A Cory, indústria referência no ramo de candies e biscoitos, tendo como as principais marcas: Icekiss, Lilith, Chita, Azedinha, Hipopó, Dimel, Show Gol, Cory Cobertos, e Quero Quero, avançou em sua jornada de digitalização e aprimorou sua eficiência operacional por meio de uma parceria de longa data com a TOTVS, a maior empresa de tecnologia do Brasil. Ao adotar em sua operação diferentes sistemas e nuvem da TOTVS, a companhia integrou diferentes processos e pôde otimizar os recursos de sua produção. Com resultados tão positivos, a Cory agora expande sua parceria com a TOTVS e contrata solução SaaS para gestão de armazenagem.
“Somos uma empresa com mais de 55 anos de mercado. Nossa história com a TOTVS teve início em 1999, quando realizamos a contratação do TOTVS Backoffice – Linha Datasul. Ao longo do tempo, fomos adquirindo outras diversas soluções da companhia para nos auxiliar em nossos desafios de negócio, nas mais diferentes áreas. Como resultado, obtivemos grandes ganhos em toda nossa operação, seja em uma melhor integração de nossos departamentos, na garantia da segurança da informação e até mesmo na otimização de recursos, reduzindo nossos custos”, afirma João Carlos Teodoro, coordenador de TI da Cory.
O ERP TOTVS Backoffice – Linha Datasul transformou os processos operacionais da Cory, já que o sistema de gestão é muito aderente para as demandas do setor de manufatura. Além da automatização de rotinas administrativas, o software possibilita melhor visualização e controle dos processos de produção no chão de fábrica. No caso da Cory, o sistema facilitou a integração entre as diferentes áreas da empresa, além de permitir a centralização de dados, o que contribui para a segurança da informação e também tomada de decisão mais estratégica, visando o crescimento do negócio.
A Cory também utiliza outras soluções da TOTVS que trazem inúmeros benefícios para o dia a dia da empresa. Ainda para gestão do backoffice, a companhia utiliza o TOTVS Processos Fiscais, que assegura a transmissão e o armazenamento de documentos fiscais emitidos e recebidos pelas empresas. Para a gestão de pessoas, a empresa escolheu o TOTVS RH Clock-in, um sistema de controle de ponto completo, que oferece tecnologia móvel e recursos de reconhecimento facial por Inteligência Artificial.
Já no chão de fábrica, o TOTVS Manutenção de Ativos – Linha Datasul, que também oferece a versão mobile (app), permite que a companhia realize a gestão completa de atividades de manutenção de equipamentos e instalações, possibilitando uma comunicação eficiente entre as equipes, além do aumento da vida útil dos ativos, ganho de agilidade nas manutenções e garantia de uma operação mais estável e confiável.
E para garantir ainda mais segurança ao seu ecossistema de softwares, a Cory também utiliza o serviço TOTVS Cloud nas modalidades PaaS (plataforma como serviço) e IaaS (infraestrutura como serviço), administrando assim todos os seus sistemas na nuvem da TOTVS. Além de ter reduzido os investimentos em infraestrutura, a hospedagem em nuvem também contribuiu para a otimização no tempo de atualização dos sistemas, proporcionando também maior confiabilidade nos dados.
“A TOTVS tem sido uma grande parceira e estamos muito contentes com os resultados obtidos até agora. Para nós, investir em tecnologia se tornou também um compromisso com nosso crescimento e a sustentabilidade no longo prazo, contribuindo para a cultura de inovação dentro de nossa companhia, assim como para nos adaptarmos às novidades do mercado. Neste contexto, seguimos expandindo nosso ecossistema de produtos da TOTVS. Acabamos de contratar o TOTVS WMS SaaS visando uma melhor gestão de nosso estoque e ganho de agilidade na nossa logística”, finaliza Teodoro.
O TOTVS WMS SaaS irá apoiar a Cory em diversos processos envolvendo a cadeia de suprimentos da companhia. A solução é uma plataforma de gestão de armazenagem moderna e altamente adaptável, que proporciona uma melhoria significativa na eficiência operacional, na redução de perdas e no aprimoramento do controle de estoque. Além disso, o sistema proporciona um planejamento mais eficaz das operações de armazenagem, oferecendo ferramentas que otimizam a utilização da mão de obra e auxiliam na previsão das demandas operacionais em áreas como expedição e picking.
Para Angela Gheller, diretora de produtos para Logística e Manufatura da TOTVS, “a indústria brasileira vem passando por um grande processo de digitalização nos últimos anos, contudo ainda existem muitos desafios a serem superados para que as empresas alcancem, de fato, a maturidade tecnológica. E, para isso, contar com um bom parceiro de tecnologia é fundamental. Para nós, é maravilhoso colher resultados tão positivos durante estes anos de trabalho conjunto com a Cory. Ficamos felizes de saber que uma empresa referência em seu setor de atuação confia e continua confiando em nossas soluções, para que seu negócio alcance novos patamares no mercado, com crescimento e produtividade”.
Palestra e bate-papo será no dia 10 de abril às 19h com a Coordenadora de Cultura de Dados e IA na TOTVS, Isla Marques
São Paulo, abril de 2025. A Rocketseat, ecossistema de educação voltado aos profissionais de tecnologia, traz uma oportunidade para desenvolvedores se aprofundarem no universo dos dados e entenderem como essa ferramenta pode transformar sua atuação profissional. Partindo do tema “O poder dos dados para Devs”, a Rocketseat propõe discutir como os dados podem ser utilizados de maneira eficaz no dia a dia dos desenvolvedores, ajudando a tomar decisões mais assertivas, otimizando processos e criando soluções mais alinhadas com as necessidades reais do mercado e dos usuários.
“A coleta de dados já é uma mentalidade forte dentro de muitos negócios, mas a aplicação desses dados de forma estratégica ainda precisa ser desenvolvida”, ressalta a CEO da Rocketseat, Isabela Castilho. Segundo levantamento do Google, 90% dos profissionais de marketing afirmaram que os dados primários são importantes para sua estratégia digital, mas apenas 1 em cada 3 confirmou que os utiliza de forma eficaz. “Para profissionais de tecnologia, a análise e uso de dados também é algo que ainda precisa ser desenvolvido estrategicamente”, argumenta Isabela.
