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O Brasil que não parou

Em meio ao isolamento e à ameaça de uma profunda crise econômica e social, dois setores se planejaram, mantiveram as atividades e estão sendo responsáveis por amenizar os impactos do novo coronavírus no Brasil: o agronegócio e a construção civil. O agronegócio, segmento que sempre foi protagonista na economia, está ativo e, com isso, as famílias brasileiras continuam com alimento na mesa. Mais do que isso: o país permanece abastecendo o mundo, causando reflexo positivo para a atividade econômica.

De acordo com Pineda, o agro brasileiro continua vendendo 80% da soja para a China, e segue sendo o maior exportador de carne. “O setor sempre foi o protagonista da economia, por ser o responsável pelo superávit da balança comercial. Em um momento de crise, com o fechamento do comércio e a paralisação da prestação dos serviços, o agro é a esperança de que a economia brasileira siga funcionando”, disse.

Se, por um lado, o agronegócio ainda garante estabilidade econômica; por outro, gera conforto para a população brasileira neste momento delicado. A advogada destaca que ainda não há uma percepção geral da importância em acompanhar essa cadeia, em função de 85% das pessoas viverem nas cidades. No entanto, Pineda destaca que é devido à atuação do agro que há a possibilidade de quarentena, uma vez que não há risco de desabastecimento dos mercados.

Até agora, o maior impacto aconteceu no setor da cana de açúcar, por conta da queda do consumo de etanol. Outro baque pode vir das exportações, uma vez que os países asiáticos são grandes consumidores de produtos brasileiros, assim como a Europa e os EUA. No entanto, Samanta Pineda destaca que o Ministério da Agricultura tem trabalhado com habilidade, em contato com os compradores e repensando prazos e formas de contratação.

Especialista em direito socioambiental pela PUC do Paraná, a advogada destacou a importância de acompanhar as ações durante o surto, uma vez que há decisões diárias desde o início da epidemia no Brasil. “A gente percebe que muitas medidas vem sendo tomadas diariamente. O Ministério da Agricultura criou o comitê de gerenciamento de crise, que vai desde a parte de manter o produtor rural no campo, produzindo o que é essencial para o consumidor; até a logística, para que não haja desabastecimento. Toda a cadeia produtiva vem sendo contemplada por medidas governamentais para garantir uma quarentena segura”, disse, ressaltando que o agro está na lista de serviços considerados essenciais.

Financiamento é obstáculo

O diretor da Fiagril, Luiz Gustavo Silva, destacou as medidas que a empresa, uma das maiores do setor, adotou desde o início da crise. A sede, no Cuiabá, está fechada, com 100% dos funcionários trabalhando em esquema de home office. As lojas estão com o menor número de pessoas possível, apenas em atividades necessárias – como a emissão de nota fiscal, por exemplo. Os funcionários da linha de frente estão recebendo todo o material recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como máscaras e álcool em gel. O empresário destacou que o trabalho virtual não impediu as atividades. “Continuamos a financiar o produtor com insumos, fertilizantes, sementes e químicos. Estamos funcionando da mesma forma. A diferença é que antes, tudo era muito presencial, e agora estamos fazendo os negócios por telefone”, disse.

Luiz Gustavo afirmou que a pandemia do novo coronavírus impõe alguns desafios para o agro no país. Um deles é a questão logística, que é feita majoritariamente por via terrestre. Até agora, não há grandes entraves: as estradas estão liberadas para o trânsito de produtos e os restaurantes e lojas de conveniência estão abertos, garantindo suporte e comodidade para os caminhoneiros. No entanto, a questão está sendo monitorada com muita atenção.

O principal desafio, no entanto, é a questão do crédito e do financiamento. “Todo o agro é financiado por instituições financeiras. Estamos falando de 15% do Produto Interno Bruto só na parte de grãos. Estamos aguardando o apoio dos grandes bancos para poder suportar a demanda financeira que temos do financiamento da safra”, disse Luiz Gustavo Silva.

Em São Paulo, construção civil avança

Utilizando os protocolos estabelecidos pela OMS, o setor de construção civil em São Paulo também não parou. No maior Estado do país, há cerca de 40 mil unidades em obras. Os funcionários com mais de 60 anos foram afastados; os horários são flexíveis, para não haver contato; e os profissionais estão espaçados. Outras funções estão sendo exercidas de maneira remota, como o Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais (Graprohab), órgão que é responsável por aprovar loteamentos, empreendimentos, conjuntos e condomínios.

