Medidores inteligentes podem elevar conta de luz no início, mas prometem economia futura

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Os consumidores brasileiros podem enfrentar um aumento temporário na conta de luz com a substituição dos medidores convencionais por equipamentos inteligentes. No entanto, a medida tende a gerar economia e ganhos de eficiência no médio e longo prazos. A avaliação é do Ministério de Minas e Energia (MME), que aponta que os novos dispositivos devem contribuir para a redução de perdas, fraudes, inadimplência e custos operacionais — fatores que hoje pressionam as tarifas de energia elétrica.

“A modernização da medição amplia as possibilidades de escolha e gestão para o consumidor, viabilizando novas modalidades tarifárias, como tarifas diferenciadas por horário, programas de resposta à demanda e maior integração com geração distribuída. Isso permite que o consumidor adapte seu consumo ao seu perfil, com mais transparência, previsibilidade e potencial de economia na conta de luz”, explica o MME.

Os medidores inteligentes são dispositivos digitais avançados que permitem a medição do consumo de energia em tempo real, sem a necessidade de leitura manual. Diferentemente dos medidores eletrônicos atualmente instalados, esses equipamentos podem ser conectados à internet e possuem comunicação direta com as distribuidoras.

VEJA MAIS:

As distribuidoras de energia deverão instalar os medidores inteligentes no prazo de 24 meses, contados a partir de março de 2026, conforme a Portaria Normativa MME nº 126, de 28 de janeiro de 2026. Inicialmente, a instalação deverá contemplar 2% dos consumidores atendidos nas áreas de concessão das empresas até março de 2028.

Impacto na tarifa

Segundo o MME, o investimento inicial para a substituição dos medidores será feito pela concessionária. Depois que a ANEEL confirmar a adequação do investimento, o valor é incorporado aos custos reconhecidos da empresa e, consequentemente, repassado à tarifa.

“Adicionalmente, foram previstos mecanismos para mitigar o risco de impacto tarifário, como a utilização de recursos de receitas acessórias próprias e complementares e dos valores arrecadados de ultrapassagem de demanda e excedente reativo pelas distribuidoras para a implantação dos medidores inteligentes”, explicou o ministério.

Apesar do possível aumento inicial na conta de energia, o MME projeta que os medidores inteligentes trarão eficiência e economia ao longo do tempo, beneficiando o consumidor.

Vantagens para os usuários

Entre os benefícios do sistema com medidores inteligentes estão:

  • Alívio tarifário futuro: redução de perdas e inadimplência, despesas com corte e religamento, custos de leitura e faturamento;
  • Otimização da operação: detecção mais rápida de falhas e interrupções, melhorando a qualidade do serviço;
  • Maior gestão do consumo: acompanhamento detalhado do uso de energia, permitindo ajustes conforme sinais de preço;
  • Estímulo a novos serviços: abertura de mercado, tarifas diferenciadas por horário, programas de resposta à demanda e integração com geração distribuída, armazenamento e veículos elétricos, alinhando a cobrança ao perfil real de consumo.

As distribuidoras poderão definir critérios e especificações técnicas na contratação dos equipamentos, sem exigir padronização entre empresas. Consumidores que tiverem os medidores substituídos receberão, prioritariamente, a conta digital, mantendo a opção de fatura física.

Em casos excepcionais, as concessionárias poderão implementar soluções alternativas caso não consigam cumprir a meta estabelecida. O entendimento do governo é de que há maiores dificuldades de implementação em algumas regiões, especialmente no Norte do país, em razão da ausência de infraestrutura adequada de telecomunicações em determinadas localidades.

Nessas situações, as empresas deverão assegurar benefícios superiores aos consumidores, além de direcionar os investimentos à digitalização da rede ou dos serviços de distribuição.

A princípio, não há uma definição de quais municípios serão priorizados. A escolha das unidades consumidoras que receberão os sistemas de medição inteligente considera aspectos de eficiência, redução de perdas não técnicas e custos operacionais, além de melhoria da qualidade do serviço.

Como empresas de construção civil estão recuperando margem com gestão integrada de obras

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Em boa parte das empresas de construção civil, a história se repete: a obra foi bem vendida, o orçamento parecia equilibrado, mas a margem “evapora” ao longo da execução. Diárias de locação pagas sem uso, materiais comprados fora do planejado, serviços recontratados às pressas e controles espalhados em planilhas fazem com que o resultado final fique muito aquém do previsto.

Nos últimos anos, muitas construtoras, incorporadoras e empresas de engenharia começaram a encarar esse problema com mais profundidade. A conclusão é clara: recuperar margem passa por ter uma gestão de obras verdadeiramente integrada — em que orçamento, compras, locações, financeiro e contábil conversam entre si, em tempo real.


Onde a margem se perde na prática

Antes de falar em solução, vale olhar para alguns pontos em que a margem costuma “escorrer pelos dedos” no dia a dia:

1. Locações e equipamentos parados

Locações de equipamentos e ferramentas por diária ou por período são comuns em obras. O problema surge quando o controle é frágil:

  • a máquina já não está sendo usada, mas a empresa continua pagando a diária;
  • a data de devolução passa despercebida;
  • renovações acontecem sem questionamento, apenas por hábito.

Na soma de várias situações como essa, o custo da locação cresce muito além do previsto, sem que ninguém perceba com clareza onde o dinheiro foi parar.

2. Diferença entre custo planejado e custo real

Outro ponto crítico é a separação entre:

  • o orçamento da obra (custo planejado);
  • o contrato comercial (valor de venda ou de prestação de serviços).

Quando esses dois universos não estão conectados de forma estruturada, a empresa corre o risco de:

  • não perceber rapidamente quando um serviço específico estourou o orçamento;
  • não saber, com precisão, qual foi a margem real da obra;
  • misturar custos diretos e indiretos sem critério, mascarando o resultado.

Um exemplo simples ilustra bem: uma etapa orçada em 100 mil de custo, vendida por 200 mil. Se o custo real sobe para 150 mil e isso só é percebido no final, a empresa perde metade da margem planejada sem ter tido tempo de agir.

3. Falta de integração entre compras e orçamento

Quando o setor de compras trabalha desconectado do orçamento de engenharia, a decisão de compra fica muito mais reativa:

  • a equipe da obra solicita, o comprador negocia e fecha;
  • mas nem sempre há visão clara do limite orçado para aquele insumo ou serviço;
  • tampouco visibilidade do impacto da compra na margem da obra.

Sem essa amarração, compras acima do planejado passam despercebidas, e desvios de custo vão se acumulando.


O papel da gestão integrada de obras na recuperação de margem

A experiência de empresas que conseguiram reverter esse cenário mostra um ponto em comum: a adoção de uma gestão integrada, com processos claros e apoio de um ERP específico para construção civil.

Alguns pilares se destacam.

