Mercado da construção civil sinaliza retomada da economia do País, diz presidente da CBIC

As expectativas de crescimento do setor da construção civil para 2018 são positivas, afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. “Sentimos muito o ajuste macroeconômico, mas agora sentimos a retomada do crescimento. A expectativa é boa, e o mercado sinaliza nessa linha”, disse, em entrevista ao Planalto antes da abertura do 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção, no último dia 16 de Maio, em Florianópolis (SC). “Buscamos inovação em todos os sentidos: tecnologia, gestão, política. Entendemos que o setor da construção está construindo um novo futuro”, disse. Principal evento do calendário do setor, a cerimônia de abertura terá a participação do presidente da República, Michel Temer, e de ministros de Estado. Temer vai assinar a autorização para a contratação de operações de crédito para obras de qualificação viária em oito municípios de Santa Catarina, pelo programa Avançar Cidades. Para o presidente do CBIC, os sinais de recuperação no setor devem repercutir no crescimento do Brasil. “A construção civil é mais que um termômetro, é um sinalizador do crescimento do País”, disse. Dos segmentos que formam a atividade, o que mais se destaca em 2018, de acordo com ele, é o mercado imobiliário, com expectativa de crescimento de 10%.

Ações sustentáveis ganham espaço no mercado imobiliário

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta terça-feira (5), reforça o alerta para o fundamental uso consciente dos recursos naturais. Esse aviso toma força com a divulgação de um dado colhido pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), que informa que apenas 25% da superfície terrestre permanece livre de impactos substanciais causados por atividades humanas. Em 2050, essa parcela de natureza livre de desenfreadas explorações pode ser reduzida a ínfimos 10% do planeta. Então, quais caminhos sustentáveis cabe a nós, sociedade, adotarmos? O mercado imobiliário percebe a importância da sustentabilidade e vem tomando soluções cada vez mais comprometidas com a gestão responsável do meio ambiente. A MRV Engenharia, líder nacional no mercado de imóveis econômicos, promove uma série de ações e prioriza projetos que visam diminuir os impactos em processos construtivos e de gestão nas atividades corporativas. Assim, a construtora vem investindo em empreendimentos cada vez mais sustentáveis. O Parque Chapada da Costa, em fase de construção, e o Chapada das Oliveiras, novo lançamento comercial, ambos localizados em Cuiabá, apresentam um sistema completo de geração de energia solar, com placas fotovoltaicas, somadas a outras inovações como a disponibilização de bicicletas compartilhadas, para livre uso pelos moradores. Com o sistema de energia solar, o insumo gerado e que será utilizado na área comum (na iluminação das áreas de estacionamento, lazer em geral, piscina, salões de festas e portaria) irá gerar consigo uma economia na taxa condominial mensal paga pelos condôminos na ordem de 30%. Nos próximos cinco anos, todos os novos empreendimentos da MRV Engenharia no Brasil serão lançados com o sistema de energia solar, iniciativa que está na matriz de sustentabilidade consolidada pela companhia. Para isso, a empresa deverá investir R$ 800 milhões no período, em empreendimentos em diferentes localidades do país. Atualmente, a MRV está em mais de 150 diferentes cidades. A extensão das atividades da companhia e sua solidez evidencia um dado importante no setor que move o sonho da casa própria: Um a cada 200 brasileiros mora num imóvel construído pela MRV. Reaproveitamento da água da chuva A MRV Engenharia também adota em seus processos de construção outras medidas que são sinônimo de sustentabilidade. A preocupação com o risco real de escassez da água no mundo levou a construtora a implantar em quatro canteiros de obras em Mato Grosso um sistema para reaproveitamento da água da chuva. Mais que simplesmente evitar o desperdício, a medida, tecnicamente simples, resulta na otimização de um recurso natural tão importante e, também, economia na planilha de custos da obra. O sistema é utilizado nos empreendimentos: Parque Chapada dos Campos (localizado próximo do Várzea Grande Shopping); Parque Chapada das Dunas, localizado no bairro Coophema; Parque Chapada da Costa, localizado no bairro Jardim Ubirajara Chapada dos Sabiás, no bairro Jardim Imperial II. O reaproveitamento de água de chuva nos canteiros de obras poupa a utilização de água potável onde ela não é necessária – como para a descarga de vasos sanitários utilizados pelos trabalhadores, mictórios e na limpeza de vestiários. O método é aplicado da seguinte forma: Uma caixa d’água de 5 mil litros, instalada ao lado do barracão que abriga o vestiário no canteiro de obra, reserva a água da chuva captada por calhas no telhado.

