Empresas se movimentam diante das incertezas da reforma tributária

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Com a promulgação da Emenda Constitucional 132/2023 e a sanção parcial do PLP 68/2024, que deu os primeiros contornos à reforma tributária, cresce a apreensão entre empresas quanto à compensação de créditos e à administração de conflitos fiscais. O PLP 108/2024, que complementa a regulamentação do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), ainda está em discussão no Congresso, o que adiciona camadas de incerteza para o setor privado.

Diante do cenário indefinido, companhias têm procurado antecipar possíveis entraves legais. Escritórios especializados apontam aumento da demanda por estratégias para encerrar ou evitar litígios antes da migração para o novo sistema. Em 2026, começam as alíquotas-teste de IBS e CBS, e o modelo atual coexistirá com o novo até 2032. A mudança completa está prevista para 2033.

Créditos tributários sob tensão

A indefinição sobre como créditos acumulados de ICMS, PIS e Cofins serão compensados tem mobilizado empresas, especialmente exportadoras e indústrias. Ainda sem regulamentação clara, muitos negócios estão optando por usar ou até vender seus créditos com deságio, a fim de não perder valor no futuro.

A transição também poderá aumentar os custos operacionais das empresas, independentemente do porte. Valores que, para as empresas maiores, poderão ter impacto pequeno diluído no montante movimentado por elas, como explica o professor doutor em Direito Tributário, André Felix Ricotta de Oliveira.

“As multinacionais e as grandes empresas já estão se preocupando com a reforma que entrará, de fato, a partir de 2027. Estão se preparando para parametrizar sistemas, custo de produção, valor de mercadoria, questões de logística, pois é isso que vai mudar muito. As empresas vão ter que repensar toda a forma da sua operação.”

Impactos financeiros e operacionais

A adaptação ao novo sistema exigirá investimentos em qualificação e tecnologia. Pesquisa da Thomson Reuters aponta que 62% das empresas esperam aumento de custos na adaptação. A CNC estima que os gastos com consultorias e sistemas de gestão durante a transição variem de 0,5% a 2% do faturamento anual.

Para André Felix, os custos até 2033 podem impactar diretamente no orçamento das micro e pequenas empresas.

“O difícil dessa transição, também, já que haverá um período de praticamente seis anos com dois sistemas tributários em andamento, é que será necessário ter duas contabilidades, dois sistemas fiscais, como será possível repassar no preço das suas mercadorias e dos seus serviços, esses novos tributos — CBS e IBS”, pondera o especialista.

Empresas também têm revisado contratos com cláusulas de reajuste tributário, para se protegerem de variações na carga fiscal. No setor de tecnologia, já há esforços para redesenhar modelos de precificação e renegociar com fornecedores.

Riscos de litígios e sobrecarga institucional

A criação de dois novos tributos – IBS e CBS – com arrecadação compartilhada entre União, estados e municípios, pode gerar disputas entre entes federativos. Há receio de interpretações divergentes em instâncias administrativas diferentes, o que pode multiplicar os processos. Para evitar isso, está prevista a criação de um Comitê de Harmonização, mas o funcionamento ainda é incerto.

O doutor em direito, Caio Bartine, explica que as mudanças tributárias no Brasil vão além da reforma, “os tributos estão em constante movimento.”

“Então, para o exercício da atividade empresarial é fundamental esse acompanhamento. É importante também um investimento na capacitação da equipe – sobretudo a equipe que cuida diretamente da empresa — com as questões fiscais, contábeis e tributárias, com a finalidade de entender o impacto dessas novas regras sobre a carga tributária da empresa e, consequentemente, auxiliar na tomada de decisões que sejam estratégicas.”

Outro ponto sensível são as alíquotas: não está claro se serão fixas, variáveis por ente federado ou híbridas. Cada modelo tem potenciais desdobramentos, tanto políticos quanto operacionais.

Desafios de fiscalização e cultura do litígio

Com a nova estrutura, o IBS terá um Comitê Gestor, que também atuará como instância administrativa. A falta de definição clara sobre divisão de receitas pode provocar tensões, especialmente entre estados com diferentes capacidades de arrecadação – um problema já visto na aplicação da Lei Kandir.

Mesmo com a promessa de simplificação, há risco de aumento de complexidade para pequenas e médias empresas. A digitalização da fiscalização, com cruzamento de dados em tempo real, exigirá sistemas mais sofisticados – o que pode ser inviável para empresas de menor porte. Segundo o Sebrae, 70% das PMEs já têm dificuldade de cumprir as exigências atuais.