Partindo dessa perspectiva, o evento Rocketseat Class será um espaço único para aprender com quem entende do assunto e explorar como desenvolvedores podem se tornar mais estratégicos e assertivos em sua carreira. A iniciativa será inédita e ao vivo, no dia 10 de abril às 19h. Interessados podem se inscrever gratuitamente pelo link.
A quem se direciona: pessoas que já atuam na área de tecnologia e desejam se tornar profissionais mais estratégicos.
Convidada especial: Isla Marques, Coordenadora de Cultura de Dados e IA na TOTVS. Isla tem foco em capacitar líderes e equipes a adotar uma mentalidade data-driven, transformando dados em decisões estratégicas e desenvolvendo tanto habilidades técnicas quanto soft skills essenciais.
Sobre a Rocketseat
Fundada no Brasil em 2017 por três programadores, a Rocketseat é uma escola de programação especializada que oferece cursos, pós-graduação e eventos voltados à comunidade de devs no mercado de tecnologia brasileiro com um ecossistema completo que atende não só profissionais, mas também empresas e times inteiros de tecnologia de grandes empresas como Mercado Livre, Ifood, Unimed, Banco do Brasil, entre outros. A empresa faz parte do grupo Digital House e ao todo, a Rocketseat já transformou a vida de mais de um milhão de pessoas por meio da educação. Isabela Castilho é a CEO da Rocketseat – à frente das operações.
Assessoria de Imprensa Rocketseat – Grupo Fala
Bruna Zanin 11 98757-0520
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Grazieli Binkowski 51 98116-4278
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Hicaro Ros 11 9 8530-3156
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A ACISA – Associação Comercial e Industrial de Santo André, em parceria com a TOTVS, realizará um encontro exclusivo e gratuito para empresários e gestores sobre a Reforma Tributária.
Na ocasião, além de compreender os principais impactos da reforma no ambiente empresarial, os participantes terão acesso a conteúdos práticos sobre gestão fiscal e soluções tecnológicas que podem auxiliar no dia a dia das empresas, bem como informações essenciais para preparar os negócios diante das mudanças que estão por vir.
O evento será realizado na terça-feira (16 de setembro), das 13h30 às 18h, no Auditório Zualdo Zanetti, localizado no Edifício Centro Empresarial Pereira Barreto (Av. Pereira Barreto, 1395 – Paraíso, Santo André). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas antecipadamente pelo link: bit.ly/totvsrt. Os participantes receberão certificado.
Cronograma
• 13h30 – 13h55: Café de boas-vindas
• 13h55 – 14h00: Abertura oficial
• 14h00 – 15h20: Conceitos da Reforma Tributária
• 15h20 – 15h50: Intervalo e networking
• 15h50 – 16h50: Reforma Tributária aplicada ao ERP TOTVS
• 16h50 – 17h20: Apresentação IRKO (consultoria contábil e tributária)
• 17h20 – 17h50: Conteúdo TOTVS
• 17h50 – 18h00: Encerramento
Sobre a ACISA: possui mais de 4 mil associados e diretoria é formada por empresários que dedicam parte de seu tempo ao trabalho voluntário em prol do associativismo, contribuindo para o fortalecimento da classe empresarial e para a sustentabilidade da entidade.
Mais informações sobre serviços, cursos e ações da ACISA: bit.ly/ACISA-Canal-WhatsApp / Instagram: @acisa.oficial / Facebook: facebook.com/acisa.oficial
LinkedIn: linkedin.com/company/acisa-oficial / YouTube: YouTube.com/@ACISA-OFICIAL
Informações à imprensa:
MP & Rossi Comunicações
[email protected]
Marli Popolin
(11) 93099-1964
http://www.mprossi.com.br
04/09/2025
Fundada em 1973 como uma empresa de instalações hidráulicas residenciais, a PRANDIX percorreu um caminho de cinco décadas se consolidando como construtora especializada em obras comerciais e de varejo, com atuação em todo o Brasil.
O movimento que mudou a história da empresa veio quando, ainda atuando como instaladora hidráulica, surgiu a oportunidade de assumir uma obra que outra construtora não conseguiu entregar. A execução deu certo, a equipe respondeu bem, e dali nasceu uma nova fase: a PRANDIX passou a atuar como construtora de fato, focada em lojas e espaços comerciais.
Desde então, a empresa se desenvolveu acompanhando o próprio crescimento do varejo físico brasileiro, acumulando experiência em obras rápidas, de alta complexidade logística e forte exposição ao consumidor final.
Especialização em varejo e obras de performance
A Prandix atua na área da construção civil, com foco em obras comerciais voltadas ao varejo. Ao longo da sua trajetória, a empresa se especializou em lojas e espaços comerciais de diferentes perfis, sempre em projetos de alta exigência de prazo e qualidade de execução, trabalhando em parceria com marcas e fabricantes líderes de mercado para viabilizar e executar esses projetos.
No dia a dia, isso significa lidar com obras de curto prazo, com cronogramas apertados e grande pressão por entrega dentro de datas estratégicas do varejo. Para cumprir esses compromissos, a Prandix estrutura cada contrato com planejamento detalhado, logística bem definida e coordenação rigorosa de todas as etapas da obra.
Outro ponto destacado por Wadi, Diretor e Gerente da Prandix, é o cuidado com o acabamento. A empresa trata o refinamento final como um diferencial: o foco está nos detalhes que o cliente enxerga na loja pronta e que influenciam diretamente a percepção da marca que ocupa aquele espaço.
Da primeira para a segunda geração: profissionalização contínua
A PRANDIX é uma empresa familiar que conseguiu atravessar a transição de gerações mantendo sua identidade e fortalecendo a estrutura de gestão.