1. Dois olhares estruturados: custo da obra x contrato de venda

Um ponto fundamental é tratar, de forma organizada, dois “mundos” diferentes:

  • Orçamento da obra (custo)
    Levantamento completo de tudo que será gasto: materiais, mão de obra, equipamentos, locações, serviços de terceiros, despesas indiretas etc.
  • Contrato comercial (venda)
    O que será cobrado do cliente: valor global, etapas, medições, forma de reajuste, prazos de pagamento.

Ao manter essas duas visões integradas, mas separadas, a empresa consegue:

  • comparar continuamente custo planejado x custo realizado;
  • enxergar a margem “viva” de cada etapa, não apenas da obra como um todo;
  • decidir com mais segurança quando é preciso renegociar, replanejar ou cortar despesas.

2. Controle de locações e equipamentos amarrado ao planejamento

Para evitar o desperdício com locações paradas ou mal controladas, a gestão integrada de obras traz práticas como:

  • registro formal de cada contrato de locação com datas de início, vencimento e condições;
  • vinculação da locação a uma obra e a uma etapa específica;
  • alertas internos próximos ao vencimento para decidir entre devolução ou renovação;
  • acompanhamento dos custos de locação dentro do orçamento da obra.

Assim, em vez de descobrir ao final do mês que determinada máquina ficou parada vários dias, a equipe passa a ter visibilidade antecipada — e pode agir para devolver, remanejar ou renegociar.

3. Compras conectadas ao orçamento e à obra

Outro ponto chave é fazer com que o processo de suprimentos deixe de ser puramente operacional e se torne estratégico. Isso inclui:

  • cada requisição de material ou serviço vinculada a uma obra e a um item do orçamento;
  • cotação e pedido de compra comparados ao valor orçado para aquele insumo;
  • baixa automática no orçamento conforme as compras são efetivadas;
  • relatórios de orçado x comprometido x realizado de forma simples e acessível.

Com isso, o gestor de obra e a diretoria sabem, ao longo da execução, não apenas quanto já foi gasto, mas também quanto está comprometido — permitindo correções de rota antes que o desvio de custo se torne irreversível.

4. Aproximação entre canteiro, financeiro e contábil

Por fim, a recuperação de margem exige que o fluxo de informações seja fluido entre:

  • a equipe da obra (que executa e registra as necessidades);
  • o financeiro (que paga, recebe e acompanha o caixa);
  • a contabilidade (que consolida o resultado e garante conformidade fiscal).

Quando tudo isso está integrado em um único sistema, é possível:

  • projetar o fluxo de caixa das obras com base nas medições e contratos;
  • entender o impacto de cada decisão de compra ou locação no caixa futuro;
  • encerrar obras com clareza sobre lucro, prejuízo e causas dos desvios.

Sair do Excel: por que um ERP especializado faz diferença

Planilhas continuam úteis para análises pontuais, simulações e controles específicos. Mas, para garantir que:

  • o orçamento seja respeitado;
  • as locações sejam usadas com eficiência;
  • as compras conversem com o planejamento;
  • o financeiro enxergue a realidade das obras;

é difícil fugir da necessidade de um ERP preparado para a rotina da construção civil.

Um ERP especializado não se limita a registrar dados: ele estrutura processos. Em vez de depender da memória ou da boa vontade de cada gestor, o sistema:

  • “obriga” a vincular custos às obras e etapas corretas;
  • evidencia, em relatórios e dashboards, onde a margem está sendo comprometida;
  • facilita a vida do time de campo, com telas e fluxos pensados para o canteiro;
  • reduz lançamentos duplicados entre engenharia, compras, financeiro e contábil.

O resultado é um ambiente em que a empresa enxerga com rapidez quando uma obra está “saindo da curva” — e pode agir a tempo de recuperar margem.


Como o ERP SIECON apoia essa gestão integrada na construção civil

Dentro desse contexto, o ERP SIECON é um exemplo de sistema desenvolvido especificamente para o segmento da construção civil, com foco em integrar todas as etapas da gestão de obras.

A plataforma oferece recursos para:

  • Gestão de obras, orçamento e planejamento
    Elaboração de orçamentos detalhados, planejamento físico-financeiro e comparativos de orçado x realizado por obra, por etapa, por insumo ou por serviço.
  • Suprimentos e contratos com terceiros
    Fluxo completo de requisições, cotações, pedidos de compra, controle de estoque e contratos com terceirizados e locações de equipamentos, sempre vinculando cada operação à obra e ao centro de custo correspondente.
  • Controle de locações e equipamentos
    Registro de locações com datas de início e devolução, integração com o planejamento da obra e acompanhamento do impacto desses contratos na margem, evitando diárias pagas sem uso efetivo.
  • Financeiro, contratos de serviço e fluxo de caixa
    Integração entre contratos de serviços, medições, contas a receber e fluxo de caixa projetado, além de controles de contas a pagar ligados às obras e às etapas do orçamento.
  • Contábil e fiscal
    Integração automática das movimentações financeiras e operacionais com a contabilidade e o fiscal, apoiando o cumprimento de obrigações e a geração de demonstrativos por obra e por empresa.

Por ser um ERP voltado exclusivamente para a realidade da construção civil, o SIECON permite que construtoras, incorporadoras, empreiteiras, locadoras de equipamentos e prestadores de serviço em obras públicas ou privadas saiam da dependência de planilhas e de soluções genéricas — e passem a trabalhar com uma gestão de obras realmente integrada, com foco direto na recuperação e na proteção da margem.

Para empresas do setor que buscam dar esse passo, avaliar o uso de um ERP especializado como o SIECON pode ser o início de uma mudança estrutural na forma de enxergar custos, resultados e sustentabilidade do negócio.

 

Construtora Albuquerque Takaoka: A Engenharia que Deu Forma à Exclusividade Paulistana

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A cidade de São Paulo é feita de camadas. Cada rua, cada quarteirão, cada edifício conta uma história — de crescimento, de transformação, de permanência. Entre os nomes que ajudaram a moldar essa paisagem urbana com solidez e elegância, um se destaca pela discrição e pela consistência: Takaoka. Mais do que uma construtora, a Albuquerque Takaoka representa uma filosofia de projeto que atravessou décadas, adaptou-se às mudanças do mercado e deixou marcas profundas na construção civil brasileira. Sua trajetória é também a história da própria evolução do morar nas grandes cidades.

Origens: Albuquerque & Takaoka e a construção da confiança

A história começa com a sociedade entre dois engenheiros civis: Renato Albuquerque e Yojiro Takaoka, que fundaram, nos anos 1950, a Construtora Albuquerque Takaoka. A empresa nasceu em um momento de forte expansão urbana em São Paulo, impulsionada pelo crescimento industrial e pela migração para os centros urbanos.

Inicialmente, a atuação da empresa estava voltada para obras públicas e de infraestrutura pesada, como pontes, viadutos, canalização de rios e pavimentação de rodovias. Esses projetos, executados em parceria com o poder público, foram fundamentais para consolidar a reputação da empresa como uma construtora tecnicamente competente, confiável e com capacidade de execução em larga escala.

