Preservação do meio ambiente ganha espaço na construção civil

A preocupação com o planeta atinge o ramo da construção civil, com construtoras que aderem à causa da sustentabilidade para que o impacto de seus serviços no planeta seja menor. Segundo estimativa da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), o Brasil produz 84 milhões de m³ de entulhos, tanto de construção quanto de demolição. O destino incorreto pode trazer prejuízos para toda a sociedade.

De acordo com a Abrecon, no Espírito Santo, apenas 1% das usinas são de reciclagem. Uma delas fica na Serra. O entulho levado para lá é transformado em agregados, como areia e brita, porém a procura pelo produto ainda é pequena. Um total de 31% das empresas do ramo acha que falta incentivo do governo para que o material seja usado.

A construtora capixaba Proeng foi umas das primeiras no Estado a fazer um trabalho sustentável na construção civil. Segundo o gerente-geral de engenharia, Marcelo Có, a empresa já aplica práticas que ajudam o meio ambiente há cerca de 25 anos. “Fomos umas das primeiras a ter o selo de qualidade ISO 9001, e a sustentabilidade está totalmente ligada aos requisitos do selo”, afirma.

O prédio também possui Bike Sharing,  um espaço com bicicletas do condomínio que podem ser utilizadas pelos moradores — Foto: Divulgação

O prédio também possui Bike Sharing, um espaço com bicicletas do condomínio que podem ser utilizadas pelos moradores — Foto: Divulgação

A Proeng procura sempre utilizar materiais reciclados em todas as suas obras. As portas e os madeirites, por exemplo, são todos provenientes de madeiras de reflorestamento. Marcelo Có garante que, em situações como esta, apenas produtos com selo de reaproveitamento são utilizados nos empreendimentos. Além disso, a construtora entrega os empreendimentos com tanques de armazenamento e reutilização de água da chuva e do ar-condicionado, sensores de presença nas áreas comuns para economia de energia, entre outras ações.

Condomínios sustentáveis

Morar em um prédio que tem como um dos pilares a sustentabilidade e que utiliza recursos que ajudam o planeta também faz do morador uma pessoa que se preocupa com o meio ambiente. Além de gerar economia na conta de condomínio. A Proeng possui o selo Proeng Eco nos empreendimentos para que o comprador tenha certeza de que ali foram aplicados métodos de construção e acabamento que preservam recursos naturais.

Coleta seletiva também é prioridade para a Proeng — Foto: Divulgação

Coleta seletiva também é prioridade para a Proeng — Foto: Divulgação

Um deles está em fase de acabamento. Com 89% da obra concluída, o edifício Antônio Gonçalves, em Jardim Camburi, um dos bairros que mais crescem na Capital, possui separação de resíduos para coleta seletiva, captação de água da chuva para uso nas áreas comuns, elevadores econômicos, medidor individual de água, entre outras tecnologias.

O empreendimento é formado por dez pavimentos e 42 unidades, sendo 38 de três quartos com suíte e quatro coberturas duplex. Cada apartamento possui duas vagas de garagem, e as coberturas possuem três, cada. Além disso, o condomínio conta com uma área de lazer de 200 m², bike sharing, espaço da família, brinquedoteca, entre outros diferenciais.

Conheça o mercado das construtechs

A construção civil funciona como um termômetro da economia. Se o setor vai bem, é sinal de que o país está em ritmo de crescimento. Essa indústria emprega quase 7 milhões de pessoas, mas tem pouca inovação tecnológica.

“É um setor tradicional, um dos piores índices de produtividade em evolução de tecnologia. Segundo pior setor de adoção de tecnologia no mundo todo. Isso faz com que o discurso junto a essas empresas, junto a esse público, seja desafiador”, diz Bruno Loreto, CEO da aceleradora Construtech Ventures.

É importante o trabalho das contrutechs, que são as startups que levam soluções de tecnologia para o setor de construção civil. O Brasil tem 562 construtechs, segundo aceleradora Construtech Ventures. A maioria atua no mercado imobiliário, com a venda e locação de imóveis. As demais se dividem entre os setores de uso de imóveis, que abrange a manutenção e decoração predial, obras e execução da construção e projetos e financiamentos.

