sexta-feira, março 6, 2026
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Split Payment na Reforma Tributária: oportunidade para a Construção Civil se modernizar

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A reforma tributária trará um elemento que promete transformar a gestão fiscal das empresas: o Split Payment. Esse mecanismo, que fará parte da substituição dos tributos PIS, COFINS e IPI pelos novos CBS e IBS, muda a forma como os créditos tributários são gerados e pode representar um ganho real de eficiência para construtoras e incorporadoras que já operam com ERP.

Como funciona o Split Payment

No modelo atual, o crédito tributário é gerado no momento da emissão da nota fiscal. Com o Split Payment, isso muda: o crédito só poderá ser aproveitado após a confirmação de que o fornecedor recolheu o imposto devido. Essa confirmação será feita em tempo real pela Receita Federal, cruzando dados da nota e do pagamento.

Para a construção civil, que lida com uma extensa cadeia de fornecedores, o sistema reduz o risco de tomar créditos indevidos e depois sofrer autuações. Além disso, a gestão ficará mais transparente, permitindo identificar rapidamente fornecedores que não estejam em conformidade fiscal.

Benefícios para construtoras e incorporadoras

  • Mais segurança fiscal: evita que a empresa aprove créditos de fornecedores inadimplentes.

  • Controle centralizado: especialmente vantajoso para obras em várias cidades, com diferentes prefeituras e layouts fiscais.

  • Eficiência operacional: reduz retrabalho com conferência manual e correção de créditos.

Na prática, empresas que já contam com um ERP moderno têm maior controle sobre notas fiscais, pagamentos e créditos, o que facilita a adaptação ao Split Payment. Isso porque o Split Payment exige cruzamento automático de informações, algo inviável para quem ainda trabalha com controles manuais ou planilhas.

Por que agir agora

O novo sistema terá fase de testes em setembro de 2025 e será obrigatório a partir de 5 de janeiro de 2026.

Para a construção civil, o recado é claro: a reforma tributária não é apenas um desafio, mas também uma oportunidade para modernizar a gestão, reduzir riscos e ganhar agilidade no relacionamento com fornecedores e órgãos fiscais.

Documentário | Terreno de Mudanças: os 5 anos da pandemia e as transformações no mercado brasileiro

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Cinco anos se passaram desde que a pandemia da Covid-19 alterou profundamente a dinâmica do mundo. O isolamento, as incertezas e a necessidade de adaptação rápida mudaram nosso modo de viver, de consumir e também de construir. No setor da construção civil, não foi diferente — a crise sanitária desencadeou uma série de transformações que continuam moldando o presente e abrindo novas possibilidades para o futuro.

Com o objetivo de registrar esse momento histórico e refletir sobre os caminhos trilhados, a Brain Inteligência Estratégica lançou o documentário “Terreno de Mudanças: os 5 anos da pandemia e as transformações no mercado brasileiro”. A produção reúne depoimentos de grandes nomes do setor e propõe uma análise profunda sobre os impactos da pandemia na construção civil, suas consequências e aprendizados.

No auge da crise, o setor precisou encontrar maneiras de manter suas atividades essenciais sem colocar em risco a saúde dos trabalhadores. Novos protocolos, digitalização acelerada e reconfiguração de canteiros de obras foram apenas alguns dos desafios enfrentados.

Com o tempo, ficou claro que o “normal” não voltaria a ser como antes. A demanda por imóveis com mais espaço, a valorização de ambientes multifuncionais e o fortalecimento de cidades do interior foram alguns dos efeitos colaterais dessa nova realidade.

Lições que ficam

A pandemia reforçou a necessidade de resiliência e inovação no mercado da construção. Soluções digitais, novos modelos de moradia, mudanças nos perfis de consumo e o papel social das empresas tornaram-se tópicos centrais. E, se o setor passou pelo maior teste de sua história recente, hoje também se encontra mais preparado para lidar com os desafios que virão.

O documentário, mais do que um registro, é um convite à reflexão. Ele provoca, ensina e inspira — não só os profissionais que estão atualmente à frente da transformação, mas também as futuras gerações que darão forma ao que ainda está por vir.

CBIC Indicadores Regionais – Sul: Líderes da indústria da construção debatem desafios e novas estratégias em Florianópolis

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Florianópolis sediou hoje o “CBIC Indicadores Regionais”, um evento que reuniu líderes da indústria da construção civil para apresentar dados estratégicos inéditos sobre o setor na Região Sul do Brasil. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), o encontro sublinhou a importância da união setorial e a necessidade de ações estratégicas para o desenvolvimento e a superação de desafios. As falas das lideranças presentes na abertura do evento ressaltaram os pontos essenciais para o futuro da indústria.

