Desde o final da década de 80, a prefeitura de Curitiba já utilizava o Autodesk AutoCAD, mas com o tempo passou a adotar sistemas mais sofisticados para o desenvolvimento de estudos de planejamento urbano. Em 2018, a cidade passou a investir em um projeto de adoção do BIM que compreendeu treinamento e aquisição de hardware e software para secretarias envolvidas na iniciativa, por meio do LABIMPMC, que tem como missão não apenas a adoção, como também a ampliação e disseminação da ferramenta em todas as áreas da municipalidade É interessante destacar que esse investimento está atrelado ao componente inovação de um dos programas multilaterais financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e considerado muito bem-vindo pelo banco como um complemento à evolução dos projetos e implantação das obras. O BID é um dos agentes financiadores de obras estruturantes para a Prefeitura de Curitiba, a exemplo da obra Inter 2 que atende uma linha relevante da cidade. O município conta ainda com o financiamento de entidades como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) – dos Brics – e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), contemplando programas socioambientais e de mobilidade associados ao transporte e a urbanização de áreas ambientais, no combate aos riscos climáticos. “Estamos focados, nos próximos anos, na implementação de projetos de mobilidade, urbanização e habitação social. Para nos dar todo o embasamento para a execução das obras, estamos trabalhando com as ferramentas BIM Autodesk, que têm nos ajudado desde a concepção de melhores projetos ao gerenciamento das obras”, diz o engenheiro civil Márcio Teixeira, diretor técnico da Unidade Técnico Administrativa de Gerenciamento (UTAG), ligado ao IPPUC, setor responsável pelo gerenciamento dos contratos multilaterais. De acordo com o engenheiro Mauricio Costa, coordenador do LABIMPMC, o laboratório visa prestar suporte à implantação da tecnologia no município, atuar como elemento técnico na formulação de estratégias e definir critérios para contratação de projetos e obras no município, além de integrar o GIS com o BIM. Modelagem 3D: do tinteiro ao digital Para trazer as intervenções à vida, diversas áreas são selecionadas para subsidiar estudos e projetos das vias envolvidas em cada lote. Imagens em alta resolução, obtidas por fotogrametria, desdobram-se em ortofotos, MDT e MDE, e são utilizadas, também, para a geração de Nuvens de pontos. Essas imagens são o ponto de partida do desenvolvimento de modelos digitais, de onde serão extraídos, por exemplo, a altura das edificações para cálculo da volumetria, além de informações que vão compor o banco de Dados georreferenciado da cidade. Entre as boas práticas do IPPUC, está o uso do Autodesk Infraworks para simular e assim avaliar projetos contratados. As validações técnicas compreendem, inclusive, se o motorista tem a visibilidade necessária para fazer os movimentos dentro de uma intersecção. Com isso, qualquer via que não seja 100% segura pode ser corrigida antes mesmo da fase de planejamento da obra. Segundo o engenheiro civil Rafael de Paula, projetista viário do LABIMPMC, “a ferramenta é muito interessante para nossos estudos conceituais e projetos digitais de sistema viário. Um exemplo disso é que há 15 anos um sistema binário foi implantado na cidade e muito próximo da inauguração desta obra tivemos várias experiências de colisão em uma curva vertical, justamente pela falta de visibilidade do motorista. Se tivéssemos essa ferramenta no passado, a obra não teria que ser alterada depois de pronta e tampouco a população teria sido afetada.” O Infraworks acaba trazendo bastante detalhamento e precisão da obra ainda na fase de planejamento. Também é possível fazer a simulação de como o trânsito se comportará na região quando as obras forem implementadas, usando Dados do software e do estudo de tráfego. Além disso, a ferramenta possibilita a flexibilidade de simular trechos do projeto. Outra vantagem apontada pelos especialistas é o uso do Autodesk Docs como Ambiente Comum de Dados (CDE), que facilita a comunicação com as projetistas, o entendimento dos projetos e suas interferências na escala urbana. A disseminação do BIM dentro da prefeitura como pré-requisito gera naturalmente o engajamento das empresas contratadas, trazendo maior eficiência e agilidade nas correções e aprovações dos projetos. Ainda, a plataforma em nuvem possibilita que qualquer pessoa possa ter acesso ao projeto por meio da internet. Isso viabiliza não apenas o controle da obra, como a comunicação institucional com a própria população, que pode acompanhar como a região ficará quando a obra for acabada, uma vez que as imagens geradas são de fácil entendimento, mesmo para pessoas sem conhecimento técnico. Melhorando