Imobiliárias investem na assinatura digital para contratos de aluguel

Rio – Incorporadoras e imobiliárias estão investindo cada vez mais em um procedimento de locação feito exclusivamente pela internet. Com o novo formato de assinatura, o futuro inquilino pode fechar o negócio a qualquer hora e em qualquer lugar, sem ter a necessidade de idas ao cartório. O processo pode ser feito pelo computador ou pelo smartphone. Durante o processo, o futuro locatário recebe um documento para confirmar as cláusulas e dados do contrato de locação e confirmação da assinatura.

O QuintoAndar, por exemplo, começou a operar já no ambiente online. Assim que a proposta é aceita pelo proprietário e o inquilino passa pela análise de crédito, a empresa gera o contrato, que é encaminhado para as partes envolvidas na negociação. Uma vez assinado, o contrato é fechado. “É um caminho sem volta, com a tecnologia facilitando e simplificando processos antes burocráticos”, explica André Penha, cofundador da empresa.

Mas esse novo modelo de negócio também atingiu em cheio as empresas tradicionais do setor. Desde o ano passado, contratos de aluguel firmados pela Administradora Renascença podem ser feitos apenas pela internet. Para Alexandre Parente, vice-presidente administrativo da empresa, o novo formato desburocratiza as negociações. “Dependendo do caso, a locação é validada em até 12 horas, além de não ter custo para os clientes”, explica.

A imobiliária Sawala também está investindo nesse cenário. “Já é uma realidade. Os clientes podem fazer o processo de forma gratuita”, afirma Antonio Augusto Gonçalves, gerente jurídico da Sawala Imobiliária.

Mesmo com as mudanças nas administradoras, o consumidor ainda pode optar pela assinatura convencional. Nesse formato, é preciso reconhecer o documento em cartório. Entretanto, os custos costumam ser mais elevados.

Mercado imobiliário se prepara para o cohousing

O cohousing vem atraindo os olhares de brasileiros que buscam envelhecer com qualidade de vida, autonomia e conexões sociais. Este modelo de moradia é um tipo de comunidade em que um grupo de pessoas tem a intenção de planejar uma vida em conjunto. Para concretizar este projeto abrangente e complexo, é necessário o envolvimento de uma equipe de profissionais multidisciplinar capacitada para conduzir o processo com o grupo e a concepção do empreendimento. Pensando em preparar o mercado brasileiro para atender à demanda que começa a surgir, a Universidade Secovi, em parceria com a Free Aging, oferece de 19 a 21 de outubro o curso Planejamento e Implantação de Cohousing. A iniciativa será ministrada pela arquiteta norte-americana Laura Fitch, especializada em cohousing na Dinamarca e com larga experiência em projetos de cohousings nos EUA, sendo residente de um, o Pioneer Valley, há mais de 20 anos. Como montar um cohousing – Das reuniões iniciais com os primeiros interessados, começa-se a formar o grupo, que vai atraindo amigos dos fundadores. Só a partir de muitas reuniões, onde os participantes do grupo vão se conhecendo e delineando como e onde querem morar, quais espaços comuns e que atividades querem ter no cohousing, é que se parte para o projeto de implantação: a concretização dos desejos dos participantes. O processo normalmente é longo, podendo levar de dois a três anos ou mais. “Para ter êxito, é recomendável que seja conduzido por um profissional como mediador. Seu papel é essencial e pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso”, explica Edgar Werblowsky, da FreeAging, dedicada a criar e planejar soluções para um envelhecimento com qualidade de vida, parceira da UniSecovi. O trabalho desse profissional é gerenciar os processos de decisões do grupo. Ele tanto pode ser um arquiteto com experiência em negociação, como um mediador familiarizado com técnicas de governança, como sociocracia ou governança dinâmica, por exemplo.