Apesar das expectativas de menor litigiosidade no longo prazo, advogados alertam que a reforma por si só não basta. É preciso fortalecer práticas alternativas de resolução de conflitos, como mediação e transação tributária. Como a reforma foi constitucional, muitos pontos ainda poderão ser definidos pelo STF, o que indica que o volume de disputas judiciais pode crescer antes de diminuir.

Crise de confiança e demanda fraca agravam cenário financeiro das pequenas indústrias, aponta CNI

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A situação financeira das pequenas indústrias brasileiras voltou a se deteriorar no primeiro trimestre de 2025, registrando o segundo recuo consecutivo. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice que avalia as condições financeiras — incluindo lucros operacionais e acesso ao crédito — caiu 1,6 ponto, passando de 42 para 40,6 pontos. A nova queda é o dobro da observada no trimestre anterior, que havia sido de 0,8 ponto. Além das dificuldades financeiras, o desempenho operacional também sofreu retração nos três primeiros meses do ano. O indicador, que considera o volume de produção, o uso da capacidade instalada e a variação do número de empregados, passou de 44,7 para 44,3 pontos. Ambos os índices seguem abaixo da marca dos 50 pontos, limite que separa percepção positiva da negativa.

Redução no índice de confiança

A falta de confiança tem reforçado esse cenário. Em abril, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) para as pequenas empresas caiu pelo quinto mês consecutivo, de 46,5 para 45,6 pontos. Desde outubro de 2024, o indicador acumula perda de 6,4 pontos, demonstrando que o pessimismo tem se consolidado entre os empresários do setor. Esse sentimento também é percebido nas expectativas futuras. O índice que mede a perspectiva dos pequenos negócios em relação ao seu próprio desempenho caiu para 47,7 pontos em abril — nível inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, que era de 49,2 pontos. O resultado reforça o clima de incerteza e apreensão com o futuro do setor. Outro dado que chama atenção é a preocupação crescente com a demanda interna insuficiente. Entre as pequenas indústrias de transformação, 26,5% apontaram essa como uma das principais dificuldades no primeiro trimestre — anteriormente, o tema ocupava apenas a sexta posição no ranking. A carga tributária elevada continua liderando a lista, citada por 39% das empresas, seguida da escassez ou alto custo de matérias-primas (25,3%). No segmento da construção civil, a principal queixa foi o custo elevado dos juros, mencionado por 39% dos entrevistados. Logo depois aparecem os altos tributos (29,7%) e, novamente, a falta de demanda interna (23,7%) — problema que saltou da nona para a terceira posição em apenas um trimestre. A pesquisa da CNI reflete um cenário desafiador para os pequenos negócios industriais, que enfrentam simultaneamente queda de desempenho, dificuldades financeiras, pessimismo generalizado e demanda retraída. O conjunto de fatores pressiona o setor e acende um alerta para a necessidade de medidas que estimulem o consumo, reduzam o custo do crédito e promovam a retomada da confiança.

Construção Modular: Entenda Essa Tendência

A construção modular, também chamada de edificação modular, tem se tornado cada vez mais popular na área de construção civil. Entretanto, muitos profissionais ainda não conhecem o modelo ou apresentam ressalvas na sua utilização em seus projetos.

Neste texto, explicamos sobre o que é a edificação modular e quais as suas vantagens e desvantagens. Além disso, falamos sobre alguns materiais que podem ser utilizados em suas estruturas.

O que é construção modular?

A edificação modular é um método inovador na indústria da construção que envolve a fabricação de componentes pré-fabricados em ambiente controlado, para posterior montagem no local de construção. Esses módulos podem ser unidades habitacionais, escritórios, escolas ou até mesmo partes de uma estrutura maior.

Essas unidades pré-fabricadas são produzidas em fábricas especializadas, utilizando tecnologias avançadas e materiais para construção de alta qualidade. Isso resulta em maior precisão e consistência, minimizando erros durante a montagem.

Além disso, a construção modular é mais amigável ao meio ambiente, uma vez que reduz desperdícios de materiais e consome menos energia no local de construção. Essa abordagem inovadora tem ganhado destaque como uma solução eficiente e sustentável para atender às crescentes demandas por construção rápida e eficaz.

