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Construção Civil tem papel fundamental na retomada do crescimento

A importância da indústria da construção para o desenvolvimento do país e a retomada do crescimento econômico foi reforçada na 91ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) pela presença de quatro ministros de estado (Infraestrutura, Economia, Casa Civil e Meio Ambiente), além do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, na solenidade de abertura ou nos painéis promovidos nos dois dias de debates. Realizado no Windsor Expo Convention Center Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, de 15 a 17 de maio, o ENIC contou ainda com a participação do governador do Rio, Wilson Witzel, representantes de órgãos ligados ao governo federal, líderes de entidades do setor e empresários.

O evento reuniu cerca de 1.300 participantes – entre empresários, dirigentes e profissionais de todos os segmentos da indústria da construção – e também foi palco da celebração dos 100 anos de fundação do Sindicato da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ), entidade pioneira do associativismo no setor.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou na abertura do evento uma série de privatizações que estão na pauta do governo e que impulsionarão o setor da construção civil, como a concessão de rodovias, privatização de portos, aeroportos e rodovias, leilões da cessão onerosa de óleo e gás e a retomada de obras paralisadas. “O baixo orçamento nos leva a apostar na na criatividade”, destacou.

Ressaltando a importância do setor, que gera riqueza e empregos e impulsiona o crescimento do PIB, o ministro conclamou o empresariado a pressionar o Congresso Nacional para a aprovação das reformas em pauta. “Se a locomotiva não se mexer, as pautas não andam no Congresso. O desafio de projetar o futuro que queremos é de todos nós. Não quero fazer parte da geração perdida, quero mudar o Brasil e deixar um legado”, afirmou.

A defesa de uma agenda positiva para o país, que promova a recuperação da economia e mobilize a sociedade para sustentar os avanços necessários à retomada do desenvolvimento, pontuou também a participação dos ministros nos debates. No painel “Lei Geral do Licenciamento Ambiental e Segurança Jurídica”, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, destacou como prioridade de sua pasta a agenda ambiental urbana, com destaque para a questão do saneamento que, segundo ele, “não terá solução sem a participação do setor privado”.

Salles criticou o excesso de burocracia que prejudica a implantação de projetos relevantes, como aqueles voltados para o tratamento de resíduos sólidos, com várias soluções já comprovadas no mundo. “A ausência de desenvolvimento é um dos maiores entraves ambientais, pois sem desenvolvimento não há recursos para investir”, ressaltou.

No segundo dia de debates, os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil), que participaram do painel político, também reconheceram a importância do setor como gerador de empregos e dinamizador da economia, emprestando solidariedade à pauta de reivindicação do setor. Paulo Guedes defendeu taxas de juros mais competitivas e sugeriu que a taxa de financiamento ideal da Caixa fosse baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, mais 2% ao ano – um reconhecimento da importância do setor da construção na economia do país.

MEDIDAS DE ESTÍMULO

O ministro informou que o governo está preparando medidas de estímulo ao setor produtivo e adiantou que o presidente pretende liberar cerca de R$ 21 bilhões do PIS/Pasep nas primeiras semanas de junho, para aumentar o dinheiro em circulação. Outra medida, segundo Guedes, prevê a substituição da proposta que visa instituir o 13º salário para o Programa Bolsa Família, medida já anunciada pelo governo – que só teria reflexo na liquidez no final do ano – pela incorporação do valor do 13º ao salário mensal, dividido em 12 parcelas, resultando em aumento imediato.

Ele informou ainda que tão logo seja aprovada a reforma da Previdência, o governo colocará em pauta o novo Pacto Federativo, que visa destinar a estados e municípios recursos e condições para que eles possam decidir por conta própria em quais prioridades investir.

Três assuntos que estão na pauta de reivindicação do setor (continuidade do programa Minha Casa Minha Vida, retomada das obras públicas paralisadas e o fomento a investimentos em infraestrutura) foram reafirmados pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que abriu o painel “Pauta Positiva do Congresso Nacional para a Construção Civil”, conduzido pelo presidente da CBIC, Jose Carlos Martins, no segundo dia de debates do ENIC.

