A casa do futuro já existe! É autossuficiente e antissísmica

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Uma casa capaz de resistir à força devastadora e destrutiva de um terremoto e autossuficiente do ponto de vista energético, porque é capaz de explorar a energia do sol e do vento. Seu nome é PIRAMID-ALL e, de acordo com seu criador, ela é a casa do futuro.

Sua história começa com o terremoto no Haiti. As imagens angustiantes tocaram Darío Martín, engenheiro civil argentino de Neuquén, que desde então tem se empenhado em projetar uma solução de habitação que permita aos que vivam em áreas com alto risco sísmico, de terem uma casa capaz de suportar um alto impacto e ao mesmo tempo tempo possa oferecer um bom nível de conforto na vida cotidiana.

O resultado da pesquisa é uma pirâmide mas nada a ver com o Egito e seus símbolos impressionantes. A escolha está estritamente ligada à necessidade de proporcionar estabilidade à casa em caso de terremoto grave, dado que a figura geométrica mais estável que existe, é precisamente a pirâmide.

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A explicação é bastante simples. Um terremoto é uma força horizontal. As superfícies de altura sofrem muito mais o efeito de uma força de corte aplicada à base. É por isso que o design, com uma base grande e uma pequena superfície, atenua significativamente o efeito de um terremoto, minimizando os danos potenciais à casa e aos seus habitantes.

“Após os terremotos no Haiti, que ocorreram em 2010, depois no Chile e depois no Japão, onde muitas pessoas perderam suas casas, sentimos a necessidade de desenvolver uma casa muito resistente ao terremoto e, ao mesmo tempo, autossuficiente graças à energia renovável. Assim nasceu a PIRAMID-ALL: é basicamente uma casa antissísmica, eficiente e autoalimentada com energia renovável (fotovoltaica, eólica e solar- térmica)”.

A casa está disponível em dois tamanhos ou modelos, variando de 175 a 113 m2. A maior tem dois quartos no piso térreo, um com banheiro, dois banheiros, cozinha, lavandaria, sala de jantar, sala de estar, entrada nos fundos, escada. No andar de cima, há uma sala/escritório e um banheiro.

A versão menor tem um quarto, um banheiro com banheira, cozinha, lavanderia, sala de jantar, hall de entrada, escada e, no andar de cima, há apenas outra sala ou escritório.

Ambas têm painéis fotovoltaicos posicionados em 1, 2 ou 3 lados da pirâmide, dependendo da quantidade de energia que se deseja produzir, integradas por uma turbina eólica no topo do telhado.

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Finalmente, há também um sistema de painéis solares capazes de produzir água quente, úteis também para o aquecimento da casa, além do uso na cozinha e no banheiro.

E, ainda que seja possível se desconectar da rede de energia pública, dá para permanecer conectado à ela, vendendo o excedente de energia produzida e não consumida.

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PIRAMID-ALL está à espera de patente.

Harvard lança novo curso online gratuito de arquitetura em 2018

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O popular curso online da Graduate School of Design de Harvard, intitulado The Architectural Imagination, será relançado em 2018. Aberto para alunos de qualquer parte do mundo, o curso é uma oportunidade de estudar teoria da arquitetura através do método usado em uma das escolas mais conceituadas do mundo, sem pagar nada.

Conduzida pelos professores Erika Naginski, Antoine Picon e K. Michael Hays, e com monitoria da doutoranda Lisa Haber-Thomson, o curso de 10 semanas começará no dia 28 de fevereiro e abrangerá tópicos que vão desde como “ler” edifícios enquanto expressão cultural, até a produção de desenhos técnicos e exercícios de modelagem.

A descrição do curso diz:

“A arquitetura é uma das práticas culturais mais complexamente negociadas e reconhecidas mundialmente, tanto enquanto assunto acadêmico como profissional. Sua produção envolve todas as questões técnicas, estéticas, políticas e econômicas em jogo dentro de uma determinada sociedade. Em dez módulos, examinaremos alguns dos exemplos mais importantes da história que mostram como a arquitetura envolve, faz a mediação e expressa as aspirações complexas de uma cultura.”

