A transformação do mercado imobiliário através das Fintechs
Mercado imobiliário deve crescer 10% neste ano, acredita Secovi-SP
Média renda
As incorporadoras começarão a testar o mercado com lançamentos para a média renda, na avaliação do advogado Rodrigo Bicalho, sócio do escritório especializado em direito imobiliário Bicalho e Mollica Advogados. Nos últimos anos, o lançamento de imóveis do segmento ficou represado em função dos distratos, concentrados nessa faixa de renda, e da redução do financiamento imobiliário. Bicalho ressalta que, nos últimos anos, as incorporadoras focaram em produtos para o segmento econômico na capital paulista e imóveis compactos (direcionados mais para investidores). A queda da taxa de juros contribui, segundo o advogado, para a retomada da produção para as rendas média e média-alta. Os distratos — que foram o maior desafio enfrentado pelas incorporadoras nos últimos anos — tendem a continuar em queda, de acordo com o advogado, por causa da melhora das condições de crédito, da interrupção dos lançamentos de imóveis comerciais e do aumento da participação de compradores finais nas aquisições.Previdência
Flávio Amary solicitou ao governador Geraldo Alckmin que o PSDB, além de fechar a questão da aprovação da reforma da Previdência, vote pela mudança da integralidade dos parlamentares. Amary ressaltou que o pedido é feito a Alckmin como presidente do PSDB e não como governador. “Outro ponto importante, e falo agora também ao pré-candidato a presidente da República é que, depois da reforma da Previdência, temos de diminuir o custo do país. A bandeira que temos de levantar agora é a reforma do Estado. Não temos de ter uma quantidade de ministérios que não cabe na Esplanada”, disse o presidente do Secovi-SP. Segundo Amary, o Secovi-SP faz parte de um grupo de entidades do setor que apoia as reformas. Amary afirmou que, depois do vídeo de Cristiane Brasil, indicada à ministra do Trabalho, veiculado nesta semana, fica mais claro que o país precisa de “um ministério de notáveis”. O presidente do Secovi-SP defendeu também a regulamentação dos distratos e a Letra Imobiliária Garantida (LIG). “Precisamos ter calibragem dos planos diretores. É preciso que a produção imobiliária de São Paulo volte a ser viável”, disse.A casa do futuro já existe! É autossuficiente e antissísmica
A explicação é bastante simples. Um terremoto é uma força horizontal. As superfícies de altura sofrem muito mais o efeito de uma força de corte aplicada à base. É por isso que o design, com uma base grande e uma pequena superfície, atenua significativamente o efeito de um terremoto, minimizando os danos potenciais à casa e aos seus habitantes.
“Após os terremotos no Haiti, que ocorreram em 2010, depois no Chile e depois no Japão, onde muitas pessoas perderam suas casas, sentimos a necessidade de desenvolver uma casa muito resistente ao terremoto e, ao mesmo tempo, autossuficiente graças à energia renovável. Assim nasceu a PIRAMID-ALL: é basicamente uma casa antissísmica, eficiente e autoalimentada com energia renovável (fotovoltaica, eólica e solar- térmica)”.
A casa está disponível em dois tamanhos ou modelos, variando de 175 a 113 m2. A maior tem dois quartos no piso térreo, um com banheiro, dois banheiros, cozinha, lavandaria, sala de jantar, sala de estar, entrada nos fundos, escada. No andar de cima, há uma sala/escritório e um banheiro.
Finalmente, há também um sistema de painéis solares capazes de produzir água quente, úteis também para o aquecimento da casa, além do uso na cozinha e no banheiro.
E, ainda que seja possível se desconectar da rede de energia pública, dá para permanecer conectado à ela, vendendo o excedente de energia produzida e não consumida.
PIRAMID-ALL está à espera de patente. Harvard lança novo curso online gratuito de arquitetura em 2018
O popular curso online da Graduate School of Design de Harvard, intitulado The Architectural Imagination, será relançado em 2018. Aberto para alunos de qualquer parte do mundo, o curso é uma oportunidade de estudar teoria da arquitetura através do método usado em uma das escolas mais conceituadas do mundo, sem pagar nada.