“Já direcionamos os poucos recursos que temos para o Minha Casa Minha Vida e as obras de infraestrutura, para que o setor da construção civil continue gerando milhares de empregos”, afirmou Lorenzoni, acrescentado que o governo está passando um pente fino nas grandes obras paralisadas, cuja interrupção chamou de “crime”.

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que participou de painel ao lado de Paulo Guedes, o Brasil precisa de políticas públicas de curto prazo que incentivem a retomada de investimentos e a geração de empregos e afirmou que a reforma da Previdência será aprovada em breve pelo Congresso Nacional.

O parlamentar mostrou-se preocupado com o risco de aumento do desemprego e de retorno do Brasil ao mapa da fome. “Chegamos a um ponto em que o país só tem dois caminhos: ou o céu ou o fundo do poço”, disse, defendendo o aumento da participação privada na economia, no contexto de um Estado menor.

Apesar de economia estagnada, venda de imóveis cresce 10% no 1º trimestre

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“Apesar da paralisia da economia, do desemprego alto e da perspectiva de que o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre tenha sido negativo, o mercado imobiliário aumentou lançamentos e conseguiu vender um número de imóveis residenciais quase 10% maior nos três primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2018, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

Ainda que positivos, os resultados de lançamentos e vendas deixaram uma sensação agridoce no setor – se por um lado, as empresas comemoram o aumento nas vendas, a expectativa era de um início de ano bem melhor. Com a crise entre os Poderes, que impacta no calendário de reformas e reduz a segurança tanto do empresário quanto do consumidor, a impressão é a de que 2019 deve ser um ano de crescimento, mas em um ritmo ainda fraco.

De janeiro a março, foram lançadas 14,7 mil unidades residenciais, de acordo com a Cbic, alta de 4,2% em relação ao primeiro trimestre de 2018. Nesse período, foram vendidos 28,7 mil imóveis, ante 26,1 mil nos três primeiros meses do ano anterior, alta de 9,7%.

“É um resultado positivo que sem dúvida deve ser comemorado, mas, dada a queda que o setor teve durante a recessão, a fraqueza do mercado no ano passado e a esperança de que a eleição reduzisse as incertezas, a expectativa era de que as vendas tivessem crescido pelo menos 15% no período”, afirma José Carlos Martins, presidente da entidade. “As construtoras esperavam que, passadas as incertezas de 2018, a agenda de reformas seria tocada com prioridade, a economia embalaria e o primeiro trimestre seria melhor.”

Martins diz que a alta nas vendas, de 9,7% nesse período, se deve, sobretudo, a uma demanda por imóveis que está reprimida há cerca de cinco anos. Além da procura tradicional por novos imóveis que ocorre sempre, com o nascimento de filhos, a decisão de um jovem sair da casa dos pais ou de um casal que resolve se casar.

A secretária executiva Aline Martins e o analista de TI Daniel Reynaldo, ambos com 28 anos, são um exemplo disso. Em busca de um imóvel há cerca de um ano e meio, os dois resolveram aproveitar o feirão que uma construtora promoveu no início do ano para tentar financiar um apartamento.

“A crise acabou não afetando o setor em que Daniel trabalha e resolvemos aproveitar a abertura que as construtoras têm dado para negociação. Acabamos conseguindo um desconto de pouco mais de 6% no imóvel, que já está pronto. Também foi fácil conseguir o financiamento com o banco”, diz Aline.

Sinal amarelo. Na última segunda-feira, o Boletim Focus, do Banco Central apontava que a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 havia sido rebaixada pela 13.ª vez seguida, indo para 1,23%. Em janeiro, analistas chegaram a projetar o PIB em 2,57%. A reversão de expectativas, com o baixo desempenho da indústria, do setor de serviços e do comércio, acenderam um sinal amarelo no setor imobiliário.