Empresas do Paraná se destacam em ranking das 500 Grandes da Construção

Duas empresas ponta-grossenses figuram no ranking “Engenharia Brasileira 2018: 500 Grandes da Construção”. A Ponta Grossa Ambiental (PGA), prestadora de serviços de limpeza urbana da cidade de Ponta Grossa, conquistou a 27ª posição do ranking nacional de Serviços Especiais de Engenharia. Já a Zero Resíduos, empresa de soluções ambientais, alcançou a 38ª colocação entre as empresas brasileiras. Ambas pertencem ao Grupo Philus, um dos principais grupos paranaenses do setor. A classificação é feita pelo newsletter digital Investimentos & Obras, da Revista OE, que acompanha há mais de três anos, iniciativas do setor privado envolvendo investimentos em infraestrutura de saneamento básico, transportes e energia, além da indústria do petróleo e de serviços. Para concorrer, os empreendimentos devem ter uma visão de mercado a médio prazo com demanda de população de mais de 200 mil pessoas. O resultado foi comemorado pelo diretor do Grupo Philus, Vitor Borsato. “Essa classificação é fruto de investimentos frequentes em tecnologia, desenvolvimento de equipe e a execução de um trabalho de qualidade nos serviços prestados”, afirma. No Paraná, a PGA ocupa o 3º lugar no ranking e a Zero Resíduos a 5º colocação. Crescimento O Grupo investiu nos últimos 12 meses mais de R$ 10 milhões em aperfeiçoamento tecnológico, estrutura, equipamentos e melhorias de eficiência na gestão e gerenciamento de resíduos nas cidades em que atua. Considerado um dos principais grupos empresariais do setor no Paraná, tem forte atuação em Ponta Grossa, demais cidades dos Campos Gerais, além de Londrina e litoral.

Trinta e dois mil estudantes paulistas trancaram curso de engenharia no último ano.

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O Brasil forma menos engenheiros do que realmente precisa para se desenvolver. A afirmação está no estudo “Ensino de engenharia: fortalecimento e modernização”, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que faz parte de uma série de propostas para os candidatos à presidência da República. Muito disso se deve ao fato de existirem altas taxas de evasão dos cursos, ou seja, muitos estudantes desistem no meio do caminho. Ano passado, em São Paulo, 82,5 mil pessoas se matricularam e iniciaram um curso de Engenharia em uma das universidades locais. Porém, no mesmo ano, mais de 32 mil alunos trancaram o curso, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A especialista em educação de engenharia Maria de Fátima Souza tem acompanhado o ensino em engenharia há mais de 20 anos. Ela entende que é necessário melhorar os formatos, principalmente, adaptar disciplinas. “Existe um problema grave que desmotiva os alunos e que talvez seja a razão dessas taxas altíssimas de evasão, que é o fato da disciplina de cálculo ser levada mais ensinando procedimentos para a resolução de problemas, do que necessariamente entendendo como você aplica o conceito”, explica a professora. Maria de Fátima defende que é necessário reavaliar o modo como os professores de engenharia ensinam em sala de aula. Para ela, é importante ter profissionais de outras áreas, como pedagogos e psicólogos que auxiliem os professores a tornarem as aulas mais práticas e dinâmicas. A recomendação não vale só para São Paulo – é uma necessidade nacional. O país precisa de mais engenheiros e que são bem preparados, porque de acordo com a CNI, para cada 10 mil habitantes brasileiros, apenas 4,8 são graduados em engenharia. Enquanto em países mais desenvolvidos como Coreia, Rússia, Finlândia e Áustria contavam com mais de 20 engenheiros para o mesmo número de pessoas. A diretora de inovação da CNI e superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Gianna Sagazio, ex plica que o mundo tem mudado de forma muito acelerada, e por isso, é importante preparar bem futuros engenheiros para que eles acompanhem o ritmo da indústria.“Se a gente não tiver engenheiros e engenheiras preparados para os impactos dessa revolução digital, não conseguiremos ser competitivos e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.” Além dos índices baixos de estudantes que concluem o curso de engenharia, os cursos também não foram tão bem avaliados. Em 2016, 1.538 cursos foram avaliados. Destes, o Inep informou que cerca de 60% atingiram apenas a nota mínima satisfatória, e 15% ficaram abaixo desse valor.

