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Programa gratuito capacita profissionais para atuar com construção industrializada

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Profissionais da construção, gestores públicos e privados, estudantes e demais interessados já podem se inscrever gratuitamente no Programa de Capacitação em Construção Industrializada, oferecido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A formação é on-line, tem 21 horas de duração e oferece certificado pela conclusão dos cinco cursos que compõem o programa.

Disponível na plataforma da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o conteúdo aborda conceitos, métodos e processos da construção industrializada, com foco na aplicação prática em edificações e obras de infraestrutura. A capacitação foi estruturada para apoiar profissionais no planejamento, na contratação e na implementação de soluções inovadoras, sustentáveis e eficientes.

O programa reúne cinco cursos: Fundamentos de Construção Industrializada (3 horas), Principais Métodos Construtivos Industrializados (4 horas), Elementos de Projeto, Planejamento e Gestão da Construção Industrializada (5 horas), Introdução aos Processos de Produção e Montagem de Construção Industrializada (4 horas) e Diretrizes Básicas para Contratação de Construção Industrializada (5 horas). Os conteúdos incluem sistemas construtivos, coordenação modular, BIM, gestão da produção, controle de qualidade, legislação, tributação, financiamento e logística.

Para receber o certificado, é necessário concluir todos os cursos e as atividades avaliativas dentro de 365 dias, contados a partir da inscrição no primeiro curso do programa. A formação é realizada a distância e pode ser acessada pela plataforma da Enap .

Reforma Tributária: Receita aprova documentos técnicos do split payment

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A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS aprovaram a documentação técnica que vai orientar o split payment na Reforma Tributária. O Ato Técnico Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026 oficializou os materiais e foi publicado nesta quinta-feira (25). Eles detalham como os tributos serão separados e recolhidos no momento em que se paga uma compra ou um serviço. Para construtoras e incorporadoras, isso é um sinal claro: o split payment na construção civil está mais perto de virar rotina no financeiro das obras.

O que é o split payment da Reforma Tributária

Na prática, quando alguém paga por um produto ou serviço, a parte do valor que corresponde aos tributos é separada da parte que vai para o fornecedor. Em seguida, os participantes do sistema de pagamento repassam essa parcela ao poder público.

Com a publicação dos documentos, a plataforma que vai operar o modelo avança mais uma etapa. Ou seja, o mecanismo deixa de ser só conceito e passa a ter regras técnicas definidas.

O que o Ato Técnico Conjunto nº 5/2026 aprova

O ato aprova seis documentos, que tratam de:

  • operações do split payment;
  • integração com os sistemas de pagamento;
  • padrões de segurança;
  • padrões de comunicação em rede.

O texto também permite publicar novas versões desses materiais para corrigir erros relevantes ou fazer ajustes de edição e formatação. Além disso, confirma versões anteriores de dois dos manuais, que tinham saído como documentos preliminares.

Por fim, a mesma possibilidade de atualização sequencial passa a valer para o Manual de Habilitação de Participantes, aprovado em setembro por uma norma conjunta anterior.

Cronograma: opcional em 2027, obrigatório em 2028

A implementação do split payment será gradual. Pela previsão em discussão, o mecanismo começa a ser usado de forma opcional em 2027 e passa a ser obrigatório a partir de 2028.

No entanto, esse cronograma ainda depende de regulamentação e de quão preparados, em termos de tecnologia, os envolvidos estarão. Por isso, quem deixar a adaptação para a última hora corre o risco de ter que fazer tudo às pressas.

Split payment na construção civil: o que muda na rotina das obras

A reforma tributária na construção civil pesa de um jeito particular, porque uma obra envolve muitos fornecedores, medições parciais e contratos longos. Com o tributo separado já no pagamento, alguns pontos tendem a exigir atenção:

  • Fluxo de caixa: o valor que entra na conta do fornecedor passa a vir sem a parcela de tributo. Assim, o planejamento financeiro de cada obra precisa considerar essa diferença.
  • Conciliação financeira: pagamentos, notas fiscais e repasses precisam ser cruzados com precisão, lançamento por lançamento.
  • Contratos e medições: cláusulas de preço e reajuste firmadas hoje podem continuar valendo depois de 2027. Portanto, vale revisá-las desde já.
  • Cadastro de fornecedores: quanto mais organizados e completos estiverem os dados fiscais, menor o risco de erro na separação do tributo.

Como o ERP para construção civil ajuda na transição

O split payment depende de integração entre os sistemas de pagamento e os dados fiscais da empresa. Nesse contexto, quem controla suprimentos, financeiro e fiscal em planilhas separadas tende a ter mais dificuldade na conciliação.

Um ERP para construção civil junta essas informações por obra e por centro de custo. Dessa forma, fica mais fácil acompanhar quanto foi pago a cada fornecedor e quanto foi retido de tributo. Da mesma forma, um sistema de obras ligado ao financeiro ajuda a manter a previsão de caixa atualizada conforme o cronograma físico-financeiro avança.

A íntegra das normas e dos manuais pode ser consultada no portal da Receita Federal sobre a Reforma Tributária do Consumo.

Perguntas frequentes

O que é split payment na Reforma Tributária? É o mecanismo que separa a parcela dos tributos do valor que vai para o fornecedor no momento do pagamento. Os participantes do sistema de pagamento repassam essa parcela ao poder público.

Quando o split payment começa a valer? Pela previsão em discussão, o uso será opcional em 2027 e obrigatório a partir de 2028. O cronograma ainda depende de regulamentação e de preparo tecnológico.

Quais documentos a Receita aprovou para o split payment? O Ato Técnico Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026 aprovou seis documentos sobre operações, integração com sistemas de pagamento, padrões de segurança e comunicação em rede.

Como o split payment afeta a construção civil? A construtora passa a receber e a pagar valores já sem a parcela de tributo. Isso afeta o fluxo de caixa, a conciliação e o controle financeiro de cada obra.

Software para Orçamento de Obras: Como Funciona e Quais Usar

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Orçar uma obra manualmente, cruzando planilhas de composições de custo com tabelas de referência como SINAPI, é um processo lento e sujeito a erros que custam caro depois, quando a diferença entre orçado e realizado aparece no meio da execução. Um software para orçamento de obras existe para automatizar esse cálculo, integrar bases de referência oficiais e permitir ajustes rápidos quando o cenário de preços muda.

