Começa a campanha de prevenção a acidentes com máquinas e equipamentos por SECONCI-SP

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A campanha de Saúde e Segurança do Trabalho do Seconci-SP deste ano, “Falha Zero: Máquinas e Equipamentos”, começou em 21 de maio e percorrerá todo o Estado de São Paulo. A exemplo das campanhas dos anos anteriores – Choque Zero e Queda Zero –, serão realizadas palestras nas Unidades da entidade na Capital e no Interior, desta vez visando à prevenção de acidentes na operação e na manutenção de máquinas, equipamentos e ferramentas nos canteiros de obras.

Maristela Honda, presidente do Seconci-SP, destaca que “a campanha visa capacitar e orientar os profissionais que atuam na construção, para que posteriormente os conceitos possam ser replicados nas obras a fim de prevenir acidentes”.

José Bassili, gerente de SESMT Corporativo do Seconci-SP, e Gianfranco Pampalon, assessor de Segurança do Trabalho da entidade, destacam que a falta de conscientização sobre todos os cuidados em locação, uso e manutenção desses equipamentos tem ocasionado acidentes perfeitamente evitáveis. “Entretanto, o tema é muito amplo e requer das empresas e dos trabalhadores uma atenção redobrada, principalmente a adoção de uma série de providências, o que será amplamente detalhado nas palestras”, afirmam.

Bassili informa que neste ano as palestras serão abertas não apenas a trabalhadores, encarregados, técnicos e engenheiros de segurança das construtoras, mas a qualquer colaborador de empresas que utilizem máquinas e equipamentos em seu processo de produção. Todos os profissionais que assistirem às palestras receberão certificados de participação. As inscrições podem ser feitas diretamente nas Regionais do Seconci-SP.

O cronograma de palestras da campanha é o seguinte:

  • 21/5, das 15h às 17h – São José do Rio Preto – Sala de Treinamento do Seconci-SP
  • 22/5, das 15h às 17h, em Bauru, no auditório da Assenag
  • 11/6, das 15h às 17h, em Campinas, na sala de treinamento do Seconci-SP
  • 26/6, das 15h às 17h, em Piracicaba, no auditório do Simespi
  • 2/7, das 10h às 12h, em Santo André, no auditório local do Senai
  • 23/7, das 10h às 12h, em Mogi das Cruzes, no auditório do Crea-SP
  • 23/7, das 15h30 às 17h, em São José dos Campos, na sala de treinamento ou na Aconvap
  • 6/8, das 15h às 17h, em Santos, no auditório da Assecob
  • 27/8, das 15h às 17h, em Ribeirão Preto, na sala de treinamento do Seconci-SP
  • 3/9, das 15h às 17h, em Sorocaba, em local a ser definido.
  • 17/9, horário a definir, em São Paulo, no Teatro Seconci-SP.

Tecnologia, processos e eficiência: como a Construdaher estruturou sua gestão com ERP para Construção Civil

No setor da construção civil, cada erro custa caro — e cada acerto consolida um padrão. Foi com essa visão que a Construdaher Construções, empresa com sólida atuação no estado de São Paulo, estruturou seus processos de gestão ao longo dos anos com apoio do SIECON, ERP especializado para o setor.

Em entrevista ao time do SIECON, o administrador da Construdaher, Eduardo Chaguri, que também atua como diretor da Incorpodaher Empreendimentos, compartilhou como a tecnologia foi essencial para garantir organização, integração entre áreas e conformidade com os padrões da ISO 9001.

Processos alinhados à ISO, desde a requisição

“Hoje estamos com a ISO, e ela cobra muito essa parte de processo. Isso é super importante — começar tudo certo, desde a requisição”, comentou Eduardo durante a gravação do depoimento institucional.

Projeto de Saneamento na cidade de Caconde realizado pela Construdaher. Fonte: construdaher.com.br

Segundo ele, é comum no setor ver requisições e cotações sendo feitas via mensagens de WhatsApp ou controles paralelos. Na Construdaher, essa prática foi substituída de forma definitiva pela requisição dentro do SIECON, que permite centralizar os pedidos de materiais e serviços de forma padronizada, segura e com histórico automatizado.

Eficiência prática no dia a dia

A adoção do ERP trouxe ganhos claros na integração entre os setores de obra, suprimentos, financeiro e engenharia, com comunicação fluida entre canteiro e escritório. Isso garante mais controle, mais agilidade na tomada de decisão e menos retrabalho.