Com o tempo, e já com uma base sólida de conhecimento técnico e organizacional, a empresa passou a atuar também no mercado de imóveis residenciais valorizados, aplicando os mesmos princípios de engenharia e excelência construtiva em edifícios verticais localizados em bairros nobres da capital paulista.

Do mercado público ao privado

Nos anos 1960 e 70, a Construtora Albuquerque Takaoka ampliou sua atuação para além das obras públicas, ingressando com força no mercado residencial. Essa fase consolidou sua reputação como uma construtora de excelência técnica.

Ao mesmo tempo, manteve sua presença no mercado de edifícios residenciais de luxo, especialmente em bairros como Jardim Paulista, Higienópolis, Itaim Bibi e Moema. Muitos desses prédios ainda hoje são valorizados por sua estrutura sólida, plantas generosas e acabamentos atemporais — características que se tornaram a marca registrada da empresa.

A virada: Alphaville e o nascimento do urbanismo privado

A grande inflexão na trajetória da empresa viria nos anos 1970, com a criação de um projeto que mudaria para sempre o conceito de urbanismo no Brasil: Alphaville.

Inicialmente concebido como um polo industrial não poluente em Barueri, na Grande São Paulo, o projeto evoluiu rapidamente para um bairro planejado de uso misto, com residências, comércio, serviços e infraestrutura completa. Alphaville foi um dos primeiros exemplos de urbanismo privado em larga escala no país, e inaugurou um novo modelo de ocupação urbana — mais seguro, mais controlado, mais integrado.

O sucesso do empreendimento levou a Albuquerque Takaoka a se especializar em loteamentos fechados de alto padrão, expandindo o conceito para outras regiões do Brasil. A empresa passou a atuar como incorporadora, urbanizadora e gestora de empreendimentos, criando bairros inteiros com identidade própria.

Transformações societárias e mudança de nome

Com o crescimento e a diversificação dos negócios, a sociedade entre os fundadores foi se transformando ao longo dos anos. Em meados da década de 1990, Renato de Albuquerque e Yojiro Takaoka seguiram caminhos distintos, marcando o início de uma nova fase para o legado que haviam construído juntos.

Após o falecimento de Yojiro TakaokaRenato de Albuquerque fundou a Alphaville Urbanismo S.A., dando continuidade ao conceito de bairros planejados que ambos haviam iniciado juntos. A nova empresa passou a operar de forma independente, com foco exclusivo no desenvolvimento de loteamentos fechados de alto padrão, e foi responsável por expandir o modelo Alphaville para diversos estados brasileiros, consolidando o urbanismo privado como uma referência nacional em qualidade de vida, segurança e infraestrutura urbana.

Já a Takaoka Empreendimentos Imobiliários manteve o nome do engenheiro e continuou atuando no mercado imobiliário com foco em projetos residenciais e comerciais de padrão elevado, tanto verticais quanto horizontais, como Projeto Gênesis, Shopping Iguatemi Alphaville, torre corporativa iTower.


O legado silencioso: edifícios que atravessam gerações

Embora a Takaoka tenha se tornado mais conhecida nacionalmente pelos seus loteamentos de luxo, seu legado mais duradouro talvez esteja nos edifícios residenciais construídos nas décadas de 60 e 70, muitos dos quais continuam sendo referência de qualidade até hoje.

Esses prédios, localizados em áreas nobres da capital, como Jardins, Higienópolis e Itaim, Pinheiros, são hoje considerados exemplares da arquitetura quaternária de alto padrão — imóveis com mais de 40 anos que resistem ao tempo com elegância e continuam sendo altamente valorizados no mercado.

Um exemplo discreto, mas revelador, é o Edifício Xapeco, no bairro Jardins, próximo a rua Oscar Freire. Construído pela Albuquerque e Takaoka no auge de sua atuação na capital, o prédio mantém até hoje elementos originais que atestam o cuidado da construtora com o projeto: mobiliário de design brasileiro da década de 1970, com peças assinadas por Sérgio Rodrigues, como as icônicas poltronas e sofás das linhas Tônico, Mole e Franco, além de acabamentos em mármore travertino nacional. Esses elementos são preservados com curadoria criteriosa, reforçando o compromisso do edifício com a manutenção de sua identidade arquitetônica e histórica.

O hall social do prédio é, literalmente, uma galeria de design brasileiro. Mantido com curadoria e zelo, o espaço abriga um acervo impressionante de peças originais do mestre Sergio Rodrigues, todas datadas da década de 70. Essas peças, que hoje são disputadas em leilões internacionais e galerias de design, continuam em uso e em perfeito estado, compondo um ambiente que é ao mesmo tempo acolhedor e histórico.

Atualizações com respeito: o retrofit como linguagem do futuro

A valorização desses edifícios passa pela capacidade de renovar sem descaracterizar, garantindo que ativos arquitetônicos continuem relevantes. Um exemplo pontual dessa prática é o Edifício Xapeco, que passou por uma atualização de fachada respeitando suas linhas originais. No entanto, intervenções mais profundas têm demonstrado como o retrofit pode ir além da estética e transformar a funcionalidade e o valor de mercado de um imóvel, como ilustra o caso emblemático do Condomínio Edifício Rio Novo.

Localizado em bairro nobre de São Paulo e construído na década de 70 pela Construtora Albuquerque Takaoka, o Rio Novo enfrentava um desafio comum aos prédios antigos: embora possuísse dependências internas amplas — superiores às dos lançamentos atuais —, carecia de áreas de convívio valorizadas hoje, como as varandas gourmet.

A solução encontrada foi um projeto ambicioso de retrofit que não se limitou à revitalização da fachada. Com um gerenciamento 100% profissional, essencial para alinhar os interesses de dezenas de famílias e obter as complexas aprovações na Prefeitura, o condomínio viabilizou a criação de varandas gourmet, adicionando 38 m² de área útil a cada unidade.

O Retrofit do Condomínio Edifício Rio Novo (Fonte: https://brretrofit.com.br/projeto.html)
O Retrofit do Condomínio Edifício Rio Novo (Fonte: https://brretrofit.com.br/projeto.html)

O resultado foi uma atualização arquitetônica que trouxe o edifício de 17 andares para a contemporaneidade, unindo o espaço generoso das plantas antigas com a funcionalidade dos novos empreendimentos. O investimento realizado pelos condôminos multiplicou-se na forma de uma significativa valorização imobiliária, provando que a gestão profissional de obras em edifícios habitados — lidando com perfis heterogêneos e gerações distintas — é a chave para destravar o potencial oculto do patrimônio urbano.

Construir é deixar raízes

A história da Albuquerque Takaoka é, em muitos sentidos, a história da própria evolução da construção civil brasileira. De obras públicas a edifícios residenciais de luxo, de bairros planejados a projetos institucionais, a empresa soube se reinventar sem perder sua essência: a busca pela qualidade, pela permanência e pela inteligência construtiva.

