Holanda terá primeiras casas habitáveis com impressão 3D
Um ambicioso projeto holandês quer tornar realidade o que parece apenas uma ideia para o futuro. O Project Milestones construirá casas por meio de impressão 3D que serão, posteriormente, usadas como moradia por famílias. Essa técnica promete revolucionar a indústria da construção civil nas próximas décadas.
As casas serão levantadas na cidade de Eindhoven. Isso será feito graças a uma parceria entre a Universidade de Tecnologia de Eindhoven, a autoridade municipal e outras companhias. Ao todo, são seis parceiros trabalhando nesse projeto, envolvendo empresas de materiais e outras do mercado imobiliário.
As imagens conceito exibidas pelo projeto mostram construções com formatos pouco usuais, cheias de curvas e formas exóticas. “O formato irregular das construções pode ser realizado graças a uma característica da técnica de impressão 3D: a habilidade de construir quase qualquer forma”, diz o site do projeto.
A ideia é que o aprendizado com cada construção sirva para a realização da próxima casa. Por conta disso, será feita uma construção por vez. A primeira, aliás, terá diversos elementos impressos no campus da universidade. A última das casa, segundo o projeto, será feita totalmente no local definitivo. O material usado nas casas será o concreto.
A tecnologia, que promete se popularizar nos próximos anos, deve cortar custos e diminuir o tempo necessário para a “construção” de uma casa.
Devem ser construídas cinco casas em um novo bairro residencial da cidade. Isso deve acontecer ao longo dos próximos cinco anos. De acordo com os planos, o primeiro prédio deve ficar pronto já em 2019 e será uma casa térrea. As construções seguintes, por outro lado, terão diversos andares e devem ser mais complexas.
Qual o nível de desenvolvimento do modelo BIM no Brasil?
A metodologia BIM (Building Information Modeling) está na pauta de profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de empreendimentos de arquitetura e de engenharia há anos, mas alguns fatores políticos e econômicos fizeram esse termo se popularizar e se transformar em um dos grandes desafios do país em 2018.
O BIM vem se desenvolvendo e se popularizando no mundo, com alguns destaques para a Costa Rica, que é referência no uso da tecnologia e o Chile, que foi pioneiro na adoção do modelo na América do Sul. Esse movimento global impulsionou diversos países a se moverem para atender esse crescimento, colocando o Brasil na rota de desenvolvimento e adoção da metodologia informacional.
O que é BIM?
Revolucionando todo o processo construtivo, desde o projeto até o pós-obra e avaliação, o Building Information Modeling (BIM) possibilita melhoria da qualidade técnica e da gestão de empreendimentos e obras, elevando a produtividade na construção e garantindo a maior eficiência e transparência tanto para o mercado privado quanto para obras públicas.
É importante ressaltar que BIM não é um software. É uma tecnologia implementada em um software e o conceito de modelagem de informações da construção gera um controle sobre todas as etapas da construção e vida útil da obra.
O BIM provou ao longo dos anos os benefícios para a gestão dos projetos, organizando todos os times e o processo de construção como um todo, reduzindo boa parte dos erros informacionais e o desperdício, além de melhorar o fluxo completo da obra, seguindo o conceito de construção de forma estruturada.
BIM no Brasil
No Brasil, o conceito vem se desenvolvendo ao longo dos anos, considerando uma curva de desenvolvimento econômico do país. Algumas entidades como BNDES e o Exército Brasileiro já trabalham com os projetos BIM de forma regular, reforçando o conceito do modelo e transformando o ecossistema de fornecedores e parceiros ao seu redor.
O Governo Federal vai exigir uso do BIM a partir de 2021. A medida faz parte da Estratégia Nacional de Disseminação do BIM no Brasil e deve ser publicada até Julho desse ano. No dia 17 de Maio de 2018, o Presidente da República, Michel Temer, assinou um decreto que tem a finalidade de promover um ambiente adequado ao investimento da tecnologia, além de incentivar seu uso em âmbito nacional.
De acordo com estudos contratados pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a expectativa é de que haja um aumento de 10% na produtividade do setor e uma redução de custo que pode chegar a 20% com a utilização da metodologia BIM.