“Hoje a gente cobra a equipe quando pedem algo fora do sistema. O certo é fazer no SIECON. Assim, tudo fica registrado, segue o processo e atende o padrão exigido pela ISO.”

Desassoreamento e Limpeza do Canal Pinheiros Fonte: construdaher.com.br

Mais de 15 anos com o SIECON

A parceria entre a Construdaher e a Poliview, desenvolvedora do SIECON, já dura mais de 15 anos. Ao longo desse tempo, a empresa acompanhou a evolução da ferramenta e aprofundou seu uso, tirando proveito real das funcionalidades disponíveis.

“Sabemos que nem sempre conseguimos usar 100% do sistema, mas aqui utilizamos o máximo possível. Faz diferença no resultado final”, finaliza Eduardo.

Sobre o SIECON

O SIECON é um ERP desenvolvido exclusivamente para a construção civil, incorporadoras e empresas de engenharia. Com mais de 12 módulos principais, a ferramenta cobre todas as etapas da operação: engenharia, suprimentos, financeiro, comercial, planejamento, CRM, e muito mais. Seu foco está em conectar obra e escritório, garantindo produtividade, controle e segurança nas decisões.

Para saber mais: www.siecon.com.br e www.construdaher.com.br

Procurando uma planilha de orçamento de obra? Talvez você encontre algo ainda mais útil

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Ferramenta ainda popular entre pequenas construtoras, a planilha de orçamento pode ajudar nos primeiros passos da gestão de custos, mas apresenta sérias limitações conforme o volume de obras cresce.

Em meio a tantos desafios na construção civil, a organização financeira segue sendo uma das maiores dores dos gestores. Para quem está começando, uma planilha gratuita de orçamento de obra parece ser a solução ideal: simples, acessível e adaptável.

Esse tipo de ferramenta, amplamente procurada por pequenas e médias construtoras, ajuda a estimar custos, prever materiais e distribuir melhor os recursos. A proposta é clara: evitar o desperdício e manter os gastos sob controle. Porém, especialistas alertam que esse recurso, por mais útil que seja no início, não acompanha o ritmo de crescimento do setor.

“A planilha te ajuda a começar. Mas quando a obra cresce, ou quando se lida com várias obras simultaneamente, ela se torna frágil”, comenta um consultor do setor.

Estudos recentes mostram que o desvio entre o orçamento previsto e o custo real de uma obra pode ultrapassar 20%mais precisamente, 21,7%, segundo levantamento da Deloitte junto a construtoras brasileiras. O dado acende um alerta para empresas que ainda baseiam seu planejamento em arquivos isolados e sem integração com outras áreas do negócio.


As limitações que os gestores enfrentam

O uso de planilhas impõe desafios importantes:

  • Falta de integração entre orçamento, compras e financeiro
  • Perda de versões e retrabalho por falta de controle centralizado
  • Dificuldade em manter históricos e analisar desvios
  • Falta de rastreabilidade em alterações e tomada de decisões

Em muitas empresas, as planilhas acabam funcionando como “ilhas” de informação, dificultando a fluidez dos dados e comprometendo a precisão do planejamento.


A busca por soluções mais profissionais

A necessidade de uma gestão mais integrada tem levado muitas empresas a adotarem sistemas especializados (ERPs) que conectam o orçamento às demais áreas da empresa. Um exemplo é o SIECON, que integra o orçamento com módulos de suprimentos, financeiro e engenharia. Isso traz mais eficiência para o processo, ao contrário das planilhas isoladas, que podem gerar falhas e inconsistências nos números..

Com ele, é possível:

  • Criar versões diferentes de orçamento para o mesmo empreendimento
  • Reutilizar composições e insumos com segurança
  • Gerar históricos e relatórios de forma automática
  • Garantir que a informação flua entre todas as áreas envolvidas

Além disso, o sistema permite o detalhamento por blocos, fases ou unidades construtivas — facilitando a análise e o planejamento de obras mais complexas.


Planilha ou ERP? O que muda na prática

A comparação entre a planilha e um sistema de gestão revela uma mudança importante: enquanto a primeira ajuda a começar, o segundo ajuda a crescer com segurança.

É comum que empresas que inicialmente se apoiam em planilhas acabem buscando um ERP à medida que ganham maturidade, multiplicam os empreendimentos e precisam tomar decisões com base em dados confiáveis.