O que esperar de um bom software de orçamento

Um software de orçamento de obras eficiente deve oferecer composições de custo atualizadas e vinculadas a bases oficiais, capacidade de trabalhar com múltiplos orçamentos simultâneos para comparar cenários, geração automática de cronograma a partir do orçamento aprovado, e integração direta com o restante do ERP, para que o orçamento não vire um documento isolado, desconectado da execução real da obra.

Principais soluções do mercado

O OrçaFascio é uma referência quando o assunto é orçamento especializado, com mais de vinte bases oficiais integradas e forte presença entre orçamentistas que atendem licitações públicas. Seu ponto de atenção é que o orçamento fica pronto, mas o acompanhamento da execução (compras, financeiro, medições) geralmente exige outro sistema conectado. É justamente nesse ponto que soluções como o SIECON se diferenciam: por ser um ERP completo, o orçamento não fica isolado, ele se conecta diretamente ao cronograma físico-financeiro, às compras e ao controle de custos realizados durante a obra, evitando a necessidade de operar dois sistemas separados para orçar e depois acompanhar a execução. O Sienge, através do módulo eCustos, também trabalha o orçamento de forma integrada ao desempenho da obra, com visão clara de orçado, realizado e comprometido. O Evop permite trabalhar com múltiplos orçamentos simultâneos, copiando e colando dados entre eles, com bases atualizadas como SINAPI, SICRO e bases estaduais.

Orçamento isolado ou integrado: qual caminho escolher

Se a necessidade da empresa é apenas orçar com precisão para participar de licitações, uma ferramenta especializada em orçamento, como o OrçaFascio, cumpre bem esse papel. Mas se o objetivo é acompanhar a obra do orçamento até a entrega, sem reintroduzir os mesmos dados em um segundo sistema, faz mais sentido optar por um ERP que já nasce com o orçamento integrado ao restante da gestão, evitando retrabalho e divergência de dados entre planilhas e sistemas isolados.

Melhores Softwares de Gestão de Obras em 2026

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Gestão de obras é diferente de gestão financeira ou de vendas: envolve acompanhar diariamente o que acontece no canteiro, cruzar isso com o que foi planejado e agir rápido quando o real começa a se afastar do previsto. Um bom software de gestão de obras existe justamente para eliminar a defasagem entre o que acontece no campo e o que o escritório sabe.

O que um software de gestão de obras precisa entregar

As funcionalidades essenciais incluem Relatório Diário de Obra (RDO) digital, com registro de clima, mão de obra e ocorrências; acompanhamento de cronograma com alertas de desvio; controle de materiais e estoque por canteiro; e comunicação integrada entre equipe de campo e escritório, eliminando grupos de mensagens dispersos como única fonte de informação.

Principais opções do mercado

O SIECON se destaca na gestão de obras principalmente pela integração entre o módulo de frotas e equipamentos e o restante do ERP, permitindo que o controle de máquinas, veículos e manutenção converse diretamente com o financeiro e o cronograma da obra. O lançamento recente do aplicativo mobile de Frotas e Equipamentos reforça essa proposta, levando controle de abastecimento e devolução de equipamentos direto para o celular das equipes em campo. O Obra Prima tem como diferencial o RDO completo e a função Previsto x Realizado, permitindo identificar se a obra está dando lucro sem esperar o fechamento do projeto. O Sienge oferece gestão de obra dentro de um ecossistema mais amplo, com dashboards financeiros e indicadores contábeis integrados ao andamento físico da obra. O Vobi aposta em gestão visual (Kanban/Gantt) e comunicação centralizada, sendo bastante usado por construtoras menores e escritórios de arquitetura. O Foco em Obra estrutura o acompanhamento com base na metodologia Lean, unindo controle de qualidade, prevenção de riscos e produtividade da mão de obra. O Mais Controle foca em agilizar processos de obra com cronograma físico-financeiro e curva ABC de insumos, indicado para operações de menor porte.

Como escolher entre eles

A escolha certa depende do que mais pesa na rotina da sua obra hoje. Se o gargalo é controle de máquinas e frota, um sistema com módulo forte nessa área, como o SIECON, tende a resolver um problema que muitos concorrentes tratam apenas superficialmente. Se o gargalo é comunicação entre canteiro e escritório, vale priorizar sistemas com aplicativo mobile robusto e uso realmente adotado pela equipe de campo, testando com o mestre de obras antes de decidir, e não apenas com a equipe administrativa.

ERP para Construção Civil: o que É e Como Escolher o Ideal

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Um ERP (Enterprise Resource Planning) é um sistema de gestão que integra diferentes áreas de uma empresa em uma única plataforma, permitindo que dados fluam entre setores sem retrabalho manual. Na construção civil, esse conceito ganha camadas específicas: em vez de módulos genéricos de estoque e financeiro, um ERP para construção civil incorpora orçamento de obra, cronograma físico-financeiro, controle de suprimentos por canteiro e gestão de frotas e equipamentos.

Por que a construção civil precisa de um ERP especializado

Diferente de um ERP genérico adaptado às pressas, um sistema pensado desde o início para o setor já nasce com a lógica da obra: composições de custo baseadas em referências como SINAPI, cronograma vinculado ao avanço físico real, e controle de insumos que considera o canteiro como unidade de custo, não apenas o estoque central da empresa.

Principais ERPs para construção civil no Brasil

O SIECON, da Poliview, é um dos ERPs mais tradicionais do setor, com décadas de atuação e um diferencial pouco comum no mercado: customização de funcionalidades em conjunto com o cliente, o que permite ao sistema se adaptar a fluxos específicos de cada construtora em vez de forçar a empresa a se adaptar ao software. O SIECON também tem expertise reconhecida em gestão de frotas e equipamentos, área em que lançou recentemente um aplicativo mobile para controle de abastecimento e devolução de equipamentos direto do canteiro. O Sienge é um dos ERPs mais completos e conhecidos, cobrindo o ciclo inteiro da obra, da viabilidade ao pós-venda, sendo indicado principalmente para médias e grandes operações. O TOTVS Obras e Projetos aposta em integração com outros módulos corporativos (RH, logística) e é indicado para empresas que já operam dentro do ecossistema TOTVS. O Versato, da Expert System, tem módulos voltados especificamente para acompanhamento de obra e estudo de viabilidade. O Mega/Globaltec, da Senior Sistemas, atende tanto construtoras quanto incorporadoras, com módulos de custos, compras, obras e patrimônio. O Obra Prima é indicado para pequenas e médias construtoras que buscam um ERP acessível, com boa relação custo-benefício e portal do cliente integrado.

