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Cenário econômico do Brasil faz mercado imobiliário ter crescimento em 2017

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De acordo com as pesquisas o mercado imobiliário sofre com a crise econômica que se encontra no país (Brasil). Pois o número de compradores de imóveis tem diminuído nos últimos tempos. Isso se dá devido ao aumento das taxas de juros, endividamento da classe C e a baixa liberação de crédito.

O setor imobiliário tem uma grande importância para a economia brasileira, pois o mesmo é um dos responsáveis pelo aumento de empregos no Brasil. Empreendedores desse segmento visam grandes expectativas para o ano de 2018.

Segundo informações levantadas pelo g1.globo na data de 10/11/2017, esses investidores voltam a crer no setor imobiliário no interior paulista. Com o crescimento do emprego houve queda na inflação e nas taxas de juros, afirmam que com esse aumento, esse segmento terá grande avanço para 2018.

Pesquisa realizada pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), nos três anos anteriores das 13.700 unidades ofertadas pelas construtoras aos investidores do ramo, os mesmos compraram pouco acima de 8.900, significa que houve uma queda de 18% nos estoques imobiliários.

Mercado imobiliário, superação e expectativa para o ano de 2018

O mercado imobiliário vem se superando em todo Estado devido a economia ter se recuperado e tomou seu lugar no crescimento, que colabora com o aumento de oportunidades de empregos.

Segundo José Romeu Ferraz, a queda da taxa anual faz com que as aplicações nas cadernetas de poupança sejam elevadas, o que ajuda e expande recursos de créditos imobiliários.

No mês de março deste ano torna visível o grande número de empréstimos através da poupança para fins de construção de imóveis estimativa somada em R$ 4,01 bilhões, acréscimo de 36% ao mês, e 9,2% a menos em relação ao mesmo mês de março de 2016.

Já nos primeiros três meses de 2017 somam 10,06 bilhões de financiamento imobiliários, com queda de 7,8% confirmado no mesmo período de 2016. Importante que as empresas de construção civil se atentam para seus métodos utilizados no momento de fechar negócio

Para o próximo ano estima-se que a taxa Selic caia para 8%. Previsão que impactou o setor financeiro. O diretor executivo Gilberto Abreu mostra estar seguro em relação ao crescimento do mercado imobiliário do Brasil, afirma ainda, que os tempos difíceis se passaram.

Momento da Recuperação

De acordo com as pesquisas realizadas, o setor deu início a recuperação no segundo semestre de 2017 de forma minuciosa. Resultado de tudo isso é por conta do programa Minha Casa Minha Vida. Pois o os consumidores que tem direito em adquirir o benefício, passou de R$6,5 mil para R$ 9 mil.

Com a paralisação do mercado, incorporadoras e construtoras vem mantendo suas novidades em dia, ou seja, seus lançamentos. No entanto Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abraine), está convicto que o desenvolvimento implica em diversos fatores.

Luiz Antônio França quando fala de fatores, está falando da importância de estabilidade política no país. Deixa claro que há a necessidade de os impostos não aumentarem, e que toda a arrecadação parta do crescimento econômico e não dos tributos.

O Banco Central divulgou boletim de crédito de autorização de financiamentos imobiliários com recursos voltados especificamente para empresas (pessoas jurídicas) com queda de 51% para R$1,058 bilhão no mês de março deste ano, uma vez comparado aos R$2,157 bilhões no mesmo período no ano de 2016.

Percebe-se que por conta desse acontecimento a taxa de inadimplência relacionada as empresas tiveram aumento de 1,4 percentual no período de um ano.

De olho na inflação para 2018

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice da inflação possivelmente fechará em 3,2% e vai chegar a 4,3% no ano de 2018, deixando claro que as perspectivas para o mercado imobiliário para 2018 são bem otimistas.

Se você já é um empreendedor do ramo e necessita de auxílio jurídico. Procure a Rocha & Moura Advogados, trata-se de um escritório renomado e conta com profissionais capacitados como advogados especialistas em direito imobiliário e atuantes em diversas áreas de direito que vão atender de forma correta os problemas dos clientes. Atua em assessoria jurídica e administrativa.

