2019 será melhor para mercado imobiliário

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A redução das incertezas após a eleição deve dar início a um novo ciclo para o mercado imobiliário, avalia o presidente da MRV, Eduardo Fischer. A construtora, que focou nos últimos cinco anos no consumidor de baixa renda, pretende voltar a lançar imóveis de maior valor.PUBLICIDADE

O déficit habitacional do País, que já era elevado, aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde, destaca reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. A seguir, trechos da entrevista do executivo.

2019 deve ser um ano melhor para o mercado imobiliário?

Nesse setor, é preciso sempre tentar antecipar os próximos três anos. Mesmo em 2014, quando o desemprego estava baixo, já se vislumbrava que seriam anos difíceis pela frente, mas 2019 deve ser melhor para o mercado imobiliário. O pior da crise parece ter passado e a demanda por moradia é alta.

A MRV focará em baixa renda?

Não só. Ficamos os últimos cinco anos focados em unidades a partir da faixa 1,5 do Minha Casa, Minha Vida — a segunda menor do programa — e financiadas com recursos do FGTS. A demanda é alta pela baixa renda, mas queremos voltar a construir empreendimentos de valores mais altos e financiados com a poupança. Essas famílias também ficaram com o consumo represado.

O mercado está otimista com a nova equipe econômica?

Sim. A impressão é de que há uma grande racionalidade por parte da equipe. Ela conhece a necessidade de gerar empregos no País e sabe do potencial que o setor imobiliário tem para criar postos de trabalho.

Emprego, PIB, qualidade de vida: conheça as contribuições da construção civil para o Brasil

Você tem ideia da maneira como a cadeia da construção civil contribui para o desenvolvimento do país? Responsável pela execução de obras residenciais, edifícios comerciais e infraestrutura, como mobilidade urbana e saneamento básico, o setor gera 10 milhões de empregos e movimenta 9,9% do Produto Interno Bruto (PIB), com potencial para alavancar ainda mais a economia.

Na construção civil, assim como em outros setores, pode ser aplicado o conceito de cadeia de valor do professor norte-americano Michael Porter, que ajuda a analisar as atividades que envolvem as indústrias. “Ele diz que a cadeia de valor são todas aquelas etapas do processo produtivo que a empresa agrega valor”, explica o especialista em competitividade do Sebrae, Renato Perligeiro. Na construção civil, ela vai desde a extração dos materiais até a aplicação na obra e seu uso. Um exemplo é o barro que gerará peças de cerâmica que depois serão usadas nas edificações.

Cada etapa da cadeia produtiva da construção civil agrega valor ao produto final. Esse encadeamento envolve diversos setores, desde a extração de matéria-prima bruta, como minérios, até a indústria de materiais de construção, o comércio dos produtos, setor de serviços como engenharia e arquitetura, as construtoras que executam a obra e o posterior uso e operação. “A importância da cadeia de valor da construção civil é a geração de riquezas. Tem um efeito muito rápido na economia”, comenta Perligeiro.

R$ 180 bilhões em impostos

A construção civil é um grande impulsionador da economia brasileira. No auge dos investimentos no país, entre 2003 e 2014, ela chegou a representar 12,4% do Produto Interno Bruto (PIB), com um investimento de R$ 809 bilhões e recolhimento de impostos na casa de R$ 180 bilhões. O consultor do Departamento de Construção Civil da Fiesp, Fernando Garcia, destaca que nesse período ele também teve um impacto grande na geração de emprego e renda, com 12,2 milhões de postos de trabalho, ou seja, 13% de todos os trabalhadores do país atuavam nessa cadeia.

Mesmo após quatro anos de crise, o setor ainda mostra sua força. Em 2017, o investimento em obras representou 9,9% do PIB, com R$ 648 bilhões, e mobilizou 10,6 milhões de trabalhadores. Os números de 2018 se assemelham às estatísticas do ano anterior. Até o terceiro trimestre, a construção civil participou com 9,5% do PIB e empregou cerca de 10,3 milhões de trabalhadores, segundo Garcia. A comparação com outros países com nível de desenvolvimento semelhante mostra que o setor ainda tem possibilidade de crescimento. Essa cadeia produtiva representa 12,7% do PIB do Chile e 12,6% do PIB do México. “O governo tem que correr atrás, porque é um impacto grande na qualidade de vida”, destaca.