A partir de 2015, com a segunda geração assumindo um papel mais direto na área de engenharia e na gestão da empresa, houve um movimento consistente de reorganização interna. Esse processo levou à:
estruturação clara da diretoria;
definição de departamentos específicos (engenharia, administrativo, financeiro, orçamentos, compras, marketing e jurídico terceirizado);
criação de um departamento dedicado à segurança do trabalho;
formalização de processos, documentos técnicos e rotinas de obra.
A experiência da primeira geração permaneceu como base e referência, enquanto a nova geração trouxe mais foco em processos, planejamento e uso de metodologias de gestão. Essa combinação permitiu que a PRANDIX ganhasse controle, agilidade e capacidade de atuar em obras de maior complexidade, sem perder o contato próximo com o cliente que sempre marcou a história da empresa.
Menos obras em paralelo, mais controle e rentabilidade
Em determinado momento, a PRANDIX chegou a operar com mais de 110 colaboradores diretos e até 11 obras simultâneas. O volume era grande, mas o diagnóstico posterior mostrou que nem sempre quantidade significa resultado.
Como o próprio Wadi Pranti Filho resume:
“Nós chegamos a bater 110 funcionários diretos aqui. Mas a gente tinha um volume de obras muito grande, fazia 9, 10, até 11 obras em paralelo. Só que a gente percebeu que o controle e a rentabilidade não estavam saudáveis, só tinha volume, não tinha controle. Hoje eu tenho muito mais controle, muito mais rentabilidade, inclusive, com 5, 6 obras, do que eu tinha com 10. Eu só fazia volume.”
Com o amadurecimento da gestão, a empresa optou por reduzir o número de obras em paralelo, focando em eficiência e margem, não apenas em faturamento.
Hoje, a PRANDIX mantém em torno de 70 colaboradores diretos e cerca de 200 a 250 parceiros indiretos, operando normalmente de 7 obras ao mesmo tempo. O resultado é uma operação mais controlada, com:
Certificados na sede da Prandix reforçam o reconhecimento conquistado em performance em obras, resultado da combinação entre experiência de campo e gestão estruturada.
maior fiscalização técnica na ponta;
redução de desperdícios de materiais;
melhor aderência entre o que foi orçado e o que é efetivamente executado;
aumento de rentabilidade mesmo com menos contratos simultâneos.
Na prática, essa experiência ajuda a derrubar um paradigma ainda comum na construção civil: a ideia de que crescer significa apenas abrir o máximo de obras possível, sem, necessariamente, ter uma estrutura de gestão preparada para isso.
Segurança do trabalho como selo de reputação
Um dos capítulos recentes mais importantes da PRANDIX é a consolidação da cultura de segurança do trabalho.
Em um primeiro momento, como em grande parte do mercado, o tema era visto mais como obrigação do que como valor. Com o tempo, a empresa percebeu que, especialmente em obras de alta velocidade, a ausência de foco em segurança aumentava riscos de acidentes e de paralisações.
Segurança em primeiro lugar: na Prandix, obras de alta performance caminham junto com fiscalização constante e cultura sólida de segurança do trabalho
A postura mudou em três etapas:
Atuação via visitas pontuais de técnicos.
Percepção de que esse modelo não era suficiente.
Criação de um departamento interno de segurança do trabalho, alinhado diretamente à cultura e às exigências da construtora.
Com essa estrutura, a PRANDIX conseguiu:
atuar de forma mais próxima e constante nos canteiros;
padronizar procedimentos de segurança em obras de alta performance;
ser reconhecida por gerenciadoras do setor, que passaram a premiar a empresa pela sua cultura de segurança do trabalho.
Hoje, a segurança deixou de ser vista apenas como custo e passou a funcionar como um verdadeiro selo de qualidade da PRANDIX no mercado de varejo.
A trajetória da Prandix mostra como uma empresa de origem familiar pode se fortalecer ao longo do tempo combinando experiência de obra, especialização em varejo, rigor com prazos e investimento em gestão.
Ao organizar melhor seus processos, estruturar departamentos, cuidar de segurança do trabalho e usar tecnologia de apoio à decisão, a construtora conseguiu ganhar controle e rentabilidade sem abrir mão da proximidade com o cliente e do cuidado com o acabamento.
Histórias como essa ajudam a enxergar, na prática, como a construção civil está evoluindo: quem alia técnica, gestão e inovação tende a estar mais preparado para competir em um mercado cada vez mais exigente – especialmente em obras comerciais de alta performance, como as que a Prandix entrega.
Os primeiros dias da FEICON 2026 contaram com forte movimentação e resultados acima das expectativas entre expositores. Com mais de 1.200 marcas participantes, a feira registrou fluxo intenso de visitantes, alto nível de qualificação do público e avanço das prospecções, se apresentando como um hub de negócios para a construção civil.
A dinâmica observada nos pavilhões reforçou o papel do evento como ponto de encontro estratégico da cadeia produtiva. “A feira está muito bem visitada, os estandes estão cheios e com equipes trabalhando intensamente. Já temos expositores sinalizando que atingiram suas metas de vendas nestes primeiros dias”, afirma Ivan Romão, diretor da FEICON.
Qualificação impulsiona negócios
Um dos principais diferenciais desta edição apontados pelas marcas é a qualificação dos visitantes. A presença de varejistas, compradores, distribuidores e profissionais técnicos tem contribuído para acelerar negociações e gerar oportunidades com maior potencial de conversão.
Para Eduardo Muniz, diretor de marketing da Astra e Japi, o perfil do público tem impacto direto nos resultados. “Tivemos uma qualificação muito boa, sobretudo nos primeiros dias. Isso eleva o nível das conversas, estreita relacionamento e já cria condições para que essas interações se convertam em negócios nas próximas semanas”, afirma.
A percepção é compartilhada por Cleiton Hoss, gerente de marketing da Zagonel. “O público veio em busca de solução para o negócio, não apenas de produto. Conseguimos atender essas demandas com mais precisão, e isso se reflete em resultados acima do esperado”, diz. Segundo ele, a empresa já superou as expectativas traçadas para a feira.
