Além da recuperação muito lenta da economia, a incerteza crescente quanto aos rumos da sucessão presidencial é outro fator decisivo para reduzir as possibilidades de retomada clara do segmento de construção civil em 2018. É longo o prazo de maturação do investimento no setor, o que afeta o investimento privado, ao mesmo tempo que o setor público dispõe de poucos recursos para aplicar em infraestrutura. As perspectivas para o semestre em curso são de estagnação, não se afastando o risco de que o PIB da construção civil recue pelo quinto ano consecutivo.
No primeiro semestre, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que reúne 20 empresas de grande porte, foram vendidas 41.202 unidades, mais 28,5% em relação a igual período de 2017. Mas, em junho, as vendas de imóveis novos avançaram apenas 3,3% em relação a junho de 2017, lideradas por imóveis enquadrados no Programa Minha Casa, Minha Vida, que registrou elevação de vendas de 25%. Nas mesmas bases de comparação, houve recuo de 16% na comercialização de imóveis de médio e alto padrão.
A Sondagem da Construção da Fundação Getúlio Vargas e do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre) mostrou que a confiança das empresas do setor caiu 1,6 ponto entre julho e agosto, em contraste com a alta de 1,7 ponto registrada entre junho e julho. O indicador de expectativas retrocedeu para os níveis de agosto de 2017, resultado que “sugere uma piora mais definitiva do cenário de retomada vislumbrado anteriormente pelas empresas de construção”, segundo a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre.
As empresas estão mais preocupadas com os negócios de curto prazo, pois falta demanda e as tendências são negativas. As contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a construção civil caiu 2,1% em 2014, recuou 9% em 2015, perdeu 5,6% em 2016 e cedeu 5% em 2017. Está prevista nova queda em 2018, embora em porcentual menor. A retomada muito fraca se reflete no emprego, que caiu 2,5% entre os segundos trimestres de 2017 e de 2018.
A abertura de 10 mil postos formais no setor em julho, indicada pelo Ministério do Trabalho, foi apenas um alívio, sem que se alterem as perspectivas.
O governo federal arrecadou R$ 92,4 milhões com a venda de 16 imóveis neste ano. O resultado parcial, pois os dados são até agosto, representa quase o dobro do valor levantado no ano passado com a alienação de 26 estruturas, registrado na casa de R$ 47,1 milhões. As informações são do Ministério do Planejamento.
O aumento entre 2018 e 2017 foi de 96%. Em 2016, foram repassados 17 imóveis, com valor arrecadado de R$ 17,4 milhões. Entre 2016 e 2018, o aumento foi de mais de 500%. Ontem (29), três imóveis foram alienados em Brasília, em operação que rendeu R$ 67 milhões.
Alugueis
O Executivo ocupa atualmente 8,500 imóveis em todo o país. E aluga 2,900 como forma de alocar secretarias, órgãos e outras estruturas que não encontram espaço nas estruturas existentes.
Se o montante obtido no ano passado foi de R$ 47,1 milhões com a venda de imóveis, os gastos com aluguel, em 2017, chegaram a R$ 1,4 bilhão, quase 30 vezes mais.
Economia
O recurso da venda de imóveis é direcionado ao caixa geral do Executivo, contribuindo, direta ou indiretamente, para o pagamento dos alugueis. Segundo o Ministério do Planejamento, exisatem outras medidas para diminuir as despesas com a locação dessas estruturas. Entre 2017 e 2016, a economia foi de R$ 150 milhões, informou à Agência Brasil o secretário de Patrimônio da União, Sidrack Correia. A meta é chegar a uma economia de 30% a 40% neste ano.
O ministério também começou a realizar permutas. O governo anuncia a demanda por uma estrutura para alocar um órgão ou um determinado quantitativo de equipes. Em troca, oferta terrenos ou prédios. Ao receber as propostas, a Caixa Econômica Federal avalia os bens em questão. Com base nisso, o governo pode, ou não, fechar um acordo com o proponente.
Até o momento, foi realizada uma permuta, no centro de Brasília. Um terreno pertencente ao Executivo foi repassado ao Banco do Brasil, que incluiu no negócio um prédio na mesma região e estruturas no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Campo Grande. Segundo Sidrack Correia, a permuta foi uma alternativa frente à falta de recursos do governo federal para a construção de estruturas em seus terrenos ou reforma daqueles sem condições de uso atualmente.
Além do BB, foram alocadas equipes de outros órgãos, como a Polícia Rodoviária Federal, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como vai mais de um órgão, tem redução da manutenção, da vigilância, de energia, de o sistema condominial. “Reduz a parte de custeio”, disse o secretário à Agência Brasil.
