Os dois engenheiros que serão mais disputados em 2018

São Paulo – Engenheiros com foco no agronegócio e profissionais da área de segurança do trabalho estão com boas perspectivas de trabalho em 2018, segundo consultorias de recrutamento consultadas.

De acordo com a equipe da Catho, engenheiros chegam a ganhar mais de 13 mil reais no setor de agronegócio, um dos segmentos mais promissores do pais, de maneira geral.

A profissionalização do setor e o ritmo de crescimento do mercado de orgânicos são fatores que explicam a maior demanda pelos engenheiros na cadeia do agronegócio, que abrange os setores de agronomia, agropecuária, aquicultura, agrimensura, ambiental, florestal e de pesca.

Na indústria, engenheiros de segurança do trabalho devem encontrar melhores perspectivas de emprego em 2018,

De acordo com a expectativa da consultoria de recrutamento Michael Page, o cargo de gerente de saúde, segurança e meio ambiente deve ser o mais demandado. Para essa posição, salários devem variar entre 15 mil e 20 mil reais.

Confira mais detalhes das funções mais promissoras para engenheiros no próximo ano:

Engenheiro com foco em agronegócio

O que faz: pode atuar em toda cadeia produtiva rural, desde gestão e análise de operações para o preparo e cultivo do solo, controle de pragas, estudo de melhores procedimentos de adubação e irrigação até planejamento de alimentação/ reprodução de animais e também manejo dos produtos depois do abate. Também podem desenvolver ações focadas em aproveitamento sustentável do meio ambiente.

Perfil: formações focadas em agronegócio, gestão ambiental, zootecnia, agronomia, engenharia de alimentos e até mesmo cursos ligados à cadeia produtiva rural, segundo a equipe da Catho.

Por que está em alta: necessidade de modernização do agronegócio para ajudar a aumentar a produção de alimentos e garantir a preservação de recursos naturais dá destaque para a carreira. A expansão do mercado de orgânicos também puxa a demanda por esse profissional, segundo a Catho.

Gerente de saúde, segurança e meio ambiente

O que faz: gerencia todo sistema de saúde, segurança e meio ambiente da companhia, e por vezes também sustentabilidade.

Perfil: formação em engenharia de segurança do trabalho, capaz de assegurar o cumprimento de regulamentos, implementar e defender políticas ambientais e garantir a segurança de seus colaboradores. Visão estratégica é um requisito.

Por que está em alta: preocupação maior com segurança e com sustentabilidade dá destaque para profissionais da área, segundo a equipe da consultoria Michael Page.

Construção de imóveis deve subir em 2018, após período de quedas consecutivas

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Após longo período apresentando quedas, a construção civil deve apresentar crescimento em 2018, aponta a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, ABECIP. As expectativas não eram favoráveis desde 2012, mas o atual cenário econômico, com relativa estabilidade política leva o mercado a fazer projeções otimistas.

Segundo a Neoway, consultoria que elabora um relatório com tendências do setor, a quantidade de metros quadrados construídos em 2018 deve ser 1,2% maior em comparação com 2017. A expectativa também é positiva para o lançamento de novos empreendimentos, que deve crescer 25%, segundo a consultoria.

Outros fatores que contribuem para a expectativa positiva é a baixa taxa de juros, que já foi assunto aqui, e o déficit habitacional.

* DÉFICIT HABITACIONAL É A DENOMINAÇÃO DADA AO NÚMERO DE FAMÍLIAS QUE VIVEM EM CONDIÇÕES INADEQUADAS DE MORADIA. UM EXEMPLO DESSA SITUAÇÃO É AS FAVELAS, ONDE AS HABITAÇÕES COMPREENDEM AO MENOS UMA DAS CAUSAS LISTADAS: SÃO FEITAS COM MATERIAIS PRECÁRIOS, COMPREENDEM MAIS DE UMA FAMÍLIA (COABITAÇÃO), CADA QUARTO É HABITADO POR MAIS DE TRÊS PESSOAS (ADENSAMENTO DEMOGRÁFICO), OU CASOS EM QUE O ALUGUEL COMPROMETE MAIS DE 30% DA RENDA (ÔNUS EXCESSIVO DE ALUGUEL).

SEGUNDO DADOS  DO DEPARTAMENTO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DA FIESP (DECONCIC), O DÉFICIT HABITACIONAL NO BRASIL, EM 2014, ERA DE 6,941 MILHÕES DE FAMÍLIAS.