Outro fator que impulsiona a metodologia é o caso de normativas como a ABNT, que já publicou as primeiras normas de BIM no Brasil e tem exigido a utilização do modelo em diversas aspectos.
Douglas Carnicelli, diretor de operações Autodesk na AX4B, consultoria especializada em soluções Autodesk e projetos de BIM, ressalta que a adoção do modelo é de alto impacto para o futuro das obras de engenharia, arquitetura e infraestrutura.
“O mercado vem evoluindo no que diz respeito ao modelo BIM. Com a experiência que tenho no mercado com as soluções Autodesk, pude notar que os projetos com a aplicação do conceito e o apoio de tecnologias como o Revit, AutoCAD e Infraworks tem gerado ganhos de produtividade e grande redução de desperdícios nas obras. Tenho casos onde foi possível reduzir até 22% no custo de construção e eliminação de até 44% em retrabalhos”, afirma o executivo.
O modelo BIM está em um cenário propício para o crescimento acelerado no Brasil. Levando em consideração a necessidade de diversas obras de infraestrutura e construção, onde é preciso melhorar a produtividade de entrega e reduzir custos, tornar o BIM um aliado com tecnologias que suportam o modelo é essencial para atender essas demandas e transformar o conceito de construção de forma estratégica. O decreto assinado pelo presidente e a obrigação de utilização do modelo até 2021 reforça que as empresas não podem mais ignorar esse modelo e precisam iniciar o quanto antes uma revisão de tecnologia, processos e projetos de construção.
“Acredito que esse caminho é algo sem retorno e todas as empresas, sejam elas Projetistas, EPCistas, Engenharia, Arquitetura, entre outras, que são e/ou pretendem ser prestadoras de serviços para governo federal, a partir de agora deverão ter em mente que os projetos passarão a ser mandatórios em BIM. Isso abre um espaço enorme para que possamos desenvolver o mercado de empresas privadas e continuar apoiando o governo com soluções tecnológicas a favor do desenvolvimento”, finaliza Douglas Carnicelli.
Prédio high-tech inspirado no iPad está perto de ser concluído em Dubai
Depois de doze anos de obras, de uma série de atrasos e contratempos, está finalmente chegando ao fim a construção do prédio com cara de iPad desenhado pelo arquiteto James Law, de Hong Kong, para a Omniyat, de Dubai. De acordo com reportagem publicada pela Business Insider, a previsão é de que o projeto seja entregue até o final deste ano.
Conhecido como The Pad, o edifício tem 24 andares, 253 apartamentos e a forma de um iPad preso a uma estação de recarga. Foi construído com uma inclinação de 6,5° e envelopado em mais de 2 mil painéis de led, que podem ser programados das mais variadas formas e com diferentes cores.
Com vista para o Burj Khalifa – edifício mais alto do mundo –, o prédio ganhou fama não só pelo design, mas também pela promessa de incorporar em sua estrutura tecnologias digitais de ponta. Entre elas, estão paredes próprias para projeções de realidade virtual, banheiros com sensores para medir indicadores de saúde – temperatura, peso e pressão – e sistemas que adaptam automaticamente o som e a luz ao humor dos moradores.
Law, o arquiteto que o desenhou, é um entusiasta da mistura de aço, concreto e vidro a novos materiais e tecnologias digitais que permitam oferecer aos moradores uma experiência mais interativa com os imóveis. O estilo de arquitetura que pratica é definido por ele como cybertecture.
Agora vai?
Esta é pelo menos a terceira vez que uma data para entrega do The Pad é anunciada à imprensa. O edifício foi lançado inicialmente em 2006. Com a crise financeira mundial de 2008, e o desaquecimento do mercado imobiliário de Dubai, o projeto foi interrompido. Só seria relançado cinco anos mais tarde, em 2013. Desde então, já foram divulgadas expectativas de conclusão para o início de 2017 e para fim de 2018. Em tempo: a julgar pelas fotos disponíveis, o prazo de entrega parece agora mais realista.
Conhecido como The Pad, o edifício tem 24 andares, 253 apartamentos e a forma de um iPad preso a uma estação de recarga. Foi construído com uma inclinação de 6,5° e envelopado em mais de 2 mil painéis de led, que podem ser programados das mais variadas formas e com diferentes cores.