Visando ampliar sua área de atuação e obter participação em um mercado promissor, a Dois A Engenharia firmou parceria estratégica de trabalho com a Andrade Gutierrez Engenharia. A Dois A é uma empresa genuinamente potiguar, fundada pelo engenheiro Flávio Azevedo, que se destaca nacionalmente pelos excelentes resultados obtidos nas operações e construções das infraestruturas para a implantação de parques eólicos em diversas localidades do Brasil.
A parceria é de trabalho, não envolve participações societárias e visa agregar ainda mais valor aos projetos das duas companhias. O acordo consolida a participação da Dois A no Norte e Nordeste e abre espaço para atuação em projetos localizados em toda a América Latina.
O anuncio será feito durante o Brazil WindPower, maior evento da América Latina no setor de energia eólica, que será realizado entre os dias 7 e 9 de agosto, no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro. A parceria da AG com a Dois A é técnica e por demanda visando a criação e a apresentação de projetos, tanto na área de engenharia civil, quanto na área de engenharia elétrica, somando o amplo conhecimento que as companhias possuem em seus campos de atuação. Pelo desenho da estratégia, a Dois A vai compartilhar sua expertise na execução de obras que atendem a geração de energias renováveis e sustentáveis. A AG compartilhará experiência em projetos de infraestrutura eletromecânica, como redes de média tensão, linhas de transmissão e subestação.
A Dois A foi criada há 50 anos com o propósito de desenvolver projetos inovadores e obras de infraestrutura. A empresa, formada por experientes profissionais, está modernizando o mercado de construções de torres eólicas. Ela se fortaleceu com investimentos em equipamento, tecnologia, valorização de capital humano, programas de qualidade, gestão, capacitação profissional e se destaca pela capacidade de produzir estudos para racionalização, orçamento, planejamento e execução, tornando os projetos bem mais competitivos.
A Andrade Gutierrez, com seus 70 anos de atuação, possui larga experiência e conhecimento na construção de obras civis e montagem eletromecânica no Brasil e no mundo, e vem se destacando na construção de linhas de transmissão e subestação, contendo uma presença em áreas de grande potencial eólico e solar. Podendo assim agregar sua qualificação e capilaridade para a recente parceria. Juntas, a Dois A e AG visam a ofertar aos clientes produtos e serviços que atendam com qualidade e preço o mercado promissor de energias renováveis incluindo, mas não se limitando, a Eólica e Solar.
Em junho, o aumento da oferta de crédito imobiliário no Estado de São Paulo foi decisivo para a recuperação dessa modalidade de financiamento no País. As operações com mutuários finais e construtoras baseadas em recursos das cadernetas de poupança se aproximaram de R$ 5,5 bilhões, mais 44,7% em relação a junho de 2017 e mais 22% em relação a maio deste ano. Entre os primeiros semestres de 2017 e de 2018, o crédito atingiu R$ 25,3 bilhões (+23%).
Junho marcou uma virada, que não deverá ser episódica. Embora não haja termo de comparação entre o período áureo do crédito imobiliário registrado até 2014 e o que ocorre agora, a recuperação começa a ser vista pelos bancos como sinal de que o crédito habitacional está saindo do marasmo e deverá continuar crescendo nos próximos meses.
Dada a característica de longo prazo do crédito habitacional, a retomada foi menos afetada do que a de outros segmentos, apesar das incertezas. Além disso, o temor de uma alta da taxa Selic no futuro, devido à volta de pressões inflacionárias, pode ter levado as famílias a antecipar a contratação de crédito para assegurar prestações menores.
Apesar dos números favoráveis do crédito, o mercado imobiliário ainda não saiu da profunda crise em que ingressou em 2014, cujo resultado mais evidente é a estagnação nominal de preços. Em termos reais, houve queda média da ordem de 25% nos preços dos imóveis nos últimos quatro anos. Esse fator pode estar sendo considerado no momento da compra, ajudando a explicar a retomada recente do volume de operações. A maior parte das aquisições, em junho, foi de imóveis usados, pois o comportamento dos lançamentos é insatisfatório.
A recuperação do crédito em junho veio principalmente do mercado paulista, em que se registrou forte aumento tanto das operações de aquisição como de construção de imóveis – realizadas por construtoras e incorporadoras. Já o mercado carioca esteve entre os de maior queda, inclusive dos preços de negociação de imóveis apurados pelo Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), sob a responsabilidade da associação dos agentes de crédito imobiliário (Abecip) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Há um longo caminho até que o crédito imobiliário possa voltar aos níveis mais elevados de 2014.
