.


Com base nesses insights, convidamos todos os engenheiros civis a refletirem: sua gestão está preparada para tirar o máximo proveito de um ERP? Está alinhada com as melhores práticas de organização e integração?

INFRAESTRUTURA: 72% do investimento vem da iniciativa privada, aponta estudo

Os investimentos privados devem representar 72,2% do total previsto para infraestrutura no Brasil até o fim de 2025, somando R$ 277,9 bilhões. Os setores de energia, transportes e saneamento concentram os maiores aportes, segundo estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta sexta-feira (13), com dados da consultoria Inter.B.

No ano passado, o capital privado foi responsável por 70,5% dos R$ 266,8 bilhões investidos no setor. Desde 2019, a participação privada se mantém acima de 70%. Os dados evidenciam um padrão histórico de baixos investimentos em infraestrutura no país — cerca de 2% do PIB ao ano. “Em algumas atividades, o país investe menos do que o necessário para suprir a própria depreciação desses ativos”, afirma Ramon Cunha, especialista em infraestrutura da CNI.

“Isso reflete, na prática, em estradas com conservação inadequada, instabilidade em termos de fornecimento de energia e serviços de telecomunicação e ainda precariedades no abastecimento de água e tratamento de esgoto”, explica Cunha.

Setores com maior investimento

O setor elétrico liderou os investimentos em 2024, com R$ 112,8 bilhões. Em seguida vieram transportes (R$ 84,6 bilhões), saneamento (R$ 41,1 bilhões) e telecomunicações (R$ 28,3 bilhões). Ao todo, os aportes representaram 2,27% do PIB em 2024 — avanço de 0,24 ponto percentual em relação ao início do período 2021–2024. Para este ano, a projeção é de 2,21% do PIB.

Cunha ressalta que “dispor de condições adequadas de infraestrutura é fundamental para a melhoria do bem-estar das famílias e para a redução dos custos no processo produtivo, consequentemente, para um crescimento e desenvolvimento econômico sustentável.”

Investimentos públicos x privados

Segundo o especialista, desde a década de 1990, os investimentos privados têm crescido de forma contínua, consolidando sua predominância. “O que a gente pode perceber é que isso tende a continuar em patamares elevados, sobretudo porque tivemos a consolidação de marcos regulatórios importantes — em termos de aprovação e regulamentação — e cada vez mais a gente percebe um comprometimento dos recursos públicos em despesas discricionárias”, avalia Cunha.

Para o economista e pesquisador da Unicamp, Sillas Sousa, investimentos públicos e privados têm naturezas distintas.

“Enquanto uma empresa quer explorar uma determinada riqueza, ela vai criar a situação que permita tão somente essa exploração, o setor público, ao fazer o mesmo investimento, ele tem um outro compromisso, que é o compromisso do desenvolvimento social.”

Segundo Sousa, o poder público pode ampliar o impacto social ao financiar diretamente empreendimentos privados, garantindo que o retorno do investimento alcance um número maior de pessoas.

Medidas para destravar a infraestrutura

Apesar do aumento nos aportes, o setor de infraestrutura enfrenta desafios que comprometem sua expansão. Entraves regulatórios, lentidão no licenciamento ambiental e custo elevado do crédito seguem dificultando o avanço dos projetos.

A CNI apresentou oito propostas para modernizar a infraestrutura brasileira. Entre as medidas, estão: ampliar a governança dos investimentos, garantir segurança jurídica, fortalecer a atuação das agências reguladoras e ampliar o papel do BNDES no financiamento de projetos sustentáveis. A meta é elevar os investimentos no setor para o equivalente a 4% do PIB.

O economista Sillas Sousa destaca que o investimento público precisa crescer para garantir que os esforços sociais do governo tenham continuidade. “O setor público precisa aumentar esse investimento, para que todo o investimento social que o governo alega fazer — e defende como pauta principal do mandato — não se perca no tempo, se você não tiver uma infraestrutura que assegure a continuidade disso para as próximas gerações.” Para ele, “essa segurança se faz com investimento em infraestrutura.”

Por que o ERP é o primeiro passo para digitalizar sua construtora e ganhar eficiência nas obras

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Durante muito tempo, o setor da construção civil operou com base em processos descentralizados. Cada área – engenharia, financeiro, suprimentos, comercial – seguia seu próprio fluxo, com controles feitos em planilhas manuais, anotações soltas, softwares isolados e muita dependência da memória e experiência da equipe. O resultado? Retrabalho, orçamentos furados e decisões tomadas no escuro.