Interessante observar, que a base de comparação de 2017 é baixa, ainda assim, o crescimento é expressivo se considerado o histórico recente de retrações.

Decisão inédita da Justiça beneficia engenheiros de todo Brasil

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São Paulo – Uma decisão inédita na Justiça Federal de Manaus (AM), em caráter liminar, é boa notícia para engenheiros interessados em aumentar seu escopo profissional.

Um engenheiro eletrônico que fez mestrado em engenharia aeronáutica no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) conseguiu na Justiça o aumento da sua atribuição profissional e terá agora também o título de engenheiro aeronáutico na sua carteira de trabalho.

O profissional precisava do reconhecimento da habilitação em engenharia aeronáutica pelo CREA – AM para ocupar cargo de responsável técnico em uma companhia aérea.

A decisão, concedida em uma ação ordinária com pedido de tutela de urgência (que é uma liminar) que corre na 1ª Vara Federal de Manaus, na verdade só obriga que o CREA – AM cumpra uma norma emitida no ano passado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

A Resolução CONFEA 1.073/2016, revogou a Resolução 1.010/2005 e autorizou que cursos de pós-graduação, lato e stricto sensu, e formação sequencial deem direito a nova habilitação de trabalho, não limitada à chamada “árvore de títulos”.

Antes dessa regra ser emitida, um engenheiro eletrônico, por exemplo, só poderia se desenvolver dentro de um “guarda-chuva” de carreiras subordinado ao campo da engenharia eletrônica (a tal árvore de títulos). O título de engenheiro aeronáutico só poderia ser adquirido por meio de uma nova graduação com habilitação em engenharia aeronáutica.

“Meu cliente fez mestrado no ITA, mas parece que isso não teve peso para o CREA-AM. Ele entrou com processo administrativo para pedir o reconhecimento do título, mas eles negaram dizendo que o curso do ITA deveria estar registrado no CREA de origem, que seria o de São Paulo”, explica a advogada responsável pelo caso, Maria Eugênia Muro, do escritório Toni & Muro Advogados.

Ela explica que argumentou que o sistema CREA apesar de ter regionais é único e que em nenhum momento a regra do conselho federal estabelece que é dever do aluno do curso buscar esse registro exigido conselho do Amazonas.
Ao deferir a tutela de urgência, o juiz determinou a inclusão imediata da competência aeronáutica nos registros profissionais do engenheiro.

Apesar de o processo seguir em fase de instrução, aguardando ainda sentença na primeira instância, a decisão já mostra um entendimento favorável da Justiça e pode dar ensejo a outros pedidos de engenheiros que estejam vivenciando situação semelhante, segundo a advogada.

“Já podemos ver uma tendência do Judiciário de priorizar o acesso a mais possibilidades de trabalho para os engenheiros”, diz Maria Eugênia.

A impressão que ficou, segundo a advogada, é a de que o conselho regional ainda não estava preparado para fazer valer a regra emitida pelo conselho federal. “Uma norma nova demanda preparo do conselho para que ela tenha efetividade e não foi isso que nos pareceu, mas é apenas uma impressão”, diz.

Vendas e lançamentos de imóveis devem crescer em 2018, e crédito deve determinar ritmo

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As vendas e os lançamentos de imóveis devem aumentar em 2018, mas o ritmo de crescimento dependerá da disponibilidade de crédito, disseram nesta quarta-feira (6) representantes do setor imobiliário durante mesa redonda no Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), sem fornecer estimativas.

“A expectativa para 2018 obviamente é boa porque muitas reformas aconteceram, esperamos agora a da Previdência, mas por ser um ano eleitoral dúvidas vão aparecer e o grande desafio será o crédito imobiliário”, afirmou o presidente da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci-Brasil), Rodrigo Luna.

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projeta alta de 15% no financiamento imobiliário via poupança em 2018, com o crédito para compra de imóveis devendo crescer em ritmo mais acelerado do que o financiamento para construção de unidades.

“O total de financiamentos vai depender da política de governo e das decisões do conselho curador do FGTS”, alertou o presidente da Abecip, Gilberto de Abreu.