Renato Correia, presidente da CBIC, destacou o objetivo da entidade, que vai além da tradicional divulgação de dados setoriais e foca também em apoiar as empresas do setor. “A CBIC é reconhecida por divulgar os números nacionais da indústria e do mercado da construção trimestralmente, e percebemos, depois de realizarmos um planejamento estratégico, que precisamos olhar mais para as empresas do setor e como podemos contribuir para melhorar a vida delas”, explicou Correia. Ele elencou os desafios do setor, como a industrialização, a falta de mão de obra qualificada, o custo da mão de obra, a descarbonização, dentre tantos outros, reforçando em especial a necessidade de encurtar os prazos de aprovação de projetos para trazer mais estabilidade aos negócios.

O presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção da FIESC, Marcos Bellicanta, enfatizou a relevância da aproximação entre as entidades e a continuidade do movimento de união do setor. “É importante a proximidade com a CBIC aqui na reunião Sul. Tivemos um evento importante em Curitiba que impulsionou a integração do setor em prol do debate das pautas relevantes para a indústria da construção. Este movimento conjunto deve continuar pois é essencial o nosso crescimento”, afirmou Bellicanta, destacando o impacto positivo de iniciativas anteriores.

Complementando as falas, Marcos Mauro Pena, vice-presidente da CBIC para a Região Sul, reforçou a meta do evento de integrar e articular as vozes do setor para maior representatividade. “Nosso objetivo é promover a integração e articulação para termos uma voz uníssona para expor as dificuldades e mostrar os avanços que temos aqui nos Estados do Sul”, declarou Pena, citando o sucesso de encontros anteriores como o “Construa Sul”, que reuniu lideranças empresariais do Sul em Curitiba, no último mês de junho. Ele finalizou reiterando a importância da união, destacando que entidades como Sinduscon e Ademis compartilham os mesmos valores e princípios da CBIC.

Indústria da construção no Sul demonstra força e resiliência em 2025

A indústria da construção civil na Região Sul do Brasil demonstra uma relevante força e resiliência, conforme os dados apresentados pela economista Ieda Vasconcelos, do Comitê de Economia da CBIC, durante primeiro painel do evento de indicadores regionais em Florianópolis. A apresentação detalhou o panorama do setor no 1º trimestre de 2025 e as perspectivas para o ano, reforçando a importância da região para o desempenho nacional.

“A Construção Civil na Região Sul tem se mostrado um motor econômico robusto, contribuindo significativamente para o mercado de trabalho e o Produto Interno Bruto (PIB) do país”, afirmou a economista Ieda Vasconcelos.

Destaques do Desempenho no 1º Trimestre de 2025:

O PIB da Construção Civil cresceu 3,4% no 1º trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa expansão impulsiona o setor, que, historicamente, tende a crescer mais que a economia nacional em períodos de alta. A projeção da CBIC aponta para um crescimento de 2,3% para a Construção Civil este ano.

A Região Sul criou 25.109 novas vagas formais na Construção Civil nos primeiros cinco meses de 2025. Embora represente um recuo de 1,77% em relação ao mesmo período de 2024, esse é o segundo melhor resultado dos últimos quatro anos, superando 2022 e 2023, o que indica um mercado de trabalho aquecido na região.

Em maio de 2025, o número de trabalhadores na Construção Civil na Região Sul alcançou 474.186, um crescimento de 5,69% em relação a maio de 2024, impulsionado por resultados positivos nos três segmentos do setor (Construção de Edifícios, Obras de Infraestrutura e Serviços Especializados para a Construção).

  •  Santa Catarina liderou a geração de novos empregos no setor na Região Sul de janeiro a maio de 2025, com 11.498 novas vagas, um aumento de 8,52% em relação ao ano anterior.
  •  No Paraná, o número de trabalhadores cresceu 6,66% em maio de 2025 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, com todos os segmentos registrando aumento.
  •  O Rio Grande do Sul registrou um aumento de 6,25% nas novas vagas criadas de janeiro a maio de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024, destacando-se o segmento de Construção de Edifícios com um impulso de 94,42%.

Relevância Nacional e Regional:

A Região Sul abriga 24,54% dos estabelecimentos da Construção Civil no Brasil, totalizando 70.248 estabelecimentos. O Paraná lidera na região com 25.162 estabelecimentos, representando 35,82% do total regional.