Esse reflexo se dá, por exemplo, quando uma família se muda para uma habilitação de qualidade superior. O setor residencial, o principal da construção civil, tem uma demanda de 1,2 milhão de moradias por ano. Mas há também toda a necessidade de obras de infraestrutura, mobilidade urbana, energia e saneamento básico, melhorando a vida das pessoas e estimulando o emprego.

Hoje entre os cerca de 13 milhões de brasileiros desempregados, cerca de 2 milhões trabalhavam antes na construção civil. Garcia ressalta que muitas dessas pessoas são jovens de baixa formação, que o setor poderia absorver com facilidade, caso aumentem os investimentos. “A construção civil é um mecanismo efetivo no combate ao desemprego, o que tem reflexo na segurança pública e na saúde”, salienta.

Com fim da queda nos preços, momento é bom para comprar imóveis

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Depois de sofrer com a crise econômica nos últimos anos, o setor imobiliário dá sinais de recuperação. Especialistas afirmam que o momento é favorável para quem está em busca da casa própria ou pretende comprar imóveis para investir. Há uma boa oferta de propriedades, e os preços pararam de cair.

A definição do cenário eleitoral, a manutenção da taxa Selic (o juro básico da economia) em 6,5% ao ano – nível historicamente baixo –, o aumento do limite de uso do FGTS para R$ 1,5 milhão e os sinais de retomada do crescimento econômico são as principais justificativas para apostar na aquisição de um imóvel neste momento.

“Acreditamos que o setor está entrando em um novo ciclo de crescimento, que deve durar entre três e cinco anos. Porém, este ciclo não será tão acelerado como foi o anterior. Não veremos mais prédios sendo lançados e inteiramente vendidos em menos de 24 horas”, afirmou Marco Saravalle, estrategista da XP Investimentos.

“É a oportunidade de sair na frente. Os preços já não estão mais caindo, estabilizaram-se. Mas ainda é possível pechinchar, porque as construtoras estão terminando de queimar os estoques de imóveis novos. Elas precisam liquidar esses estoques para retomar os lançamentos”, disse Tiago Galdino, diretor executivo do site Imovelweb.

Volta à normalidade

A avaliação dos especialistas é que o pior ficou para trás. Depois de enfrentar períodos de intensa recessão e de instabilidade política, a expectativa para 2019 é de aumento da confiança dos consumidores, o que será fundamental para retomada do crescimento econômico.

“As buscas por imóveis em nosso site entre janeiro e setembro deste ano saltaram 35% na comparação com o mesmo período de 2017. Isso é um sinal claro de que as pessoas estão se sentindo mais confiantes, mais dispostas a comprar”, declarou Galdino.

“E a tendência é que a procura aumente ainda mais. Até duas semanas atrás, as pessoas estavam mais preocupadas em discutir eleição, brigar com os parentes, bater boca com os amigos. Agora que a situação política está definida, elas devem voltar a olhar para frente, se planejar. Afinal, as pessoas continuam se casando, as famílias continuam crescendo. Devemos voltar à normalidade”, disse o diretor do Imovelweb.

Melhora dos Cenários Político e Econômico

Além do consumidor, a confiança da indústria e dos grandes investidores também está voltando. “No começo do ano, a gente acreditava que 2018 seria o ano da recuperação. Daí você teve a greve dos caminhoneiros, que parou tudo. Em seguida, veio a incerteza com as eleições. As indústrias que tinham algum plano de expansão preferiram manter os projetos engavetados. Agora, esses planos devem começar a sair do papel”, afirmou Saravalle.

Segundo o especialista da XP, Jair Bolsonaro deverá ter maioria no Congresso, o que facilita a aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência. “A oposição não terá votos suficientes para barrar as reformas. Portanto, se a gente tiver um presidente disposto a articular as reformas, ele terá espaço político para fazer isso, especialmente nesse período inicial de governo.