Segundo o Secretário de Habitação do Estado, Flávio Amary, as medidas permitiram a continuidade dos trabalhos, de acordo com as recomendações das autoridades. “As obras continuam, seguindo todas as determinações estabelecidas pelos órgãos de saúde. Continuamos entregando casas, de forma administrativa, sem festividade”, afirmou.

A digitalização do gerenciamento na engenharia e a redução dos riscos

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Ninguém tem sistemas apenas por ter, as empresas não gastam milhões em ERPs ou CRMs reconhecidos só porque estão na moda. A decisão de adotar um sistema contábil de milhões, no lugar de outro que seja centenas de vezes mais barato, tem uma razão, principalmente quando a escolha é tomada por empresas reconhecidamente eficientes e que não gostam de perder dinheiro.
Já no mundo da engenharia, a implantação de sistemas de gerenciamento traz economia no processo realizado de forma manual. Mas, vale a pergunta é: por que se gerencia? A resposta, normalmente, é: para ter controlar e, ou garantir o prazo, o custo e a qualidade da execução. De forma mais simplificada, busca-se gerenciar e mitigar o risco.

Todo sistema para gestão de engenharia, qualquer que seja a fase do empreendimento, tem um custo que pode variar muito em função da complexidade da solução adotada. É muito importante, para uma decisão adequada, entender os reais motivos de sua implantação.

Dentro deste contexto, podemos pensar em dar um passo além e refletir como digitalizar o processo de gerenciamento de engenharia e da gestão de risco. Fazer isto é um pouco diferente de apenas implantar um sistema, pois pressupõe revisar os processos e procedimentos, incorporando à análise todas as tecnologias atuais.

Hoje, um sistema de gerenciamento de engenharia envolve a gestão de documentos e processos, tecnologia mobile, captura de realidade com laser, drones e fotos, monitoramento por meio de IoTs (Internet das Coisas) e estações robóticas, Inteligência Artificial e BI (Business Intelligence). O BIM (Building Information Modeling) é um dos componentes que reúne todos esses itens, é o lugar geométrico e o processo, ou seja, o conceito da gestão vai bem além.

Com esta visão, a importância de um sistema de gerenciamento de engenharia cresce de forma exponencial, pois ele pode ser catalizador para mais investimentos, para reduzir o custo do capital e, até mesmo, viabilizar projetos atualmente inviáveis. É o valor de reduzir o risco de uma atividade que precisa de capital e que não está com um bom histórico recente. É algo que pode ajudar o País a decolar, aproveitando a boa maré de investimentos marcados para 2020.

SIECON é fundamental para gestão integrada de obras públicas

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Com mais de 27 anos de mercado, a JZ Engenharia soma grande número de serviços de qualidade em obras de:

• Construção leve e pesada
• Execução de edifícios industriais e institucionais
• Terminais de ônibus e metrô
• Terraplanagem e infraestruturas
• Estradas, viadutos e pistas de alto desempenho
• Grandes projetos de recuperação ambiental e de restauro

DESAFIO

Um dos grandes desafios para lidar com obras públicas é o fato de serem licitadas com projeto básico, o que acarreta em muitas alterações e adequações. Além disso, há características atípicas que influenciam no escopo de serviços, exigindo dessa forma uma atenção redobrada dos gestores.

Daí a necessidade de ter informações rápidas e precisas para tomadas de decisões mais seguras.

“Precisávamos de um software de gestão integrada que melhorasse os processos de orçamento executivo, planejamento, controle, suprimentos e produção, além de obter informações em alto nível para as tomadas de decisão por parte da diretoria da empresa”, relata o engenheiro Jânio Mitsuyuki Sato, gerente de planejamento da JZ Engenharia.

De acordo com o profissional, a empresa utilizava um software local para consolidar as informações em planilhas eletrônicas e outros programas mais específicos.

“O grande problema é que sempre havia a necessidade de buscar as informações em cada setor, ou seja, elas não eram geradas automaticamente”, complementa Jânio.

SOLUÇÃO

Sempre investindo em novas tecnologias, a JZ Engenharia buscou um ERP para atender de maneira ainda mais efetiva as necessidades do mercado. Dessa forma, a partir de 2007, a empresa passou a utilizar o SIECON, da Poliview. Trata-se de um sistema integrado e especializado em Engenharia Civil, Construção e Incorporação.

