MIDR busca investidores europeus para projetos de saneamento no Brasil

0

O primeiro dia da missão internacional do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional na Itália foi marcado por visitas técnicas e seminários voltados a soluções de financiamento, gestão de resíduos e tecnologias sustentáveis. A delegação brasileira busca modelos de estruturação de projetos e parcerias que possam impulsionar a viabilidade econômica e ampliar o acesso da população brasileira ao saneamento básico.

Na delegação do governo federal há representantes de outros órgãos, como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, a Codevasf, o Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, além de vereadores e deputados federais.

Em um ano estratégico para o novo marco do saneamento, o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, destacou que o intercâmbio proporciona novos conhecimentos sobre modelos de gestão.

“A oportunidade de a gente entrar no nível de detalhamento de quanto custa esse tipo de operação, de quais as tecnologias incorporadas, por exemplo, para a gente trabalhar, pode fazer sentido para a realidade deles. Eles vão ter, por exemplo, o mesmo espaço que a gente tem, eles têm distâncias muito mais curtas, eles têm já uma consolidação, eles já superaram desafios que hoje a gente ainda tem, por exemplo. Eles estão eliminando aterros. A gente ainda quer chegar no nível do aterro, a gente está com lixão. Então, assim, são estágios diferentes e tem uma coisa importante, que é justamente quanto que custa cada tecnologia para resolver o problema.”

No primeiro dia de atividades, a delegação visitou a Central de Compostagem Biofactory, em Bergamo, e participou de seminários promovidos por empresas líderes em soluções para biogás, biometano e coleta seletiva.

A agenda faz parte do Benchmarking Internacional Saneamento e Resíduos Itália – Portugal, programa que reúne instituições e empresas europeias para compartilhar experiências de sucesso na gestão de resíduos sólidos e saneamento ambiental. Para saber mais sobre as ações do governo federal em fundos e instrumentos financeiros, acesse mdr.http://gov.br.

Um ano das enchentes no RS: MIDR acompanha obras de reconstrução financiadas pelo governo federal

0

Um ano depois da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, a reconstrução avança. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Defesa Civil Nacional, retorna ao estado para acompanhar de perto as obras. Os recursos federais foram enviados desde os primeiros dias da tragédia para ações de assistência humanitária, restabelecimento e reconstrução e que representaram a esperança de milhares de famílias. A primeira visita ocorreu na ponte sobre o Arroio Forquetinha, na cidade de Canudos do Vale, localizada no Vale do Taquari.

Destruída em primeiro de maio, a estrutura foi reconstruída e inaugurada no último sábado, 26 de abril. A obra foi financiada com R$ 3,2 milhões da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A nova ponte restabeleceu o tráfego e simbolizou a superação da comunidade: os primeiros veículos a cruzá-la foram um carro da Brigada Militar, uma ambulância e um caminhão com uma banda, representando a proteção, a vida e a alegria.

O prefeito do município de Canudos do Vale, Maico Juarez Berghahn, pode enfim celebrar com a população essa importante entrega para a cidade:

“Essa ponte, para mim, é o coração de Canudos do Bairro. De uma forma modesta, soubemos ser resilientes e hoje ela pode ser, na minha opinião, um dos cartões-postais da nossa cidade. Ficou muito bonita.”

A Sedec aprovou  R$ 128,2  milhões em recursos para assistência humanitária, R$ 673,5 milhões para reestabelecimento de serviços essenciais, R$ 609,6 milhões para reconstrução de infraestrutura destruída e R$ 318 milhões estão ainda em análise. A coordenadora da proteção civil do município vizinho de Relvado, também no Vale do Taquari, Raquel Martini, destacou a importância do apoio federal para o reerguimento das cidades que ficaram 70% submersas. As enchentes isolaram a população com a destruição dos acessos e provocaram enormes prejuízos à agricultura, principal atividade econômica da região:

“Aqui o município é um município bastante agrícola, então tem bastante aviário, pocilgas e aí começou se instalar, não, não tinha como sair nem como entrar daqui. Nós tivemos 16 planos de trabalho na área dos restabelecimentos, desde tubulação, estradas, muro, gabião. Tivemos reforma do posto de saúde, das escolas, reforma de duas pontes. E os 16 que foram contemplados, até o último está em execução nesse mês, né, foi o mais tarde.”