2017

Neste ano, os lançamentos de imóveis devem ficar 10% acima do nível observado em 2016, enquanto as vendas devem ter crescimento ainda maior na mesma comparação, estimou o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

O presidente da Fiabci disse, contudo, que o crescimento deve ser menor que o patamar de 15% inicialmente projetado para 2017. “O mercado trabalhava com um crescimento maior, mas a política afetou a confiabilidade dos negócios”, disse Luna, ressaltando o impacto causado pelas denúncias contra o presidente Michel Temer no comportamento de empresários e compradores de imóveis.

Na avaliação de Luna, o setor imobiliário deve encerrar 2017 com alta de 5% nos lançamentos e de 10% nas vendas em relação a 2016.

Tanto Luna quanto Amary veem chance de um novo ciclo de alta nos preços dos imóveis, já que os estoques estão diminuindo conforme as vendas crescem mais que os lançamentos.

“Os preços já pararam de cair e começou um movimento e ajuste… Quem comprou hoje provavelmente comprou no piso”, disse o presidente da Fiabci.

Tecnologia como alavanca para a construção civil

Após acumular indicadores em queda desde o início da crise no Brasil, em 2014, o setor da construção civil começa a mostrar os primeiros sinais de retomada. Com a queda na taxa Selic, que deve acumular redução de 7,5% até dezembro, o mercado aponta para novos investimentos no mercado imobiliário – afetando direta e positivamente a construção civil. É o momento para uma atuação mais forte do setor, qualificação de mão de obra e investimento em tecnologias que colaborem para reverter esse panorama negativo.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pela Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), somente em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento encolheu 5%. Enquanto isso, no primeiro trimestre de 2017 a taxa de desemprego geral superou os 13% no país. Na indústria da construção civil, nunca se contratou tão pouco para o período desde 2012.

Com uma possível redução na taxa de juros, quem possui reserva deve começar a transferir o dinheiro para ativos reais, como um imóvel ou a reforma da casa. O mesmo vale para empresas, que diante de melhores resultados comerciais, podem investir na ampliação da indústria. Na medida em as contratações acompanharem os investimentos na construção civil, surgem novas demandas e dúvidas: os profissionais estarão preparados para o novo momento do setor? As empresas acompanharam as novidades tecnológicas disponíveis para o segmento? O mercado de trabalho se atualizou e se adaptou às tecnologias?

Além dos aparelhos mobile – já presentes no dia a dia do canteiro de obras –, máquinas modernas e softwares de gestão são alguns aliados para ter equipe mais produtiva e sanar problemas que costumam desafiar empresários da área. Pesquisas mostram que descuidos como o excesso de concreto nas vigas ou desperdício de recursos representam um acréscimo de cerca de 30% nos custos das construções e aumentam de 11% a 20% o volume de materiais. Gastos que se tornam imprescindíveis de serem evitados em meio ao cenário.

É nesse sentido que empresas investem na tecnologia para melhorar a eficiência das operações com o envio constante de informações importantes da obra para o escritório, além de passar a medir o grau de obtenção de resultados através dos prazos e tarefas cumpridas no canteiro de obras. Eles reduzem o tempo de trabalho e oferecem resultados mais satisfatórios, adequando-se às regras de qualidade, aliadas a um bom custo-benefício. Nisso, saem na frente os profissionais e empresas atualizadas.

Cenário econômico do Brasil faz mercado imobiliário ter crescimento em 2017

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De acordo com as pesquisas o mercado imobiliário sofre com a crise econômica que se encontra no país (Brasil). Pois o número de compradores de imóveis tem diminuído nos últimos tempos. Isso se dá devido ao aumento das taxas de juros, endividamento da classe C e a baixa liberação de crédito.

O setor imobiliário tem uma grande importância para a economia brasileira, pois o mesmo é um dos responsáveis pelo aumento de empregos no Brasil. Empreendedores desse segmento visam grandes expectativas para o ano de 2018.

Segundo informações levantadas pelo g1.globo na data de 10/11/2017, esses investidores voltam a crer no setor imobiliário no interior paulista. Com o crescimento do emprego houve queda na inflação e nas taxas de juros, afirmam que com esse aumento, esse segmento terá grande avanço para 2018.

Pesquisa realizada pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), nos três anos anteriores das 13.700 unidades ofertadas pelas construtoras aos investidores do ramo, os mesmos compraram pouco acima de 8.900, significa que houve uma queda de 18% nos estoques imobiliários.