Em São Paulo, assim como em outras cidades do mundo, o aluguel por curta duração ou temporada está em franco crescimento. Isso é uma boa alternativa para quem opta por alugar o apartamento, mas quer fugir da forma tradicional de locação. O aluguel por temporada é uma modalidade de negócio em crescimento e uma das boas opções para os proprietários de imóveis rentabilizarem seus investimentos de forma rápida em relação aos meios tradicionais.
Por isso, a Vitacon, incorporadora e construtora paulista, famosa por suas unidades compactas e bem localizadas, lançou recentemente um aplicativo que vai ajudar o proprietário e cliente a locar com mais facilidade. De uso semelhante ao modelo Airbnb, o VN Stay é uma segurança para o comprador que busca rentabilidade na hora de comprar um imóvel para investir.
Com modelo inédito no país, o VN Stay garante agilidade na locação e serve como auxilio para os proprietários e bom atrativo na hora da Construtora fechar negócio, já que, recentemente, ao lançar um empreendimento em Perdizes, ofereceu ao cliente que quisesse comprar para investimento a garantia da locação, ou seja, se ao adquirir a unidade e deixasse que a Vitacon cuidasse da decoração, a empresa garante 18 meses de aluguel, a partir da unidade pronta para ser plugada na plataforma exclusiva da Vitacon.
Facilitando ainda mais o investimento
Com o aplicativo VN Stay, a Vitacon garante ao cliente total segurança e comodidade na hora da locação da unidade, mas antes de buscar a rentabilidade, outra preocupação que a empresa resolveu com o objetivo de proporcionar tranquilidade ao cliente foi a parte da decoração do apartamento, quando ele é entregue.
Para isso a Vitacon criou também o VN Decor – um serviço que cuida de toda decoração da unidade para o cliente – com design eficiente, desenvolvimento de projeto, mobília, enxoval e cuidado total com a obra, o que garante total segurança sem complicações para o proprietário.
Direto do Blog da Fundación Arquia, o arquiteto Raúl García García, nos convida a conhecer um pouco mais sobre o processo criativo de Álvaro Siza através de seus esboços mais elementares, um dos arquitetos mais importantes de meados do século XX e início do século XXI.
Esta é uma analogia entre a livre associação de imagens, ideias e formas concebidas por Siza, arquiteto e desenhista compulsivo, e a interpretação dos sonhos segundo Freud.
‘Um arquiteto é um projetista de sonhos’. É assim, de forma tão poética, que Grace McGarvie define nossa profissão, referindo-se ao nosso potencial imagético na hora de projetar, aquilo que nos permite criar edifícios e espaços muito mais apropriados à um cenário de ficção científica.
Entretanto, esta definição se torna ainda mais apropriada quando estamos falando do processo criativo de Álvaro Siza, um dos grandes nomes da arquitetura contemporânea mundial dos séculos XX e XXI.
O ‘Maestro’ (como é chamado em seu país, tanto por seus alunos, garçons ou taxistas) é sem sombra de dúvidas um arquiteto muito singular. Sua metodologia artesanal e sua personalidade parecem impróprias para um ‘starchitect’ que ainda assim, coleciona prêmios e distintos reconhecimentos, mas que prefere deixar que sua obra fale por si.
Um dos aspectos mais importantes de seu processo criativo é o esboço.
Boceto de Alvaro Siza. Image Cortesía de Raúl García García
Eduardo Souto de Moura (Prêmio Pritzker e antigo parceiro de Siza) o define da seguinte maneira: “O que ele deve à Arquitectura Contemporânea é um método próprio baseado no ‘desenho contínuo’ durante 14 horas por dia e inclusive durante a noite. Siza desenha como uma impressora, continuamente. (…) Desenha sem parar até encontrar a ideia que o permite concluir um pensamento. Após encontra-la, ele retoma o processo do projeto para que a convicção alcançada não se perca.
Quando Álvaro está desenhando, parece uma máquina. Parece entrar em transe, como um médium que decodifica mensagens de forma compulsiva no papel sem nenhuma lógica, até que de repente, ele encontra uma saída e tudo começa a se encaixar, tudo começa a fazer sentido.
Um problema nas pálpebras, que o gênio português vem enfrentando há anos, o qual faz com que seus olhos se fechem de forma involuntária, faz com que esta figura de ‘desenhista médium’ pareça ainda mais misteriosa. Paradoxalmente, uma das frases preferidas de Siza é ‘Os olhos que não veem”,também muito usada por Le Corbusier.