Projetos de construção civil são beneficiados pelo uso de drones

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Na capacidade de comandante de uma dinastia de produtores de vinhos com mais de 700 anos, Lamberto Frescobaldi está supervisionando um projeto de construção em uma de suas vinícolas da Toscana usando uma tecnologia que seus ancestrais considerariam de outro mundo: drones em altitudes elevadas. Onipresentes enquanto brinquedos dos aficcionados por tecnologia, e às vezes usados para fins como espionar e depositar explosivos, os drones se tornaram ferramentas indispensáveis para os setores da construção civil e imobiliário. Seu custo relativamente baixo e sua facilidade de manuseio aumentaram a eficiência dos arquitetos, paisagistas, topógrafos, construtores e engenheiros estruturais. Com o uso de um drone sobrevoando a vinícola de Perano na região de Chianti, ao sul de Florença, Frescobaldi consegue acompanhar o progresso da construção de um jardim de 2,3 mil metros quadrados no alto de um de seus armazéns de maturação. O jardim no telhado se destina à degustação de vinho, uma estratégia de marketing fundamental para essa empresa, Marchesi Frescobaldi. O paisagista Richard Shelbourne, que assina o projeto do jardim, disse que as imagens feitas com drone ajudaram a refinar o projeto. “O desenho do jardim, que nasceu na minha cabeça e foi então calculado e posto no papel, pôde então ser visto em tamanho real a partir do ar, e todas as linhas e curvas estavam no lugar certo”, disse ele. O drone permitiu que os envolvidos observassem o trabalho das escavadoras e demais máquinas, acompanhando a construção de pérgolas, fontes e passarelas. Depois de analisar as imagens feitas pelo drone, eles decidiram modificar uma entrada para o jardim. Pequenos, leves e ágeis, os drones praticamente substituíram os helicópteros, mais caros e menos ágeis, nas tarefas que envolvem inspeção, medidas e geração de imagens de marketing.
John Murphy Jr. Larry Shueneman drone Paramount Miami Worldcenter
John Murphy Jr. e Larry Shueneman operam um drone sobrevoando o Paramount Miami Worldcenter Foto: Saul Martinez para The New York Times
Nos sítios de construção, os drones estão poupando tempo e dinheiro ao proporcionar imagens e mapas digitais que podem ser compartilhados em questão de minutos, disse Mike Winn, diretor executivo da DroneDeploy, empresa de San Francisco que cria software para a operação de drones por meio de dispositivos móveis. Os drones estão reduzindo o tempo de viagem para executivos ocupados, disse ele. “A diretoria pode acompanhar o que está acontecendo, bem como a equipe de segurança, a equipe de custos, os projetistas – todos podem contribuir com o andamento do projeto sem terem que ir até o local.” Os drones também podem ajudar a aumentar a segurança. Na era anterior, disse Winn, a medição do telhado de uma casa para a instalação de painéis solares exigia que “alguém subisse até lá com uma trena”, produzindo resultados menos precisos e consistindo num risco, como tudo que envolve alturas.
drone construção imagem Toscana
Imagem feita por um drone dos estágios iniciais da construção de um jardim numa vinícola da Marchesi Frescobaldi, na Toscana Foto: Carlo Frescobaldi
Este risco é ainda maior na construção de arranha-céus, disse John Murphy Jr., empreiteiro do Paramount Miami Worldcenter, condomínio de 58 andares atualmente em construção no centro de Miami. Antes dos drones, disse Murphy, os trabalhadores que precisavam de acesso ao exterior de um arranha-céu usavam andaimes móveis para descer pela lateral do prédio, em pequenas plataformas presas com cabos. “Podemos certamente reduzir a exposição dos trabalhadores ao risco de queda”, disse Murphy, que, numa tarde recente, supervisionava uma inspeção com drones verificando as janelas. A câmera do drone buscava possíveis vazamentos, infiltrações e “outros detalhes que não podemos observar a partir do interior de uma construção”. Anteriormente, o drone foi usado para verificar a qualidade dos conectores de aço de uma ponte que une a torre principal a uma estrutura usada como estacionamento.
Larry Shueneman Coastal Construction drone construção torre Paramount
Larry Shueneman, da Coastal Construction, opera um drone sobre a construção da torre Paramount Foto: Saul Martinez para The New York Times
Habitualmente, a utilidade dos drones começa bem antes da construção dos alicerces. Eles ajudam os arquitetos a decidirem onde serão construídos os novos edifícios. E, no hotel Foundry, de 87 andares, localizado no centro de Asheville, Carolina do Norte, a incorporadora usou um drone para calcular com precisão a altura e a posição de uma varanda no quarto andar para aproveitar melhor a vista. Alexandros D. Papapieris, diretor de desenvolvimento da McCall Capital, que está convertendo um prédio de escritórios de 1925 em Bristol, Virgínia, no hotel Bristol, de 65 andares, disse que os drones simplificaram a venda do projeto. “Todos gostam de uma boa sequência de imagens aéreas”, disse ele. “Os drones permitiram que mostrássemos aos investidores claros exemplos das nossas ideias.”