Com juros menores e mais crédito, construção civil recupera o otimismo

Na semana passada, uma delegação de empresários brasileiros esteve no Azerbaijão, ex-território soviético na região do Cáucaso, para vender otimismo e centenas — talvez milhares — de opções de investimento no Brasil. O objetivo principal foi mostrar aos investidores locais que existem grandes janelas de oportunidade, especialmente depois da recessão econômica dos últimos anos, que deixou o Brasil mais barato em relação aos principais países emergentes. Quase no fim da turnê, na quinta-feira passada, a viagem ganhou um sabor especial para Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, maior sindicato da habitação do Brasil. Ele recebeu, em primeira mão, os números que comprovam o reaquecimento da indústria da construção civil. Pelos cálculos do Secovi, as vendas em março alcançaram 2.613 unidades residenciais novas na capital paulista. O resultado representa alta de 80,5% em relação às 1.448 unidades comercializadas no mês anterior. Comparado ao volume de 1.233 imóveis comercializados em março de 2017, o crescimento foi de 111,9%. “Esse desempenho mostra que a recuperação do setor está em curso, impulsionada por medidas macroeconômicas acertadas que estimulam a confiança e criam um momento de oportunidades”, afirmou Amary. “Reação semelhante também foi observada em diversas regiões do país, com impactos em diferentes segmentos.” Em todo o Brasil, ainda pelos dados do Secovi, no acumulado de 12 meses (março de 2017 a fevereiro de 2018) foram comercializadas 25.349 unidades, um aumento de 60,4% comparado ao mesmo período de 2017, quando as vendas totalizaram 15.804 unidades. O mercado imobiliário nacional, segundo Celso Pertrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), terá expansão de 10% em lançamentos e vendas neste ano. “Se a reforma da Previdência tivesse sido aprovada, teríamos expectativa ainda mais otimista”, diz Petrucci. Em 2017, os lançamentos de imóveis aumentaram 5,2% na comparação com o ano anterior, para 82.343 unidades, segundo a CBIC. As vendas cresceram 9,4%, para 94.221 unidades. Por região, foram registradas altas no Nordeste (29%), Centro-Oeste (22,7%) e Sudeste (7%). Na região Norte, as vendas tiveram queda de 30,9%. No Sul, a retração foi de 4,5%.