Embora o curso seja completamente gratuito, os alunos podem receber um certificado de conclusão se pagarem uma taxa de US$ 99.

Saiba mais sobre o curso, aqui.

Gêmeas são 1º e 2º lugares em Engenharia Civil

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Na família Caldara, um raio pode sim cair duas vezes no mesmo lugar. As gêmeas que conquistaram as duas primeiras colocações no curso de Engenharia Civil na Universidade Federal do Espírito Santo(Ufes), repetiram o feito do pai, que em 1984 alcançou o primeiro lugar geral da Ufes, também para Engenharia Civil.

Natália Oliveira Caldara e Larissa Oliveira Caldara, 17 anos, contaram que sempre tiveram muita afinidade com matemática e por isso resolveram fazer engenharia. Embora as duas tivessem seguido em caminhos independentes em para escolher qual das engenharias tentariam, as duas encontraram afinidade na mesma área.

As meninas contaram que estudar juntas tem muitos benefícios. “A gente compartilhas as dúvidas e o conhecimento. É bem positivo porque sempre tem alguém para ajudar”, contou Larissa.

Para conquistar a tão sonhada vaga, as gêmeas contam que a dedicação foi muito importante. “A gente se esforçou muito. estudávamos nas aulas e fomos disciplinadas em casa. Essa disciplina foi fundamental”, contou Natália.

Apesar do esforço, as irmãs contaram que os momentos de descanso eram muito importantes para alcançar o sucesso. “Tinha dias que a gente tava num ritmo muito intenso, aí precisávamos espairecer”, contou Natália.

Larissa completou dizendo que intensificar muito o ritmo de estudos nem sempre é uma boa opção. “A gente vê pessoas estudando até muito tarde, mas é importante não atrapalhar o sono para não prejudicar o desempenho no dia seguinte”, afirmou.

DE PAI PARA FILHAS

No ano de 2002, Adauto Caldara, pai das gêmeas, dava entrevista ao jornal A GAZETA para contar suas conquistas. Aos 16 anos, em 1985, Adauto foi o primeiro colocado no vestibular. Na época tentando Engenharia Civil.

No ano seguinte, aos 17 anos, Adauto repetiu o eito, dessa vez tentando uma vaga no curso de arquitetura. Apesar das aprovações, foi no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que o jovem conquistou o sonhado diploma.

Durante a entrevista, Caldara garantiu que, quando as meninas tentassem uma vaga na Universidade, ele não cobraria primeiros lugares.

“Talvez um ou dois pontos acima da média para passarem de ano”, disse. Mal sabia Adauto a surpresa, e a alegria, que o futuro reservava.

MP investiga construtora por problemas na construção de condomínios no MA

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Ministério Público do Maranhão vai investigar a conduta da construtora Cyrela a respeito de cinco empreendimentos da empresa que foram entregues com problemas estruturais graves, em São Luís. Segundo os promotores, cerca de quinze mil pessoas podem ter sido lesadas. O promotor de justiça Pedro Lino Curvelo informou que sérias penalidades podem ocorrer nesses casos.

“Essa empresa pode ser penalizada e essa penalidade pode ir desde a suspensão da comercialização dessas unidades, enquanto não resolver os problemas gerados pela má construção das unidades, como até mesmo a aplicação de multas, inclusive dano coletivo em relação a essas pessoas, no conjunto dessas pessoas que foram prejudicadas em decorrência da construção”, explicou o promotor.

Localizado no bairro da Forquilha, o condomínio Vitória São Luís possui 55 torres e começou a ser entregue em 2013 e logo os problemas apareceram. Foram rachaduras na estrutura, fiação elétrica exposta, e hidrante que não funciona. Também havia tubulação de gás ao lado das luminárias, o que pode causar superaquecimento dos canos e até explosão, segundo os Corpo de Bombeiros.