William J.R.Curtis, foi ainda mais longe ao estabelecer um interessante paralelismo entre ‘o projetista dos sonhos’ e a forma que a mente trabalha segundo Freud, pai da psicanálise, na hora de interpretar os nossos sonhos: “A livre associação de imagens, ideas e formas (do processo criativo de Siza) nos faz lembrar de como Freud interpreta os sonhos (…) É como se ele estivesse dedicado a submeter o material a um processo de compressão e concentração… um elemento onírico que pode corresponder a numerosos elementos da realidade.”
O elemento onírico (segundo Freud, o sonho antes de ser submetido a análise, tal como se apresenta ao sujeito) se materializa em Siza na forma de desenhos ‘inconscientes’, em transe, sem finalidade aparente que preenchem as páginas do seu caderno, guardanapos, envelopes e qualquer outro tipo de suporte ao alcance da mão.
Os elementos da realidade (o conjunto de significantes os quais conduzem a análise de uma produção do inconsciente) aparecem no processo criativo de Siza em um dado momento, sem muita espera, graças a uma lembrança de outro projeto, a uma influência inconsciente, (já que segundo o próprio, ‘os arquitetos não criam nada, somente transformam o que já existe’), e este é o elemento que faz com que tudo se encaixe e o projecto deslanche com um objetivo que até então parecia viajar a deriva pela mente do Arquiteto.
Seja como for, o que é importante para um arquiteto é nunca deixar de sonhar, já que – como diria Walt Whitman – “só nos sonhos, pode ser livre o homem”…
O lançamento de imóveis no País disparou em abril, considerando o acumulado de 12 meses. De acordo com a Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), foram lançadas 3.814 unidades em abril, totalizando 85.512 nos últimos 12 meses, volume 23% superior ao registrado em igual período anterior.
Entre os fatores que mais colaboraram para o resultado positivo, houve o avanço do alto padrão (25% do total de unidades) e o volume expressivo de vendas do programa Minha Casa Minha Vida.
Para a Abrainc, o resultado mostra que continua a tendência de recuperação, que começou no ano passado.
Em dezembro de 2013, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) lançou um apelido que acabou pegando: o Brasil realizaria a “Copa das Copas” em 2014, disse a petista. Torcedora do Atlético Mineiro, Rousseff também elogiou o escrete canarinho, que seria “forte” e “cheio de novos craques geniais”. O fim da história dentro de campo é conhecido: no dia 8 de julho, a Seleção Brasileira sofreu a famosa derrota de 7 a 1 para o time da Alemanha, em Belo Horizonte.
A derrota no estádio do Mineirão ficou na memória coletiva dos brasileiros. Mas há um outro “7 a 1” cujos efeitos são sentidos até hoje: a um dia do início da Copa da Rússia, dezenas de obras planejadas para o mundial de futebol de 2014 continuam inconclusas em 11 das 12 cidades que sediaram jogos naquele ano. Baseada em dados de governos estaduais, prefeituras e da Controladoria-Geral da União (CGU), a BBC News Brasil encontrou pelo menos 41 obras ainda inacabadas, paralisadas ou mesmo abandonadas.
Na maioria, são obras viárias e de mobilidade urbana: viadutos, ampliação de avenidas, trens de superfície (VLTs) e corredores de ônibus (BRTs). Há também três aeroportos cujas obras de ampliação ainda não foram concluídas, nas cidades de Salvador (BA), Cuiabá (MT) e Belo Horizonte (MG).
As obras inconclusas da Copa de 2014 vivem várias realidades diferentes. A maior parte foi interrompida ou está em andamento. Algumas foram totalmente abandonadas e não há previsão de quando (e se) serão retomadas.
Há construções nos quais o dinheiro público já foi gasto em estudos e primeiras instalações, antes de a ideia ser completamente abandonada. Em Brasília, a construção de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) chegou a ser iniciada, ligando o aeroporto ao centro da cidade. R$ 20 milhões foram investidos, mas o projeto acabou deixado de lado (leia mais detalhes abaixo).
Não dá para dizer que as cidades não tiveram tempo para planejar e executar as demandas: em 13 de janeiro de 2010, o então ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB) assinou a primeira versão da Matriz de Responsabilidade da Copa – o documento também foi subscrito pelos prefeitos das 12 cidades que sediaram o evento, além dos governadores. A Matriz trazia a relação das principais obras: estádios, reforma de aeroportos, etc., além do montante a ser investido pelas esferas de governo (prefeituras, Estados e União).
O levantamento da BBC News Brasil leva em conta tanto as obras que estavam na Matriz quanto aquelas que foram prometidas por prefeituras e governos para a Copa – mesmo as que não integraram o documento, ou foram removidas da versão final.