O que o mercado está dizendo

Diversas construtoras que passaram pela transição relatam ganhos em controle, produtividade e confiabilidade. A credibilidade diante de clientes, parceiros e investidores também aumenta — afinal, processos organizados e rastreáveis transmitem profissionalismo e segurança.

Para quem ainda está começando, a planilha gratuita pode ser um bom primeiro passo. Mas a reflexão é inevitável: até quando ela será suficiente?

Tendências da construção civil para 2025 apontam caminho para inovação, sustentabilidade e eficiência

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O setor da construção civil está atento às transformações tecnológicas e às novas demandas do mercado. Em um cenário em que modernização e responsabilidade ambiental caminham lado a lado, identificar as tendências do momento é essencial para manter a competitividade, otimizar processos e valorizar os empreendimentos.

A seguir, o Constru360° destaca quatro das principais tendências que devem ganhar ainda mais força ao longo do ano:

1. Construção sustentável e tecnologias verdes

A sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma exigência global. Na construção civil, isso se reflete na escolha de materiais menos agressivos ao meio ambiente, como a madeira de reflorestamento, e na adoção de soluções como painéis solares e sistemas de reaproveitamento de água.

Essas práticas não apenas reduzem o impacto ambiental, como também podem ajudar empresas a conquistarem certificações e atenderem às diretrizes ESG, consolidando uma imagem mais responsável no mercado.

2. Modelagem da Informação da Construção (BIM)

O uso de dados como ferramenta de planejamento e controle é uma realidade em diversos setores. Na construção civil, o BIM (Building Information Modeling) viabiliza a modelagem completa dos processos ao longo do ciclo de vida de um projeto, permitindo simulações, ajustes e maior precisão na execução.

Com a integração de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial e Machine Learning, o BIM amplia ainda mais sua capacidade de prever falhas, automatizar rotinas e contribuir para a manutenção inteligente das edificações.

3. Novos materiais e soluções tecnológicas

A inovação no desenvolvimento de materiais segue em ritmo acelerado. A impressão 3D, por exemplo, ganha espaço por permitir personalização, agilidade e economia em projetos complexos. a nanotecnologia vem sendo empregada para melhorar propriedades físicas e químicas de superfícies e estruturas — com revestimentos autolimpantes, autorreparadores e maior resistência.

Esses avanços, além de tornarem as construções mais duráveis e eficientes, também pavimentam o caminho para o conceito de cidades inteligentes, que integram tecnologia, mobilidade e bem-estar.

4. Construção modular e pré-fabricada

A busca por velocidade e eficiência tem impulsionado o uso de soluções como a construção modular e a pré-fabricação. Ambas envolvem a produção de componentes fora do canteiro de obras, com montagem posterior no local, o que reduz prazos, desperdícios e custos operacionais.

Além da agilidade, o processo em ambientes controlados garante maior qualidade às peças estruturais, como vigas, painéis e lajes, ampliando a segurança e a durabilidade das construções. Essas abordagens têm sido cada vez mais utilizadas em empreendimentos de grande escala e se mostram eficazes também na adaptação de espaços em reformas ou construções voltadas ao modelo híbrido de moradia e trabalho.


Tecnologia, economia e sustentabilidade se consolidam, assim, como os principais pilares transformadores da construção civil. Empresas que investirem nessas diretrizes estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do setor, atender às exigências do consumidor moderno e impulsionar a valorização de seus projetos.

Túnel Santos-Guarujá: tecnologia de túnel submerso europeu será replicada em megaprojeto no litoral paulista

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Durante visita oficial à Dinamarca nesta quinta-feira (24), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, esteve no canteiro de obras do Túnel Fehmarnbelt — o maior túnel submerso em construção no mundo, que ligará a Dinamarca à Alemanha. A estrutura, com 18,1 km de extensão, servirá como referência técnica e tecnológica para a construção do Túnel Santos-Guarujá, no litoral de São Paulo.

De acordo com o ministro, o modelo dinamarquês será adaptado à realidade brasileira e trará avanços significativos para a mobilidade urbana da região da Baixada Santista. A visita faz parte de uma agenda internacional de Costa Filho, que busca atrair capital estrangeiro para projetos de infraestrutura no Brasil.

Em compromissos anteriores, Silvio Costa Filho já esteve com investidores portugueses e representantes de empresas do setor portuário da Holanda. Após conhecer o túnel europeu, ele apresentou detalhes técnicos e comerciais do projeto brasileiro a possíveis parceiros internacionais.