Conduzida pelos professores Erika Naginski, Antoine Picon e K. Michael Hays, e com monitoria da doutoranda Lisa Haber-Thomson, o curso de 10 semanas começará no dia 28 de fevereiro e abrangerá tópicos que vão desde como “ler” edifícios enquanto expressão cultural, até a produção de desenhos técnicos e exercícios de modelagem.
A descrição do curso diz:
“A arquitetura é uma das práticas culturais mais complexamente negociadas e reconhecidas mundialmente, tanto enquanto assunto acadêmico como profissional. Sua produção envolve todas as questões técnicas, estéticas, políticas e econômicas em jogo dentro de uma determinada sociedade. Em dez módulos, examinaremos alguns dos exemplos mais importantes da história que mostram como a arquitetura envolve, faz a mediação e expressa as aspirações complexas de uma cultura.”
Embora o curso seja completamente gratuito, os alunos podem receber um certificado de conclusão se pagarem uma taxa de US$ 99.
Saiba mais sobre o curso, aqui.Gêmeas são 1º e 2º lugares em Engenharia Civil
MP investiga construtora por problemas na construção de condomínios no MA
Ministério Público do Maranhão vai investigar a conduta da construtora Cyrela a respeito de cinco empreendimentos da empresa que foram entregues com problemas estruturais graves, em São Luís. Segundo os promotores, cerca de quinze mil pessoas podem ter sido lesadas. O promotor de justiça Pedro Lino Curvelo informou que sérias penalidades podem ocorrer nesses casos.
“Essa empresa pode ser penalizada e essa penalidade pode ir desde a suspensão da comercialização dessas unidades, enquanto não resolver os problemas gerados pela má construção das unidades, como até mesmo a aplicação de multas, inclusive dano coletivo em relação a essas pessoas, no conjunto dessas pessoas que foram prejudicadas em decorrência da construção”, explicou o promotor.
Localizado no bairro da Forquilha, o condomínio Vitória São Luís possui 55 torres e começou a ser entregue em 2013 e logo os problemas apareceram. Foram rachaduras na estrutura, fiação elétrica exposta, e hidrante que não funciona. Também havia tubulação de gás ao lado das luminárias, o que pode causar superaquecimento dos canos e até explosão, segundo os Corpo de Bombeiros.
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Condomínio construído pela Cyrela na Forquilha apresenta diversos problemas estruturais, segundo os moradores (Foto: Reprodução/TV Mirante)
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) chegou a embargar a obra em 2012 porque parte do terreno está em uma área de proteção permanente, mas a obra prosseguiu. No ano passado os moradores encontraram até um jacaré na piscina.
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Jacaré foi encontrado em uma piscina de um condomínio construído pela Cyrela na Forquilha (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Em nova vistoria em 2016, o IBAMA constatou que a piscina fica ao lado do leito do rio, assim como a quadra de esportes e o sistema de tratamento de esgoto, que está cheio de vazamentos.
Um dos muros foi engolido pelo rio e caiu. Nos apartamentos térreos, a tubulação não tem dado vazão à água e as inundações são frequentes. A moradora Rira de Cássia disse que não aguenta mais. “Quando eu acordei eu estava com o pé dentro da água (…) Todo dia é um problema”, relatou a moradora.
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Muro do condomínio caiu em um rio que fica próximo dos apartamentos na Forquilha. (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Pelo que foi vendido aos moradores, o condomínio teria uma pista de cooper ampla, que passaria por um bosque. Mas o que foi entregue foi uma pista cheia de mato e pedra brita, onde ninguém consegue fazer corrida. Além disso, a pista que deveria ter um quilômetro de extensão não chega a duzentos metros e nem chega a parecer um lugar pra se praticar atividade física.
Em 2013, o Condomínio Brisas também teve problemas no sistema de gás. Já um prédio do Pleno Residencial foi entregue em 2016, mas já tem rachaduras em toda a estrutura.
Além disso, em um condomínio de luxo da Cyrela o problema é a falta de uma entrada para o caminhão dos bombeiros em caso de incêndio. Em 2015, um apartamento pegou fogo e o resgate dos moradores teve de ser feito de helicóptero. O problema ainda não foi resolvido.