Siderúrgicas tentam fomentar setor de Construção Civil

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As indústrias siderúrgicas vão encerrar este ano com aumento de produção de aço, mas o otimismo é cauteloso em relação ao horizonte do setor no curto prazo.

Apesar de a produção de aço ter sido revisada para cima este ano, a 34,154 milhões de toneladas, alta de 9,2% em relação ao ano passado, de acordo com Instituto Aço Brasil (IABr), as indústrias ainda precisam de sinais mais claros de recuperação da economia para fazerem seus planos de expansão para 2018.

“O setor siderúrgico é um dos primeiros a ser afetados em uma crise e a expectativa de recuperação ainda não está clara”, diz Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo da entidade. Um dos principais compradores de aços, o setor de construção civil está entre os mais abatidos pela recessão.

Segundo Lopes, o Instituto Aço Brasil (IABr) formará uma coalizão com entidades empresariais para levar ao governo uma pauta de reivindicações específica para estimular a indústria da construção civil. A primeira reunião entre as entidades será na próxima semana, em São Paulo.

Farão parte desse movimento as principais entidades empresariais do setor da construção civil, como a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Lopes lembrou que as indústrias siderúrgicas passaram por uma forte crise entre o fim de 2014 e 2016, levando o setor a demitir 46 mil trabalhadores, após o fechamento de 78 unidades no período. Hoje, o setor emprega 111 mil funcionários.

Nos últimos meses, as siderúrgicas começaram a renegociar reajustes de preços com os principais fornecedores e agora estão em conversas com distribuidores de aços planos para futuras revisões. O pior momento para o setor já passou, mas há incertezas sobre 2018.

Dúvidas

Otto Nogami, professor de macroeconomia do Insper, lembra que a recuperação das vendas do setor automobilístico e do setor de linha branca, que ajudaram a impulsionar as siderúrgicas, refletem medidas pontuais do governo, como liberação do FGTS inativo e do PIS/Pasep, por exemplo.

“Mas é preciso que o governo aprove importantes reformas, como a da Previdência, para que a economia de sinais de recuperação consistentes”, disse.

A decisão da Usiminas de ligar o alto-forno em Ipatinga (apenas dois estão operando) está calcada na aposta de que os setores das indústrias, não só a automotiva e a de linha branca, possam se recuperar.

“Não podemos ficar nesse vai-e-vem. É temeroso ver uma expectativa de retomada e logo em seguida uma inversão de tendência”, disse Nogami.

Para Lopes, do IABr, a expectativa é de que a produção do setor cresça 4,9% em 2018. “É importante lembrar que neste ano tivemos aumento de 33% das importações e a entrada da produção da siderúrgica de Pecém. O consumo aparente, de 5,2%, foi bem menor que a da produção.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A engenharia e o futuro do mundo

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“Precisamos de engenheiros trabalhando em questões referentes ao desenvolvimento sustentável, pois são problemas sistêmicos que precisam de um novo desenho para serem superados”, disse o economista norte-americano Jeffrey Sachs, em palestra realizada no dia 17 de novembro, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A posição foi reforçada em entrevista especial ao jornal Folha de S.Paulo, publicada no último dia 21/11, em que ele diz que “o futuro do mundo depende dos engenheiros”.

Para o professor, no caminho do desenvolvimento sustentável, o mundo também precisa de cinco grandes transformações e é só com o auxílio de universidades e de centros de pesquisa que elas poderão se tornar realidade. São elas, conforme Sachs: a descarbonização da energia; o uso sustentável do solo; o desenvolvimento de cidades sustentáveis; a instituição de serviços públicos de qualidade (saúde e educação); e a criação de institutos de pesquisa que auxiliem nessa transformação geral da sociedade. Ele vaticina: “Sem a ciência, não saberíamos o que está acontecendo conosco. Mas é preciso fazer uma distinção entre ciência básica e ciência aplicada. Por isso, precisamos de engenheiros. São eles que desenvolvem coisas, sejam tecnologias, ferramentas, softwares, hardwares, ideias ou máquinas. Parte do que precisamos agora são engenheiros que possam desenhar um novo sistema de baixo carbono, de energia, de água.”