Em tempos de verticalizações apressadas e padronizações estéticas, revisitar o legado da Takaoka é lembrar que construir bem é construir para durar. E que o verdadeiro luxo, no fim das contas, está naquilo que resiste ao tempo — com beleza, com propósito e com história.

Mercado imobiliário: Balneário Camboriú tem o metro quadrado mais caro do Brasil em 2025

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Em dezembro de 2025, Balneário Camboriú (SC) registrou o metro quadrado mais caro do país. Com preço médio de R$ 14.906, o município liderou o ranking das 56 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP, consolidando-se como o mercado imobiliário mais valorizado do Brasil.

O desempenho superou o de importantes capitais, como São Paulo, onde o metro quadrado alcançou R$ 11.900, Rio de Janeiro, com R$ 10.830, e até Florianópolis, cuja média foi de R$ 12.773. A segunda colocada no ranking também é catarinense: Itapema, com valor de R$ 14.843 por metro quadrado.

Balneário Camboriú vem atravessando um ciclo prolongado de valorização. De acordo com o Portal InfoMoney, os números reforçam a posição da cidade como um dos principais polos de imóveis de alto padrão do país.

A escassez de terrenos disponíveis, sobretudo nas áreas mais disputadas da orla, é um dos fatores que pressionam os preços. Ao mesmo tempo, a demanda continua aquecida, impulsionada por compradores de alta renda, investidores e interessados em segunda residência, segundo o InfoMoney.

O lançamento de empreendimentos residenciais verticais de luxo nos últimos anos também contribuiu para a valorização local, elevando o preço das unidades. Em 2025, o Índice FipeZAP acumulou alta de 6,52%, a segunda maior dos últimos 11 anos, superando inclusive a inflação ao consumidor.

Confira o ranking das cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil

As dez cidades que figuram na liderança estão concentradas em duas regiões, a Sul e a Sudeste. O destaque vai para os estados de Santa Catarina, Espírito Santo e São Paulo. Já o metro quadrado mais barato foi identificado em Pelotas (RS). Veja o ranking (em reais):

  1. Balneário Camboriú (SC) – 14.906
  2. Itapema (SC) – 14.843
  3. Vitória (ES) – 14.108
  4. Itajaí (SC) – 12.843
  5. Florianópolis (SC) – 12.773
  6. São Paulo (SP) – 11.900
  7. Barueri (SP) – 11.696
  8. Rio de Janeiro (RJ) – 10.686
  9. Belo Horizonte (MG) – 10.366
  10. Vila Velha (ES) – 10.242
  11. Maceió (AL) – 9.836
  12. Brasília (DF) – 9.754
  13. São Caetano do Sul (SP) – 9.477
  14. São José dos Campos (SP) – 9.024
  15. Fortaleza (CE) – 8.936
  16. São José (SC) – 8.870
  17. Sorocaba (SP) – 8.517
  18. Recife (PE) – 8.467
  19. Osasco (SP) – 8.367
  20. Belém (PA) – 8.154
  21. Goiânia (GO) – 8.139
  22. Curitiba (PR) – 8.083
  23. Santos (SP) – 8.053
  24. Salvador (BA) – 7.972
  25. João Pessoa (PB) – 7.872
  26. Blumenau (SC) – 7.645
  27. Niterói (RJ) – 7.643
  28. Santo André (SP) – 7.623
  29. Campinas (SP) – 7.540
  30. Porto Alegre (RS) – 7.505
  31. Manaus (AM) – 7.189
  32. Guarulhos (SP) – 7.142
  33. São Bernardo do Campo (SP) – 7.051
  34. Cuiabá (MT) – 6.801
  35. Diadema (SP) – 6.671
  36. Praia Grande (SP) – 6.658
  37. Guarujá (SP) – 6.474
  38. Campo Grande (MS) – 6.438
  39. Caxias do Sul (RS) – 6.100
  40. Natal (RN) – 6.146
  41. Jaboatão dos Guararapes (PE) – 5.920
  42. São José dos Pinhais (PR) – 5.848
  43. São José do Rio Preto (SP) – 5.825
  44. São Luís (MA) – 5.816
  45. Contagem (MG) – 5.789
  46. Londrina (PR) – 5.775
  47. Santa Maria (RS) – 5.416
  48. Novo Hamburgo (RS) – 5.346
  49. Aracaju (SE) – 5.282
  50. Ribeirão Preto (SP) – 5.220
  51. São Leopoldo (RS) – 4.770
  52. São Vicente (SP) – 4.700
  53. Pelotas (RS) – 4.353

Medidores inteligentes de energia: distribuidoras devem modernizar 2% da rede ao ano a partir de 2026

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As distribuidoras de energia elétrica deverão instalar medidores inteligentes para os consumidores no prazo de 24 meses, contados a partir de março de 2026. A determinação consta na Portaria Normativa MME nº 126, de 28 de janeiro de 2026, publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Inicialmente, a instalação deverá contemplar 2% dos consumidores atendidos nas áreas de concessão das empresas até março de 2028.

Os medidores inteligentes são dispositivos digitais avançados que permitem a medição do consumo de energia elétrica em tempo real, sem a necessidade de leitura manual. Esses equipamentos podem ser conectados à internet e possuem comunicação direta com as distribuidoras, diferentemente dos medidores eletrônicos atualmente instalados.

De acordo com o MME, os consumidores que tiverem o medidor substituído passarão a receber, de forma prioritária, a conta de luz em formato digital, permanecendo a opção de recebimento da fatura física.

Modernização do setor

A medida está alinhada ao decreto que trata da renovação das concessões das distribuidoras de energia elétrica, o qual estabelece diretrizes voltadas à digitalização e modernização do segmento.

Em casos excepcionais, as concessionárias poderão implementar soluções alternativas caso não consigam cumprir a meta estabelecida. O entendimento do governo é de que há maiores dificuldades de implementação em algumas regiões, especialmente no Norte do país, em razão da ausência de infraestrutura adequada de telecomunicações em determinadas localidades.

Nessas situações, as empresas deverão assegurar benefícios superiores aos consumidores, além de direcionar os investimentos à digitalização da rede ou dos serviços de distribuição.

Especificações mínimas dos medidores

O ministério definiu requisitos técnicos mínimos para os novos dispositivos, que deverão contemplar:

  • leitura remota dos dados de consumo;
  • possibilidade de corte e religamento remotos, conforme as características das unidades consumidoras, devidamente justificadas pela concessionária;
  • preservação dos registros durante interrupções no fornecimento de energia;
  • registro, com data e hora, das interrupções de energia;
  • registro de ocorrências de alterações na programação do medidor, quando aplicável;
  • mecanismos de segurança cibernética e interoperabilidade;
  • sistema de alarme antifraude;
  • gestão do consumo por meio de interface em aplicativo disponibilizado pela distribuidora;
  • intervalo de integralização das grandezas em base horária;
  • comunicação remota via interface com o sistema de medição Advanced Metering Infrastructure (AMI);
  • permissão para tarifação por horário de uso, com no mínimo quatro postos tarifários programáveis no sistema de medição, ou possibilidade de tarifação horária no sistema de faturamento da concessionária.