Com vista para o Burj Khalifa – edifício mais alto do mundo –, o prédio ganhou fama não só pelo design, mas também pela promessa de incorporar em sua estrutura tecnologias digitais de ponta. Entre elas, estão paredes próprias para projeções de realidade virtual, banheiros com sensores para medir indicadores de saúde – temperatura, peso e pressão – e sistemas que adaptam automaticamente o som e a luz ao humor dos moradores.
Law, o arquiteto que o desenhou, é um entusiasta da mistura de aço, concreto e vidro a novos materiais e tecnologias digitais que permitam oferecer aos moradores uma experiência mais interativa com os imóveis. O estilo de arquitetura que pratica é definido por ele como cybertecture.
Agora vai?
Esta é pelo menos a terceira vez que uma data para entrega do The Pad é anunciada à imprensa. O edifício foi lançado inicialmente em 2006. Com a crise financeira mundial de 2008, e o desaquecimento do mercado imobiliário de Dubai, o projeto foi interrompido. Só seria relançado cinco anos mais tarde, em 2013. Desde então, já foram divulgadas expectativas de conclusão para o início de 2017 e para fim de 2018. Em tempo: a julgar pelas fotos disponíveis, o prazo de entrega parece agora mais realista. Video: Escola brasileira está na lista dos 20 melhores projetos de arquitetura do mundo
O Royal Institute of British Architects (RIBA), instituição que concede um dos maiores prêmios de arquitetura do mundo, divulgou no último dia 9 de maio, os vencedores de suas duas categorias. Na primeira, o RIBA International Emerging Architect, o prêmio foi concedido ao escritório Aleph Zero, dos curitibanos Gustavo Utrabo e Pedro Duschenes, com projeto para escola da Fundação Bradesco em Formoso do Araguaia (TO). Na segunda, o RIBA Awards for International Excellence, 20 projetos internacionais são escolhidos como melhores novos prédios do mundo — e destacou novamente os brasileiros de Curitiba.
Segundo a instituição, os critérios para escolha dos laureados são rigorosos e incluem visitas dos membros do júri do RIBA e de arquitetos locais a todos os candidatos.
Em nota oficial, o Presidente do RIBA, Ben Derbyshire, explicou que os vencedores foram selecionados segundo sua ambição na arquitetura, simplicidade no design e excelência na execução. “[A categoria] é um testamento da amplitude e da qualidade da arquitetura sendo criada no mundo. Os 20 prédios vencedores demonstram a importância e o longo alcance da contribuição que a arquitetura tem em nossas vidas diárias”, explica o presidente.
Confira os 20 vencedores:
Audain Art Museum, Patkau Architects, Canadá
Onde: Whistler, Canadá Uma galeria de arte concebida em uma série de blocos que formam uma ponte. Usando o clima e a região para construir o design, o Museu de Arte Audain explora a configuração da floresta local para integrar o projeto.BBVA Bancomer Tower, LegoRogers, México
Onde: Cidade do México, México Uma sede sob medida para um banco internacional. O projeto do BBVA Bancomer Tower traz uma resposta elegante a um local complicado tanto em termos de urbanismo como no que se refere às complexidades que envolvem edifícios altos.Buendner Kunstmuseum Chur, Barozzi Veiga, Suíça
Onde: Chur, Switzerland O prédio de uso cultural foi vencedor, em 2011, de uma competição para eleger o melhor projeto que ampliasse uma galeria de arte localizada em uma casa do sérculo 18, a “Villa Planta”. O Buendner Kunstmuseum Chur, com sua elegância e minimalismo, chama atenção no centro da pequena cidade.Captain Kelly’s Cottage, John Wardle Architects, Austrália
Onde: Tasmânia, Austrália Uma nova inserção em uma residência do século 19 localizada na ilha de Bruny. Finalizada, a obra oferece uma leitura contemporânea da arquitetura vernacular.Central European University – Fase 1, O’Donnell + Tuomey, Hungria
Onde: Budapeste, Hungria Parte novo e parte retrofit, o centro educacional abriga dois dos quatro prédios do campus da universidade. O desenho do projeto é inspirado pelo contexto histórico da cidade e apresenta soluções com sensibilidade, usando características da arquitetura local.Children Village, Rosenbaum + Aleph Zero, Brasil