“SIECON, sem dúvidas, permitiu à JZ Engenharia agilizar os trâmites dos processos entre os departamentos. Com essa ferramenta, também foi possível emitir relatórios comparativos mais detalhados entre custos e receitas”, conta o engenheiro.

O sistema atende os processos da empresa por meio dos módulos de custos, orçamentos, suprimentos, financeiros e contrato de serviços. Dessa forma, garante total segurança e controle de informações na gestão de grandes obras sob responsabilidade da empresa, proveniente das prefeituras municipais de São Paulo, Guarulhos, Barueri e Sertãozinho; CDHU; CPTM; Metrô; e outras.

Obras públicas - JZ Engenharia - SIECON

“Além de ser um sistema muito eficiente, o SIECON conta com setor de desenvolvimento que busca novas melhorias para manter a JZ Engenharia atualizada no mercado”, completa Jânio.

DESCRIÇÃO DO PRODUTO

SIECON, da Poliview, abrange desde a Análise de Viabilidade Econômica e Financeira do Empreendimento, passando pelas áreas de Engenharia, Suprimentos, Finanças, Comercial e Contábil-Fiscal, CRM, Recursos Humanos, Business Intelligence, Qualidade, Gestão de Frotas, dentre outros, sendo viável a empresas de pequeno, médio e grande portes.

Como é que a China conseguiu fazer recuar o Covid-19

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O cenário é cada vez mais complicado em relação ao novo coronavírus no continente europeu. Itália e Espanha são neste momento os casos que mais preocupam as autoridades mas a situação é tão volátil que a qualquer momento os números podem disparar noutros países. Nesta quinta-feira, o número de infetados subiu para os 19 no Luxemburgo e para os 78 em Portugal aprofundando o debate na sociedade sobre a gestão política desta crise. No Grão-Ducado, quase um em cada dois residentes no Luxemburgo desconfia da estratégia do governo para enfrentar o novo coronavírus. Em Portugal, são muitas as críticas à decisão do executivo de António Costa de manter as escolas abertas.

Mas a China, onde surgiu o vírus COVID-19 que provocou 3196 mortos e 80793 infetados, registava esta quinta-feira apenas 15 novos casos de infeção, muito longe dos 15 mil novos casos que se anunciavam num dia como hoje há um mês. As taxas de contaminação no gigante asiático têm diminuído gradualmente nas últimas semanas e, neste momento, apenas permanece um último foco na província de Hubei onde tudo surgiu. Com a regressão dos casos ativos, 11 dos 14 hospitais temporários que foram construídos na cidade de Wuhan em apenas dez dias para tratar pacientes com o novo coronavírus estão agora encerrados. Agora, a prioridade das autoridades chinesas é evitar a importação de casos do exterior do país à medida que a epidemia se estende pelo planeta.

China ajuda Itália

A batalha que se trava em Itália recebeu um inesperado aliado. Quando Roma pediu para ativar o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para o fornecimento de equipamentos médicos de proteção individual nenhum país respondeu ao apelo da Comissão Europeia. Foi a China que acudiu ao desespero das autoridades italianas com material e especialistas.

De acordo com a agência italiana ANSA, Pequim vai enviar mil ventiladores pulmonares, dois milhões de máscaras, entre elas, 100 mil de alta tecnologia, e uma equipa de médicos e outros materiais de saúde. Na terça-feira, o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Luigi Di Maio, manteve uma conversa com o seu homólogo chinês, Wang Yi, para discutir o assunto. Por sua vez, Yi expressou as mais profundas condolências em nome do seu país pela situação em Itália.

A batalha que mudou o curso da epidemia

Com uma das mais duras crises na história deste país desde a revolução em 1949, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não poupa elogios à atuação das autoridades chinesas perante o novo coronavírus. “A China mudou o curso do surto dentro do país. O que era um crescimento rápido, estabilizou e começou a descer mais depressa do que alguém pode esperar quando se observa a dinâmica natural neste tipo de situações. Centenas de milhares de casos foram evitados na China graças a esta intervenção agressiva”, afirmou na semana passada Bruce Aylward, chefe da missão de especialistas da OMS naquele país, de acordo com a SER.

O epidemiologista canadiano visitou várias cidades do país asiático para conhecer em primeira mão a evolução do surto e reconheceu que não tinha visto nada igual em 30 anos de carreira. “É o resultado da aplicação do que alguns consideram ser padrões antigos e básicos de saúde pública com um rigor de uma forma nunca antes vista na história. Basicamente o que eles têm feito é encontrar casos de contágio, isolá-los e aplicar limitações ao movimento”. 