a vida da população “Em Curitiba, inovação é um processo social. A cidade só é inteligente quando melhora e facilita a vida das pessoas”, afirma Rafael Greca, prefeito da cidade. Os técnicos destacam ainda que um dos projetos em andamento também foi usado para traçar um perfil socioeconômico da região analisada e assim obter informações sobre as condições de vida dos moradores do local. Um cadastro desses moradores foi elaborado para avaliar o impacto real das mudanças para cada família, além de levar em conta a necessidade de cada uma delas. Assim sendo, o BIM vai muito além da engenharia, mas acaba sendo uma metodologia de melhoria de vida dos cidadãos curitibanos. “É fantástico acompanhar os casos do IPPUC e da prefeitura de Curitiba, que estão na vanguarda do planejamento urbano e usufruem de diversas tecnologias consolidadas, como GIS e BIM, para melhorar a fiscalização e aprovação de projetos e obras”, observa Fernanda Machado, especialista técnica sênior da Autodesk do Brasil. “A administração pública e a população só têm a ganhar com este grande exemplo de inovação social”, completa Ricardo Bianca, também especialista técnico sênior da Autodesk Brasil.“Também é possível fazer a simulação de como o trânsito se comportará na região quando as obras forem implementadas, usando Dados do software e do estudo de tráfego.”
Curitiba aplica BIM Autodesk para projetos e obras de Mobilidade Urbana
CBIC divulga previsão para o crescimento da construção em 2023
RETROSPECTIVA DO SETOR
Ao realizar um levantamento dos dados relativos aos últimos dois anos, a CBIC afirmou que a construção civil cresceu 17,7% ante 8,2% da economia nacional. Considerando os últimos 12 meses até setembro desde ano, o crescimento foi de 8,8%. Já no fechamento de 2022, o setor deverá registrar incremento de 7% em seu PIB, superando a projeção anterior de 6%. A economista Ieda Vasconcelos, da CBIC, responsável pelo levantamento dos dados, destacou que a abertura de novas vagas de trabalho também foi bastante positiva, refletindo diretamente o bom desempenho do setor em seu mercado de trabalho. Isso porque, em pouco menos de dois anos, a construção civil gerou mais de meio milhão de empregos com carteira assinada. “Os bons resultados do mercado de trabalho da construção foram registrados em todas as regiões, mostrando que o melhor desempenho do setor está disseminado pelo país”, pontuou Ieda. Com exceção de Roraima, todos os estados registraram saldo positivo na geração de novas vagas, considerando o acumulado de janeiro a outubro deste ano. São Paulo (71.063), Rio de Janeiro (33.410), Bahia (24.479), Minas Gerais (24.071) e Santa Catarina (17.075) apresentaram os melhores resultados no período. Entre as cidades com mais vagas criadas estão São Paulo (30.330), Rio de Janeiro (14.842), Salvador (10.106), Brasília (8.047) e Fortaleza (6.641). Com relação ao custo com materiais e equipamentos de construção, houve aumento de 52,50% de julho de 2020 a novembro de 2022, segundo o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado e divulgado pela Fundação Getulio Vargas. No mesmo período, a inflação oficial do país registrou aumento de 20,82%. Desde junho de 2022 observa-se uma desaceleração das elevações do custo da construção, que se justifica pela menor variação do custo com materiais.Após gerar 430 mil novas vagas, construção civil deve crescer 4,5% em 2023, diz estudo
Blocos de montar lego para construir coisas reais
Se você já brincou com Lego (quem nunca?) depois de adulto, você inevitavelmente olhou para os pequenos pedaços de plástico em sua mão e pensou: “Caramba, essas coisas são pequenas”. Foi isso que Arnon Rosan pensou. “Você fica mais velho”, diz ele, “e você meio que gostaria de ter uma versão em tamanho real daquilo”.
A maioria das pessoas para na fantasia, mas não Rosan. Ele criou blocos de construção de tamanho real como grandes peças de Lego. Rosan é o fundador da EverBlock, um sistema modular de blocos de plástico de grande escala que, como o Lego, são colocados em cima uns dos outros e travam em conjunto com partes que se encaixam.
Mas a EverBlock é mais uma ferramenta do que um brinquedo. Os blocos de polipropileno podem ser usados para construir móveis e estruturas que funcionam de verdade. Eles vêm em 14 cores e três tamanhos: completo (30cm de comprimento), metade (15 centímetros) e um quarto (7.6 centímetros), e variam em peso entre 100 e 900 gramas.
Brincar com esses blocos de montar é mais difícil do que parece
Eles são montados mais ou menos como quaisquer outros blocos de construção modulares, mas em uma escala maior. Conforme os blocos ficam maiores, construir com eles fica mais complicado. “Quando começamos, eu imaginava que as pessoas saberiam instintivamente como construir com eles”, diz Rosan.