Confiança 

De fato, em grande parte do país, mesmo que não apresentem desempenho proporcional aos números de São Paulo, é visível uma recuperação, alimentada especialmente por uma percepção generalizada de melhoria do ambiente de negócios. De acordo com o Índice de Confiança da Construção (ICST), elaborado pela FGV/Ibre, o ritmo de expansão acompanha o cenário já observado no fim de 2017, que fechou em 81,1 pontos. Trata-se do maior nível desde janeiro de 2015. Segundo a coordenadora de Projetos de Construção da Fundação Getúlio Vargas, Ana Maria Castelo, os resultados do primeiro trimestre de 2018 mostram que a confiança do setor está aumentando para fechar março com alta relevante, aos 82,1 pontos. “O crescimento da economia deve melhorar o crédito para a indústria avançar, e o contexto político será muito importante para essa retomada, já que os efeitos da Lava-Jato abalaram a confiança nacional”, disse. Os números são positivos não apenas no segmento de vendas de imóveis novos, como também no de usados e de aluguéis, segundo o presidente do grupo Zap Viva Real, Lucas Vargas. Para ele, a queda das taxas de juros e a restauração das linhas de crédito para a compra da casa própria, especialmente com o aumento do limite de financiamento da Caixa de 50% para 80%, estão reaquecendo o mercado. “Tradicionalmente, o setor da construção demora mais tempo para se recuperar de crises, já que os ciclos, do lançamento do empreendimento até a entrega das chaves, são mais longos”, afirma Vargas. “Mas estamos confiantes que esse crescimento irá se manter pelos próximos meses.” Uma pesquisa feita pelo Zap Viva Real mostra também uma reversão na queda de preços dos imóveis – um termômetro claro de aumento da demanda. De acordo com o levantamento, os preços das unidades residenciais, que perderam feio para a inflação em 2015 e 2016 (com quedas reais de 8,5% e 5,5%), passaram a cair apenas 3,3% a partir de 2017, e, no primeiro trimestre de 2018, diminuíram o ritmo de queda real para os 2,5% anuais. A queda tem variado entre cidades, sendo ainda puxada pelo Rio de Janeiro, onde os preços encolheram nominalmente 4,9% nos últimos 12 meses em decorrência da crise que afeta do estado. Em São Paulo, houve aumento nominal de preços de 1,5% no mesmo período. Florianópolis foi a estrela dos últimos 12 meses, com crescimento de preços nominal de 5,3%.

Locação 

No front de locação, os números de 2018 são animadores para os proprietários de imóveis. Apenas nos primeiros dois meses, os preços de aluguéis residenciais da cidade de São Paulo aumentaram nominalmente 2,3%, bem acima do IPCA de 0,7% e do IGPM de 1,5% no mesmo período. Altas expressivas nos valores nominais de aluguel residencial, no primeiro bimestre de 2018, também foram verificadas em Goiânia (4,0%), Salvador (3,8%), Florianópolis (3,4%) e Recife (2,9%). Detalhe: os preços de aluguel residencial vinham caindo mais do que os preços de venda. Para o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, o setor imobiliário conseguirá crescer de forma robusta quando houver a definição de um marco regulatório para os distratos, como são chamados os casos em que o comprador desiste do imóvel e recebe de volta até 90% do valor pago. “Esse problema é como um câncer no setor e precisa ser combatido”, afirma França. “Em três anos, os distratos geraram 1 milhão de demissões”. Nas próximas semanas, espera-se que a Câmara dos Deputados vote a o Projeto de Lei que poderá definir novas regras para o setor. “Com mais clareza e segurança jurídica, o mercado tem tudo para crescer de maneira consistente”, diz França.

Conheça as 5 maiores pontes do mundo

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Dentro da engenharia, pontes são conhecidas como obras de arte por suas dimensões e importância para a sociedade. Mesmo sem sabermos muito sobre como elas são construídas, a grandiosidade dessas estruturas chama a atenção; além de muitas vezes elas se tornarem um ponto turístico da cidade, também demonstram o desenvolvimento da economia local. Veja abaixo as 5 pontes mais longas do mundo, que foram construídas para facilitar o deslocamento entre regiões mas também proporcionam ótimas fotos.

5. Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau

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Finalizada em 2017 e com inauguração programada para julho de 2018, essa ponte possui 54 quilômetros de extensão. Após o início da passagem de automóveis, ela será a maior do mundo sobre o mar.

4. Via Expressa Bang Na

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Essa via expressa, localizada na Tailândia, é um viaduto; seus 54 quilômetros de extensão fazem com que ela não possa ficar fora desta lista.

3. Ponte de Tianjin

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Com 112 quilômetros de extensão, essa é uma ponte ferroviária e faz parte da linha de alta velocidade Pequim–Xangai.

2. Viaduto Changhua–Kaohsiung

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Também para uso ferroviário, esse viaduto localizado em Taiwan possui 156 quilômetros de extensão. Ele foi construído para suportar terremotos, tornando possível que os trens parem durante um evento e facilitando a reparação de estragos.