Mercado imobiliário, superação e expectativa para o ano de 2018

O mercado imobiliário vem se superando em todo Estado devido a economia ter se recuperado e tomou seu lugar no crescimento, que colabora com o aumento de oportunidades de empregos.

Segundo José Romeu Ferraz, a queda da taxa anual faz com que as aplicações nas cadernetas de poupança sejam elevadas, o que ajuda e expande recursos de créditos imobiliários.

No mês de março deste ano torna visível o grande número de empréstimos através da poupança para fins de construção de imóveis estimativa somada em R$ 4,01 bilhões, acréscimo de 36% ao mês, e 9,2% a menos em relação ao mesmo mês de março de 2016.

Já nos primeiros três meses de 2017 somam 10,06 bilhões de financiamento imobiliários, com queda de 7,8% confirmado no mesmo período de 2016. Importante que as empresas de construção civil se atentam para seus métodos utilizados no momento de fechar negócio

Para o próximo ano estima-se que a taxa Selic caia para 8%. Previsão que impactou o setor financeiro. O diretor executivo Gilberto Abreu mostra estar seguro em relação ao crescimento do mercado imobiliário do Brasil, afirma ainda, que os tempos difíceis se passaram.

Momento da Recuperação

De acordo com as pesquisas realizadas, o setor deu início a recuperação no segundo semestre de 2017 de forma minuciosa. Resultado de tudo isso é por conta do programa Minha Casa Minha Vida. Pois o os consumidores que tem direito em adquirir o benefício, passou de R$6,5 mil para R$ 9 mil.

Com a paralisação do mercado, incorporadoras e construtoras vem mantendo suas novidades em dia, ou seja, seus lançamentos. No entanto Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abraine), está convicto que o desenvolvimento implica em diversos fatores.

Luiz Antônio França quando fala de fatores, está falando da importância de estabilidade política no país. Deixa claro que há a necessidade de os impostos não aumentarem, e que toda a arrecadação parta do crescimento econômico e não dos tributos.

O Banco Central divulgou boletim de crédito de autorização de financiamentos imobiliários com recursos voltados especificamente para empresas (pessoas jurídicas) com queda de 51% para R$1,058 bilhão no mês de março deste ano, uma vez comparado aos R$2,157 bilhões no mesmo período no ano de 2016.

Percebe-se que por conta desse acontecimento a taxa de inadimplência relacionada as empresas tiveram aumento de 1,4 percentual no período de um ano.

De olho na inflação para 2018

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice da inflação possivelmente fechará em 3,2% e vai chegar a 4,3% no ano de 2018, deixando claro que as perspectivas para o mercado imobiliário para 2018 são bem otimistas.

Se você já é um empreendedor do ramo e necessita de auxílio jurídico. Procure a Rocha & Moura Advogados, trata-se de um escritório renomado e conta com profissionais capacitados como advogados especialistas em direito imobiliário e atuantes em diversas áreas de direito que vão atender de forma correta os problemas dos clientes. Atua em assessoria jurídica e administrativa.

Siderúrgicas tentam fomentar setor de Construção Civil

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As indústrias siderúrgicas vão encerrar este ano com aumento de produção de aço, mas o otimismo é cauteloso em relação ao horizonte do setor no curto prazo.

Apesar de a produção de aço ter sido revisada para cima este ano, a 34,154 milhões de toneladas, alta de 9,2% em relação ao ano passado, de acordo com Instituto Aço Brasil (IABr), as indústrias ainda precisam de sinais mais claros de recuperação da economia para fazerem seus planos de expansão para 2018.

“O setor siderúrgico é um dos primeiros a ser afetados em uma crise e a expectativa de recuperação ainda não está clara”, diz Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo da entidade. Um dos principais compradores de aços, o setor de construção civil está entre os mais abatidos pela recessão.

Segundo Lopes, o Instituto Aço Brasil (IABr) formará uma coalizão com entidades empresariais para levar ao governo uma pauta de reivindicações específica para estimular a indústria da construção civil. A primeira reunião entre as entidades será na próxima semana, em São Paulo.

Farão parte desse movimento as principais entidades empresariais do setor da construção civil, como a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Lopes lembrou que as indústrias siderúrgicas passaram por uma forte crise entre o fim de 2014 e 2016, levando o setor a demitir 46 mil trabalhadores, após o fechamento de 78 unidades no período. Hoje, o setor emprega 111 mil funcionários.