Segundo estudo da McKinsey, o setor da construção civil está entre os menos digitalizados do mundo, e ainda hoje, muitas construtoras pequenas e médias enfrentam atrasos e prejuízos por falta de integração. Um levantamento da KPMG mostra que 69% das empresas do setor já enfrentaram estouros de orçamento em obras nos últimos anos.

É nesse contexto que entra a palavra que tanto falamos no dia a dia: ERP.

Mas afinal, o que ela realmente significa?

ERP vem de Enterprise Resource Planning, ou em português, Planejamento dos Recursos Empresariais. Mais do que um sistema, trata-se de uma filosofia de gestão integrada. Um bom ERP conecta todas as áreas da empresa em um mesmo ambiente digital, com dados que se conversam em tempo real. É isso que permite previsibilidade, controle e decisões mais inteligentes.

E como tudo isso chegou à construção civil no Brasil?

Nos anos 90, a indústria da construção ainda engatinhava em digitalização. Os primeiros ERPs eram importados, caros, genéricos e pouco preparados para a complexidade de uma obra. Foi nesse cenário que nasceu uma solução genuinamente brasileira, criada por especialistas que viviam as dores do canteiro de obras: o SIECON, desenvolvido pela Poliview.

De lá para cá, o SIECON foi evoluindo junto com o setor – da programação em COBOL, passando por Delphi até chegar à tecnologia Java atual, com versões 100% web, mobile, cloud, e com foco exclusivo em construtoras, incorporadoras e empresas da engenharia.

Qual o papel do SIECON?

A transformação digital da construção está apenas começando. O uso de dados, automação, compliance fiscal já são realidade em grandes operações – e cada vez mais serão exigidos das empresas menores também.

Enquanto isso, outros ERPs do mercado mudaram de direção ou viraram uma colcha de retalhos, misturando módulos de origens diferentes, criados por equipes que sequer se falam.

Já o SIECON continua firme em sua essência: desenvolvido, mantido e atualizado por uma única empresa, a Poliview, que segue com o mesmo DNA desde o início – comprometida com a construção civil e com seus clientes.

Agende uma demonstração gratuita com um de nossos consultores. Sem compromisso. Estamos aqui para te ajudar a seguir no caminho da integração e da inovação – sem sustos, sem remendos.

Controle Total do Combustível da Sua Frota com SIECON + CTA Smart – Gestão Automatizada e em Tempo Real!

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A gestão de combustível acaba de ganhar ainda mais eficiência e tecnologia! O SIECON desenvolveu uma nova integração via API com sistemas especializados em medição e abastecimento de tanques e comboios, como o CTA Smart.

Essa integração permite importar automaticamente todos os registros de abastecimento, seja em postos, tanques internos ou comboios, centralizando as informações diretamente no módulo de Frotas do SIECON.

Com isso, sua empresa passa a ter:

  • Controle em tempo real dos volumes de combustível nos tanques, garantindo maior precisão no planejamento operacional.
  • Antecipação de compras, evitando paradas inesperadas ou desperdícios de combustível.
  • Alertas automáticos sobre níveis mínimos de estoque, enviados diretamente por e-mail para as pessoas responsáveis.
  • Acompanhamento centralizado de todos os abastecimentos realizados, com dados confiáveis, seguros e integrados ao restante da gestão de frotas.

A integração via API possibilita ao SIECON acessar e consolidar automaticamente essas informações, permitindo o monitoramento em tempo real das operações de abastecimento, além de garantir uma gestão unificada e transparente, totalmente alinhada aos demais controles do módulo de Frotas. Com isso, sua empresa alcança mais precisão no controle de consumo, o que facilita a gestão de custos e contribui diretamente para uma operação mais eficiente, sustentável e inteligente.

Nossa missão é oferecer soluções cada vez mais eficientes e inovadoras, que permitam aos nossos clientes conquistar ganhos reais de produtividade, segurança e sustentabilidade em todas as áreas da operação.

Se sua empresa já utiliza o módulo de Frotas do SIECON, esta é a oportunidade de levar a gestão para o próximo nível, com mais automação e inteligência.

