A XCMG Brasil, líder no setor de máquinas pesadas na China e uma das principais do segmento no mundo, apresentou inovadores equipamentos na Brasmin 2025, importante feira para a indústria de mineração no País, que aconteceu de 24 a 26 de junho, no Centro de Convenções PUC – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, em Goiânia/GO.
Entre os destaques apresentados pela empresa, estavam:
A carregadeira LW700KV possui grande porte e é projetada para desempenho robusto e eficiente em operações pesadas em mineração. Com peso operacional de 24.000 kg, motor com potência de 303 hp a 2.100 rpm, a carregadeira tem capacidade de caçamba de 4,2 m³, sendo ideal para movimentação de grandes volumes de material. A tração 4×4 confere excelente controle e manobrabilidade para os mais diversos tipos de terrenos.
A escavadeira XE380DK é uma máquina robusta e confiável, de 38,2 toneladas de peso operacional, motor de 287 hp de potência e caçamba com capacidade de 2.1 m³. Além de mineração, essa escavadeira é projetada para atuar em diversas operações, como obras de construção civil e projetos de energia, portuários e marítimos, entre outros.
A mini escavadeira XE27U apresenta peso operacional de 2.780 kg, motor com potência de 20,6 hp e caçamba com capacidade de 0,06 m³. Por conter um design compacto com raio de giro menor, libera a parte traseira de impactos ao operar em espaços estreitos. O dispositivo de trabalho pode ser direcionado para a esquerda e direita em 75 e 55 graus, respectivamente, fazendo operações de giro compostas com estrutura superior, permitindo que a máquina escave o solo paralelamente à parede.
Novidade: Caminhão pipa 100% elétrico rodoviário
A grande novidade da XCMG na Brasmin 2025 foi o caminhão pipa 100% elétrico, primeiro a ser lançado no mercado nacional para atender os mais altos padrões técnicos com eficiência e segurança da operação. A empresa levou o caminhão pipa rodoviário E7-29R com capacidade volumétrica de 25.000, destinado ao transporte de água, controle de poeira, compactação, umectação de solo e controle de incêndio, atendendo, além do setor de mineração, os segmentos agro, sucroalcooleiro, construção civil, florestal e saneamento.
Os principais diferenciais técnicos do caminhão pipa 100% elétricos são bomba centrífuga com vazão de 1.000 litros por minuto; caminhão com alcance de até 50 metros controlados por joystick; sistema de controle eletrônico desenvolvido para realizar o acionamento eletropneumático dos espargidores; quebra-ondas transversais e longitudinais para maior estabilidade; espargidor traseiro e laterais para umectação de solo e controle de poeira e chamas.
Sobre a XCMG:
Presente no Brasil desde 2014, a XCMG Brasil é uma das cinco maiores fabricantes de máquinas pesadas do mercado nacional. A empresa produz equipamentos voltados para construção civil, mineração e agronegócios em sua unidade brasileira, oferecendo linhas completas e competitivas, incluindo guindastes, máquinas de terraplenagem, equipamentos para pavimentação, perfuratrizes e soluções para elevação e concretagem.
Com uma fábrica estrategicamente localizada em Pouso Alegre, Minas Gerais, a XCMG estreitou laços com o mercado nacional, caracterizado pela alta demanda por qualidade, tecnologia e inovação. Por meio de uma ampla rede de distribuidores, a empresa atende a clientes em todo o território brasileiro.
A Votorantim Cimentos, empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis, participa do 9º Congresso Brasileiro de Cimento e Expocimento, eventos que acontecem simultaneamente no Golden Hall WTC em São Paulo (SP), de 30 de junho a 2 de julho. Para essa edição, a empresa apresenta as principais iniciativas que compõem sua jornada de descarbonização.
A Votorantim Cimentos encerrou 2024 com o resultado global de emissões de 550 kg de CO2 por tonelada de cimentício produzido. A meta de descarbonização da companhia para 2030, aprovada pelo Science Based Target initiative (SBTi), é de 475 kg de CO2 por tonelada de cimentício. Para atingir esse objetivo, a empresa tem uma estratégia pautada em quatro grandes pilares: o coprocessamento, que é a substituição do combustível fóssil nos fornos de produção do cimento por outros materiais, especialmente biomassas e resíduos; o uso de cimentícios, substituindo o clínquer – o principal componente do cimento e responsável pela maior fonte de emissão de CO2 no processo produtivo – por subprodutos vindos de outras indústrias; a eficiência energética e uso de fontes renováveis de energia, com hidrelétricas próprias e investimentos em energia solar e eólica; e o desenvolvimento de tecnologias, uso de processos inovadores, novos materiais, captura de carbono, ganho de eficiência na cadeia de valor do uso de cimento e concreto para otimizar recursos e seguir reduzindo a intensidade de carbono.