Do lado econômico, Saravalle destaca o controle da inflação, que deve se manter dentro da meta do Banco Central nos próximos anos. “Estamos prevendo um aumento da taxa Selic em 2019 para 8% ou 8,5%, frente aos 6,5% atuais. Mas não descartamos a possibilidade de o Banco Central adiar essa alta devido ao cenário benigno para a inflação.”

A manutenção dos juros em níveis baixos barateia o financiamento imobiliário, o que é positivo para quem pretende comprar a casa própria. Para quem planeja investir em imóveis, o juro baixo torna o retorno obtido com o aluguel mais atraente do que o rendimento dos investimentos tradicionais de renda fixa.

Início da recuperação

A rentabilidade média anual dos imóveis na cidade de São Paulo alcançou 5,6% em setembro, ficando pelo terceiro mês consecutivo acima do retorno da poupança (4,55%), segundo o estudo Index SP, divulgado pelo Imovelweb.

Agora, são necessários 17,9 anos de aluguel para recuperar o valor gasto com a compra, tempo 4,4% menor do que um ano atrás. Os motivos, segundo a pesquisa, são a estabilidade no preço de venda dos imóveis e a recuperação no valor da locação.

Em setembro, o aluguel de um apartamento padrão de dois dormitórios (com 65 metros quadrados) na capital paulista aumentou 0,6% em relação a agosto, para R$ 1.745 mensais. Em 12 meses, o aumento no valor da locação foi de 3,4%, ainda abaixo da inflação (medida pelo IPCA-15) acumulada no período, de 4,3%.

O preço de venda de apartamentos desse tipo ficou estável na comparação mensal, com valor médio de R$ 5.992 por metro quadrado. Em termos reais (já descontado a inflação), os preços encolheram 4,5% nos últimos 12 meses.

“Essa estabilização nos preços indica que chegamos ao fundo do vale. Daqui para frente, vamos começar a subir a montanha. Só não sabemos ainda qual é o tamanho dela”, disse Galdino, ao comentar a tendência de recuperação nos preços dos imóveis nos próximos meses.

Dia do Engenheiro: veja os melhores cursos de engenharia do mundo

Todos os anos, os rankings universitários estabelecem uma classificação para as instituições de ensino superior de acordo com seu nível de excelência, pesquisa e reconhecimento no mercado e na academia. Não só na listagem geral, que determina as melhores universidades do mundo, mas também em áreas específicas. É o caso do ranking lançado pela Quacquarelli Symonds (QS), em 2018, que aponta quais são os melhores cursos de engenharia.

Para analisar quais escolas chegariam ao topo da classificação universitária, a QS utilizou métricas específicas – uma mesma régua que serve para todas as instituições. Entre os critérios, estão a reputação acadêmica, a reputação entre os empregadores e o número de citações por paper publicado.PUBLICIDADE

Nas primeiras colocações, estão instituições americanas, europeias e asiáticas, com diferentes perfis. Por exemplo, Cambridge, uma das universidades mais antigas de língua inglesa, está em terceiro lugar, enquanto a Nanyang Technological University, fundada em 1991, ocupa a quinta posição.

Conheça os melhores cursos de engenharia do mundo:

#1 Massachusetts Institute of Technology 

Não é à toa que o paraíso dos nerds seja um destaque nas áreas de engenharia,pelo QS ranking. O MIT destaca-se por aliar um ensino de tecnologia de ponta a noções de administração. Em outras palavras, na mesma instituição, é possível encontrar a união de engenheiros, cientistas da computação e outros profissionais da tecnologia. Em especial para aqueles que pretendem investir em seu próprio negócio, já que o MIT também forma empreendedores.

Fundado em 1861, em Cambridge, nos Estados Unidos, o instituto teve como objetivo inicial formar os profissionais que atenderiam à grande demanda das indústrias, que estavam em franca expansão no país. Esse perfil mudou bastante, em especial depois da década de 30. A partir desse período, o MIT consolidou-se como instituição voltada a pesquisas científicas de base e inovação tecnológica.