Depois de acompanhar de perto o combate ao surto, Bruce Aylward apontou categoricamente, segundo a SER, que o resto do mundo ainda “não está pronto” para conter a epidemia. O especialista da OMS mostrou-se positivo e pensa que ainda há tempo “se houver uma mudança de mentalidade sobre como vamos gerir a doença”. Para isso, incentiva a seguir os passos da China: “Quantos países têm planos para ter camas hospitalares, ventiladores, fornecimento de oxigénio, capacidade laboratorial”, questionou.

O facto é que, de acordo com o responsável da OMS, a China deu uma lição ao mundo e demonstrou que as dúvidas sobre a capacidade do gigante asiático em conter o surto eram infundadas. “A novidade e a nossa compreensão, em constante evolução, sobre a natureza deste coronavírus exige uma tremenda agilidade na nossa capacidade de nos adaptarmos rapidamente e de mudarmos a nossa preparação e a nossa planificação para dar resposta, como tem sido feito continuamente na China. É um feito extraordinário para um país de 1,4 mil milhões de pessoas”.

As cinco estratégias fundamentais para fazer recuar o vírus

De acordo com Bruce Aylward, são cinco as estratégias postas em práticas por Pequim que foram fundamentais para debelar o surto. Em primeiro lugar, as restrições impostas à maioria dos movimentos em Wuhan, o epicentro do surto. O encerramento de fábricas e o regresso faseado da produção é apontado como outra das medidas importantes. Investigar e intervir em cada foco ajudou a combater o alastramento do vírus assim como a construção de hospitais especializados na luta contra o Covid-19 a par de um acompanhamento científico “muito ágil”.

Num relatório sobre a China, a OMS elogiou “a notável rapidez com que cientistas chineses e especialistas em saúde pública isolaram o vírus causal e estabeleceram ferramentas de diagnóstico e determinaram parâmetros-chave de transmissão, bem como a rota de propagação e o período de incubação, fornecendo a base de evidências vitais para a estratégia da China e ganhando tempo inestimável para a resposta”. 

O relatório também destaca a boa organização na execução de todo o protocolo. “As estruturas de resposta na China foram rapidamente implementadas de acordo com os planos de emergência existentes e alinhadas de cima para baixo. Isto foi repetido em todos os quatro níveis de governo: nacional, regional, distrital e local.

Europa só deve conter surto em junho

A Economist Intelligence Unit (EIU), ligada à revista The Economist, que realiza previsões, investigações e análises económicas, publicou as novas previsões em que projeta limites no tempo para a expansão do novo coronavírus. O relatório da EIU prevê que a China tenha o Covid-19 sob controlo até ao fim de março. Já o resto do hemisfério norte só vai conseguir controlar a doença no fim de junho. Para o hemisfério sul, a estimativa aponta para o fim de setembro. “Esperamos que o vírus ressurja como um vírus sazonal mas os governos estarão mais bem preparados para gerir o seu regresso”, acrescenta a publicação assinada por Fiona Mackie, diretora da consultora para a América Latina e Caribe.

SindusCon-SP e Sintracon-SP acertam medidas trabalhistas para enfrentar o coronavírus

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O presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), Odair Senra, e o presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Antonio de Souza Ramalho, firmaram em 20 de março um aditivo à Convenção Coletiva do setor, para autorizar as empresas da categoria a adotarem uma série de medidas diante da epidemia provocada pelo novo coronavírus.

O aditivo abrange todos os empregados integrantes das categorias profissionais representadas pelo Sintracon-SP nos municípios de São Paulo, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Embu, Embu Guaçu, Franco da Rocha, Mairiporã, Caieiras, Juquitiba, Francisco Morato e São Lourenço da Serra. As disposições do acordo valem até 30 de junho e, caso o estado de emergência persista após esse prazo será discutida a sua prorrogação, conforme as orientações governamentais futuras.