Quais são os tipos de construção modular?

Existem vários tipos de construção modular, cada um adaptado para atender a diferentes necessidades e aplicações. Conheça alguns deles a seguir:

Residencial

O primeiro tipo é a edificação modular residencial, que envolve a fabricação de módulos pré-fabricados para casas e edifícios residenciais. Eles podem variar em tamanho e complexidade, oferecendo uma alternativa eficiente para a construção convencional.

Comercial

Esse modelo se concentra em edifícios de escritórios, estabelecimentos comerciais e espaços públicos. Esses módulos são projetados para atender aos requisitos específicos de espaços corporativos e comerciais, proporcionando flexibilidade e rapidez na construção.

Industrial

A industrial é voltada para a produção de instalações industriais, fábricas e armazéns. Essas obras visam otimizar processos produtivos e logísticos, aproveitando sua eficiência para instalações de grande escala.

Quais as vantagens da construção modular?

A edificação modular apresenta diversas vantagens que a tornam uma escolha atraente e eficiente na indústria da construção. Em primeiro lugar, a rapidez na execução é notável. A fabricação das unidades pré-fabricadas ocorre em ambientes controlados, reduzindo significativamente o tempo de construção no local.

Além disso, oferece uma maior previsibilidade de custos. A produção em fábrica permite um melhor controle sobre os gastos, resultando em menos surpresas financeiras ao longo do processo construtivo.

A sustentabilidade é um terceiro ponto forte da construção modular. Ao minimizar o impacto ambiental por meio da redução de resíduos e otimização do uso de recursos, essa abordagem se alinha com as preocupações atuais em relação à responsabilidade ambiental de algumas das  normas da construção civil.

Quais as desvantagens da construção modular?

Apesar das vantagens, a edificação modular também apresenta algumas desvantagens a serem consideradas. Um desafio é a limitação em termos de design arquitetônico. A modularidade pode restringir a complexidade e originalidade nas formas estruturais, o que pode ser uma limitação estética para alguns projetos mais inovadores e personalizados.

A dependência da logística também é uma desvantagem. O transporte dos módulos pré-fabricados do local de fabricação até o local de construção pode envolver custos adicionais, especialmente para obras situadas em locais remotos.

Outro desafio é a resistência à mudança no setor da construção por parte de alguns profissionais. A edificação modular requer uma mentalidade e abordagem diferentes em comparação com os métodos convencionais, o que pode resultar em resistência por parte de profissionais e stakeholders.

Mesmo com esses pontos, a construção modular continua a evoluir, superando obstáculos e oferecendo soluções inovadoras para a indústria da construção.

Quais materiais podem ser usados nas construções modulares?

A versatilidade da construção modular permite a utilização de uma ampla variedade de materiais, proporcionando flexibilidade e adaptabilidade aos diferentes requisitos de projetos. Estruturas de aço são frequentemente empregadas devido à sua resistência, durabilidade e facilidade de montagem, características cruciais para a edificação modular.

No revestimento exterior, materiais como concreto pré-fabricado, painéis de fibrocimento, vidro e metais são escolhas frequentes, proporcionando uma variedade de estilos e características de isolamento térmico e acústico.

Essa diversidade de materiais oferece aos construtores modulares a capacidade de adaptar-se a diferentes contextos, atendendo a critérios estéticos, ambientais e estruturais, consolidando a construção modular como uma abordagem versátil e eficaz na indústria da construção.

Assim, conhecendo mais sobre a construção modular, você tem uma alternativa para deixar as suas obras mais ágeis e eficientes, além de aumentar o nível de satisfação com os seus clientes na área de construção civil, bem como a sua lucratividade.

Construir com dados: a nova inteligência da construção civil

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Por muito tempo, o mercado imobiliário brasileiro operou com margens altas e pouca pressão por eficiência. Era possível construir com desperdícios, retrabalhos e decisões baseadas na intuição — e, ainda assim, obter lucro.

Mas esse cenário mudou.

Desde 2018, com a entrada de novos players, margens mais apertadas e o avanço das tecnologias, a construção civil passou a entender que eficiência não é uma vantagem extra — é uma exigência básica. Incorporadoras e construtoras perceberam que só há crescimento sustentável quando se constrói com inteligência.

E inteligência, hoje, significa dados bem tratados e acessíveis.