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Em 2015, um helcóptero foi necessário para realizar resgates após um incêndio em um apartamento de um codomínio da Cyrela, em São Luís (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Construção civil e retomada
Video: 7 princípios para construir cidades melhores
Mais de metade da população mundial já mora em cidades e outros 2,5 bilhões de pessoas deverão se deslocar para áreas urbanas até 2050. A maneira como construímos novas cidades será o centro de tudo que importa, desde as mudanças climáticas até a vitalidade econômica para o nosso bem-estar e sensação de conexão. Peter Calthorpe já está no trabalho planejando as cidades do futuro e defendendo o design da comunidade focado na interação humana. Ele compartilha sete princípios universais para resolver a expansão e construir cidades inteligentes e mais sustentáveis.
Lideranças preveem um 2018 com potencial para a retomada da economia
Consciência
Contudo, a melhora nos negócios está diretamente ligada a medidas governamentais. “A recuperação depende da continuidade das reformas estruturais, como da Previdência e a tributária, e das microrreformas. Isso aumentará a confiança dos investidores para sairmos dessa crise duradoura e terrível”, aponta Adelmir Santana. Na indústria, a tendência de crescimento é visível no Índice de Confiança do Empresário Industrial (Ipei/DF) de dezembro, que atingiu 58%, valor 10,6 pontos maior do que o mesmo período do ano anterior. “Esse otimismo nos investimentos gera emprego de modo direto”, enfatiza Bittar, da Fibra. “Esse período natalino e de virada trouxe uma nova expectativa para o setor empresarial de maneira geral, com um certo alívio e otimismo para o ano que chega”, Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar) Para ele, as eleições são positivas, pois dinamizam os debates e a criação de soluções para a situação local. O momento deve ser positivo para restaurantes e bares. “É onde as pessoas vão discutir política e fazer reuniões”, destaca Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar). “Eu acredito que o crescimento do DF será acima da média nacional no setor produtivo. Nós temos uma mão de obra muito qualificada e uma juventude pronta, que só precisa de oportunidades”, Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra) Os especialistas destacam as escolhas conscientes nas urnas. “A população precisa começar a pensar sobre o país que quer, se é um onde o cidadão volta a ter mais poder de decidir sobre as próprias coisas ou um Estado-pai”, opina Rodrigo Freire, à frente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no DF. Para o responsável pela Fecomércio/DF, uma preocupação com o período eleitoral se refere aos candidatos que tomam medidas irresponsáveis para ganhar popularidade e se reeleger.Profissionalização
Além do maior investimento governamental, a profissionalização tem sido outro ponto positivo na capital federal. Mais de 60 mil brasilienses buscaram cursos e oficinas no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae/DF) em 2017. “Percebemos uma procura muito grande de pessoas que têm o sonho de montar o próprio negócio”, revela o gerente de Atendimento Personalizado da entidade, Ary Ferreira Júnior. Os indicadores de inovação, gestão, desempenho e consultoria também reforçam as expectativas positivas para 2018. “A partir de janeiro, teremos um grupo de pessoas preparadas, conscientes do que têm de fazer, com estratégia e cálculo de riscos. Apesar do baixo crescimento em 2018, os pequenos negócios terão sustentabilidade e retorno financeiro”, Ary Ferreira Júnior, gerente de Atendimento Personalizado do Sebrae no DF Brasília conta com mais de 200 mil pequenas empresas em funcionamento, sendo que cerca de 70 mil proprietários se profissionalizaram no Sebrae no último ano. O gerente nota uma mudança de cultura de empresários instalados e potenciais. “Eles buscam alternativas para o orçamento e passaram a monitorar e a pesquisar as tendências dos clientes para ter assertividade com preço acessível, qualidade melhor e facilidade de acesso”, analisa.Confira as carreiras que serão mais procuradas na retomada da construção civil
No embalo da retomada na indústria da construção civil a partir de 2018, os setores que mais devem gerar empregos na cadeia são os de sustentabilidade, infraestrutura, mobilidade e habitação.
Como as áreas são macro, as vagas devem abranger uma gama muito grande de profissões. No topo da lista estão as Engenharias e suas especialidades, elas aparecem nos quatro segmentos e estão muito ligadas à construção civil, uma atividade na qual a mão-de-obra humana é necessária e fundamental para a recuperação da economia.