Pelo aditivo, as empresas ficam autorizadas a:

  • flexibilizarem a jornada de trabalho, alterando horários de entrada e saída, reduzindo a jornada com observância dos limites constitucionais e legais, implantando turnos com horários diferenciados para almoço e para utilização dos vestiários, tudo com o intuito de evitar a aglomeração nos transportes públicos e nos canteiros de obras;
  • concederem férias coletivas ou individuais, sem a necessidade de pré-aviso com 30 dias de antecedência e/ou notificação com 15 dias de antecedência para a Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia e para o sindicato dos trabalhadores. O empregador deverá notificar o trabalhador, a Secretaria do Trabalho e o sindicato dos trabalhadores com dois dias de antecedência do início das férias coletivas. Ocorrendo afastamento em férias imediato, as empresas poderão indenizar ou abonar os trabalhadores pelos dias correspondentes. As férias poderão ser iniciadas em qualquer dia da semana. E poderão ser antecipadas mesmo para os trabalhadores que não completaram o período aquisitivo;
  • suspender as suas atividades, total ou parcialmente, em todos ou em parte de seus estabelecimentos ou unidades de trabalho, com a possibilidade de compensação futura das horas não trabalhadas. Poderão ajustar individualmente com os seus empregados a suspensão das atividades e os regimes futuros de compensação, observados os dispositivos constitucionais e legais de duração do trabalho. A compensação deverá ser feita no período máximo de um ano, a contar do retorno ao regime normal de trabalho. Fica autorizada a redução de intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos;
  • paralisar, total ou parcialmente, as obras ou suas atividades para garantir a saúde e segurança dos trabalhadores, atendendo ao dispositivo da Constituição pelo qual a “redução dos riscos inerentes ao trabalho” é responsabilidade do empregador. Neste caso, os salários poderão ser reduzidos em até 25%. Caso uma nova legislação estabeleça percentual maior de redução, as empresas ficam autorizadas a adotá-lo. Enquanto perdurar a paralisação, fica garantida ao trabalhador estabilidade no emprego. Quando o aditivo for extinto, a redução salarial será imediatamente revogada.
  • paralisar, total ou parcialmente, as obras ou suas atividades para garantir a saúde e segurança dos trabalhadores, concedendo licença remunerada aos mesmos durante o período declarado pelas autoridades de saúde como quarentena, ou pelo período acordado entre os empregadores e empregados, sendo possível a prorrogação. Se a licença remunerada for superior a 30 dias, o trabalhador perderá direito a férias, devendo o respectivo terço constitucional ser pago até o final da vigência do aditivo quando o contrato de trabalho for rescindido, se isto ocorrer antes. Na hipótese de licença remunerada, o trabalhador fará a compensação dos dias parados;
  • adotar o regime de trabalho remoto na residência do empregado, sempre que possível, dentro atividade de cada um, conforme as regras estabelecidas diretamente entre a empresa e ele. Os empregados com 60 anos ou mais poderão solicitar o regime de trabalho remoto nestas condições, e as empresas deverão aceitá-lo, desde que esses trabalhadores tenham enfermidades enquadradas no grupo de risco (diabetes, hipertensão, insuficiência renal crônica, doenças respiratórias crônicas, doenças cardiovasculares, entre outras semelhantes consideradas pela autoridades sanitárias) e desde que as suas atividades atuais permitam este tipo de trabalho.

Obrigações e penalidades

Ainda de acordo com o aditivo, as empresas contratantes principais estão obrigadas a implementar imediatamente as medidas de prevenção que visem reduzir o risco de contaminação entre os trabalhadores dentro do canteiro, cumprindo todas as determinações e orientações dos órgãos de controle sanitário.

O desvirtuamento do aditivo à Convenção Coletiva ensejará aplicação de multa, sem prejuízo de outras sanções administrativas e/ou judiciais.

Pelo acordo, SindusCon-SP e Sintracon-SP instalaram o Comitê de Crise com a participação do Seconci-SP (Serviço Social da Construção). Em razão disso, a discussão em torno do coronavírus e seus impactos no setor prosseguirá, e poderá ser regrada na assinatura da próxima Convenção Coletiva de Trabalho, cujas negociações estão mantidas, inclusive com a garantia da data-base de 1º de maio. Caberá ainda ao Comitê de Crise conhecer e discutir as questões decorrentes da aplicação do aditivo.

Covid-19: Países adotam medidas em defesa do setor da construção

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A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) fez um levantamento sobre algumas medidas que os Estados Unidos, Londres, Canadá (Quebec), Portugal e França estão adotando para atenuar os efeitos sociais e econômicos da pandemia do coronavírus (Covid-19) às empresas da construção civil de seus países.