Em São Vendelino, na Serra Gaúcha, a equipe da Defesa Civil Nacional acompanhou as obras de reconstrução da ponte que liga a RS-122 ao Bairro Piedade, também afetada pelas enchentes. A destruição dessa estrutura causou grande impacto ao transporte da população. A nova ponte está sendo reconstruída com recursos federais, com cerca de 40% das obras já concluídas. Ainda no município, foram visitadas ações de reestabelecimento, como a construção de contenções com muros de gabião na entrada da cidade, outros R$ 2,8 milhões investidos. De acordo com o coordenador de restabelecimento de serviços essenciais da Defesa Civil Nacional, Thiago Monico, os recursos têm sido fundamentais para a reconstrução das cidades atingidas:

“Para ações de reestabelecimento decorrentes de abril e maio de 2024, a Defesa Civil Nacional aprovou quase 700 mil reais em recursos do governo federal, a partir de 674 planos direcionados para ações que vão desde limpeza urbana, destinação final de resíduos, recomposição de bueiros, serviços de pavimentação em vias públicas, danos prediais em edificações públicas, dentre outras”.

Desde a assistência humanitária imediata até a reconstrução de infraestrutura e de moradias, as ações têm garantido dignidade e segurança para milhares de famílias afetadas. O Auxílio Reconstrução de  R$ 5.100 foi pago a 422 mil famílias gaúchas, totalizando um investimento de 2 bilhões e 150 milhões de reais. Clécio do Rosário, de 64 anos, vivia sozinho em uma casa no bairro de Navegantes. Após um acidente em 2022, ele perdeu o movimento de um dos braços, o que limitava ainda mais a sua mobilidade. Quando a enchente começou, Clécio resistiu:

“O colchão começou a andar, a cama andava dentro de casa e eu olhando. As pessoas vizinhas diziam, saia daí tiozinho, não vai parar essa chuva, vamos ali para a firma. Não, vai parar, vai baixar, mas não baixou. Quando veio a água foi tão forte que arrancou a porta. Aí os guris me tiraram de lá. “

Após a tragédia, Clécio foi um dos beneficiados pelo Auxílio Emergencial. Com o dinheiro, conseguiu comprar uma geladeira, uma máquina de lavar, colchão e cama.  Hoje, mora em uma casa em um local seguro. Foi um dos beneficiários da Compra Assistida.

O governo federal atua de forma integrada no atendimento habitacional às vítimas das enchentes. Um exemplo são as moradias. O MIDR é responsável por analisar as áreas atingidas, a partir de mapas, laudos e relatórios fotográficos enviados pelas prefeituras. A documentação é encaminhada ao Ministério das Cidades que, por sua vez, executa a oferta de casas às famílias identificadas pelos municípios. O atendimento é realizado por programas como o Minha Casa Minha Vida e a modalidade Compra Assistida, criada especialmente para situações de desastre. Foram aprovados 179 processos para reconstrução de 10 mil  unidades habitacionais, com 1.500 famílias já contempladas pela modalidade Compra Assistida.

Escassez de trabalhadores atrasa obras e aumenta os custos na construção civil

A falta de mão de obra qualificada na construção civil está provocando uma reação em cadeia: trabalhadores mais caros e empreendimentos também.

A habilidade com a madeira vem de 30 anos como carpinteiro.

“Eu amo essa profissão. Eu gosto de trabalhar e é minha sobrevivência. É o sustento que eu levo pra casa, pra minha família”, diz Francisco Pereira.

Mas ter um profissional como o Francisco é uma raridade hoje em dia na construção civil.

Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas aponta que 82% das empresas da construção estão com dificuldade de contratar novos trabalhadores.

“É muito normal faltar entre 20 e 30% de mão de obra em cada canteiro que a gente administra. Mão de obra é hoje o nosso grande gargalo”, afirma Sylvio Pinheiro, diretor da G+P Soluções.

Profissional com experiência então? Está mais difícil ainda de encontrar; 70% dos empresários dizem que não conseguem mão de obra qualificada.

