Casa própria: saiba sobre novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo
Taxa de juros continua sendo principal obstáculo para a construção civil, aponta CNI
Alta dos índices de atividade e de emprego
O levantamento revela, ainda, que o índice de evolução do nível de atividade ficou em 48,4 pontos em setembro. Com o resultado, houve uma superação da média histórica do mês. Porém, o nível ainda está abaixo do registrado em setembro de 2024. “O setor vem sendo afetado por isso. Ele mostrou resultados negativos nos últimos meses. Em agosto, mostrou um resultado bastante negativo, e agora, em setembro, a sondagem traz resultados um pouco menos negativos. Houve uma melhora quando se fala de nível de atividade, utilização da capacidade operacional e de número de empregados. Ainda são números baixos na comparação com termos históricos. Representa um nível de atividade ainda baixo para o setor, mas é um resultado mais positivo que o resultado apresentado em agosto”, pontua Azevedo. TARIFAÇO: CNI avalia como positivo o encontro entre Lula e Trump Confiança do empresário industrial sobe em 21 setores, mas cenário de pessimismo ainda prevalece, aponta CNI O índice de emprego, por sua vez, atingiu 47,1 pontos. Trata-se do menor nível para setembro nos últimos sete anos, mesmo com a alta mensal. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) atingiu 68%, depois de subir 2 pontos percentuais na comparação com o mês de agosto deste ano. Já em relação ao índice de facilidade de acesso ao crédito, houve um salto para 38,6 pontos, o que manteve o cenário de restrição. Na avaliação dos empresários, a falta de recursos acessíveis ainda é considerada um problema que impede o crescimento da atividade, assim como o investimento em novos projetos. Quanto ao índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas, houve aumento para 61,6 pontos no trimestre. O resultado aponta para uma aceleração no ritmo de alta. Para a CNI, o encarecimento dos materiais reduz as margens de lucro e compromete a competitividade das companhias ligadas ao setor da Construção.Fôlego na confiança do setor da Construção
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Indústria da Construção teve elevação de 1,4 ponto, atingindo 48,4 pontos. Esta é a segunda alta seguida. Em setembro, o aumento foi de 1,2 ponto. Apesar desse quadro, o índice permanece abaixo de 50 pontos, o que revela falta de confiança, mesmo que em menor nível. O resultado positivo é reflexo da melhora das expectativas, já que o índice que mede esse fator registrou salto de 1,8 ponto, atingindo 50,7 pontos em outubro. Como ultrapassou a linha divisória de 50 pontos, o índice deixa de configurar uma expectativa pessimista e passa a mostrar otimismo. Já o índice de condições atuais chegou a 43,8 pontos este mês, depois de registrar uma elevação de 0,6 ponto em relação ao mês anterior. O salto foi puxado pela avaliação das condições atuais da empresa menos negativa.Outubro com melhores expectativas
De setembro para outubro deste ano, a maioria dos índices de expectativa aumentou. Apenas o índice de expectativa de número de empregados não seguiu essa tendência, ao recuar de 50,2 pontos para 49,8 pontos. O índice de expectativa de nível de atividade, por outro lado, mostrou a maior alta no período analisado, de 1,7 ponto, atingindo 52,4 pontos. O índice de expectativa de compras de matérias-primas também teve resultado positivo, ao sair de 49,4 para 50,9 pontos, na passagem de setembro para outubro. Por fim, o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços aumentou de 49,2 pontos para 50,3 pontos, enquanto o índice de intenção de investimentos subiu 2,5 pontos e alcançou 43,6 pontos. Esta é a segunda elevação consecutiva, depois de uma sequência de três quedas que havia levado o índice aos 40 pontos, ou seja, o menor patamar em 28 meses“Elas Constroem”: mulheres conquistam oportunidades na construção civil
Elas Constroem: mulheres na construção civil