“O Congresso Brasileiro de Cimento é um importante espaço para a troca de experiências e para fortalecer a colaboração entre os diferentes agentes do setor. Acreditamos que o avanço para uma economia de baixo carbono depende do trabalho conjunto, da inovação e do compromisso coletivo com soluções que mobilizem toda a cadeia produtiva. Esperamos poder contribuir com nossas experiências e conquistas”, diz Álvaro Lorenz, diretor global de Sustentabilidade, Relações Institucionais, Desenvolvimento de Produto, Engenharia e Energia da Votorantim Cimentos.
Para compartilhar essas iniciativas, executivos da Votorantim Cimentos participam de palestras sobre os principais temas da companhia.
Terça-feira – 01/07
09h45 às 10h30 –Arena Principal Congresso Brasileiro de Cimento
Mesa-redonda: Iniciativas de Descarbonização da Indústria do Cimento Brasileira
Participação de Álvaro Lorenz, diretor Global de Sustentabilidade, Relações Institucionais, Desenvolvimento de Produto, Engenharia e Energia da Votorantim Cimentos.
12h00 às 12h30 – Arena Principal Congresso Brasileiro de Cimento
Palestra:Jornada de descarbonização da Votorantim Cimentos – Álvaro Lorenz, diretor Global de Sustentabilidade, Relações Institucionais, Desenvolvimento de Produto, Engenharia e Energia da Votorantim Cimentos.
16h00 às 17h10 – Arena Principal Congresso Brasileiro de Cimento
Mesa-redonda: Coprocessamento como Solução Sustentável na Gestão de Resíduos Urbanos
Moderação de Eduardo Porciúncula, gerente geral da Verdera, unidade de negócios de gestão e destinação sustentável de resíduos da Votorantim Cimentos
16h00 às 16h20 – Arena 1 Expocimento
Palestra: A importância do coprocessamento para a indústria do cimento – Larissa Velho, gerente técnica da Verdera, unidade de negócios de gestão e destinação sustentável de resíduos da Votorantim Cimentos
Quarta-feira – 02/07
11h40 às 12h00 – Arena 2 Expocimento
Palestra: O papel dos EPDS na sustentabilidade da Construção Civil – Fabio Cirilo, gerente de Ecoeficiência e Energia da Votorantim Cimentos
12h00 às 12h30 – Arena Principal Congresso Brasileiro de Cimento
Mesa-redonda: Neutralidade de Carbono e Coprocessamento: Caminhos Convergentes para o Setor Cimenteiro
Participação de Eduardo Porciúncula, gerente geral da Verdera, unidade de negócios de gestão e destinação sustentável de resíduos da Votorantim Cimentos
15h20 às 15h40 – Arena 1 Expocimento
Palestra: A redução das emissões de carbono por meio da utilização de adições minerais – Silvia Vieira, gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento da Votorantim Cimentos
17h00 às 17h45 – Arena Principal Congresso Brasileiro de Cimento
Mesa-redonda: Presidentes da indústria do cimento debaterão os principais temas do setor
Participação de Álvaro Lorenz, diretor Global de Sustentabilidade, Relações Institucionais, Desenvolvimento de Produto, Engenharia e Energia da Votorantim Cimentos
Local: Golden Hall WTC – Av. das Nações Unidas, 12551 – Brooklin Novo, São Paulo (SP)
Sobre a Votorantim Cimentos
A Votorantim Cimentos é uma empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis com mais de 13 mil empregados. O portfólio de materiais de construção vai além de cimentos e inclui concretos, argamassas e agregados. A companhia também atua nas áreas de insumos agrícolas, gestão de resíduos e coprocessamento. As unidades da Votorantim Cimentos estão estrategicamente próximas aos mais importantes mercados consumidores em crescimento e presente em nove países, além do Brasil: Argentina, Bolívia, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Luxemburgo, Marrocos, Turquia e Uruguai. Mais informações em www.votorantimcimentos.com.br
O Brasil deve avançar no setor de energia solar em 2025. Uma projeção da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) aponta que, este ano, o país deve adicionar 13,2 gigawatts de capacidade instalada. O volume corresponde a um salto de 25% em relação à atual marca de 51,5 gigawatts. Em 2024, foram adicionados 14,3 gigawatts à matriz energética.
Uma das companhias que têm contribuído para esse cenário é o Banco da Amazônia (BASA). Isso porque a instituição financeira também atua com financiamentos para energia renovável voltados tanto para empresas quanto para pessoas físicas.
O banco explica que esse tipo de sistema pode gerar uma economia de 98% na conta de luz. Para se ter uma ideia, um financiamento de uma instalação com custo de R$ 33.245,55 pode promover uma economia média mensal de R$ 550.50, ou seja, cerca de 91%.
Em uma das linhas – a FNO Energia Verde – o BASA atende pessoas físicas com até 100% do valor do projeto. Vale destacar que, nesse caso, o valor mínimo do financiamento é de R$ 10.000 e o máximo é de R$ 100.000. Já o prazo para pagamento é de até 8 anos, incluída a carência de até 6 meses.