Onde: Formoso do Araguaia (TO), Brasil A escola que abriga 540 crianças na fazenda Canuanã, no Tocantins, foi projetada para que os alunos se sentissem acolhidos pelo ambiente em que moram, uma vez que ela funciona em regime de internato. Os arquitetos fizeram uma imersão na vida local, entrevistando as crianças e famílias da região, para então realizar o projeto. A escola utiliza técnicas e materiais que valorizam o local.Lanka Learning Center, feat.collective, Sri Lanka
Onde: Província Oriental, Sri Lanka O pentágono que abriga um centro educacional é o primeiro edifício construído em um contexto pós-tsunami e decorrentes iniciativas de baixo custo para reconstruir a região. Os recursos do prédio foram arrecadados por meio de doações. O projeto previa promover oportunidades, educação e segurança para seus estudantes.M4 Metro Line Budapest, FŐMTERV-PALATIUMUVATERV Consortium with Budapesti Építőművészet Műhely, Gelesz és Lenzsér, Puhl és Dajka, sporaarchitects, VPI Studio, Hungria
Onde: Budapeste, Hungria A nova estação dez do metrô é notável por suas realizações técnicas e por oferecer uma estrutura completa e eficiente em igual medida.Mount Herzl Memorial Hall, Kimmel Eshkolot Architects in collaboration with Kalush Chechick architects, Israel
Onde: Israel O memorial Monte Herzl Hall foi construído na entrada para o Cemitério Nacional de Israel. Como uma grande caverna, ele tem na abertura central, que inunda de luz o espaço, criando uma atmosfera calma e pacífica, um de seus destaques.Musée d’arts de Nantes, Stanton Williams, França
Onde: Nantes, França A elegante alteração proporcionada pelo edifício do Museu de Artes de Nantes é destacada pelo prêmio, assim como a mescla do velho e do novo que ele proporciona.Museum Voorlinden, Kraaijvanger Architects, Holanda
Onde: Wassenaar, Holanda O novo museu de arte contemporânea tem no telhado seu principal destaque. Formado por 115 mil tubos de alumínio inclinados, ele permite que uma “cascata” de luz invada os espaços da galeria.Sancaklar Mosque, EAA-Emre Arolat Architecture, Turquia
Onde: Istambul, Turquia A Mesquita Sancaklar foi construída por meio de um financiamento privado nos arredores de Istambul. Apresenta design contemporâneo e interior que faz referência às convenções litúrgicas.Stavros Niarchos Foundation Cultural Center, Renzo Piano Building Workshop & Betaplan, Grécia
Onde: Atenas, Grécia O projeto reúne a Casa de Ópera, Livraria Nacional e parque em um projeto formal e dramático. Outro destaque é o “telhado flutuante”, que deve se tornar um novo marco na paisagem de Atenas.Studio Dwelling at Rajagiriya Palinda Kannangara Architects, Sri Lanka
Onde: Colombo, Sri Lanka Construído em quatro pavimentos, o Studio Dwelling at Rajagiriya abriga um estúdio de arquitetura e residência em uma engenhosa “caixa trabalhada”, como detalha o RIBA.Tatsumi Apartment House, Hiroyuki Ito Architects, Japão
Onde: Tóquio, Japão O Tatsumi Apartment House traz uma resposta direta às necessidades de uma população rápida e dinâmica por meio de uma lógica convincente para o uso de um espaço limitado que promove conforto e calma.The Ancient Church of Vilanova de la Barca, AleaOlea architecture & landscape, Espanha
Onde: Vilanova de la Barca e Lleida, Espanha A paróquia datada do século 13, que foi parcialmente danificada durante a Guerra Civil Espanhola, foi reconstruída e ganhou vida nova como uma instalação comunitária para fins sociais e culturais.Toho Gakuen School of Music, NIKKEN SEKKEI, Japão
Onde: Tóquio, Japão Com espaços de ensino independentes, inteligentes e com tratamento acústico, o edifício mantém a ordem e a formalidade ao mesmo tempo em que permite a improvisação e sua adaptação por parte dos alunos.University of Amsterdam Allford Hall Monaghan Morris, Reino Unido
Onde: Amsterdã, Holanda Dois edifícios do centro de Amsterdã foram reformados para seu novo uso para a universidade. Próximo ao canal, o projeto é ousado às vezes reservado, criando novas vistas e caminhos dentro do edifício e ao redor do espaço.Floresta vertical, Boeri Studio, Itália