A construtora do empresário Henrique Suassuna, por exemplo, atua em Pernambuco há 10 anos. Em 2018, a construtora contratou os serviços da startup do Alyson Barbosa, que faz cotação de preços de materiais para o setor. A ideia surgiu no final de 2013, na universidade.

Com o serviço oferecido pela construtech do Alyson, hoje o tempo de atendimento entre o dia do pedido de um produto e a efetivação, vai de 2 a 4 dias, no máximo. O serviço antes levava uma semana.

A construtora solicita o que ela precisa e a startup devolve o quadro de concorrência completo, com fornecedores, preços, marcas, condições de pagamento e condições de frete. O sistema criado pela startup localiza qualquer fornecedor que tenha uma página na internet. Na hora de fazer a cotação de um cliente, ele procura as lojas mais próximas, utilizando geolocalização para ver quem pode atender mais rápido e com melhores preços.

Para usar a plataforma, a construtora paga mensalidade de R$ 349. Hoje, a startup atende 30 construtoras em cinco estados: Pernambuco, Ceará, Paraíba, Bahia e São Paulo. A ideia é levar essa inovação para os canteiros de obras de todo país.

Geração eólica cresceu 45%/ano na última década, no Brasil

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Um relatório do BTG Pactual sobre as fontes renováveis mostra que ainda sobram bons ventos no Brasil. A geração eólica disparou nos últimos dez anos, saindo de menos de 400 MW em 2008 para quase 14.000 MW em 2018. O que representou um crescimento médio anual de 45%.

Mas, mesmo se mantiver essa alta taxa de expansão, levará ainda 45 anos para atingir o potencial total que, calcula-se, o país tem na área. Isso porque o relatório avaliou apenas o potencial eólico em terra, sem entrar no potencial dos ventos offshore (sobre as águas do território nacional), o que eleva ainda mais as oportunidades desse mercado.

A participação da fonte na matriz elétrica do país saiu de 0,3% para 9% ao fim do ano passado. O último Plano Decenal da EPE estima que serão adicionados mais 5.000 MW até 2026. O relatório do BTG fala em mais 30.000 MW até 2027.

Até hoje, as plantas eólicas têm se concentrado no litoral do Nordeste e no interior da Bahia, onde venta sem parar durante quase metade do ano. A partir de agora, os projetos terão que aproveitar outros ventos.

O BTG está otimista por conta de uma mudança em curso na remuneração da geração: o preço de venda variará ao longo do dia e ao longo do ano para refletir a sazonalidade das hidrelétricas e a curva de demanda diária. Assim, plantas que puderem aproveitar o vento durante o horário de máximo consumo receberão um preço melhor. Segundo o relatório, isso inclui o nordeste da Bahia, o sudeste do Piauí, e também novas localidades, como o norte de Roraima e o leste do Paraná.

Em engenharia, o barato sai caro

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A tragédia de Brumadinho (MG) colocou, mais uma vez, a engenharia brasileira em xeque e levantou dúvidas sobre a qualidade dos serviços nacionalmente. Mas há outra fissura, aberta no âmago dos processos de contratação de serviços de engenharia no Brasil, amplificadora dos riscos e potencial causadora de falhas: a contratação de consultorias de engenharia pelo critério do menor preço.

Não entremos aqui nos deméritos das barragens de rejeito com alteamento por montante, verdadeira anomalia que deve ser extinta. Mas é fato que, em setores e áreas específicas, temos uma das melhores engenharias do mundo, como é o caso da engenharia de barragens. O Brasil é referência mundial, destacando-se as hidrelétricas desenvolvidas em sua totalidade com tecnologia nacional.

As grandes obras são de interesse coletivo e, por isso, devem continuar existindo. Isso desde que implantadas de maneira sustentável. É claro que devem ser feitas investigações para determinar as causas da tragédia que ocorreu em Minas Gerais e as consequentes correções de curso, principalmente em processos de fiscalização e manutenção. Nesse contexto, é importante discutir a contratação de serviços de engenharia consultiva com foco na contratação pela Administração Pública direta e indireta, mas com efeitos estendíveis a contratações no setor privado.