As distribuidoras poderão definir seus próprios critérios e especificações técnicas no momento da contratação dos equipamentos, não sendo exigida padronização entre as empresas.

Escolha das unidades consumidoras e investimentos

A seleção das unidades consumidoras que receberão os medidores deverá considerar critérios de eficiência, como a infraestrutura existente, a redução de perdas não técnicas e a diminuição de custos operacionais.

FPM: R$ 7,3 bilhões serão partilhados entre os municípios brasileiros, nesta sexta-feira (30)

Reforma Tributária amplia créditos e põe fim à cobrança em cascata

Os investimentos necessários para a instalação dos dispositivos ou das soluções alternativas deverão ser incorporados à base regulatória das empresas, conforme previsto na regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

As distribuidoras também deverão apresentar à Aneel, até 29 de fevereiro de 2028, uma análise de custo-benefício referente à implementação dos sistemas de medição inteligente em suas áreas de concessão, observando as diretrizes estabelecidas na portaria do MME.

Atuação da Aneel

A publicação da portaria ocorre paralelamente a um debate semelhante conduzido pela Aneel. Em 27 de janeiro de 2026, a diretoria da agência aprovou a abertura de consulta pública para discutir a digitalização do segmento de distribuição, com foco em eventuais entraves regulatórios à instalação dos dispositivos.

A Aneel poderá estabelecer diretrizes adicionais e disponibilizar documentos de apoio à elaboração das análises de custo-benefício. A partir de março de 2028, a implantação dos sistemas deverá observar os resultados dessas análises, sem necessidade de aprovação prévia por parte do regulador.

Por fim, o MME determinou que, em janeiro de cada ano, as distribuidoras apresentem um Plano de Investimentos com horizonte de cinco anos. O documento deverá contemplar investimentos em digitalização, expansão, renovação e modernização das redes e serviços, além de ações voltadas à inclusão energética e à prestação de serviços em áreas de vulnerabilidade socioeconômica. O plano deverá ser atualizado anualmente ou sempre que solicitado pelo governo.

Construção civil: alta carga tributária é empecilho maior que taxas de juros

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Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que a taxa básica de juros pode iniciar a trajetória de queda do maior patamar das últimas duas décadas a partir de março, após a sexta reunião consecutiva de manutenção da alíquota anual de 15%, a Sondagem Indústria da Construção mostra que a elevada carga tributária nacional se tornou o principal empecilho enfrentado pelo segmento.

De acordo com o levantamento, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC), o entrave saltou cinco pontos percentuais entre o terceiro e quarto trimestre do ano passado, de 32,2% para 37,2%. Ultrapassa assim as taxas de juros elevadas, que passaram a ser a segunda maior preocupação dos industriais da construção (32,1%).

Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, isso é reflexo de dois fatores. “O lançamento de programas importantes para o setor, assim como a expectativa de redução da taxa Selic no futuro próximo, ajuda bastante as expectativas do setor da construção, por isso essa melhora já acontecendo desde o final do ano passado e se consolidando nesse início de 2026.”

Todos os índices de expectativas aumentaram no primeiro mês do ano, dando sequência ao otimismo observado em dezembro:

  • Novos empreendimentos e serviços (+1,8 ponto, para 52,9 pontos);
  • Número de empregados (+1,8 ponto, para 52,8 pontos);
  • Nível de atividade (+1,1 ponto, para 52,8 pontos);
  • Compras de matérias-primas (+0,8 ponto, para 52,5 pontos).

Insatisfações

Apesar das expectativas positivas, o setor ainda tem muito do que reclamar no panorama atual. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Indústria da Construção registrou 48,6 pontos, enquanto a facilidade de acesso ao crédito atingiu 39 pontos no período, e o índice de satisfação com o lucro operacional caiu para 45,1, após recuo de 0,3 ponto. Todos ainda abaixo da linha satisfatória de 50 pontos.

“Quando se fala da construção, estamos falando de um produto de um ritmo de produção que envolve um período bastante longo, muitas vezes com uma necessidade muito grande de aporte de recursos em alguns momentos, muitas vezes com crédito para fazer os seus empreendimentos. À medida que o acesso ao crédito fica difícil por conta das taxas de juros bastante elevadas, isso afeta bastante o setor”, esclarece Azevedo.

Nesse cenário, o índice que mede a evolução do nível de atividade da indústria da construção fechou 2025 com 44,7 pontos. Esse é o pior resultado para o mês desde 2018. Com a atividade mais fraca, a Utilização da Capacidade Operacional se manteve estável em 67%, mesmo nível observado em dezembro de 2024, enquanto o índice do número de empregados caiu 1,2 ponto, para 45,7 pontos, ainda que acima da pontuação média para o mês (43,8 pontos).

Metodologia

A edição de dezembro de 2025 da Sondagem Indústria da Construção ouviu 315 empresas — 123 pequenas, 134 médias e 58 grandes — entre 5 e 14 de janeiro de 2026

Edição 2026 reforça papel estratégico da FEICON como principal termômetro da construção civil no Brasil

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A FEICON – Feira Internacional da Construção Civil abre o calendário nacional do setor entre os dias 7 e 10 de abril, no São Paulo Expo na capital paulista, consolidando-se como um dos principais momentos de encontro, leitura de mercado e geração de negócios do setor. Maior feira da construção civil e arquitetura da América Latina, o evento reúne mais de mil marcas expositoras e espera receber mais de 100 mil visitantes, entre profissionais do varejo, engenheiros, arquitetos, construtores e representantes da indústria.

A edição de 2026 ocorre em um contexto de projeções mais favoráveis para o setor. Segundo estimativas do SindusCon-SP e da FGV Ibre, o Produto Interno Bruto da construção deve crescer 2,7% em 2026, após um período de ajustes e desaceleração. Um dos principais vetores dessa expectativa é o Programa Reforma Casa Brasil, que prevê a liberação de R$40 bilhões em crédito facilitado para reformas habitacionais em todo o país.

Para dimensionar o impacto desse volume de recursos, a ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) encomendou à consultoria Ecconit uma modelagem econométrica exclusiva. O estudo estima que, dos R$40 bilhões previstos, aproximadamente R$12,3 bilhões devem chegar diretamente à indústria de materiais de construção, estimulando a produção, a demanda e a movimentação da cadeia. 

É nesse cenário que a FEICON se consolida como um espaço estratégico de leitura de mercado, conexão entre os diferentes elos da cadeia e apresentação de soluções alinhadas às demandas atuais do setor. Ao longo de sua trajetória de quase quatro décadas, a feira acompanhou a profissionalização, a ampliação da base técnica dos profissionais e a incorporação de novas tecnologias tanto na fabricação quanto na aplicação de produtos.

Vitrine de soluções

Segundo Ivan Romão, diretor da FEICON, a proposta do evento é reunir soluções completas para quem atua na construção. “A FEICON é um ambiente que reúne soluções completas para quem atua na construção civil, independentemente do elo da cadeia. O visitante encontra marcas, produtos, oportunidades de relacionamento e conteúdo técnico qualificado”, afirma.

