Arquitetura com painéis SIP: casas pré-fabricadas de construção rápida e alto desempenho

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Os painéis SIP, assim chamados por seu nome em inglês – Structural Insulated Panels – são painéis autoportantes compostos por um núcleo de espuma rígida localizado entre dois revestimentos estruturais, geralmente placas OSB. Resistentes e leves, os painéis são fabricados de forma controlada na fábrica e posteriormente transferidos para o canteiro de obras, permitindo a montagem rápida de pisos, paredes e tetos, e gerando um envelope térmico e acústico hermético. A espessura do painel corresponderá à soma das espessuras de cada um de seus componentes, e seu peso não deve ultrapassar 20 kg por metro quadrado. Embora o esquema de dois revestimentos e um núcleo isolante seja o mais utilizado – suportando cargas estáticas de até 5 kg/m2 e cargas dinâmicas de mais de 30 kg/m2 -, existem opções que incluem armações de madeira adicionais para aumentar sua rigidez. Esta elevada resistência mecânica é conseguida, por exemplo, aderindo os seus diferentes componentes por meio de prensagem com emulsão de poliuretano. Além disso, cada painel pode incluir cavidades para passagem de instalações e outros conduítes. Graças à sua pré-fabricação, estima-se que a sua utilização possa reduzir os tempos de construção em mais de 50%, em relação aos métodos tradicionais, eliminando também uma grande quantidade de resíduos típicos da construção em obra.
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No entanto, cada projeto é diferente e é importante que a composição e as dimensões dos painéis SIP utilizados sejam adaptados às suas particularidades, desde as necessidades do habitante às condições climáticas que terão de enfrentar. No caso de resistência ao fogo, tanto os revestimentos externos quanto o núcleo isolante devem obedecer às regulamentações locais, incorporando materiais e/ou aditivos que retardem a geração de chamas. Quanto ao processo de instalação, o método mais simples é montar os módulos em peitoris de madeira, unindo os diferentes painéis com lâminas coladas de menor dimensão.
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Casa en Panel SIP / Alejandro Soffia + Gabriel Rudolphy. Image © Felipe Fontecilla
 
Abaixo, temos a aplicação bem-sucedida dos painéis SIP em casos reais de arquitetura residencial: No caso da Casalarga –desenhado por Alejandro Soffia em Cachagua, Chile–, os painéis SIP materializam a intenção do arquiteto de adotar um sistema construtivo replicável que permita entregar os benefícios de uma arquitetura de alta qualidade em um nível massivo. Segundo o arquiteto, “para tirar partido dos sistemas pré-fabricados, neste caso os vãos respondem rigorosamente à multiplicação do módulo à medida que sai da fábrica. Desta forma, reduzem-se materiais e processos, resultando em economia de custos e tempo ” Em sua largura, a casa é composta por 33 painéis de 4,88 metros, somando 40 metros de comprimento e uma área total de 426 m2. “A baia de base otimiza as medidas dos painéis e é modificada de acordo com os requisitos programáticos que se dão de forma variada no comprimento”, acrescenta.
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Casalarga / Alejandro Soffia. Image © Juan Durán Sierralta
 
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Casalarga / Alejandro Soffia. Image Cortesía de Alejandro Soffia
 
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Casalarga / Alejandro Soffia. Courtesy of Alejandro Soffia
 
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Casalarga / Alejandro Soffia. Courtesy of Alejandro Soffia
 
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Casalarga / Alejandro Soffia. Courtesy of Alejandro Soffia
 
Também no Chile, o Refúgio La Dacha constrói todo o seu perímetro com painéis SIP de 21 centímetros de espessura, proporcionando uma solução leve para a construção remota, mas garantindo um ótimo isolamento térmico. Os painéis conformam paredes contínuas em grande parte do volume, e são revestidos com tábuas de pinho carbonizado (shou sugi ban) na parte externa.
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REFUGIO LA DACHA / DRAA. Image © Nico Saieh
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REFUGIO LA DACHA / DRAA. Courtesy of DRAA
 
Os painéis SIP também podem ser combinados com outras soluções construtivas. Na Casa El Tume de abarca+palma, os painéis foram integrados com carpintarias em madeira que permitiram a construção dos pilares de fundação, das vigas, das divisórias interiores e exteriores, do revestimento e do pavimento. Neste caso, os painéis SIP são revestidos externamente com madeira de pinho Oregon não tratada, que ficará cinza com o tempo.
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Casa El Tume / abarca+palma. Image © Andrés Maturana
 