Essa forte cultura pautada por inovação e empreendedorismo rendeu frutos: as receitas agregadas de empresas fundadas por ex-alunos do MIT seriam, juntas, classificadas como o décimo primeira maior economia do mundo. Em matéria de prêmios internacionais, a universidade não deixa por menos, já que seus ex-alunos e professores receberam mais de 80 prêmios Nobel até hoje.

Atualmente, são oferecidos 44 cursos de graduação, sendo que os nomes de destaque ficam para as engenharias. Os cursos que concentram mais estudantes são Engenharia Elétrica (Course 6-2), Ciência da Computação e Engenharia (Course 6-3), Engenharia Mecânica (Course 1), Física (Course 8) e Matemática (Course 18).Veja também

#2 Universidade Stanford 

A instituição americana é um nome conhecido em matéria de empreendedorismo e engenharia, e fica localizada nas proximidades do Vale do Silício. Stanford tem entre seus ex-alunos e professores os fundadores de grandes empresas, entre elas HP, Google, Yahoo e Nike.

A escola de engenharia de Stanford teve um importante papel nas últimas décadas, contribuindo para avanços tecnológicos em áreas de comunicação, saúde e energia. Mais do que um curso voltado à mera formação técnica, trata-se de um campo voltado à resolução de problemas globais e formação de líderes. Só a School of Engineering – que coloca Stanford, ano após ano, na lista dos melhores cursos de engenharia do mundo – abriga mais de 4.500 alunos, que dispõem de 80 laboratórios e centros de pesquisa.

O reconhecimento dessa excelência em engenharia não vem de hoje. Afinal, professores e ex-alunos ganharam mais de 20 prêmios Nobel. Entre eles, estão Paul Berg, responsável pela criação dos primeiros métodos de mapeamento de estruturas de DNA, e Martin Perl, físico que provou a existência dos neutrinos.

Outra iniciativa que se destaca na universidade tem a ver com o curso: o Stanford Engineering Everywhere permite que qualquer estudante acesse matérias introdutórias da instituição de ensino, gratuitamente e online. Entre as disciplinas disponíveis, estão a de Metodologia de Programação e a Introdução à Robótica.

#3 Universidade de Cambridge

Cambridge combina tradição de longa data e inovação. Segunda mais antiga universidade em língua inglesa, reuniu em seu campus nomes prestigiados como Isaac Newton, um dos maiores gênios da Física, Charles Darwin, pai da teoria da evolução das espécies, e Francis Bacon, que criou o método científico.

Atualmente, Cambridge é organizada em 31 faculdades e 150 departamentos, e tem uma taxa de aceitação de cerca de 20%. Contabiliza mais de 90 laureados com o prêmio Nobel entre seus ex-alunos e ex-professores, e reúne em sua escola de engenharia, profissionais de destaque em 125 anos de história do departamento.

#4 ETH Zürich – Swiss Federal Institute of Technology Zürich

O Instituto suíço está presente entre as dez melhores universidades do mundo em engenharia no THE e no QS World University Rankings. Fundada em 1855, a ETH Zurich conta hoje com cerca de 18 mil estudantes de mais de cem países diferentes. Em matéria de reconhecimento internacional, não faltam exemplos de excelência: 21 laureados com o Prêmio Nobel estudaram, ensinaram ou realizaram pesquisas na ETH Zurich, reforçando a reputação da universidade.

#5 Nanyang Technological University

Fundada em 1991, a Nanyang Technological University é um dos destaques dos rankings de melhores universidades do mundo com menos de 50 anos. Localizada em Singapura, país que possui 34 universidades, a instituição recebe pesquisadores do mundo inteiro e investe em pesquisas de ponta e inovação tecnológica, dando destaque para áreas como engenharias.

Para ter uma ideia da relevância da universidade asiática, basta analisar seu avanço ao longo dos poucos anos de história. A NTU é a instituição jovem que mais cresceu no mundo, tendo subido 108 posições em três anos. Não é à toa, portanto, que figura entre os melhores cursos de engenharia do mundo.Veja também

Como estudar engenharia fora do país?