Sachs está à frente de discussões sobre liderança em desenvolvimento sustentável há décadas, sendo considerado, inclusive, uma das forças motrizes por trás da criação dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, plano que antecedeu os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SDGs). “Tínhamos cerca de 300 objetivos que concentramos em 17”, disse.

Para ele, dos três pilares que sustentam o desenvolvimento sustentável –econômico, social e ambiental – o ambiental é o mais difícil de ser resolvido. “Porque ele é irreversível e não temos como atingir os outros dois pilares sem ele”, disse.

Sachs, que está à frente dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015, composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030 –, defende que esses profissionais, além de serem contratados para desenvolver coisas que dão lucro, também o sejam para fazer coisas para o bem comum. Nessa perspectiva, ele ensina: “É por isso que precisamos olhar para o desafio do desenvolvimento sustentável não apenas como um problema de mercado, orientado pelo mercado, mas também como uma atividade orientada para o bem social e o interesse público, financiada por governos, filantropos, e impostos sobre empresas e pessoas mais ricas.”

Em entrevista recente ao Jornal do Engenheiro, do SEESP, a engenheira Karin Marins, professora do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), também observou que “todas as modalidades da engenharia estão, de certa forma, tocando o tema da sustentabilidade”. Sobre os 17 ODSs da agenda da ONU, ela acredita que a engenharia, por sua ampla inserção econômica e social, permeia a resolução de importantes desafios para consecução dos referidos objetivos. “Entretanto, entendo que alguns desafios podem ter uma atuação mais decisória da engenharia, instrumentalizando ações de forma mais direta, como a educação abrangente e inclusiva, a construção de infraestruturas e cidades resilientes e inclusivas, e promoção de padrões de produção e consumo mais sustentáveis.”

Tendências do Geoprocessamento na Construção Civil

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O geoprocessamento vem apresentando diversas alternativas para quem atua nas áreas de planejamento urbano, licenciamento de obras e construção. É por meio do geoprocessamento que se obtém informações espaciais e análises complexas sobre determinado território, gerando informações precisas sobre as condições do uso e da ocupação do solo, bem como a situação da infraestrutura pública, por exemplo. O Boletim de Tendência deste mês apresenta os serviços que podem ser disponibilizados a partir do geoprocessamento.

CONCEITO

O geoprocessamento é o serviço que engloba diversas técnicas relacionadas à informação espacial, realizando captação, tratamento e análise de imagens de superfícies. Por meio dessas tecnologias, é possível exibir e analisar as características do território. As técnicas mais comuns são: topografia, fotogrametria, sensoriamento remoto, posicionamento por satélite, geoestatística, banco de dados geográficos, web mapping e Sistemas de Informações Geográficas (SIG).

SIG

O uso de tecnologia no geoprocessamento é fundamental para a precisão dos dados. O SIG é um tipo de geotecnologia que engloba metodologias, recursos humanos (captando dados), GPS (coletam informações de geolocalização) e demais softwares utilizados no processo de captação de informações. Todos esses recursos compõem o SIG. No SIG ocorre a inserção dos dados e o cruzamento para realizar as análises sobre determinada região.

APLICAÇÕES

A utilização das geotecnologias na construção civil ocorre ao longo de todo o processo de uma obra: estudos iniciais, anteprojeto, projeto, planejamento, execução e procedimentos de manutenção. O uso desse tipo de tecnologia produz efeitos sensíveis no aumento da qualidade e da produtividade, e consequente impacto na redução dos custos.

1 – Geoprocessamento como oportunidade

Atualmente, as geotecnologias permitem realizar análises espaciais de perímetros urbanos, possibilitando constatar dados físicos, demográficos, geográficos, topográficos e de infraestrutura. Com essa riqueza de informações, o serviço pode ser aplicado na construção civil de diversas maneiras.