As principais leis que regem as contratações de serviços de engenharia no Brasil pela Administração Pública são: a Lei 8.666, a Lei 10.520 e a Lei 13.303. As Leis 8.666 e 13.303 pregam que as contratações podem ser realizadas em algumas modalidades distintas. Dentre elas, menor preço, melhor técnica, ou melhor combinação técnica e preço. O artigo 46 da Lei 8.666 é claro ao dispor que as supracitadas modalidades devem ser utilizadas “em especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em particular, para a elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos”.

Muito embora haja uma aparente clareza legal com relação à modalidade pela qual devem ser licitados serviços de engenharia, com frequência a prática de mercado mostra uma realidade contrária. Com exceções que apenas comprovam a regra, os serviços de engenharia consultiva têm sido predominantemente licitados pelo menor preço ou por pregão (ancorados pela Lei 10.520), inclusive serviços relacionados à segurança de barragens, mesmo após a tragédia de Brumadinho. O que está por trás dessa prática é a presunção ou admissão de que serviços de engenharia não têm natureza intelectual nem especificidade, são padronizados, comuns, uniformes e/ou homogêneos.

É preciso entender, porém, que os serviços de engenharia não seguem, necessariamente, essa lógica. Pelo contrário. Serviço de engenharia é serviço intelectual, de natureza técnica. A adoção do julgamento pelo menor preço implica fazer, salvo raras exceções, a escolha da pior proposta. Em face do alcance dos riscos e particularidades de alguns projetos, caberia de fato contratar apenas por melhor técnica.

É justo dizer que os órgãos que adotam o julgamento pelo menor preço buscam qualificá-lo por meio da exigência de atendimento de critérios técnicos mínimos pela empresa. Nesses casos, a Administração não diminui seu risco. Um exame das licitações mostra que, ao se estabelecer critérios mínimos, reduz-se drasticamente o rigor da exigência de entrada, nivelando “por baixo” o certame. Nesses casos, a mensagem passada pela Administração Pública, ao não diferenciar a experiência da empresa e de sua equipe, é que tal experiência não importa.

Há o entendimento obtuso de que o serviço de engenharia é “comum” e pode ser “padronizado” e que, portanto, a adoção de critérios mínimos aos entrantes associados à contratação por menor preço é a melhor opção para a Administração Pública. Os órgãos, ancorados pela jurisdição – reitera-se: com raras exceções -, reverberam esse entendimento. A doutrina é rica nessa discussão, tendo entendimento oposto muitas vezes.

O tema é polêmico, mas não há momento melhor para tratar dele. É preciso valorizar a nossa engenharia, característica de países desenvolvidos. É inadmissível a contratação de projetos por pregão. A segurança de uma barragem, por exemplo, inicia-se com um bom projeto de engenharia. À boa engenharia interessa o menor preço ao longo da vida útil do empreendimento e não apenas na sua contratação, levando-se em conta, na formação desse preço, a qualidade e segurança.

Há que se retomar as discussões acerca das modalidades de contratação de serviços de engenharia pela Administração Pública. As entidades de classe devem se manifestar. As empresas de consultoria de engenharia devem formalizar seus entendimentos durante os processos licitatórios e para seus clientes. Deve-se cristalizar o entendimento, perante os setores da sociedade, de que a máxima de que “o barato sai caro” é absolutamente verdadeira para serviços intelectuais e técnicos.

Confira as novas regras para financiamento pelo Minha casa Minha Vida de 2019

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Para famílias que recebem R$ 1.600 mensais, o subsídio governamental ao valor do imóvel cai para R$ 29 mil. Os dois casos se enquadram na faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida.

As mudanças, publicadas em edição extra do Diário Oficial da União de 31 de dezembro, incluem também um desconto menor para solteiros que compram imóveis. Antes, eles tinham direito a 70% do subsídio da faixa de renda à qual pertenciam, agora, esse percentual passou a ser de apenas 50%.