Depois do primeiro turno da eleição e quando o segundo já se consolidava, o mercado imobiliário começou a melhorar, diz Antonio Setin, presidente da incorporadora que leva seu sobrenome. “De novembro a fevereiro, foi excepcional para vendas, com redução do estoque e aumento dos lançamentos. A partir de março, o mercado deu uma patinada, reflexo imediato da falta de articulação em Brasília. O início do segundo trimestre está mais frio.”

Ainda assim, ele estima que a empresa lance mais empreendimentos este ano do que em 2018, somando R$ 700 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Esse número mostra por quanto a incorporadora projeta vender todos os imóveis de um novo empreendimento.

“Nós – e boa parte do mercado – estamos otimistas, mas é um otimismo com cautela. Não dá para sair lançando empreendimentos, como se o mundo estivesse cor-de-rosa, porque não está. A esperança que eu tinha de que 2018 seria melhor e que já tinha adiado para 2019, agora joguei para 2020”, diz Setin.

“É muito raro uma pessoa comprar um imóvel sem tomar crédito. Para pedir um financiamento, o comprador precisa ter confiança de que o futuro será bom”, diz Vinícius Mastrorosa, diretor da Even. Apesar de um primeiro trimestre abaixo do esperado, a empresa também deve lançar mais este ano.

Ele diz que, com o avanço da agenda de reformas, como a da Previdência e tributária, a economia deve dar sinais mais claros de recuperação, que tendem a se refletir no setor.

São Paulo. Mais dinâmico, o mercado paulistano teve resultados melhores do que o restante do País no primeiro trimestre. Dados do Secovi-SP, que reúne empresas do setor, mostram que foram vendidas 6,79 mil unidades de janeiro a março – alta de 17% ante o mesmo período de 2018. Os lançamentos, por sua vez, cresceram 21%.

“O mercado de São Paulo conheceu o fundo do poço em 2016 e agora tem números positivos para mostrar. De janeiro a abril, já empregamos mais gente do que em todo o ano de 2018. Se as reformas caminharem, a melhora do mercado será sentida mais rapidamente”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

“De janeiro a abril, dobramos o número de imóveis vendidos em relação a 2018. A expectativa era triplicarmos, mas foi um resultado expressivo”, diz Marcos Bigucci, da construtora MBigucci, que atua em São Paulo e no ABC Paulista. “O começo do ano não foi como o esperado, mas estamos no caminho.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Incorporadora Móbile informatiza todos seus departamentos com solução única e específica no segmento

SOBRE A MÓBILE

A Incorporadora Móbile (www.mobileincorp.com.br) nasceu a partir da experiência de sua equipe em desenvolvimento de negócios imobiliários ao longo de 12 anos de operação no mercado de moradia popular, com a implantação de 27 empreendimentos residenciais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, todos dentro do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal , tendo como objetivo, encontrar soluções para o desenvolvimento de negócios imobiliários e alavancar resultados nas operações de seus clientes e parceiros, e para tanto, sempre inovou em investimentos tecnológicos e gestão estratégica.

CRESCIMENTO ATRAVÉS DA TECNOLOGIA

Diante do desafio de continuar a crescer de maneira organizada no mercado, em 2017, a Móbile deu início a um processo de informatização e integração de seus departamentos, via sistema ERP. “Procurávamos um sistema que fosse específico para o nosso negócio e abrangesse todos os nossos processos”, aponta Michel Setzer, Sócio-Diretor da Incorporadora Móbile.

Após uma análise comparativa entre os principais players no mercado de ERP para gestão de Construtoras e Incorporadoras, a Móbile optou pelo sistema ERP SIECON (Sistema Integrado para Engenharia, Construção e Incorporação). “Por se tratar de um sistema específico para a indústria e abranger praticamente todos nossos processos de negócios, consideramos o SIECON ,  um sistema muito mais completo, em comparação com os principais concorrentes”, aponta Michel. Outro fator decisivo na escolha,  foi a aderência do sistema e o custo da ferramenta : “Consideramos suas funcionalidades bastante aderentes e um custo x benefício,  bem adequado para nós”, completa Setzer.