Conforme dados do Censo 2022, a Região Sul destaca-se por ter a segunda menor participação de população residente em favelas em relação à sua população total, o que corresponde a 3,23%.

A Construção Civil da Região Sul é responsável por 18,9% do PIB da construção nacional.

Desafios e Perspectivas:

Apesar do cenário positivo, a economista Ieda Vasconcelos ressaltou desafios que podem impactar o desempenho do setor, como a taxa de juros elevada, o aumento do IOF, questões relacionadas a cartórios, a falta ou alto custo de mão de obra qualificada, e incertezas econômicas como a inflação acima da meta e a possível taxação americana às exportações brasileiras.

Apesar dos desafios, a capacidade de geração de empregos e a contribuição para o PIB demonstram a resiliência e a importância estratégica da Construção Civil na Região Sul para a economia brasileira.

Venda de cimento sobe 3,5% no 1º semestre, diz Snic

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A comercialização de cimento no Brasil recuou 1,7% em junho ante o mesmo mês do ano passado, para 5,4 milhões de toneladas, mas apresentou expansão de 3,5% nos primeiros seis meses, informou o sindicato de fabricantes do material, Snic, nesta quinta-feira.

Por dia útil, as vendas de junho subiram 0,5% sobre junho do ano passado e 5% em relação ao primeiro semestre de 2024, para 244,8 mil toneladas, informou a entidade.

Em junho, somente Nordeste e Centro-Oeste mostraram crescimento de vendas de cimento sobre o mesmo mês de 2024, embora, no semestre, todas as regiões do país tenham tido avanço na comercialização do material, com destaque para o Nordeste (+7,4%) e o Sul (+5,5%), enquanto o Norte cresceu 4%, Centro-Oeste expandiu 1,3% e o Sudeste mostrou incremento de 1,6%.

Para o Snic, os principais indutores do consumo de cimento permanecem sendo o setor imobiliário e o mercado de trabalho. No ano, a entidade prevê um crescimento de 2,1% para o setor no “cenário de referência” e de 3,5% em um cenário “otimista”.

“A gente tem um viés otimista que chega à manutenção desses 3,5%”, disse o diretor do Snic, Bernardo Jannuzzi, citando entre os fatores o impulso do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), especialmente após o incremento do programa com recursos do Pré-Sal, e patamares elevados de emprego e renda.

Jannuzzi, no entanto, apontou preocupações com o nível da taxa de juros, o endividamento e a inadimplência da população, as discussões envolvendo IOF e LCIs, além de, mais recentemente, o anúncio realizado na véspera da imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações do Brasil para os Estados Unidos, que podem desacelerar o crescimento do setor nos próximos meses.

Segundo o diretor, embora as transações comerciais internacionais do cimento no Brasil sejam pequenas, o imbróglio político e econômico pode afetar o câmbio.

“Aí começa não só o efeito cascata para a economia, que é aumento de inflação, possível aumento de juros, perda de capacidade da população de compra, que afeta diretamente o cimento, mas a gente também tem um insumo que é utilizado no cimento, que é o coque de petróleo, que corresponde a 40% do custo no processo produtivo e é taxado em dólar”, afirmou.

Ele acrescentou que, no caso de uma eventual reciprocidade por parte do Brasil, o setor também pode sentir impactos. “Porque as traders que mandam o coque para o Brasil são dos EUA. Então a gente vai ter dois pesos: um dólar lá em cima e uma taxa de 50% desse insumo.”

Em contrapartida, disse o economista do Snic Flávio Guimarães, os esforços do setor em coprocessamento, que envolve a substituição do coque de petróleo por outros produtos, podem ajudar a reduzir a dependência brasileira desse insumo.

Segundo Guimarães, cerca de 32% da matriz energética da indústria brasileira de cimentos é resultado de coprocessamento.

 

ERP na Construção Civil: Como a Tecnologia Revoluciona a Gestão de Obras

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Gestão eficiente de obras: por que sua construtora precisa abandonar as planilhas e investir em um ERP especializado

A gestão de obras é, há muito tempo, um dos maiores desafios enfrentados por pequenas e médias empresas da construção civil. Equilibrar prazos, custos, mão de obra, materiais e produtividade exige mais do que apenas planilhas de Excel e boa vontade: exige previsibilidade, controle em tempo real e integração entre escritório e canteiro.