Condomínio construído pela Cyrela na Forquilha apresenta diversos problemas estruturais, segundo os moradores (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Condomínio construído pela Cyrela na Forquilha apresenta diversos problemas estruturais, segundo os moradores (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) chegou a embargar a obra em 2012 porque parte do terreno está em uma área de proteção permanente, mas a obra prosseguiu. No ano passado os moradores encontraram até um jacaré na piscina.

Jacaré foi encontrado em uma piscina de um condomínio construído pela Cyrela na Forquilha (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Jacaré foi encontrado em uma piscina de um condomínio construído pela Cyrela na Forquilha (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Em nova vistoria em 2016, o IBAMA constatou que a piscina fica ao lado do leito do rio, assim como a quadra de esportes e o sistema de tratamento de esgoto, que está cheio de vazamentos.

Um dos muros foi engolido pelo rio e caiu. Nos apartamentos térreos, a tubulação não tem dado vazão à água e as inundações são frequentes. A moradora Rira de Cássia disse que não aguenta mais. “Quando eu acordei eu estava com o pé dentro da água (…) Todo dia é um problema”, relatou a moradora.

Muro do condomínio caiu em um rio que fica próximo dos apartamentos na Forquilha. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Muro do condomínio caiu em um rio que fica próximo dos apartamentos na Forquilha. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Pelo que foi vendido aos moradores, o condomínio teria uma pista de cooper ampla, que passaria por um bosque. Mas o que foi entregue foi uma pista cheia de mato e pedra brita, onde ninguém consegue fazer corrida. Além disso, a pista que deveria ter um quilômetro de extensão não chega a duzentos metros e nem chega a parecer um lugar pra se praticar atividade física.

Em 2013, o Condomínio Brisas também teve problemas no sistema de gás. Já um prédio do Pleno Residencial foi entregue em 2016, mas já tem rachaduras em toda a estrutura.

Além disso, em um condomínio de luxo da Cyrela o problema é a falta de uma entrada para o caminhão dos bombeiros em caso de incêndio. Em 2015, um apartamento pegou fogo e o resgate dos moradores teve de ser feito de helicóptero. O problema ainda não foi resolvido.

Em 2015, um helcóptero foi necessário para realizar resgates após um incêndio em um apartamento de um codomínio da Cyrela, em São Luís (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Em 2015, um helcóptero foi necessário para realizar resgates após um incêndio em um apartamento de um codomínio da Cyrela, em São Luís (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Construção civil e retomada

A indústria da construção se encontra numa encruzilhada: estimulada, será a nova âncora da recuperação da economia; esquecida, será a pedra que poderá adernar a embarcação.

Não é mais possível ignorar o papel estratégico que esse setor desempenhará para recolocar o Brasil na trilha do desenvolvimento.

Grande geradora de emprego e renda, elo entre o cidadão e o sonho da moradia digna, a indústria da construção tem uma vocação econômica e social que não pode ser negligenciada — é nos momentos de crise que nosso setor dá sua contribuição mais efetiva.

O PIB da indústria da construção encolheu 6% em 2017, no quarto ano de retração consecutiva do setor. Não pedimos benesses nem facilidades. Queremos, isto sim, um ambiente de negócios seguro e transparente e projetos que permitam a recuperação.

Muito fizeram o Poder Executivo e o Congresso Nacional para fomentar um novo ciclo de crescimento e sepultar de vez a crise que assola o Brasil desde 2014. Foram produzidos avanços de relevância, como a criação de um teto para os gastos públicos, a redução continuada dos juros e a aprovação da reforma trabalhista e da terceirização.

Tudo isso criou um novo ambiente e recuperou a credibilidade e o otimismo entre empreendedores. Essa reação está refletida no desempenho do Produto Interno Bruto, que saiu da estagnação.