É nesse contexto que entra o SIECON. Mais do que um ERP completo para a construção civil, o SIECON é a base para uma gestão orientada por dados, conectando canteiro, engenharia, suprimentos, financeiro e diretoria. Com rotinas organizadas, fluxos automatizados e dashboards de controle, o sistema transforma a operação em uma fonte estruturada de informações.

Mas informação por si só não basta. É preciso acessar, cruzar e interpretar os dados com velocidade e clareza.

Por isso, o SIECON via integraçã API se tornou peça-chave. Por meio da integração via API, empresas podem conectar o ERP a ferramentas de BI como o Power BI, automatizando a transferência de dados e criando painéis gerenciais totalmente personalizados.

Essa integração permite:

  • Conectar múltiplos empreendimentos em uma visão consolidada

  • Atualizar dados em tempo real com segurança e controle

  • Unificar indicadores financeiros, operacionais e estratégicos

  • Reduzir dependência de planilhas manuais e relatórios soltos

  • Criar uma cultura de decisão baseada em evidências

Se antes a visão de varejo — focada em controle, margem e dados — era ignorada, hoje ela é indispensável. Construir bem não é mais suficiente. É preciso construir certo, rápido e com inteligência desde o primeiro dia.

Empresas que usam o SIECON + Power BI via integração API saem na frente. Porque, mais do que ferramentas, o que elas têm nas mãos é o poder da informação como ativo estratégico.

Construção Civil Sustentável: Inovação e Responsabilidade Ambiental

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Com o avanço das preocupações ambientais, a construção civil se destaca como um setor que está cada vez mais alinhado às práticas de sustentabilidade. A adoção de materiais ecológicos tem transformado a forma de construir, não apenas reduzindo impactos ambientais, mas também trazendo inovações que atendem às exigências da sociedade moderna. A seguir, vamos explorar como esses materiais estão sendo aplicados em obras reais, ilustrando o impacto positivo dessas escolhas.

Exemplos de Obras Sustentáveis com Materiais Ecológicos

1. Telhados Verdes no Edifício Parque da Cidade – São Paulo

Um exemplo notável de inovação sustentável é o uso de telhados verdes no Edifício Parque da Cidade, em São Paulo. Este projeto utiliza vegetação em seus telhados, ajudando a melhorar a eficiência energética do prédio. Além de fornecer isolamento térmico, os telhados verdes ajudam a absorver CO₂, colaborando com a redução do efeito “ilha de calor” nas áreas urbanas. Esta solução não só aumenta a biodiversidade local, mas também promove uma gestão mais eficiente da água da chuva.

2. Concreto Reciclado no Complexo Empresarial EcoPark – Rio de Janeiro

O EcoPark, um complexo empresarial no Rio de Janeiro, é um exemplo de como o concreto reciclado pode ser incorporado de forma eficaz. Utilizando restos de demolições, o concreto reciclado ajuda a reduzir a demanda por novos materiais, diminuindo a necessidade de extração de recursos naturais e o consumo de energia. Esse tipo de concreto é tão durável quanto o tradicional, mas com um impacto ambiental significativamente menor.

3. Utilização de Madeira Certificada no Edifício Sustentável Ecológico – Curitiba

Em Curitiba, o Edifício Sustentável Ecológico é uma construção de ponta que adota a madeira de reflorestamento certificada. Ao usar apenas madeira proveniente de áreas de reflorestamento com certificação FSC, o projeto garante que sua construção não contribua para o desmatamento ilegal e promove o uso responsável dos recursos naturais. Este edifício é um exemplo claro de como a indústria pode adotar práticas de construção que respeitam o meio ambiente, sem comprometer a qualidade ou a estética da obra.

4. Uso de Tintas Ecológicas no Centro de Convenções Verde – Belo Horizonte

O Centro de Convenções Verde, em Belo Horizonte, é um exemplo de como a escolha de materiais pode impactar a saúde dos ocupantes de um edifício. Ao utilizar tintas à base de água e livres de compostos orgânicos voláteis (COVs), o centro promove ambientes internos mais saudáveis, melhorando a qualidade do ar. Além disso, o uso de pigmentos naturais contribui para a sustentabilidade, tornando a obra mais verde em todos os aspectos.