Faixas de renda do Minha Casa Minha Vida

Faixa 1,5: renda mensal de até R$ 2.600

Faixa 2: renda mensal de até R$ 4 mil

Faixa 3: renda mensal de até R$ 7 mil

Fonte Extra Online

Pente-fino com quatro motivos de cancelamento em 2019 do Bolsa Família

Pente-fino com quatro motivos de cancelamento em 2019 do Bolsa Família. Como já é conhecido, o governo agora tem condições de realizar uma revisão mensal no Bolsa Família, graças a possibilidade de cruzar informações de diferentes bancos de dados. Essa verificação também permite descobrir quais famílias recebem renda acima da declarada e continuam inscritas no programa social.

O Governo Federal passou um pente-fino no Bolsa Família. Após analisar cadastros, constatou-se que que 1,136 milhão de benefícios se encontram em situação irregular em 2018. Desses, 469 mil foram cancelados e outros 667 mil benefícios bloqueados.

A fiscalização do MDSA está mais rigorosa, principalmente porque agora é possível cruzar informações de diferentes bancos de dados, como CadÚnico, INSS, Rais, Caged e CNPJ.

Os principais motivos para cancelamento do Bolsa Família são:

1 – RENDA ACIMA DA DECLARADA

Como já foi dito, o Governo Federal agora tem condições de realizar um pente-fino mensal no Bolsa Família, graças a possibilidade de cruzar informações de diferentes bancos de dados. Essa verificação também permite descobrir quais famílias recebem renda acima da declarada e continuam inscritas no programa social.

Muitas famílias estão tendo o benefício cancelado porque apresentam renda acima do valor permitido pelo programa. A suspensão aconteceu, sobretudo, nos casos de renda per capita mensal superior a R$440,00.

Entre as famílias que recebem de R$170 a R$440 por pessoa, o MDSA realizou apenas o bloqueio do Bolsa Família.

Os cancelamentos por motivo de renda foram mais frequentes nas regiões Sul e Sudeste o país.

2 – AUSÊNCIA DE SAQUE

O dinheiro do Bolsa Família deve ser sacado em no máximo 90 dias. Caso haja ausência de saque ou movimentação de conta por mais de seis meses, o MDSA entende que a família não precisa da assistência financeira e realiza o desligamento automaticamente.

3 – CADASTRO DESATUALIZADO

As famílias que recebem o benefício devem ficar atentas para não perder o prazo de atualização cadastral Bolsa Família. Esse procedimento é obrigatório a cada dois anos, pois permite renovar informações como endereço, escola, renda e novos membros do núcleo familiar.

O responsável pelo benefício pode verificar o aviso sobre a atualização cadastral no extrato do Bolsa Família. Se ele não realizar a atualização cadastral dentro do prazo, ele fica com o auxílio financeiro retido e não pode sacar.

Caso alguma irregularidade seja constatada na atualização cadastral, a família é imediatamente desligada do programa.

4 – INFORMAÇÕES INCORRETAS

Muitas famílias estão caindo no pente-fino do Bolsa Família injustamente. Para não se tornar mais uma vítima, é muito importante verificar se as informações cadastradas no CadÚnico estão corretas. Qualquer mudança na condição familiar também precisa ser informada, inclusive a troca da criança de escola.

O seu Bolsa Família foi cortado? Não se desespere. Procure o CRAS mais próximo e verifique a situação do benefício. Em alguns casos, é possível reverter a situação e voltar a receber o dinheiro.

Em cinco anos, participação feminina na engenharia aumenta 24% no Paraná

O número de Engenheiras tem crescido nos últimos anos, de acordo com levantamento do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR). A pesquisa aponta que o número de profissionais registradas no Conselho passou de 9.609, em 2014, para 12.546 neste ano – aumento de 24%. Na Regional de Curitiba do Conselho, existem 3.952 profissionais registradas.

O segmento que mais teve inserção de mulheres no Paraná é o de Engenharia Civil que aumentou 33% entre 2014 e 2018.  A inspetora da Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea-PR, Sandra Cristina Glinski, relata que quando cursou Engenharia Civil a sua turma era equilibrada entre acadêmicos do sexo feminino e masculino. “Sou da turma de 2010, e lembro que basicamente a sala era composta por metade homens e metade mulheres. Cada vez mais as mulheres estão buscando o seu lugar ao sol na Engenharia e mostrando que este não é um universo somente masculino. Especificamente na Engenharia Civil, o leque de mercado é muito amplo e, vejo que, muitas vezes, as mulheres desempenham certas atividades com mais facilidade, por serem mais observadoras e minuciosas”, aponta.