Funcionalidades que um bom ERP de construção civil deve ter

Um ERP de construção civil que realmente entrega valor precisa reunir controle financeiro integrado ao orçamento da obra, gestão de compras e suprimentos com rastreabilidade de materiais, cronograma físico-financeiro atualizado em tempo real, módulo de frotas e equipamentos (especialmente para empresas com maquinário próprio), e relatórios gerenciais que permitam comparar previsto e realizado a qualquer momento da obra, não apenas no fechamento.

Como escolher

A escolha ideal passa por mapear os processos internos da construtora antes de avaliar qualquer software, entender a escalabilidade necessária (a empresa pretende crescer em número de obras simultâneas?), e considerar o custo total, que vai além da licença e inclui implantação, treinamento e suporte contínuo. Vale também conversar com outras construtoras que já usam o sistema avaliado, pedindo referências reais de suporte e não apenas de funcionalidades.

Sistema para Construtoras: os 10 Melhores Softwares

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Escolher um sistema para construtoras deixou de ser um diferencial e passou a ser uma condição básica de competitividade. Entre prazos apertados, margens cada vez mais estreitas e obras cada vez mais fiscalizadas, depender de planilhas soltas e controles manuais é um risco que poucas empresas ainda podem correr. Um sistema para construtoras, na prática, é um software que centraliza orçamento, planejamento, compras, financeiro e execução de obra em uma única plataforma, permitindo que informações do canteiro cheguem ao escritório em tempo real e que decisões sejam tomadas com dados reais, não com estimativas.

Os principais sistemas do mercado brasileiro

SIECON, da Poliview, é um ERP especializado em construção civil com décadas de atuação no setor, reconhecido pela customização de funcionalidades junto aos próprios clientes e por um suporte técnico humanizado, algo que costuma pesar bastante na decisão de construtoras que já passaram por experiências frustrantes com sistemas genéricos. O SIECON também se destaca em gestão de frotas e equipamentos, tendo lançado recentemente um aplicativo mobile que leva controle de abastecimento e devolução de equipamentos direto para o celular das equipes de campo. Sienge, da Softplan, é um dos ERPs mais robustos e conhecidos do país, cobrindo desde o estudo de viabilidade até a assistência técnica pós-obra. É frequentemente a escolha de médias e grandes construtoras que precisam de um sistema com módulos profundos e integração completa entre engenharia e backoffice. TOTVS Obras e Projetos aposta em escalabilidade e governança, sendo indicado para empresas que já operam com um ERP corporativo maior e precisam de compliance rigoroso com normas como PBQP-H e legislações fiscais. Mais Controle é voltado para pequenas e médias construtoras que querem sair da planilha sem assumir a complexidade (e o custo) de um ERP de grande porte, com foco forte em orçamento e controle financeiro de obra. Obra Prima se diferencia pelo aplicativo de campo e pelo conceito de Previsto x Realizado, permitindo acompanhar se a obra está dando lucro antes mesmo de ela terminar. Vobi prioriza design e produtividade, sendo bastante usado por arquitetos, escritórios de interiores e construtoras boutique que valorizam interface simples e comunicação centralizada com o cliente. UAU, da Globaltec, une gestão de obra com operação imobiliária, sendo indicado principalmente para incorporadoras que precisam gerenciar vendas de unidades e repasses bancários dentro do mesmo sistema. OrçaFascio é especializado em orçamento com bases oficiais como SINAPI, sendo referência entre orçamentistas e empresas que participam de licitações públicas. Foco em Obra oferece gestão de obra baseada em metodologia Lean, com controle de qualidade, segurança e produtividade de mão de obra. CV CRM merece uma ressalva: não é um sistema de gestão de obra, e sim um CRM voltado para o processo comercial de incorporadoras, do lançamento ao pós-venda. Costuma complementar um ERP, não substituí-lo.

Como escolher o sistema certo

O primeiro critério é o porte da construtora. Um ERP dimensionado para uma grande incorporadora tende a ser complexo e caro demais para uma construtora pequena, assim como um sistema simples pode não dar conta da complexidade de uma operação com múltiplos empreendimentos simultâneos. O segundo critério é o tipo de operação: construtoras que vendem unidades diretamente precisam de módulos de incorporação e repasse, enquanto empreiteiras que só executam obra podem dispensar essa camada. O terceiro critério, muitas vezes subestimado, é a qualidade do suporte técnico. Um sistema com muitas funcionalidades, mas suporte lento ou impessoal, tende a gerar frustração ao longo do uso. É aqui que soluções com atendimento mais próximo, como o SIECON, costumam ganhar pontos entre construtoras que já testaram alternativas mais engessadas. O ideal é testar o sistema com dados reais da própria obra antes de fechar contrato, avaliando não só as funcionalidades prometidas, mas a curva de aprendizado da equipe e a agilidade do suporte em resolver problemas do dia a dia.

Brasil precisa mais que dobrar investimentos em infraestrutura, aponta CNI

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O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para superar o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. A conclusão é do estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em 2024, os investimentos em infraestrutura somaram R$ 266,8 bilhões, o equivalente a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, segundo o levantamento, o país precisa elevar esse volume para cerca de 4,65% do PIB — aproximadamente R$ 550 bilhões — e manter esse patamar por pelo menos duas décadas para superar o hiato histórico de investimentos. O estudo aponta que nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de financiar as necessidades de infraestrutura do país. Para alcançar o volume necessário, será preciso combinar diferentes instrumentos financeiros, ampliar a participação do capital privado e criar um ambiente econômico e institucional que ofereça mais segurança aos investidores. Para o especialista em infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, a experiência internacional mostra que um salto dessa magnitude exige mais do que aperfeiçoar os atuais instrumentos de financiamento. “É fundamental que o país consiga alcançar um ambiente econômico e institucional sólido, com regras previsíveis e com instrumentos de financiamento que reflitam as reais necessidades do mercado, amparadas em projetos de qualidade com maturação no médio e longo prazo”, afirma.