Nos últimos meses, as siderúrgicas começaram a renegociar reajustes de preços com os principais fornecedores e agora estão em conversas com distribuidores de aços planos para futuras revisões. O pior momento para o setor já passou, mas há incertezas sobre 2018.

Dúvidas

Otto Nogami, professor de macroeconomia do Insper, lembra que a recuperação das vendas do setor automobilístico e do setor de linha branca, que ajudaram a impulsionar as siderúrgicas, refletem medidas pontuais do governo, como liberação do FGTS inativo e do PIS/Pasep, por exemplo.

“Mas é preciso que o governo aprove importantes reformas, como a da Previdência, para que a economia de sinais de recuperação consistentes”, disse.

A decisão da Usiminas de ligar o alto-forno em Ipatinga (apenas dois estão operando) está calcada na aposta de que os setores das indústrias, não só a automotiva e a de linha branca, possam se recuperar.

“Não podemos ficar nesse vai-e-vem. É temeroso ver uma expectativa de retomada e logo em seguida uma inversão de tendência”, disse Nogami.

Para Lopes, do IABr, a expectativa é de que a produção do setor cresça 4,9% em 2018. “É importante lembrar que neste ano tivemos aumento de 33% das importações e a entrada da produção da siderúrgica de Pecém. O consumo aparente, de 5,2%, foi bem menor que a da produção.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A engenharia e o futuro do mundo

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“Precisamos de engenheiros trabalhando em questões referentes ao desenvolvimento sustentável, pois são problemas sistêmicos que precisam de um novo desenho para serem superados”, disse o economista norte-americano Jeffrey Sachs, em palestra realizada no dia 17 de novembro, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A posição foi reforçada em entrevista especial ao jornal Folha de S.Paulo, publicada no último dia 21/11, em que ele diz que “o futuro do mundo depende dos engenheiros”.

Para o professor, no caminho do desenvolvimento sustentável, o mundo também precisa de cinco grandes transformações e é só com o auxílio de universidades e de centros de pesquisa que elas poderão se tornar realidade. São elas, conforme Sachs: a descarbonização da energia; o uso sustentável do solo; o desenvolvimento de cidades sustentáveis; a instituição de serviços públicos de qualidade (saúde e educação); e a criação de institutos de pesquisa que auxiliem nessa transformação geral da sociedade. Ele vaticina: “Sem a ciência, não saberíamos o que está acontecendo conosco. Mas é preciso fazer uma distinção entre ciência básica e ciência aplicada. Por isso, precisamos de engenheiros. São eles que desenvolvem coisas, sejam tecnologias, ferramentas, softwares, hardwares, ideias ou máquinas. Parte do que precisamos agora são engenheiros que possam desenhar um novo sistema de baixo carbono, de energia, de água.”

Sachs está à frente de discussões sobre liderança em desenvolvimento sustentável há décadas, sendo considerado, inclusive, uma das forças motrizes por trás da criação dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, plano que antecedeu os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SDGs). “Tínhamos cerca de 300 objetivos que concentramos em 17”, disse.

Para ele, dos três pilares que sustentam o desenvolvimento sustentável –econômico, social e ambiental – o ambiental é o mais difícil de ser resolvido. “Porque ele é irreversível e não temos como atingir os outros dois pilares sem ele”, disse.

Sachs, que está à frente dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015, composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030 –, defende que esses profissionais, além de serem contratados para desenvolver coisas que dão lucro, também o sejam para fazer coisas para o bem comum. Nessa perspectiva, ele ensina: “É por isso que precisamos olhar para o desafio do desenvolvimento sustentável não apenas como um problema de mercado, orientado pelo mercado, mas também como uma atividade orientada para o bem social e o interesse público, financiada por governos, filantropos, e impostos sobre empresas e pessoas mais ricas.”

Em entrevista recente ao Jornal do Engenheiro, do SEESP, a engenheira Karin Marins, professora do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), também observou que “todas as modalidades da engenharia estão, de certa forma, tocando o tema da sustentabilidade”. Sobre os 17 ODSs da agenda da ONU, ela acredita que a engenharia, por sua ampla inserção econômica e social, permeia a resolução de importantes desafios para consecução dos referidos objetivos. “Entretanto, entendo que alguns desafios podem ter uma atuação mais decisória da engenharia, instrumentalizando ações de forma mais direta, como a educação abrangente e inclusiva, a construção de infraestruturas e cidades resilientes e inclusivas, e promoção de padrões de produção e consumo mais sustentáveis.”