Outra atividade que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos é a Engenharia de Segurança do Trabalho, que em nível estadual registrou aumento de 29% no registro de mulheres desde 2014. Para a inspetora do Crea-PR da Câmara Especializada de Agrimensura e Engenharia de Segurança do Trabalho, Andressa Haiduk, o aumento das exigências trabalhistas e fiscalizações contribuíram para que este segmento passasse a ser olhado com mais atenção pelos engenheiros e engenheiras. “Atualmente, muito se fala em eSocial e seu impacto nas empresas. Com este mercado em alta, as empresas passaram a trabalhar de forma preventiva e não somente na corretiva. O fato da atividade de Segurança do Trabalho ser tanto de campo como gerencial atrai um maior número de mulheres que cada vez mais ocupam cargos de chefia. No meio acadêmico também já vemos o crescente número de mulheres em praticamente todas as Engenharias, sendo a Engenharia de Segurança uma delas”, observa.

Apesar da procura crescente de mulheres pelas profissões das Engenharias, os homens ainda são maioria, representando uma proporção média de 85% para 15% em todas as atividades. Por este motivo, o Crea-PR tem aproveitado a procura cada vez maior de mulheres nas graduações e pós-graduações de Engenharias para estimular esta tendência por meio de ações pontuais.

Case na Construção – Gestão de Frotas e equipamentos nas Obras da Aliter

O ERP SIECON para Gestão de Frotas e Equipamentos é um facilitador na Gestão e otimizador de tempo, além de oferecer controle total através de Relatórios e Mapeamentos. Concebido exclusivamente para atender os segmentos de Engenharia Civil, Construção e Incorporação, o Módulo é específico para a Organização de Frotas, Veículos, Equipamentos, Máquinas e ferramentas em Obras e Construções.

“Com o SIECON gerando os relatórios, a necessidade é gerada, seja pra uma troca de óleo, troca de um filtro, a revisão de uma bomba, uma revisão hidráulica ou mecânica que houver. Ele está ali mostrando que há a necessidade, e com base nisso você evita, por exemplo, fundir um motor, por falta de uma troca de um filtro, e isso aí não tem preço.” (Antenor Trevelin Jr – Suprimentos Aliter)

Saiba mais em: https://siecon.com.br/frotas/

Escola de Engenharia cria modelo “gêmeo digital” com imagens “escaneadas” para inspecionar 100 estruturas

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estrutura scaneada
Programa faz análise da estrutura “escaneada”

O viaduto de Hannam abriu ao tráfego em 1976 e faz parte de uma centena de pontes e viadutos construídos na época, que já apresentam sinais de deterioração na estrutura ao se aproximar da idade limite projetada.

Assim, a agência metropolitana de Seul precisou decidir quais estruturas serão reabilitadas; algumas seriam provavelmente demolidas e substituídas por novas. O governo coreano então recorreu à Escola de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Chung-Ang para montar um programa de inspeção de pontes, para fins preventivos e de reparos.

A tradicional metodologia 2D revelou-se inadequada frente ao trabalho colaborativo envolvendo diversos stakeholders. Há severas limitações por causa de erros implícitos de diferentes fontes e incompatibilidade de dados durante o processo de transferência, provocando até erros de construção.

Usando o viaduto de Hannam como referência, a equipe criou um modelo BIM da estrutura para buscar uma solução completa de reabilitação. A modelagem da realidade – ou modelo de engenharia reversa — é gerada para comparar o modelo as built com o projetado, sobrepondo-os, além de servir como inspeção dos danos na presente condição da estrutura.

No processo de se criar o gêmeo digital do viaduto existente, o modelo 3D geométrico físico é gerado baseado nos documentos as built da estrutura, com ênfase nas exigências de manutenção, usando modelagem paramétrica e um software de fonte aberta.