Confira quatro tendências de serviços em que o SIG pode ser oferecido no mercado:

– Cadastro predial
– Cadastro de infraestrutura
– Planejamento urbano
– Expansão de unidades habitacionais

2 – Cadastro predial

O cadastro predial é o registro do imóvel realizado por órgãos públicos. Eles são responsáveis por captar as informações e oferecer dados a respeito de zonas urbanas para a população, seja via mapas ou descritivos memoriais. Assim, o município que já adota o geoprocessamento com o SIG costuma ser mais eficiente quanto ao controle de IPTU no orçamento municipal. As incorporadoras e os consumidores da região também ganham, na medida em que a gestão da demanda passa a ser mais eficiente.

O cadastro predial impacta diretamente no IPTU, pois esse imposto é calculado com base nos dados de registro. Em casos em que o SIG é utilizado como fonte de informação, percebe-se maior precisão e cobranças mais assertivas de valores. Também se verifica que os registros prediais são fundamentais para a gestão do zoneamento, pois oferecem dados sobre o uso territorial e instrumentalizam o planejamento municipal de acordo com a legislação vigente.

3 – Cadastro de infraestrutura

O cadastro de infraestrutura é o registro de dados referente à infraestrutura de determinada região. São informações como cabeamento, iluminação, rede de água e esgoto sobre determinado lugar. Os dados sobre determinada região são complementares e mais abrangentes que o cadastro predial. Esses dados auxiliam tanto na gestão pública quanto as construtoras, pois demonstram quais são as características da infraestrutura de determinada região. Assim, se há interesse em uma nova obra, já se sabe se haverá necessidade de promover alguma obra de infraestrutura adicional.

4 – Planejamento urbano

A cidade é como um órgão vivo, que cresce e se modifica o tempo todo. Para acompanhar esse movimento existe
o Plano Diretor Urbano (PDU), que é um instrumento básico da política de desenvolvimento urbano. O plano diretor é obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes. Ele direciona para um crescimento sustentável e saudável das cidades, respeitando suas restrições ambientais e demais características. A aplicabilidade do SIG ocorre na captação e na análise de informações urbanas para o planejamento. Por exemplo, com dados dos eixos de logradouros, é possível determinar onde há pavimentação ou não.
O SIG reúne, em um só lugar, dados de zoneamento, mapas, urbanização e características ambientais. Com esse conjunto de dados e informações, o gestor tem conhecimento a respeito de determinada localidade e consegue planejar e decidir com maior precisão.

5 – Expansão de unidades habitacionais

Para que se possa projetar uma expansão de unidades habitacionais, é necessário realizar uma análise de viabilidade com dados e informações do serviço de geoprocessamento. Essas informações permitem realizar uma estimativa populacional, por meio da contagem de residências; identificar áreas clandestinas, visando uma proposta de regularização; identificar zonas de risco pluvial, a partir da estimativa de áreas impermeabilizadas; e identificar vazios urbanos, para realizar o incentivo de ampliação por meio de densidades construtivas. Nesse caso, os benefícios do SIG são ainda mais evidentes, pois as informações auxiliam a realizar uma expansão e obter a visão completa da localidade.

Governo anuncia contratação de 54.089 imóveis para famílias de baixa renda

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O governo anunciou nesta segunda-feira, 6, a contratação de 54.089 unidades do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) para famílias com renda de até R$ 1.800 mensais, que se enquadram na Faixa 1 do programa. O investimento previsto é de R$ 6,31 bilhões, se consideradas as demais unidades já autorizadas este ano. No total, são 79.753.

Essas unidades habitacionais, que custam em média R$ 80.000,00, são praticamente doadas. O governo subsidia 95% do valor.

Se consideradas também as 12.551 habitações que estão em construção para alojar famílias deslocadas por obras de saneamento e mobilidade urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Faixa 1 chega a um total de 92.304 unidades. Nos próximos dias, o Ministério das Cidades espera anunciar a contratação de outras 70.000 unidades, chegando perto da meta de 170.000 fixada para este ano.