Onde: Milão, Itália Combinando a biodiversidade com a agitada vida urbana, o Bosco Verticale cria seu próprio microclima e contribui com a qualidade do ar por meio de um paisagismo atraente e marcante.Xiao Jing Wan University Foster + Partners, China
Onde: Shenzhen, China Com 55 mil m², o projeto do campus baseia-se fortemente no tijolo, material local, e faz dele sua estrela. De acordo com o júri do prêmio, o material foi utilizado de forma engenhosa não apenas no que se refere à forma, mas também ao efeito visual que gera.Empresários da construção avaliam efeitos da greve de caminhoneiros
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que o setor da construção tenha perdido mais de R$ 5 bilhões durante os dias de paralisação dos caminhoneiros nas estradas brasileiras. Segundo a entidade, a expectativa é de que o setor ainda leve de duas a três semanas para retomar suas atividades normais.
Em Santa Catarina, o Observatório da Indústria Catarinense afirma que 56% das empresas da indústria e construção foram afetadas diretamente com o movimento. Desse número, cerca de 41% estimam que terão até 10% do faturamento mensal afetado e outras 22% estimam que o prejuízo será superior a 30%. A pesquisa também mostra paralisação de 52% das obras do setor da construção e idem no número de empresas que se queixam de falta de cimento, concreto ou argamassa.
Na Região Norte, o Pará também sofre com o abastecimento nas obras. O estado não possui um polo industrial capaz de produzir internamente os insumos, e, portanto, depende da entrega de materiais pela via rodoviária. Com isso, “o desabastecimento é generalizado”, comenta Alex Dias Carvalho, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA). Alex Carvalho defende a normalidade para o setor que já vem de uma sequência de dificuldades: “nós não temos força suficiente para aguentar mais solavancos”.
Assim como os caminhoneiros, as empresas da construção civil – sobretudo do setor de infraestrutura –também estão sofrendo os impactos da política de preços da Petrobras. Na última semana, a CBIC e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) se reuniram para discutir soluções para as consecutivas altas de preços nos materiais asfálticos, cuja produção no País é um monopólio da estatal.
Mercado da construção civil sinaliza retomada da economia do País, diz presidente da CBIC
As expectativas de crescimento do setor da construção civil para 2018 são positivas, afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. “Sentimos muito o ajuste macroeconômico, mas agora sentimos a retomada do crescimento. A expectativa é boa, e o mercado sinaliza nessa linha”, disse, em entrevista ao Planalto antes da abertura do 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção, no último dia 16 de Maio, em Florianópolis (SC).
“Buscamos inovação em todos os sentidos: tecnologia, gestão, política. Entendemos que o setor da construção está construindo um novo futuro”, disse. Principal evento do calendário do setor, a cerimônia de abertura terá a participação do presidente da República, Michel Temer, e de ministros de Estado. Temer vai assinar a autorização para a contratação de operações de crédito para obras de qualificação viária em oito municípios de Santa Catarina, pelo programa Avançar Cidades.
Para o presidente do CBIC, os sinais de recuperação no setor devem repercutir no crescimento do Brasil. “A construção civil é mais que um termômetro, é um sinalizador do crescimento do País”, disse. Dos segmentos que formam a atividade, o que mais se destaca em 2018, de acordo com ele, é o mercado imobiliário, com expectativa de crescimento de 10%.
Ações sustentáveis ganham espaço no mercado imobiliário
O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta terça-feira (5), reforça o alerta para o fundamental uso consciente dos recursos naturais. Esse aviso toma força com a divulgação de um dado colhido pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), que informa que apenas 25% da superfície terrestre permanece livre de impactos substanciais causados por atividades humanas.