Agora que você já sabe quais são as principais referências para estudar engenharia no exterior, pode estar se perguntando sobre quais são os primeiros passos para, efetivamente, fazer um curso fora na área. Nesse vídeo a gente te explica como. Confira!

  • Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar

Governo de SP cria fundo imobiliário com imóveis do Estado e assina venda da Cesp

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Arena do Pavini – O governador de São Paulo, Márcio França, aprovou na segunda-feira o regulamento que estabelece as regras de funcionamento do Fundo de Investimento Imobiliário do Estado de São Paulo (FII). O consórcio Socopa & TG Core foi vencedor do pregão para contratação de serviços técnicos especializados para estruturação, administração, custódia e operação do fundo, que será realizado em 30 de janeiro. O consórcio ficará responsável pela administração por cinco anos, prazo que pode ser prorrogado. Durante o evento, também foi formalizada a assinatura do contrato de venda da Companhia Energética de São Paulo (Cesp (SA:CESP6)) para a Votorantim. “Estamos concluindo um processo importante, a vencedora do leilão foi a Votorantim, ao lado de outro grupo estrangeiro, não tem mais sentido o Estado ficar gerenciando uma companhia de energia elétrica, a partir de agora, o setor privado fará isso”, ressaltou o governador.

Fundo de Investimento Imobiliário

O Fundo de Investimento Imobiliário do Estado de São Paulo conta com um portfólio de 264 imóveis de um estoque de mais de 5 mil, presentes em todas as regiões do Estado. A carteira do fundo é estimada em R$ 1 bilhão e a empresa terá 0,2% de cada imóvel vendido – podendo chegar, portanto, a R$ 1,94 milhões, se todos forem negociados. Além disso, a empresa receberá uma remuneração média de R$ 80 mil/mês para administrar a carteira. São Paulo é pioneiro na criação de um mecanismo para otimizar e racionalizar os recursos públicos disponíveis com a venda desses imóveis, que representa não apenas o ingresso de valores no Tesouro Estadual, mas também uma importante redução de despesas administrativas e de custeio. A experiência tem sido seguida por outros Estados como Bahia, Alagoas e Goiás, além do governo federal, que firmou acordo de cooperação com a Companhia Paulista de Parcerias – CPP, empresa do Governo do Estado de São Paulo responsável pelo projeto.

Ação de construtora sobe após Câmara aprovar nova regra para distratos

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SÃO PAULO – As ações de empresas do setor imobiliário operam quase todas no campo positivo nesta quinta-feira (6), reagindo à aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que regulamenta o distrato imobiliário — situação em que um comprador desiste de adquirir um imóvel antes de concluir o pagamento. Pouco depois das 11h (horário de de Brasília), MRV ON operava em alta de 1,84% e registrava o segundo melhor desempenho do Ibovespa, enquanto Cyrela ON tinha ganho de 0,07%. Fora do índice, PDG ON (1,82%), Helbor ON (2,21%), Even ON (4,57%), Eztec ON (0,55%) e Tenda ON (0,45%) também sobem — a exceção é Gafisa ON, que recua 0,92%. O projeto de lei determina multa de 25% nos casos de distrato, que subirá para 50% quando o empreendimento for por patrimônio de afetação. O texto foi aprovado com emendas do Senado e, agora, segue para sanção presidencial.

Para Álvaro Frasson, analista da Spinelli, a medida é positiva para o setor por dar maior flexibilidade ao passivo das companhias, não deixando-as tão expostas a problemas durante a entrega dos imóveis. “O segmento também foi bastante castigado nos últimos quatro a cinco anos”, diz ele.

O desempenho positivo do setor destoa do Ibovespa, que recua 1,01% no momento, aos 88.140 pontos, em meio à maior cautela global em relação à possível retomada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Os índice setoriais da B3 também mostram essa tendência. O índice imobiliário (Imob), que inclui papéis de construtoras e operadoras de shoppings centers, oscila perto da estabilidade — no momento, cai 0,05% –, o melhor desempenho entre todos os índices do tipo.