Reforma tributária: projeto pode mudar cálculo do ITBI e elevar imposto sobre venda de imóveis

Está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado o Projeto de Lei Complementar da Câmara (PLP 108/2024), que permite a cobrança do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) com base em estimativa da prefeitura sobre o valor do imóvel. A medida seria aplicada em vez de considerar o valor da compra informado pelo contribuinte. Em audiência pública do colegiado, diversos especialistas criticaram o projeto.

A proposta dá continuidade à reforma tributária e é relatada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). Pelo projeto, a prefeitura deverá considerar critérios como a análise de preços praticados no mercado imobiliário e informações prestadas pelos cartórios para chegar ao valor venal — ou seja, o valor pelo qual o imóvel seria negociado à vista, em condições normais de mercado.

Na avaliação dos especialistas presentes ao debate no Senado, o dispositivo pode elevar a carga tributária e aumentar a judicialização.

Consequências: alta do ITBI e da judicialização

O especialista em direito tributário e presidente do Comitê de Transação Tributária da Associação Brasileira da Advocacia Tributária (ABAT), Eduardo Natal, ouvido pelo Brasil 61, explica que a medida contraria decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Tema 1.113. O tribunal reconheceu que a base de cálculo do ITBI deve ser o valor declarado na transação, salvo em casos de fraude, subfaturamento ou simulação.

Na avaliação dele, permitir que os municípios adotem valores estimados para os imóveis rompe com a orientação do STJ. Além disso, o especialista afirma que a proposta “representa um retrocesso jurídico relevante” e cria um ambiente propício à “elevação artificial da base de cálculo”.

Do ponto de vista econômico, Natal afirma que, caso os municípios passem a adotar valores superiores aos praticados no mercado, é possível que o ITBI suba substancialmente.

“O que nós temos é que, além do possível aumento de base de cálculo, que é um aumento direto de carga tributária, nós vamos ter também um aumento indireto, porque o contribuinte que não concordar com a base de cálculo, o valor venal que vai ser unilateralmente fixado pela prefeitura, e quiser contestar esse valor, ele vai ter que contratar um perito, submeter um laudo à análise dentro de um processo administrativo”, pontua Eduardo Natal.

“Se esse processo administrativo não trouxer um resultado favorável ao contribuinte, ele pode acabar judicializando. Enfim, isso realmente vai ter um custo alto em relação à carga tributária”, completa.

Eduardo Natal destaca que é bastante provável o aumento no número de pessoas recorrendo ao Judiciário para contestar os valores estipulados pelos municípios. Segundo o especialista, a experiência com tributos como ISS, IPTU e ICMS-ST já demonstrou que adotar valores arbitrados apenas por uma das partes — neste caso, o Estado — gera um elevado número de contestações.

Natal pontua que a discussão do tema já passou pelo STF e STJ e, agora, segue no Congresso. “A nova legislação proposta nos termos em que está não resolverá o problema. Isso, com certeza, só vai aumentar o contencioso em relação a esse tributo”, diz.

Reflexos para compradores de imóveis em áreas urbanas

De acordo com o especialista em direito tributário, a medida pode gerar efeitos financeiros e jurídicos negativos para compradores em áreas urbanas, principalmente dos grandes centros.

Entre as dificuldades enfrentadas pelos compradores está o aumento do valor do ITBI, que poderá ser calculado com base em estimativas inflacionadas. “Porque a base de cálculo provavelmente nos grandes municípios deverá, como de praxe já é, ser bastante super avaliada, o que vai causar, então, uma grande discussão, vai gerar um contencioso por parte dos contribuintes que não eventualmente concordarem com essa majoração”, frisa Natal.

Além disso, os interessados em adquirir um imóvel poderão enfrentar dificuldades para lavrar a escritura se o valor arbitrado pela prefeitura for contestado. “Se ficar pendente o recolhimento do ITBI em função de alguma discussão sobre a base de cálculo e o momento da cobrança do tributo, não se lavra a escritura.”

Outro efeito será a necessidade de gastos adicionais com laudos e processos administrativos ou judiciais – caso sejam necessários.

Eduardo Natal avalia, ainda, que a proposta não deveria integrar dispositivos da reforma tributária. “É realmente inadequado esse projeto nessa parte, realmente não há uma adequação, não deveria ser objeto dessa reforma, que é uma reforma do consumo, em que se inseriu inadvertidamente um tributo sobre o patrimônio.”