Investimentos e fontes de financiamento

Do total investido em infraestrutura em 2024, R$ 188,1 bilhões — ou 70,5% — vieram do setor privado. Os investimentos públicos somaram R$ 78,6 bilhões, impulsionados principalmente pelos governos estaduais e municipais. Os dados também mostram uma mudança na origem dos recursos destinados ao setor ao longo dos últimos anos. O financiamento privado passou de uma média de R$ 88,6 bilhões entre 2010 e 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024. No mesmo período, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. Já a participação das instituições multilaterais passou de R$ 7,9 bilhões para R$ 8,4 bilhões. Em termos percentuais, a composição das fontes de financiamento também mudou:
  • Público: de 68,1%, entre 2010 e 2014, para 35,7%, em 2024;
  • Privado: de 29,3% para 61,5%;
  • Multilateral: de 2,6% para 2,8%.
Em 2024, as debêntures foram a principal fonte de financiamento da infraestrutura, com participação de 40%. Em seguida aparecem o capital próprio, com 17,3%, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 16,3%. Na sequência estão:
  • Estados: 9,2%
  • Orçamento do Governo Federal: 6%
  • Instituições multilaterais: 2,8%
  • Bancos comerciais: 2,5%
  • Caixa: 1,8%
  • Fundos de Investimentos em Participações (FIPs): 1,7%
  • Banco do Nordeste (BNB): 1,2%
  • Banco da Amazônia (BASA): 1,1%
A participação do financiamento privado também varia entre os segmentos da infraestrutura. Em 2024, o setor privado respondeu por 91% do financiamento em telecomunicações e por 82,1% na energia elétrica. No saneamento, a participação foi de 65,2%, enquanto nos transportes ficou em 36,1%. Para Ramon Cunha, os números mostram uma transformação na forma de financiar a infraestrutura brasileira, marcada pelo avanço da participação privada. No entanto, segundo ele, essa mobilização ainda precisa ganhar escala. “É preciso que o país consiga criar condições para mobilizar mais recursos e diversificar as fontes de financiamento, de modo que os recursos disponíveis tenham a escala necessária para alcançar o salto de investimentos que o país tanto necessita”, afirma. Durante o lançamento do estudo, a superintendente de Crédito Grandes Empresas do Itaú, Ana Paula Silva da Cruz, avaliou que o aumento da participação privada nos investimentos em infraestrutura está relacionado, entre outros fatores, à expansão das concessões. “Com esse movimento de expansão das concessões, houve também uma importante evolução regulatória. O arcabouço regulatório é algo que exige contínuo aprimoramento, mas, sem dúvida, em determinados setores da economia do mercado de infraestrutura houve evolução. Isso faz com que atraia mais financiadores e investidores. E quanto mais a gente tem uma base extensa de investidores, mais a gente propicia um aumento de bancabilidade privada como um todo”, explicou.

Novo regime de financiamento

A publicação defende a construção de um novo regime de financiamento para ampliar os investimentos em infraestrutura. Segundo a CNI, esse modelo deve estar apoiado na estabilidade macroeconômica e fiscal, considerada fundamental para reduzir incertezas e o custo do capital. Outro eixo é o fortalecimento do mercado de capitais, com maior participação de investidores institucionais e a ampliação de instrumentos de financiamento de longo prazo, como fundos de pensão, por exemplo. O estudo também aponta a necessidade de expandir o crédito privado e o project finance, com estruturas capazes de distribuir os riscos de forma mais eficiente entre os participantes dos projetos. A proposta inclui ainda a ampliação da carteira de projetos bem estruturados, fortalecendo a capacidade de planejamento e preparação de concessões e parcerias. Nesse processo, instituições como o BNDES e a Caixa podem atuar na estruturação e viabilização dos empreendimentos. Segurança jurídica, previsibilidade regulatória e autonomia técnica das agências reguladoras também aparecem entre os pilares apontados pela CNI. A avaliação é de que esses fatores precisam funcionar de forma integrada para permitir a mobilização de recursos na escala necessária. O estudo destaca que o BNDES e outras instituições públicas de desenvolvimento continuam relevantes nesse processo. Segundo a publicação, o desafio é fortalecer sua atuação em um modelo no qual essas instituições contribuam para reduzir riscos, estruturar projetos e ampliar a capacidade de atrair recursos privados de longo prazo.

Experiências internacionais

A análise da CNI também reúne experiências de países como Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos adotados, o estudo identifica alguns fatores comuns entre os países com maior capacidade de mobilizar recursos para infraestrutura:
  • estabilidade macroeconômica;
  • instituições confiáveis;
  • previsibilidade regulatória;
  • desenvolvimento do mercado de capitais;
  • instrumentos de financiamento de longo prazo;
  • capacidade técnica para estruturar projetos.
As experiências analisadas também mostram que os recursos públicos permanecem importantes, mas podem ser utilizados de forma estratégica para reduzir riscos, viabilizar projetos e atrair capital privado, em vez de apenas substituir investimentos do mercado. Durante o lançamento do estudo, o sócio-fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, citou o México como um dos exemplos de mudanças institucionais voltadas à ampliação do financiamento de longo prazo. Segundo ele, a reforma previdenciária realizada em 1997 ampliou o papel dos fundos de pensão no financiamento de longo prazo no país. Em 2009, também foram criados os CKDs, instrumentos destinados à mobilização de recursos privados para investimentos em infraestrutura e parcerias público-privadas (PPPs). “Na América Latina, a taxa de investimento de países como México e outros é da ordem de 23%, 24%, 25% do PIB. Ou seja, cerca de 9% a 10% acima da nossa taxa de investimento. O México sofreu uma crise macroeconômica de primeira grandeza no início dos anos 1980. E teve que fazer seu dever de casa e não se afastou da disciplina fiscal, independente do partido”, afirmou. Frischtak também citou Austrália e Chile. Na Austrália, a participação privada ganhou força a partir do início dos anos 1990, com privatizações nos setores de energia, transportes e comunicações. O modelo passou a contar com forte presença de investidores institucionais e fundos de pensão. No Chile, consolidou-se um ambiente de estabilidade macroeconômica e previsibilidade regulatória. A primeira PPP foi aprovada em 1993 e o marco legal do modelo foi consolidado em 1997, com participação relevante dos fundos de pensão no financiamento da infraestrutura. “Austrália talvez seja o caso mais clássico de como mobilizar recursos e fundos de pensão, mas não é o único. O Chile faz a mesma coisa. Por que os nossos fundos de pensão ainda estão muito grudados no curto prazo? Porque o investimento de curto prazo é muito rentável. Investir no Tesouro Nacional é muito atraente”, afirmou. O estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil está disponível na íntegra no Portal da Indústria.