5. Tijolos Ecológicos no Conjunto Habitacional Solar das Palmeiras – Salvador

No Conjunto Habitacional Solar das Palmeiras, em Salvador, os tijolos ecológicos feitos de solo-cimento são usados para garantir uma construção mais sustentável e eficiente. Estes tijolos não necessitam de processos de queima, o que reduz significativamente o consumo de energia e as emissões de gases poluentes. Além disso, seu uso reduz a pegada de carbono da obra, alinhando-a com os objetivos de sustentabilidade da cidade.

O Impacto dos Materiais Ecológicos na Construção

Além de reduzir os impactos ambientais, a utilização de materiais ecológicos em obras oferece diversas vantagens tanto para os proprietários quanto para os usuários. Por exemplo:

  • Redução da Emissão de CO₂: Projetos como o EcoPark, que utilizam concreto reciclado, ajudam a minimizar a pegada de carbono das construções, essencial para combater as mudanças climáticas.

  • Valorização Imobiliária: Obras como o Edifício Sustentável Ecológico, que utilizam madeira de reflorestamento certificada, são mais valorizadas no mercado imobiliário, pois atraem consumidores conscientes que buscam sustentabilidade.

  • Eficiência Energética: O uso de telhados verdes, como no Edifício Parque da Cidade, proporciona economia de energia e melhora o conforto térmico do ambiente, reduzindo os custos operacionais dos edifícios.

  • Saúde e Bem-estar: O Centro de Convenções Verde, que adotou tintas ecológicas, mostra como materiais sustentáveis podem melhorar a qualidade do ar e o bem-estar dos ocupantes.

Como Incorporar Materiais Ecológicos em Seu Projeto

Para integrar esses materiais em seu próprio projeto de construção, é fundamental seguir alguns passos:

  1. Escolher Materiais Certificados: Ao selecionar fornecedores, verifique se os materiais possuem certificações como FSC para madeira ou rótulos ecológicos para tintas e outros produtos.

  2. Analisar o Ciclo de Vida dos Materiais: Avalie o impacto ambiental de cada material, considerando seu ciclo de vida, desde a extração até o descarte.

  3. Integrar Tecnologias Verdes: Além de escolher materiais ecológicos, combine-os com tecnologias verdes, como sistemas de captação de água da chuva ou painéis solares, para potencializar os benefícios sustentáveis.

  4. Planejar de Forma Sustentável: Defina metas claras de sustentabilidade para o seu projeto, como redução de energia e uso de materiais renováveis, para garantir que cada etapa da obra seja mais consciente e ecológica.

Conclusão: O Futuro Verde da Construção Civil

A adoção de materiais ecológicos na construção civil não é apenas uma tendência, mas uma necessidade urgente para o desenvolvimento sustentável. O uso de alternativas como concreto reciclado, madeira certificada, tintas ecológicas e telhados verdes demonstra que é possível construir de forma inovadora e responsável.

O futuro da construção será cada vez mais focado em práticas sustentáveis, não só pelo impacto ambiental positivo que elas geram, mas também pelos benefícios econômicos e de saúde que podem trazer. Ao seguir o exemplo de obras que já estão utilizando essas soluções, os profissionais da construção civil têm a oportunidade de liderar uma revolução verde, promovendo um mundo mais equilibrado e saudável.

MIDR busca investidores europeus para projetos de saneamento no Brasil

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O primeiro dia da missão internacional do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional na Itália foi marcado por visitas técnicas e seminários voltados a soluções de financiamento, gestão de resíduos e tecnologias sustentáveis. A delegação brasileira busca modelos de estruturação de projetos e parcerias que possam impulsionar a viabilidade econômica e ampliar o acesso da população brasileira ao saneamento básico. Na delegação do governo federal há representantes de outros órgãos, como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, a Codevasf, o Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, além de vereadores e deputados federais. Em um ano estratégico para o novo marco do saneamento, o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, destacou que o intercâmbio proporciona novos conhecimentos sobre modelos de gestão. “A oportunidade de a gente entrar no nível de detalhamento de quanto custa esse tipo de operação, de quais as tecnologias incorporadas, por exemplo, para a gente trabalhar, pode fazer sentido para a realidade deles. Eles vão ter, por exemplo, o mesmo espaço que a gente tem, eles têm distâncias muito mais curtas, eles têm já uma consolidação, eles já superaram desafios que hoje a gente ainda tem, por exemplo. Eles estão eliminando aterros. A gente ainda quer chegar no nível do aterro, a gente está com lixão. Então, assim, são estágios diferentes e tem uma coisa importante, que é justamente quanto que custa cada tecnologia para resolver o problema.” No primeiro dia de atividades, a delegação visitou a Central de Compostagem Biofactory, em Bergamo, e participou de seminários promovidos por empresas líderes em soluções para biogás, biometano e coleta seletiva. A agenda faz parte do Benchmarking Internacional Saneamento e Resíduos Itália – Portugal, programa que reúne instituições e empresas europeias para compartilhar experiências de sucesso na gestão de resíduos sólidos e saneamento ambiental. Para saber mais sobre as ações do governo federal em fundos e instrumentos financeiros, acesse mdr.http://gov.br.