“Eletricista, mestre de obra, pedreiros, a gente não tem mais encanadores, instaladores. Não tenho mais tão técnico como tinha antigamente”, enumera Sylvio.

E tudo o que está em falta custa mais caro – é a velha lei da oferta e da procura. Entre os itens que compõem o índice de inflação da construção civil, a mão de obra registrou a maior alta nos últimos 12 meses: 9,75%.

O custo de materiais, equipamentos e serviços também cresceu, mas em ritmo menor.

No local onde está sendo erguido um prédio de 20 andares, 70 funcionários trabalham na obra, mas o ideal seriam mais de 100. A construtora teve dificuldade para contratar mão de obra e, com menos gente trabalhando, o prazo de entrega da obra foi estendido. E quanto maior a demora, maior também o custo de cada um desses apartamentos.

De acordo com a pesquisa, 21% das empresas estão atrasando a entrega das obras e 18% já estão revendo os preços.

“A economia está aquecida de uma forma geral. Ou seja, todos os setores estão demandando mão de obra. Supermercado, o comércio de uma maneira geral e a construção formal. Uma pessoa física quer fazer uma pequena reforma vai se deparar com essa situação, com a falta de mão de obra. Então é uma questão que também vai afetar quem deseja produzir suas pequenas obras, suas pequenas reformas, porque está faltando mão de obra de uma maneira geral”, ressalta Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV/Ibre.

 

A pequena obra na casa da Rebeca e do Fernando se arrasta há dois meses por causa de um vazamento do ar condicionado. Encontrar um profissional experiente não saiu barato e o fim da obra agora depende da agenda do pedreiro, que anda cheia.

“Os bons profissionais estão sendo muito demandados e você tem que esperar por ele para fazer uma boa obra e fazer uma vez só”, diz o arquiteto Fernando Santos.

Concrete Show 2025 promete movimentar o setor da construção civil com inovações e negócios de alto impacto

0

A 16ª edição do Concrete Show South America já tem data confirmada: será realizada entre os dias 19 e 21 de agosto de 2025, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). Considerado o mais completo evento da cadeia construtiva do concreto da América Latina, o Concrete Show chega com força total, reunindo conteúdo técnico qualificado, networking e oportunidades de negócios em um ambiente que impulsiona toda a cadeia produtiva.

Com mais de 15 anos de tradição, o evento é referência no setor por apresentar inovações e tendências que já impactam os canteiros de obras em todo o país. A edição de 2025 contará com mais de 450 marcas nacionais e internacionais, sendo 50 estreantes, dispostas em mais de 32 mil m² de área de exposição.

Durante três dias, profissionais de mais de 30 países estarão reunidos em um espaço ideal para a troca de conhecimento, fechamento de negócios e prospecção de parcerias. O público é altamente qualificado, com presença expressiva de engenheiros, arquitetos, projetistas, gestores, CEOs, diretores, coordenadores, técnicos e consultores, além de estudantes e pesquisadores do setor.

Destaques do evento:

  • Inovações em edificações, infraestrutura, produção de concreto, obras rápidas e pré-fabricados;

  • Equipamentos e soluções para energia, mineração, logística, extração e construção pesada;

  • Oportunidade de contato direto com as principais construtoras e empreiteiras do Brasil;

  • Ambiente ideal para lançamentos, posicionamento de marca e fechamento de negócios com clientes novos e em negociação.

O Concrete Show 2025 é imperdível para quem busca atualização técnica, visibilidade no mercado e conexão com os grandes nomes do setor. As inscrições e informações adicionais estão disponíveis no site oficial do evento: www.concreteshow.com.br

Sinicon apresenta cinco propostas para alavancar infraestrutura

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), que reúne grandes e médias empreiteiras, divulgou nesta quinta-feira (27) uma agenda com cinco “prioridades estruturantes” para o avanço do setor.

O fio condutor das propostas é a tentativa de alavancar investimentos na infraestrutura, em um ambiente de segurança jurídica, com a modernização de marcos regulatórios e a retomada do financiamento à exportação de serviços de engenharia.“As cinco prioridades são interdependentes e complementares. Precisamos investir mais e melhor, criar um ambiente de negócios moderno, garantir linhas de crédito consistentes e atrativas, recuperar a política de exportação da engenharia nacional que já teve mais de 3% do mercado global e qualificar as pessoas que vão fazer tudo isso acontecer”, afirma o presidente do Sinicon, Claudio Medeiros.