A gerente de Desenvolvimento Sustentável do Banco da Amazônia, Samara Farias, explica que se trata de uma linha de crédito pela qual são oferecidos prazos e taxas de juros mais atrativos a pessoas físicas e jurídicas quem têm interesse em adotar fontes de geração de energia limpa.
“Essas iniciativas colaboram com a redução de custos de energia elétrica ao mesmo tempo que promovem o uso de fontes limpas e renováveis. Ao longo de 2024, o Banco já disponibilizou cerca de R$ 4,5 bilhões em recursos somente para o segmento empresarial e, em 2025, a expectativa é aumentar esse montante, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável da região”, destaca.
Sustentabilidade
Além de atender a projetos relacionados à instalação de energia solar, o Banco da Amazônia disponibiliza outros financiamentos voltados para questões sustentáveis. É o caso da linha FNO Amazônia Rural Verde. Esse formato tem como objetivo estimular o desenvolvimento sustentável, por meio da recuperação e conservação da biodiversidade, assim como mediante projetos agropecuários sustentáveis.
Com um custeio de até 2 anos, esse modelo disponibiliza investimento com prazo de até 5 anos, com 8 anos de carência. Nesse caso, as taxas de juros são anuais, a partir de 4,18% ao ano, levando em conta o porte do produtor.
De maneira geral, essa linha é destinada a produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas, populações tradicionais da Amazônia e pessoas jurídicas de direito privado do setor rural.
FNO Empresarial Verde
Dentro do contexto da sustentabilidade, o Banco da Amazônia também atende projetos relacionados a outras áreas, como turismo, saúde e educação. Nesse caso, a linha é a FNO Amazônia Empresarial.
O investimento conta com prazo de até 17 anos com até 4 anos de carência. Em relação à capital de giro, o prazo é de até 36 meses, com carência de até 12 meses.
Confira a lista de projetos atendidos
turismo verde
saúde, cultura e educação
ciência, tecnologia e inovação
obras ecológicas
geração de energia
transportes verdes
Infraestrutura
Outra linha de crédito ofertada pelo BASA tem o propósito de fomentar projetos de infraestrutura que emitem menos gases de efeito estufa: a FNO Amazônia Infraestrutura. A ideia é financiar iniciativas que incorporem soluções baseadas na natureza. Os projetos enquadrados nesse modelo dizem respeito às seguintes áreas:
saneamento básico
geração e armazenamento de energia renovável
transmissão e distribuição de energia
usinas de compostagem e/ou aterros sanitários sustentáveis
portos e aeroportos sustentáveis
sistemas de telefonia fixa ou móvel e banda larga em comunidades
Condições
As condições desse tipo de financiamento incluem prazos de até 24 anos com 8 anos de carência. As taxas de juros levadas em conta são as dos Fundos Constitucionais, diferenciadas por setor, porte e finalidade.
A nova hidrovia do Rio São Francisco vai possibilitar a retomada da navegação comercial de Pirapora, em Minas Gerais, até Petrolina, em Pernambuco. A operação de cargas pela hidrovia não é realizado no rio desde 2012, devido ao assoreamento de alguns trechos. Ao todo, a via navegável contará com 1.371 quilômetros de extensão. As informações foram disponibilizadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).
O Rio São Francisco dispõe de 2,8 mil quilômetros de extensão e banha 505 municípios brasileiros. As águas do Velho Chico – como é conhecido o canal – abastecem mais de 11 milhões de pessoas. A projeção é que a movimentação de cargas pelo rio alcance 5 milhões de toneladas no primeiro ano de retomada da navegação comercial.
A gestão da hidrovia passará a ser de responsabilidade da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) – autoridade portuária vinculada à Pasta. A expectativa é de que os estudos técnicos sejam iniciados ainda em junho de 2025. A companhia também deve iniciar os projetos para a concessão da nova hidrovia, juntamente com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
“Grandes grupos já manifestaram interesse em fazer essa operação hidroviária. Vamos trabalhar muito nos próximos meses para garantir a execução do projeto, que é fundamental para o fortalecimento da logística brasileira e para o desenvolvimento do país, sobretudo da Região Nordeste”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
O diretor do Departamento de Navegação e Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação do MPor, Otto Luiz Burlier, reforça que um comboio de embarcação hidroviária pode substituir até 1,2 mil caminhões na estrada, o que, segundo ele, contribuiu para a redução da emissão de CO₂ e o desgaste das rodovias.
“Um dos grandes benefícios da movimentação de cargas ou transporte por meio de hidrovias é que é muito mais sustentável do que, por exemplo, meio rodoviário. Cerca de 70% das cargas movimentadas no país são por meio rodoviário. Então, se a gente migrar para o hidroviário ou navegação de cabotagem, vamos reduzir a emissão de CO², além de aproveitarmos o potencial que temos no Brasil de vias navegáveis”, destaca.
Hidrovia do Rio São Francisco: Etapas do projeto
O projeto foi dividido em três etapas. Na primeira, as intervenções vão se concentrar em um trecho de 604 quilômetros navegáveis, entre Juazeiro e Petrolina, passando por Sobradinho (BA) e chegando a Ibotirama (BA). As cargas serão escoadas por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias, na Baía de Todos-os-Santos (BA).