BENEFÍCIOS DE UM ERP ESPECÍFICO NO SEGMENTO

Hoje, o principal benefício que a Móbile enxerga na implantação da solução SIECON, é a praticidade nos processos, através de uma ferramenta especializada no seu nicho de atuação. “Ter uma solução específica para o setor ao invés de várias genéricas , faz toda diferença! Conseguimos eliminar praticamente todas as planilhas de Excel da empresa, os processos interdepartamentais fluem com facilidade e o controle fica todo centralizado”,  ressalta Michel.

O software de gestão integrada, o SIECON, é um ERP modelado e desenvolvido pela Poliview Tecnologia, exclusivamente para atender os segmentos da Construção Civil, Engenharia e Incorporação. Abrange desde a Análise de Viabilidade Econômica e Financeira do Empreendimento, passando pelas áreas de Engenharia, Suprimentos, Finanças, Comercial, Incorporação e Contábil-Fiscal, CRM, Folha e RH, BI, Qualidade, Gestão de Frotas, dentre outros, sendo viável à pequenas, médias e grandes Construtoras e Incorporadoras.

Atualmente são mais de 10.000 usuários da ferramenta em todo Brasil, e a solução mais indicada no Mercado de TI, no gerenciamento de obras em Construtoras e Incorporadoras. “Indico o SIECON para construtoras e incorporadoras de pequeno e médio portes, principalmente quando, além de back office e obra, há a necessidade de gerenciar incorporações e vendas”, finaliza Michel Setzer.

Robôs estão chegando à construção civil

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O primeiro exemplo vem da Suíça. Mais especificamente da cidade de Zurique. Onde dois robôs trabalham construindo uma casa experimental. A ideia é demonstrar como, com o uso de braços mecânicos, além de ganhar velocidade, os projetos podem ganhar formas diferentes. Paredes curvas, por exemplo, deixam de ser um problema para os construtores e passam a ser uma instrução gerada por um computador, que os braços robóticos executam sem erros e com altíssima velocidade. A indústria da construção civil é uma das que está mais atrasada em relação à adoção de soluções digitais. Mas, experiências como essa na Suíça mostram que, em breve, também essa indústria deve dar um salto com um enorme ganho de produtividade e com novas possibilidades…

Este outro exemplo vem dos Estados Unidos – e nem é tão recente assim. Ele foi batizado de SAM – sigla em inglês para pedreiro semi-automático. A função do SAM é simples: assentar blocos ou tijolos sem erros, sempre num desenho lógico. Porém, o SAM ainda não dá conta de todo o trabalho. O acabamento, como a retirada do excesso de massa, ainda precisa ser feito por mão humanas. Mas, no trabalho de assentar tijolos, ele é muito mais rápido que um pedreiro humano e, o melhor, pode até estender a carreira dos pedreiros de carne e osso. Com o SAM fazendo o trabalho mais pesado, mesmo os pedreiros mais velhos podem permanecer no canteiro de obras por alguns anos a mais – já que eles passam a cuidar de detalhes que não dependem de tanto esforço físico.

Video: O gênio por trás de alguns dos prédios mais famosos do mundo

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O lendário arquiteto Renzo Piano – a mente por trás de edifícios tão indeléveis como o The Shard em Londres, o Centre Pompidou em Paris e o novo Whitney Museum of Art em Nova York – nos leva a um passeio incrível pelo trabalho de sua vida. Com a ajuda de imagens deslumbrantes, Piano faz um caso eloquente para a arquitetura como a resposta para nossos sonhos, aspirações e desejo de beleza. “A beleza universal é uma das poucas coisas que podem mudar o mundo”, diz ele. “Essa beleza salvará o mundo. Uma pessoa de cada vez, mas fará isso.”