Os expositores estão distribuídos em macrossetores como acabamentos, estruturas, construção industrializada, instalações e externos. O recorte permite ao visitante ter uma visão abrangente do mercado, com opções voltadas tanto a grandes obras quanto para as reformas residenciais, atendendo perfis diversos de compradores.

Além da área de exposição, a FEICON amplia sua frente de conteúdo com a Feiconference – Conferência Internacional da Construção e Arquitetura, que contará com mais de 50 palestras e painéis, distribuídos em três palcos simultâneos, com foco em inovação industrial, sistemas construtivos, sustentabilidade, eficiência energética e gestão de negócios.

Para Romão, o evento também se consolida como ambiente de apresentação de tecnologias e de aproximação entre empresas e profissionais. “A FEICON se mantém sempre atualizada, com a grande atração sendo o produto, a tecnologia e o conhecimento técnico, em um ambiente favorável para gerar negócios e novos parceiros”, diz.

Ao reunir indústria, varejo, projetistas, entidades representativas e novas marcas, a FEICON reforça seu papel como principal ambiente de apresentação de soluções e lançamentos que devem chegar aos canteiros de obras e ao mercado nos próximos meses.

Credenciamento e venda de ingressos

O credenciamento gratuito da edição 2026 da FEICON para os visitantes está aberto por meio do site www.feicon.com.br e é válido até o dia 22 de março. A partir do dia 23 de março, a entrada passa a ser paga.

Também está aberta a venda de ingressos para a 2ª edição da Feiconference – Conferência Internacional da Construção e Arquitetura. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site.

Guia Completo do Vidro na Construção Civil: Tipos, Aplicações e Normas

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O vidro na construção civil é uma peça chave para projetos que buscam unir beleza, funcionalidade e sustentabilidade. Já pensou como a escolha certa impacta diretamente a iluminação natural e o conforto de um ambiente?

Um vidro inadequado pode comprometer o isolamento térmico e acústico, além de não oferecer a segurança necessária para sua família.

Para evitar esses problemas, nossa equipe preparou este guia com os principais tipos de vidro, suas aplicações ideais e as normas técnicas essenciais.

A Importância do Vidro na Construção Civil

O vidro conquistou espaço definitivo na construção civil por sua capacidade de atender demandas técnicas, funcionais e estéticas em um único material.

Sua aplicação permite maior aproveitamento da luz natural, o que melhora o conforto visual dos ambientes e contribui para a redução do consumo de energia ao longo da vida útil da edificação.

Soluções como vidros laminados, insulados e de controle solar ajudam a equilibrar temperatura e ruídos, tornando os espaços mais confortáveis tanto em áreas residenciais quanto comerciais. Esses benefícios impactam diretamente a qualidade de uso do imóvel, especialmente em centros urbanos.

Do ponto de vista do mercado, o avanço do setor vidreiro ampliou a oferta de produtos com alto desempenho, maior segurança e melhor adequação às normas técnicas.

Isso possibilita projetos mais eficientes, duráveis e alinhados às exigências atuais da construção.

Ao mesmo tempo, o vidro agrega valor ao imóvel, valoriza fachadas e interiores e reforça uma linguagem arquitetônica contemporânea, limpa e funcional.

Por sua versatilidade e evolução constante, o material se mantém como uma escolha estratégica para obras que buscam valorização, usabilidade e sustentabilidade.

Principais Tipos de Vidro para Construção Civil

Escolher o vidro certo para uma obra exige mais do que olhar o visual. Cada tipo tem características próprias que impactam diretamente a segurança, o conforto térmico e o desempenho acústico do ambiente. Por isso, essa decisão precisa estar alinhada ao projeto, ao uso do espaço e ao orçamento disponível.

A seguir, veja os tipos de vidro mais utilizados na construção civil e entenda em quais situações cada um funciona melhor.

Vidro Temperado

O vidro temperado é conhecido por sua alta resistência, sendo até cinco vezes mais forte que o vidro comum.

Essa durabilidade é resultado de um tratamento térmico chamado têmpera, que aquece o material a altas temperaturas e o resfria rapidamente.

Sua principal vantagem está na segurança: ao quebrar, ele se fragmenta em pequenos pedaços arredondados e não cortantes, minimizando o risco de acidentes.

Por essa razão, é amplamente utilizado em boxes de banheiro, portas, janelas, divisórias, fachadas e até mesmo em peças de mobiliário que exigem maior robustez.

Vidro Laminado

O vidro laminado é uma solução de segurança avançada, formado por duas ou mais lâminas de vidro unidas por uma película de Polivinil Butiral (PVB).

Sua principal característica é a segurança máxima que proporciona, pois, em caso de quebra, os fragmentos de vidro ficam presos a essa película, evitando que se espalhem e minimizando o risco de acidentes.

Por isso, é a preferida para aplicações que exigem alta resistência, como guarda-corpos, coberturas, pisos, degraus e fachadas.

O material oferece proteção contra raios UV e melhora o isolamento acústico do ambiente.

Vidro Insulado (Duplo)

O vidro insulado, também conhecido como vidro duplo, é uma solução de alto desempenho composta por duas lâminas de vidro separadas por uma câmara de ar ou gás.

Essa camada interna funciona como uma barreira, dificultando a troca de calor com o ambiente externo e bloqueando ondas sonoras. O resultado é um isolamento térmico e acústico superior, que ajuda a manter a temperatura interna estável e a reduzir ruídos.

É ideal para hospitais, estúdios, hotéis e edifícios em locais de clima extremo ou muito barulhentos.

Vidro de Controle Solar (Refletivo)

O vidro de controle solar, também conhecido como refletivo, é uma solução inteligente para quem busca conforto térmico e eficiência energética.

Recebe uma camada metalizada que atua como um escudo, refletindo grande parte do calor e dos raios solares antes que entrem no ambiente. O resultado é um espaço interno mais fresco, diminuindo a necessidade de ar-condicionado e gerando economia na conta de luz. Esse tipo de vidro também controla a luminosidade, tornando os cômodos mais agradáveis. 

É uma escolha ideal para grandes fachadas envidraçadas, mas seu projeto exige atenção para que o reflexo não incomode edifícios vizinhos.

Vidros para Decoração e Privacidade (Serigrafado e Jateado)

Quando o objetivo é unir estética e funcionalidade, os vidros serigrafado e jateado se destacam.

O modelo serigrafado passa por um processo que aplica uma camada de tinta vitrificada, permitindo a criação de peças coloridas e personalizadas com alta durabilidade. Já o vidro jateado é fosqueado por meio de jatos de areia, o que garante um acabamento elegante e translúcido, ideal para quem busca privacidade sem perder a luminosidade.

Ambos são excelentes para divisórias, portas, revestimentos de parede e detalhes em móveis, adaptando-se a qualquer projeto de design.