Um ano das enchentes no RS: MIDR acompanha obras de reconstrução financiadas pelo governo federal

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Um ano depois da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, a reconstrução avança. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Defesa Civil Nacional, retorna ao estado para acompanhar de perto as obras. Os recursos federais foram enviados desde os primeiros dias da tragédia para ações de assistência humanitária, restabelecimento e reconstrução e que representaram a esperança de milhares de famílias. A primeira visita ocorreu na ponte sobre o Arroio Forquetinha, na cidade de Canudos do Vale, localizada no Vale do Taquari. Destruída em primeiro de maio, a estrutura foi reconstruída e inaugurada no último sábado, 26 de abril. A obra foi financiada com R$ 3,2 milhões da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A nova ponte restabeleceu o tráfego e simbolizou a superação da comunidade: os primeiros veículos a cruzá-la foram um carro da Brigada Militar, uma ambulância e um caminhão com uma banda, representando a proteção, a vida e a alegria. O prefeito do município de Canudos do Vale, Maico Juarez Berghahn, pode enfim celebrar com a população essa importante entrega para a cidade: “Essa ponte, para mim, é o coração de Canudos do Bairro. De uma forma modesta, soubemos ser resilientes e hoje ela pode ser, na minha opinião, um dos cartões-postais da nossa cidade. Ficou muito bonita.” A Sedec aprovou  R$ 128,2  milhões em recursos para assistência humanitária, R$ 673,5 milhões para reestabelecimento de serviços essenciais, R$ 609,6 milhões para reconstrução de infraestrutura destruída e R$ 318 milhões estão ainda em análise. A coordenadora da proteção civil do município vizinho de Relvado, também no Vale do Taquari, Raquel Martini, destacou a importância do apoio federal para o reerguimento das cidades que ficaram 70% submersas. As enchentes isolaram a população com a destruição dos acessos e provocaram enormes prejuízos à agricultura, principal atividade econômica da região: “Aqui o município é um município bastante agrícola, então tem bastante aviário, pocilgas e aí começou se instalar, não, não tinha como sair nem como entrar daqui. Nós tivemos 16 planos de trabalho na área dos restabelecimentos, desde tubulação, estradas, muro, gabião. Tivemos reforma do posto de saúde, das escolas, reforma de duas pontes. E os 16 que foram contemplados, até o último está em execução nesse mês, né, foi o mais tarde.” Em São Vendelino, na Serra Gaúcha, a equipe da Defesa Civil Nacional acompanhou as obras de reconstrução da ponte que liga a RS-122 ao Bairro Piedade, também afetada pelas enchentes. A destruição dessa estrutura causou grande impacto ao transporte da população. A nova ponte está sendo reconstruída com recursos federais, com cerca de 40% das obras já concluídas. Ainda no município, foram visitadas ações de reestabelecimento, como a construção de contenções com muros de gabião na entrada da cidade, outros R$ 2,8 milhões investidos. De acordo com o coordenador de restabelecimento de serviços essenciais da Defesa Civil Nacional, Thiago Monico, os recursos têm sido fundamentais para a reconstrução das cidades atingidas: “Para ações de reestabelecimento decorrentes de abril e maio de 2024, a Defesa Civil Nacional aprovou quase 700 mil reais em recursos do governo federal, a partir de 674 planos direcionados para ações que vão desde limpeza urbana, destinação final de resíduos, recomposição de bueiros, serviços de pavimentação em vias públicas, danos prediais em edificações públicas, dentre outras”. Desde a assistência humanitária imediata até a reconstrução de infraestrutura e de moradias, as ações têm garantido dignidade e segurança para milhares de famílias afetadas. O Auxílio Reconstrução de  R$ 5.100 foi pago a 422 mil famílias gaúchas, totalizando um investimento de 2 bilhões e 150 milhões de reais. Clécio do Rosário, de 64 anos, vivia sozinho em uma casa no bairro de Navegantes. Após um acidente em 2022, ele perdeu o movimento de um dos braços, o que limitava ainda mais a sua mobilidade. Quando a enchente começou, Clécio resistiu: “O colchão começou a andar, a cama andava dentro de casa e eu olhando. As pessoas vizinhas diziam, saia daí tiozinho, não vai parar essa chuva, vamos ali para a firma. Não, vai parar, vai baixar, mas não baixou. Quando veio a água foi tão forte que arrancou a porta. Aí os guris me tiraram de lá. “ Após a tragédia, Clécio foi um dos beneficiados pelo Auxílio Emergencial. Com o dinheiro, conseguiu comprar uma geladeira, uma máquina de lavar, colchão e cama.  Hoje, mora em uma casa em um local seguro. Foi um dos beneficiários da Compra Assistida. O governo federal atua de forma integrada no atendimento habitacional às vítimas das enchentes. Um exemplo são as moradias. O MIDR é responsável por analisar as áreas atingidas, a partir de mapas, laudos e relatórios fotográficos enviados pelas prefeituras. A documentação é encaminhada ao Ministério das Cidades que, por sua vez, executa a oferta de casas às famílias identificadas pelos municípios. O atendimento é realizado por programas como o Minha Casa Minha Vida e a modalidade Compra Assistida, criada especialmente para situações de desastre. Foram aprovados 179 processos para reconstrução de 10 mil  unidades habitacionais, com 1.500 famílias já contempladas pela modalidade Compra Assistida.