Rejeitos de minério de ferro podem beneficiar a construção civil

A destinação dos rejeitos de minério de ferro tem sido amplamente discutida, se tornando ponto chave para uma mineração mais segura e sustentável. Rejeito é o que sobra quando se usa água para separar o minério de ferro do material extraído. Se depender de Romero Camargos, fundador da Laminatus, esse resíduo descartado já tem destino certo: a construção civil.

 — Foto: Sebastião José Junior

— Foto: Sebastião José Junior

“No nosso processo, a ideia é usar o produto por inteiro, sem separar nada. Teremos o acréscimo do cimento e outros químicos para chegar no produto final, mas sem desperdiçar nada da matéria-prima principal, que é o rejeito”, explica o engenheiro. Há mais de 30 no setor, Romero criou a empresa exclusivamente para participar do Mining Hub, projeto que reúne os players de um mesmo setor interessados em trabalhar de forma conjunta para desenvolver soluções a desafios estratégicos e operacionais comuns às suas operações, e tem a missão de gerar inovação aplicada aos desafios da mineração industrial.

A Laminatus ficou entre as 18 empresas selecionadas pelo projeto, dentre as 230 que se candidataram, sendo a única com o propósito de utilizar o rejeito da mineração na construção civil. De acordo com o empresário, estudos feitos em universidades como a UFMG, UFOP e UFLA demostraram que o produto, após ensaios realizados, possui condições para utilização nas diversas áreas da construção. O próximo passo é fazer testes em sua aplicação. “É um processo inovador no país, não tem ninguém fazendo igual”, afirma.

Além do preço final, que será mais barato, uma vez que o rejeito é gratuito, o uso do material na construção vai possibilitar que populações mais carentes possam adquirir uma moradia com preços mais justos. “As construções vão obedecer as normas de segurança como qualquer outra. A população mais carente poderá adquirir suas casas e ter uma moradia digna”, finaliza Romero.

Cursos de engenharia vão mudar com novas diretrizes publicadas pelo MEC

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São Paulo – “Eu sinto o brilho nos olhos quando vejo as coisas acontecerem. Diziam para mim que o primeiro ano de engenharia era chato, mas eu estou achando muito legal”, diz João Pedro Giarrante, de 18 anos, estudante do primeiro ano de engenharia elétrica da FEI.

Ele e sua turma são os primeiros universitários a cumprir a nova grade curricular de engenharia na FEI. O curso foi remodelado e os alunos têm agora aulas de inovação por exemplo. “Tratamos de geração de ideias e execução de projetos. Fizemos simulação de startups”, conta.PUBLICIDADE  

Os conhecimentos adquiridos na aula de inovação foram colocados em prática ao longo de um projeto prático proposto durante aula de eletrônica geral. Giarrante e seus colegas de grupo construíram um carrinho elétrico. “O que eu aprendo em inovação eu uso em eletrônica geral”, contou o estudante.

Em poucos meses de curso, os calouros já perceberam que o novo currículo da graduação de engenharia na universidade está mais prático e interdisciplinar como propõem as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de graduação em Engenharia, fixadas e homologadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado ao Ministério da Educação.

Apesar de a FEI já ter reformulado seu curso de engenharia, as novas diretrizes estabelecem prazo de três anos paras universidades e faculdades se adaptarem e implementarem a mudanças.

“O grande salto que essas diretrizes trazem no seu corpo de orientações é em relação ao projeto pedagógico, que deve conter não só conteúdos, mas também atividades e experiências”, diz Fabio do Prado, reitor do Centro Universitário FEI.

A seguir confira as principais mudanças estabelecidas para os cursos de engenharia no Brasil:

1. Flexibilidade curricular
As novas diretrizes estão menos engessadas e dão mais autonomia para as instituições. O texto deixou ser tão “conteudista”, com era resolução anterior (em vigor desde 2002). “ Antes se a instituição quisesse acompanhar as novas tendências podia agregar conteúdos mas não podia tirar nada, então só se aumentasse a carga horária”, diz o reitor.