“Além de podermos trocar experiências na área de infraestrutura, viemos discutir nossa carteira de concessões e as possibilidades de investimentos no Brasil. Isso é o que gera emprego, renda e melhora a qualidade de vida da população brasileira”, reforçou o ministro.

Também integrando a comitiva em visita à Europa, o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, comemorou a aprovação pelo Tribunal de Contas da União da modelagem da concessão do Canal de acesso do Porto de Paranaguá. Segundo Ávila, esta é a primeira concessão de uma leva de cinco que serão feitas pelo Ministério.

“É um momento ímpar, um momento extremamente importante pro setor, para o Ministério, até porque a concessão de Paranaguá — que é o segundo maior porto do país, segundo mais relevante da América Latina, ficando apenas atrás do do Porto de Santos — tendo o seu canal concedido, nós passamos a dar uma sinalização de longo prazo extremamente positiva para todo mercado, para todo setor produtivo e com isso a gente espera que a um reflexo não só na movimentação de cargas, mas também na atratividade dos nossos portos para o comércio exterior.”

Túnel Santos-Guarujá

O projeto do Túnel Santos-Guarujá, considerado a principal iniciativa do Novo PAC na área de mobilidade urbana, prevê um trecho total de 1,5 km, com 870 metros submersos. A estrutura contará com três faixas por sentido, incluindo espaço exclusivo para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de passagens destinadas a pedestres e ciclistas. A previsão é que a abertura das propostas para execução da obra ocorra em 1º de agosto, com um investimento estimado em R$ 6 bilhões, custeado em conjunto pelo governo federal e o estado de São Paulo.

Atualmente, mais de 21 mil veículos fazem a travessia diária entre Santos e Guarujá utilizando balsas e embarcações menores. A nova ligação deve desafogar esse fluxo e contribuir para o crescimento econômico do Porto de Santos e da região.

Empresas se movimentam diante das incertezas da reforma tributária

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Com a promulgação da Emenda Constitucional 132/2023 e a sanção parcial do PLP 68/2024, que deu os primeiros contornos à reforma tributária, cresce a apreensão entre empresas quanto à compensação de créditos e à administração de conflitos fiscais. O PLP 108/2024, que complementa a regulamentação do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), ainda está em discussão no Congresso, o que adiciona camadas de incerteza para o setor privado.

Diante do cenário indefinido, companhias têm procurado antecipar possíveis entraves legais. Escritórios especializados apontam aumento da demanda por estratégias para encerrar ou evitar litígios antes da migração para o novo sistema. Em 2026, começam as alíquotas-teste de IBS e CBS, e o modelo atual coexistirá com o novo até 2032. A mudança completa está prevista para 2033.

Créditos tributários sob tensão

A indefinição sobre como créditos acumulados de ICMS, PIS e Cofins serão compensados tem mobilizado empresas, especialmente exportadoras e indústrias. Ainda sem regulamentação clara, muitos negócios estão optando por usar ou até vender seus créditos com deságio, a fim de não perder valor no futuro.

A transição também poderá aumentar os custos operacionais das empresas, independentemente do porte. Valores que, para as empresas maiores, poderão ter impacto pequeno diluído no montante movimentado por elas, como explica o professor doutor em Direito Tributário, André Felix Ricotta de Oliveira.

“As multinacionais e as grandes empresas já estão se preocupando com a reforma que entrará, de fato, a partir de 2027. Estão se preparando para parametrizar sistemas, custo de produção, valor de mercadoria, questões de logística, pois é isso que vai mudar muito. As empresas vão ter que repensar toda a forma da sua operação.”

Impactos financeiros e operacionais

A adaptação ao novo sistema exigirá investimentos em qualificação e tecnologia. Pesquisa da Thomson Reuters aponta que 62% das empresas esperam aumento de custos na adaptação. A CNC estima que os gastos com consultorias e sistemas de gestão durante a transição variem de 0,5% a 2% do faturamento anual.

Para André Felix, os custos até 2033 podem impactar diretamente no orçamento das micro e pequenas empresas.

“O difícil dessa transição, também, já que haverá um período de praticamente seis anos com dois sistemas tributários em andamento, é que será necessário ter duas contabilidades, dois sistemas fiscais, como será possível repassar no preço das suas mercadorias e dos seus serviços, esses novos tributos — CBS e IBS”, pondera o especialista.

Empresas também têm revisado contratos com cláusulas de reajuste tributário, para se protegerem de variações na carga fiscal. No setor de tecnologia, já há esforços para redesenhar modelos de precificação e renegociar com fornecedores.