Na sequência, é feito “escaneamento” 3D para obter o modelo de superfície com registrar as condições atuais do viaduto. Combina-se o “escaneamento” fotográfico por drone das laterais e topo do viaduto e por dispositivo terrestre, mapeando a superfície inferior.

O modelo 3D geométrico físico é superposto ao modelo “escaneado” da estrutura real, usando como referência marcos predefinidos que foram inseridos no modelo geométrico e na estrutura do viaduto antes do “escaneamento”. Este modelo superposto, chamado modelo inicial, é o modelo físico 3D do viaduto incluindo os danos detectados, antes do processo de reabilitação a ser efetuado.

Finalmente, o modelo analítico é derivado do modelo inicial, visando avaliar o futuro comportamento do viaduto.

Os dados atuais identificados na estrutura alteram os parâmetros estruturais imputados para análise.

Os dados apurados pela inspeção via “escaneamento” são convertidos automaticamente em relatórios sobre danos baseado em tecnologia de processamento  otográfico e rastreamento das fotos, atualizando o modelo inicial. As condições ambientais como temperatura e umidade, e o histórico de cargas sobre a estrutura e dados de monitoramento, são também considerados.

Um sistema de gestão de dados a nível de rede é importante para atualizar o Modelo Gêmeo Digital (MGD) de forma regular e automática, dentro do ambiente de dados comum.

Para efeito de inventário e identificação de objetos, cada membro estrutural do viaduto recebe um código QR que contém as informações essenciais como  identificação, tipo, parâmetros etc. Referenciado ao código QR, uma placa QR é fixada em cada elemento estrutural do viaduto, que serve também como marca para sobrepor o modelo da realidade com o MGD — por isso se chama também “alvo”.

Um modelo de materiais é definido na ferramenta de análise, para representar as propriedades do concreto, armadura e cordoalhas de protensão. As propriedades físicas dos membros estruturais são representadas por um parâmetro individual, que é importado ao modelo de materiais através de um dado numérico. Isso permite ter um modelo de análise flexível, no qual os dados imputados podem ser alterados de acordo com estado real da estrutura. Definir parâmetros estruturais por conta de danos identificados é ainda uma tarefa complexa para engenheiros. Testes de carga podem ser realizados para conferir as alterações no modelo analítico.
Dentro do conceito de MGD, a inspeção pode ser sistematizada com uso de “escaneamento” e métodos de processamento de imagens fotográficas que são  rastreáveis. Detectados os danos, como fissuras, degradação de material, corrosão de elementos metálicos — estes geram mudanças nos parâmetros estruturais.

Modelo de análise estrutural

Comparando o comportamento de certo número de pontes similares, trabalhos de reparos ou reabilitação podem ser programados preventivamente.

Esse projeto “Sistema de manutenção de viadutos usando modelo gêmeo digital” foi contratado pelo governo coreano junto à Universidade Chung-Ang, ao custo estimado de R$ 100 mil. O projeto foi apresentado pelo professor Chang Su Shim e engenheiro Son Dang desta universidade, na conferência YII-Year in  Infrastructure 2018, em Londres, promovida pela Bentley.

Os softwares ContextCapture, OpenBridge Modeler e RM Bridge foram empregados, bem como os programas Inspectioneering e Operationeering.

Trator com tecnologia XE possibilita corte de 35% no consumo

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É o que a Caterpillar promete atingir no trator de esteiras D6XE — o primeiro do mercado com tração elevada e elétrica; nas carregadeiras 966M XE e 972M XE, equipadas com tração em paralelo que combina acionamento hidrostático com engrenagem mecânica, proporcionando transmissão de potência contínua e variável.

As escavadeiras 330GC, 330 e 336 representarão na Bauma 2019 a próximo geração de modelos dessa linha, com sistema Cat Connect Technology incorporado que dá ganhos de eficiência de até 45%.

Uma estação de operação remota para o trator D8T estará em demo, que poderá trabalhar em modo semi-autônomo.  Em caminhões fora de estrada, a empresa exibirá o 777G, de 100 tc e motor de 945 HP, com duas caçambas a escolher—em V de 60 m³ ou de fundo plano, com ou sem revestimento de borracha.