Veja quais são as propostas:

  1. Aumentar os investimentos públicos em infraestrutura: atualmente, o Brasil investe pouco mais de 2% do PIB (cerca de R$ 260 bilhões) em infraestrutura. A meta é elevar esse volume a 4,5% do PIB, ampliando o estoque de capital de 36% para 60% do PIB até 2036;
  2. Aprimorar o ambiente de negócios: reforçar previsibilidade, segurança jurídica e marcos regulatórios modernos. A agenda legislativa do setor inclui propostas como a PEC 01/2021 (reinvestimento de outorgas), PLP 68/2024 (reforma tributária), PL 2159/2021 (licenciamento ambiental) e  PL 6139/2023 (concessões e PPPs);
  3. Assegurar melhorias na oferta de crédito para infraestrutura: criação de um fundo garantidor público da União para apoiar o financiamento de contratos de obras públicas e parcerias público-privadas. O setor defende a modernização de instrumentos financeiros como o FGI-BNDES e incentivos como a depreciação acelerada de máquinas e equipamentos;
  4. Retomar a política de crédito à exportação de bens e serviços: a engenharia brasileira já deteve mais de 3% do mercado internacional e hoje tem menos de 1%. Para recuperar esse espaço, a proposta é retomar políticas públicas de financiamento à exportação de bens e serviços. O setor apoia o PL 5719/2023, que autoriza o BNDES a constituir subsidiárias para esse fim, e se opõe à PEC 03/2023, que transfere ao Congresso a decisão sobre a liberação de recursos;
  5. Suprir capital humano e garantir empregabilidade: ações para valorizar a engenharia brasileira, atrair jovens para cursos superiores na área, ampliar a formação técnica e garantir políticas de capacitação, intermediação e requalificação profissional.

 

Minha Casa, Minha Vida é ampliado com nova faixa para a classe média e mudanças nas regras de financiamento

0

O governo federal anunciou a criação de uma nova faixa no programa Minha Casa, Minha Vida, destinada a famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. A chamada Faixa 4 foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e deve entrar em vigor na primeira quinzena de maio, com taxas de juros mais baixas do que as praticadas atualmente pelo mercado imobiliário.
A iniciativa amplia o escopo do programa habitacional, incluindo agora famílias de classe média que, até então, não tinham acesso aos benefícios do Minha Casa, Minha Vida. Os contratos poderão ser firmados com juros de 10% ao ano, prazo de pagamento de até 35 anos (420 meses) e sem subsídio governamental, ou seja, o valor total do imóvel será financiado integralmente pela família. Os imóveis devem ter valor máximo de R$ 500 mil.

Segundo o governo, a nova faixa tem potencial para beneficiar cerca de 120 mil famílias em um primeiro momento, representando um movimento estratégico de alcance social mais amplo — especialmente diante da aproximação das eleições presidenciais em 2026.

Além da criação da nova faixa, os limites de renda das faixas existentes também foram atualizados:

  • Faixa 1: passa de R$ 2.640 para R$ 2.850;

  • Faixa 2: sobe de R$ 4.400 para R$ 4.700;

  • Faixa 3: vai de R$ 8.000 para R$ 8.600.

Com as mudanças, o governo espera atender cerca de 100 mil novas famílias.

O Ministério das Cidades reforça que os valores de renda considerados não incluem benefícios como seguro-desemprego, auxílio-doença, BPC (Benefício de Prestação Continuada) e Bolsa Família. Aliás, quem recebe BPC ou Bolsa Família continuará tendo 100% de subsídio, ou seja, não pagará nada pelo imóvel.

Outra novidade é a atualização dos limites de valor dos imóveis que podem ser financiados em cidades com até 100 mil habitantes, com o teto subindo para R$ 210 mil a R$ 230 mil — um aumento de até 16%.