O conteúdo básico dos cursos continua sendo exposto pelas diretrizes, mas sem tanto detalhamento. “Não se abre mão da formação básica sólida, o que foi flexibilizado é o que diz respeito à parte profissionalizante”, diz Prado.

A ideia é que, a partir de agora, as instituições de ensino sejam mais cobradas pelo perfil de engenheiro que prometem formar com seu projeto pedagógico do que se trazem o conhecimento específico A ou B em sua grade. “Hoje nós sabemos que não bastam conteúdos, existem outras competências emocionais e profissionais e isso era completamente ignorado pelas diretrizes anteriores”, explica Prado.

2. Interdisciplinaridade
Na opinião do reitor da FEI, as novas diretrizes dão espaço para iniciativas mais inovadoras. Colocar em prática conteúdos de uma disciplina em projetos e atividades de outras matérias é tendência que deve se espalhar todas as faculdades de engenharia.

A divisão por disciplinas não deve ser estanque, os cursos vão passar a estimular, com mais afinco, atividades de integração por meio de projetos interdisciplinares. Ao construir um veículo e testar suas condições de segurança, estudantes podem revisar conteúdos de cinemática, dinâmica e atrito de maneira mais integrada.

Um projeto real no primeiro semestre do curso estimula os jovens universitários a pensarem as várias facetas de um produto percebendo a importância de diferentes conceitos. Atividades nessa linha são, segundo Prado, mais compatíveis com as demandas futuras ao preparar profissionais para propor soluções inteligentes para os problemas.Veja também

3. Formação por competências
O perfil do novo engenheiro deve conter as seguintes características: visão holística, inovação, empreendedorismo, solução de problemas, cooperação, adoção de perspectivas multidisciplinares e transdisciplinares em sua prática.

Para tal, as novas diretrizes curriculares apresentam um conjunto de competências as quais devem ser desenvolvidas pelos alunos ao longo do curso de engenharia.

Resolução de problemas e proposição de soluções de engenharia a partir da análise e compreensão de usuários e do contexto estão nessa lista, assim como a capacidade de implementar, supervisionar e controlar essas mesmas soluções.

Os formandos também devem estar aptos para “analisar e compreender os fenômenos físicos e químicos por meio de modelos simbólicos, físicos e outros, verificados e validados por experimentação”, diz o texto homologado pelo Conselho Nacional de Educação.

Os engenheiros devem sair da graduação com a capacidade de conceber, projetar e analisar sistemas, produtos, componentes ou processos.
Competências como trabalho em equipe, comunicação, capacidade de aprendizagem e preparo para lidar com situações complexas também estão destacadas.

Transparência e gestão são palavras-chave para a retomada da construção civil

O setor de construção civil estima a geração de mais de um milhão de empregos no Brasil em 2019. A meta é ambiciosa e, para isso, é preciso encarar transparência e gestão como palavras-chave para este ano, se quisermos os melhores resultados.

Quando o assunto é a transparência de informações e documentações, costumamos voltar os olhos para a máquina pública e nos esquecemos de que o mercado pode e deve ser exemplar no tratamento de dados com a maior lisura possível.

Trago como bagagem os mais de 20 anos de atuação na área de gerenciamento de obras e projetos, onde é essencial que as informações sejam tratadas com responsabilidade. Durante todo esse tempo, a gestão eficiente – aliada à transparência dos processos – foi extremamente benéfica.

Ao investir em ações com clareza, conseguimos garantir o controle de gastos, a redução de custos e o cumprimento dos prazos de entrega. E o mais importante: conquistamos a confiança de fornecedores e clientes, o que faz girar a roda que movimenta o setor. A partir de uma gestão transparente, torna-se natural e viável o compartilhamento de estratégias, erros e acertos, dúvidas, dificuldades e, claro, vitórias.