1. Ponte Danyang–Kunshan

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Inaugurada em 2010, essa ponte é a maior do mundo, com 164 quilômetros de extensão. Ela existe para uso ferroviário e possui um trecho que passa sobre o lago Yangcheng. Ela também faz parte da linha de alta velocidade Pequim–Xangai.

3 países que estão buscando engenheiros brasileiros

Se alguma vez em sua vida você ao menos cogitou a possibilidade de trabalhar fora do Brasil, então esse post foi escrito especialmente para você!
América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia, Oceania, África?  Com qual continente você mais se identifica?
Eu, particularmente me identifico com todos os continentes, sabe por que? Porque eu sei que em cada um desses continentes a experiência de vida é totalmente diferente, e como eu sou um cara um tanto curioso, gostaria de, se possível, morar 1 ano em cada continente. Mas enfim,  ao ler este artigo, descobri que existem 3 países que estão abertos à entrada de mão de obra estrangeira/qualificada e tem um interesse em especial nos profissionais brasileiros.

Canadá (América) 

Quebec_canada-blog-da-engenharia Engenharia civil engenharia da computação são as áreas com maiores perspectivas no Québec, a província Canadense que fala francês. Para saber mais informações, acesse o site oficial da província.

Nova Zelândia (Oceania)

nova-zelandia-blog-da-engenharia Neste pequeno país, os profissionais das mais diversas áreas da engenharia e TI são muito bem vindos, e você pode conferir mais informações no site oficial do governo neozelandês.

Noruega (Europa)

noruega-blog-da-engenahria Apesar de ser o país com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), a Noruega teve um déficit de aproximadamente 14 mil engenheiros no primeiro semestre de 2014. Devido ao pré-sal, diversas empresas norueguesas estão buscando proximidade com os profissionais brasileiros, e se você não tem muitos problemas em passar frio, essa pode ser uma boa oportunidade! As áreas da engenharia mais buscadas são: perfuração, automação, mecânica, mecatrônica e hidráulica. Saiba maisclicando aqui.