Em Goiânia (GO), a empresa Trindade Soluções Construtivas incentiva a inclusão de mulheres na construção civil. Para a diretora de Operações, Daniele Trindade, ainda há muitos desafios para as profissionais, mas os benefícios dessa inserção são inúmeros. “Um dos principais desafios está ligado à logística da mulher com relação aos filhos para deixar nas creches. E tem também a questão que muitos companheiros dessas mulheres não aceitam que elas trabalhem e nem estudem por inúmeras razões. Já os benefícios, esses, eu posso dizer que são muitos. Especialmente o fato de trazer dignidade, melhoria na qualidade de vida e independência financeira para essas mulheres, por meio de um mercado que está sempre com a demanda alta de mão de obra”, diz Daniele. Além das oportunidades de trabalho, na Trindade Soluções Construtivas as mulheres das comunidades próximas às obras recebem cursos gratuitos de capacitação técnica, com certificação reconhecida pelo Ministério da Educação. A iniciativa inclui formações em áreas como pintura e assentamento de piso, permitindo que as participantes sejam absorvidas imediatamente nas obras locais. A seleção das comunidades é feita em parceria com a assistência social ou com as prefeituras, que ajudam a mapear territórios mais vulneráveis.Elas Constroem: panorama com dados
A presença feminina na construção civil tem avançado, mas ainda é muito menor que a dos homens. Em 2024, das 110.921 novas vagas geradas no setor, 20,2% foram ocupadas por mulheres, avanço frente aos 14,6% de 2023. Os dados são da Sienge, empresa que oferece sistema de gestão (ERP) para a indústria da construção. Confira os números relacionados às mulheres que se destacam na construção civil:- Em crescimento acelerado: Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o número de mulheres com carteira assinada na construção civil subiu 184% desde 2006.
- Custeio das novas vagas: Em 2024, mulheres preencheram 20,2% das novas contratações no setor, acima dos 14,6% em 2023 e dos 12,2% em 2022.
- Em 20 anos, a participação quase dobrou: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta aumento de cerca de 120% da presença feminina no setor, nos últimos 20 anos.
- Engenheiras civis no mercado de trabalho: No sistema Confea/Crea, apenas 20% dos profissionais cadastrados são mulheres. Em alguns estados, o cenário é ainda mais restrito, como no Paraná, onde elas representam somente 16% dos registros no Crea-PR
Elas Constroem: formação prática e acolhimento
Com a metodologia “Aprendendo a Construir”, as alunas do “Elas Constroem” podem se qualificar em quatro categorias: pedreira de alvenaria, carpinteira de obras, pedreira de acabamento e execução de revestimento, e armadora de ferragem. O projeto já está presente em 11 estados (AM, BA, MA, MG, MS, PR, PI, RJ, RR, SP e SE) e prevê formar 280 participantes até o fim de 2025. A primeira turma iniciou em Campo Grande (MS), no início de agosto. Ainda neste mês, acontecem aulas inaugurais em São Luís (MA), Salvador (BA) e Manaus (AM). Em setembro, será a vez de Curitiba (PR). Cada turma recebe cerca de 20 alunas, que participam de uma aula de boas-vindas, com informações sobre direitos trabalhistas, comportamento nos canteiros e orientações profissionais. Ao final, um evento de empregabilidade conecta as formandas a empresas da construção civil, ampliando as chances de contratação imediata.Elas Constroem: Plano Nacional de Capacitação
O “Elas Constroem” integra o Plano Nacional de Capacitação para Construção Civil, lançado em abril pela CBIC e SENAI. O programa oferece formação gratuita para trabalhadores de baixa renda, diretamente no canteiro de obras, com aulas práticas, videoaulas e materiais digitais. As empresas participantes cedem o espaço para as aulas e podem contratar os profissionais formados. Os cursos têm duração média de três meses, com carga horária de duas horas por dia, e garantem certificado reconhecido pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).Elas Constroem: como participar
Empresas interessadas devem procurar a CBIC para aderir ao programa. Após a análise, os departamentos regionais do SENAI organizam a capacitação de multiplicadores e a formação de novas turmas.Poliview cria Núcleo de Adequação Fiscal e Tributária para o SIECON
A Poliview Tecnologia, referência em Tecnologia para Construção Civil, anuncia a criação do Núcleo de Adequação Fiscal e Tributária, com o objetivo de oferecer total transparência e suporte aos usuários do SIECON durante a maior transformação fiscal das últimas décadas no Brasil: a Reforma Tributária – Lei 214/2025.