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Casa El Tume / abarca+palma. Courtesy of abarca+palma
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Casa El Tume / abarca+palma. Courtesy of abarca+palma
 
Os arquitetos de abarca+palma exploraram a mesma solução mista na Casa en Alto Grande, unindo a carpintaria e os painéis SIP para “gerar uma coordenação modular entre todos os seus elementos de construção”. Os painéis são cobertos neste projeto por chapas de zinco.
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Casa en Alto Grande / abarca+palma. Image © Andrés Maturana
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Casa en Alto Grande / abarca+palma. Courtesy of abarca+palma
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Casa en Alto Grande / abarca+palma. Courtesy of abarca+palma
 
Sistematizando os itens de construção de acordo com o processo de montagem dos materiais pré-fabricados, a Casa Sombreros levou 5 meses para ser construída. A equipe SAA arquitectura + territorio incorporou painéis SIP na envoltória de pavimentos, paredes e tetos, cobrindo-os no seu lado visível com madeira nativa de aspecto rústico.
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Casa sombreros / SAA arquitectura + territorio. Image © Nico Saieh
 
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Casa sombreros / SAA arquitectura + territorio. Courtesy of SAA arquitectura + territorio
 
Na Casa Origami, a equipe Mas Fernandez Arquitectos + OR Arquitectos utilizou painéis SIP revestidos com madeira de pinho tratada para garantir o isolamento térmico adequado do envelope. Este sistema construtivo foi misturado a uma estrutura metálica que permitiu salvar as luzes mais amplas do projeto.
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Casa origami / Mas Fernandez Arquitectos + OR Arquitectos. Image © Nico Saieh
 
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Casa origami / Mas Fernandez Arquitectos + OR Arquitectos. Courtesy of Mas Fernandez Arquitectos + OR Arquitectos
 
Casa Oller Caracas mistura concreto aparente com paredes, divisórias e tetos em painéis SIP, revestidos externamente com estanho e internamente com madeira.
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Casa Oller Caracas / Yáñez Hormazábal Arquitectos. Image Cortesía de Yáñez Hormazábal Arquitectos
 
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Casa Oller Caracas / Yáñez Hormazábal Arquitectos. Courtesy of Yáñez Hormazábal Arquitectos
 
A equipe formada por Benjamin Goñi Arquitectos e Claro + Westendarp Arquitectos escolheu os painéis SIP como principal sistema de construção de duas casas gêmeas no sul do Chile devido ao seu bom isolamento térmico. O sistema modular permitiu agregar elementos tradicionais da arquitetura da região, e “em vez de fazer beirais como acabamento da cobertura, são construídas esquadrias nas aberturas das janelas, de forma a evitar que a chuva entre nas janelas ”
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Casas Lago Colico / Benjamin Goñi Arquitectos + Claro + Westendarp Arquitectos. Image © Andrés Goñi H
 
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Casas Lago Colico / Benjamin Goñi Arquitectos + Claro + Westendarp Arquitectos. Courtesy of Benjamin Goñi Arquitectos + Claro + Westendarp Arquitectos
 
Na Casa Lerida, os arquitetos Cristian Yazigi e Crescente Böhme Alemparte usaram painéis SIP para expandir e renovar uma casa de 1970. “Para a intervenção do primeiro nível opta-se por construir a partir dos materiais existentes na casa, concreto armado e paredes de alvenaria, enquanto o segundo pavimento é construído a partir de painéis SIP e fachada de madeira ventilada”.
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Casa Lerida / Cristian Yazigi + Crescente Böhme Alemparte. Image © Alesón del Villar
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Casa Lerida / Cristian Yazigi + Crescente Böhme Alemparte. Courtesy of Casa Lerida / Cristian Yazigi + Crescente Böhme Alemparte
 
Revestida externamente por painéis de metal quadrolines de cor preta, a Casa WV de Cristián Romero Valente é composta por uma estrutura metálica que dá forma às paredes e forros. Para isolá-los termicamente, um revestimento interno e painéis SIP foram adicionados ao exterior, eliminando pontes térmicas e incorporando um sistema de ventilação de recuperação de calor de alto desempenho.
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Casa WV / Cristián Romero Valente. Image © Nico Saieh
 
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Casa WV / Cristián Romero Valente. Courtesy of Cristián Romero Valente
 