Desabamentos alertam para estrutura de imóveis e prefeitura promove blitz

Os recentes casos de desabamentos – queda do telhado de uma escola infantil de Agudos e o incêndio e desmoronamento de edifício em São Paulo – acenderam alerta para as condições estruturais de imóveis instalados em Bauru. Tanto que a Defesa Civil da cidade iniciou uma blitz para inspecionar, inicialmente, cinco escolas: quatro municipais e uma estadual. O pedido de inspeção partiu das próprias instituições, uma vez que existe a preocupação em tomar medidas preventivas com objetivo de evitar acidentes. Além das unidades escolares, contudo, a prefeitura deve estender a operação a outros imóveis alvos de interdições já feitas anteriormente e que, portanto, ainda inspiram cautela.
Malavolta Jr.
Sidnei Rodrigues: “Sempre quando tem alguma tragédia ou acidente igual o que ocorreu em Agudos e em São Paulo, com grande destaque na mídia, aumenta a quantidade de solicitações”
Coordenador da Defesa Civil local, Sidnei Rodrigues destaca que o número de pedidos de vistorias aumentou depois dos desabamentos. Ele revela que, em menos de duas semanas, o órgão recebeu cinco demandas, todas de escolas de Bauru, sendo que o comum para este período de tempo é de, em média, duas solicitações. “Sempre quando tem alguma tragédia ou acidente igual o que ocorreu em Agudos e em São Paulo, com grande destaque na mídia, aumenta a quantidade de requerimentos de inspeções em imóveis, pois os casos acabam gerando um alerta. Não é comum receber pedido de cinco instituições em menos de 15 dias, como aconteceu”, frisa. A Escola Municipal de Educação Infantil Integrada (Emeii) Wilson Monteiro Bonato, localizada no Jardim Europa, é uma das unidades que solicitaram vistoria da Defesa Civil, cuja avaliação se deu na última quarta-feira (2). Segundo Rodrigues, foi preciso interditar trecho onde houve infiltração em duas lajes que compõem um dos corredores do prédio. “Houve uma corrosão da armadura dessas estruturas e, portanto, não está tendo impermeabilização”, explica o coordenador. Secretária municipal de Educação, Isabel Miziara disse à reportagem que iria entrar em contato com os engenheiros do órgão para discutir o que deve ser feito no local. Ela reforça que a interdição não comprometeu as aulas. MAIS IMÓVEIS As outras quatro unidades escolares serão vistoriadas nos próximos dias, bem como alguns imóveis que representam riscos de acidentes. Entre eles, o prédio que pertence ao INSS, localizado na primeira quadra da rua Presidente Kennedy. Conforme o JC noticiou, está sendo elaborado estudo técnico sobre a viabilidade de demolição do imóvel, que, após desocupação em 2009, passou a servir como abrigo e local de uso de drogas, além de atos de depredações. Outro alvo de nova inspeção será o prédio abandonado na quadra 15 da rua Vivaldo Guimarães, Jardim Nasralla, próximo ao Bosque da Comunidade, fato também noticiado pelo Jornal da Cidade. Deteriorada após as obras serem paralisadas há mais de 20 anos, a construção de sete andares foi responsável por um acidente durante a forte chuva de 24 de janeiro deste ano. OFÍCIO Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) informou que não houve registro de demandas referentes a inspeções de imóveis. Já o Corpo de Bombeiros deve enviar, a partir desta semana, ofício em caráter de alerta para a prefeitura local e de cidades da região, solicitando a verificação dos prédios municipais.
Samantha Ciuffa
Tenente Eduardo de Souza Costa diz que bombeiros solicitarão que as prefeituras verifiquem os prédios municipais
“Trata-se de uma ação periódica, realizada ao menos duas vezes por ano. É um reforço do que já enviamos às prefeituras no começo deste ano e que iremos encaminhar novamente até dezembro”, destaca o tenente dos bombeiros Eduardo de Souza Costa. ‘Pente-fino’ em prédios tombados A Polícia Civil está apertando o cerco a imóveis tombados na cidade. “Estou agendado com a minha equipe uma data para fazermos um ‘pente-fino’ nos prédios tombados de Bauru ainda neste mês. Inclusive, o caso de São Paulo reforçou o que eu venho falando: é necessário fazer essas vistorias para evitar tragédias”, informa o titular da Delegacia do Meio Ambiente e do 3.º Distrito Policial, Dinair José da Silva. Inclusive, em novembro passado, um inquérito foi instaurado para apurar as responsabilidades sobre o suposto abandono do Hotel Milanez, um dos mais famosos pontos históricos do município, em plena região central de Bauru. Sobre este caso, o delegado informa que o inquérito está para ser concluído e relatado ao Judiciário. Indústrias e usinas fiscalizadas Gerente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea), região de Bauru, Paulo Eduardo de Grava disse que a entidade realizou uma blitz nas regiões de Bauru, Marília e Ourinhos, de 26 a 30 de abril, com foco em área ambiental. Ao todo, 166 estabelecimentos, sendo 48 somente na região de Bauru, foram fiscalizados. As principais irregularidades encontradas são a falta de registro de profissionais junto ao Crea-SP (50 pessoas) e falta de registro da empresa junto ao Conselho (108). “Os estabelecimentos fiscalizados foram principalmente usinas de açúcar e álcool, hidroelétricas, mineradoras, grandes produtores agrícolas, indústrias, produtores, entre outros. As fiscalizações seguem cronograma periódico”, explica Grava.
Nacho Doce/Reuters
Na madrugada da última terça-feira (1), após incêndio, um edifício de 24 andares desabou no Largo do Paissandu, no Centro de SP; bombeiros seguem até o momento trabalhando no local
 