Em tempos de recuperação econômica – e como agentes impulsionadores do desenvolvimento do País –, cabe a nós, profissionais de gerenciamento, entregarmos os melhores resultados com as melhores práticas. Portanto, gerenciar com assertividade é garantir que haja um fluxo de informações no qual todos os envolvidos no processo sejam capazes de apontar soluções para os problemas. Estes, que outrora, seriam identificados tardiamente. Logo, a forma como tratamos os dados que colhemos reflete na agilidade com a qual conseguimos resolver conflitos e imprevistos.

Soluções alternativas: apesar da hierarquia tradicional de qualquer processo, é preciso termos em mente que todos os envolvidos são capazes de apontar soluções. Por isso, quando a equipe tem em mãos dados que podem ser analisados sob nova ótica, a chance de surgirem alternativas é relativamente superior. Por que bater cabeça sozinho quando há vários outros profissionais que podem contribuir?

Uso de novas ferramentas: tornar o processo gerencial mais eficaz e transparente requer o auxílio de ferramentas de gestão capazes de munir a equipe com dados exatos e que possibilitem análises aprofundadas do desenvolvimento do projeto. Isso é sinônimo de segurança e assertividade nas decisões. Afinal, a tecnologia deve sempre ser usada a nosso favor.

Redução de custos: quando as informações e todo o processo de gerenciamento estão alinhados, consequentemente os custos tendem a ser reduzidos. No entanto, não se trata pura e simplesmente de economia, mas de prevenção. Ao enxergar os dados de forma clara e assertiva, é possível mapear e mitigar riscos, definir a aplicação correta dos insumos e otimizar a produtividade da equipe com foco no prazo de execução.

Consequentemente, essas duas palavras – transparência e gestão – têm um poder transformador no mercado. Se o trabalho em torno delas for realizado com seriedade e comprometimento, os mais variados setores da nossa economia tendem a aplicar seus recursos de maneira eficiente e, assim, conseguir equilibrar a balança entre entrega de qualidade e geração de postos de trabalho.

Obras paralisadas do PAC represam R$ 135 bilhões em investimentos

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Estudo apresentado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional) apurou que 4,7 mil obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), equivalentes a R$ 135 bilhões de investimentos, estão paradas. Desses empreendimentos, 43,3% estão na região Nordeste; 20,8% estão no Sudeste; 16% no Norte; 11,7% na região Sul, e 8,2% no Centro Oeste. 

A pesquisa aponta que em 183 obras até 10% dos trabalhos já foram executados; em 196 obras de 11% a 30% das ações foram realizadas; em 165 obras de 31% a 50%; em 168 obras de 51% a 70%; em 158 obras de 71% a 90%; e em 130 obras de 91% a 100%. Do total de investimentos para os projetos, R$ 65 bilhões já foram consumidos.

Conforme o levantamento, 27,4% dos empreendimentos estão parados devido a problemas com documentação, 14,8% por questões relacionadas a boletins de medição, 13% por reprogramação, e 10,4% por pendências com licitação.

Das obras paralisadas, 29,8% correspondem a urbanização de assentamentos precários, 22,4% a saneamento e 14,8% a creches e pré-escolas. A área da saúde também é umas mais afetadas, já que 36% do total de obras paralisadas (1.709) são de novas unidades básicas de saúde (UBS), que aguardam conclusão há até quatro anos.

A conclusão do estudo é de que grande parte das obras paralisadas é de baixo valor e estão em estado bastante adiantado. A retomada destes empreendimentos, localizados em sobretudo em áreas carentes, iria gerar 500 mil postos de trabalho, além da movimentação da economia local.

BNDES tem R$ 12,1 bi a receber de 11 países por obras de engenharia

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RIO – O BNDES tem R$ 12,1 bilhões a receber de 11 países pela exportação de serviços de empresas brasileiras de engenharia, informou nesta sexta-feira o banco de fomento. O equivalente a 16,6%, ou R$ 2 bilhões, estão em atraso, referentes a contratos com Venezuela, Cuba e Moçambique. O valor a receber representa cerca de 30% de tudo o que o BNDES emprestou a 15 países para esse tipo de finalidade desde 1998, acrescentou o banco.