Negociações em andamento
A intensidade de pessoas circulando nos corredores da FEICON tem sido outro destaque desta edição. Expositores relatam alto volume de visitas, demonstrações técnicas com grande adesão e agendas comerciais já estruturadas para o pós-evento.
Na avaliação de Jussara Salles, gerente de marketing da Makita, o movimento se traduz em oportunidades concretas. “Estamos com um estande bastante movimentado, com captação de leads altamente qualificados e negociações em andamento, além de uma agenda relevante de desdobramentos comerciais”, afirma.
Pedro Morelli, gerente comercial e de marketing da Sil Cabos Elétricos, também destaca o desempenho acima das expectativas. “O fluxo intenso de visitantes e o interesse técnico demonstrado nas interações reforçam um perfil cada vez mais preparado, o que abre novas frentes comerciais e boas perspectivas para os próximos meses”, diz.
Vitrine de inovação
Além da geração direta de negócios, a FEICON atua como uma vitrine de tecnologia, lançamentos e tendências. As empresas utilizam o evento como principal momento do ano para apresentar soluções ao mercado, enquanto visitantes buscam atualização técnica e referências para a tomada de decisão.
“A FEICON é onde o setor se encontra para conhecer as inovações que vão moldar o futuro da construção. É uma vitrine que conecta demanda e oferta, tecnologia e aplicação prática”, afirma Romão.
Com participação de empresas e profissionais de mais de 85 países, a feira amplia também seu alcance internacional, fortalecendo o ambiente de networking e troca de experiências.
Sobre a FEICON
A Feicon é o principal evento voltado para os mercados de construção civil e arquitetura na América Latina, reconhecido como o ambiente perfeito para atualização, visão estratégica, inovação e contato direto com os principais players da construção civil e arquitetura. A edição de 2026 conta com o patrocínio da BB consórcio.
A construção civil é um dos setores mais desafiadores do Brasil, e em 2026 isso fica ainda mais evidente. Margens apertadas, prazos curtos, forte pressão por produtividade e um volume enorme de informações técnicas, financeiras, fiscais e contratuais tornam praticamente inviável gerenciar obras sem um bom ERP para construção civil ou sistemas devidamente integrados.
É nesse contexto que o ERP para construção civil deixa de ser um “plus” e passa a ser um pilar de gestão para construtoras, incorporadoras e empresas de engenharia que querem crescer com segurança.
Neste artigo você vai ver:
O que é um ERP específico para construção civil
Por que a gestão de obras em 2026 exige um sistema integrado
Quais são as funcionalidades essenciais em um ERP de obras
Principais ERPs de construção civil usados no Brasil
O que é um ERP para construção civil?
ERP (Enterprise Resource Planning) é um sistema integrado de gestão que centraliza processos e dados da empresa em uma única plataforma. Em vez de cada setor usar ferramentas isoladas, o ERP conecta todas as áreas:
Engenharia e obras
Suprimentos e estoque
Financeiro, bancos e fluxo de caixa
Comercial e incorporação imobiliária
Contábil e fiscal
Recursos humanos e folha de pagamento
CRM, SAC e pós-obra
Frotas, equipamentos e qualidade
No caso da construção civil, o ERP não pode ser apenas um sistema “genérico” adaptado. Ele precisa entender o idioma da obra:
Orçamentos por WBS/EAP e composições de custo
Cronograma físico-financeiro integrado ao orçamento
Controle de medições de empreiteiros e contratos por PU ou global
Gestão de insumos com requisição, cotação, pedidos e contratos
Integração entre canteiro e escritório
Apoio à incorporação, venda de unidades, repasses e crédito associativo
Quanto mais especializado o ERP, menor a necessidade de gambiarra, customizações pesadas e retrabalho. É justamente isso que diferencia um ERP para construção civil de soluções genéricas.
Por que um ERP para construção civil é essencial para construtoras brasileiras?
Até alguns anos atrás, muitas construtoras conseguiam “se virar” com planilhas bem montadas e um sistema financeiro simples. Em 2026, essa realidade mudou:
A competitividade aumentou: mais players, mais pressão por preço e prazo.
A complexidade fiscal e regulatória está maior.
A gestão de múltiplas obras simultâneas exige controle fino por centro de custo.
Clientes e bancos exigem transparência e informações confiáveis.
Compras desorganizadas, estoque sem controle e perda de poder de negociação
Dificuldade para conciliar dados de obra, financeiro, contabilidade e vendas
Dependência de planilhas que só uma ou duas pessoas sabem usar
Um ERP para construção civil 2026 ataca diretamente esses pontos, oferecendo:
Centralização de dados e processos
Automação de rotinas operacionais (lançamentos, integrações, cálculos)
Integração entre obra, financeiro, contabilidade e comercial
Relatórios e BI em tempo quase real para a diretoria
Mobilidade, permitindo registro e aprovação diretamente no canteiro
Funcionalidades essenciais de um ERP para construção civil em 2026
Antes de comparar sistemas, é importante saber o que um ERP para construção civil 2026 precisa oferecer para realmente trazer resultado.
1. Engenharia: orçamento, planejamento e controle de custos
Um bom ERP de obras deve permitir:
Orçamentos detalhados com serviços, insumos e composições
Uso de WBS/EAP para estruturar etapas e subetapas da obra
Comparação de bases de custos, análise ABC de insumos e serviços
Planejamento da obra e geração de cronograma físico-financeiro
Integração com ferramentas de planejamento (como MS Project) e, idealmente, com BIM
Acompanhamento de previsto x realizado, tanto físico quanto financeiro
Sem esse tripé (Orçamento + Planejamento + Controle de Custo), qualquer controle financeiro será superficial.