CONSTRU360° FAQ

Quanto o Brasil investe em infraestrutura por ano?

Em 2024, os investimentos em infraestrutura no Brasil somaram R$ 266,8 bilhões, o equivalente a 2,27% do PIB, segundo o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da CNI.

Quanto o Brasil precisaria investir em infraestrutura?

De acordo com a CNI, o país precisa elevar os investimentos para cerca de 4,65% do PIB, aproximadamente R$ 550 bilhões, e manter esse patamar por pelo menos duas décadas para superar o déficit histórico do setor.

Quem financia a infraestrutura no Brasil: setor público ou privado?

Em 2024, o setor privado respondeu por R$ 188,1 bilhões (70,5%) dos investimentos em infraestrutura. Os investimentos públicos somaram R$ 78,6 bilhões, puxados principalmente por estados e municípios.

Nas fontes de financiamento, a participação privada passou de 29,3% (média de 2010 a 2014) para 61,5% em 2024. A pública caiu de 68,1% para 35,7%, e a multilateral foi de 2,6% para 2,8%.

Qual é a principal fonte de financiamento da infraestrutura no Brasil?

Em 2024, as debêntures lideraram, com 40% de participação. Em seguida vieram o capital próprio (17,3%) e o BNDES (16,3%).

Em quais setores da infraestrutura o capital privado tem mais peso?

Em 2024, a participação privada no financiamento foi de:

  • Telecomunicações: 91%
  • Energia elétrica: 82,1%
  • Saneamento: 65,2%
  • Transportes: 36,1%

O que a CNI propõe para ampliar os investimentos em infraestrutura?

A CNI defende um novo regime de financiamento apoiado em:

  • estabilidade macroeconômica e fiscal;
  • fortalecimento do mercado de capitais, com mais investidores institucionais, como fundos de pensão;
  • expansão do crédito privado e do project finance;
  • ampliação da carteira de projetos bem estruturados, com apoio de instituições como BNDES e Caixa;
  • segurança jurídica, previsibilidade regulatória e autonomia técnica das agências reguladoras.

Quais países servem de referência para o financiamento de infraestrutura?

O estudo analisou Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Os fatores comuns aos países com maior capacidade de mobilizar recursos são estabilidade macroeconômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido, instrumentos de financiamento de longo prazo e capacidade técnica para estruturar projetos.

Dados do estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil (CNI), via Brasil 61.

Análise de Valor Agregado (AVA): como unir escopo, prazo e custo na gestão de projetos

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1. Introdução

A Análise de Valor Agregado (AVA), segundo Vargas (2013), é uma ferramenta de gestão de projetos em que a análise é medida pelo acompanhamento do desempenho geral do projeto por meio de uma perspectiva financeira, mas que também integra aspectos de prazo e progresso físico para essa avaliação. De acordo com Nocêra (2015), a Análise de Valor Agregado foi utilizada pela primeira vez em 1976 pelo Departamento de Defesa Americano, que integrava o gerenciamento de escopo, custo e prazo do projeto. Portanto, a chave do Valor Agregado é a união entre escopo, custo e prazo, na tentativa de um gerenciamento de projetos mais eficiente.

2. Estrutura Analítica de Projeto – EAP

Para que a Análise de Valor Agregado seja implementada de forma eficiente, o primeiro passo é a estruturação efetiva do escopo, ou seja, a definição do trabalho a ser realizado. Para tanto, a ferramenta utilizada é a Estrutura Analítica de Projeto (EAP), que é uma ferramenta visual que divide o escopo total de um projeto em partes menores e mais fáceis de gerenciar, chamadas de pacotes de trabalho. A EAP é uma divisão hierárquica do projeto, em que o projeto é estruturado do objetivo geral (topo) até as tarefas executáveis (base). Essa divisão hierárquica facilita o controle, definindo responsáveis, prazos e custos.
Figura 1 – Estrutura Analítica do Projeto (EAP). Fonte: o autor.
Figura 1 – Estrutura Analítica do Projeto (EAP). Fonte: o autor.
 

3. Planejamento

Após a decomposição do escopo na EAP, criamos o cronograma, que nada mais é do que a distribuição, ao longo do tempo, dos pacotes de trabalho estabelecidos na EAP. É aqui que vemos o desenvolvimento cronológico dos pacotes de trabalho ao longo do tempo, o que determina o Orçamento no Término (ONT) do projeto.
Figura 2 – Cronograma baseado na EAP. Fonte: o autor.
Figura 2 – Cronograma baseado na EAP. Fonte: o autor.

4. Células de Controle

Segundo Vargas (2013), após a definição do escopo e o desenvolvimento do cronograma do projeto, é necessário estabelecer os custos envolvidos para a determinação do orçamento. Para determinar o orçamento do projeto, é necessária a criação de células de controle. As células de controle agregam os valores do orçamento por meio do estabelecimento dos recursos empregados na realização das atividades. Esses recursos compreendem toda a mão de obra, os materiais e os equipamentos que serão utilizados para alcançar os objetivos do projeto.
Figura 3 – Células de Controle com valores de cada pacote. Fonte: o autor.
Figura 3 – Células de Controle com valores de cada pacote. Fonte: o autor.
Cada Célula de Controle contém os valores referentes aos pacotes de trabalho, que vão se agregando à medida que sobem na cadeia hierárquica. Como pode ser observado acima, cada atividade tem um valor, que soma na célula de controle e que soma em todo o projeto, gerando, assim, o orçamento do projeto.

5. Valor Agregado

Segundo Nocêra (2015), o Valor Agregado é toda atividade que agrega valor no decorrer da sua execução até uma determinada data de status.

5.1 Elementos básicos da Análise do Valor Agregado

Valor Planejado (VP) é o valor planejado da linha de base de uma atividade até a data de status. Esse valor planejado é baseado, conforme explicado acima, no orçamento determinado pela utilização dos recursos atribuídos a essas atividades. Custo Real (CR) é o valor real gasto do trabalho executado de uma determinada atividade até a data de status. Valor Agregado (VA) é o valor do trabalho executado até a data de status.