A construção civil, no entanto, não acompanha esse movimento. Mais de um milhão de postos de trabalho foram fechados desde 2014, empurrando para a incerteza trabalhadores e suas famílias e comprometendo a economia. O impacto sobre o PIB nacional foi de meio ponto percentual só no ano passado. Significa que outros setores da indústria tiveram de empenhar esforço maior para impedir que o conjunto da economia caísse ainda mais.

É preciso sensibilidade para criar as condições para que a retomada que observamos não seja ameaçada. O agronegócio, que deu grande contribuição para a reação, já dá sinais de desaceleração. Está na indústria da construção o combustível que fará avançar esse movimento.

Essa é a mensagem que no final do ano passado levamos ao presidente da República, Michel Temer. Junto com outras entidades da cadeia produtiva da construção, criamos uma coalizão para recuperar o nosso setor. Não é tarefa difícil — e os resultados serão inestimáveis para o momento que vive o país.

Há que fomentar o investimento, criando as condições para que a iniciativa privada execute os projetos que os cofres públicos não mais poderão custear. É preciso não perder de vista o essencial: construção é investimento e não existe investimento sem confiança no futuro.

Há que destravar projetos de infraestrutura que, além de garantir competitividade à economia, ajudarão a gerar milhares de novos empregos. É o momento de iniciar os projetos do programa de apoio às concessões municipais, que farão uma revolução nas cidades, levando emprego, renda e melhores serviços à população.

Há que recuperar o financiamento do mercado imobiliário e restabelecer a segurança jurídica tão necessária.

Há, por fim, mas não menos importante, que aprovar a reforma da Previdência, cujo impacto na economia é imediato, pois reduz a incerteza do investidor em relação ao futuro.

Apresentamos uma agenda robusta e factível. O momento exige sensibilidade e vontade política, visão estratégica e o pleno entendimento do potencial reprimido da indústria da construção. Reaquecer a construção não é um interesse corporativo e localizado: fará bem à economia brasileira e beneficiará toda a população.

Chegou o momento da virada!

José Carlos Martins é presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Video: 7 princípios para construir cidades melhores

Mais de metade da população mundial já mora em cidades e outros 2,5 bilhões de pessoas deverão se deslocar para áreas urbanas até 2050.

A maneira como construímos novas cidades será o centro de tudo que importa, desde as mudanças climáticas até a vitalidade econômica para o nosso bem-estar e sensação de conexão. Peter Calthorpe já está no trabalho planejando as cidades do futuro e defendendo o design da comunidade focado na interação humana.

Ele compartilha sete princípios universais para resolver a expansão e construir cidades inteligentes e mais sustentáveis.

Lideranças preveem um 2018 com potencial para a retomada da economia

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O setor produtivo do Distrito Federal prevê um 2018 de recuperação econômica. De acordo com especialistas e lideranças sindicais e de federações, com a queda da taxa de juros para 7%, a expectativa é de um ano melhor do que o anterior. Além disso, a corrida do período eleitoral pode ser vantajosa para algumas áreas específicas, como bares e restaurantes.

“Apesar da base ruim, de quase três anos de recessão, estamos em uma curva ascendente. As pessoas fizeram uma reavaliação do planejamento de compras e retornaram ao mercado. Houve uma retomada na confiança dos consumidores”, explica Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio/DF).

Conforme análise de Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), a construção civil é o setor mais promissor para 2018. “A área é uma empregadora de modo extensivo, com contratações imediatas. Os índices estão muito baixos, então, eu não vejo espaço para que caia ainda mais”, avalia. Ele associa o crescimento ao maior investimento do Executivo local, principalmente em mobilidade urbana, como obras de passarelas e obras no anel viário.