O texto segue em análise na CCJ.

Projetos de energia renovável no Nordeste impulsionam desenvolvimento com apoio do FDNE

O compromisso do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) em mobilizar investimentos para infraestrutura energética sustentável contribui para que o país reduza a emissão de gases de efeito estufa e contenha os impactos das mudanças climáticas. Em regiões historicamente vulneráveis, as fontes de energia renovável também desempenham um papel importante no crescimento econômico e social.

Nesse contexto, dois empreendimentos financiados pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) demonstram como as contrapartidas sociais exigidas pelo Governo Federal têm garantido que os benefícios da transição energética cheguem diretamente às comunidades. São eles: a Central Geradora Eólica Seridó, nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, e o Complexo Solar Monte Verde, no Rio Grande do Norte. Juntos, os projetos receberam mais de R$ 580 milhões em aportes públicos.

Além da geração de energia limpa, a Coordenadora da Coordenação do FDNE na Sudene, Anita de Cássia, ressalta que o impacto desses empreendimentos também possibilita a autonomia de municípios pequenos e mais afastados das áreas metropolitanas. “Ajudam a descentralizar a produção de energia. Em vez de depender só das grandes usinas, conseguimos distribuir melhor essa geração, o que dá mais segurança para o sistema e favorece o crescimento de arranjos produtivos locais”, explica.

O secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, revela que o FDNE terá, em breve, mais fontes de recursos para investir em projetos com grande potencial para promoção da cidadania. “No Nordeste, o FDNE é o principal fundo operado pelo Banco do Nordeste, com R$ 47 bilhões previstos para este ano. Dentro da programação, a gente tem R$ 9,5 bilhões para infraestrutura. No âmbito da secretaria, estamos trabalhando em uma estratégia para captar U$ 300 milhões do Banco Mundial para os Fundos de Desenvolvimento, com prioridade de investimento, inclusive, para projetos de saneamento no Nordeste”, afirmou Tavares.

Central Eólica do Seridó

Localizadas nos municípios de Parelhas (RN) e Santa Luzia (PB), as unidades III e VI da Central Geradora Eólica Seridó receberam apoio de R$ 173 milhões do FDNE. Com dez novos aerogeradores em operação desde janeiro de 2024, as unidades somam 45 MW de potência instalada.

Durante a fase de construção, a obra gerou 1.360 empregos diretos e indiretos. Agora, na etapa operacional, o sistema exige apenas três técnicos em campo, o que ressalta a importância das ações sociais implementadas como contrapartida. Os projetos movimentam a economia regional por meio do aumento da demanda por serviços locais, como transporte, alimentação e materiais de construção. “Pequenos e médios negócios da região passam a fornecer para os canteiros de obras e para os profissionais que chegam com os projetos. Depois disso, e de forma mais duradoura, há impacto sobre a infraestrutura local”, completa a coordenadora.

A Central Geradora Eólica Seridó promoveu uma série de iniciativas, entre elas:

  • Capacitação profissional de 70 trabalhadores da construção civil em parceria com o SENAI-RN, com foco na inclusão feminina;

  • Apoio ao turismo de base comunitária no Geoparque Seridó (UNESCO), com capacitação de 40 guias;

  • Instalação de sistema fotovoltaico no hospital municipal de Parelhas;

  • Campanha RN+Limpo, de educação ambiental e coleta de resíduos eletrônicos, envolvendo 12 mil estudantes em 12 municípios;

  • Obras de infraestrutura viária, com recapeamento das rodovias RN-086 e RN-085;

  • Instalação de parquinho infantil em escola de educação infantil;

  • Apoio à rede de catadores Recicla Seridó, com capacitação e entrega de equipamentos;

  • Compensação ambiental com o plantio de 125 mil mudas nativas em 50 hectares.

Complexo Solar Monte Verde

Com investimento de R$ 411 milhões do FDNE, o Complexo Solar Monte Verde está em funcionamento nos municípios de Lajes, Jandaíra e Pedro Avelino (RN) desde abril de 2024. Com suas quatro usinas fotovoltaicas (Monte Verde II, III, IV e V), o complexo atinge 212 MW de capacidade instalada. A fase de implantação gerou 200 empregos diretos e 100 indiretos; para a operação do complexo, foram ocupados 13 empregos diretos e 5 indiretos.