5.2 Índices de desempenho

Sigla Descrição Indicativo
VP Valor Planejado Aferição do valor planejado até a data de status
CR Custo Real Custo real incorrido até a data de status
VA Valor Agregado Valor agregado até a data de status
ONT Orçamento no Término Valor total orçado para o projeto
 
Sigla Descrição Indicativo Fórmula
VPr Variação de Prazo Indica se o projeto está adiantado ou atrasado em relação ao cronograma. Então, se: VPr > 0, projeto está adiantado (entregou mais valor do que o planejado para o período); VPr = 0, projeto está exatamente no prazo; VPr < 0, projeto está atrasado (entregou menos valor do que o cronograma exigia). VPr = VA – VP
IDP Índice de Desempenho de Prazo Indica com qual eficiência estamos utilizando o tempo no projeto. Então, se: IDP > 1, projeto está adiantado. Uso do tempo do projeto melhor do que o esperado; IDP = 1, projeto anda no prazo; IDP < 1, projeto atrasado. Uso do tempo do projeto pior do que o esperado. IDP = VA/VP
VC Variação de Custo Indica se o projeto está abaixo ou acima em relação ao orçamento. Então, se: VC > 0, o projeto está abaixo do orçamento (economizando dinheiro); VC = 0, projeto está exatamente dentro do orçamento; VC < 0, projeto está acima do orçamento (estourado / dando prejuízo). VC = VA – CR
IDC Índice de Desempenho de Custo Indica com qual eficiência estamos utilizando os recursos do projeto. Então, se: IDC > 1, projeto está abaixo do orçamento (eficiente). Cada R$ 1,00 gasto gera mais de R$ 1,00 em valor; IDC = 1, projeto está gastando exatamente o que foi orçado; IDC < 1, projeto está acima do orçamento (ineficiente). Você está gastando mais para entregar menos. IDC = VA/CR
Graficamente, temos:
Figura 4 – Gráfico dos índices de análise de desempenho. Fonte: o autor.
Figura 4 – Gráfico dos índices de análise de desempenho. Fonte: o autor.

5.3 Aplicação prática da Análise de Valor Agregado

De posse da EAP, das Células de Controle e do Cronograma, podemos agora aplicar a Análise de Valor Agregado na prática. Considere a tabela abaixo:
Tabela de referência com os valores planejados por atividade. Fonte: o autor.
Tabela de referência com os valores planejados por atividade. Fonte: o autor.
Se definirmos a data de status no dia 12 (D12) e considerarmos uma distribuição linear do custo, usando percentuais como critério de avanço, teríamos, para o D12, o resultado a seguir:
Atividade VP D12 Progresso Previsto Progresso Real VA D12 CR D12
Escavação R$ 70.000,00 100% 100% 70.000,00 72.000,00
Sapatas R$ 50.000,00 100% 83% 41.250,00 43.250,24
Pilares R$ 120.000,00 100% 89% 106.800,00 102.421,63
Vigas R$ 35.000,00 50,0% 43% 15.050,00 18.023,52
Lajes R$ – 0,00% 0,00% 0,00 0,00
Paredes R$ – 0,00% 0,00% 0,00 0,00
Reboco R$ – 0,00% 0,00% 0,00 0,00
Totais R$ 275.000,00     233.100,00 235.695,39
Exemplificação da determinação das análises e previsões para duas atividades. Fonte: o autor. Exemplo 1: Escavação Variação de Prazo – VPr VPr = VA – VP  →  VPr = 70.000 – 70.000 = 0 Logo: projeto está exatamente no prazo. Índice de Desempenho de Prazo – IDP IDP = VA / VP  →  IDP = 70.000 / 70.000 = 1 Logo: projeto está exatamente no prazo. Variação de Custo – VC VC = VA – CR  →  VC = 70.000 – 72.000 = -2.000 Logo: projeto está acima do orçamento. Índice de Desempenho de Custo – IDC IDC = VA / CR  →  IDC = 70.000 / 72.000 = 0,97 Logo: projeto está acima do orçamento (ineficiente). Você está gastando mais para entregar menos. Como podemos verificar acima, com relação ao prazo, a atividade de Escavação está conforme o planejado, ou seja, o que foi planejado foi agregado. Contudo, com relação ao custo, os valores já não apresentam a mesma realidade. Como pode ser visto acima, apesar de a atividade estar no prazo, os custos reais ficaram um pouco acima do planejado. Isso pode ter ocorrido justamente porque, para manter a atividade dentro do prazo planejado, pode ter sido necessário empregar mais recursos para o atingimento da meta. Exemplo 2: Pilares Variação de Prazo – VPr VPr = VA – VP  →  VPr = 106.800 – 120.000 = -13.200 Logo: projeto está atrasado (entregou menos valor do que o cronograma exigia). Índice de Desempenho de Prazo – IDP IDP = VA / VP  →  IDP = 106.800 / 120.000 = 0,89 Logo: projeto atrasado. Uso do tempo do projeto pior do que o esperado. Variação de Custo – VC VC = VA – CR  →  VC = 106.800 – 102.421,63 = 4.378,37 Logo: projeto está abaixo do orçamento (economizando dinheiro). Índice de Desempenho de Custo – IDC IDC = VA / CR  →  IDC = 106.800 / 102.421,63 = 1,04 Logo: projeto está abaixo do orçamento (eficiente). Como podemos verificar acima, com relação ao prazo, o projeto apresenta uma situação desfavorável, com a Variação de Prazo (VPr) negativa e o Índice de Desempenho de Prazo (IDP) abaixo de 1. Isso significa que o valor agregado até o momento está abaixo do valor que havia sido planejado, indicando que o projeto está atrasado em relação ao cronograma. Contudo, com relação ao custo, a situação é diferente. A Variação de Custo (VC) positiva e o Índice de Desempenho de Custo (IDC) acima de 1 indicam que o trabalho realizado está sendo executado com um custo inferior ao planejado. Essa situação pode ocorrer, por exemplo, quando o projeto está atrasado e, consequentemente, realizou um volume de trabalho menor do que o previsto. Como foi realizado menos trabalho, os custos reais também podem ter ficado abaixo do planejado. Portanto, embora o desempenho de custo seja favorável, isso não significa necessariamente que o projeto esteja economizando, mas que o custo do trabalho efetivamente realizado está abaixo do valor planejado para esse mesmo trabalho.