Preço médio de imóveis residenciais tem ligeira alta em janeiro

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O preço médio de venda de imóveis residenciais em janeiro variou 0,13% na comparação com o mês de dezembro do ano passado. Nos últimos 12 meses, o valor recuou 0,06%, percentual que coloca os valores perto da estabilidade no período. Os dados constam do Índice FipeZap, que passou a acompanhar, no último mês, o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras, sendo 16 capitais.

Conforme a pesquisa, considerando a inflação acumulada dos últimos 12 meses, (3,76%) pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), a queda real do valor dos imóveis foi de 3,70%.

Entre as capitais monitoradas, Curitiba apresentou o maior aumento nominal de preço em 12 meses (+4,41%), sendo, inclusive, a única capital a superar a inflação registrada neste período. O destaque negativo ficou por conta de Maceió, que registrou a maior queda de preços (-5,32%).

O levantamento registrou ainda que, em janeiro, o valor médio das vendas foi de R$ 7.174 /m². A cidade do Rio de Janeiro permaneceu com o metro quadrado mais caro (R$ 9.474). Em segundo lugar está São Paulo (R$ 8.831), seguida de Brasília (R$ 7.243). Os municípios com menores valores de venda foram Campo Grande (R $ 4.070), Goiânia (R$ 4.214) e Maceió (R$ 4.562).

Para ver na íntegra o Índice FipeZap de Venda Residencial, clique aqui.

Como a tecnologia transforma a produtividade na construção civil

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Dispositivos móveis já são fundamentais na rotina diária de diversos negócios. Hoje são realidade também no setor de construção dentro dos canteiros de obras. Os profissionais da área, como diretores, gestores e engenheiros, têm se beneficiado da tecnologia para gerenciar e obter melhores resultados, evitar desperdícios e aumentar a produtividade das equipes de trabalho.

As novas ferramentas, sistemas e equipamentos possibilitam trabalhar de forma mais eficaz, fazendo com que a parte administrativa e a obra funcionem em sintonia, controlando a gestão do início ao pós-obra.

De acordo com um levantamento realizado pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do estado de São Paulo (SP), o Sinduscon – SP, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas – FGV, foi constatado que cerca de 60% dos empresários do setor da construção têm planos de investimento em tecnologia. Para quem está neste meio e quer investir em melhorias tecnológicas para atingir a eficiência, é preciso conhecer algumas práticas essenciais para aumentar a produtividade no ramo da construção civil.

A diretora de produtos da Teclógica, empresa de TI e negócios de Blumenau, SC, Adriana Bombassaro, sugere cinco maneiras de como a tecnologia pode transformar a produtividade dos projetos e aprimorar a execução das etapas.

1. Faça um planejamento compartilhado
Para iniciar uma obra, é preciso planejar cada detalhe a fim de evitar surpresas desagradáveis, como problemas com mão-de-obra, falta de produtos, prazos entre outros. Todo esse gerenciamento envolve orçamento, análise, perspectivas, programação, controle financeiro, contratação de fornecedores e a gestão da obra.

Para esta fase, existem soluções tecnológicas que permitem a criação e o compartilhamento de projetos de forma colaborativa. As novidades da área possibilitam que sejam registradas interações e revisões de um projeto, por exemplo, com o objetivo de facilitar a tomada de decisões, alterações dos fluxos de trabalho e prazos de entrega.

Ao permitir a integração dos profissionais envolvidos nesta fase, a tecnologia ajuda a reduzir os erros de projeto e necessidade de retrabalho.

2. Aposte no uso de softwares e tecnologias em todas as fases da obra
A inovação é a base para o crescimento de qualquer negócio, e no setor da construção não é diferente.

O uso de softwares na área não se limita apenas à aplicação em projetos, atualmente existem inúmeras opções para diversas áreas do setor. Por exemplo, o Mobuss Construção, é uma solução exclusiva e completa para o setor, elaborada especialmente para oferecer mais eficiência na gestão de todas as etapas do processo construtivo, com módulos que permitem, além da gestão de projetos, apontamentos diários, registros, segurança, qualidade, vistoria, assistência técnica, entre outros.