A segunda fase inclui o trecho entre Ibotirama e os municípios baianos de Bom Jesus da Lapa e Cariacá, com 172 quilômetros navegáveis. Nessa área, haverá conexão, por meio da malha ferroviária, com os portos de Ilhéus (BA) e Aratu-Candeias.
Já a terceira etapa prevê a ampliação da hidrovia em mais 670 quilômetros, em um trecho que ligará Bom Jesus da Lapa e Cariacá a Pirapora (MG).
Hidrovia do Rio São Francisco: produtos transportados
De Petrolina (PE) a Pirapora (MG), devem ser transportados produtos como gesso, gipsita, drywal, calcário e gesso agrícola. Do município mineiro, esses itens serão levados para outros estados da região Sudeste. Esses produtos também terão como destino as divisas entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, área conhecida como MATOPIBA.
Em relação à mercadoria que sairá de Juazeiro e seguirá para Pirapora, o destaque é para açúcar e óleo. Já o sal, extraído no Rio Grande do Norte, será levado para Remanso (BA), onde, por meio da nova hidrovia, será destinado ao Sudeste.
Quanto ao café, o trajeto deverá ser o contrário. As cargas sairão de Pirapora em direção a Juazeiro e Petrolina, para abastecer o Nordeste.
Milho, soja, algodão, adubo e insumos agrícolas sairão via terrestre dos municípios baianos de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães rumo à Ibotirama. Seguirá, pela hidrovia, até Juazeiro, e depois pode ser escoado para o Porto de Aratu, em Salvador, por rodovia ou ferrovia.
Hidrovia do Rio São Francisco: Instalações portuárias
O projeto também prevê a construção de 17 Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte, os IP4. A ideia é que esses terminais sejam utilizados para o transporte de cargas e passageiros nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.
Do total, seis estão em fase de projeto e 11 em planejamento. A previsão é de que os editais para os IP4 de Petrolina e Juazeiro sejam apresentados em setembro, com início das obras em janeiro de 2026.
São Paulo (SP), 18 de junho de 2025 – No Brasil, segundo levantamento do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), existem atualmente 1.173.550 profissionais com registro ativo na área de engenharia, dos quais apenas 20% são mulheres, totalizando 236.950 profissionais.
Em 2014, a organização britânica Women’s Engineering Society (WES) instituiu o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, celebrado em 23 de junho. A data foi criada com o objetivo de dar visibilidade à atuação feminina em um setor ainda predominantemente masculino.
A Votorantim Cimentos, empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis, observa essa realidade com atenção e está comprometida em contribuir para uma transformação na trajetória de mulheres na engenharia. Atualmente, do total de profissionais registrados como engenheiros na Votorantim Cimentos no Brasil, 33% são mulheres que atuam em fábricas e escritórios corporativos. Nos últimos três anos (2022 a 2025), a empresa teve um aumento de seis pontos percentuais no número de mulheres engenheiras – em 2022, o índice era de 27%.
Entre as diferentes especialidades da profissão, a Engenharia de Minas chama a atenção pelo número ainda reduzido de profissionais: são 6.338 engenheiros registrados no Brasil, sendo apenas 1.273 mulheres, segundo o Confea. A formação também é limitada – de acordo com o Ministério da Educação (MEC), o país conta hoje com apenas 12 instituições que oferecem o curso de bacharelado nessa área. Duas jovens profissionais engenheiras de minas da Votorantim Cimentos, que atuam em diferentes regiões, compartilham suas trajetórias na área.
Beatriz Alexandra da Silva, 29 anos, é formada em Engenharia de Minas pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) no campus de Poços de Caldas (MG) e atua como supervisora de mina na em Salto de Pirapora (SP), responsável pela mina de calcário da unidade. Natural de Pouso Alegre (MG), Beatriz foi incentivada desde cedo pelo pai a investir nos estudos e conquistar sua independência. Concluiu o ensino médio integral em informática e, devido à facilidade natural com números, além da influência da irmã, que cursava Engenharia Química na Unifal, escolheu a mesma universidade para cursar Engenharia de Minas. Ainda na graduação, iniciou a carreira como estagiária e, posteriormente, como trainee. Em agosto de 2024, ingressou na Votorantim Cimentos para liderar a operação da mina de calcário na unidade de Salto de Pirapora (SP).
Beatriz Alexandra da Silva, engenheira de minas e supervisora de mina na Votorantim Cimentos, liderando operação na unidade de Salto de Pirapora (SP)
Beatriz continuou investindo em sua formação com cursos de Black Belt, Design Thinking e Gestão de Projetos na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP). Hoje, participa do programa Lidera VC, iniciativa voltada ao desenvolvimento de mulheres líderes. “O programa me ajuda a sair da rotina, refletir e trocar experiências com outras mulheres que vivem os mesmos desafios. Futuramente, vai me ajudar a refletir no que quero e como devo lidar com cada situação”, afirma.