2. Suprimentos, compras e estoque
A gestão de insumos é decisiva para a rentabilidade da obra:
Requisições originadas no canteiro, com apropriação de custo
Cotações comparativas, considerando última compra e orçamento
Geração automática de pedidos e contratos de fornecimento ou empreitada
Controle de estoque em obras e em depósitos centrais
Alertas quando requisições ou compras excedem o orçamento previsto
A combinação de controle de estoque + cotação estruturada costuma gerar economias concretas entre 15% e 30% em materiais, dependendo da maturidade prévia da empresa.
3. Financeiro integrado à obra
Não basta ter um financeiro “forte” e uma engenharia “forte” se os dois não conversam.
Funcionalidades indispensáveis:
Fluxo de caixa por empresa e por empreendimento
Contas a pagar e receber ligadas a contratos, pedidos, vendas e medições
Controle bancário com conciliação e análise de disponibilidades
Rateio de despesas administrativas entre obras, para apurar resultado real
Integração com contabilidade e livros fiscais
Isso permite avaliar, de fato, qual obra dá lucro, qual consome caixa e quais ajustes são necessários.
4. Comercial, incorporação e pós-vendas
Para incorporadoras e construtoras que vendem diretamente:
Gestão de tabela de vendas, propostas, contratos e quadro-resumo
Controle de repasses, resíduos, correções e índices
Integração com contas a receber, bancos e geração de DIMOB
Portal do cliente para 2ª via de boletos, ficha financeira e atendimento
SAC e assistência técnica para pós-obra, com ordens de serviço e custos rastreados
Um ERP de construção civil robusto acompanha o ciclo completo: do estudo de viabilidade ao pós-chaves.
5. Mobilidade, integrações e BI
Em 2026, um ERP competitivo precisa:
Disponibilizar acesso em nuvem, web e apps móveis
Oferecer APIs de integração com outras ferramentas (BIM, CRM, bancos, BI, assinatura digital)
Entregar dashboards de Business Intelligence com indicadores de custo, prazo, margem, estoque, produtividade etc.
É essa camada que transforma dados em decisão rápida, na prática, e diferencia um ERP para construção civil 2026 no dia a dia da gestão.
Como escolher o melhor ERP para construção civil em 2026 para sua empresa
Na hora de montar a sua shortlist de ERPs, vale seguir alguns passos:
Mapear processos internos
Liste como sua empresa faz hoje: orçamento, planejamento, compras, medições, faturamento, fluxo de caixa, contratos, pós-obra etc. Isso ajuda a avaliar o quanto cada ERP para construção civil realmente cobre da sua rotina.
Definir prioridades por fase
Talvez no início o foco seja engenharia + financeiro + suprimentos. Em uma fase posterior, BI avançado, CRM e integração total com contabilidade e RH.
Avaliar aderência ao setor
Verifique quais rotinas são nativas no sistema e quais dependerão de customização. Quanto mais aderente o ERP for à construção civil, menor o custo de adaptação.
Analisar metodologia de implantação
Entenda como cada fornecedor implanta o ERP, se há consultoria setorial, se a implantação é fechada ou aberta e quais custos podem surgir depois.
Olhar para suporte e evolução do produto
Suporte próprio, tempo de mercado, base instalada e atualização contínua são sinais importantes de segurança de longo prazo. Um ERP para construção civil precisa acompanhar as mudanças fiscais, regulatórias e tecnológicas do setor.
O Crea-MG lança, no dia 25 de março, o Crea-MG + Vantagens, um clube de benefícios que oferecerá vantagens e descontos exclusivos para profissionais registrados no Conselho.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com a empresa Alloyal, integra a plataforma CreaLab MG, lançada no início de março. Pela primeira vez, o Conselho vai oferecer aos profissionais registrados acesso a um clube de benefícios com descontos e cashbacks em produtos e serviços diversos, como farmácias, supermercados, postos de gasolina. O valor gerado poderá ser resgatado e utilizado, por exemplo, para o pagamento da anuidade e taxas do Crea-MG, ou ainda conforme a preferência do profissional.
Mais de 200 mil profissionais da engenharia, agronomia e geociências registrados no Crea-MG serão beneficiados e poderão acessar gratuitamente a plataforma e aproveitar ofertas em mais de 8 mil marcas e empresas parceiras.
Valorização profissional
A iniciativa reforça as ações de valorização promovidas pelo Conselho e marca um novo avanço na entrega de benefícios concretos aos profissionais registrados.
Segundo o presidente do Crea-MG, engenheiro civil e de segurança do trabalho Marcos Torres Gervásio, o programa amplia o apoio à categoria.
“O Crea-MG + Vantagens entrega valor de forma prática ao profissional. Além de ampliar benefícios e gerar economia no dia a dia, o programa permite que o cashback resgatado seja utilizado no pagamento da anuidade e de taxas do Conselho, ou até mesmo sacado pelo profissional, para uso como preferir. É uma iniciativa que traduz o nosso compromisso com a valorização profissional em Minas Gerais”, destaca.
Benefícios aos registrados
O acesso ao clube será gratuito e exclusivo para profissionais registrados e em dia com o Conselho. As ofertas abrangem diferentes categorias, como:
educação e capacitação
tecnologia e eletrônicos
viagens e hospedagens
saúde e bem-estar
alimentação e serviços
Para utilizar os benefícios, o profissional deverá acessar a página do CreaLab MG, clicar na opção Crea-MG + Vantagens e seguir as orientações para acesso à plataforma.
Na sequência, será necessário se cadastrar para criar sua conta e acessar as ofertas disponíveis. Após escolher o benefício, basta seguir as instruções indicadas na própria plataforma para ativar o desconto ou resgatar o cupom junto aos parceiros.
O Crea-MG + Vantagens faz parte das iniciativas do CreaLab MG, plataforma criada pelo Conselho para estimular inovação, capacitação e novas oportunidades para os profissionais da engenharia, da agronomia e das geociências.
Como acessar o Crea-MG + Vantagens
O acesso à plataforma é exclusivo para profissionais registrados e em dia com Crea-MG.