Para tentar agilizar as obras da Copa, o governo também criou o chamado “Regime Diferenciado de Contratação”, o RDC. Polêmica, a medida reduzia as regras e diminuía o rigor exigido no processo de licitação de uma obra pública. Por exemplo: em vez de ter de entregar às empresas que disputariam a licitação um projeto detalhado, com todos os custos, o governo passou a poder entregar só um “anteprojeto de engenharia”.
A maioria dos projetos era de responsabilidade das prefeituras e governos estaduais – alguns deles com financiamento do governo federal. As administrações alegam uma série de problemas que atrapalharam a conclusão como falta de dinheiro, interdições da Justiça, problemas de licitação e abandono das obras por parte das construtoras.
Abaixo, um resumo das obras da Copa de 2014 inconclusas ou abandonadas, em cada uma das 12 cidades-sede do evento.
Belo Horizonte
Obra de corredor de ônibus que passa pelas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Vilarinho não foram concluídas
Na capital mineira, ficaram inconclusas as obras de reforma e ampliação do aeroporto internacional de Confins, o principal do Estado, e a construção de um corredor de ônibus (do tipo BRT).
Desde 2014, Confins recebeu uma série de obras que ampliaram sua capacidade em 5,3 milhões de passageiros por ano (hoje, o aeroporto tem capacidade de receber até 17,1 milhões de pessoas a cada ano). Mesmo assim, estão inconclusas a ampliação da pista de pouso (que deve ficar pronta até o fim deste ano), e a reforma de um dos terminais de passageiros. No caso do terminal, as obras foram suspensas por decisão da Justiça Federal de Brasília, ainda no começo de 2015, e a Infraero, responsável pelas obras, agora aguarda a solução do caso na Justiça.
Em Belo Horizonte, a prefeitura ainda não conseguiu concluir o corredor de ônibus que passa pelas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Vilarinho, embora a maior parte da estrutura já esteja em operação.
Os corredores de ônibus do tipo BRT (sigla para Bus Rapid Transport, ou Transporte Rápido por Ônibus) são chamados na capital mineira de “Move”. O corredor inconcluso tem 14,7 quilômetros de extensão, e liga o estádio do Mineirão ao aeroporto de Confins. O trecho que falta é justamente o da avenida Pedro I. Em junho de 2014, durante os jogos, um trecho de viaduto caiu no local e matou duas pessoas.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, devido à finalização do contrato com a empresa Cowan, estão pendentes alguns serviços complementares, como sinalização, paisagismo e obras na via no entorno. A previsão de novas licitações para a conclusão dos trabalhos está prevista para 2018.
O custo total da obra é de R$ 685,12 milhões.
Brasília
Obras de urbanização no entorno do estádio Mané Garrincha não saíram do papel
Na capital federal, são quatro obras previstas para a Copa de 2014 que nunca saíram do papel: a urbanização do entorno do estádio Mané Garrincha; um jardim projetado pelo paisagista Burle Marx, no centro da capital; a reforma do calçamento dos setores hoteleiros da cidade; e um trem de superfície (do tipo VLT), ligando o aeroporto ao centro.
O caso mais importante é o do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O projeto custaria R$ 1,5 bilhão (valores de 2010), e teria extensão de 22,6 quilômetros. As obras começaram a ser feitas, e pelo menos R$ 20 milhões foram investidos. O trabalho foi suspenso diversas vezes pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e em abril de 2011, pela Justiça Federal. O consórcio responsável acabou mencionado no escândalo da Caixa de Pandora, que resultou na queda do ex-governador José Roberto Arruda (PR).
Em 2012, o VLT de Brasília se tornou a primeira obra da Copa oficialmente cancelada. Em nota à BBC News Brasil, o governo de Brasília disse que um novo projeto de VLT fará parte do “Plano de Desenvolvimento do Transporte Público sobre Trilhos do Distrito Federal”, o PDTT/DF, que está “em fase final de elaboração”.
Brasília também desistiu de outra obra prevista para a Copa: a urbanização do entorno do estádio Mané Garrincha e a construção de túneis por baixo do Eixo Monumental, ligando o estádio a espaços culturais da cidade, como o Clube do Choro. O investimento previsto era de R$ 285 milhões, mas a obra foi cancelada no fim de 2014, após a Copa do Mundo. O governo local, então sob Agnelo Queiroz (PT) não viu mais necessidade de concluir a melhoria. Em 2017, o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), decidiu arquivar o projeto.
Cuiabá
Vagões do VLT estão parados em estacionamento desde novembro de 2013
A capital de Mato Grosso é uma das cidades com mais obras da Copa inconclusas: nove.