Um novo chamado para startups da construção civil

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A construção civil ainda é considerada um setor que caminha a passos lentos para implementar a inovação em seus processos produtivos no Brasil. Porém, muitas empresas da área já voltam os seus olhos para um mercado que tem muito espaço para expandir e, além de melhorar os processos do setor, gerar muitas oportunidades de negócios. Com foco nisso, a Vedacit, empresa do segmento de impermeabalização, escolheu a capital pernambucana para lançar o seu programa de aceleração de startups. O Vedacit Labs vai abrir o processo de seleção agora em setembro, selecionar cinco iniciativas em dezembro para começar o ciclo de aceleração em março do próximo ano. Cada startup vai receber um aporte de R$ 100 mil. A primeira experiência da Vedacit com a aceleração de startups aconteceu no ano passado, quando duas iniciativas receberam o aporte da empresa juntamente com outras marcas do setor. Foi quando surgiu a ideia de a marca de impermeabilização ter o seu próprio programa de aceleração. O lançamento do Vedacit Labs aconteceu durante o evento Construtalk Recife, realizado na semana passada com o objetivo de fomentar a inovação na construção civil. “Escolhemos Pernambuco por ser um mercado importante para nós e também porque o Recife tem um celeiro tecnológico grande, com o Porto Digital e o Cesar, inclusive oferecendo condições de oferecer boas soluções. Inclusive, esperamos que tenha um selecionado daqui”, afirma Luis Fernando Guggenberger, gerente de Inovação e Sustentabilidade da Vedacit. O Vedacit Labs faz parte da aposta da empresa na inovação e o objetivo é abrir uma chamada por ano. Além disso, a estimativa é que o braço de inovação cresça e entre 2019 e 2020 tenha o seu próprio fundo de investimentos. “Somos uma empresa 100% brasileira e temos que apostar na inovação nacional. Somos um povo criativo e precisamos canalizar os esforços para ter um modelo de negócios. Tudo isso é poderoso para a transformação do país”, conta o gerente. As expectativas são positivas. “Vamos ouvir as dores das construtoras e levar as soluções através das startups. Nós ajudamos o setor e geramos negócios. Vamos ganhar um percentual, mas se a iniciativa levar meu produto também ganha”. Além do aporte financeiro, o programa de aceleração vai oferecer seis meses de residência no WeWork em São Paulo, local onde já está a área de inovação da Vedacit e cinco meses de aceleração em parceria com a Liga Ventures. O chamado será voltado para duas áreas. Uma será a digital, que vai desde sensores até plataforma de capacitação de pedreiros, faça você mesmo e indicação de profissionais, por exemplo. A segunda tem foco mais voltado para a área de atuação da Vedacit, a impermeabilização, como sistemas de reuso de água, serviços para impermeabilizar habitações na baixa renda e para a melhoria dos processos construtivos nesta etapa. Oportunidades de negócios com a inovação para quem deseja empreender Estimativas dão conta que existem cerca de 250 startups no Brasil voltadas para diversos segmentos da construção civil. E as Construtalks, que são eventos itinerantes e realizados em vários estados brasileiros, servem para fomentar a inovação no setor. No Recife, o evento reuniu desde empreendedores até jovens que buscam uma oportunidade para empreender. A iniciativa serve tanto para o lado das construtoras, que podem melhorar os seus processos construtivos e reduzir custos, como para quem deseja ter um produto inovador e ganhar seu dinheiro. Um ponto positivo foi a presença de jovens que desejam empreender. “O setor é carente de muita coisa ainda, como a baixa produtividade, e é uma área que sofre com essa maneira antiga de produzir, ainda que tenha melhorado nos últimos 10 anos. Se por um lado tem as dificuldades do setor, por outro existe um campo muito grande para inovar e ganhar dinheiro”, explica Thiago Melo, vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE). Para ele, o evento foi importante neste aspecto porque mostrou várias possibilidades de geração de negócio. “O maior problema de 70% das startups que morreram é que o fundador delas desenvolveu algo com base na intuição dele. Quando lançou a iniciativa, o mercado não achou aquilo uma grande ideia porque não estava resolvendo o problema do setor. Portanto esses eventos como o Construtalk servem para quem deseja empreender saber se sua ideia vai resolver as dores do setor. E foi possível ouvir as tendências”, acrescenta. Outro lado que também se beneficiou foi o das construtoras, já que elas tiveram espaço para ver novidades para implementar em suas obras. “Os debates foram muito bons. Conversamos sobre o Bim, que está no Brasil há 10 anos, mas agora o setor está conseguindo despertar para ele. Foram mostradas propostas de incentivo do governo do estado para as startups. O Porto Digital explicou em que pode apoiar as iniciativas”, resume. Além disso, teve a apresentação do programa Plataforma Integrada de Geração de Startups (PIGS), do Sebrae junto com o Cesar, que também vai selecionar startups para ajudar a resolver problemas do setor.