Nos Estados Unidos, o governo federal não determinou o fechamento de obras, mas no dia 17 de março as autoridades de Boston promoveram a primeira grande paralisação do setor nos EUA, fechando todas as construções da cidade devido às preocupações crescentes com a propagação do vírus. Empreiteiros e construtores locais foram obrigados a encerrar todo o trabalho nos canteiros de obras, deixando, em alguns casos, equipes para proteger materiais e monitorar as obras.

A National Association of Home Builders (NAHB) atua junto à administração para explorar um pacote de estímulo à habitação. Discussão sobre o tema está prevista para o dia 23/3 entre as entidades interessadas e a Casa Branca.

Em Londres, especialistas alertam que uma possível paralisação será um desastre para o setor e poderá colocar empresas de pequeno e grande portes fora do mercado. A indicação é para que as empresas façam planos de contingência para a perspectiva de fechamento das redes de transporte e viagens para a cidade. O trabalho em muitos canteiros de obras pode parar se Londres for confinada.

Em Quebec/Canadá, duas das principais federações de sindicatos da construção pediram ao governo o fechamento dos canteiros de obras para evitar a disseminação do Covid-19. Segundo elas, muitos locais carecem de água e sabão para lavar as mãos e banheiros com água corrente e seus trabalhadores costumam ficar em locais fechados, movendo-se frequentemente e compartilhando suas ferramentas.

Em Portugal, estão sendo sugeridas medidas emergenciais como:

  • acesso rápido e fácil ao financiamento de emergência, por meio de linhas de crédito dedicadas e ao regime de lay‐off;
  • suspensão temporária de todas as obrigações tributárias e de contribuições sociais;
  • moratória em grande escala dos pagamentos de dívidas;
  • pagamento imediato de faturas e créditos de compras públicas, independentemente dos termos contratuais estabelecidos, e
  • pagamento antecipado da totalidade das obras não realizadas, de acordo com o plano de obras aprovado, resultante da suspensão de obras públicas, devido à crise atual e à possibilidade de acessar um instrumento de factoring, para contratos adjudicados, ainda não executados.

Na França, é provável que a epidemia também tenha repercussão significativa na atividade das empresas de obras públicas e, em particular, nas condições de execução dos contratos de obras (atrasos no fornecimento, medidas de contenção aplicáveis ao seu pessoal, de seus fornecedores, cocontratados ou subcontratados).

Diante da possibilidade das empresas se tornarem incapazes de concluir o seu trabalho dentro dos prazos previstos no contrato, de acordo com a Fédération Nationale des Travaux Publics (FNTP), as precauções a serem tomadas se referem essencialmente a:

  • adiamento do início dos trabalhos
  • pedidos de prorrogação do período de execução vinculados a uma interrupção ou ritmo mais lento.
Para contratos públicos, o início do trabalho é adiado ou o tempo de execução é estendido no caso de:
  • paralisação do trabalho resultante de dificuldades imprevistas (funcionários não podem se deslocar, suprimentos e equipamentos são bloqueados por uma medida de restrição ou qualquer outro evento após a epidemia)
  • atraso na execução de trabalhos preliminares que foram objeto de outro contrato (atraso nos trabalhos do Estado que intervêm a montante).
Extensão ou prorrogação de prazos

Se uma empresa encontrar dificuldades imprevistas no canteiro de obras tem o direito de obter uma extensão do tempo de execução de toda a obra ou de uma ou mais seções da obra, ou um adiamento do início da obra.

A duração da extensão ou adiamento é proposta pelo gerente de projeto após consulta à empresa e decidida pelo proprietário do projeto que informa a empresa.

Força maior

Força maior é um caso de isenção de responsabilidade corporativa com base em três condições cumulativas para contratos públicos. A empresa deve enfrentar uma dificuldade material imprevisível, que não é culpa sua e está fora de seu controle e que é de magnitude ou natureza que impossibilite provisória ou definitivamente a execução de suas obrigações contratuais.

Em caso de força maior, o período de execução é estendido pela duração dos impedimentos.

Para contratos privados e contratos que não se referem a um padrão

A prorrogação do prazo de execução pode ser solicitada invocando o artigo 1231-1 do código civil, que prevê que não há necessidade de aplicação de danos quando a execução tiver sido impedida por força maior.

Empresas de engenharia do Rio pedem suspensão de licitações de obras públicas

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A Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ) pediu formalmente aos governos do Estado e municipais que cancelem os processos de licitação em vigor e não convoquem novas concorrências enquanto durar a pandemia do novo coronavírus.