“Se tivermos um governo comprometido com reformas, inovação e desenvolvimento, 2018 será o ano da grande virada”, Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF)

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do DF mostra que, entre outubro e novembro, o índice de trabalho na construção civil subiu 8,2%. Com a regularização definitiva do Setor Noroeste, por exemplo, a quantidade de canteiros aumenta, assim como o índice de ocupação. “O investimento na construção civil é a primeira necessidade das pessoas, mas é a mais difícil de ser adquirida”, aponta Bittar.

“Uma das pautas mais importantes é a simplificação do regime tributário. Atualmente, o empresário gasta cerca de 2.400 horas por ano com a burocracia dos impostos e tributos”, Rodrigo Freire, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no DF

Apesar da perspectiva positiva para 2018, o índice de desocupação ainda é alto na cidade. A PED de novembro indica uma diminuição em comparação a outubro, mas o total ainda atinge 18,4%, taxa que engloba cerca de 300 mil brasilienses. Em 365 dias, a quantidade de desempregados caiu apenas 0,1%, sendo que, em novembro de 2015, o índice era de 14,2%. O mês que apresentou o maior índice de 2017 foi março, com 2,3 ponto percentual a mais do que o apresentado no encerramento do ano.

Consciência

Contudo, a melhora nos negócios está diretamente ligada a medidas governamentais. “A recuperação depende da continuidade das reformas estruturais, como da Previdência e a tributária, e das microrreformas. Isso aumentará a confiança dos investidores para sairmos dessa crise duradoura e terrível”, aponta Adelmir Santana. Na indústria, a tendência de crescimento é visível no Índice de Confiança do Empresário Industrial (Ipei/DF) de dezembro, que atingiu 58%, valor 10,6 pontos maior do que o mesmo período do ano anterior. “Esse otimismo nos investimentos gera emprego de modo direto”, enfatiza Bittar, da Fibra.

“Esse período natalino e de virada trouxe uma nova expectativa para o setor empresarial de maneira geral, com um certo alívio e otimismo para o ano que chega”, Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar)

Para ele, as eleições são positivas, pois dinamizam os debates e a criação de soluções para a situação local. O momento deve ser positivo para restaurantes e bares. “É onde as pessoas vão discutir política e fazer reuniões”, destaca Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar).

“Eu acredito que o crescimento do DF será acima da média nacional no setor produtivo. Nós temos uma mão de obra muito qualificada e uma juventude pronta, que só precisa de oportunidades”, Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)

Os especialistas destacam as escolhas conscientes nas urnas. “A população precisa começar a pensar sobre o país que quer, se é um onde o cidadão volta a ter mais poder de decidir sobre as próprias coisas ou um Estado-pai”, opina Rodrigo Freire, à frente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no DF. Para o responsável pela Fecomércio/DF, uma preocupação com o período eleitoral se refere aos candidatos que tomam medidas irresponsáveis para ganhar popularidade e se reeleger.

Profissionalização

Além do maior investimento governamental, a profissionalização tem sido outro ponto positivo na capital federal. Mais de 60 mil brasilienses buscaram cursos e oficinas no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae/DF) em 2017. “Percebemos uma procura muito grande de pessoas que têm o sonho de montar o próprio negócio”, revela o gerente de Atendimento Personalizado da entidade, Ary Ferreira Júnior. Os indicadores de inovação, gestão, desempenho e consultoria também reforçam as expectativas positivas para 2018.

“A partir de janeiro, teremos um grupo de pessoas preparadas, conscientes do que têm de fazer, com estratégia e cálculo de riscos. Apesar do baixo crescimento em 2018, os pequenos negócios terão sustentabilidade e retorno financeiro”, Ary Ferreira Júnior, gerente de Atendimento Personalizado do Sebrae no DF

Brasília conta com mais de 200 mil pequenas empresas em funcionamento, sendo que cerca de 70 mil proprietários se profissionalizaram no Sebrae no último ano. O gerente nota uma mudança de cultura de empresários instalados e potenciais. “Eles buscam alternativas para o orçamento e passaram a monitorar e a pesquisar as tendências dos clientes para ter assertividade com preço acessível, qualidade melhor e facilidade de acesso”, analisa.