Espelhos e Vidros Espelhados

Espelhos são elementos versáteis que unem função e decoração na arquitetura e no design de interiores. Uma tendência forte são os espelhos orgânicos, com seus formatos fluidos e irregulares, que adicionam um toque contemporâneo a qualquer projeto.

Já os vidros espelhados, quando aplicados em portas, paredes ou móveis, criam uma ilusão de amplitude, fazendo os ambientes parecerem maiores e mais abertos.

Para um impacto ainda maior, os painéis de espelhos são uma escolha certeira, pois conferem profundidade, sofisticação e valorizam a estética de residências e espaços corporativos.

Como Escolher o Vidro Certo para seu Projeto

A escolha do vidro vai muito além da estética e impacta diretamente a segurança, o conforto e a funcionalidade de um ambiente.

Para garantir que seu projeto atenda a todas as necessidades, é fundamental analisar alguns critérios antes de tomar uma decisão. Um vidro inadequado pode comprometer a estrutura, oferecer riscos aos usuários ou não entregar o desempenho esperado, resultando em gastos futuros.

Por isso, entender as particularidades de cada tipo e onde aplicá-lo é o primeiro passo para um resultado duradouro e eficiente.

Um bom planejamento considera desde a localização da peça até o orçamento disponível, transformando o vidro em um verdadeiro aliado da arquitetura, que une beleza, proteção e inteligência construtiva em um único material.

  • Segurança: Avalie a localização da instalação. Áreas de risco como guarda-corpos, coberturas e portas exigem o uso de vidros de segurança, como o laminado ou o temperado, para prevenir acidentes e atender às normas técnicas, a exemplo da NBR 7199.
  • Desempenho: Analise a necessidade de isolamento térmico ou acústico do ambiente. Para maior conforto, o vidro insulado (duplo) é a melhor opção, pois reduz a troca de calor e ruídos. Se o objetivo é controlar a entrada de calor sem perder luminosidade, o vidro de controle solar é o mais indicado.
  • Estética: Defina qual o objetivo visual para o espaço. Se a intenção é obter privacidade sem bloquear a passagem de luz, vidros jateados ou serigrafados são ideais. Para projetos que buscam transparência total e integração visual, o vidro comum (float) funciona bem em locais seguros e sem impacto.
  • Aplicação: Considere se o uso do vidro será estrutural, como em pisos e vigas, ou apenas para vedação, como em janelas e fachadas. Essa definição é crucial, pois determina a espessura, a resistência e o tipo de tratamento que o material deve receber para suportar as cargas exigidas.
  • Orçamento: Compare o custo-benefício de cada tipo de vidro. Embora opções com maior tecnologia, como as de controle solar ou acústico, tenham um custo inicial mais elevado, o investimento pode gerar economia a longo prazo com a redução de gastos em climatização e energia elétrica.

A Importância de Seguir a Norma ABNT NBR 7199

A segurança em projetos com vidro é regulamentada no Brasil pela norma ABNT NBR 7199. 

Essa diretriz técnica estabelece os critérios para a escolha e instalação correta de cada tipo de vidro na construção civil, visando sempre a segurança dos usuários e a prevenção de acidentes.

O cumprimento da norma é uma exigência que assegura a proteção contra impactos, quebras perigosas e outros riscos.

Ela detalha, por exemplo, onde vidros temperados ou laminados são obrigatórios, analisando a aplicação e o risco de contato humano.

Por isso, a responsabilidade técnica do projeto deve ser de um profissional qualificado, garantindo que a instalação seja executada corretamente.

Dicas Finais

O vidro deixou de ser só um detalhe e passou a ter papel central na construção civil. 

Quando bem especificado, ele valoriza o projeto, melhora o conforto e entrega segurança no dia a dia. Por isso, não dá para tratar o vidro como escolha secundária.

Entender o tipo adequado para cada aplicação, respeitar a NBR 7199 e trabalhar com fornecedores confiáveis faz toda a diferença no resultado da obra.

Um vidro mal especificado pode virar problema; um vidro bem escolhido vira solução estética e funcional.

Para arquitetos, engenheiros e construtores, o segredo está no equilíbrio: beleza, desempenho e segurança andando juntos.

É assim que o vidro cumpre seu papel na arquitetura contemporânea, não só fechando espaços, mas principalmente qualificando ambientes e agregando valor real ao projeto.

“CPF dos Imóveis” pode aumentar valor do IPTU? Entenda

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Regulamentado pela Receita Federal em agosto de 2025, o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) também está inserido no texto da Reforma Tributária. A medida – que ficou conhecida como CPF dos imóveis – visa unir informações cadastrais de unidades imobiliárias urbanas ou rurais, públicas ou privadas, inscritas nos respectivos cadastros de origem, como o Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR), por exemplo.

De acordo com a Receita Federal, o intuito é criar um cadastro com um código identificador único, válido em todo território nacional, para cada imóvel georreferenciado, ou seja, com área e posição geográfica definida no mapa. Mas, afinal, o que muda com essa nova regra?

Reforma Tributária deve remodelar contratos e eficiência no setor de construção civil

O advogado especialista em direito tributário, Matheus Almeida, explica que, atualmente, há diferentes números que identificam um imóvel, como é o caso da matrícula do cartório ou a inscrição municipal. Nesse novo cadastro, o valor de referência será unificado. Além disso, a unidade será avaliada levando-se em conta o valor de mercado.

Como essa alteração promove uma possível atualização do valor venal – preço estimado pelo poder público para fins de cálculo de impostos sobre a propriedade – há um certo receio por parte de proprietários e investidores. Porém, Almeida explica que, por si só, o CIB não acarreta aumento do valor de impostos, como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

“Assim como cada pessoa tem o CPF único, a intenção é que todo imóvel tenha um único número de identificação. A grande questão é que nós teremos a correção da metragem quadrada construída de um imóvel, a correta localização do imóvel dentro das zonas fiscais e, consequentemente, pode ser, sim, que tenha um aumento de IPTU. Não em razão do Cadastro Imobiliário Brasileiro, mas como consequência de uma atualização, seja da base de cálculo ou da alíquota desse imóvel”, destaca.

A advogada especialista em análise financeira e empresarial, contabilidade e tributação, Sara Isabel da Silva, pontua que, pelos termos da Reforma Tributária, esse cadastro servirá para criar o Inventário Nacional dos Imóveis, com dados detalhados de localização, área construída, uso, titularidade, entre outros aspectos.

Ela também reforça que não há uma consequência direta para aumento do IPTU, mas, futuramente, algumas pessoas, sobretudo as de classe média ou investidores do mercado imobiliário, poderão sentir eventuais efeitos financeiros.

“A curto prazo, essas pessoas ficarão mais sujeitas a uma fiscalização mais incisiva por parte do Fisco, podendo haver, inclusive, discrepância no valor de avaliação dos imóveis, especialmente para quem vive em áreas urbanas que já são valorizadas, mas que nunca tiveram atualização cadastral. A médio e longo prazos, essa fiscalização pode implicar em um aumento praticado nos alugueis, porque as pessoas terão esse receio da tributação, e como já mencionado, pode haver a revisão das alíquotas de IPTU pelos municípios”, considera.