Para especialista, 2019 será de recuperação da construção civil

O consultor de Mercado Marcos Kahtalian, de Curitiba, um dos mais renomados especialistas em mercado imobiliário do Paraná, esteve em Cascavel na noite desta terça-feira (6), a convite do Sinduscon Paraná Oeste, do Secovi e do Sebrae, para comandar o workshop “Indicadores da Construção Civil 2018”. O evento discutiu temas como Análise do cenário imobiliário de Cascavel e região Oeste do Paraná, Análise da oferta de imóveis, Onde investir e Onde morar. Algumas constatações do estudo anual feito pela empresa de Kahtalian, a Brain Inteligência Corporativa, chamam a atenção. No cenário político, há um horizonte de apoio à cartilha do liberalismo impresso pela vitoriosa campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República. É diferente do cenário de 2016, auge da crise brasileira, em que havia a incerteza motivada pelo Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e do início da Era Temer. Já no campo da economia, reflexo, em parte, do ambiente político, os tempos de incerteza afetaram o equilíbrio da lei da oferta e da procura de imóveis, já que o mercado parou de fazer novos lançamentos, fator que contrasta com o cenário de otimismo e com as curvas dos gráficos de crescimento, praticamente todas, apontando para cima. O resultado é uma diminuição dos estoques, situação que chegou ao seu limite, já que a tendência do mercado, doravante, é a de comprar. Segundo ele, o segmento da construção de casas populares, especialmente por intermédio do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo federal, não foi afetado durante os anos de crise. O baque foi sentido com mais intensidade nos imóveis de alto padrão. No entanto, segundo o especialista, há uma movimentação em curso de retomada da compra de imóveis de faixas sociais mais específicas. “De fato, são indicadores da recuperação da atividade produtiva, puxados pela alta do PIB e também pela relevância de novos investimentos estrangeiros. O primeiro setor beneficiado, pela característica de alta volatilidade, é a indústria imobiliária, que puxará, por consequência, toda a cadeia produtiva do setor”, destacou Kahtalian.

Mercado da Engenharia no Brasil cresce e aumenta a demanda por novos profissionais