6. Conclusão

A utilização da Análise de Valor Agregado permite gerar uma grande variedade de análises para o acompanhamento do projeto. Com base no escopo, no cronograma e nos custos, podemos obter uma visão holística do projeto e, dessa forma, traçar objetivos que mantenham o projeto nos trilhos ou estratégias para sua retomada. O principal objetivo deste artigo foi elucidar aos leitores a importância da utilização do Valor Agregado na gestão de projetos. Certamente, há muito mais a ser estudado, pois essa ferramenta permite realizar diversas outras análises além das apresentadas neste artigo. E na sua obra, a Análise de Valor Agregado já é utilizada? Compartilhe sua experiência conosco na aba de comentários!

Referências Bibliográficas

VARGAS, Ricardo Viana. Análise de valor agregado: revolucionando o gerenciamento de prazos e custos. 6. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2013. NOCÊRA, Rosaldo de Jesus. Análise de valor agregado. 5. ed

Detergente misturado ao cimento funciona? Entenda efeito “bolha” na argamassa

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Quem passa por uma obra pode se deparar com uma cena curiosa! Em meio ao cimento e à areia, alguns pedreiros acrescentam detergente à mistura. O hábito pode parecer estranho, mas tem uma explicação relacionada à forma como a massa se comporta durante o preparo e aplicação.

O detergente possui substâncias chamadas tensoativos, que favorecem a formação de pequenas bolhas de ar na mistura. Com isso, a argamassa pode ficar mais plástica e fácil de espalhar, o que facilita o trabalho durante alguns tipos de serviço.

É justamente por deixar a massa mais trabalhável que a prática se tornou comum entre alguns profissionais.

O recurso pode aparecer em trabalhos como reboco, assentamento de blocos e pequenos reparos, nos quais a facilidade de manipulação da argamassa é importante.

A mistura realmente melhora o cimento?

Embora o detergente possa facilitar o manuseio da massa, isso não significa que o material ficará mais resistente depois de seco.

Um estudo publicado na Revista UniAraguaia avaliou a incorporação de detergente em argamassas de cimento e comparou diferentes concentrações do produto. Os pesquisadores observaram que a adição aumentou a trabalhabilidade da mistura, mas também provocou alterações em outras propriedades.

Conforme a quantidade de detergente aumentava, a resistência mecânica da argamassa diminuía e a absorção de água aumentava. Na concentração de 0,50%, por exemplo, a resistência à compressão ficou 68% abaixo da observada com o aditivo comercial utilizado na comparação.

O detergente pode ser usado em qualquer obra?

Não. O detergente doméstico não foi desenvolvido para substituir os aditivos específicos utilizados na construção civil, que têm composição e finalidade controladas.

O cuidado é especialmente importante em estruturas que precisam suportar cargas, como pilares, vigas, lajes e fundações. Alterar a composição do concreto ou da argamassa sem orientação técnica pode comprometer o desempenho e a durabilidade do material.

Por isso, embora a mistura tenha uma explicação técnica, colocar detergente no cimento não é um truque universal. A facilidade de aplicação pode ser uma vantagem em determinadas situações, mas o produto também pode prejudicar características importantes da argamassa quando usado de forma inadequada.

Qual é a estação de metrô mais profunda de SP? Entenda a engenharia por trás da estação Água Branca

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A cidade de São Paulo possui atualmente a estação de metrô mais profunda da América Latina, a colossal Água Branca, da Linha 6 – Laranja. Em breve, outras paradas desbancarão esse recorde, todas no mesmo ramal. Água Branca foi inaugurada em julho com 47,8 metros, superando estações que antes eram consideradas superprofundas, como Pinheiros (33,90 metros), Paulista (35,41 metros) e Santa Cruz (41,26 metros).

A expectativa é que até o fim de 2026 a inauguração de uma nova estação da Linha 6 – Laranja supere a profundidade de todas as outras paradas.

Itaberaba – Hospital Vila Penteado, na zona norte, terá 65,71 metros de profundidade, o que equivale à altura de um prédio de 24 andares.

Segundo o portal de Investimentos do Governo de São Paulo, os engenheiros que projetaram a parada tiveram que pensar em diversos pontos para definirem por que ela teria que ficar tão abaixo em relação ao nível da rua.

Além da qualidade do solo na região, as paradas anteriores e posteriores ficam em regiões com o solo muito acidentado, com muitos desníveis pelo caminho. Para poder vencer todas essas barreiras geográficas, e para manter a segurança das escavações, foi optado por construir a estação profunda.

O fato da nova linha de metrô passar abaixo do Rio Tietê e da Linha 4 – Amarela também contribuíram para o detalhe na construção.

Quando estiver completa, a Linha 6 – Laranja terá outras estações superprofundas: Higienópolis-Mackenzie (64,86 metros), Bela Vista (60,68 metros), PUC-Cardoso de Almeida (60,51 metros) e São Joaquim (52,08 metros).

PlanMetal aposta em industrialização e tecnologia para enfrentar novos desafios da construção civil

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Com mais de três décadas de atuação no mercado de estruturas metálicas, a PlanMetal desenvolve projetos que envolvem detalhamento técnico, fabricação e montagem para diferentes segmentos da construção civil. A empresa atende áreas como saúde, educação, obras institucionais, residências de alto padrão e projetos especiais. À frente da empresa está Paulo Ehrenberger Machado, engenheiro formado pela Escola Politécnica e professor licenciado. Sua trajetória começou ainda na década de 1980, quando deixou uma experiência profissional na Universidade de São Paulo para trabalhar em uma metalúrgica da família. A partir dali, iniciou um processo de crescimento que levou à criação e expansão da PlanMetal.
“Eu queria inovar, criar, fazer”, afirma Paulo ao recordar o início da carreira.
Atualmente, a empresa possui fábrica em Campo Limpo Paulista e escritório em São Paulo. Segundo o fundador, a PlanMetal atua em projetos de alto nível de exigência e vem ampliando sua presença tanto no mercado privado quanto em obras públicas.