A empresa EDP Renováveis, responsável pelo projeto, também executa programas voltados ao desenvolvimento socioeconômico, como o EDP Renováveis Rural, que incentiva a agricultura familiar no semiárido, com práticas sustentáveis como uso racional da água, produção sem agrotóxicos e capacitações em marketing e comercialização; e o EDP nas Escolas, que promove cidadania e saúde em escolas públicas, em parceria com secretarias de ensino.

“As contrapartidas ajudam a fazer com que os empreendimentos de grande porte sejam instrumentos de transformação local. São um mecanismo essencial para garantir que o desenvolvimento venha acompanhado da inclusão social e geração de oportunidades, além de melhoria da qualidade de vida”, conclui Anita.

Vendas de cimento crescem 6,5% em maio

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As vendas de cimento no Brasil registraram uma alta de 6,5% em maio de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).

Foram comercializadas 5,7 milhões de toneladas no mês de maio. Nos cinco primeiros meses do ano, houve um crescimento de 4,6% nas vendas.

O relatório setorial aponta que o mercado de trabalho aquecido foi o principal indutor do crescimento nas vendas.

O documento ainda indica que a confiança do consumidor também subiu em maio. A confiança do setor da construção, por outro lado, recuou mais uma vez, atingindo o menor índice desde junho de 2021.

Nos quatro primeiros meses do ano, o volume de recursos da poupança direcionado pelos bancos para financiar a construção recuou 48,6% em relação ao mesmo período de 2024.

O setor aponta que a inflação alta, a taxa de juros em 14,75% ao ano, os sinais de desaceleração da economia e os cortes no orçamento do governo federal, geram incerteza para o setor produtivo.

“O financiamento imobiliário apresentou uma forte queda de 70,4% de unidades no acumulado até abril de 2025, já refletindo a alta da Selic. A majoração da taxa básica de juros amplia a concorrência dos ativos financeiros frente aos ativos imobiliários. Ou seja, o investidor que aplicaria recursos em imóveis passa a destiná-lo para outras frentes financeiras, o que é extremamente preocupante para o mercado da construção civil e vendas de cimento” diz Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC.

FOTO MATÉRIA: Foto: Washington Alves/Reuters

 

O segredo das incorporadoras que vendem mais: tecnologia e gestão eficiente

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A rotina de uma incorporadora vai muito além do simples lançamento de empreendimentos. É necessário administrar sócios, distratos, comercialização, simulações, contratos, repasses bancários, comissões, propostas, IPTU, locação de ativos, financiamentos e uma série de outras variáveis que demandam uma visão estratégica apurada, controle rigoroso e agilidade operacional.

Para enfrentar esses desafios, muitas empresas do setor estão migrando da gestão manual ou baseada em planilhas para sistemas especializados. Entre as soluções mais eficazes, destaca-se o SIECON, um ERP desenvolvido exclusivamente para a construção civil, com módulos pensados para atender de forma completa as necessidades das incorporadoras.

 


Funcionalidades essenciais do SIECON para incorporadoras:

Incorporação Imobiliária

  • Controle detalhado de sócios no empreendimento

  • Gestão avançada da tabela de vendas, com versões e correções

  • Controle de propostas, contratos e quadros-resumo

  • Gestão de distratos, cessões de direitos e repasses financeiros

  • Emissão do DIMOB e integração direta com a Caixa Econômica Federal (programas MCMV e Crédito Associativo)

Gestão Comercial

  • Administração integrada de empreendimentos residenciais, comerciais e industriais

  • Sincronização com contas a receber, contabilidade, CRM e plataformas especializadas como Anapro, Suahouse e Construtor de Vendas

Plantão de Vendas e CRM

  • Atualização em tempo real do espelho de disponibilidade

  • Emissão automática de contratos e simulador de propostas

  • Gestão de leads, chat integrado, e conexão com formulários e sistemas de telefonia

Faturamento e Notas Fiscais

  • Emissão de NF-e para serviços, materiais, remessas e importações

  • Envio automático de XML e PDF para contabilidade

  • Controle completo do SPED Fiscal, DIFAL, CEST e integração com o financeiro

Contratos de Prestação de Serviços

  • Registro detalhado de medições, aditivos e controle do faturamento direto

  • Relatórios gerenciais para acompanhamento do escopo e execução

Se sua incorporadora está em expansão ou busca mais profissionalismo e controle na gestão, é hora de avaliar ferramentas tecnológicas desenhadas para o setor da construção civil.