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Após registrar uma taxa de crescimento negativa de 5% em 2016 e de 2,5% em 2017, a indústria da engenharia tende a crescer 10% no ano de 2018 e aumentar a demanda por novos profissionais. Essa é a última previsão realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)[1]. O principal fator da retomada do nível de emprego no setor é o aumento da confiança dos consumidores na indústria de engenharia e pela taxa básica de juros (SELIC) atingir o percentual de 7.5% em 2017. Essa taxa desloca a atratividade de outros segmentos do mercado financeiro para a caderneta de poupança e disponibiliza recursos para o financiamento imobiliário. Outro indicador que demonstra como o mercado de engenharia possui demanda crescente por novos profissionais é a última pesquisa relacionada aos cursos de Engenharia no Brasil divulgada pela Universidade de São Paulo (USP)[2] no final de 2017. No período de cinco anos, entre 2010 e 2015, o número de ingressantes em cursos de engenharia do setor privado cresceram de 125.173 para 259.811 alunos por ano – um crescimento de mais de 100%. E todos esses alunos poderão suprir parte da demanda da área. De acordo com a revista EXAME[3], a consultoria especializada em recrutamento Page Personnel constata que a demanda em 2018 por engenheiros está entre 30 e 35% maior do que quando comparada a 2017. Melhoria de processos e indicadores do setor de engenharia A previsão para o crescimento do setor de engenharia também é sustentada pela melhoria nos processos e nos novos indicadores divulgados no último relatório da CBIC[4]. Entre os incentivos está a elaboração da Norma de Orçamentos e Formação de Preços de Infraestrutura (ABNT). Esse documento constrói uma norma técnica para embasar tabelas de preços e serviços de todo o setor.
Projeções para 2018 no mercado de engenharia O crescimento da demanda de mão de obra, principalmente qualificada, no setor de engenharia também é decorrente da taxa de confiança na construção no Brasil ter mostrado crescimento por seis meses consecutivos em 2017. Em dezembro de 2017 a taxa alcançou 77.5 pontos, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) [5]. Esse fator fez com que a entrada de 2018 fosse benéfica para a contratação de novos profissionais e para o aquecimento da área. Não por acaso, em março de 2018 o índice de confiança na construção alcançou 82.1%, ocasionado principalmente pela percepção favorável para 2018 do empresariado do ramo de engenharia residencial. Essa percepção é em decorrência do crescimento de aproximadamente 30% no número de lançamentos de empreendimentos e de 15% no de vendas ao se comparar números de 2016 e 2017. E o índice de confiança aquece o setor e abaixa a ociosidade. É o que mostra outro indicador da FGV denominado Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) e relacionado ao produto efetivamente gerado no setor e a capacidade produtiva da indústria. O NUCI atingiu 65.6% no final de 2017[6] e continuou a crescer. Em julho deste ano, o NUCI atinge a marca de 75.7% [7]. Esse aquecimento visualizado por tais indicadores é uma porta de entrada para empresas do setor investirem também em inovações e apostarem em tendências sustentáveis. Tendências e Inovações no mercado de engenharia As construtoras e empresas do ramo de engenharia, guiadas também pela redução da inflação, aqueceram seus investimentos em novas tecnologias que auxiliam tanto o crescimento do mercado, quanto o crescimento da confiança do setor. Algumas das tecnologias que ganharam destaque nos últimos anos vão desde produtos sustentáveis a aparelhos eletrônicos:
  1. Impressora 3D na Engenharia
No ramo da engenharia as impressoras 3D têm ganhado cada vez mais espaço após a criação do conceito de construção por contornos – ou, em inglês, contour crafting. Esse modo de construção requer engenheiros especializados e capacitados para programar a impressora 3D a realizar o projeto sem a necessidade de trabalhos braçais. Assim, a impressora seria responsável por montar elementos estruturais, partes hidráulicas ou até construções inteiras. No exterior isso já é realidade: uma empresa chinesa construiu dez casas em 24 horas utilizando-se da tecnologia da impressora 3D com o custo unitário de 3 mil libras, cerca de 11 mil reais[8]. Apesar de já existirem empresas que realizam a totalidade da obra com a tecnologia, as companhias de engenharia ainda estudam a verdadeira eficácia e como se utilizar a impressora 3D garantindo projetos seguros e com bom custo-benefício.
  1. O concreto sustentável
Toda empresa de engenharia deve estar antenada às novas tendências, principalmente quando o assunto é sustentabilidade. E uma das novas tecnologias na área e que vem sendo difundida é relacionada a um dos produtos mais consumido nas obras: o concreto. A inovação tem nome e é concreto sustentável. Esse concreto é produzido a partir das sobras e dos resíduos de construções e da fabricação de outros materiais: sobretudo resíduos de entulhos, lascas de madeira e vidro moído. Esse concreto é tão eficaz quanto o normal, além de apresentar uma redução nos níveis de emissão de poluentes na atmosfera e no desperdiço de materiais.
  1. Tijolos Ecológicos
Na mesma linha do concreto sustentável, os tijolos ecológicos ganham cada vez mais espaço no setor de engenharia. São inovadores, econômicos e apresentam um assentamento mais prático. O tijolo ecológico não é composto apenas de argila como os tradicionais. Nele é adicionado um polímero natural de algas e de lã, o que torna o tijolo ecológico até 40% mais durável e resistente do que o tradicional. Inovações e o Mercado de Trabalho na Engenharia Com esses poucos exemplos é possível notar que a demanda por profissionais qualificados no ramo de engenharia tende a ser cada vez maior. Não por acaso, os dados da pesquisa da USP apontaram um crescimento na busca por cursos de engenharia. Ou seja, além do crescimento ocasionado pela aceleração nos investimentos do setor imobiliário, as empresas do setor tendem a contratar ainda mais para conseguir suprir as necessidades do mercado aquecido. Opinião de um especialista: Segundo Rodrigo Garcia, CEO da Seleção Engenharia: “Um dos fatores determinantes na hora da contratação de um engenheiro, por parte das empresas, é a habilidade do profissional para lidar com pessoas e circunstâncias adversas, que são típicas da profissão, principalmente na área da construção civil, onde o profissional muitas vezes está exposto a condições climáticas desfavoráveis..” afirma Rodrigo. Para ajudar engenheiros nessa jornada em busca de melhores oportunidades de trabalho, a Seleção Engenharia disponibiliza, totalmente grátis, um Guia completo para melhoria de Currículo de profissionais da Engenharia. Os engenheiros interessados podem fazer o download gratuito do guia de currículo, disponível no blog da empresa, clicando aqui. Sobre a Seleção Engenharia: A Seleção Engenharia é uma plataforma on-line que tem como objetivo conectar engenheiros e empresas de Engenharia, em diversas áreas de atuação, nível técnico e superior. Ela foi criada em 2006 e atualmente está presente em 3 países: Brasil, Canadá e Estados Unidos.