Riscos de litígios e sobrecarga institucional

A criação de dois novos tributos – IBS e CBS – com arrecadação compartilhada entre União, estados e municípios, pode gerar disputas entre entes federativos. Há receio de interpretações divergentes em instâncias administrativas diferentes, o que pode multiplicar os processos. Para evitar isso, está prevista a criação de um Comitê de Harmonização, mas o funcionamento ainda é incerto.

O doutor em direito, Caio Bartine, explica que as mudanças tributárias no Brasil vão além da reforma, “os tributos estão em constante movimento.”

“Então, para o exercício da atividade empresarial é fundamental esse acompanhamento. É importante também um investimento na capacitação da equipe – sobretudo a equipe que cuida diretamente da empresa — com as questões fiscais, contábeis e tributárias, com a finalidade de entender o impacto dessas novas regras sobre a carga tributária da empresa e, consequentemente, auxiliar na tomada de decisões que sejam estratégicas.”

Outro ponto sensível são as alíquotas: não está claro se serão fixas, variáveis por ente federado ou híbridas. Cada modelo tem potenciais desdobramentos, tanto políticos quanto operacionais.

Desafios de fiscalização e cultura do litígio

Com a nova estrutura, o IBS terá um Comitê Gestor, que também atuará como instância administrativa. A falta de definição clara sobre divisão de receitas pode provocar tensões, especialmente entre estados com diferentes capacidades de arrecadação – um problema já visto na aplicação da Lei Kandir.

Mesmo com a promessa de simplificação, há risco de aumento de complexidade para pequenas e médias empresas. A digitalização da fiscalização, com cruzamento de dados em tempo real, exigirá sistemas mais sofisticados – o que pode ser inviável para empresas de menor porte. Segundo o Sebrae, 70% das PMEs já têm dificuldade de cumprir as exigências atuais.

Apesar das expectativas de menor litigiosidade no longo prazo, advogados alertam que a reforma por si só não basta. É preciso fortalecer práticas alternativas de resolução de conflitos, como mediação e transação tributária. Como a reforma foi constitucional, muitos pontos ainda poderão ser definidos pelo STF, o que indica que o volume de disputas judiciais pode crescer antes de diminuir.

Crise de confiança e demanda fraca agravam cenário financeiro das pequenas indústrias, aponta CNI

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A situação financeira das pequenas indústrias brasileiras voltou a se deteriorar no primeiro trimestre de 2025, registrando o segundo recuo consecutivo. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice que avalia as condições financeiras — incluindo lucros operacionais e acesso ao crédito — caiu 1,6 ponto, passando de 42 para 40,6 pontos. A nova queda é o dobro da observada no trimestre anterior, que havia sido de 0,8 ponto.

Além das dificuldades financeiras, o desempenho operacional também sofreu retração nos três primeiros meses do ano. O indicador, que considera o volume de produção, o uso da capacidade instalada e a variação do número de empregados, passou de 44,7 para 44,3 pontos. Ambos os índices seguem abaixo da marca dos 50 pontos, limite que separa percepção positiva da negativa.

Redução no índice de confiança

A falta de confiança tem reforçado esse cenário. Em abril, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) para as pequenas empresas caiu pelo quinto mês consecutivo, de 46,5 para 45,6 pontos. Desde outubro de 2024, o indicador acumula perda de 6,4 pontos, demonstrando que o pessimismo tem se consolidado entre os empresários do setor.

Esse sentimento também é percebido nas expectativas futuras. O índice que mede a perspectiva dos pequenos negócios em relação ao seu próprio desempenho caiu para 47,7 pontos em abril — nível inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, que era de 49,2 pontos. O resultado reforça o clima de incerteza e apreensão com o futuro do setor.

Outro dado que chama atenção é a preocupação crescente com a demanda interna insuficiente. Entre as pequenas indústrias de transformação, 26,5% apontaram essa como uma das principais dificuldades no primeiro trimestre — anteriormente, o tema ocupava apenas a sexta posição no ranking. A carga tributária elevada continua liderando a lista, citada por 39% das empresas, seguida da escassez ou alto custo de matérias-primas (25,3%).

No segmento da construção civil, a principal queixa foi o custo elevado dos juros, mencionado por 39% dos entrevistados. Logo depois aparecem os altos tributos (29,7%) e, novamente, a falta de demanda interna (23,7%) — problema que saltou da nona para a terceira posição em apenas um trimestre.