Acesso pelo site:
O 2º SEMPRE acontecerá na próxima semana – 26 e 27 de março – em Campo Grande (MS) e contará com a participação do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck
Com o objetivo de conectar o mercado de construção da região Centro-Oeste a renomados especialistas da arquitetura e da engenharia para conhecer os benefícios e as inovações da construção industrializada de concreto, a Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) promoverá o 2º SEMPRE – Seminário de Pré-Moldados de Mato Grosso do Sul, na próxima semana, nos dias 26 e 27 de março, no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (CREA-MS).
“A industrialização tem contribuído para a modernização da construção civil no país e é uma alternativa fundamental para enfrentar os atuais desafios da escassez de mão de obra, da necessidade de aumentar a produtividade, eficiência e sustentabilidade. Desse modo, a partir de casos reais, os participantes poderão compreender como a pré-fabricação de concreto promove canteiros mais limpos, sem desperdícios, com previsibilidade de custos, segurança, desempenho, qualidade e agilidade na construção”, explica a engenheira Íria Doniak, presidente executiva da Abcic, que fará a abertura do evento ao lado da engenheira agrimensora Vânia Abreu de Mello, presidente do CREA-MS.
A programação do 2º SEMPRE contará com três painéis e com o Curso Básico de Pré-Fabricados de Concreto, que abordará conteúdos altamente qualificados para a incorporação de novas técnicas e melhorias no processo de produção. Além de Íria, o curso terá como instrutores o arquiteto Fernando Canova, coordenador de Projetos Especiais de Desenvolvimento da Abcic, e a engenheira Lígia Doniak, da EGT Engenharia e coordenadora de Projetos Especiais de Tecnologia da Abcic.
O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, participará do painel “Tendências – Rota Bioceânica”, no dia 27 de março, para abordar a visão e as ações do Governo do Estado relacionadas à Rota Bioceânica. Também estarão neste painel o engenheiro João Alberto Vendramini, da Vendramini Engenharia, que abordará a aplicação da pré-fabricação em concreto em centros logísticos, e as apresentações de representantes das empresas ArcelorMittal, Concrelaje, Matpar, M&T Expo, Sotef e Trejor, patrocinadores do evento.
No dia 26 de março, o painel “Projeto Arquitetônico voltado à Pré-fabricação em concreto” mostrará como a pré-fabricação de concreto pode atender projetos arquitetônicos criativos, ousados, sustentáveis e funcionais, por meio das palestras dos arquitetos Jayme Lago Mestieri, diretor da JLM Arquitetura; Marcio Porto, diretor do Escritório Sidônio Porto Arquitetos Associados e professor da FAU-Mackenzie; e Paulo Eduardo Fonseca de Campos, professor da FAU/USP.
Para mostrar os avanços da aplicação do pré-fabricado de concreto em edifícios altos e para apresentar as tecnologias de concreto utilizadas pelas indústrias para a fabricação dos elementos montados em diversas obras pelo país, foram convidados para o painel “Tecnologia e Verticalização”, também no dia 26 de março, os engenheiros Augusto Guimarães Pedreira de Freitas, da Pedreira Ônix, Camilo Mizumoto, da Mizumoto Engenharia, Lígia Doniak, e Marcelo Cuadrado, da Leonardi Construção Industrializada.
O 2º SEMPRE é voltado para arquitetos, construtores, engenheiros, projetistas de estruturas, técnicos e profissionais que atuam no setor da construção civil.
Informações e inscrições: https://abcic.org.br/2sempre/
Sobre a Abcic
Fundada em 2001, a Abcic – Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto atua para o desenvolvimento do setor de pré-moldados de concreto destinados às estruturas, fachadas e fundações. Com cerca de 100 associados, promove ações e iniciativas inovadoras para a divulgação dos benefícios da construção industrializada e da disseminação de informações técnicas e tecnológicas que contribuam para a o aprimoramento contínuo do segmento. Entre os programas criados pela entidade estão o Selo de Excelência ABCIC, que atesta a conformidade aos padrões de tecnologia, qualidade, segurança, meio ambiente e desempenho das empresas do setor de pré-fabricados, o Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricado, que prestigia empresas e profissionais do setor, o Anuário ABCIC, que traz informações mercadológicas, técnicas e políticas da industrialização na construção e a Revista Industrializar em Concreto, única publicação específica para a cadeia do pré-fabricado de concreto. Participa de importantes fóruns e movimentos juntamente com prestigiadas entidades nacionais e internacionais, como é o caso da fib – International Federation for Structural Concrete, além de realizar cursos de capacitação profissional e de participar de importantes eventos no Brasil e no exterior. Site oficial: http://www.abcic.org.br/
Assessoria de imprensa da Abcic
Mecânica Comunicação Estratégica
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O governo federal propôs ao GAP (Grupo de Apoio Permanente) que assessora o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a expansão das faixas de enquadramento no Minha Casa, Minha Vida. Todas as faixas do programa habitacional seriam ajustadas, segundo apuração da CNN.
A renda máxima para acessar cada faixa teria as seguintes mudanças:
Faixa 1: de R$ 2.850,00 para R$ 3.200,00
Faixa 2: de R$ 4.700,00 para R$ 5.000,00
Faixa 3: de R$ 8.600,00 para R$ 9.600,00
Faixa 4: de R$ 12.000,00 para R$ 13.000,00
Na prática, isso significaria que mais pessoas poderiam acessar o programa ou mesmo migrar para faixas com condições mais benéficas de juros e prazo para o financiamento imobiliário. A medida deve demandar um aporte extra do FGTS.
A proposta precisa ainda passar pelo crivo do Conselho Curador do FGTS, que é composto por representantes do governo federal, de empregadores e empregados. O próximo encontro do colegiado está marcado para 24 de março.
Da barraquinha de chá mate ao maior império imobiliário do país
A trajetória da Encol começa com a história pessoal de seu fundador, Pedro Paulo de Souza. Nascido em família humilde, ele se mudou para o Rio de Janeiro para estudar engenharia, sustentando-se como professor particular e vendedor de chá mate nas praias.