Tendências do Geoprocessamento na Construção Civil

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O geoprocessamento vem apresentando diversas alternativas para quem atua nas áreas de planejamento urbano, licenciamento de obras e construção. É por meio do geoprocessamento que se obtém informações espaciais e análises complexas sobre determinado território, gerando informações precisas sobre as condições do uso e da ocupação do solo, bem como a situação da infraestrutura pública, por exemplo. O Boletim de Tendência deste mês apresenta os serviços que podem ser disponibilizados a partir do geoprocessamento.

CONCEITO

O geoprocessamento é o serviço que engloba diversas técnicas relacionadas à informação espacial, realizando captação, tratamento e análise de imagens de superfícies. Por meio dessas tecnologias, é possível exibir e analisar as características do território. As técnicas mais comuns são: topografia, fotogrametria, sensoriamento remoto, posicionamento por satélite, geoestatística, banco de dados geográficos, web mapping e Sistemas de Informações Geográficas (SIG).

SIG

O uso de tecnologia no geoprocessamento é fundamental para a precisão dos dados. O SIG é um tipo de geotecnologia que engloba metodologias, recursos humanos (captando dados), GPS (coletam informações de geolocalização) e demais softwares utilizados no processo de captação de informações. Todos esses recursos compõem o SIG. No SIG ocorre a inserção dos dados e o cruzamento para realizar as análises sobre determinada região.

APLICAÇÕES

A utilização das geotecnologias na construção civil ocorre ao longo de todo o processo de uma obra: estudos iniciais, anteprojeto, projeto, planejamento, execução e procedimentos de manutenção. O uso desse tipo de tecnologia produz efeitos sensíveis no aumento da qualidade e da produtividade, e consequente impacto na redução dos custos.

1 – Geoprocessamento como oportunidade

Atualmente, as geotecnologias permitem realizar análises espaciais de perímetros urbanos, possibilitando constatar dados físicos, demográficos, geográficos, topográficos e de infraestrutura. Com essa riqueza de informações, o serviço pode ser aplicado na construção civil de diversas maneiras.

Confira quatro tendências de serviços em que o SIG pode ser oferecido no mercado:

– Cadastro predial
– Cadastro de infraestrutura
– Planejamento urbano
– Expansão de unidades habitacionais

2 – Cadastro predial

O cadastro predial é o registro do imóvel realizado por órgãos públicos. Eles são responsáveis por captar as informações e oferecer dados a respeito de zonas urbanas para a população, seja via mapas ou descritivos memoriais. Assim, o município que já adota o geoprocessamento com o SIG costuma ser mais eficiente quanto ao controle de IPTU no orçamento municipal. As incorporadoras e os consumidores da região também ganham, na medida em que a gestão da demanda passa a ser mais eficiente.

O cadastro predial impacta diretamente no IPTU, pois esse imposto é calculado com base nos dados de registro. Em casos em que o SIG é utilizado como fonte de informação, percebe-se maior precisão e cobranças mais assertivas de valores. Também se verifica que os registros prediais são fundamentais para a gestão do zoneamento, pois oferecem dados sobre o uso territorial e instrumentalizam o planejamento municipal de acordo com a legislação vigente.

3 – Cadastro de infraestrutura

O cadastro de infraestrutura é o registro de dados referente à infraestrutura de determinada região. São informações como cabeamento, iluminação, rede de água e esgoto sobre determinado lugar. Os dados sobre determinada região são complementares e mais abrangentes que o cadastro predial. Esses dados auxiliam tanto na gestão pública quanto as construtoras, pois demonstram quais são as características da infraestrutura de determinada região. Assim, se há interesse em uma nova obra, já se sabe se haverá necessidade de promover alguma obra de infraestrutura adicional.

4 – Planejamento urbano

A cidade é como um órgão vivo, que cresce e se modifica o tempo todo. Para acompanhar esse movimento existe
o Plano Diretor Urbano (PDU), que é um instrumento básico da política de desenvolvimento urbano. O plano diretor é obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes. Ele direciona para um crescimento sustentável e saudável das cidades, respeitando suas restrições ambientais e demais características. A aplicabilidade do SIG ocorre na captação e na análise de informações urbanas para o planejamento. Por exemplo, com dados dos eixos de logradouros, é possível determinar onde há pavimentação ou não.
O SIG reúne, em um só lugar, dados de zoneamento, mapas, urbanização e características ambientais. Com esse conjunto de dados e informações, o gestor tem conhecimento a respeito de determinada localidade e consegue planejar e decidir com maior precisão.