Escassez de trabalhadores atrasa obras e aumenta os custos na construção civil

A falta de mão de obra qualificada na construção civil está provocando uma reação em cadeia: trabalhadores mais caros e empreendimentos também.

A habilidade com a madeira vem de 30 anos como carpinteiro.

“Eu amo essa profissão. Eu gosto de trabalhar e é minha sobrevivência. É o sustento que eu levo pra casa, pra minha família”, diz Francisco Pereira.

Mas ter um profissional como o Francisco é uma raridade hoje em dia na construção civil.

Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas aponta que 82% das empresas da construção estão com dificuldade de contratar novos trabalhadores.

“É muito normal faltar entre 20 e 30% de mão de obra em cada canteiro que a gente administra. Mão de obra é hoje o nosso grande gargalo”, afirma Sylvio Pinheiro, diretor da G+P Soluções.

Profissional com experiência então? Está mais difícil ainda de encontrar; 70% dos empresários dizem que não conseguem mão de obra qualificada.

“Eletricista, mestre de obra, pedreiros, a gente não tem mais encanadores, instaladores. Não tenho mais tão técnico como tinha antigamente”, enumera Sylvio.

E tudo o que está em falta custa mais caro – é a velha lei da oferta e da procura. Entre os itens que compõem o índice de inflação da construção civil, a mão de obra registrou a maior alta nos últimos 12 meses: 9,75%.

O custo de materiais, equipamentos e serviços também cresceu, mas em ritmo menor.

No local onde está sendo erguido um prédio de 20 andares, 70 funcionários trabalham na obra, mas o ideal seriam mais de 100. A construtora teve dificuldade para contratar mão de obra e, com menos gente trabalhando, o prazo de entrega da obra foi estendido. E quanto maior a demora, maior também o custo de cada um desses apartamentos.

De acordo com a pesquisa, 21% das empresas estão atrasando a entrega das obras e 18% já estão revendo os preços.

“A economia está aquecida de uma forma geral. Ou seja, todos os setores estão demandando mão de obra. Supermercado, o comércio de uma maneira geral e a construção formal. Uma pessoa física quer fazer uma pequena reforma vai se deparar com essa situação, com a falta de mão de obra. Então é uma questão que também vai afetar quem deseja produzir suas pequenas obras, suas pequenas reformas, porque está faltando mão de obra de uma maneira geral”, ressalta Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV/Ibre.

 

A pequena obra na casa da Rebeca e do Fernando se arrasta há dois meses por causa de um vazamento do ar condicionado. Encontrar um profissional experiente não saiu barato e o fim da obra agora depende da agenda do pedreiro, que anda cheia.

“Os bons profissionais estão sendo muito demandados e você tem que esperar por ele para fazer uma boa obra e fazer uma vez só”, diz o arquiteto Fernando Santos.