E também ostenta um dos piores exemplos do “legado” do torneio: o VLT da cidade é hoje a obra inacabada da Copa mais cara do país. A obra já consumiu R$ 1,06 bilhão de reais, mas só 30% do projeto está pronto (inicialmente, a previsão era de que o projeto todo custasse R$ 1,4 bilhão). A construção foi alvo de uma operação da Polícia Federal (Descarrilho, em agosto passado).
Segundo o governo do Estado, o contrato com Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido após instalação de processo administrativo pelo Governo do Estado para apurar infrações contratuais.
Ainda de acordo com as autoridades, uma nova licitação está em andamento. Os valores para a conclusão das obras ainda estão sendo calculados.
Cuiabá também deixou pelo caminho as obras de dois Centros de Treinamento (COTs). Um deles, o COT Professor João Batista Jaudy, na Universidade Federal de Mato Grosso, está 82% construído. As obras estão em andamento (foram retomadas em abril passado, segundo o governo do Estado, com um orçamento estimado em R$ 17,25 milhões). O outro, na Barra do Pari, está paralisado, Até agora, 69,2% da construção está concluída.
O Estado diz que reiniciará as tratativas com a construtora para que ela retome os trabalhos ou para que haja uma rescisão contratual.
Além disso, também não estão concluídas a reforma do aeroporto Marechal Rondon (sob responsabilidade da Infraero), uma via elevada (a Trincheira Jurumirim), as ampliações de três avenidas (Parque do Barbado, 8 de Abril e Estrada do Moinho). Por fim, ainda há pendências na Arena Pantanal, embora o estádio tenha recebido quatro jogos da Copa de 2014. O Estado não respondeu sobre o motivo dos problemas no estádio.
Curitiba
Recentemente, a Prefeitura de Curitiba abriu licitação para terminar as obras do terminal Santa Cândida
Na capital do Paraná, as pendências se referem à mobilidade urbana: três ampliações de vias, sob responsabilidade do governo do Estado, e a reforma de um terminal de ônibus, a cargo da prefeitura da capital.
A principal obra viária é um corredor de ônibus ligando o aeroporto mais importante do Estado, no município vizinho de São José dos Pinhais, à rodoferroviária de Curitiba. Segundo o governo do Estado, 70% da obra está pronta, e a previsão é de que o trabalho seja concluído no fim deste ano. Até o momento, a obra já consumiu R$ 44,4 milhões (a previsão inicial, na Matriz de Responsabilidade, era de R$ 65,2 milhões).
Outras duas obras sob responsabilidade do governo estadual também estão inconclusas: a ampliação do corredor Marechal Floriano Peixoto, e a implementação de um sistema de monitoramento de trânsito.
A prefeitura de Curitiba, por sua vez, ainda não concluiu as melhorias no Terminal Santa Cândida, que foi entregue incompleto em fevereiro de 2016, ano de eleições municipais. À BBC News Brasil, a prefeitura disse que fechou em maio um novo contrato para a conclusão do projeto, previsto agora para novembro.
Fortaleza
Previsto para a Copa de 2014, o VLT Parangaba-Mucuripe ainda não saiu da fase de “operação assistida”
Assim como Brasília e Cuiabá, a capital do Ceará também teve problemas para tirar do papel a obra de um VLT, uma espécie de metrô de superfície. Além do VLT, Fortaleza também não concluiu a ampliação do aeroporto Pinto Martins – a empresa que administra o terminal, a francesa Fraport, diz que investirá R$ 800 milhões para terminar tudo.
O ramal Parangaba-Mucuripe do VLT de Fortaleza está hoje 75% concluído, mas ainda não opera em sua capacidade máxima. De dez estações previstas, só quatro estão em “operação assistida”, transportando pessoas no período da manhã e de forma gratuita.
À BBC News Brasil, a Secretaria de Infraestrutura do Governo do Ceará informou que outras quatro estações devem começar a operar de forma experimental no início de julho deste ano. E o restante da obra deve ser concluído até o fim do segundo semestre.
Manaus
Obra que ligaria a Arena Amazônia ao centro de Manaus sequer saiu do papel
Na capital do Amazonas, dois projetos da Copa de 2014 sequer começaram a ser construídos: um corredor de ônibus (BRT) ligando a Arena da Amazônia até o centro da cidade e dois Centros de Atendimento ao Turista (CATs).
Alegando que os recursos do governo federal não foram liberados a tempo, a prefeitura de Manaus desistiu da obra do BRT ainda em 2012. O investimento previsto era de R$ 1,2 bilhão, mas o dinheiro não foi aplicado.