Além disso, famílias com renda de até R$ 4.700 mensais poderão adquirir imóveis de até R$ 350 mil (teto da Faixa 3), mesmo estando nas faixas de renda 1 e 2. Nesse caso, as condições do financiamento seguem as da Faixa 3, com juros entre 7,66% e 8,16% ao ano, e sem direito a desconto no valor do imóvel.

CBIC e SENAI lançam plano nacional para qualificar mão de obra na construção civil

Setor precisa preencher mais de 4,4 milhões de vagas até 2027 e ganha programa nacional de capacitação com foco prático, adaptado à realidade dos canteiros

O setor da construção civil deu um passo importante para enfrentar um dos seus principais desafios atuais: a escassez de mão de obra qualificada. Nesta sexta-feira (11), durante o Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC), realizado em São Paulo, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) lançaram oficialmente o Plano Nacional de Capacitação da Construção Civil.

A iniciativa é uma resposta direta à crescente demanda por profissionais capacitados, especialmente em um momento em que a construção figura como o segundo setor com maior projeção de geração de empregos no Brasil, segundo o Mapa do Trabalho Industrial do SENAI. A estimativa é de que mais de 4,4 milhões de vagas precisarão ser preenchidas até 2027.

Além de responder a essa necessidade, o plano visa aumentar a produtividade das obras com formações adaptadas à realidade dos canteiros e à demanda prática das empresas. De acordo com o superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Felipe Morgado, a proposta foi construída com foco em metodologias flexíveis, práticas e alinhadas com o dia a dia dos trabalhadores.

Solução concreta para um problema real

Durante o evento, o presidente da CBIC, Renato Correia, destacou que o plano representa um marco importante para o setor, ao reunir esforços concretos de diversas frentes para enfrentar uma dificuldade antiga: a falta de mão de obra qualificada. Segundo ele, a parceria com o SENAI abre espaço para transformar vidas e melhorar significativamente os índices de produtividade no setor.

Para o diretor-geral do SENAI Nacional, Gustavo Leal Sales Filho, a missão da instituição é justamente adaptar sua metodologia às necessidades reais das empresas e levar esse tipo de capacitação a todas as regiões do país, garantindo impacto positivo tanto para trabalhadores quanto para empregadores.

Formação de base e evolução profissional

A proposta oferece trilhas formativas que vão desde o nível inicial até cargos de maior responsabilidade, como mestres de obra. Um dos eixos principais, chamado “Aprendendo a Construir”, será desenvolvido diretamente nos canteiros de obras, respeitando o ritmo e o contexto de cada equipe, sempre com o envolvimento de lideranças do setor.

Segundo o diretor de Gente do Sinduscon-SP, David Fratel, a iniciativa surge em um momento estratégico, diante da escassez de mão de obra e da baixa atratividade da profissão. Ele acredita que o plano oferece um caminho real de crescimento profissional dentro das empresas.

Representando o Ministério do Trabalho e Emprego, Luciana Nakamura observou que a proposta está alinhada com as diretrizes da pasta voltadas à promoção de empregos formais, sustentáveis e de qualidade. Ela também reforçou o compromisso do governo em apoiar a aplicação do plano, sobretudo no mapeamento de públicos prioritários para a qualificação.

Compromisso institucional e mobilização nacional

Construído com o apoio de lideranças empresariais e técnicas, o plano representa um esforço coletivo para estruturar uma base sólida de formação profissional contínua. O vice-presidente de Relações Trabalhistas da CBIC, Ricardo Michelon, relembrou que a parceria com o SENAI nasceu de uma reunião direta e objetiva, que rapidamente evoluiu para um projeto com grande potencial de impacto no setor.

O lançamento ocorreu dentro da programação do ENIC 100, evento realizado pela CBIC em parceria com a RX | Feicon e apoio do Sistema Indústria. A iniciativa conta ainda com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, Governo Federal, Saint-Gobain, Sebrae Nacional, Mútua, entre outras instituições ligadas à cadeia produtiva da construção.

Com ações estruturadas, apoio técnico qualificado e articulação entre empresas, sindicatos e instituições, o Plano Nacional de Capacitação da Construção Civil inaugura um novo ciclo de qualificação, empregabilidade e valorização profissional — pilares indispensáveis para o futuro do setor no Brasil.