A iniciativa da Poliview surge para garantir que as construtoras, incorporadoras e prestadoras de serviços do setor da construção civil possam navegar por essa transição de forma segura, fluida e em conformidade com a lei, enquanto o principal ERP da construção civil no país, o SIECON, garante total conformidade às novas exigências.
O que muda com a Lei 214/2025
Segundo a contadora Patrícia, a reforma tributária tem como principal objetivo simplificar o sistema, substituindo tributos antigos por novos mais modernos e claros.

Entre as mudanças:
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Substituição do IPI pelo CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços);
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Substituição do ISS pelo IBS, que será gerido por estados e municípios;
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Alíquota única e não-cumulatividade plena, evitando o efeito cascata (imposto sobre imposto);
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Implementação do split payment, em que a parcela de CBS e IBS será paga diretamente às contas do governo, e o restante ao vendedor.
Como o SIECON se adequa
O SIECON já está preparado para gerenciar essas mudanças:
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2025 – Inclusão dos campos CBS e IBS nas notas fiscais eletrônicas;
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Janeiro de 2026 – Início das alíquotas de teste de CBS e IBS, com módulos financeiro, contábil e de emissão de nota fiscal totalmente adaptados;
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2027 a 2032 – Transição gradual, com redução dos tributos antigos e aumento dos novos, acompanhada por atualizações contínuas do sistema;
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2033 – Entrada em vigor do regime pleno e extinção dos tributos antigos, com o SIECON totalmente otimizado para controle de créditos e gestão do split payment.
De acordo com a especialista da Poliview, as empresas que utilizam sistemas de ERP, como o SIECON, estarão sempre à frente, dentro do prazo e em total conformidade com a lei.
O Núcleo de Adequação Fiscal e Tributária da Poliview reforça o compromisso da empresa em trazer segurança, confiabilidade e tecnologia de ponta para a gestão de obras e negócios no setor da construção civil, garantindo que todos os usuários do SIECON passem por essa grande mudança sem interrupções ou riscos de não conformidade.
Star Center climatização: tecnologia e gestão que inspiram o setor



LIXO: Brasil gerou mais de 40 mil toneladas de resíduos de construção
Construção irregular
Uma outra preocupação dos especialistas é a construção irregular. “As construções irregulares prejudicam ainda mais o despejo adequado de resíduos. A falta de planejamento e infraestrutura, juntamente com a fiscalização insuficiente, leva ao descarte inadequado, causando a degradação ambiental, problemas de saúde pública e o despejo irregular pode obstruir a saída de drenagem, resultando em enchentes e complicando a gestão de resíduos nessas áreas”, avalia o engenheiro civil Hugo Borges. De acordo com o coordenador do Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Antônio Acacio de Melo Neto, estas obras, pelo fato de estarem irregulares, não estar seguindo regras, não existe uma preocupação com o correto descarte do resíduo. Mas é possível melhorar a postura de quem lida com os resíduos gerados pelas construções, segundo o engenheiro civil Hugo Borges. “Para melhorar a destinação dos resíduos na construção civil, precisamos de mais conscientização, com programas de educação ambiental, campanhas informativas e é crucial fortalecer a fiscalização e aplicar punições eficazes. Além disso, investir em infraestrutura, como pontos de coleta e centros de reciclagem e criar incentivos para reciclagem são passos importantes”, salienta. Conforme o engenheiro, “políticas públicas integradas ao planejamento urbano e parceria entre setores público e privado e a comunidade também são essenciais para promover práticas sustentáveis”, reforça.Minha Casa, Minha Vida ganha agilidade com pré-moldados, diz Jader Filho
O novo método promete trazer mais agilidade ao programa habitacional, já que as residências chegam prontas da fábrica aos locais de instalação. Segundo o ministro, a industrialização do processo construtivo também deve gerar mais empregos e atrair novos investidores para o setor.