Quer conhecer como o SIECON pode transformar a gestão da sua incorporadora?
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Como usar Power BI com ERP na Construção Civil: integração do SIECON para dashboards estratégicos

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Descubra como o Power BI pode transformar a forma como você visualiza e interpreta seus dados, tornando a análise mais eficiente, interativa e estratégica.

O Power BI é uma ferramenta poderosa, que permite criar visualizações personalizadas a partir de diversas fontes de dados — e uma delas é o seu ERP SIECON. Quando integrados, o SIECON e o Power BI se tornam um verdadeiro motor de inteligência, facilitando o entendimento dos números que movem sua empresa.

Imagine ter um dashboard totalmente personalizado, oferecendo uma visão completa do seu negócio e revelando oportunidades de crescimento que antes passavam despercebidas.

O SIECON, junto à empresa parceira 77 Indicadores, desenvolveu uma base demonstrativa com dashboards que podem ser extremamente úteis para a construção civil — oferecendo uma visão clara, estratégica e personalizada da gestão. Acesse aqui.

Exemplo de Dashboard Financeiro via 77 Indicadores e SIECON.

Essa integração permite que você tome decisões mais rápidas, seguras e estratégicas.


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Veja mais em SIECON e 77 Indicadores.

ABNT abre consulta pública para revisar normas de construção, saneamento e segurança

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A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) abriu consulta pública para revisão de diversas Normas Brasileiras (NBRs) que impactam diretamente a indústria da construção e de setores correlatos. O processo permite que profissionais, empresas e toda a sociedade contribuam com sugestões ou questionamentos técnicos antes da aprovação final das normas.

A consulta nacional é uma etapa essencial no desenvolvimento de normas técnicas. Quando surge a necessidade de revisar ou criar uma norma, o tema é levado ao Comitê Técnico da ABNT, que reúne especialistas e representantes dos setores envolvidos. Após a elaboração do projeto, o texto é disponibilizado para avaliação pública.

Durante esse período, qualquer interessado pode se manifestar de três formas: aprovar o texto como apresentado, aprovar com sugestões ou não aprovar, desde que apresente as devidas justificativas técnicas.

Atualmente, estão abertas as consultas para os seguintes projetos de revisão de NBRs:

 Cimento, Concreto e Agregados (ABNT/CB-018)

  •  NBR 15210-1 – Telhas onduladas e peças complementares de fibrocimento sem amianto – Parte 1: Classificação e requisitos. Aberta até 18/06/2025.
  •  NBR 15210-2 – Telhas onduladas e peças complementares de fibrocimento sem amianto – Parte 2: Ensaios. Aberta até 18/06/2025.

 Saneamento Básico (ABNT/CB-177)

  •  NBR 7665 – Sistemas de transporte de água ou de esgoto sob pressão – Tubos de PVC-M DEFOFO com junta elástica – Requisitos. Aberta até 16/06/2025.

 Segurança Contra Incêndio (ABNT/CB-024)

  •  NBR 11742 – Porta resistente ao fogo para saída de emergência. Aberta até 18/06/2025.

 Transportes e Tráfego (ABNT/CB-016)

  •  NBR 7500 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos. Aberta até 26/05/2025.
  •  NBR 9735 – Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos. Aberta até 26/05/2025.
  •  NBR 13221 – Transporte terrestre de produtos perigosos – Resíduos. Aberta até 26/05/2025.

 Eletricidade (ABNT/CB-003)

  •  NBR IEC 60079-17 – Atmosferas explosivas – Parte 17: Inspeção e manutenção de instalações elétricas. Aberta até 18/06/2025.

 Como participar

Para participar da consulta pública e votar nos projetos de normas, siga os passos:

  1. Acesse o site da ABNT e clique no link do projeto desejado.
  2. Informe seu e-mail e senha. Caso ainda não possua cadastro, é possível realizar um registro gratuito diretamente na plataforma.
  3. Visualize o texto completo do projeto, analise e registre seu voto, podendo sugerir alterações, aprovar ou reprovar o texto com as devidas justificativas técnicas.