Ela também reforça que sua vivência profissional na empresa não é limitada por estereótipos de gênero: “As dificuldades que enfrento no dia a dia não têm relação com o fato de eu ser mulher, e sim com os desafios técnicos da profissão. Me sinto respeitada por toda a equipe. Saber se posicionar é o mais importante”, diz Beatriz
A outra história de engenheira de minas está na fábrica de Primavera, no Pará. Helena Maria Alves Machado, 27 anos, teve sua primeira experiência na Votorantim Cimentos, em Sobral (CE), onde estagiou lidando com perfuração de rochas. Após o término da faculdade, em 2023, foi efetivada na empresa, assumindo o cargo de engenheira de minas pleno na fábrica de Primavera, no Pará.
A facilidade com cálculos contribuiu para a sua escolha de carreira. Vivenciou um ambiente majoritariamente masculino durante o curso de Engenharia de Minas na Universidade Federal do Ceará (UFC) em Crateús, sua cidade natal, mas acredita que mulheres precisam ocupar cada vez mais os espaços. “Quanto mais mulheres tiverem em cursos de engenharia ou outros ambientes masculinos, mais os homens vão se acostumar. Não podemos deixar de fazer um curso por conta de ser um ‘curso masculino’. Temos que enfrentar e seguir adiante”, afirma Helena.
Jornada de inclusão – A jornada de Diversidade e Inclusão da Votorantim Cimentos é um exemplo da constante evolução da companhia, além de um dos princípios de sua cultura organizacional, representada pelo Nosso Jeito VC. A empresa tem a meta de atingir 25% das posições de liderança ocupadas por mulheres globalmente até 2030 e encerrou 2024 com o percentual de 24,8%. A evolução foi de mais de quatro pontos percentuais desde 2020, quando esse índice era de 20,1%.
Entre as iniciativas da Votorantim Cimentos para acelerar a inclusão feminina e a inserção em posições de liderança está a Trilha de Capacitação Técnica de Mulheres, um programa de desenvolvimento para mulheres que atuam nas operações da companhia no Brasil desde posições iniciais, como aprendiz e estagiária, até o nível técnico e de liderança nas áreas de Manutenção, Mineração, Produção e Qualidade. Mais de 100 empregadas estão sendo capacitadas pela iniciativa no primeiro ciclo do programa, iniciado em 2024. Em 2024, a Votorantim Cimentos também iniciou uma trilha de conhecimento para Desenvolvimento para Mulheres Não Líderes chamado de Protagonismo e Autodesenvolvimento: mulheres construindo caminhos, que teve a participação de 860 mulheres ao longo do ano.
Já o Lidera VC é um programa para o desenvolvimento de mulheres líderes lançado em 2020. Mais de 250 mulheres já participaram do programa, que aborda diferentes temáticas a partir da perspectiva de gênero e inclusão, como estereótipos de gênero, negociação, liderança inclusiva, liderança estratégica e imagem profissional.
Os processos de recrutamento e seleção, principalmente de porta de entrada, também são exemplos de diversidade e inclusão. O Programa de Trainee 2025 da Votorantim Cimentos teve foco em áreas corporativas, como Recursos Humanos, Governança Corporativa, Logística, Marketing Estratégico, Suprimentos, Transformação Digital, Vendas & Marketing e Tecnologia da Informação (TI). Na nova turma iniciada em janeiro deste ano, dos sete participantes, seis são mulheres.
Sobre a Votorantim Cimentos
A Votorantim Cimentos é uma empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis com mais de 13 mil empregados. O portfólio de materiais de construção vai além de cimentos e inclui concretos, argamassas e agregados. A companhia também atua nas áreas de insumos agrícolas, gestão de resíduos e coprocessamento. As unidades da Votorantim Cimentos estão estrategicamente próximas aos mais importantes mercados consumidores em crescimento e presente em nove países, além do Brasil: Argentina, Bolívia, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Luxemburgo, Marrocos, Turquia e Uruguai. Mais informações em www.votorantimcimentos.com.br
A construção civil está passando por uma profunda transformação digital. Em um cenário cada vez mais exigente, marcado por prazos apertados, orçamentos rigorosos e necessidade de produtividade elevada, a adoção de tecnologias como os ERPs (Enterprise Resource Planning) deixou de ser diferencial para se tornar requisito básico para a sobrevivência e o crescimento sustentável das construtoras no Brasil.
Explore, a seguir, os principais tópicos deste conteúdo:
O que é um ERP para construção civil;
Quais os principais benefícios do ERP para empresas do setor;
Por que a maturidade organizacional influencia o sucesso da implantação;
Quais os fatores críticos para a adoção eficaz de um ERP em construtoras;
Resultados de um estudo que compara empresas com e sem ERP.
O que é um ERP na construção civil?