A construção civil diante da falta de mão de obra

Na avaliação de Paulo, um dos principais desafios atuais do setor é a dificuldade de encontrar e formar novos profissionais para atividades como alvenaria, instalação e montagem. Para ele, o trabalho pesado, realizado muitas vezes sob sol, poeira e ruído, tem afastado parte dos trabalhadores mais jovens. Esse cenário exige uma mudança na forma de construir, com maior uso de processos industrializados, estruturas metálicas e soluções pré-fabricadas.
“A saída para a gente é industrializar o processo, e a metálica vai ter um grande papel nisso tudo”, afirma.
O fundador também observa que essa transformação não depende apenas de equipamentos. Ela envolve uma mudança cultural em um país historicamente acostumado à construção convencional baseada em concreto e alvenaria.

Tecnologia como apoio à gestão

A digitalização aparece como outro eixo importante da estratégia da PlanMetal. A empresa utiliza ferramentas de modelagem, softwares de cálculo e detalhamento, além de sistemas de gestão empresarial para acompanhar custos, suprimentos, orçamentos e resultados das obras. Na entrevista, Paulo destaca o uso do SIECON como uma ferramenta de apoio à tomada de decisões. Para ele, o sistema permite transformar dados operacionais e financeiros em informações mais claras para a gestão.
“A gente só melhora o que conhece. Então tem que usar cada vez mais.”
O fundador reconhece, no entanto, que a tecnologia só produz resultados quando as equipes são treinadas e conseguem utilizar adequadamente os recursos disponíveis. Por isso, considera essencial investir em capacitação, padronização e registro dos processos internos. A PlanMetal mantém manuais e procedimentos para atividades técnicas e operacionais, desde práticas de soldagem e montagem até orientações comportamentais. Essa organização, segundo Paulo, ajuda a preservar o conhecimento e reduzir os impactos da rotatividade de funcionários.

Controle para crescer com segurança

A entrada em concorrências e obras públicas também aumentou a necessidade de controle sobre custos, margens e execução. Em projetos com pouca margem para erros, um orçamento impreciso ou um desvio durante a obra pode comprometer o resultado.
“Qualquer desvio pode ser fatal, então você precisa estar bem controladinho”, resume Paulo.
Para o empresário, a combinação entre experiência, processos bem definidos e tecnologia é o que permite à PlanMetal assumir projetos mais complexos sem perder o controle da operação. Ao olhar para o futuro da construção civil, Paulo defende uma aproximação cada vez maior entre engenharia, industrialização e tecnologia. Sua visão é que empresas capazes de organizar seus processos, capacitar as equipes e interpretar corretamente seus próprios dados estarão mais preparadas para enfrentar um mercado marcado por custos elevados, escassez de mão de obra e maior exigência dos clientes. A entrevista mostra que, para a PlanMetal, inovar não significa apenas adotar novas ferramentas, mas transformar a maneira de planejar, executar e controlar cada etapa da construção.

SIECON lança aplicativo de Frotas e Equipamentos e leva mobilidade ao ERP

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A Poliview Tecnologia, empresa por trás do SIECON, ERP desenvolvido exclusivamente para os segmentos de construção civil, engenharia e incorporação, anuncia o lançamento de seu novo aplicativo de Frotas e Equipamentos. A novidade leva para o celular funções que antes ficavam restritas ao ambiente do sistema de gestão, trazendo mais agilidade para o dia a dia de quem administra veículos, máquinas e equipamentos em obra. O módulo de Gestão de Frotas e Equipamentos do SIECON já é reconhecido no mercado por sua completude, reunindo desde o controle de manutenção preventiva e corretiva por horímetro, hodômetro ou consumo de combustível, até a gestão de alocação de veículos e máquinas com apropriação de custos e receitas por empreendimento, controle de pneu a fogo, movimentação de equipamentos entre obras e até registro de infrações de trânsito por condutor Gestão de Frotas e Equipamentos. É justamente essa expertise acumulada em TI aplicada à gestão de frotas que a Poliview leva agora para um novo formato: o aplicativo mobile.

Do ERP para o bolso do usuário

A proposta do novo aplicativo não é substituir o módulo completo do ERP, mas sim colocar na palma da mão as funções mais operacionais e recorrentes do dia a dia de campo, aquelas que exigem resposta rápida e que, até então, dependiam de acesso ao sistema em um computador ou de anotações manuais que só eram lançadas depois, muitas vezes com atraso e risco de erro. Segundo a própria Poliview, o aplicativo de Frotas já nasce com duas funcionalidades centrais disponíveis:
  • Controle de Abastecimento, permitindo o registro do reabastecimento de veículos, máquinas e equipamentos diretamente pelo celular, no momento em que ele acontece, eliminando a defasagem entre o abastecimento físico e o lançamento no sistema.
  • Controle de Entrega e Devolução de Equipamentos, possibilitando registrar de forma remota a movimentação de máquinas e ferramentas entre obras, equipes ou responsáveis, dando mais rastreabilidade a um processo que tradicionalmente é um dos pontos cegos da gestão de frotas na construção civil.

Como acessar a novidade se você já é cliente SIECON

Para quem já faz parte da base de clientes SIECON, a boa notícia é que essa novidade chega de forma integrada ao ecossistema que você já utiliza no dia a dia. Clientes que operam no SIECON Cloud já podem verificar a disponibilidade do novo aplicativo de Frotas e Equipamentos diretamente com o time de suporte SIECON, através dos canais oficiais de atendimento. Como o aplicativo foi desenvolvido para funcionar de forma integrada ao módulo de frotas já existente no ERP, a ativação tende a ser simples para quem já possui a funcionalidade contratada no sistema. Em caso de dúvidas sobre disponibilidade, requisitos de instalação ou configuração para a sua operação, o suporte SIECON é o canal indicado para orientar cada etapa desse processo, seguindo o mesmo padrão de atendimento humanizado que já é uma das marcas registradas da empresa.

O que fica dessa novidade

Com o aplicativo de Frotas e Equipamentos, a Poliview reforça sua posição de pioneira no desenvolvimento de tecnologia dedicada exclusivamente à construção civil, mostrando que a expertise acumulada ao longo de décadas em gestão de frotas dentro do ERP não fica estática, ela evolui e se adapta ao formato que o mercado já espera: mobilidade, agilidade e integração total com o sistema de gestão da construtora. Para a base de clientes que já confia no SIECON Cloud, essa é mais uma entrega que confirma o compromisso da empresa em evoluir junto com quem já está dentro do ecossistema, e não apenas em conquistar novos mercados.