Áreas da engenharia com os melhores salários em 2018

A engenharia é considerada uma área em que as oportunidades de carreira se sobrassem em relação a outras áreas do conhecimento. O fator financeiro atrai milhares de jovens que se preparam para o Enem ou os vestibulares tradicionais com o objetivo de conquistar uma vaga em um curso de engenharia. Analisar o mercado de trabalho é importante no momento de decidir qual profissão seguir. Por isso, confira quais são as engenharias mais bem pagas em 2018. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e reúnem informações salariais dos profissionais contratados no regime formal – de carteira assinada.

Engenharias mais pagas

A tabela apresenta os 10 cursos de engenharia com os melhores salários, levando em consideração os dados do Caged referentes aos profissionais contratados até maio de 2018.
 Curso  Média Salarial
 Engenharia Mecânica   R$9.245,20
 Engenharia Elétrica  R$8.140,39
 Engenharia de Produção   R$7.870,96
 Engenharia Química  R$7.832,92
 Engenharia Eletrônica  R$7.552,11
 Engenharia Civil  R$7.465,51
 Engenharia da Computação  R$6.939,40
 Engenharia de Telecomunicações  R$ 6.009,23
 Engenharia Florestal  R$5.737,27
 Engenharia de Controle e Automação  R$5.430,62
Dessa lista, quatro áreas da engenharia estão entre as engenharias mais procuradas pelos estudantes. Apesar de ser a mais procurada, a Engenharia Civil aparece na sexta posição quando o assunto é remuneração salarial. Saiba também quais são as melhores faculdades de engenharia para cada curso.

Imóveis de alto padrão podem ser financiados com FGTS

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A partir de janeiro de 2019, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS, vai poder ser usado nas negociações de imóveis de alto padrão. O setor imobiliário vê com otimismo as novas regras, que podem ser um incentivo a mais paro consumidor.

Para as imobiliárias da região, a notícia vem em boa hora. O valor limite de financiamentos com o fundo de garantia, que é de R$ 950 mil reais para o estado do Rio, vai passar para R$ 1,5 milhão. Com a nova regra o Governo Federal espera injetar mais de R$ 80 bilhões no mercado em seis anos.

No ramo há 25 anos, Silvio Pinto é dono de uma imobiliária em Resende, RJ, e revela que nunca viveu uma crise tão grande como a dos últimos 4 anos. Com a nova medida, quem não estava conseguindo comprar imóvel, pode ser beneficiado.

“O passo inicial é você pesquisar na internet as imobiliárias que tenham o imóvel nessa faixa de preço, que tenha o imóvel de alto padrão aqui para nossa cidade. Ele procurando, vai achar em condomínios fechados uma boa residência e agora ele pode usar o FGTS, né?,” destacou.

Depois de um ano conturbado pelo período eleitoral, os compradores voltaram a aparecer em uma outra imobiliária também em Resende. E quem guardou dinheiro espera agora o aumento do limite de financiamento para concretizar o sonho da casa própria.

”De uma maneira geral, as pessoas nesse tempo de crise acabaram juntando um pouco de dinheiro também. Nessa insegurança, você acaba fazendo uma reserva, então tem um poder maior de compra, como a oferta hoje ainda está um pouco maior do que a procura, quando você vai negociar, tem um poder maior de compra e consegue um desconto melhor, as taxas de juros melhoraram também, então isso tudo influencia na hora de comprar”, destaca Marcelino Paiva, dono da imobiliária.