Concedidos sobretudo durante os governos Lula e Dilma Rousseff, os contratos viabilizaram a exportação de serviços de construtoras como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Após a eclosão da Lava Jato, a linha de financiamento virou alvo de críticas da oposição, que acusava o favorecimento de países com alinhamento ideológico com o PT e de construtoras que participaram de esquemas de corrupção. A crítica ganhou força depois que Cuba e Venezuela – países cujos governantes eram aliados de Lula e Dilma -, passando por dificuldades econômicas, começaram a atrasar os pagamentos.

Em café da manhã com jornalistas nesta sexta, Bolsonaro disse que conversaria com o presidente do BNDES, Joaquim Levy, sobre os calotes de Cuba e Venezuela.Em entrevista no mês passado ao “Estado de S. Paulo”, Levy classificou de “desastres” os empréstimos feitos a Cuba, Venezuela e Moçambique e disse que eles deveriam “servir de lição e forçar mudanças, como foi a explosão do ônibus espacial Challenger para a Nasa”. O presidente anterior, Dyogo Oliveira, já havia dito que esses empréstimos foram um erro. 

Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira, o maior saldo devedor é de Angola, país para o qual o BNDES desembolsou R$ 12,7 bilhões para quase 90 projetos, como as obras do Aeroporto Internacional de Catumbela. O país está em dia com os pagamentos, segundo o BNDES, e seu saldo devedor é de R$ 2,74 bilhões. Logo depois aparecem Cuba, que atrasou R$ 186,2 milhões e tem saldo devedor de R$ 1,9 bilhão, e Venezuela, que atrasou R$ 1,36 bilhão e ainda tem saldo devedor de R$ 1,7 bilhão.

Todos os empréstimos foram concedidos para realização de obras em países de América Latina e África.    

Em nota divulgada à imprensa nesta sexta-feira, o banco disse que os números “demonstram que o apoio à exportação de serviços de engenharia e bens associados representou, entre 2003 e março de 2019, apenas 1,3% do total desembolsado pelo BNDES, enquanto investimentos em infraestrutura no Brasil, no mesmo período, responderam por 36%.”

Empréstimos têm garantia

Na divulgação do seu balanço financeiro de 2018, o BNDES informou que provisionou cerca de R$ 4,4 bilhões referentes a empréstimos concedidos às exportações de serviços de engenharia a Cuba e Cuba e Venezuela, que estão em atraso. O valor equivale a todo o saldo devedor desses contratos, não apenas às prestações em atraso. 

Embora o banco provisione esses valores, todos os empréstimos são garantidos pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) – ou seja, o BNDES não corre risco de deixar de receber os recursos.

“O FGE é superavitário. Recebeu, desde sua criação, até março de 2019, US$ 1,313 bilhão em prêmios (receita) e pagou US$ 547 milhões em indenizações (despesa), mesmo com atrasos recentes. O saldo da diferença entre os prêmios e as indenizações é positivo em mais de US$ 700 milhões”, acrescentou o site do BNDES.

Segundo o banco, a publicação de “informações mais claras”  sobre a exportação de serviços de engenharia fazem parte da iniciativa “Aqui você tem transparência”. Ela foi criada este ano pelo presidente do banco, Joaquim Levy, que chegou à instituição com a missão de “abrir a caixa-preta do BNDES”, como prometeu em diversas ocasiões o presidente Jair Bolsonaro.

O BNDES vem abrindo nos últimos anos as informações sobre a exportação de serviços de engenharia. O banco sempre alegava limitações do sigilo bancário para divulgar esses dados, mas, em 2015, sob pressão política, o então presidente Luciano Coutinho tornou públicos dados sobre as operações realizadas entre 2007 e 2015. As operações somavam US$ 11,9 bilhões, entre elas o contrato para construção do Porto de Mariel, em Cuba. Em 2016, a então presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, aprofundou a transparência e disponibilizou na íntegra os contratos da área de exportação de serviços – isto é, os documentos em si, não apenas as informações referentes a eles.