PIB da construção civil sobe 7,6%, e previsões para 2022 são positivas

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Incorporação imobiliária encerrou 2021 com crescimento de 32%, um bom desempenho que o setor não vivenciava desde 2014. A curva de crescimento recorde do mercado imobiliário de alto padrão em 2021 não deverá entrar em descendência nos próximos meses, contrariando os prognósticos negativos de uma conjuntura de desaceleração econômica, juros altos e aumento da inflação. Pelo menos essa é a expectativa dos atores desse segmento do setor de incorporação, que encerrou o ano passado com um crescimento de 32% e desde 2014 não vivenciava quadro tão favorável: oferta abundante de crédito impulsionada pelo saldo positivo da poupança, taxa de juros baixa, demanda crescente por imóveis maiores e de melhor localização e capacidade de entrega das incorporadoras, que, capitalizadas, aceleraram os lançamentos. “A conjunção de todos esses fatores possibilitou o crescimento de 7,6% do PIB do setor em 2021, quando a expansão do PIB nacional não chegará a 5%”, afirma William Gomes, analista de Equity Research no TC Matrix. Segundo ele, justamente em razão da excelente performance da incorporação imobiliária de alta renda no ano passado é que as perspectivas para 2022 são positivas, e o setor deverá atingir uma expansão da ordem de 2%. Gomes admite ser este um ano desafiador por causa das eleições e das implicações sobre as decisões econômicas, mas lembra que historicamente os brasileiros consideram o setor imobiliário o ativo mais seguro em momentos de incerteza. Em sua terceira edição, divulgada em dezembro passado, o indicador de confiança do setor imobiliário residencial, realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imo-biliárias (Abrainc) em parceria com a Deloitte, atestou que “o mercado imobiliário mantém em alta a expectativa de novos lançamentos no setor ao longo dos próximos 12 meses e também em relação à aquisição de terrenos para futuros empreendimentos”. Na avaliação do presidente da Abrainc, Luiz França, a expectativa positiva para lançamentos de novos empreendimentos ainda no primeiro semestre deste ano é um bom sinalizador e indica que o empreendedor se mantém confiante no mercado e na melhoria das condições de compra por parte do consumidor. “São perspectivas que abrem uma boa oportunidade para o crescimento do setor em 2022”, afirmou. A SKR Construtora e Incorporadora aposta na manutenção do crescimento da demanda por incorporações de alto padrão e investiu no fim do ano passado R$ 1 bilhão na compra de terrenos para lançar cinco empreendimentos de luxo até 2023 – dois deles, entre março e abril, com VGV de R$ 600 milhões. “Estamos revisando o planejamento de vendas e atuando com mais cautela, mas acreditamos em um maior fôlego da demanda a partir do segundo trimestre, com o controle da inflação e a redução das taxas de juros”, afirma o diretor Financeiro, Pedro Paulo Marolla.