Muitos gestores ainda operam suas obras de forma descentralizada, com controles paralelos, dados fragmentados e processos dependentes de pessoas-chave. O resultado? Desperdícios, retrabalhos, atrasos, falta de clareza sobre a lucratividade real e dificuldade em tomar decisões estratégicas com base em dados confiáveis.

Da planilha para o controle inteligente de obras

A realidade de muitas empresas ainda passa por orçamentos manuais, cronogramas improvisados e controle financeiro descentralizado. A falta de padrão nos processos e a ausência de uma plataforma integrada acabam consumindo tempo e dificultando a análise precisa dos custos realizados versus os orçados.

Ao adotar um sistema de gestão (ERP) voltado para a construção civil, as empresas passam a ter um novo nível de organização. Um ERP especializado permite controlar o orçamento, os pedidos de compras, o estoque, os contratos de empreiteiros, o financeiro e até o diário de obras — tudo em uma única plataforma, com dados centralizados e disponíveis em tempo real.

Mais previsibilidade e produtividade para as obras

Com o ERP certo, o gestor consegue controlar múltiplas obras simultaneamente, de qualquer lugar, com acesso via computador, tablet ou celular. A integração dos módulos permite que a empresa acompanhe a execução física, os custos acumulados, o status dos pagamentos e receitas, e até a performance dos colaboradores em campo.

Além disso, a visibilidade dos processos ajuda a evitar desperdícios — como atrasos causados por falta de material, ou ociosidade de mão de obra — e melhora a experiência do cliente, que pode ser atualizado em tempo real sobre o andamento da obra por meio de relatórios e diários digitais.

SIECON: ERP com o DNA da construção civil

Se a sua construtora ainda está presa às planilhas, é hora de evoluir. O SIECON é um ERP 100% especializado em construção civil, com funcionalidades pensadas para atender as demandas reais de quem vive a rotina do canteiro. Desde o orçamento até a entrega da obra, passando por compras, financeiro, estoque, apropriações e controle técnico — o SIECON oferece uma solução robusta, intuitiva e adaptada às exigências do setor.

Empresas de todo o Brasil já usam o SIECON Cloud para transformar sua gestão. Além disso, contam com aplicativos móveis integrados que agilizam o trabalho em campo, como Requisição, Portal do Cliente, Aprovações e mais.

Shin Takamatsu: Radicalismo, Tecnologia e Expressividade na Arquitetura Japonesa

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Shin Takamatsu é um dos arquitetos japoneses mais notórios do final do século XX, conhecido por suas composições radicais, formas escultóricas e abordagem quase expressionista à arquitetura. Em contraste com a tradição minimalista frequentemente associada à arquitetura japonesa, Takamatsu criou uma linguagem provocativa que mistura tecnologia, simbolismo e a crítica à sociedade contemporânea. Vamos apresentar aqui um breve histórico de sua carreira e analisar algumas de suas obras mais representativas.

Shin Takamatsu (高松伸), nascido em 1948 em Nagi, na província de Okayama, Japão, formouse em arquitetura pela Universidade de Kyoto em 1971, onde também realizou seu doutorado. Inicialmente vinculado à academia, Takamatsu ganhou projeção internacional nos anos 1980 por meio de projetos diferenciados, muitos dos quais de pequena escala, como boutiques e escritórios. Sua obra combina influências do high-tech britânico, do expressionismo alemão, da estética cyberpunk e do pós-modernismo. Suas edificações se destacam pelo uso intenso de metáforas visuais, tecnologia exposta e formas impactantes.

SYNTAX | Project | Shin Takamatsu Architect and Associates
Edifício Syntax. Kyoto, 1983 Fonte: takamatsu.co.jp

Uma das primeiras obras de destaque de Takamatsu, o edifício Syntax, construído em Kyoto (1983), é um escritório que já apresentava muitos dos traços marcantes do arquiteto: volumes agressivos, uso expressivo do aço e elementos simbólicos. Com uma fachada que lembra uma máquina ou armamento futurista, o edifício desafiava os limites da arquitetura comercial japonesa.

Kirin Plaza Osaka | Project | Shin Takamatsu Architect and Associates
Kirin Plaza. Osaka, 1987 Fonte: takamatsu.co.jp

Talvez sua obra mais conhecida internacionalmente, o Kirin Plaza mistura brutalismo e surrealismo em uma composição monumental. O edifício possui quatro torres de vidro e ornamentação high tech e abrigava espaços para exposições e eventos culturais. A construção foi demolida em 2008, mas permanece como uma das obras mais icônicas do Japão dos anos 1980.