Cidades Verdes do Mundo: 34 municípios brasileiros fazem parte de seleta lista da ONU

0

A Organização das Nações Unidas (ONU) entregará a 34 municípios brasileiros o selo internacional de “Cidade Verde do Mundo”. O reconhecimento é entregue às cidades que adotam práticas eficazes para a valorização do papel das árvores em benefício da comunidade.  Na seleta lista está Cubatão (SP), que já foi considerada uma das mais poluídas do mundo no passado e na década de 80 era chamada de ‘Vale da Morte’.

Segundo a prefeitura de Cubatão (SP), diversas ações foram realizadas na cidade nos últimos anos que impactaram a escolha. Entre os destaques estão:

  • Plano Municipal de Arborização Urbana;
  • Compensações ecológicas com plantio de milhares de árvores nativas;
  • Projetos habitacionais desenvolvidos no município, como o da Vila Esperança, Vila dos Pescadores e da Ilha Caraguatá, com enfoque na recuperação de áreas verdes.

As cidades são escolhidas ao redor do mundo e o selo reconhece as localidades que estão adotando práticas eficazes de manejo de florestas naturais e urbanas, além de valorizarem o papel das árvores para promover a qualidade de vida da população.

Entre as 34 cidades brasileiras selecionadas, nove são capitais, sendo: Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Recife (PE), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Teresina (PI) e Porto Alegre (RS).

Confira lista completa dos municípios brasileiros que receberão o selo da ONU:

  • Arapiraca (AL)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Cabedelo (PB)
  • Campina Grande (PB)
  • Campo Grande (MS)
  • Cianorte (PR)
  • Cordeirópolis (SP)
  • Cubatão (SP)
  • Goiânia (GO)
  • Guarujá (SP)
  • Hortolândia (SP)
  • Itapipoca (CE)
  • Ivaiporã (PR)
  • João Pessoa (PB)
  • Juiz de Fora (MG)
  • Lorena (SP)
  • Marialva (PR)
  • Mori Mirim (SP)
  • Monte Alto (SP)
  • Niterói (RJ)
  • Nova Friburgo (RJ)
  • Paranaguá (PR)
  • Pinhais (PR)
  • Porto Alegre (RS)
  • Recife (PE)
  • Ribeirão Preto (SP)
  • Rio Claro (SP)
  • Rio Grande (RS)
  • São Carlos (SP)
  • São José dos Campos (SP)
  • São Paulo (SP)
  • Taubaté (SP)
  • Três Lagoas (MS)

Lançamentos de gradil de segurança e nova Tellacor marcam participação da Morlan na FEICON 2025

0

São Paulo, março de 2025 – Em meio à expectativa de crescimento do mercado de construção civil em 2025, a Morlan, companhia 100% brasileira especializada na fabricação de produtos de aço, reforça a sua presença e liderança no segmento apresentando lançamentos em seu catálogo de gradis e Tellacor na FEICON, principal evento dos setores de Construção Civil e Arquitetura da América Latina, que ocorre entre os dias 8 e 11 de abril, em São Paulo (SP).

Com presença na feira há uma década e líder do mercado nacional de gradil, a empresa apresenta aos clientes e visitantes desta edição uma nova construção de gradeamento com menor espaçamento da malha, além da coloração preta para a Tellacor Morlan, visando ampliar o alcance desse produto no segmento.

Aumentar a segurança é o foco da nova proposta de espaçamento para a novidade em gradil, que, assim como a versão tradicional, poderá ser instalado tanto em residências, áreas comerciais, litorâneas ou em qualquer área que necessite de um maior nível de proteção e resistência à corrosão. Fabricado com arame de aço galvanizado por imersão a quente, eletrossoldado e revestido com PVC de alta aderência, as soluções em gradil da Morlan contam com a mais avançada tecnologia para revestimento de cercamentos do mercado mundial.

Já a Tellacor, produto que se associa ao gradil, passa a ser produzida também na cor preta, comumente associada a soluções premium no mercado. Ela é produzida com arame de aço baixo teor de carbono, galvanizado, crimpado, eletrossoldado e revestido com PVC de alta aderência após a soldagem.  Esta é uma tela resistente, de alta durabilidade, que oferece proteção superior contra a corrosão, especialmente em áreas litorâneas. Além disso, o produto oferece, ainda, a vantagem da crimpagem, que permite o perfeito tensionamento e acabamento da instalação.