Financiamento imobiliário dispara, bate recorde e projeta alta de 34% para o ano

Depois de crescer 57,5% no ano passado – com R$ 124 bilhões liberados pelos bancos -, o volume de financiamentos imobiliários deu um novo salto de 113% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com os três primeiros meses do ano passado. De acordo com os dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), as operações entre janeiro e março chegaram ao valor recorde de R$ 43,1 bilhões, com 187,6 mil unidades vendidas. E a avaliação é de que, mesmo com o início do processo de alta de juros no Brasil e da escalada dos preços de materiais de construção, a expansão do setor imobiliário deve continuar nos próximos meses. Em meio à forte demanda dos brasileiros pela casa própria ou por novos imóveis, o setor já projeta crescimento superior a 30% nos financiamentos para este ano, ainda que a economia do país esteja sendo afetada pela segunda onda da pandemia de covid-19. O bom desempenho registrado em março reforçou o otimismo da Abecip, que atualizou sua projeção de crescimento neste ano de 27% para 34%. A expectativa é de que até R$ 170 bilhões sejam usados neste ano para financiar a compra de imóveis novos e usados. Para a presidente da entidade, Cristiane Portella, vários fatores impulsionam a aquisição de moradias, a despeito da crise econômica. “Em primeiro lugar, ainda há um déficit habitacional muito grande no Brasil, o que significa que há uma demanda enorme para a aquisição da primeira casa ou a troca pela segunda. E também tivemos uma redução importante nos juros”, afirma, em referência à queda verificada em 2020. Segundo Cristiane, em financiamentos longos, de 20 ou 30 anos, qualquer redução na taxa de juros tem impacto considerável no valor da prestação, que passa a caber no bolso do comprador. “A conjuntura atual colocou muito mais pessoas no jogo, em condição de comprar um imóvel ou mudar para um maior”, avalia. Busca pelo imóvel A cuidadora de idosos Maria Sonia Carvalho da Silva, de 47 anos, aproveitou o juro baixo para comprar um apartamento na planta da MRV, em Araçatuba (SP), em meados de abril. “As parcelas ficaram menores do que se eu pagasse aluguel”, diz. Ela usou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a entrada e conseguiu um financiamento da Caixa para comprar o imóvel de 49 metros quadrados de R$ 130 mil, que deve ser entregue entre março e abril de 2022. Durante as buscas por um apartamento para alugar no bairro de Santa Cecília, em São Paulo, o professor de inglês Igor Ferreira Lobato, de 29 anos, percebeu que, com as condições melhores de financiamento, poderia comprar um imóvel. “Com as minhas economias e o FGTS, eu tinha o suficiente para a entrada de um apartamento de até R$ 400 mil”, conta. A busca deu certo e, em fevereiro, ele fechou a compra de um apartamento “todo reformado e muito bem localizado”, de 85 metros quadrados, por R$ 290 mil. Lobato pagou 40% de entrada e financiou o restante no banco. “As parcelas ficaram em torno de R$ 1.600, o que é ótimo para um apartamento na região central.” Selic sobe De acordo com os dados do Banco Central, mesmo com o início do ciclo de alta da Selic (os juros básicos da economia) em 2021, a taxa média de juros do crédito imobiliário para pessoas físicas foi de apenas 6,9% ao ano em março deste ano – o menor valor da série histórica. Em comparação, em janeiro do ano passado, o juro médio da modalidade estava em 7,4%. “Outra questão positiva é a possibilidade de se usar diferentes indexadores no financiamento. O consumidor acaba tendo mais opções, o que acirra a competição entre os bancos. Com isso, não temos visto o repasse direto da alta da Selic, pelo menos por enquanto”, diz Cristiane Portella. Desde março, o BC já elevou a Selic de 2% para 3,5% ao ano. O aumento, em tese, também deveria encarecer o juro para o mutuário da casa própria. “Em um mercado em transformação, os bancos passaram a valorizar ainda mais o relacionamento de longo prazo com os clientes”, diz a executiva da Abecip. Por outro lado, enquanto as classes média e alta aproveitam o momento para financiarem imóveis, o governo Bolsonaro zerou verbas para o Minha Casa Minha Vida e as obras de 200 mil casas para as classes mais pobres vão ser paralisadas. Mas, segundo José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), esse corte de recursos para a moradia população mais pobre deve ser revertido em breve. “É um problema tão absurdo, sem sentido, que só posso acreditar que o bom senso vai prevalecer. Por isso, estou tranquilo”, diz.

O Japão e a incrível Engenharia Anti-Sísmica (terremoto)

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O terremoto e o tsunami, ocorridos em 11 de março de 2015 no Japão, provocaram danos avaliados em R$ 333 bilhões. O valor corresponde à destruição da infraestrutura, casas e imóveis comerciais do nordeste do Japão, devastado por um terremoto de magnitude 9 e um tsunami que deixaram 23 mil mortos ou desaparecidos.

Graças ao código de construção, um dos melhores do planeta, que, ressaltando a importância do “smart design” e de medidas preventivas, pode ter salvo milhões de vidas. Sendo considerado o país melhor preparado para um terremoto, ao longo dos anos o Japão tem investido bilhões de dólares desenvolvendo novas tecnologias que ajudem seus cidadãos e infraestruturas contra abalos e tsunamis. As altas tecnologias de engenharia civil desenvolvidas há anos pelos japoneses para minimizar os prejuízos e mortes causados pelos desastres naturais são os motivos pelos quais muitos prédios continuam de pé no Japão, que é considerado o país melhor preparado para um terremoto. Os prédios são concebidos como um elemento dinâmico, já que estarão sempre sujeito a movimentos em qualquer direção.

Nos prédios são instalados amortecedores eletrônicos, que podem ser controlados à distância. Em prédios mais simples são usados amortecedores de molas que funcionam de um jeito parecido à suspensão de veículos. Os engenheiros também colocam um material especial para amortecer as junções entre as colunas, a laje e as estruturas de aço que compõe cada andar. Esse material ajuda a dissipar a energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas, assim o prédio não esmaga os andares intermediários.

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Todos os andares possuem, além de paredes de concreto, uma estrutura de aço interna, que ajuda a suportar o peso do prédio.Esses amortecedores absorvem grande parte do impacto provocado pelos tremores. Assim probabilidade do edifício sofrer rachaduras ou abalos estruturais diminui.