Em 2050, essa parcela de natureza livre de desenfreadas explorações pode ser reduzida a ínfimos 10% do planeta. Então, quais caminhos sustentáveis cabe a nós, sociedade, adotarmos?
O mercado imobiliário percebe a importância da sustentabilidade e vem tomando soluções cada vez mais comprometidas com a gestão responsável do meio ambiente. A MRV Engenharia, líder nacional no mercado de imóveis econômicos, promove uma série de ações e prioriza projetos que visam diminuir os impactos em processos construtivos e de gestão nas atividades corporativas.
Assim, a construtora vem investindo em empreendimentos cada vez mais sustentáveis. O Parque Chapada da Costa, em fase de construção, e o Chapada das Oliveiras, novo lançamento comercial, ambos localizados em Cuiabá, apresentam um sistema completo de geração de energia solar, com placas fotovoltaicas, somadas a outras inovações como a disponibilização de bicicletas compartilhadas, para livre uso pelos moradores.
Com o sistema de energia solar, o insumo gerado e que será utilizado na área comum (na iluminação das áreas de estacionamento, lazer em geral, piscina, salões de festas e portaria) irá gerar consigo uma economia na taxa condominial mensal paga pelos condôminos na ordem de 30%.
Nos próximos cinco anos, todos os novos empreendimentos da MRV Engenharia no Brasil serão lançados com o sistema de energia solar, iniciativa que está na matriz de sustentabilidade consolidada pela companhia. Para isso, a empresa deverá investir R$ 800 milhões no período, em empreendimentos em diferentes localidades do país. Atualmente, a MRV está em mais de 150 diferentes cidades.
A extensão das atividades da companhia e sua solidez evidencia um dado importante no setor que move o sonho da casa própria: Um a cada 200 brasileiros mora num imóvel construído pela MRV.
Reaproveitamento da água da chuva
A MRV Engenharia também adota em seus processos de construção outras medidas que são sinônimo de sustentabilidade. A preocupação com o risco real de escassez da água no mundo levou a construtora a implantar em quatro canteiros de obras em Mato Grosso um sistema para reaproveitamento da água da chuva.
Mais que simplesmente evitar o desperdício, a medida, tecnicamente simples, resulta na otimização de um recurso natural tão importante e, também, economia na planilha de custos da obra.
O sistema é utilizado nos empreendimentos: Parque Chapada dos Campos (localizado próximo do Várzea Grande Shopping); Parque Chapada das Dunas, localizado no bairro Coophema; Parque Chapada da Costa, localizado no bairro Jardim Ubirajara Chapada dos Sabiás, no bairro Jardim Imperial II.
O reaproveitamento de água de chuva nos canteiros de obras poupa a utilização de água potável onde ela não é necessária – como para a descarga de vasos sanitários utilizados pelos trabalhadores, mictórios e na limpeza de vestiários.
O método é aplicado da seguinte forma: Uma caixa d’água de 5 mil litros, instalada ao lado do barracão que abriga o vestiário no canteiro de obra, reserva a água da chuva captada por calhas no telhado.
Com juros menores e mais crédito, construção civil recupera o otimismo
Na semana passada, uma delegação de empresários brasileiros esteve no Azerbaijão, ex-território soviético na região do Cáucaso, para vender otimismo e centenas — talvez milhares — de opções de investimento no Brasil. O objetivo principal foi mostrar aos investidores locais que existem grandes janelas de oportunidade, especialmente depois da recessão econômica dos últimos anos, que deixou o Brasil mais barato em relação aos principais países emergentes.
Quase no fim da turnê, na quinta-feira passada, a viagem ganhou um sabor especial para Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, maior sindicato da habitação do Brasil. Ele recebeu, em primeira mão, os números que comprovam o reaquecimento da indústria da construção civil. Pelos cálculos do Secovi, as vendas em março alcançaram 2.613 unidades residenciais novas na capital paulista. O resultado representa alta de 80,5% em relação às 1.448 unidades comercializadas no mês anterior. Comparado ao volume de 1.233 imóveis comercializados em março de 2017, o crescimento foi de 111,9%.