A pesquisa da CNI reflete um cenário desafiador para os pequenos negócios industriais, que enfrentam simultaneamente queda de desempenho, dificuldades financeiras, pessimismo generalizado e demanda retraída. O conjunto de fatores pressiona o setor e acende um alerta para a necessidade de medidas que estimulem o consumo, reduzam o custo do crédito e promovam a retomada da confiança.

Construção Modular: Entenda Essa Tendência

A construção modular, também chamada de edificação modular, tem se tornado cada vez mais popular na área de construção civil. Entretanto, muitos profissionais ainda não conhecem o modelo ou apresentam ressalvas na sua utilização em seus projetos.

Neste texto, explicamos sobre o que é a edificação modular e quais as suas vantagens e desvantagens. Além disso, falamos sobre alguns materiais que podem ser utilizados em suas estruturas.

O que é construção modular?

A edificação modular é um método inovador na indústria da construção que envolve a fabricação de componentes pré-fabricados em ambiente controlado, para posterior montagem no local de construção. Esses módulos podem ser unidades habitacionais, escritórios, escolas ou até mesmo partes de uma estrutura maior.

Essas unidades pré-fabricadas são produzidas em fábricas especializadas, utilizando tecnologias avançadas e materiais para construção de alta qualidade. Isso resulta em maior precisão e consistência, minimizando erros durante a montagem.

Além disso, a construção modular é mais amigável ao meio ambiente, uma vez que reduz desperdícios de materiais e consome menos energia no local de construção. Essa abordagem inovadora tem ganhado destaque como uma solução eficiente e sustentável para atender às crescentes demandas por construção rápida e eficaz.

Quais são os tipos de construção modular?

Existem vários tipos de construção modular, cada um adaptado para atender a diferentes necessidades e aplicações. Conheça alguns deles a seguir:

Residencial

O primeiro tipo é a edificação modular residencial, que envolve a fabricação de módulos pré-fabricados para casas e edifícios residenciais. Eles podem variar em tamanho e complexidade, oferecendo uma alternativa eficiente para a construção convencional.

Comercial

Esse modelo se concentra em edifícios de escritórios, estabelecimentos comerciais e espaços públicos. Esses módulos são projetados para atender aos requisitos específicos de espaços corporativos e comerciais, proporcionando flexibilidade e rapidez na construção.

Industrial

A industrial é voltada para a produção de instalações industriais, fábricas e armazéns. Essas obras visam otimizar processos produtivos e logísticos, aproveitando sua eficiência para instalações de grande escala.

Quais as vantagens da construção modular?

A edificação modular apresenta diversas vantagens que a tornam uma escolha atraente e eficiente na indústria da construção. Em primeiro lugar, a rapidez na execução é notável. A fabricação das unidades pré-fabricadas ocorre em ambientes controlados, reduzindo significativamente o tempo de construção no local.

Além disso, oferece uma maior previsibilidade de custos. A produção em fábrica permite um melhor controle sobre os gastos, resultando em menos surpresas financeiras ao longo do processo construtivo.

A sustentabilidade é um terceiro ponto forte da construção modular. Ao minimizar o impacto ambiental por meio da redução de resíduos e otimização do uso de recursos, essa abordagem se alinha com as preocupações atuais em relação à responsabilidade ambiental de algumas das  normas da construção civil.

Quais as desvantagens da construção modular?

Apesar das vantagens, a edificação modular também apresenta algumas desvantagens a serem consideradas. Um desafio é a limitação em termos de design arquitetônico. A modularidade pode restringir a complexidade e originalidade nas formas estruturais, o que pode ser uma limitação estética para alguns projetos mais inovadores e personalizados.

A dependência da logística também é uma desvantagem. O transporte dos módulos pré-fabricados do local de fabricação até o local de construção pode envolver custos adicionais, especialmente para obras situadas em locais remotos.

Outro desafio é a resistência à mudança no setor da construção por parte de alguns profissionais. A edificação modular requer uma mentalidade e abordagem diferentes em comparação com os métodos convencionais, o que pode resultar em resistência por parte de profissionais e stakeholders.

Mesmo com esses pontos, a construção modular continua a evoluir, superando obstáculos e oferecendo soluções inovadoras para a indústria da construção.

Quais materiais podem ser usados nas construções modulares?

A versatilidade da construção modular permite a utilização de uma ampla variedade de materiais, proporcionando flexibilidade e adaptabilidade aos diferentes requisitos de projetos. Estruturas de aço são frequentemente empregadas devido à sua resistência, durabilidade e facilidade de montagem, características cruciais para a edificação modular.