Confira as carreiras que serão mais procuradas na retomada da construção civil

No embalo da retomada na indústria da construção civil a partir de 2018, os setores que mais devem gerar empregos na cadeia são os de sustentabilidade, infraestrutura, mobilidade e habitação.

Como as áreas são macro, as vagas devem abranger uma gama muito grande de profissões. No topo da lista estão as Engenharias e suas especialidades, elas aparecem nos quatro segmentos e estão muito ligadas à construção civil, uma atividade na qual a mão-de-obra humana é necessária e fundamental para a recuperação da economia.

Os sinais de que os próximos anos serão melhores aparecem em várias frentes. O Índice de Confiança da Construção, da Fundação Getulio Vargas, indica que vão aumentar as contratações em 2018. “O avanço não foi grande, mas os resultados representam uma sinalização importante de melhora da atividade da construção nos últimos meses do ano, o que, por sua vez, traz perspectivas mais positivas para o setor em 2018”, avaliou, Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

A recuperação da atividade deverá ser gerar oportunidades de trabalho em outros segmentos próximos, como saneamento básico, desenvolvimento urbano e mobilidade. O esforço para reduzir o déficit habitacional também será um grande gerador de mão-de-obra. Até 2025, o Brasil precisa construir 14,5 milhões de novos domicílios para suprir essa necessidade, conforme estimativa do Secovi-SP em parceria com a FGV.

Para se beneficiar dessa onda positiva de emprego, no entanto, é preciso estar preparado. Assim como em qualquer segmento, a qualificação é uma exigência. “As vagas que vão crescer são dos profissionais qualificados, os informais não conseguem operar uma máquina cara, é preciso treinamento para isso”, destaca o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins.

Entre as profissões que estarão em alta, destaque para o engenheiro projetista, assim como especialistas em automação residencial e técnico em edificação, o novo mestre de obras. Em alta também profissionais ligados à área de sustentabilidade, com experiência em BIM – planejamento e execução usando novas tecnologias.

“Hoje não adianta ser um exímio desenhista para fazer um projeto usando um esquadro. É preciso saber Autocad, que daqui a pouco será totalmente substituído pelo BIM”, avalia Martins.

No último boom da construção civil, dizem os especialistas, a combinação de juro baixo, bastante crédito – até 30 anos para pagar – permitiu que as pessoas comprassem imóveis pagando mais caro pela ineficiência do setor, porque a prestação cabia no bolso. Mas agora a situação é diferente. E essa mudança vai impactar diretamente na hora de contratar profissionais. O mercado vai priorizar a eficiência.

“Se as empresas quiserem vender, vão ter que trabalhar no custo. Elas devem melhorar a eficiência, a produtividade e os profissionais precisam atender à essa demanda”, destaca o presidente da CBIC.

Um dos problemas do setor é o grau de informalidade. Em 2014, no começo da recessão, 57% dos ocupados não recolhiam para a Previdência Social. De lá pra cá, cerca de 1 milhão de vagas com carteira assinada foram perdidas (de 3,3 milhões para 2,3 milhões). Esse contexto aumentou a quantidade de profissionais trabalhando como informais.

Tendências

Para Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, as perspetivas são muito boas nos segmentos de Sustentabilidade, Infraestrutura, Mobilidade Urbana. Ele aposta na carreira de Engenheiro Ambiental, com especialização em tratamento de resíduos, replantio, proteção de mananciais, o que é uma tendência mundial. No que se refere à infraestrutura, a demanda por estradas, portos e aeroportos é uma necessidade para permitir o crescimento do país, assim como o aporte em mobilidade é fundamental para a expansão e melhoria de qualidade de vida nas cidades.

“Como em qualquer profissão, a qualificação, as experiências internacionais são bem vistas e rendem melhores colocações e remunerações”, avalia Amary.

Calcula-se que de forma direta, indireta e contabilizando os informais, a cadeia tenha cerca de 12,5 milhões de trabalhadores.