Um ERP (Enterprise Resource Planning) é um sistema de gestão integrado que centraliza, organiza e padroniza os processos de uma empresa. Em vez de cada setor operar isoladamente com planilhas ou softwares próprios, o ERP conecta todas as áreas — como engenharia, suprimentos, financeiro, contábil, RH, TI e comercial — numa única plataforma digital.
Para o setor da construção civil, que tradicionalmente operava de forma descentralizada, o ERP representa uma revolução. Ele permite o controle total de obras, orçamentos, compras, contratos, estoque, equipe, fluxo de caixa e até indicadores estratégicos em tempo real.
Por que usar ERP em construtoras é essencial?
Segundo um estudo da UTFPR, empresas da construção civil que adotam ERPs demonstram:
✅ Maior domínio tecnológico; ✅ Processos padronizados e automatizados; ✅ Indicadores claros de desempenho; ✅ Melhor capacidade de análise e decisão; ✅ Integração entre áreas com redução de retrabalho e desperdício; ✅ Crescimento sustentável e competitividade no mercado.
Além disso, o uso do ERP está diretamente ligado ao amadurecimento organizacional. Isso significa que construtoras que se organizam para adotar essa tecnologia tendem a melhorar não apenas seus processos operacionais, mas também a cultura, a visão estratégica e a governança corporativa.
Benefícios comprovados do ERP na construção civil
De acordo com autores como Sallaberry (2009) e Vieira (2006), os ERPs oferecem benefícios concretos para construtoras de todos os portes:
Integração de processos internos: todos os setores trabalham com a mesma base de dados;
Aumento da produtividade: tarefas automatizadas, fluxos otimizados, menos erros e retrabalho;
Redução de custos operacionais: por meio do controle de insumos, gestão de contratos e rastreabilidade;
Acesso em tempo real a dados gerenciais: maior assertividade nas decisões;
Controle completo das obras em qualquer fase: do orçamento à entrega do empreendimento;
Unificação da operação de diferentes obras ou filiais: gestão centralizada com padronização de processos.
Fluxograma do sistema ERP SIECON mostrando a integração entre os setores da construção civil como engenharia, suprimentos, financeiro e comercial
Fatores críticos de sucesso na implantação de ERPs
Implementar um ERP não é apenas um processo técnico. É uma mudança organizacional profunda. Segundo o estudo da UTFPR e diversas referências acadêmicas (Rodrigues, 2002; Gonçalves et al., 2003), os principais fatores que influenciam no sucesso da implantação em empresas de construção civil são:
Maturidade tecnológica da empresa;
Capacitação e treinamento das equipes;
Alinhamento da liderança com o projeto;
Comunicação interna eficaz;
Visão compartilhada e sistêmica entre todos os setores;
Planejamento de reengenharia de processos;
Apoio da alta gestão e liderança ativa.
Sem esses elementos, a implantação corre o risco de fracassar, gerar resistência interna ou não entregar os benefícios esperados.
Estudo: empresas com ERP x empresas sem ERP na construção civil
A pesquisa da UTFPR, baseada em métodos estatísticos robustos como o bootstrap não paramétrico e testes de hipótese T e F, avaliou 14 empresas do setor da construção civil.
O estudo concluiu que as empresas que utilizam sistemas ERP têm desempenho significativamente superior em indicadores como:
Nível de organização interna;
Agilidade e segurança nos processos;
Clareza na definição de metas e indicadores;
Tomada de decisão mais estratégica;
Aumento da produtividade e da competitividade.
ERP é para grandes empresas?
Esse é um mito. Hoje, existem ERPs para construtoras de todos os portes, desde startups de engenharia até grandes incorporadoras. As soluções podem ser modulares, com implantação em etapas e escalabilidade conforme o crescimento da empresa. Além disso, com a popularização dos ERPs em nuvem, o custo de aquisição, suporte e infraestrutura foi drasticamente reduzido, viabilizando o acesso para pequenas e médias construtoras.
Conclusão: sua construtora está pronta para dar o próximo passo?
O ERP é mais do que um software: é uma mudança estratégica na forma como sua empresa enxerga e executa a gestão. Ao adotar um sistema de gestão integrado, sua construtora deixa de operar no improviso e passa a caminhar com clareza, controle e confiança.
🔍 Quer saber qual ERP é ideal para sua empresa? Avalie seu nível de maturidade organizacional, sua estrutura interna e procure soluções especializadas no setor da construção civil.
A transformação começa com um clique. O mercado não vai esperar.
O setor da construção civil tem visto uma crescente adoção de sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) para integrar processos, otimizar recursos e garantir maior controle das obras. Com tantas opções no mercado, fica a dúvida: como identificar o ERP ideal para sua empresa?
Muitos sistemas são genéricos e atendem a vários setores, exigindo adaptações que podem consumir tempo e recursos. Outros são desenvolvidos especificamente para construção civil, oferecendo funcionalidades direcionadas para as particularidades da área, como controle de estoque de insumos, planejamento de obras, gestão financeira e fluxo de aprovação.
É fundamental avaliar soluções que tenham módulos integrados, garantindo que áreas como engenharia, suprimentos, financeiro e comercial trabalhem de forma sincronizada, evitando retrabalhos e falhas na comunicação.