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O custo para tecnologia anti-sísmica não é das mais baratas, pelo contrário, custam muito caro mas não tão caro quanto reconstruir estruturas completamente abaladas pelo terremoto. O valor torna-se imensuravelmente mais barato quando se trata de salvar vidas.

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O vídeo mostra como os prédios são feitos para balançar, impedindo que caiam por causa do terremoto:

Embora os danos causados por terremotos e tsunamis ainda continuem ocorrendo de maneira assustadora, há aqueles que se preocupam em desenvolver e otimizar o modo de construir para que, num futuro próximo, superar desastres naturais e oferecer aos moradores de áreas afetadas como o Japão uma possível estabilidade construtiva.

Posicionamento – Construção 2030: mudar o presente para construir o futuro

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A indústria da construção brasileira está no limite da sua produtividade e tem diante de si o desafio de discutir o futuro e identificar o caminho a ser trilhado para manter-se na vanguarda. Encontrar novas soluções e modernizar seus processos produtivos tornam a inovação e a absorção de novas tecnologias aliadas estratégicas, vetores de um esforço inadiável que deve mobilizar, de forma integrada, toda a cadeia produtiva do setor. Debater o futuro da construção civil nos seus diversos segmentos; despertar e articular seus players em torno da agenda da inovação e oferecer ferramentas para orientar o processo de modernização estão na agenda prioritária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC): tais iniciativas ancoram o projeto Construção 2030, com que a entidade trabalha pela expansão e fortalecimento do setor no médio e longo prazos tendo como foco as pessoas por ele impactadas: o usuário de seus serviços e os trabalhadores. O Construção 2030 propõe avaliar o modelo e oportunidades de negócio; materiais, equipamentos e tecnologias; automação; perfil, capacitação e formalização da força de trabalho; e a relação com o poder público nas suas diversas instâncias, em um ambiente de maior integração dos diversos segmentos dessa indústria – o setor da construção movimenta e gera riquezas pelo desempenho de 62 atividades diferentes. Juntos, os elos dessa cadeia produtiva empregam mais de 11 milhões de pessoas e respondem por 50% do investimento realizado no Brasil, com impacto decisivo sobre a economia e a qualidade de vida da população. Pensar o seu futuro é também uma forma de enxergar o futuro do país. O principal instrumento do projeto é a ausculta: quais seus maiores desafios e quanto estaria disposto a investir em uma solução inovadora e eficaz são as questões que alimentam o debate e coleta dos dados necessários à identificação de soluções e à articulação dos meios para buscá-las. Esse diálogo mobiliza entidades e seus dirigentes, empresários, consultores e especialistas nos mais diversos campos, e profissionais das diversas carreiras da indústria da construção. A execução do Construção 2030 foi desencadeada pela CBIC com a realização de cinco oficinas, cujo resultado foi o levantamento de 47 sinais de mudanças e 36 grandes tendências no setor da construção apresentados em um estudo. No passo seguinte, em maio de 2019 a entidade lançou uma plataforma digital (www.cbic.org.br/construcao2030) onde tais temas são apresentados e atualizados periodicamente. É um depositório referencial e online, com informação atualizada sobre a maturidade da inovação no setor, em que todos podem conhecer tendências e demandas, assim como soluções inovadoras disponíveis para aplicação e uso imediato para atender o mercado, quanto aquelas ainda em fase de pesquisa e desenvolvimento. Correalizador do projeto, o Senai Nacional deu grande contribuição e realizou workshops em cidades brasileiras – cada evento gerou um documento sintetizando propostas. Parceira estratégica da CBIC nesse campo, a instituição tem fomentado a inovação na indústria da construção, mobilizando seus 86 institutos de pesquisa espalhados pelo país e um corpo técnico de alto gabarito na investigação de tendências e respostas. O Brasil não costuma pensar nem preparar seu futuro. Os sinais de reação da economia, traduzidos nos indicadores divulgados no final de 2019, e as mudanças na sociedade criam um ambiente propício à uma nova mentalidade empresarial. A inovação é um atributo que veio para ficar e fará o futuro da indústria da construção, já no momento presente. Terá impacto em todos os aspectos do negócio, do risco à qualidade do produto final, em uma espiral de boas práticas e resultados mensuráveis. Modernizar o setor e aproximá-lo cada vez mais de seus públicos é tarefa para já. Esse desafio não é tarefa individual de empresas ou entidades do setor: exige união de esforços em torno do objetivo comum de restabelecer a importância da construção civil e prepará-la para realizar todo o seu potencial gerador de riqueza e bem-estar para a população. É chegado o momento de pactuar esse avanço: integrada e focada na mesma direção, a cadeia produtiva da construção criará os caminhos para o futuro do setor.