Seja qual for sua capacitação no setor, uma coisa é certa: o mercado está reagindo e terá espaço para profissionais preparados, mais eficientes e de olho nas novas tecnologias.

Profissionais com alta demanda

Sustentabilidade: engenheiro de sustentabilidade, engenheiro ambiental, especialista em tratamento de resíduos, especialista em replantio, especialista em proteção de mananciais, especialista em reutilização de materiais, especialista em gestão de resíduos sólidos e especialista reaproveitamento de águas

Infraestrutura: engenheiros especialistas em construções de estradas, portos e aeroportos, topógrafo agrimensor, arquitetos, engenheiro projetista, técnico ambiental, advogado especialista em direito ambiental

Mobilidade: engenheiros e arquitetos especialistas em arquitetura urbanística, engenheiro projetista, técnico em segurança do trabalho, engenheiro de transporte

Habitação: pedreiro, encarregados, serventes, eletricistas, carpinteiros, mestre de obras, técnico em edificações, engenheiro civil, automação residencial, engenheiro BIM especializados em planejamento e execução, designer de interiores

Setor da construção civil volta a operar em larga escala e isso é um excelente indicador

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A construção civil é um dos setores mais importantes da economia de um país, especialmente um país como o Brasil, que ainda está se desenvolvendo muito (é uma nação de terceiro mundo). Nesta área a economia só funciona bem quando há abundância de crédito, pois é capital intensivo. Nos últimos três ou quatro anos esta foi uma das áreas mais negativamente afetadas da economia, mas agora o setor imobiliário voltou a usar o termo “lançamentos”, voltou a produzir imóveis e vendê-los na planta. Tudo isso é um ótimo indicador.

Por ser um setor que envolve grande quantidade de dinheiro, o ramo da construção civil também envolve riscos mais elevados. Uma empreiteira não pode, por exemplo, gastar uma fortuna para construir um edifício residencial que irá ficar parado por falta de clientes depois. Se isso acontecer ela jamais vai recuperar seu investimento, terá perdas milionárias. Além disso, não só o material para construção é caro, a mão de obra também é. Do mais reles servente de pedreiro ao engenheiro civil, este setor é um dos que tem as melhores remunerações, justamente porque envolve uma necessidade básica da população e a possibilidade de altos ganhos para os investidores.

De acordo com Felipe Moreno, ex-editor do InfoMoney e fundador da startup Middi, os sinais estão claros. Há uma evidente recuperação econômica em andamento. Isso tudo, também, graças ao fato de que a bolha imobiliária brasileira foi menor do que o previsto, o que significa que houve menores perdas mesmo no período de crise. Agora, ao que parece, é só questão de tempo. Todos os sinais estão bastante positivos.

A maior crise de nossa história, pelo visto, está mesmo ficando no passado.

Os bairros mais caros – e os mais baratos – para morar em SP

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SÃO PAULO – O bairro mais caro para comprar um imóvel na cidade de São Paulo é Vila Nova Conceição, na zona sul da capital, segundo um levantamento realizado pelo FipeZap. Em dezembro de 2017, o preço do m2 da região foi R$ 16.752, contra R$ 8.745 do preço médio da cidade.

Em segundo lugar vem o Jardim Paulistano, com preço médio de R$ 15.314/m2. Cidade Tiradentes, por sua vez, aparece no fim do ranking e possui o m2 mais desvalorizado da capital: R$ 2701. De acordo com o FipZap foram avaliados 189724 anúncios de imóveis para compor a lista.

No ranking geral do Brasil, Rio de Janeiro lidera a lista com o preço médio do m2 mais caro (R$ 9.811). A cidade maravilhosa é seguida por São Paulo (R$ 8745), Distrito Federal (R$ 8.238) e Niteroi (7.225).

Bairros mais Caros SP (m2)

Bairros mais Baratos SP (m2)