“Esse desempenho mostra que a recuperação do setor está em curso, impulsionada por medidas macroeconômicas acertadas que estimulam a confiança e criam um momento de oportunidades”, afirmou Amary. “Reação semelhante também foi observada em diversas regiões do país, com impactos em diferentes segmentos.” Em todo o Brasil, ainda pelos dados do Secovi, no acumulado de 12 meses (março de 2017 a fevereiro de 2018) foram comercializadas 25.349 unidades, um aumento de 60,4% comparado ao mesmo período de 2017, quando as vendas totalizaram 15.804 unidades.
O mercado imobiliário nacional, segundo Celso Pertrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), terá expansão de 10% em lançamentos e vendas neste ano. “Se a reforma da Previdência tivesse sido aprovada, teríamos expectativa ainda mais otimista”, diz Petrucci. Em 2017, os lançamentos de imóveis aumentaram 5,2% na comparação com o ano anterior, para 82.343 unidades, segundo a CBIC. As vendas cresceram 9,4%, para 94.221 unidades. Por região, foram registradas altas no Nordeste (29%), Centro-Oeste (22,7%) e Sudeste (7%). Na região Norte, as vendas tiveram queda de 30,9%. No Sul, a retração foi de 4,5%.
Confiança
De fato, em grande parte do país, mesmo que não apresentem desempenho proporcional aos números de São Paulo, é visível uma recuperação, alimentada especialmente por uma percepção generalizada de melhoria do ambiente de negócios. De acordo com o Índice de Confiança da Construção (ICST), elaborado pela FGV/Ibre, o ritmo de expansão acompanha o cenário já observado no fim de 2017, que fechou em 81,1 pontos. Trata-se do maior nível desde janeiro de 2015. Segundo a coordenadora de Projetos de Construção da Fundação Getúlio Vargas, Ana Maria Castelo, os resultados do primeiro trimestre de 2018 mostram que a confiança do setor está aumentando para fechar março com alta relevante, aos 82,1 pontos. “O crescimento da economia deve melhorar o crédito para a indústria avançar, e o contexto político será muito importante para essa retomada, já que os efeitos da Lava-Jato abalaram a confiança nacional”, disse. Os números são positivos não apenas no segmento de vendas de imóveis novos, como também no de usados e de aluguéis, segundo o presidente do grupo Zap Viva Real, Lucas Vargas. Para ele, a queda das taxas de juros e a restauração das linhas de crédito para a compra da casa própria, especialmente com o aumento do limite de financiamento da Caixa de 50% para 80%, estão reaquecendo o mercado. “Tradicionalmente, o setor da construção demora mais tempo para se recuperar de crises, já que os ciclos, do lançamento do empreendimento até a entrega das chaves, são mais longos”, afirma Vargas. “Mas estamos confiantes que esse crescimento irá se manter pelos próximos meses.” Uma pesquisa feita pelo Zap Viva Real mostra também uma reversão na queda de preços dos imóveis – um termômetro claro de aumento da demanda. De acordo com o levantamento, os preços das unidades residenciais, que perderam feio para a inflação em 2015 e 2016 (com quedas reais de 8,5% e 5,5%), passaram a cair apenas 3,3% a partir de 2017, e, no primeiro trimestre de 2018, diminuíram o ritmo de queda real para os 2,5% anuais. A queda tem variado entre cidades, sendo ainda puxada pelo Rio de Janeiro, onde os preços encolheram nominalmente 4,9% nos últimos 12 meses em decorrência da crise que afeta do estado. Em São Paulo, houve aumento nominal de preços de 1,5% no mesmo período. Florianópolis foi a estrela dos últimos 12 meses, com crescimento de preços nominal de 5,3%.Locação
No front de locação, os números de 2018 são animadores para os proprietários de imóveis. Apenas nos primeiros dois meses, os preços de aluguéis residenciais da cidade de São Paulo aumentaram nominalmente 2,3%, bem acima do IPCA de 0,7% e do IGPM de 1,5% no mesmo período. Altas expressivas nos valores nominais de aluguel residencial, no primeiro bimestre de 2018, também foram verificadas em Goiânia (4,0%), Salvador (3,8%), Florianópolis (3,4%) e Recife (2,9%). Detalhe: os preços de aluguel residencial vinham caindo mais do que os preços de venda. Para o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, o setor imobiliário conseguirá crescer de forma robusta quando houver a definição de um marco regulatório para os distratos, como são chamados os casos em que o comprador desiste do imóvel e recebe de volta até 90% do valor pago. “Esse problema é como um câncer no setor e precisa ser combatido”, afirma França. “Em três anos, os distratos geraram 1 milhão de demissões”. Nas próximas semanas, espera-se que a Câmara dos Deputados vote a o Projeto de Lei que poderá definir novas regras para o setor. “Com mais clareza e segurança jurídica, o mercado tem tudo para crescer de maneira consistente”, diz França.Conheça as 5 maiores pontes do mundo
Dentro da engenharia, pontes são conhecidas como obras de arte por suas dimensões e importância para a sociedade. Mesmo sem sabermos muito sobre como elas são construídas, a grandiosidade dessas estruturas chama a atenção; além de muitas vezes elas se tornarem um ponto turístico da cidade, também demonstram o desenvolvimento da economia local.