Atividade na construção civil reduz queda em março, diz CNI

A atividade na construção civil reduziu o ritmo de queda em março, conforme a Sondagem da Indústria da Construção Civil divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador relativo à atividade no setor foi de 47,1 pontos no terceiro mês de 2018, depois de ficar em 46,2 pontos em fevereiro. Em março de 2017, se situou em 44,5 pontos. Os resultados variam de zero a 100 pontos, sendo que leituras abaixo de 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior. O indicador de número de empregados teve um movimento semelhante, passando de 44,1 pontos em fevereiro para 45,4 pontos um mês depois. No terceiro mês de 2017, o indicador estava em 41,7 pontos. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) permaneceu em 57% em março, mesmo patamar observado em fevereiro. No terceiro mês do ano passado, correspondeu a 56%. O índice de atividade em relação ao usual para o mês foi de 35,7 pontos em março deste ano, ante 36,1 pontos em fevereiro. Já em março de 2017, esse indicador foi de 29,1 pontos.

Trabalho na construção civil é um dos mais rentáveis nos EUA

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Uma das coisas que os Estados Unidos e o Brasil têm em comum é a mentalidade de que somente frequentando uma faculdade cara é possível melhorar a situação financeira da família e ter um futuro melhor. No entanto, nos Estados Unidos a área de construção civil paga bem, se você comparar dólar com real. E a melhor parte é que você não precisa gastar horrores com uma faculdade ou um curso profissionalizante. Recentemente, a National Public Radio (NPR) publicou uma reportagem sobre o assunto. Na cidade de Seattle, na costa oeste dos Estados Unidos por exemplo, há uma grande demanda de profissionais na área de edificação metálica – um técnico responsável pelas estruturas metálicas em um edifício -.  A reportagem conta a história de Morgan, um rapaz de 20 anos, que desistiu de frequentar a faculdade para fazer um curso técnico na área de construção civil. Morgan confirmou que ganha $28.36 dólares por hora (R$96,4 reais), o que chegaria a pouco mais de $50 mil dólares por ano (ou seja R$170 mil reais por ano). Os bons salários nesta área em algumas regiões dos Estados Unidos são reflexos da falta de mão de obra no ‘’serviço pesado’’.  Um contraste com o que ocorre nas vagas que exigem curso superior. O número de estudantes a procura por cursos de graduação aumenta todo ano, enquanto o preço da hora trabalhada diminui. O efeito reverso do investimento – excesso de mão de obra qualificada. Uma pesquisa da Associação de Mestres de Obras mostrou que 70% das companhias na área de construção civil nos Estados Unidos têm problemas para preencher as vagas. No estado de Washington, por exemplo, o problema é grave, cerca de 80% das empresas estão em apuros. Algumas chegam a contatar as escolas técnicas a procura de alunos que queiram trabalhar. Em Washington há uma grande demanda para profissionais nas áreas de carpintaria, eletricista, encanador, torneiro mecânico entre outras. O salário médio anual chega a $54 mil dólares (cerca de R$180 mil). Cenário na Flórida Na Flórida, os números não são diferentes. A área de construção civil no Sunshine State representa 49.1% dos empregos disponíveis. A área de construção civil, saúde pública e saúde pessoal são as áreas que mais precisam de trabalhadores nos EUA. A expectativa é que a demanda aumente ainda mais até 2022, desde que a economia continue crescendo no mesmo ritmo. De acordo com o Departamento de Educação dos Estados Unidos a expectativa vai ter 68% mais vagas em cinco anos do que o número de pessoas treinadas para trabalhar. Vale lembrar que a maioria dos condados americanos possui pelo menos um centro de cursos técnicos. Por ser uma instituição pública, essas escolas técnicas cobram valores menores para quem é morador no condado. Aqueles alunos internacionais pagam mais. Entretanto, um curso técnico custa menos da metade de um curso de quatro anos em uma instituição também pública. Portanto, não perca tempo e coloque a mão na massa. Este site oferece algumas opções de cursos online em Broward, clique aqui.