Outro ponto importante é a flexibilidade na implantação: opções em nuvem, servidores locais e aplicativos móveis tornam o acesso e a operação do sistema mais práticos e adaptados às rotinas de campo e escritório.
Além disso, o suporte especializado, consultoria gratuita na implantação e garantias reais de retorno do investimento fazem toda a diferença para o sucesso do projeto e para que a empresa possa extrair o máximo benefício da ferramenta.
Estávamos usando um ERP voltado para a construção civil, mas que apresentava muitas falhas na parte de suporte. Quando migramos para o Siecon, percebemos que eles realmente atuam no segmento da construção civil há anos, oferecendo a qualidade que esperávamos — um suporte altamente técnico e qualificado, que realmente entende nossas necessidades.
Por que um ERP especializado faz toda a diferença na construção civil?
No universo das soluções para gestão da construção civil, é fundamental que o ERP apresente alta aderência às especificidades do setor, evitando adaptações extensas que podem comprometer prazos e aumentar custos. Sistemas que oferecem modularidade e integração nativa entre seus módulos garantem maior fluidez e consistência nos processos, eliminando redundâncias e desconexões entre áreas essenciais como engenharia, suprimentos, financeiro e comercial.
A flexibilidade na infraestrutura tecnológica também se mostra essencial: a possibilidade de implantação via nuvem, servidores locais e aplicativos móveis garante o acesso e o controle das operações em diferentes contextos e dispositivos, alinhando-se à realidade dinâmica das obras modernas.
Outro ponto decisivo está no suporte durante a implementação. Consultorias técnicas especializadas, especialmente quando oferecidas como parte do serviço, reduzem riscos e asseguram que o ERP esteja verdadeiramente alinhado aos processos internos da construtora, potencializando os resultados.
Além disso, práticas inovadoras de customização coletiva — em que melhorias feitas para um cliente são incorporadas para toda a base — promovem uma evolução contínua da plataforma e o compartilhamento de melhores práticas no setor.
Um dos sistemas que exemplifica essa abordagem é o SIECON, desenvolvido pela POLIVIEW TECNOLOGIA S.A, uma boutique de software que atua junto a construtoras engajadas em resultados eficientes e que compreendem o verdadeiro papel de um ERP. Mais do que informatizar processos, o SIECON impulsiona uma mudança cultural essencial para o crescimento sustentável das organizações.
Reconhecido pelo mercado como uma referência consolidada em soluções ERP para a construção civil, o SIECON é frequentemente citado em trabalhos científicos que abordam a gestão tecnológica no setor. Desde sua fundação em 1986, conta com uma carteira sólida de clientes, composta por construtoras que acompanham sua evolução e recomendam sua aplicação por sua aderência e qualidade.
Durante muito tempo, a construção civil foi considerada um dos setores mais resistentes à inovação. Mas nos últimos anos — especialmente após a pandemia — esse cenário começou a mudar rapidamente.
A digitalização se tornou prioridade. Ferramentas como BIM, drones, sensores IoT, e principalmente sistemas de gestão em nuvem, deixaram de ser tendência para virar necessidade no canteiro de obras. Hoje, a obra conectada em tempo real é o novo normal.
E a pergunta que fica é: sua empresa já entrou nessa nova era?
A nuvem chegou para ficar
Com a adoção de soluções baseadas em nuvem, como o SIECON CLOUD, engenheiros, gestores e diretores conseguem:
Acessar informações da obra de qualquer lugar e dispositivo;
Acompanhar aprovações, requisições e relatórios financeiros em tempo real;
Reduzir retrabalho e aumentar a produtividade com dados atualizados e centralizados;
Tomar decisões mais rápidas e assertivas com base em dashboards e KPIs.
Além disso, aplicativos móveis ampliam ainda mais esse controle, permitindo que cada ponta da operação (inclusive quem está no campo) participe do processo de forma integrada.
O futuro da obra já começou
Empresas que adotaram esse modelo digital relatam maior controle, redução de erros, economia de tempo e aumento na transparência entre os setores.
Na prática, a digitalização está transformando a construção civil em um setor mais eficiente, competitivo e conectado com as demandas do mundo moderno.
Se você atua na engenharia, arquitetura, administração de obras ou incorporação, e quer entender melhor como a tecnologia pode alavancar seus resultados, o momento de agir é agora.
👉 Acesse o site do SIECON e conheça cases, soluções e ferramentas como o SIECON CLOUD, o ERP com o DNA da construção civil.
Um estudo da UTFPR analisou o impacto da implantação de ERPs em empresas do setor da construção civil e trouxe insights valiosos para engenheiros e gestores do ramo.
Principais conclusões:
A implementação do ERP é, antes de tudo, uma transformação organizacional, que exige adaptação da cultura, dos processos e das pessoas.
Construtoras que adotam ERP apresentam maior maturidade organizacional — isto é, desenvolvem visão estratégica, integração entre áreas, melhores práticas de gestão de recursos humanos, finanças e TI.