O programa manterá o método tradicional de construção, mas incentivará a adoção de novas tecnologias. A diversificação das modalidades construtivas visa oferecer mais opções aos beneficiários e promover a redução dos prazos de entrega e dos custos das unidades.
Outras inovações do programa
Além da construção pré-moldada, o programa também implementou a modalidade de “compra assistida”, já em funcionamento no Rio Grande do Sul. A medida foi criada para atender as famílias afetadas pelos desastres naturais que ocorreram no Rio Grande do Sul, entre 27 de abril e 2 de maio de 2024, permitindo a aquisição mais rápida de moradias sem a necessidade de esperar pelo tempo de construção, que pode levar entre 16 e 20 meses.
No caso do Rio Grande do Sul, as famílias atingidas receberam um auxílio de R$ 200 mil para aquisição de novas moradias. A iniciativa já beneficiou mais de 5 mil famílias no estado, demonstrando a efetividade da nova modalidade em situações emergenciais.
Tecnologia transforma cidades brasileiras em espaços mais inteligentes e sustentáveis
Mais segurança e acessibilidade
Na cidade de São Paulo, a tecnologia é uma aliada na prevenção e combate à violência e à criminalidade. Uma parceria entre a Arqia – uma das empresas líderes no segmento de Internet das Coisas no Brasil – e a empresa Gabriel garante o monitoramento por câmeras de diversos bairros. Atualmente, mais de 570 mil pessoas são beneficiadas. “As câmeras da Gabriel, instaladas nas fachadas dos imóveis, usam o chip da Arqia, permitindo o monitoramento 24×7 dos imóveis e também estão integradas de forma colaborativa com a atuação das polícias Civil e Militar, tornando assim as cidades mais inteligentes e a vida de nós moradores mais seguras”, detalha o responsável por Marketing e Jornada do Cliente da Arqia, Eduardo Resende. Em Santo André, no ABC paulista, a tecnologia simplifica o acesso ao governo municipal. Por meio de um aplicativo de celular, é possível acionar o serviço de limpeza urbana, por exemplo, para informar que uma árvore caída está impedindo a passagem dos pedestres. Esse é apenas um dos cerca de 500 serviços disponíveis à palma da mão do cidadão desde 2024, graças a uma parceria com o Colab. De acordo com a plataforma, 130 cidades brasileiras aderiram ao aplicativo, que permite participar, inclusive, de consultas públicas.Sustantabilidade
Em Florianópolis, a Arboran, startup especializada em diagnóstico e gestão de áreas verdes urbanas, investe no desenvolvimento de inteligência artificial para planos diretores digitais de arborização urbana. Com investimento de R$ 80 mil, concedido pelo programa Acelera Startup SC, a solução vai monitorar as árvores de toda a cidade e indicar pontos para plantio. O sistema da Arboran também calcula a quantidade de carbono estocada em cada árvore urbana para créditos de carbono. A professora da Unieuro destaca que há inúmeras ações, por todo o Brasil, relacionadas à gestão eficiente de dados, diminuição de tempo trânsito, redução do consumo de energia, melhora na gestão de resíduos, entre outros temas. “Esse processo é contínuo, exige uma série de questões que estão vinculadas à inovação, que busca criar cidades cada vez mais justas, inclusivas e também sustentáveis para todas as pessoas e também para o nosso planeta”, ressalta.Vendas de cimento caem em agosto, mas somam 44 milhões de toneladas
SENAI oferece mais de 84 mil vagas em cursos pagos e gratuitos em todo país
Cursos do SENAI: vagas por estado
Os interessados devem se inscrever nos sites regionais do SENAI ou na plataforma Futuro.Digital, onde estão disponíveis informações detalhadas sobre preços, carga horária, certificação e grade curricular. Em alguns estados, há vagas gratuitas pelo Programa SENAI de Gratuidade Regimental, voltadas principalmente para pessoas de baixa renda.- Distrito Federal: 811 vagas gratuitas em cursos de aperfeiçoamento, qualificação profissional e técnicos. Inscrições no site do SENAI-DF.