A justificativa é a mesma para a não construção dos CATs: o dinheiro oferecido pelo Ministério do Turismo não foi utilizado porque “não houve tempo hábil” de aprontar as estruturas para a Copa do Mundo, disse a prefeitura à BBC News Brasil.
Natal
Projeto de drenagem na Arena das Dunas, em Natal, continua incompleto quatro anos depois da Copa de 2014
Sede do estádio Arena das Dunas, Natal tem três obras programadas para a Copa ainda inacabadas.
Estava prevista uma reforma de 55 quilômetros de calçadas para torná-las acessíveis para cadeirantes, por exemplo. Só 5% foram concluídos.
Um projeto de drenagem no entorno da Arena das Dunas segue incompleto, com 80% das obras feitas, a um custo de R$ 194 milhões.
A construção de um corredor de ônibus foi abandonada.
Procurada, a Prefeitura de Natal não se pronunciou até a publicação deste texto.
Porto Alegre
Trabalhos no viaduto da avenida Ceará, obra em Porto Alegre prevista para Copa de 2014, foram retomados neste ano
Em Porto Alegre, os atrasos se concentram na construção, reforma ou ampliação de vias públicas, como viadutos e avenidas. Ao todo, são nove vias em obras – e o valor total a ser investido é de R$ 1 bilhão, segundo informou a prefeitura da capital gaúcha à BBC News Brasil. Deste total, a prefeitura já investiu pouco mais da metade (R$ 525 milhões). Outros R$ 475 milhões devem ser gastos antes de que todas as obras sejam concluídas.
Das nove obras paradas, três já foram retomadas. A mais adiantada, um viaduto na avenida Ceará, deve ficar pronta em setembro. As outras seis obras ainda estão paradas, segundo a prefeitura, mas todas já têm ao menos uma previsão de quando voltarão a ser tocadas. A mais atrasada é o corredor de ônibus da avenida João Pessoa: só 50% da obra física está pronta, e a previsão de conclusão é para dezembro de 2019.
“As obras de mobilidade de Porto Alegre foram impactadas pela grave crise financeira enfrentada pela Prefeitura”, disse a administração municipal em nota à BBC News Brasil. Para dar seguimento, o município conseguiu um financiamento de R$ 120 milhões com o banco estatal gaúcho, o Banrisul, além de remanejar verbas de outras áreas.
Recife
Obra viária que liga Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, a um terminal de ônibus no Recife
A capital de Pernambuco tem quatro projetos viários previstos para 2014 ainda inconclusos.
Dois ramais de BRTs (corredores de ônibus), que ligam todas as regiões da cidade, ainda não foram finalizados. Na linha Norte-Sul, foram entregues 26 estações, mas duas ainda estão em construção e devem ser entregues em 2019. No trecho Leste-Oeste, 16 das 22 paradas previstas estão operando. Segundo o governo estadual, as restantes estão em obras ou ainda em fase de projetos. Para o governo, o atraso ocorreu porque o consórcio construtor abandonou as obras.
A estrutura viária Ramal da Copa, que liga o estádio Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, e o terminal de Camaragibe, no Recife, ainda não está completa. Segundo o governo, as empresas construtoras também abandonaram as obras, que foram retomadas recentemente.
Já a ampliação do terminal de Camaragibe também foi abandonada pelo consórcio. O governo pernambucano afirma que uma nova licitação está sendo preparada, mas não deu prazo para a conclusão do projeto.
Salvador
Imagem ilustrativa do BRT de SalvadorÓbras do BRT de Salvador, previsto para a Copa de 2014, devem demorar mais de dois anos para serem concluídas
A capital baiana ainda tem algumas intervenções pendentes no aeroporto internacional Luís Eduardo Magalhães, e a construção de um corredor de ônibus (BRT) – que acabou retirado da Matriz de Responsabilidade da Copa, depois de ficar claro que não estaria pronta a tempo do mundial.
No aeroporto, ainda faltam obras na área de check-in dos passageiros e na fachada, segundo a Infraero. Ficaram prontas intervenções no pátio de manobra das aeronaves e uma nova torre de controle, entregues em 2013 e 2014, respectivamente. No começo deste ano, o controle do aeroporto passou a ser de uma empresa francesa, a Vinci Airports.
Depois de excluir o BRT da lista de obras para a Copa, a Prefeitura de Salvador acabou concluindo a contratação do primeiro trecho de obras em março deste ano. São 2,9 quilômetros de extensão, ao custo de R$ 212 milhões para os cofres públicos. Segundo a previsão das autoridades, o BRT terá capacidade de transportar 31 mil pessoas quando estiver pronto, o que deve demorar mais dois anos e quatro meses.