Veja abaixo as 5 pontes mais longas do mundo, que foram construídas para facilitar o deslocamento entre regiões mas também proporcionam ótimas fotos.
5. Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau

4. Via Expressa Bang Na

Essa via expressa, localizada na Tailândia, é um viaduto; seus 54 quilômetros de extensão fazem com que ela não possa ficar fora desta lista.
3. Ponte de Tianjin

2. Viaduto Changhua–Kaohsiung

1. Ponte Danyang–Kunshan

3 países que estão buscando engenheiros brasileiros
Se alguma vez em sua vida você ao menos cogitou a possibilidade de trabalhar fora do Brasil, então esse post foi escrito especialmente para você!
Engenharia civil e engenharia da computação são as áreas com maiores perspectivas no Québec, a província Canadense que fala francês. Para saber mais informações, acesse o site oficial da província.
Neste pequeno país, os profissionais das mais diversas áreas da engenharia e TI são muito bem vindos, e você pode conferir mais informações no site oficial do governo neozelandês.
Apesar de ser o país com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), a Noruega teve um déficit de aproximadamente 14 mil engenheiros no primeiro semestre de 2014. Devido ao pré-sal, diversas empresas norueguesas estão buscando proximidade com os profissionais brasileiros, e se você não tem muitos problemas em passar frio, essa pode ser uma boa oportunidade! As áreas da engenharia mais buscadas são: perfuração, automação, mecânica, mecatrônica e hidráulica. Saiba maisclicando aqui.
América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia, Oceania, África? Com qual continente você mais se identifica?Eu, particularmente me identifico com todos os continentes, sabe por que? Porque eu sei que em cada um desses continentes a experiência de vida é totalmente diferente, e como eu sou um cara um tanto curioso, gostaria de, se possível, morar 1 ano em cada continente. Mas enfim, ao ler este artigo, descobri que existem 3 países que estão abertos à entrada de mão de obra estrangeira/qualificada e tem um interesse em especial nos profissionais brasileiros.
Canadá (América)
Engenharia civil e engenharia da computação são as áreas com maiores perspectivas no Québec, a província Canadense que fala francês. Para saber mais informações, acesse o site oficial da província.
Nova Zelândia (Oceania)
Neste pequeno país, os profissionais das mais diversas áreas da engenharia e TI são muito bem vindos, e você pode conferir mais informações no site oficial do governo neozelandês.
Noruega (Europa)
Apesar de ser o país com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), a Noruega teve um déficit de aproximadamente 14 mil engenheiros no primeiro semestre de 2014. Devido ao pré-sal, diversas empresas norueguesas estão buscando proximidade com os profissionais brasileiros, e se você não tem muitos problemas em passar frio, essa pode ser uma boa oportunidade! As áreas da engenharia mais buscadas são: perfuração, automação, mecânica, mecatrônica e hidráulica. Saiba maisclicando aqui. 





