Retomada da construção civil fica para 2019

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Além da recuperação muito lenta da economia, a incerteza crescente quanto aos rumos da sucessão presidencial é outro fator decisivo para reduzir as possibilidades de retomada clara do segmento de construção civil em 2018. É longo o prazo de maturação do investimento no setor, o que afeta o investimento privado, ao mesmo tempo que o setor público dispõe de poucos recursos para aplicar em infraestrutura. As perspectivas para o semestre em curso são de estagnação, não se afastando o risco de que o PIB da construção civil recue pelo quinto ano consecutivo. No primeiro semestre, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que reúne 20 empresas de grande porte, foram vendidas 41.202 unidades, mais 28,5% em relação a igual período de 2017. Mas, em junho, as vendas de imóveis novos avançaram apenas 3,3% em relação a junho de 2017, lideradas por imóveis enquadrados no Programa Minha Casa, Minha Vida, que registrou elevação de vendas de 25%. Nas mesmas bases de comparação, houve recuo de 16% na comercialização de imóveis de médio e alto padrão.
A Sondagem da Construção da Fundação Getúlio Vargas e do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre) mostrou que a confiança das empresas do setor caiu 1,6 ponto entre julho e agosto, em contraste com a alta de 1,7 ponto registrada entre junho e julho. O indicador de expectativas retrocedeu para os níveis de agosto de 2017, resultado que “sugere uma piora mais definitiva do cenário de retomada vislumbrado anteriormente pelas empresas de construção”, segundo a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre.
As empresas estão mais preocupadas com os negócios de curto prazo, pois falta demanda e as tendências são negativas. As contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a construção civil caiu 2,1% em 2014, recuou 9% em 2015, perdeu 5,6% em 2016 e cedeu 5% em 2017. Está prevista nova queda em 2018, embora em porcentual menor. A retomada muito fraca se reflete no emprego, que caiu 2,5% entre os segundos trimestres de 2017 e de 2018. A abertura de 10 mil postos formais no setor em julho, indicada pelo Ministério do Trabalho, foi apenas um alívio, sem que se alterem as perspectivas.

Engenheiros desenvolvem a liga metálica mais resistente do mundo

Metais são materiais considerados fortes, mas muitos deles se desgastam, deformam-se ou são corroídos pelo contato constante com outros metais. A equipe de ciência de materiais do Sandia National Laboratories, pertencente à multinacional Honeywell, no entanto, anunciou ter desenvolvido uma liga metálica que acredita ser a mais resistente do mundo. A combinação, com platina e ouro, seria 100 vezes mais durável do que o aço de alta resistência. Além disso, a invenção teria se tornado a primeira liga a entrar para a mesma classe do diamante e da safira — os materiais mais resistentes ao desgaste da natureza. O revestimento ultradurável poderia gerar uma economia de mais de US$ 100 milhões por ano para a indústria eletrônica somente em materiais, segundo o cientista Nic Argibay, um dos envolvidos no projeto. Com isso, os eletrônicos de todos os tamanhos e de diversos setores poderiam se tornar mais econômicos, duradouros e confiáveis e beneficiar desde sistemas aeroespaciais e turbinas eólicas até microeletrônicos para telefones celulares e sistemas de radar. A combinação de 90% de platina com 10% de ouro não é nova, mas a mudança veio com a engenharia dela. A equipe do Sandia National Laboratories testou uma nova teoria, segundo a qual o desgaste estaria relacionado à maneira como os metais reagem ao calor e não à dureza. Dessa forma, eles escolheram metais, proporções e um processo de fabricação que pudesse provar a teoria. Durante o processo, os profissionais perceberam que a liga de platina e ouro obteve uma “estabilidade mecânica e térmica excelente” e “não observaram muitas alterações na estrutura durante períodos de tensão imensamente longos durante o deslizamento”, segundo um comunicado.