- Mato Grosso: 1.100 vagas em cursos como agricultura de precisão, eletricista industrial, informática e operador de empilhadeira. Inscrições no site do SENAI-MT.
- Paraíba: 1.167 vagas, sendo 962 presenciais e 205 à distância, em cursos como técnico em automação, programador de sistemas automatizados e técnico em segurança do trabalho. Inscrições no site do SENAI-PB.
- Paraná: 3.843 vagas, sendo 2.545 presenciais e 1.298 à distância, em áreas como construção de obras, desenvolvimento de sistemas, química, produção alimentícia e segurança. Inscrições no site do SENAI-PR.
- Rio Grande do Sul: 2.400 vagas para 80 cursos presenciais em 33 unidades, incluindo eletricista predial, programação e tecnologias de soldagem. Inscrições no site do SENAI-RS.
- Tocantins: 605 vagas em 29 cursos presenciais, como eletricista instalador residencial, mecânico de ar-condicionado e marketing digital. Inscrições no site do SENAI-TO.
“Elas Constroem”: mulheres conquistam oportunidades na construção civil
Elas Constroem: mulheres na construção civil
Em Goiânia (GO), a empresa Trindade Soluções Construtivas incentiva a inclusão de mulheres na construção civil. Para a diretora de Operações, Daniele Trindade, ainda há muitos desafios para as profissionais, mas os benefícios dessa inserção são inúmeros. “Um dos principais desafios está ligado à logística da mulher com relação aos filhos para deixar nas creches. E tem também a questão que muitos companheiros dessas mulheres não aceitam que elas trabalhem e nem estudem por inúmeras razões. Já os benefícios, esses, eu posso dizer que são muitos. Especialmente o fato de trazer dignidade, melhoria na qualidade de vida e independência financeira para essas mulheres, por meio de um mercado que está sempre com a demanda alta de mão de obra”, diz Daniele. Além das oportunidades de trabalho, na Trindade Soluções Construtivas as mulheres das comunidades próximas às obras recebem cursos gratuitos de capacitação técnica, com certificação reconhecida pelo Ministério da Educação. A iniciativa inclui formações em áreas como pintura e assentamento de piso, permitindo que as participantes sejam absorvidas imediatamente nas obras locais. A seleção das comunidades é feita em parceria com a assistência social ou com as prefeituras, que ajudam a mapear territórios mais vulneráveis.Elas Constroem: panorama com dados
A presença feminina na construção civil tem avançado, mas ainda é muito menor que a dos homens. Em 2024, das 110.921 novas vagas geradas no setor, 20,2% foram ocupadas por mulheres, avanço frente aos 14,6% de 2023. Os dados são da Sienge, empresa que oferece sistema de gestão (ERP) para a indústria da construção. Confira os números relacionados às mulheres que se destacam na construção civil:- Em crescimento acelerado: Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o número de mulheres com carteira assinada na construção civil subiu 184% desde 2006.
- Custeio das novas vagas: Em 2024, mulheres preencheram 20,2% das novas contratações no setor, acima dos 14,6% em 2023 e dos 12,2% em 2022.
- Em 20 anos, a participação quase dobrou: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta aumento de cerca de 120% da presença feminina no setor, nos últimos 20 anos.