A conclusão dessas obras, porém, depende da manutenção dos recursos previstos para o programa na proposta do Orçamento de 208 enviado na semana passada ao Congresso Nacional. Estão previstos R$ 5 bilhões, e a expectativa do ministro das Cidades, Bruno Araújo, é que os recursos sejam elevados pelos parlamentares por meio de emendas.

No entanto, com as restrições impostas pelo teto para o aumento dos gastos públicos e pelo crescimento de itens de despesas obrigatórias como Previdência e pessoal, a disputa por verbas será dura e alguns programas de governo poderão ficar com menos dinheiro que o inicialmente previsto. O ministro, porém, não acredita que os parlamentares retirem recursos do programa. “Diminuir, eles não vão”, disse.

Araújo disse que, ao longo de 2016, concentrou-se em organizar o estoque de unidades contratadas pelo governo anterior em 2013 e 2014, que ultrapassaram as 530.000. “Passado o segundo turno, o programa praticamente foi ao colapso”, afirmou. Em 2015 foram autorizadas apenas 1.100 unidades. Em 2016, foram 3.974 unidades apenas, sendo que até maio o saldo era zero.

“Encontramos 70.000 unidades paradas”, contou o ministro. Dessas, 45.215 foram retomadas, pois dependiam apenas de regularização de pagamentos. As demais ainda estão paralisadas porque envolvem problemas mais complexos, como a quebra ou desistência da construtora e problemas técnicos nos empreendimentos.

Ele avalia que as unidades anunciadas nesta segunda não padecerão do mesmo problema de falta de dinheiro porque foram objeto de planejamento. “Não contratamos nada sem os recursos garantidos”, disse.

A garantia, no caso, é a previsão de recursos no Orçamento. No entanto, não tem sido raro a área econômica bloquear parte das verbas para compensar frustrações na arrecadação. É o que ocorre este ano, por exemplo.

Se tudo correr como o programado, até o final do governo de Michel Temer serão entregues perto de 500.000 unidades do MCMV. Na Faixa 1, serão 130.000 unidades.

Segundo Araújo, as 54.089 unidades deverão entrar em construção ao longo de 2018 e gerarão 140 mil empregos. Nessa leva, deverão ser contratadas 192 construtoras. A estimativa do governo é que 320.000 pessoas serão beneficiadas. As unidades estão em 337 municípios. Desses, 205 têm menos de 50.000 habitantes e não eram anteriormente atendidos pelo programa.

Como a tecnologia ajuda na gestão de obras?

Se você já tem alguma experiência no mercado da engenharia civil, sabe bem como uma obra é composta por várias etapas e trabalhos distintos. Da contratação de pessoal à execução de cada parte do projeto até a entrega para o cliente final, a gestão de obras precisa dar conta de tudo.

Mesmo os profissionais mais experientes precisam estar atentos a cada etapa da gestão. Para entregar um bom projeto, cada detalhe importa, e pode surgir a dúvida: como melhorar a sua gestão, principalmente quando  se está lidando com mais de uma obra ao mesmo tempo?

A resposta está na tecnologia! Muito mais simples do que pode parecer à primeira vista, ferramentas virtuais de gestão de obras podem ajudar a otimizar todos os pontos do seu trabalho e tornar a rotina mais eficiente.

Descubra como!

Qual é a importância da gestão de obras

A gestão de obras eficiente começa com um bom planejamento.

Você sabe que, geralmente, uma obra não é barata, rápida ou realizada com poucas pessoas. Conhecer com exatidão os custos do projeto, o tempo que ele vai levar para ser concretizado e que equipe vai tirá-lo do papel envolve uma série de variáveis complexas, que precisam estar perfeitamente alinhadas para que o empreendimento seja bem-sucedido.

A gestão de obras nada mais é do que a execução desse planejamento — que envolve diversas frentes, como os aspectos financeiros, a observação dos contratos com terceiros, o monitoramento do que já foi realizado em termos de engenharia etc.