Equipe de engenharia da UnB vence torneio de robótica nos EUA

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Uma equipe de alunos de engenharia da Universidade de Brasília (UnB) desbancou os donos da casa e garantiu o primeiro lugar em um torneio de robótica nos Estados Unidos, na categoria Balancer Race Robogames. Como o nome em inglês sugere, o desafio era fazer com que um robô, equilibrado apenas sobre duas rodas ou uma esfera, percorresse uma distância de 6 metros e terminasse o trajeto parado e de pé. Maior competição de robótica do mundo, a 14ª edição da Robogames aconteceu entre os dias 27 e 29 de abril na cidade de Pleaseton, cidade na Califórnia próxima a São Francisco. De acordo com o regulamento, os competidores podiam selecionar desafios adicionais, como passar por rampas e desviar de cones para melhorar a pontuação final.  
Luan Araújo, capitão da categoria de robôs de equilíbrio da Divisão de Robótica Inteligente (Droid), como se chama a equipe dos alunos da UnB, diz que já está com o planejamento de torneios traçado até 2019. “Vamos participar da Competição Latino Americana de Robótica (Larc) no Brasil, a RoboCup Open German na Alemanha e a RoboGames novamente, em 2019. Dessa vez, em mais categorias. Temos interesse em participar da Campus Party também, mas para expor, não para competir. Já estamos em contato com a organização”, diz Luan. A máquina vencedora do desafio “balancer” lembra uma mesa de canto futurista. O coração do sistema mora no topo do robô, onde foram colocadas as placas de circuito, processadores e baterias. Toda a estrutura está interligada por uma haste metálica ao eixo das rodas. A tecnologia usada é semelhante à que movimenta o mecanismo das impressoras 3D.
O processamento é feito por um microcomputador de baixo custo, de tamanho menor do que um cartão de crédito, responsável pelo controle de velocidade dos motores.
Durante o processo de confecção do projeto, cada componente foi testado em separado. “Quando já sabíamos as ligações que teríamos que fazer, projetamos e fabricamos as nossas placas, assim pudemos ter uma idéia do tamanho necessário para abrigar estas placas e construir a parte mecânica”, conta o capitão da Droid. O projeto inicial precisou sofrer algumas alterações em relação ao que foi apresentado na Califórnia. Diante da dificuldade da alterar a parte mecânica do robô, a equipe precisou alterar componentes eletrônicos e incluir um microchip programável na estrutura.

Os altos e baixos da Engenharia

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Numa conversa há alguns anos com um doutorando alemão, neto de brasileiro, o assunto era educação. Comentei que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao MEC, havia acabado de divulgar o Censo da Educação Superior de 2013 e apontava que, pela primeira vez, havia mais alunos matriculados em cursos de Engenharia no Brasil do que em Direito. Surpreso, ele perguntou:
O que vocês fazem com tantos advogados?
Nada contra a carreira do Direito, mas o espanto faz todo o sentido aos olhos de quem nasceu e cresceu num país reconhecido pela sua indústria e que foi reconstruído a partir dos escombros da Segunda Guerra Mundial.
A Engenharia é uma carreira fundamental para qualquer país fortalecer sua economia. Mas por aqui ela sofre com a má formação em Matemática dos alunos nos Ensinos Fundamental e Médio, que evitam os cursos de Ciências Exatas por esse motivo. Além disso, em vez de impulsionar o crescimento do País, é a carreira que acaba sendo impulsionada ou não pelos momentos em que a economia vai bem ou mal. Veja só, foi o crescimento econômico da última década que aqueceu a contratação de engenheiros, principalmente, com formação em Engenharia Civil para suprir a expansão da construção civil. Foi graças a esse boom de empregos que houve a virada. Ao avaliar dados do Censo da Educação Superior, do Inep, os analistas do Quero Bolsaconstataram que os cursos de Engenharia deixaram a terceira posição no ranking de matrículas no Ensino Superior, em 2010, para assumir o primeiro lugar em 2013. O pico de alunos matriculados foi atingido em 2015, quando, pela primeira vez, mais de 1 milhão de alunos cursaram Engenharia no Brasil.
Fonte: Quero Bolsa, com dados do Inep
Matriculados nas engenharias superaram os cursos de Administração e Direito, em 2012 e 2013, respectivamente
“A quantidade de engenheiros em formação dobrou em cinco anos. Não chegava a meio milhão em 2010. O crescimento econômico atraiu muita gente para a carreira. Agora, aguardamos os próximos dados do Censo para confirmar o quanto a crise, de fato, irá afetar a trajetória da oferta de vagas e das matrículas, uma vez que houve uma leve queda em 2016”, avalia Pedro Balerine, diretor de Inteligência do Quero Bolsa.
Os números levantados pelo Inep e analisados pela equipe do Quero Bolsa mostram que há no Brasil 4.193 cursos de Engenharia e 1,004 milhão de alunos matriculados (Censo 2016). No ano anterior havia menos cursos (3.848), mas o total de estudantes era maior (1,010 milhão).