Em nota, a AEERJ informa que “as empresas estão desmobilizando a força de trabalho” para seguir as medidas de isolamento social necessárias para conter a propagação da Covid-19. Por isso, não é possível “preparar orçamentos e propostas para participar de licitações ou pregões”.

“A AEERJ entende que o momento é de focar na prevenção da doença e na proteção das pessoas”, diz a nota divulgada pela entidade.

Vídeo acelerado mostra construção de hospital na China em 10 dias

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Imagens em time-lapse mostram a construção do hospital Huoshenshan na cidade de Wuhan, para lidar com pacientes com coronavírus.

Localizado perto do Sanatório dos Trabalhadores de Wuhan, no distrito de Caidian, nos subúrbios ocidentais da cidade, o hospital foi projetado para ter 1.000 leitos para tratamento isolado e eficiente dos pacientes com pneumonia viral.

O hospital seguiu o modelo do Xiaotangshan, em Pequim. No auge do surto epidêmico de SARS em 2003, o Hospital Xiaotangshan foi construído em sete dias e admitiu um sétimo dos pacientes com SARS no país em dois meses, criando um milagre na história da medicina. O outro dos dois hospitais em construção na cidade é o Hospital Leishenshan.

Segundo as autoridades chinesas, a construção começou em 24 de janeiro, e o hospital foi inaugurado no dia 3 de fevereiro.

Covid-19 e o canteiro de Obras

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O Serviço Social da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Seconci-SP), como parceiro das empresas da construção civil na promoção de saúde e qualidade de vida nos canteiros, reuniu as principais orientações para evitar o contágio do coronavírus (Covid-19). A ideia é que os empresários divulguem as informações aos seus trabalhadores e empreiteiros, garantindo que todo o canteiro esteja orientado.

A entidade reforça que a principal medida de proteção é a higiene. Para isso, orienta:

1 – Empresas a, obrigatoriamente, disponibilizarem água e sabão nos canteiros, para que os trabalhadores possam higienizar as mãos com frequência.

2 – Trabalhadores para que higienizem, periodicamente também seus Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Recomenda ainda a distribuir álcool gel 70% em vários lugares na obra e a evitar ao máximo a concentração de trabalhadores, como por exemplo no refeitório, elevadores, e em ambiente de treinamento.

Principais sintomas do Covid-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Coriza
  • Dor de garganta intensa
  • Dificuldade de respirar

Ao identificar um funcionário com esses sintomas, a recomendação é retirá-lo do convívio dos demais colegas e orientá-lo a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, tendo em vista que, por determinação do Ministério da Saúde, o coronavírus é uma doença de notificação compulsiva e os casos suspeitos têm de ser encaminhados para as unidades da rede pública de saúde.

Números da construção civil apontam recuperação do setor

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Taxas de juros mais baixas, inflação sob controle e uma demanda represada por unidades habitacionais impulsionaram o reaquecimento do mercado imobiliário. Um balanço divulgado na última segunda-feira (2) pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria e Construção) e pelo Senai Nacional (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) aponta a recuperação do setor após um longo período de crise, que se estendeu de 2014 a 2017. Os Indicadores Imobiliários Nacionais referentes ao quarto trimestre de 2019 são animadores porque além da alta nas vendas, mostram um aumento dos lançamentos.

Números da construção civil apontam recuperação do setor

No quarto trimestre de 2018, foram registrados 9,7% a mais no número de imóveis residenciais vendidos na comparação com igual período do ano passado. Já os lançamentos cresceram 8,4% no quarto trimestre de 2019 ante o mesmo intervalo de 2018. As vendas saltaram de 34.202 para 37.513 unidades e os lançamentos, de 40.904 para 44.332.

Quando se compara os resultados ano a ano, os dados revelam um crescimento constante desde 2016, quando o estudo da CBIC começou a ser elaborado. Naquele ano, foram 91.868 unidades comercializadas. Em 2019, 130.434 imóveis vendidos, uma alta de 41,97% em um intervalo de quatro anos.

Durante a coletiva para divulgação do balanço, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, disse que os números confirmam as previsões feitas no início de 2019 e que os resultados são reflexo do “equilíbrio no mercado”.

A taxa Selic a 4,5% e a inflação estável facilitam a decisão de compra e a expectativa da CBIC para o mercado imobiliário é de crescimento de 10% em 2020. “Mesmo com a redução do FGTS, que deve ser compensada com outras formas de financiamento e aquecimento de outras regiões do Brasil”, disse Martins.