ARK | Project | Shin Takamatsu Architect and Associates
Edifício Ark. Kyoto, 1987 Fonte: takamatsu.co.jp

Uma obra muito instigante de Shin Takamarsu é o Edifício Ark (Kyoto, 1987). Esse edifício comercial destaca-se por sua fachada metálica robusta e componentes que lembram um motor. A obra representa a obsessão de Takamatsu por imagens de poder, tecnologia e transcendência.

Gunma Insect World - Wikipedia
Gunma Insect World. Kiryū, 1996 Fonte: wikipedia.org

Por fim, um exemplo que mostra a versatilidade de Shin, o Gunma Insect World (Kiryū, 1996). O museu, dedicado aos insetos, é uma das obras mais poéticas de Takamatsu. A forma do edifício lembra um exoesqueleto, evocando tanto a estética da biologia quanto a da robótica. A estrutura dialoga com a paisagem natural ao mesmo tempo que reafirma sua artificialidade.

Shin Takamatsu possui uma obra singular na arquitetura japonesa, afastando-se das tradições zen e minimalistas, em favor de uma abordagem maximalista, simbólica e tecnológica. Suas obras desafiam tanto o observador quanto os limites da função arquitetônica. Embora algumas de suas construções já tenham sido demolidas, seu legado permanece como uma crítica visual e filosófica ao ambiente construído e à sociedade pós-industrial.

 

Texto de autoria do Prof. Arquiteto Luiz Helberth Pacheco Lima, da Faculdade de Engenharia e Arquitetura (FEA) da Universidade FUMEC. Publicado na edição de julho de 2025 do Informe da Construção, periódico mensal do Centro de Economia e Estatística Aplicada (CEEA), FEA/FUMEC.

Comissão de Meio Ambiente debate proposta que define novas regras para o licenciamento ambiental

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal retoma nesta terça-feira (13), a análise do projeto que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil. A proposta, que tramita sob o número PL 2.159/2021, pretende consolidar diretrizes gerais e modernizar as normas aplicadas pelos órgãos que integram o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).

O texto em discussão é de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), que apresentou seu parecer na reunião anterior da CMA. A versão do relatório é idêntica à que foi encaminhada anteriormente à Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), sob a relatoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ambos os parlamentares coordenaram um esforço de articulação política para chegar a um consenso sobre o conteúdo da proposta, que já acumula mais de 90 emendas apresentadas por senadores.

A votação nas duas comissões está prevista para os dias 20 ou 21 de maio.

Segurança jurídica

O objetivo central da iniciativa é promover um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental, contribuindo para o avanço de uma agenda de sustentabilidade no país. Além de padronizar os procedimentos em âmbito nacional, o projeto busca desburocratizar a emissão de licenças para empreendimentos de baixo impacto ambiental.

Segundo o presidente da CMA, senador Fabiano Contarato (PT-ES), a proposta está em discussão há mais de 20 anos — tendo sido apresentada originalmente na Câmara dos Deputados em 2004 — e a versão atual do relatório já passou por diversas atualizações.

VEJA MAIS SOBRE SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL AQUI.

Infraestrutura verde ganha força na Amazônia com projetos sustentáveis e financiamento público

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Lançada em 2025, a nova Política de Sustentabilidade do Governo Federal busca transformar terminais portuários e aeroviários com foco em inclusão social, transparência e práticas que reduzam os impactos ambientais. No setor público, foi criada uma agenda anual com projetos e ajustes regulatórios. Já no setor privado, as mudanças nos terminais serão conduzidas por meio do Pacto pela Sustentabilidade, lançado recentemente pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Nesse contexto, o Banco da Amazônia atua com a oferta de um financiamento que pode ajudar no cumprimento das medidas estabelecidas. É a linha FNO – Amazônia Infraestrutura Verde, voltada para projetos que conectam infraestrutura à sustentabilidade. A linha contempla os portos e aeroportos.

O gerente executivo de Pessoa Jurídica e Relacionamento com Bancos da instituição, Luiz Lourenço de Souza Neto, explica que esse tipo de financiamento tem o propósito de promover o desenvolvimento econômico da região, com o apoio de outras empresas, inclusive internacionais.

“Existem outras instituições financeiras, outros mecanismos que apoiam também esses projetos, dada a importância e o tamanho deles para onde são implantados. Então, falando a respeito apenas do banco, se a gente for olhar o que a gente tem de expectativa para os próximos quatro anos, a gente com certeza deve superar a casa de R$ 10 bilhões aplicados em infraestrutura na Amazônia”, pontua.