Tendência

É fato que o mercado de trabalho absorve em diferentes funções quem tem formação em Engenharia. Além da indústria e da construção, o setor de serviços, em especial os bancos, é também um grande empregador daqueles que carregam nas mãos um diploma de engenharia. No time do Quero Bolsa há dezenas de engenheiros, muitos deles trabalhando em área que, inicialmente, ninguém diria que é lugar para eles, como no Desenvolvimento de Produto e Marketing. Apesar da alta empregabilidade, o próprio Quero Bolsa notou que vem diminuindo a procura por cursos de Engenharia. No site, Engenharia Civil, por exemplo, deixou de ser o terceiro curso mais buscado para ocupar agora a 12ª posição. A queda também foi sentida no curso de Arquitetura e Urbanismo, ambos ligados à construção.
Fonte: Panorama do Ensino Superior Privado do Brasil 2017 – Quero Bolsa
Cai a procura por cursos da ligados à construção civil

Concentração versus fragmentação

A Engenharia tem uma característica única. É a carreira com maior quantidade de habilitações possíveis, segundo o Censo da Educação Superior. São 141 opções, que vão do espaço (Engenharia Aeroespacial) às profundezas da terra (Engenharia Geológica).Nas faculdades brasileiras há, por exemplo, oito habilitações diferentes para quem escolhe fazer Engenharia Ambiental. Apesar da grande fragmentação, cinco carreiras da Engenharia concentram 75,7% dos alunos matriculados. Os 24,3% restantes se dividem nas demais 136 habilitações.
Fonte: Quero Bolsa com dados do Inep
Cinco carreiras concentram 75,7% dos alunos matriculados em Engenharia
Quando avaliados separadamente, os cursos de Engenharia CivilEngenharia de Produção e Engenharia Mecânica são os três com mais estudantes matriculados, mas só a Civil aparece entre os 10 cursos com mais alunos. Nesse caso, a lista passa a ser encabeçada por Direito, com 860 mil alunos.
Fonte: Quero Bolsa, com dados do Inep
Apenas a Engenharia Civil aparece entre os 10 cursos com mais alunos matriculados no Brasil

Mensalidades

Para quem quer cursar Engenharia, o Quero Bolsa apurou os preços médios dos cinco cursos de Engenharia com mais alunos em 10 capitais brasileiras. Rio de Janeiro, Porto Alegre* e Curitiba são as localidades com as mensalidades mais altas. Já Recife apresentou os menores valores médios. Por sua vez, a capital paulista figura entre as cidades mais baratas para realizar a graduação, devido à grande oferta de cursos. A análise foi feita com base nas mensalidades integrais (sem desconto) praticadas em 87 instituições que oferecem os cursos avaliados na cidades onde ocorreu o levantamento.
Fonte: Quero Bolsa
Entre as 10 capitais analisadas, Recife apresentou os menores preços médios de mensalidades em cursos de Engenharia