Governo alerta sobre informações inverídicas

A Receita Federal esclarece as informações que têm circulado acerca de um suposto aumento de tributos de locações e vendas de imóveis com a Reforma Tributária são inverídicas.

Em comunicado enviado ao Brasil 61, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República pontuou que não existem regras da Receita Federal voltadas a elevar o valor do IPTU, de tributação sobre aluguéis ou de impostos de heranças.

A secretaria ressaltou que o CIB não gera interferência sobre os preços dos aluguéis – seja para o proprietário, seja para o inquilino –, muito menos com filhos que moram com os pais.

O governo destacou, ainda, que o cadastro não implica em criação ou aumento de impostos, já que o trata-se apenas de um inventário dos imóveis, “alimentado com dados dos municípios e cartórios.” A ideia é criar um cadastro imobiliário único, o que, na avaliação do Palácio do Planalto, promoveria segurança jurídica para os proprietários, adquirentes e vendedores.

“Vale destacar que o CIB também não possui nenhuma relação com suposto aumento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e nem com o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCDM), que é o tributo que incide sobre heranças”, complementa a nota.

Reforma Tributária: como funciona a cobrança de impostos sobre imóveis

Informações disponibilizadas pela Secretaria de Comunicação do governo federal apontam que, em meio às definições das questões tributárias no Congresso Nacional, foi determinada uma diminuição de alíquota de 70% nas locações e de 50% nas demais operações, com redutores na base de cálculo.

A Pasta exemplificou ainda que, as locações de um, dois ou até três imóveis, em valor inferior a R$ 240 mil anuais, “não terão, em regra, tributação para as pessoas físicas”. Ou seja, apenas operações de pessoas físicas com mais de três imóveis e em valor maior é que terão a cobrança de imposto sobre valor agregado (IVA dual), além das pessoas jurídicas.

Reforma Tributária: o que é o IVA dual?

O IVA dual é tido como uma simplificação do modelo de cobrança de impostos estabelecida pela reforma tributária. Nele, tributos federais, estaduais e municipais (ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS) passam a ser convertidos no Imposto Sobre Valor Agregado, composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) – de incidência federal – e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência dos estados e dos municípios.

CACB alerta para riscos do fim da escala 6×1 sem diálogo com o setor produtivo

Em consulta a donos de pequenos negócios nas cinco regiões do país, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) identificou forte preocupação com a extinção da escala 6×1 sem o devido diálogo com o setor produtivo. A medida é proposta por meio de Emenda à Constituição (PEC 8/25), em discussão na Câmara dos Deputados.

O texto prevê a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais, sem redução de salário, além da mudança de regime de seis dias de trabalho para quatro, com três dias de descanso remunerado, medida que se aplicaria a todos os setores da economia.

Entre os principais riscos apontados pelos empresários estão:

  • elevação de despesas com a criação de novos turnos para atender à demanda;
  • aumento dos custos com encargos trabalhistas, como salários, INSS, FGTS, 13º e férias
  • repasse desses aumentos dos custos aos preços dos produtos e serviços;
  • redução do horário e dos dias de funcionamento das empresas;
  • dificuldade no cumprimento de prazos;
  • queda na capacidade de investimento em melhorias e expansão
  • migração de consumidores para o e-commerce;
  • informalidade e demissões;
  • e, em casos extremos, o fechamento de negócios.

As entrevistas foram  realizadas com empreendedores das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul. Para eles, antes de se discutir a redução da jornada, seria necessário avançar em políticas de redução da carga tributária, melhoria salarial, investimentos em infraestrutura, modernização industrial, estímulo à inovação, desburocratização das leis trabalhistas, ampliação do crédito, incentivos fiscais e qualificação profissional. Sem essas condições, eles avaliam que a mudança tende a gerar perdas para empresários, governo, trabalhadores e consumidores.

Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a proposta de redução da jornada tem viés “populista”. Segundo ele, para que a medida seja sustentável, seria indispensável um amplo programa de qualificação da mão de obra, com duração mínima de cinco anos.  “Tem de preparar o campo e investir em qualificação”, afirma.

Elevação do custo do trabalho

Segundo cálculos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a redução da jornada proposta pela PEC 8/25 pode elevar o custo do trabalho em, pelo menos, 37,5%. De acordo com o levantamento, a nova regra poderia atingir cerca de dois terços dos trabalhadores formais do país. Dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que, em 2023, 63% dos vínculos empregatícios estavam concentrados em jornadas entre 41 e 44 horas semanais.

Alguns setores seriam mais afetados, especialmente aqueles em que a mão de obra humana é fundamental, entre eles:

  • agricultura, em que 92% dos profissionais atuam nesse regime de jornada;
  • construção civil (91%);
  • varejo (89%).

A federação estima que a redução de 44 para 36 horas poderia elevar a folha de pagamento em pelo menos 18%, podendo alcançar 27% em alguns cenários. O efeito tende a ser mais severo para os pequenos empregadores, responsáveis por cerca de 60% dos empregos formais, especialmente se houver necessidade de contratar um ou dois trabalhadores adicionais para manter o nível de produção.

O economista e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sillas Souza, alerta que a proposta pode ter efeito contrário ao esperado, levando parte dos trabalhadores a buscar outros empregos durante os dias de folga, além de pressionar os salários para baixo.

“Primeiro: para os que conseguirem [outro emprego], teremos o efeito oposto da proposta, pois ao invés de 36 horas semanais, serão agora 72. Menos ócio, portanto, equivalerá a uma menor produtividade. Segundo: mais gente ofertando emprego quer dizer mais concorrência pelas vagas, o que motivará os empresários a diminuírem os salários médios. Temos uma situação potencial na qual muita gente trabalhará o dobro para ganhar um pouco mais do que ganhava antes”, explica.

Produtividade em foco

Na avaliação da CACB, países desenvolvidos, como a Alemanha, adotam jornadas menores porque contam com elevada produtividade — realidade ainda distante no Brasil. Enquanto um trabalhador brasileiro leva, em média, uma hora para produzir o que um norte-americano faz em 15 minutos, fatores como educação, infraestrutura e tecnologia ainda freiam avanços na produtividade.

“Nesse cenário, até mesmo as grandes empresas terão dificuldades em incorporar uma escala de 4×3, que prevê uma redução de 27% na jornada de trabalho. Os principais parceiros comerciais do Brasil, EUA e China, possuem jornadas de trabalho maiores do que a proposta, de modo que, se aprovada, o Brasil perderia competitividade no mercado internacional”, argumenta a CACB.

Para a entidade, o momento é de investir prioritariamente em educação, qualificação profissional, infraestrutura e acesso à tecnologia, criando condições para elevar a produtividade e fortalecer o ambiente de negócios, antes de avançar em uma redução generalizada da jornada de trabalho.