Não foi o caso. Em miniatura, é fácil ter uma perspectiva sobre como os blocos se encaixam. Na escala de tamanho natural, torna-se mais desafiador. “As pessoas começam a se preocupar com a estabilidade”, diz ele. Não é um grande problema se a sua parede de 5 centímetros cai, mas não é bem assim quando ela tem 5 metros. A chave é tirar lições das brincadeiras com Lego, e empilhar os blocos como tijolos, para que eles se equilibrem. Cada bloco tem também pelo menos uma entrada que permite que cabos de força, cavilhas de madeira ou tiras de LED passem, como um meio de iluminar ou estabilizar estruturas maiores.

Rosan criou o EverBlock como uma forma de facilmente construir móveis como sofás e mesas de café, mas ele rapidamente percebeu que os grandes blocos têm aplicações muito além disso. As pessoas construíram estruturas parecidas com casas, divisórias e arte. O site do produto apresenta uma ferramenta para construção virtual que as pessoas podem usar para criar desenhos e determinar quantos tijolos eles precisam. A empresa está criando uma biblioteca de instruções para orientar as pessoas através de alguns projetos.

Praticidade
Quando Rosan descreve seu desejo de expandir EverBlock para incluir janelas e portas, é fácil ver que isso pode se tornar um novo tipo de construção. Como todos os sistemas modulares, o benefício real das peças de Lego gigantes está em sua eficiência. Mas com apenas três versões de blocos, existem limitações para o que você pode construir.

Ainda assim, quando você precisa construir alguma coisa rapidamente, essa poderia ser uma solução inteligente. Pense em abrigos de emergência: “Você pode colocar duas paletas destas por helicóptero e você tem uma estrutura sólida, rígida”, diz Rosan.
LG reforça domínio na tecnologia OLED TV e lança novidades na CASACOR 2022
| Ambiente | Arquiteto |
| 01 – Recepção | Clay Rodrigues |
| 03 – Lounge Imprensa | Karol Suguikawa |
| 06 – Espaço Portinari | Nildo José |
| 08 – Estúdio 01 | Juarez Cruz |
| 09 – Estúdio 02 | Wesley Lemos |
| 10 – Estúdio 03 | Tide Junqueira |
| 12 – Estúdio 05 | Tufi Mousse |
| 14 – Loft 02 | Caio Bandeira |
| 15 – Loft 03 | Alexandre e Hugo – Intown |
| 17 – Jardim do Bar | Felipe Nogueira |
| 24 – Living 02 | Sig Bergamin |
| 25 – Living 03 | Rosa May Sampaio |
| 27 – Living 05 | Consuelo Jorge |
| 30 – Espaço Duratex | Maurício Arruda |
| 31 – Loft 06 | Patrícia Hagobian |
| 33 – Espaço LG | Otto Félix |
| 34 – Estúdio 07 | Gabriel Fernandes |
| 36 – Loft 09 | Murilo Lomas |
| 37 – Espaço Coral | Marcelo Salum |
| 45 – Nestlé | Fernanda Rubatino |
| 47 – Brennand | Metro Arquitetura |
| 50 – Café Dona Deôla | Priscila Cox |
| 51 – Estúdio 09 | Edgar Rochell |
| 52 – Estúdio 10 | Bárbara Dundes |
| 53 – Estúdio 11 | Francisco Cálio |
| 56 – Café Ofner | Flávia Burin |
| 57 – Restaurante MYK | Ricardo Abreu |
| Exposição 35 anos | Fotografias: Fran Parente |
A engenharia revolucionária da bateria compacta Dewalt Powerstack
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Construção civil é um dos motores da recuperação da economia brasileira: conheça os números do setor e o que esperar para 2022
O que esperar para 2022 para a cadeia de construção?
O setor de construção civil deve perder velocidade de crescimento e as razões são múltiplas: alta das taxas de juros combinada com preços de materiais de construção ainda mais elevados; endividamento das famílias; menores níveis de desemprego, mas com redução de salários; inflação local e mundial. Soma-se a todos estes pontos estarmos em um ano eleitoral em que eventuais novos fatos podem complicar ainda mais a economia. Neste cenário, a Fundação Getúlio Vargas, o Sindicato da Construção Civil de São Paulo e a Câmara Brasileira da Indústria de Construção estimam um crescimento de 2% para a cadeia.Especificamente sobre o Varejo de Construção: quais foram os resultados em 2020 e 2021 e o que esperar para 2022?
Segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção e a FGV – IBRE, o varejo encerrou 2021 com crescimento de 16% em valor, seguindo a tendência de 2020, quando cresceu 11% versus 2019. Já o ano de 2022 deve ser mais desafiador pelas razões já detalhadas anteriormente, e os varejistas trabalham com um cenário de estabilização, ou seja, pelo menos atingir os 2% que estão sendo previstos para o setor como um todo. Nós da Mosaiclab seguimos monitorando as tendências e os comportamentos dos consumidores e da indústria na categoria. O estudo Sociedade 5.0, realizado em 2021 pela Mosaiclab em 14 países da América Latina, mostrou que, pelo lado do consumidor, a demanda por imóveis, reformas e produtos e serviços para o lar seguem entre os top 10 produtos que desejam consumir no futuro.
A Mosaiclab também monitora a demanda pelo lado da indústria por meio do Construcheck, metodologia proprietária e inovadora de coleta e análise contínua dos dados de fabricantes e marcas, a partir das informações de “sell in” que constam de notas fiscais eletrônicas emitidas pelos diferentes agentes da cadeia de valor do varejo de construção. Os dados do Construcheck permitem uma visão das categorias que compõem o setor, até o nível SKU, em diversos indicadores de performance.
Os dados macro do mercado coletados por nós estão em linha com o que está sendo previsto sob o ponto de vista das entidades e associações do setor de construção para o próximo ano.
Tudo indica que a desaceleração do setor deverá ser suave, dado que a demanda pelo lado do consumidor segue aquecida. As incertezas do ano eleitoral também podem atrapalhar um pouco o cenário de construção, mas seguiremos monitorando e trazendo para vocês a nossa visão.
Luciana Galvão é a head do produto Construcheck na Mosaiclab. Arquitetura com painéis SIP: casas pré-fabricadas de construção rápida e alto desempenho