No revestimento exterior, materiais como concreto pré-fabricado, painéis de fibrocimento, vidro e metais são escolhas frequentes, proporcionando uma variedade de estilos e características de isolamento térmico e acústico.

Essa diversidade de materiais oferece aos construtores modulares a capacidade de adaptar-se a diferentes contextos, atendendo a critérios estéticos, ambientais e estruturais, consolidando a construção modular como uma abordagem versátil e eficaz na indústria da construção.

Assim, conhecendo mais sobre a construção modular, você tem uma alternativa para deixar as suas obras mais ágeis e eficientes, além de aumentar o nível de satisfação com os seus clientes na área de construção civil, bem como a sua lucratividade.

Construir com dados: a nova inteligência da construção civil

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Por muito tempo, o mercado imobiliário brasileiro operou com margens altas e pouca pressão por eficiência. Era possível construir com desperdícios, retrabalhos e decisões baseadas na intuição — e, ainda assim, obter lucro.

Mas esse cenário mudou.

Desde 2018, com a entrada de novos players, margens mais apertadas e o avanço das tecnologias, a construção civil passou a entender que eficiência não é uma vantagem extra — é uma exigência básica. Incorporadoras e construtoras perceberam que só há crescimento sustentável quando se constrói com inteligência.

E inteligência, hoje, significa dados bem tratados e acessíveis.

É nesse contexto que entra o SIECON. Mais do que um ERP completo para a construção civil, o SIECON é a base para uma gestão orientada por dados, conectando canteiro, engenharia, suprimentos, financeiro e diretoria. Com rotinas organizadas, fluxos automatizados e dashboards de controle, o sistema transforma a operação em uma fonte estruturada de informações.

Mas informação por si só não basta. É preciso acessar, cruzar e interpretar os dados com velocidade e clareza.

Por isso, o SIECON via integraçã API se tornou peça-chave. Por meio da integração via API, empresas podem conectar o ERP a ferramentas de BI como o Power BI, automatizando a transferência de dados e criando painéis gerenciais totalmente personalizados.

Essa integração permite:

  • Conectar múltiplos empreendimentos em uma visão consolidada

  • Atualizar dados em tempo real com segurança e controle

  • Unificar indicadores financeiros, operacionais e estratégicos

  • Reduzir dependência de planilhas manuais e relatórios soltos

  • Criar uma cultura de decisão baseada em evidências

Se antes a visão de varejo — focada em controle, margem e dados — era ignorada, hoje ela é indispensável. Construir bem não é mais suficiente. É preciso construir certo, rápido e com inteligência desde o primeiro dia.

Empresas que usam o SIECON + Power BI via integração API saem na frente. Porque, mais do que ferramentas, o que elas têm nas mãos é o poder da informação como ativo estratégico.

Construção Civil Sustentável: Inovação e Responsabilidade Ambiental

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Com o avanço das preocupações ambientais, a construção civil se destaca como um setor que está cada vez mais alinhado às práticas de sustentabilidade. A adoção de materiais ecológicos tem transformado a forma de construir, não apenas reduzindo impactos ambientais, mas também trazendo inovações que atendem às exigências da sociedade moderna. A seguir, vamos explorar como esses materiais estão sendo aplicados em obras reais, ilustrando o impacto positivo dessas escolhas.

Exemplos de Obras Sustentáveis com Materiais Ecológicos

1. Telhados Verdes no Edifício Parque da Cidade – São Paulo

Um exemplo notável de inovação sustentável é o uso de telhados verdes no Edifício Parque da Cidade, em São Paulo. Este projeto utiliza vegetação em seus telhados, ajudando a melhorar a eficiência energética do prédio. Além de fornecer isolamento térmico, os telhados verdes ajudam a absorver CO₂, colaborando com a redução do efeito “ilha de calor” nas áreas urbanas. Esta solução não só aumenta a biodiversidade local, mas também promove uma gestão mais eficiente da água da chuva.

2. Concreto Reciclado no Complexo Empresarial EcoPark – Rio de Janeiro

O EcoPark, um complexo empresarial no Rio de Janeiro, é um exemplo de como o concreto reciclado pode ser incorporado de forma eficaz. Utilizando restos de demolições, o concreto reciclado ajuda a reduzir a demanda por novos materiais, diminuindo a necessidade de extração de recursos naturais e o consumo de energia. Esse tipo de concreto é tão durável quanto o tradicional, mas com um impacto ambiental significativamente menor.