Foco em qualidade

 Durante os quatro dias de evento, a Morlan reforçará junto aos visitantes de seu estande a importância da qualidade das telas para o setor de construção civil. “Disponibilizar telas com maior qualidade ao mercado é sinônimo de mais segurança e durabilidade aos cercamentos, ao mesmo tempo que simplifica o processo e reduz os custos com manutenção para os clientes”, explica o Gerente de Marketing da empresa, Christian Speyer.

Para o especialista, essas características são fundamentais, considerando as aplicações que esse item pode ter. “As telas são importantes componentes para alambrados, cercamento de áreas residenciais, comerciais e industriais e revestimento de fachadas. Nesse sentido, contar com produtos de alta qualidade, que seguem normas técnicas de produção, é um diferencial para as atividades de construção”, complementa.

Importância da Morlan na FEICON 2025

 De acordo com Speyer, a presença da companhia na feira, seguindo a celebração dos 70 anos de história da Morlan, marca um importante momento de aproximação tanto com seus distribuidores como com potenciais clientes. “Após uma participação bastante positiva em 2024, retornamos a mais uma edição da FEICON para fortalecer o contato com clientes de todo o Mercosul e atuar como um ponto de encontro para os distribuidores da marca, com origem de diferentes estados brasileiros”, comenta.

Para 2025, a expectativa da companhia é fomentar negócios junto aos seus revendedores. “Essa é uma oportunidade, também, para compreender as particularidades das demandas dos distribuidores presentes no evento, debatendo estratégias para otimizar os negócios em suas áreas de atuação”, conclui Speyer.

FEICON 2025
Data: De 8 a 11 de abril
Horário: Das 10h às 20h
Local: Na São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – São Paulo (SP)

Sobre a Morlan

 Fundada em 1954, a indústria metalúrgica brasileira Morlan, possui forte atuação nos mercados de agropecuária, construção civil e industrial. Aliando tradição e modernidade, a companhia prioriza a inovação por meio de tecnologias disruptivas para garantir excelência em seu processo de produção e controle de qualidade, oferecendo produtos com qualidade diferenciada.

Além de atender todo o território nacional, a Morlan exporta seus produtos desde a década de 80, com foco na América Latina e Mercosul. Atualmente, a companhia conta com sede em Orlândia e escritório na capital de São Paulo. Com mais de 1.000 funcionários, a Morlan processa mais de 10 mil toneladas de aço em produtos mensalmente.

10/04 | Dia da Engenharia: a ciência que constrói o progresso

0

No dia 10 de abril, é celebrado o Dia da Engenharia, uma data que homenageia todos os profissionais e estudantes das diversas áreas da engenharia – civil, mecânica, elétrica, ambiental, de produção, entre outras. A data foi instituída em homenagem ao nascimento do engenheiro militar Tenente Coronel João Carlos de Villagran Cabrita, nascido em 1820.

Villagran Cabrita teve papel de destaque na história do Brasil. Engenheiro formado, liderou batalhões de engenheiros na Guerra do Paraguai e morreu em combate justamente no dia 10 de abril de 1866 – data que simbolicamente passou a marcar a importância da engenharia e seus profissionais para o desenvolvimento da nação.

Mais do que construir obras físicas, a engenharia é o alicerce de soluções que transformam o mundo: estradas, pontes, sistemas elétricos, máquinas, saneamento, tecnologias industriais e urbanas — tudo passa pelo raciocínio lógico e criativo desses profissionais.

No Brasil, a engenharia representa um dos pilares do crescimento, sendo peça-chave no avanço da infraestrutura, inovação tecnológica, desenvolvimento sustentável e competitividade econômica.

Neste dia, celebramos não apenas o legado de Villagran Cabrita, mas também o trabalho silencioso e essencial de milhares de engenheiros e engenheiras que continuam projetando o futuro com responsabilidade, precisão e visão.

Feliz Dia da Engenharia!