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PIB da construção civil sobe 7,6%, e previsões para 2022 são positivas
Financiamento imobiliário dispara, bate recorde e projeta alta de 34% para o ano
O Japão e a incrível Engenharia Anti-Sísmica (terremoto)
O terremoto e o tsunami, ocorridos em 11 de março de 2015 no Japão, provocaram danos avaliados em R$ 333 bilhões. O valor corresponde à destruição da infraestrutura, casas e imóveis comerciais do nordeste do Japão, devastado por um terremoto de magnitude 9 e um tsunami que deixaram 23 mil mortos ou desaparecidos.
Graças ao código de construção, um dos melhores do planeta, que, ressaltando a importância do “smart design” e de medidas preventivas, pode ter salvo milhões de vidas. Sendo considerado o país melhor preparado para um terremoto, ao longo dos anos o Japão tem investido bilhões de dólares desenvolvendo novas tecnologias que ajudem seus cidadãos e infraestruturas contra abalos e tsunamis. As altas tecnologias de engenharia civil desenvolvidas há anos pelos japoneses para minimizar os prejuízos e mortes causados pelos desastres naturais são os motivos pelos quais muitos prédios continuam de pé no Japão, que é considerado o país melhor preparado para um terremoto. Os prédios são concebidos como um elemento dinâmico, já que estarão sempre sujeito a movimentos em qualquer direção.
Nos prédios são instalados amortecedores eletrônicos, que podem ser controlados à distância. Em prédios mais simples são usados amortecedores de molas que funcionam de um jeito parecido à suspensão de veículos. Os engenheiros também colocam um material especial para amortecer as junções entre as colunas, a laje e as estruturas de aço que compõe cada andar. Esse material ajuda a dissipar a energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas, assim o prédio não esmaga os andares intermediários.

Todos os andares possuem, além de paredes de concreto, uma estrutura de aço interna, que ajuda a suportar o peso do prédio.Esses amortecedores absorvem grande parte do impacto provocado pelos tremores. Assim probabilidade do edifício sofrer rachaduras ou abalos estruturais diminui.

O custo para tecnologia anti-sísmica não é das mais baratas, pelo contrário, custam muito caro mas não tão caro quanto reconstruir estruturas completamente abaladas pelo terremoto. O valor torna-se imensuravelmente mais barato quando se trata de salvar vidas.



O vídeo mostra como os prédios são feitos para balançar, impedindo que caiam por causa do terremoto:
Embora os danos causados por terremotos e tsunamis ainda continuem ocorrendo de maneira assustadora, há aqueles que se preocupam em desenvolver e otimizar o modo de construir para que, num futuro próximo, superar desastres naturais e oferecer aos moradores de áreas afetadas como o Japão uma possível estabilidade construtiva.