3. Utilização de Madeira Certificada no Edifício Sustentável Ecológico – Curitiba

Em Curitiba, o Edifício Sustentável Ecológico é uma construção de ponta que adota a madeira de reflorestamento certificada. Ao usar apenas madeira proveniente de áreas de reflorestamento com certificação FSC, o projeto garante que sua construção não contribua para o desmatamento ilegal e promove o uso responsável dos recursos naturais. Este edifício é um exemplo claro de como a indústria pode adotar práticas de construção que respeitam o meio ambiente, sem comprometer a qualidade ou a estética da obra.

4. Uso de Tintas Ecológicas no Centro de Convenções Verde – Belo Horizonte

O Centro de Convenções Verde, em Belo Horizonte, é um exemplo de como a escolha de materiais pode impactar a saúde dos ocupantes de um edifício. Ao utilizar tintas à base de água e livres de compostos orgânicos voláteis (COVs), o centro promove ambientes internos mais saudáveis, melhorando a qualidade do ar. Além disso, o uso de pigmentos naturais contribui para a sustentabilidade, tornando a obra mais verde em todos os aspectos.

5. Tijolos Ecológicos no Conjunto Habitacional Solar das Palmeiras – Salvador

No Conjunto Habitacional Solar das Palmeiras, em Salvador, os tijolos ecológicos feitos de solo-cimento são usados para garantir uma construção mais sustentável e eficiente. Estes tijolos não necessitam de processos de queima, o que reduz significativamente o consumo de energia e as emissões de gases poluentes. Além disso, seu uso reduz a pegada de carbono da obra, alinhando-a com os objetivos de sustentabilidade da cidade.

O Impacto dos Materiais Ecológicos na Construção

Além de reduzir os impactos ambientais, a utilização de materiais ecológicos em obras oferece diversas vantagens tanto para os proprietários quanto para os usuários. Por exemplo:

  • Redução da Emissão de CO₂: Projetos como o EcoPark, que utilizam concreto reciclado, ajudam a minimizar a pegada de carbono das construções, essencial para combater as mudanças climáticas.

  • Valorização Imobiliária: Obras como o Edifício Sustentável Ecológico, que utilizam madeira de reflorestamento certificada, são mais valorizadas no mercado imobiliário, pois atraem consumidores conscientes que buscam sustentabilidade.

  • Eficiência Energética: O uso de telhados verdes, como no Edifício Parque da Cidade, proporciona economia de energia e melhora o conforto térmico do ambiente, reduzindo os custos operacionais dos edifícios.

  • Saúde e Bem-estar: O Centro de Convenções Verde, que adotou tintas ecológicas, mostra como materiais sustentáveis podem melhorar a qualidade do ar e o bem-estar dos ocupantes.

Como Incorporar Materiais Ecológicos em Seu Projeto

Para integrar esses materiais em seu próprio projeto de construção, é fundamental seguir alguns passos:

  1. Escolher Materiais Certificados: Ao selecionar fornecedores, verifique se os materiais possuem certificações como FSC para madeira ou rótulos ecológicos para tintas e outros produtos.

  2. Analisar o Ciclo de Vida dos Materiais: Avalie o impacto ambiental de cada material, considerando seu ciclo de vida, desde a extração até o descarte.

  3. Integrar Tecnologias Verdes: Além de escolher materiais ecológicos, combine-os com tecnologias verdes, como sistemas de captação de água da chuva ou painéis solares, para potencializar os benefícios sustentáveis.

  4. Planejar de Forma Sustentável: Defina metas claras de sustentabilidade para o seu projeto, como redução de energia e uso de materiais renováveis, para garantir que cada etapa da obra seja mais consciente e ecológica.

Conclusão: O Futuro Verde da Construção Civil

A adoção de materiais ecológicos na construção civil não é apenas uma tendência, mas uma necessidade urgente para o desenvolvimento sustentável. O uso de alternativas como concreto reciclado, madeira certificada, tintas ecológicas e telhados verdes demonstra que é possível construir de forma inovadora e responsável.

O futuro da construção será cada vez mais focado em práticas sustentáveis, não só pelo impacto ambiental positivo que elas geram, mas também pelos benefícios econômicos e de saúde que podem trazer. Ao seguir o exemplo de obras que já estão utilizando essas soluções, os profissionais da construção civil têm a oportunidade de liderar uma revolução verde, promovendo um mundo mais equilibrado e saudável.