Presidente do Grupo A.Yoshii, Leonardo Yoshii confirma um “reaquecimento bastante expressivo” do setor, que pode ser mensurado pelo número de empreendimentos lançados, somados aos projetos da A.Yoshii e da Yticon. Entre 2018 e 2019, foram 25% a mais de lançamentos e para 2020 a expectativa é crescer 80% a mais ante o ano passado em função da expansão das atividades para outras praças. As vendas cresceram 30% no período. “A Yticon, que trabalha no segmento econômico, teve diversos lançamentos (em 2019) e todos performaram muito bem”, avaliou. O grupo londrinense atua também em Curitiba, Maringá (Noroeste) e Campinas (SP).

Yoshii atribui os resultados animadores a uma demanda reprimida gerada durante os anos de recessão e a um ambiente macroeconômico favorável. “Hoje a gente está com juros real praticamente zero e inflação baixa. A gente já teve juros assim, mas com inflação alta. A gente vive uma inflação única no mercado. Não me lembro de um momento tão positivo”, disse. “Historicamente, depois de uma crise profunda, o mercado sempre reagiu e superou os patamares anteriores à crise.”    

Além dos números que comprovam o reaquecimento do mercado, a movimentação dos clientes nas centrais de vendas é um bom termômetro da recuperação do setor, afirma o gerente regional da construtora Plaenge em Londrina, Rodolfo Sugeta. “No início de 2019 teve um pouquinho de euforia, depois o mercado deu uma estabilizada e, do terceiro trimestre para a frente já teve esse crescimento contínuo que continua neste primeiro trimestre de 2020.”

Sugeta é cauteloso ao falar sobre a possibilidade de um novo boom imobiliário, como aconteceu no início da década passada, e afirma que o ideal é que haja um crescimento saudável do mercado ao invés de picos, bons ou ruins. “O mercado diminuiu, mas a gente ajustou processos internos para que na hora da retomada a gente estivesse bem preparado para aproveitar as oportunidades.”

O grupo Plaenge mantém negócios em Londrina, Maringá, Curitiba, Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Campinas (SP), Joinville (SC) e, no segundo semestre de 2020, inicia suas operações em Porto Alegre (RS). A construtora também atua no Chile, que representa entre 15% e 20% do volume total de negócios. No ano passado, o grupo aumentou em 32% os lançamentos e a expectativa para este ano é de alta de mais 30%. Em vendas, o crescimento em 2019 chegou a 31% e em 2020 deve subir 15%.

Vendas na Região Sul crescem 48%

No recorte por regiões, o balanço da CBIC coloca a Região Sul do País em destaque em vendas de unidades residenciais. No quarto trimestre de 2019 houve alta de 48,83% ante o mesmo período de 2018, saltando de 3.049 unidades vendidas para 4.538. Em seguida está a Região Centro-Oeste, com uma variação positiva de 25,94%. No acumulado de 2019, as vendas na Região Sul cresceram 16,39% ante o ano anterior. Foram 16.360 unidades residenciais vendidas no ano passado contra 14.056 em 2018.

Londrina não entrou no levantamento, mas o presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) Paraná Norte, Sandro Paulo Marques de Nóbrega, ressalta que a cidade demora cerca de seis meses para começar a acompanhar os movimentos do mercado observados nas regiões metropolitanas do País. “Não é uma tradição, é um efeito econômico. Por isso os nossos lançamentos estão previstos para o segundo semestre. Mas tem muitos projetos na prancha, sendo desenvolvidos”, analisou. “O mercado imobiliário precisa de previsibilidade econômica de longo prazo para ter lançamento e temos previsão de 30 empreendimentos a serem lançados no segundo semestre em Londrina.”

Retomada da construção civil é tema de evento em Londrina

O reaquecimento da construção civil e as oportunidades do setor são tema de evento que acontece nesta quarta-feira (4) em Londrina. O encontro, gratuito e exclusivo para convidados, irá reunir empresários do mercado imobiliário e moveleiro, engenheiros e arquitetos. “A ideia é trazer, além de números da construção civil, as tendências do mercado para que os profissionais possam se adequar ao que está vindo”, disse o consultor do Sebrae em Londrina, Rubens Negrão.

Organizado pelo Sebrae em parceria com a High Design, ARQ+ e DW!, o evento acontece das 8h30 às 10h30, no Hub de Inovação do Turismo do Boulevard Londrina Shopping, na avenida Theodoro Victorelli, 150.