5 – Expansão de unidades habitacionais

Para que se possa projetar uma expansão de unidades habitacionais, é necessário realizar uma análise de viabilidade com dados e informações do serviço de geoprocessamento. Essas informações permitem realizar uma estimativa populacional, por meio da contagem de residências; identificar áreas clandestinas, visando uma proposta de regularização; identificar zonas de risco pluvial, a partir da estimativa de áreas impermeabilizadas; e identificar vazios urbanos, para realizar o incentivo de ampliação por meio de densidades construtivas. Nesse caso, os benefícios do SIG são ainda mais evidentes, pois as informações auxiliam a realizar uma expansão e obter a visão completa da localidade.

Governo anuncia contratação de 54.089 imóveis para famílias de baixa renda

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O governo anunciou nesta segunda-feira, 6, a contratação de 54.089 unidades do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) para famílias com renda de até R$ 1.800 mensais, que se enquadram na Faixa 1 do programa. O investimento previsto é de R$ 6,31 bilhões, se consideradas as demais unidades já autorizadas este ano. No total, são 79.753.

Essas unidades habitacionais, que custam em média R$ 80.000,00, são praticamente doadas. O governo subsidia 95% do valor.

Se consideradas também as 12.551 habitações que estão em construção para alojar famílias deslocadas por obras de saneamento e mobilidade urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Faixa 1 chega a um total de 92.304 unidades. Nos próximos dias, o Ministério das Cidades espera anunciar a contratação de outras 70.000 unidades, chegando perto da meta de 170.000 fixada para este ano.

A conclusão dessas obras, porém, depende da manutenção dos recursos previstos para o programa na proposta do Orçamento de 208 enviado na semana passada ao Congresso Nacional. Estão previstos R$ 5 bilhões, e a expectativa do ministro das Cidades, Bruno Araújo, é que os recursos sejam elevados pelos parlamentares por meio de emendas.

No entanto, com as restrições impostas pelo teto para o aumento dos gastos públicos e pelo crescimento de itens de despesas obrigatórias como Previdência e pessoal, a disputa por verbas será dura e alguns programas de governo poderão ficar com menos dinheiro que o inicialmente previsto. O ministro, porém, não acredita que os parlamentares retirem recursos do programa. “Diminuir, eles não vão”, disse.

Araújo disse que, ao longo de 2016, concentrou-se em organizar o estoque de unidades contratadas pelo governo anterior em 2013 e 2014, que ultrapassaram as 530.000. “Passado o segundo turno, o programa praticamente foi ao colapso”, afirmou. Em 2015 foram autorizadas apenas 1.100 unidades. Em 2016, foram 3.974 unidades apenas, sendo que até maio o saldo era zero.

“Encontramos 70.000 unidades paradas”, contou o ministro. Dessas, 45.215 foram retomadas, pois dependiam apenas de regularização de pagamentos. As demais ainda estão paralisadas porque envolvem problemas mais complexos, como a quebra ou desistência da construtora e problemas técnicos nos empreendimentos.

Ele avalia que as unidades anunciadas nesta segunda não padecerão do mesmo problema de falta de dinheiro porque foram objeto de planejamento. “Não contratamos nada sem os recursos garantidos”, disse.

A garantia, no caso, é a previsão de recursos no Orçamento. No entanto, não tem sido raro a área econômica bloquear parte das verbas para compensar frustrações na arrecadação. É o que ocorre este ano, por exemplo.

Se tudo correr como o programado, até o final do governo de Michel Temer serão entregues perto de 500.000 unidades do MCMV. Na Faixa 1, serão 130.000 unidades.

Segundo Araújo, as 54.089 unidades deverão entrar em construção ao longo de 2018 e gerarão 140 mil empregos. Nessa leva, deverão ser contratadas 192 construtoras. A estimativa do governo é que 320.000 pessoas serão beneficiadas. As unidades estão em 337 municípios. Desses, 205 têm menos de 50.000 habitantes e não eram anteriormente atendidos pelo programa.