De maneira geral, ela corresponde a três etapas:

  • planejamento;
  • acompanhamento;
  • geração de relatórios.

Especialmente hoje em dia, cada recurso precisa ser bem direcionado em todas elas, e a gestão de obras se tornou mais importante do que nunca. O planejamento precisa ser muito bem detalhado, porque nenhuma construtora quer se arriscar a ter prejuízos ou desperdício.

É preciso acompanhar de perto todas as etapas da obra. Você precisa ter controle do que está sendo feito, por quem, onde, por quanto tempo e com quais custos. O sequenciamento das ações deve ser exato e isso demanda a reunião de diversos dados, coletados com diferentes profissionais da obra e com geração de relatórios completos para você e para eventuais superiores.

Esse trabalho não pode ser feito levianamente. Cada informação precisa ser verificável e, mais importante, cruzada com outros dados. É assim, com o cruzamento constante de informações, que se torna possível tomar as decisões mais inteligentes e objetivas.

Como engenheiro, você é expert nisso. Mas, se precisa se aprimorar ainda mais e ficar pronto para a demanda de precisão que as obras atuais exigem, você não pode abrir mão da tecnologia na gestão!

O papel da tecnologia na gestão

Se você já trabalha na área há mais tempo, vai reconhecer esse cenário: na laje da edificação, acompanha a concretagem dos pisos de um prédio com planilha e caneta na mão. É um momento extremamente importante, pois qualquer falha no processo pode levar a consequências graves no futuro.

Supondo que cada andar tenha seis unidades de cerca de 100 m², serão utilizados aproximadamente nove ou dez caminhões por pavimento. Fazer esse acompanhamento manualmente não é somente arcaico, é imprudente.

Você já pensou se pudesse registrar em tempo real e de maneira segura e precisa todos os dados da sua concretagem diretamente no celular ou em um tablet, capaz de salvar as informações instantaneamente e ainda registrar aspectos como o tempo do despejo, se fazia sol ou chovia no momento, qual foi a quantidade de concreto utilizada e se ela foi o bastante ou sobrou?

Isso já é perfeitamente possível com a utilização de uma plataforma mobile de gestão. No tópico anterior, ressaltamos como a gestão implica na articulação de uma série de fatores diferentes. A tecnologia capaz de aprimorá-la, portanto, não poderia ser diferente, e fornece recursos para aliar um amplo conjunto de necessidades de qualquer engenheiro.

Confira pontos em que ela pode ajudar em cada uma das principais etapas:

Planejamento

A quantidade de recursos envolvida na execução de uma obra não é pequena. Como estabelecer a quantidade de material necessário para cada processo da obra, designar as equipes — terceirizadas ou não — que serão responsáveis por cada uma, prever quanto tempo será necessário para finalizar cada passo e quais serão os custos financeiros do projeto?

Mais importante: como fazer isso sem incertezas, maximizando o custo-benefício de cada ação e sem atrasos?

Em uma plataforma de gestão, é possível especificar cada processo, local, equipes e materiais necessários e combinar as variáveis de maneira adequada. A engenharia civil já não pode trabalhar baseada em estimativas, é indispensável operar no terreno da certeza.

Com ajuda da tecnologia, você estabelece com facilidade quais são os serviços demandados em cada parte da obra, aloca a equipe responsável, estabelece as datas de cada procedimento e calcula os gastos com cada um.

Tudo passa a funcionar como um relógio extremamente certeiro.

Imagine um cenário de aplicação de revestimento em uma série de apartamentos, por exemplo. Você passa a saber com exatidão quanto material será necessário para aplicá-lo em determinada unidade em certo dia com uma equipe específica para que ela também possa ser utilizada na aplicação de outra unidade em outro dia sem qualquer desencontro de datas ou de outras informações.

Acompanhamento

A maioria dos problemas que acontecem em uma obra é resultado de má execução de tarefas.

Um dos maiores responsáveis pela supervisão de cada uma é o engenheiro da obra, mas como ele conseguiria se desdobrar para checar tantos processos sendo realizados por tantas pessoas e, em alguns casos, em tantos lugares diferentes ao mesmo tempo?