Entre as companhias contempladas com essa iniciativa está a VINCI Airports  – concessionária responsável por sete aeroportos na Região Norte. Nesse caso específico, o financiamento do Banco da Amazônia foi de R$ 750 milhões. Os recursos serão investidos pela empresa em um projeto de infraestrutura aeroportuária que visa promover melhorias para os usuários, ao passo que também incorpora práticas sustentáveis.

De maneira geral, a companhia trabalha com a meta de reduzir pela metade a emissão de gases de efeito estufa até 2030. Até 2050, a empresa pretende zerar essa emissão. Atualmente, a VINCI Airports atua junto aos terminais de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre; Boa Vista, em Roraima; Porto Velho, em Rondônia; além de Manaus, Tabatinga e Tefé, no Amazonas.

Outras áreas apoiadas

Entre as áreas apoiadas, também se destaca a infraestrutura para água e esgoto; geração de energia elétrica de fontes renováveis; sistema de telefonia fixa ou móvel e banda larga em comunidades, além das seguintes:

Outro  projeto que contou com o apoio dessa linha foi desenvolvido na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) – campus Capitão Poço (PA). Trata-se de uma fossa ecológica denominada Bacia de Evapotranspiração (BET). O sistema é uma alternativa eficiente para tratamento do esgoto, que funciona de forma independente da rede pública.

Dentro do tanque, ocorre um processo de decomposição, chamado de fermentação, realizado pelas bactérias. Esse processo é a quebra ou a degradação do esgoto, essencial para o funcionamento do sistema e para que o esgoto chegue nas camadas superiores de forma mais limpa.

Segundo a professora Thaisa Pegoraro, coordenadora do projeto, essa parceria com a instituição financeira foi essencial para a elaboração dessa iniciativa.

“O recurso que vem para a universidade, infelizmente, não é suficiente para atender a infraestrutura destinada a projetos de pesquisa e extensão. Então, é por este motivo que a parceria com o banco é realmente essencial e nós também somos muito gratos a isso”, afirma.

Uma das estruturas foi instalada na escola Humberto Fernandes, no município de Garrafão do Norte (PA), para atender cerca de 60 alunos. Até então, a unidade escolar contava com uma fossa rudimentar.

Condições

Quanto à linha FNO – Amazônia Infraestrutura Verde, é levada em conta a taxa de juros dos fundos constitucionais (TFC), diferenciada por setor, porte e finalidade. O prazo definido é de até 34 anos, com carência de até 08 anos. Esse modelo de financiamento é disponibilizado para empresas de todos os portes, com exceção de microempreendedor individual (MEI).

Alta dos Juros Acende Alerta para Engenheiros e Construtores: Impactos Diretos no Setor Imobiliário

Juros em Alta: O Que Isso Significa para a Construção Civil

A elevação da taxa Selic para 15% ao ano — a maior desde 2006 — traz um cenário desafiador para o mercado imobiliário e para toda a cadeia da construção civil. Essa sétima alta consecutiva dos juros impacta diretamente o acesso ao crédito, o custo dos financiamentos e o ritmo dos investimentos em obras.

Preocupação das Incorporadoras com o Cenário Econômico

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) divulgou nota oficial expressando preocupação com a atual conjuntura econômica. Com o Brasil apresentando a segunda maior taxa de juros real do mundo, o crédito para empresas e famílias fica mais caro e restrito, dificultando o financiamento de projetos e a compra da casa própria.

Consequências para Obras e Investimentos

Para o setor da construção, isso significa aumento dos custos de capital e maior cautela nas decisões de investimento, refletindo em possíveis atrasos e redução do volume de obras. Além disso, a pressão sobre o caixa das empresas eleva os riscos financeiros, como demonstrado pelo número recorde de pedidos de recuperação judicial nos últimos meses.

Necessidade de Juros Baixos e Estáveis

Apesar de entender a necessidade do Banco Central em controlar a inflação por meio da política monetária, a ABRAINC reforça a importância de um ambiente econômico com juros mais baixos e estáveis. Isso garantiria mais segurança para o planejamento e execução dos projetos, além de estimular o crescimento do setor e viabilizar o sonho da casa própria para mais brasileiros.

Desafios para Engenheiros e Construtores: Gestão e Eficiência

Para engenheiros e construtores, o momento exige atenção redobrada à gestão financeira dos projetos, otimização dos custos e busca por eficiência operacional para mitigar os impactos da alta dos juros.

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