Quanto ao impacto nos processos, os ganhos são visíveis principalmente na integração operacional — com fluxo mais rápido, menos retrabalho e foco no que realmente importa .
Por que isso importa para engenheiros civis?
O ERP deixa de ser apenas um software e se torna parte da estratégia de gestão, apoiando obras desde o planejamento até a entrega.
A maturidade organizacional está diretamente ligada à capacidade de implementar o sistema com sucesso — gerenciar pessoas, treinar equipes e consolidar processos.
Integrar áreas (obra, suprimentos, financeiro, TI) significa ter dados consistentes, confiáveis e acessíveis para tomada de decisões em tempo real.
🔧 Dicas práticas para o sucesso na implantação:
Avalie a maturidade da organização antes de iniciar o projeto.
Envolva equipes multidisciplinares — projeto, obras, administração e TI.
Planeje etapas claras: implantação, treinamento e integração por módulo.
Use relatórios e indicadores para medir evolução e identificar gargalos.
Com base nesses insights, convidamos todos os engenheiros civis a refletirem: sua gestão está preparada para tirar o máximo proveito de um ERP? Está alinhada com as melhores práticas de organização e integração?
Os investimentos privados devem representar 72,2% do total previsto para infraestrutura no Brasil até o fim de 2025, somando R$ 277,9 bilhões. Os setores de energia, transportes e saneamento concentram os maiores aportes, segundo estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta sexta-feira (13), com dados da consultoria Inter.B.
No ano passado, o capital privado foi responsável por 70,5% dos R$ 266,8 bilhões investidos no setor. Desde 2019, a participação privada se mantém acima de 70%. Os dados evidenciam um padrão histórico de baixos investimentos em infraestrutura no país — cerca de 2% do PIB ao ano. “Em algumas atividades, o país investe menos do que o necessário para suprir a própria depreciação desses ativos”, afirma Ramon Cunha, especialista em infraestrutura da CNI.
“Isso reflete, na prática, em estradas com conservação inadequada, instabilidade em termos de fornecimento de energia e serviços de telecomunicação e ainda precariedades no abastecimento de água e tratamento de esgoto”, explica Cunha.
Setores com maior investimento
O setor elétrico liderou os investimentos em 2024, com R$ 112,8 bilhões. Em seguida vieram transportes (R$ 84,6 bilhões), saneamento (R$ 41,1 bilhões) e telecomunicações (R$ 28,3 bilhões). Ao todo, os aportes representaram 2,27% do PIB em 2024 — avanço de 0,24 ponto percentual em relação ao início do período 2021–2024. Para este ano, a projeção é de 2,21% do PIB.
Cunha ressalta que “dispor de condições adequadas de infraestrutura é fundamental para a melhoria do bem-estar das famílias e para a redução dos custos no processo produtivo, consequentemente, para um crescimento e desenvolvimento econômico sustentável.”
Investimentos públicos x privados
Segundo o especialista, desde a década de 1990, os investimentos privados têm crescido de forma contínua, consolidando sua predominância. “O que a gente pode perceber é que isso tende a continuar em patamares elevados, sobretudo porque tivemos a consolidação de marcos regulatórios importantes — em termos de aprovação e regulamentação — e cada vez mais a gente percebe um comprometimento dos recursos públicos em despesas discricionárias”, avalia Cunha.
Para o economista e pesquisador da Unicamp, Sillas Sousa, investimentos públicos e privados têm naturezas distintas.
“Enquanto uma empresa quer explorar uma determinada riqueza, ela vai criar a situação que permita tão somente essa exploração, o setor público, ao fazer o mesmo investimento, ele tem um outro compromisso, que é o compromisso do desenvolvimento social.”
Segundo Sousa, o poder público pode ampliar o impacto social ao financiar diretamente empreendimentos privados, garantindo que o retorno do investimento alcance um número maior de pessoas.
Medidas para destravar a infraestrutura
Apesar do aumento nos aportes, o setor de infraestrutura enfrenta desafios que comprometem sua expansão. Entraves regulatórios, lentidão no licenciamento ambiental e custo elevado do crédito seguem dificultando o avanço dos projetos.
A CNI apresentou oito propostas para modernizar a infraestrutura brasileira. Entre as medidas, estão: ampliar a governança dos investimentos, garantir segurança jurídica, fortalecer a atuação das agências reguladoras e ampliar o papel do BNDES no financiamento de projetos sustentáveis. A meta é elevar os investimentos no setor para o equivalente a 4% do PIB.
O economista Sillas Sousa destaca que o investimento público precisa crescer para garantir que os esforços sociais do governo tenham continuidade. “O setor público precisa aumentar esse investimento, para que todo o investimento social que o governo alega fazer — e defende como pauta principal do mandato — não se perca no tempo, se você não tiver uma infraestrutura que assegure a continuidade disso para as próximas gerações.” Para ele, “essa segurança se faz com investimento em infraestrutura.”