Governo arrecada R$ 92,4 milhões com venda de imóveis

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O governo federal arrecadou R$ 92,4 milhões com a venda de 16 imóveis neste ano. O resultado parcial, pois os dados são até agosto, representa quase o dobro do valor levantado no ano passado com a alienação de 26 estruturas, registrado na casa de R$ 47,1 milhões. As informações são do Ministério do Planejamento. O aumento entre 2018 e 2017 foi de 96%. Em 2016, foram repassados 17 imóveis, com valor arrecadado de R$ 17,4 milhões. Entre 2016 e 2018, o aumento foi de mais de 500%. Ontem (29), três imóveis foram alienados em Brasília, em operação que rendeu R$ 67 milhões. Alugueis O Executivo ocupa atualmente 8,500 imóveis em todo o país. E aluga 2,900 como forma de alocar secretarias, órgãos e outras estruturas que não encontram espaço nas estruturas existentes. Se o montante obtido no ano passado foi de R$ 47,1 milhões com a venda de imóveis, os gastos com aluguel, em 2017, chegaram a R$ 1,4 bilhão, quase 30 vezes mais. Economia O recurso da venda de imóveis é direcionado ao caixa geral do Executivo, contribuindo, direta ou indiretamente, para o pagamento dos alugueis. Segundo o Ministério do Planejamento, exisatem outras medidas para diminuir as despesas com a locação dessas estruturas. Entre 2017 e 2016, a economia foi de R$ 150 milhões, informou à Agência Brasil o secretário de Patrimônio da União, Sidrack Correia. A meta é chegar a uma economia de 30% a 40% neste ano. O ministério também começou a realizar permutas. O governo anuncia a demanda por uma estrutura para alocar um órgão ou um determinado quantitativo de equipes. Em troca, oferta terrenos ou prédios. Ao receber as propostas, a Caixa Econômica Federal avalia os bens em questão. Com base nisso, o governo pode, ou não, fechar um acordo com o proponente. Até o momento, foi realizada uma permuta, no centro de Brasília. Um terreno pertencente ao Executivo foi repassado ao Banco do Brasil, que incluiu no negócio um prédio na mesma região e estruturas no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Campo Grande. Segundo Sidrack Correia, a permuta foi uma alternativa frente à falta de recursos do governo federal para a construção de estruturas em seus terrenos ou reforma daqueles sem condições de uso atualmente. Além do BB, foram alocadas equipes de outros órgãos, como a Polícia Rodoviária Federal, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como vai mais de um órgão, tem redução da manutenção, da vigilância, de energia, de o sistema condominial. “Reduz a parte de custeio”, disse o secretário à Agência Brasil.

Quais serão os grandes desafios da engenharia na próxima década?

Nos dias 6 e 7 de agosto, o Strategic Workshop on Engineering Grand Challenges, na Escola Politécnica (Poli) da USP, reuniu palestrantes internacionais de várias áreas do saber que debateram os grandes desafios da engenharia nas próximas décadas. Tais desafios apresentam como ponto em comum serem de alcance global e multidisciplinares, o que torna necessária a associação de cientistas e engenheiros dos mais diversos campos do conhecimento, que devem trabalhar de forma coordenada e sistematizada. Os professores falaram ainda de desafios um pouco mais internos mas relevantes, como citado por Shimon Y. Nof, professor da Purdue University, em Indiana, Estados Unidos: “Na Purdue University, estamos começando a trabalhar com crianças (…) quando elas crescerem e se tornarem estudantes de engenharia, já terão a expectativa de como as coisas devem funcionar. Assim, os trabalhadores do futuro serão preparados, mas é um grande desafio para nós”.