Com ajuda de uma plataforma de gestão, torna-se mais fácil acompanhar cada detalhe da obra. A inspeção transforma-se em algo mais claro e rotineiro: ela é distribuída automática e instantaneamente, segundo os parâmetros de qualidade definidos por cada equipe de trabalho.

Os diários de obra, essenciais em qualquer empreendimento, passam a ser registrados com mais facilidade e ficam disponíveis imediatamente para o engenheiro responsável. Seria impraticável exigir que ele tomasse notas sozinho de cada equipamento utilizado, ocorrências registradas, condições climáticas e outros pontos, em especial no caso de construtoras que mantêm mais de um empreendimento em construção.

Mas, com uma plataforma de gestão, a delegação é simplificada, ao mesmo tempo em que o controle do engenheiro é fortalecido.

Geração de relatórios

Pense no diretor de uma construtora em uma reunião de negócios. Em dado momento, ele precisa checar alguma informação sobre a execução da obra. Se for um empreendimento que ainda não utiliza tecnologia na gestão de obras, conseguir os dados necessários pode ser trabalhoso.

Ele ligaria para o supervisor, que ligaria para o engenheiro da obra, que ligaria para engenheiro júnior, que ligaria para o estagiário, que eventualmente teria que checar com a equipe terceirizada.

Esse cenário não é nada eficiente.

Empreendimentos que utilizam uma plataforma de gestão de obras conseguem centralizar todas as informações em relatórios facilmente visualizáveis, fundamentais para uma boa gestão. As decisões passam a ser tomadas com base em informes confiáveis, que podem ser cruzados para revelar possibilidades que nem sempre seriam óbvias à primeira vista.

Cada usuário da plataforma tem diferentes níveis de contribuição — alguns têm acesso apenas para alimentar o sistema com dados e quem está nas hierarquias mais altas pode delegar funções, por exemplo.

Em geral, o contato entre o escritório e a obra se estreita, a comunicação é mais clara e as escolhas gerenciais são guiadas por apontamentos factíveis de quem está na linha de frente da execução dos projetos.

O armazenamento de dados é feito na nuvem, ou seja, eles não se perdem e estão disponíveis com facilidade e em qualquer lugar. Quanto aos registros realizados em áreas sem conexão, fique tranquilo: eles são incorporados ao sistema assim que o profissional alcança um lugar com internet disponível.

Outra preocupação dos gestores é a complicação para implementar um sistema de gestão. Com as melhores plataformas, ela não existe, e todo o processo é didático, rápido e dispensa consultorias complicadas.

Empresas do setor criam Associação Brasileira do Mercado Imobiliário e Tecnologia

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A incorporadora Cyrela, em conjunto com o fundo de investimentos Astella e o Grupo VivaReal lançaram no dia 26 de outubro a Associação Brasileira do Mercado Imobiliário e Tecnologia (Abramit), que visa aprimorar o setor com auxílio da tecnologia. Serão aceitos como associados incorporadoras, construtoras, imobiliárias, portais imobiliários, empresas de tecnologia, bancos, instituições e demais interessados no setor.

“O mercado imobiliário precisa de instituições unidas que impulsionem a transformação do segmento. Acreditamos que vamos conseguir esse objetivo incentivando o uso da tecnologia”, comentou o sócio da Astella, Edson Rigonatti.

Os associados terão como benefícios valores subsidiados de produtos e serviços, bem como meetups e eventos que têm como objetivo promover a troca de experiência e desenvolver negócios. Será possível também realizar sessões de mentorias com startups por meio do programa de crescimento da associação.

“Há anos o mercado imobiliário e a tecnologia andam juntos e a ABRAMIT vem para consolidar a união desses dois segmentos. Queremos envolver milhares de profissionais de tecnologia e estudantes por meio de conexões significativas e prover programas educacionais e eventos de rede”, ressaltou o Diretor Administrativo da Cyrela, Juliano Bello.

Para mais informações sobre a Abramit acesse o site clicando aqui.