Procurada, a Prefeitura de Salvador não se pronunciou até a publicação deste texto.
O possível impacto das incertezas políticas e econômicas na tomada de decisão de investimentos de longo prazo derrubou as projeções do empresariado da construção em junho. Segundo o Índice de Confiança da Construção, o componente que mede as expectativas futuras caiu 6,5 pontos, na comparação com maio. Esta é a maior queda registrada na série histórica.
Em junho, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou em 79,3 pontos, o menor nível desde novembro de 2017. Se por um lado o Índice da Situação Atual (ISA) ficou estável, em 70,8 pontos, alta de 0,3 ponto, por outro, o Índice de Expectativas (IE) despencou, atingindo 88,3 pontos, menor nível desde agosto de 2017.
A pesquisa, que este mês apresentou um item a mais, mostrou que um dos principais fatores que está influenciando as expectativas dos empresário é o ritmo lento da economia, citada por 64,4% dos entrevistados. Em seguida as incertezas políticas, que foram lembradas por 56,4% dos ouvidos, e falta de confiança no governo (45,5%).
“São fatores que afetam toda a economia, mas para um setor que depende do médio e longo prazo, acaba afetando mais”, diz a coordenadora de projetos da construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo.
Para ela, diferente de outros bens de menor valor agregado, o imóvel exige um ambiente de longo prazo muito mais previsível para a realização de investimentos, já que os contratos de financiamento chegam a 20 ou 30 anos. “Dificilmente um investidor ou as famílias comprarão imóvel pensando no curto prazo. Fatores políticos são fundamentais”, expõe.
Mesmo assim, ela destaca que é prematuro definir se a piora nas expectativas é permanente e tende a retrair novamente nos próximos meses ou se apenas demonstra uma acomodação de um indicador que estava muito positivo. “Ainda é cedo para dizer se as empresas vão segurar os lançamentos ou não”, diz.
O ponto positivo, de acordo com ela, é que a queda das expectativas não têm nada a ver com o desempenho da situação corrente. “De 2016 em diante vimos um ritmo forte de recuperação do IE, enquanto o ISA demorou para reagir, aumentando a distância entre eles. Agora, o ISA tem mantido uma melhora lenta e as expectativas despencaram”, diz.
Em resumo, a especialista acredita que há uma melhora do setor, e que o pior passou. Contudo, o que foi colocado em xeque é a sustentabilidade dessa melhora.
Número em áreas
Em junho, quem puxou o crescimento do ISA foi o segmento de edificações residenciais, que teve aumento de 3,2 pontos e atingiu 75,9 pontos.
No caso das obras de infraestrutura, o comportamento foi de estabilidade, com variação de 0,5 ponto, ficando em 71,6 pontos. “Estávamos observando algumas coisas nos âmbitos de prefeitura e estado, como obras viárias. Agora, nos últimos dois meses, o cenário virou”, conta.
Do lado oposto, os serviços especializados para construção tiveram queda de 2 pontos em junho, na comparação com maio, passando para o patamar de 64,1 pontos.
No caso do indicador de expectativas, todos os segmentos tiveram queda. A maior ficou em obras de infraestrutura com retração de 7,2 pontos, seguido de edificações residenciais (-6,7 pontos) e serviços especializados para construção (-3 pontos).
SÃO PAULO – O financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) cresceu 26,11% em maio em relação ao mesmo período do ano passado e totalizou R$ 4,5 bilhões. Na comparação ao mês anterior, o crescimento foi de 9,4%. Este ano, até maio, o montante financiado cresceu 18,1% frente ao mesmo período de 2017 totalizando R$ 19,79 bilhões.
Os números foram divulgados nestas quarta-feira pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Nos 12 meses encerrados em maio, os financiamentos totalizaram R$ 46,18 bilhões, um aumento de 2,5% na comparação anual.
Apenas em maio, o volume de financiamento liberado permitiu a aquisição e construção de 18,5 mil unidades, crescimento de 12,2% em relação a abril. Na comparação com maio de 2017, o crescimento foi de 26,9%.
Já entre janeiro e maio deste ano, foram financiados 79,19 mil imóveis, crescimento de 17,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando forma financiadas 67,1 mil unidades. Nos últimos 12 meses, até maio passado, o financiamento imobiliário viabilizou a aquisição e construção de 187,6 mil imóveis, alta de 0,98% frente aos 12 meses precedentes, quando foram financiados 186,03 mil imóveis.
O Bradesco foi o banco que mais financiou a construção e aquisições de imóveis no mês passado, seguido por Santander Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.