- Engenheiras civis no mercado de trabalho: No sistema Confea/Crea, apenas 20% dos profissionais cadastrados são mulheres. Em alguns estados, o cenário é ainda mais restrito, como no Paraná, onde elas representam somente 16% dos registros no Crea-PR
Elas Constroem: formação prática e acolhimento
Com a metodologia “Aprendendo a Construir”, as alunas do “Elas Constroem” podem se qualificar em quatro categorias: pedreira de alvenaria, carpinteira de obras, pedreira de acabamento e execução de revestimento, e armadora de ferragem. O projeto já está presente em 11 estados (AM, BA, MA, MG, MS, PR, PI, RJ, RR, SP e SE) e prevê formar 280 participantes até o fim de 2025. A primeira turma iniciou em Campo Grande (MS), no início de agosto. Ainda neste mês, acontecem aulas inaugurais em São Luís (MA), Salvador (BA) e Manaus (AM). Em setembro, será a vez de Curitiba (PR). Cada turma recebe cerca de 20 alunas, que participam de uma aula de boas-vindas, com informações sobre direitos trabalhistas, comportamento nos canteiros e orientações profissionais. Ao final, um evento de empregabilidade conecta as formandas a empresas da construção civil, ampliando as chances de contratação imediata.Elas Constroem: Plano Nacional de Capacitação
O “Elas Constroem” integra o Plano Nacional de Capacitação para Construção Civil, lançado em abril pela CBIC e SENAI. O programa oferece formação gratuita para trabalhadores de baixa renda, diretamente no canteiro de obras, com aulas práticas, videoaulas e materiais digitais. As empresas participantes cedem o espaço para as aulas e podem contratar os profissionais formados. Os cursos têm duração média de três meses, com carga horária de duas horas por dia, e garantem certificado reconhecido pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).Elas Constroem: como participar
Empresas interessadas devem procurar a CBIC para aderir ao programa. Após a análise, os departamentos regionais do SENAI organizam a capacitação de multiplicadores e a formação de novas turmas.Bases de insumos: Como transformar os insumos do SINAPI em orçamentos precisos
No mundo da construção civil, cada centavo conta. Cada insumo que entra no canteiro de obras — do cimento ao tijolo, da mão de obra especializada ao equipamento necessário — pode impactar diretamente o sucesso de um projeto. É aí que muitas construtoras se deparam com um desafio quase invisível: como transformar tabelas e referências públicas em orçamentos confiáveis e realmente úteis?
Entre essas referências, o SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção) se destaca. Criado pelo governo federal, ele oferece uma tabela de custos de materiais, mão de obra e serviços que serve de parâmetro para obras públicas. Mas mesmo quem não atua no setor público pode se beneficiar dessa base. Afinal, ter referências de preços confiáveis ajuda a reduzir desperdício, evita erros de planejamento e oferece uma base sólida para negociação com fornecedores.
Mas aqui está o ponto crítico: muitas empresas ainda usam o SINAPI de forma isolada, em planilhas ou PDFs, sem integração com o restante do processo de gestão. Isso gera retrabalho e aumenta o risco de imprecisão. Para transformar dados em decisões acertadas, é preciso mais do que copiar valores — é necessário criar uma base própria de composições, acompanhar a obra de perto e atualizar os números constantemente.
A prática mostra que o SINAPI funciona como ponto de partida, não como solução completa. Alguns insumos não aparecem na tabela, custos indiretos podem variar de região para região, e serviços específicos muitas vezes precisam ser detalhados de acordo com a realidade de cada obra. É por isso que construtoras inteligentes combinam referências públicas com informações reais do canteiro.
O primeiro passo é simples: baixar a tabela oficial e estudar seus componentes. Depois, é hora de transformar os dados em algo vivo: comparar preços com fornecedores locais, analisar composições de serviços e materiais, e manter um banco de dados atualizado, ajustando números à medida que a obra avança. A rotina de acompanhamento é fundamental. Decisões baseadas em dados reais tornam orçamentos mais assertivos e reduzem surpresas no final do projeto.
E, claro, não podemos ignorar a tecnologia. Sistemas de gestão voltados para a construção civil permitem centralizar essas informações, integrar preços, insumos e composições, e gerar orçamentos de forma mais rápida e confiável. A transformação digital do processo não é apenas um diferencial: é uma necessidade para quem deseja produtividade, precisão e controle.
O resultado? Com o SINAPI como referência, comparações bem-feitas e ferramentas adequadas, o gestor consegue: identificar os insumos certos, negociar preços com confiança e aumentar a eficiência do orçamento. É um ciclo virtuoso: informação de qualidade gera decisões acertadas, que reduzem desperdício e melhoram resultados.
No fim das contas, quem aprende a transformar tabelas em inteligência prática não só orça melhor, mas também ganha vantagem competitiva no mercado. E no contexto atual, onde cada decisão de custo impacta diretamente o resultado final, essa vantagem pode ser a diferença entre uma obra que entrega valor e uma que se perde em números.