3. Comunicação mais eficiente
A falta de comunicação pode gerar diversos problemas capazes de atrasar ou até mesmo paralisar uma obra. Existem diversas ferramentas que podem ser usadas para o aprimoramento, como aplicativos específicos de monitoramento e comunicação.

Além de um controle mais efetivo, a utilização do sistema reduziu a zero o uso de papel nas obras. A empresa ainda registrou resultados positivos na organização dos dados, padronização dos processos para um controle eficaz, aumentando a qualidade do produto final, que pode ser entregue com redução de tempo na execução de algumas tarefas.

4. Organize seu tempo
Na construção civil, os processos são previamente estabelecidos, porém, um dos grandes problemas enfrentados é a falta de organização, que faz com que muito tempo seja perdido em atividades que muitas vezes, são desnecessárias.

Por este motivo, é preciso organizar os processos, definindo prazos para a execução de cada etapa, fazendo o acompanhamento de perto de algumas atividades. Além de economizar tempo, o número de erros e desperdício de materiais também será menor.

Pensando em obter mais sucesso, a CCM Construtora Centro Minas, empresa que presta serviços de edificações e reformas do setor de construção civil, diminuiu o desperdício de tempo e materiais utilizando um sistema com módulos de Apontamento e Qualidade. Com a praticidade e a agilidade oferecidas pela solução, foi possível visualizar e solucionar os problemas do dia a dia de forma mais eficiente.

Um checklist no tablet também é utilizado pela construtora, que conseguiu, assim, obter mais velocidade na tomada de decisões e aperfeiçoou a qualidade final dos serviços.

5. Gestão de informações
Contar com um sistema que faça o apontamento eletrônico é parte fundamental do processo. A gestão facilita o acesso às informações sobre o número de horas trabalhadas, produção de equipamentos e de mão de obra. Assim, é possível ter maior controle, diminuir custos e aumentar a produtividade.

Com a ferramenta certa é possível identificar e quantificar as atividades realizadas, controlar o processo produtivo, analisar o custo da mão de obra, avaliar o desempenho da obra, analisar eficiência no uso dos equipamentos, melhorar o uso dos recursos, entre outras vantagens.

Construção civil prevê crescer 2% em 2019

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Duramente afetado pela crise econômica desde 2014, o setor de construção civil vislumbra uma retomada em 2019. Prevendo que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional possa avançar 2,5% neste ano e respaldado em estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Sindicato da Indústria de Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) estima que o setor poderá crescer 2% em 2019.

Depois de anos seguidos de estagnação, agora “as perspectivas são positivas para o Brasil e o setor de modo geral”, afirma Odair Senra, presidente da entidade. O revigoramento do setor deve ter reflexos em toda a economia e particularmente no mercado de trabalho, pois é conhecido o importante papel da construção civil na geração de empregos.

Segundo análise da economista Ana Maria Castelo, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, o crescimento das vendas de imóveis ocorrido em 2018 deve se traduzir em mais obras neste ano. A expansão projetada para o segmento de empresas do mercado imobiliário, infraestrutura e serviços especializados é de 1% e para a autoconstrução e pequenos empreiteiros não formalizados, de 3,5%.

A média do avanço é relativamente pequena, mas é animadora, tendo em vista a dimensão da crise por que passou a construção civil nos últimos anos. A revisão dos dados, apresentada na última reunião de conjuntura do Sinduscon-SP, revelou um quadro de impressionante declínio. Em comparações anuais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou o porcentual de queda do PIB da Construção em 2016 de -5,6% para -10%. Para 2017, o IBGE subiu a variação negativa de -5% para -7,5%. Com essa revisão, o recuo do PIB da Construção no quadriênio 2014-2017 passou de 20,1% para 25,8%. Para 2018 a projeção é de uma queda de 2,4% do produto do setor.

Este ano deve ser de reversão para o terreno positivo, o que vai depender fundamentalmente do andamento da reforma da Previdência. Paralelamente, o governo, no entender dos empresários, deve encontrar novos meios para enfrentar o déficit habitacional, além do programa Minha Casa, Minha Vida, e dinamizar o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). São problemas difíceis, mas a esperança é de que a estagnação da construção civil seja afinal superada.