Depois de se formar, mudou-se para Goiânia, abriu uma fábrica de tacos de madeira e, em 1961, fundou a Encol Engenharia e Comércio Limitada – uma “pulga” no mercado, como ele próprio dizia, com capital que não dava “nem para comprar metade de um fusca”.
O ponto de virada veio com a mudança para Brasília, em 1966. A cidade vivia um boom imobiliário, e a Encol cresceu participando de licitações públicas e depois migrando para o mercado privado, oferecendo habitação para uma classe média em ascensão.
Nas décadas de 1970 e 1980, a empresa padronizou projetos, criou núcleos técnicos, centros de tecnologia (como o CETEC), verticalizou a cadeia com fábricas de portas, esquadrias, tintas e até empresas de alimentação e transporte para seus milhares de funcionários. Tornou-se um “case” admirado em faculdades e revistas de negócios.
Em 1993, vivia o auge: cerca de 1 bilhão de dólares de faturamento, 318 obras em andamento, presença em 50 cidades e mais de 25 mil funcionários.
O modelo que deu certo – até deixar de funcionar
Por trás da imagem de excelência da Encol havia um modelo financeiro tão poderoso quanto frágil.
1. Vender na planta como motor de caixa
O coração do negócio era simples: cada lançamento bem-sucedido gerava caixa para bancar as obras em andamento. O lucro de um empreendimento cobria o atraso ou o prejuízo de outro.
Esse modelo, apelidado de “modelo da bicicleta”, funcionava enquanto a empresa “pedalasse” sem parar. Se as vendas desacelerassem, o equilíbrio se rompia.
Para manter a bicicleta em movimento, a estratégia era agressiva:
aceitar praticamente qualquer bem como parte de pagamento (carros, terrenos, até telefones);
oferecer prazos longos e facilidades;
investir pesado em marketing, anúncios e campanhas institucionais;
usar escambo e permutas com fornecedores, terrenos, materiais e até lote de mercadorias diversas, tudo para não “empatar” capital.
2. Caixa único: o risco invisível
Um dos pontos centrais para entender a crise da Encol é a forma como o dinheiro circulava. A empresa operava com caixa único:
o dinheiro de todos os empreendimentos era misturado;
a mesma fonte financiava obras antigas, lançamentos novos e a pesada estrutura administrativa;
receitas de um cliente podiam, na prática, acabar custeando a obra de outro, em outra cidade.
Enquanto o mercado crescia e a inflação corria solta, isso parecia vantajoso. O dinheiro entrava rápido, as correções monetárias protegiam a incorporadora, e o imóvel funcionava como proteção patrimonial para o comprador.
Mas o modelo escondia um problema de gestão clássico: ausência de controle granular por empreendimento. Sem essa visão, riscos se somavam silenciosamente.
Quando o cenário muda, a gestão aparece
O Plano Real, em 1994, foi o grande teste de estresse para o modelo de negócios da Encol.
1. O fim da hiperinflação
Com a estabilização da moeda:
comprar imóvel na planta deixou de ser um “investimento financeiro óbvio”;
aplicações bancárias passaram a oferecer rendimento alto com baixo risco;
as prestações dos imóveis continuavam corrigidas, mas a valorização não acompanhava o ritmo anterior.
A classe média começou a preferir o dinheiro no banco a se comprometer com um contrato de longo prazo em obras ainda não concluídas. As vendas desaceleraram – e a bicicleta começou a perder velocidade.
2. Crescer em vez de ajustar
Diante do novo cenário, havia duas possibilidades de gestão:
enxugar, revisar o modelo, reduzir o ritmo e reequilibrar contas; ou
dobrar a aposta e tentar compensar a queda de vendas com mais lançamentos e mais marketing.
A Encol escolheu a segunda via. Intensificou a publicidade, lançou novos empreendimentos e manteve a estrutura pesada. Na prática, ampliou a dependência de um fluxo de caixa que já dava sinais de esgotamento.
Da suspeita à falência: onde a gestão falhou
A partir de 1995, rumores de dificuldades financeiras se espalharam. Em 1996, o Banco do Brasil – principal credor – detectou uma dívida significativa e realizou uma “intervenção branca”, nomeando um executivo para acompanhar a empresa.
A reação de Pedro Paulo foi demitir o interventor, o que aumentou a desconfiança dos bancos. Em 1997, um pool de 38 instituições financeiras, ao ter acesso às contas da Encol, encomendou um relatório da Deloitte. O resultado foi devastador:
Rombo de centenas de milhões de reais nos balanços;
Dívidas não registradas e operações fora da contabilidade;
Caixa 2 robusto, estimado em cerca de 30% do faturamento anual em determinados anos;
Overbooking de unidades (venda de mais apartamentos do que aqueles efetivamente existentes em alguns projetos);
Transferências de ativos para familiares sem contrapartida financeira clara;
Indícios de sonegação fiscal e apropriação de valores de FGTS de funcionários.
Independentemente da versão de Pedro Paulo – que posteriormente atribuiu a falência a um complô político-financeiro e às condições de crédito pós-Plano Real – a justiça e as auditorias convergiram em um ponto: havia graves irregularidades de gestão e transparência.
Em termos de gestão, os principais problemas foram:
Modelo de caixa único, sem afetação clara por obra;
Ausência de controles integrados que permitissem visão em tempo real de:
fluxo de caixa por empreendimento;
exposição a risco financeiro;
aderência entre cronograma físico e financeiro;
Governança frágil, alta concentração de decisões e pouca prestação de contas;
Mistura de operações regulares com práticas irregulares, tornando a própria análise de risco confusa para bancos e credores.
Em novembro de 1997, veio o pedido de concordata preventiva. Em 1998, a dívida com o sistema financeiro já passava de R$ 700 milhões. Em março de 1999, a falência foi decretada.
O rastro: mais de 42 mil famílias sem receber os imóveis prometidos, dezenas de milhares de empregos perdidos, 700+ obras paradas e uma massa falida que, décadas depois, ainda gera ações e pagamentos judiciais.