Os sinais de que os próximos anos serão melhores aparecem em várias frentes. O Índice de Confiança da Construção, da Fundação Getulio Vargas, indica que vão aumentar as contratações em 2018. “O avanço não foi grande, mas os resultados representam uma sinalização importante de melhora da atividade da construção nos últimos meses do ano, o que, por sua vez, traz perspectivas mais positivas para o setor em 2018”, avaliou, Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.
A recuperação da atividade deverá ser gerar oportunidades de trabalho em outros segmentos próximos, como saneamento básico, desenvolvimento urbano e mobilidade. O esforço para reduzir o déficit habitacional também será um grande gerador de mão-de-obra. Até 2025, o Brasil precisa construir 14,5 milhões de novos domicílios para suprir essa necessidade, conforme estimativa do Secovi-SP em parceria com a FGV.
Para se beneficiar dessa onda positiva de emprego, no entanto, é preciso estar preparado. Assim como em qualquer segmento, a qualificação é uma exigência. “As vagas que vão crescer são dos profissionais qualificados, os informais não conseguem operar uma máquina cara, é preciso treinamento para isso”, destaca o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins.
Entre as profissões que estarão em alta, destaque para o engenheiro projetista, assim como especialistas em automação residencial e técnico em edificação, o novo mestre de obras. Em alta também profissionais ligados à área de sustentabilidade, com experiência em BIM – planejamento e execução usando novas tecnologias.
“Hoje não adianta ser um exímio desenhista para fazer um projeto usando um esquadro. É preciso saber Autocad, que daqui a pouco será totalmente substituído pelo BIM”, avalia Martins.
No último boom da construção civil, dizem os especialistas, a combinação de juro baixo, bastante crédito – até 30 anos para pagar – permitiu que as pessoas comprassem imóveis pagando mais caro pela ineficiência do setor, porque a prestação cabia no bolso. Mas agora a situação é diferente. E essa mudança vai impactar diretamente na hora de contratar profissionais. O mercado vai priorizar a eficiência.
“Se as empresas quiserem vender, vão ter que trabalhar no custo. Elas devem melhorar a eficiência, a produtividade e os profissionais precisam atender à essa demanda”, destaca o presidente da CBIC.
Um dos problemas do setor é o grau de informalidade. Em 2014, no começo da recessão, 57% dos ocupados não recolhiam para a Previdência Social. De lá pra cá, cerca de 1 milhão de vagas com carteira assinada foram perdidas (de 3,3 milhões para 2,3 milhões). Esse contexto aumentou a quantidade de profissionais trabalhando como informais.
Tendências
Para Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, as perspetivas são muito boas nos segmentos de Sustentabilidade, Infraestrutura, Mobilidade Urbana. Ele aposta na carreira de Engenheiro Ambiental, com especialização em tratamento de resíduos, replantio, proteção de mananciais, o que é uma tendência mundial. No que se refere à infraestrutura, a demanda por estradas, portos e aeroportos é uma necessidade para permitir o crescimento do país, assim como o aporte em mobilidade é fundamental para a expansão e melhoria de qualidade de vida nas cidades.
“Como em qualquer profissão, a qualificação, as experiências internacionais são bem vistas e rendem melhores colocações e remunerações”, avalia Amary.
Calcula-se que de forma direta, indireta e contabilizando os informais, a cadeia tenha cerca de 12,5 milhões de trabalhadores.
Seja qual for sua capacitação no setor, uma coisa é certa: o mercado está reagindo e terá espaço para profissionais preparados, mais eficientes e de olho nas novas tecnologias.
Profissionais com alta demanda
Sustentabilidade: engenheiro de sustentabilidade, engenheiro ambiental, especialista em tratamento de resíduos, especialista em replantio, especialista em proteção de mananciais, especialista em reutilização de materiais, especialista em gestão de resíduos sólidos e especialista reaproveitamento de águas
Infraestrutura: engenheiros especialistas em construções de estradas, portos e aeroportos, topógrafo agrimensor, arquitetos, engenheiro projetista, técnico ambiental, advogado especialista em direito ambiental
Mobilidade: engenheiros e arquitetos especialistas em arquitetura urbanística, engenheiro projetista, técnico em segurança do trabalho, engenheiro de transporte
Habitação: pedreiro, encarregados, serventes, eletricistas, carpinteiros, mestre de obras, técnico em edificações, engenheiro civil, automação residencial, engenheiro BIM especializados em planejamento e execução, designer de interiores