Concrete Show 2025 promete movimentar o setor da construção civil com inovações e negócios de alto impacto

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A 16ª edição do Concrete Show South America já tem data confirmada: será realizada entre os dias 19 e 21 de agosto de 2025, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). Considerado o mais completo evento da cadeia construtiva do concreto da América Latina, o Concrete Show chega com força total, reunindo conteúdo técnico qualificado, networking e oportunidades de negócios em um ambiente que impulsiona toda a cadeia produtiva.

Com mais de 15 anos de tradição, o evento é referência no setor por apresentar inovações e tendências que já impactam os canteiros de obras em todo o país. A edição de 2025 contará com mais de 450 marcas nacionais e internacionais, sendo 50 estreantes, dispostas em mais de 32 mil m² de área de exposição.

Durante três dias, profissionais de mais de 30 países estarão reunidos em um espaço ideal para a troca de conhecimento, fechamento de negócios e prospecção de parcerias. O público é altamente qualificado, com presença expressiva de engenheiros, arquitetos, projetistas, gestores, CEOs, diretores, coordenadores, técnicos e consultores, além de estudantes e pesquisadores do setor.

Destaques do evento:

  • Inovações em edificações, infraestrutura, produção de concreto, obras rápidas e pré-fabricados;

  • Equipamentos e soluções para energia, mineração, logística, extração e construção pesada;

  • Oportunidade de contato direto com as principais construtoras e empreiteiras do Brasil;

  • Ambiente ideal para lançamentos, posicionamento de marca e fechamento de negócios com clientes novos e em negociação.

O Concrete Show 2025 é imperdível para quem busca atualização técnica, visibilidade no mercado e conexão com os grandes nomes do setor. As inscrições e informações adicionais estão disponíveis no site oficial do evento: www.concreteshow.com.br

Sinicon apresenta cinco propostas para alavancar infraestrutura

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), que reúne grandes e médias empreiteiras, divulgou nesta quinta-feira (27) uma agenda com cinco “prioridades estruturantes” para o avanço do setor. O fio condutor das propostas é a tentativa de alavancar investimentos na infraestrutura, em um ambiente de segurança jurídica, com a modernização de marcos regulatórios e a retomada do financiamento à exportação de serviços de engenharia.“As cinco prioridades são interdependentes e complementares. Precisamos investir mais e melhor, criar um ambiente de negócios moderno, garantir linhas de crédito consistentes e atrativas, recuperar a política de exportação da engenharia nacional que já teve mais de 3% do mercado global e qualificar as pessoas que vão fazer tudo isso acontecer”, afirma o presidente do Sinicon, Claudio Medeiros.

Veja quais são as propostas:

  1. Aumentar os investimentos públicos em infraestrutura: atualmente, o Brasil investe pouco mais de 2% do PIB (cerca de R$ 260 bilhões) em infraestrutura. A meta é elevar esse volume a 4,5% do PIB, ampliando o estoque de capital de 36% para 60% do PIB até 2036;
  2. Aprimorar o ambiente de negócios: reforçar previsibilidade, segurança jurídica e marcos regulatórios modernos. A agenda legislativa do setor inclui propostas como a PEC 01/2021 (reinvestimento de outorgas), PLP 68/2024 (reforma tributária), PL 2159/2021 (licenciamento ambiental) e  PL 6139/2023 (concessões e PPPs);
  3. Assegurar melhorias na oferta de crédito para infraestrutura: criação de um fundo garantidor público da União para apoiar o financiamento de contratos de obras públicas e parcerias público-privadas. O setor defende a modernização de instrumentos financeiros como o FGI-BNDES e incentivos como a depreciação acelerada de máquinas e equipamentos;
  4. Retomar a política de crédito à exportação de bens e serviços: a engenharia brasileira já deteve mais de 3% do mercado internacional e hoje tem menos de 1%. Para recuperar esse espaço, a proposta é retomar políticas públicas de financiamento à exportação de bens e serviços. O setor apoia o PL 5719/2023, que autoriza o BNDES a constituir subsidiárias para esse fim, e se opõe à PEC 03/2023, que transfere ao Congresso a decisão sobre a liberação de recursos;
  5. Suprir capital humano e garantir empregabilidade: ações para valorizar a engenharia brasileira, atrair jovens para cursos superiores na área, ampliar a formação técnica e garantir políticas de capacitação, intermediação e requalificação profissional.