O legado da Encol: leis mais rígidas e exigência de controle
A queda da Encol não foi apenas um drama individual; foi um choque sistêmico que forçou mudanças:
Patrimônio de Afetação (2004):
Cada empreendimento pode (e, na prática, é pressionado a) ter um patrimônio separado, com receitas e despesas vinculadas apenas àquela obra.
Resultado:
o dinheiro pago pelos clientes de um projeto não pode ser usado livremente para cobrir rombos de outro;
compradores ganham mais proteção em caso de falência;
bancos passaram a exigir esse regime para liberar financiamentos.
Maior cobrança por governança e transparência:
Auditorias independentes, controles mais rígidos, relatórios obrigatórios e maior escrutínio sobre grandes construtoras.
Essas mudanças tornaram o ambiente mais seguro. Mas, como o próprio mercado reconhece, nenhuma lei é suficiente sozinha. Ela precisa ser apoiada por gestão estruturada e ferramentas que deem visibilidade aos riscos.
O que um ERP especializado poderia ter mostrado – e evitado
No tempo da Encol, o termo ERP (Enterprise Resource Planning) já existia, mas as soluções ainda eram caras, pouco difundidas e raramente desenhadas sob medida para a realidade das construtoras brasileiras.
Hoje, a situação é outra: existem sistemas integrados especificamente pensados para o ciclo de vida de empreendimentos imobiliários, capazes de dar ao gestor uma visão que, no caso Encol, simplesmente não existia – ou era ignorada.
1. Caixa por obra e fim do “buraco negro” financeiro
Um ERP bem implementado em uma construtora:
separa fluxo de caixa por empreendimento, evitando o “caixa único opaco”;
registra todas as receitas, despesas, financiamentos, repasses e comissões, vinculando tudo a um projeto específico;
permite simular cenários de:
atraso de vendas,
aumento de custo de insumos,
variação de juros e índices de correção.
No caso da Encol, um painel de ERP mostraria, de forma brutalmente clara, algo como:
obras A, B e C se pagando;
obras D, E e F fortemente deficitárias;
uso de caixa de empreendimentos saudáveis para sustentar lançamentos sem lastro real;
nível de endividamento incompatível com a geração de caixa projetada.
Isso teria forçado decisões mais racionais: travar lançamentos, renegociar prazos, enxugar a estrutura ou, pelo menos, expor o risco a acionistas e credores com antecedência.
2. Integração cronograma físico x financeiro
Outro ponto crítico é o casamento entre o que está no canteiro de obras e o que está no financeiro:
Um ERP voltado para construção consegue:
acompanhar o avanço físico da obra (medições, etapas concluídas, curva S);
relacionar esse avanço ao orçamento e ao fluxo de pagamento de fornecedores e empreiteiros;
disparar alertas quando:
o custo real supera o previsto;
o cronograma físico atrasa e compromete repasses, repactuações e entregas.
Em um ambiente como o da Encol, com centenas de obras ao mesmo tempo, controlar isso em planilhas ou sistemas isolados é, na prática, impossível. É justamente aí que o “efeito dominó” se torna invisível até ser tarde demais.
3. Governança, auditoria e rastreabilidade
As irregularidades apontadas no caso Encol – caixa 2, transferências sem registro, empréstimos informais, overbooking de unidades – se alimentavam de falta de rastreabilidade.
ERPs modernos oferecem:
trilhas de auditoria (quem registrou o quê, quando, em qual módulo);
integração com CRM/vendas para evitar:
venda duplicada de unidade,
divergências entre promessa e contrato;
controle sobre:
limites de descontos e condições comerciais;
cadastro de clientes, unidades, contratos e aditivos;
registro formal de permutas, escambos e recebimentos em bens.
Isso não impede, por si só, que alguém com má intenção tente fraudar o sistema. Mas torna muito mais difícil “esconder” o rastro e facilita a atuação de auditorias internas, conselhos e reguladores.
Aprender com a Encol: 7 perguntas que toda construtora deveria responder hoje
O caso Encol continua atual porque o risco central não mudou: crescer sem controle.
Um bom teste de maturidade de gestão – que um ERP ajuda diretamente a responder – é:
Você consegue, hoje, ver o fluxo de caixa projetado de cada obra, mês a mês, pelos próximos 12–24 meses?
Consegue saber, em poucos cliques, quais empreendimentos financiam outros – e qual o limite seguro disso?
Seu cronograma físico está integrado ao financeiro ou são dois mundos separados que “se conversam” só em reuniões?
Cada contrato de venda está vinculado, de forma inequívoca, a uma unidade específica, com gestão de estoque e alerta de overbooking?
Existe trilha de auditoria e controle de acessos claros para evitar lançamentos paralelos e “ajustes manuais” de última hora?
Você tem relatórios gerenciais que mostrem, de forma consolidada, exposição a juros, índices de correção e cenários de estresse?
Se um grande credor, investidor ou auditor pedisse hoje um “raio-X” da sua empresa, você conseguiria entregar dados confiáveis em dias – ou levaria meses vasculhando planilhas?
Se a resposta for “não” para boa parte dessas questões, a história da Encol não é apenas um capítulo distante do mercado imobiliário. É um espelho do que pode acontecer quando a gestão não acompanha o tamanho dos sonhos.
ERP não é luxo: é seguro de continuidade
Depois da Encol, o setor avançou com novas leis, modelos de financiamento mais robustos e uma cultura maior de transparência. Mas, como mostram outros episódios pontuais ao longo dos anos, o risco nunca desaparece completamente.
Um sistema ERP focado em construtoras não é apenas um “software de controle” – é uma camada de proteção:
para o comprador, que ganha empreendimentos com gestão mais previsível;
para os bancos, que enxergam melhor o risco de crédito;
para os próprios empresários, que deixam de depender exclusivamente de intuição e “memória de planilha” para decidir.
Conhecer a história da Encol é entender como um gigante pode cair.
Implementar processos, governança e tecnologia – como um ERP especializado – é o passo concreto para garantir que essa história não se repita com outro nome, outro CNPJ e as mesmas consequências humanas devastadoras.