Mercado da Construção Civil 2021 prevê retomada e aquecimento

Há muitos anos, a construção civil é um dos principais termômetros da economia brasileira, por ser um setor que possui grande capacidade de distribuição de renda no mercado e um dos que mais gera impostos para o país. 
Assim, quanto mais as pessoas e empresas aplicam valores na compra e venda de imóveis, mais aquecido fica o setor da construção civil, e consequentemente o imobiliário.
Desta forma, a economia da cidade, estado e país como um todo torna-se mais pujante, também com a maior geração de empregos vinda deste crescimento e a circulação de ativos.
Acompanhar o mercado da construção civil e suas tendências de crescimento, estagnação ou desaceleração é uma atividade que faz parte da rotina diária de todos aqueles que estão direta e até mesmo indiretamente envolvidos neste setor da economia.

Mercado da Construção Civil 2021

A indústria de construção civil está em franca recuperação, com a melhora nos índices de atividade e do número de empregados.
É o que mostra os dados da recente sondagem da Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-Construção) apresentou alta de 2,7 pontos no mês de agosto, e atingiu 56,7 pontos.
É a quinta alta consecutiva do índice, que acumula crescimento de 21,9 pontos no período. Com a alta, o ICEI-Construção se distancia de sua média histórica (53,5 pontos) e da linha divisória de 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança.

Recuperação da Construção Civil

Na avaliação do economista aposentado, Gilson Renhe, a economia brasileira começa a apresentar sinais de recuperação, mas não o suficiente para compensar a queda significativa do Produto Interno Bruto (PIB), ocorrida durante o período crítico da pandemia da covid-19.
“Para 2021, o cenário é de continuidade da recuperação da economia, com projeções de crescimento do PIB entre 3% e 4%, segundo o Banco Central e o Ministério da Economia, considerando-se uma volta progressiva dos níveis normais de consumo. Pode haver uma bolha de consumo decorrente da demanda reprimida observada em 2020, a partir da redução do distanciamento social e recuperação do emprego”, destacou.
Conforme Gilson, com a contínua e acentuada queda da taxa Selic, a Caixa Econômica Federal (CEF) e outras instituições financeiras reduziram significativamente as taxas de juros para a carteira imobiliária e até inovaram com a disponibilização de novas linhas de crédito, como a utilização do rendimento da poupança ou variação do IPCA como componentes para a determinação da taxa de juro, favorecendo a aquisição de imóveis pelo Sistema Financeiro Imobiliário.
“A abstenção de consumo (poupança) e queda da taxa de juros, embora não com exclusividade, foram suficientes para tornarem o mercado imobiliário mais saudável neste ano de 2020 e estimularem o crescimento da construção civil. Esse acentuado crescimento do mercado imobiliário denota que o brasileiro está reaprendendo a investir em imóveis, evidenciando uma tendência de contínuo crescimento do mercado de construção civil, haja vista o acentuado déficit habitacional existente no país”, detalhou.
Qual-o-melhor-tipo-de-fundação-para-sua-obra
O diretor da Ilhe Engenharia, Ludwig Ilhe (foto acima), lembra que durante o período da pandemia o setor de construção civil não parou, já que foi considerado como serviço essencial pelo governo.
“Na construção civil, não paramos as obras no decorrer da pandemia. Nós tomamos todas as precauções e todos os cuidados necessários. No entanto, com a campanha ‘Fique em Casa’, tivemos um pouco de dificuldade com a  falta de mão de obra, porque com o auxílio emergencial do governo, o pai de família que viesse trabalhar como pedreiro ou carpinteiro nas obras perdia o seu auxílio.”

Intenção de investir volta a crescer

Os índices de expectativa variaram pouco no mês, entre queda de 0,3 ponto e alta de 0,8 ponto.
Todos os índices permanecem acima da linha divisória de 50 pontos, indicando que os empresários da indústria da construção mantêm o sentimento de otimismo.
Os indicadores de expectativas do nível de atividade e de novos empreendimentos e serviços registraram 55,4 e 54,8 pontos.
Os indicadores de expectativas de compras de insumos e matérias primas atingiu 55 pontos no mês. Já o índice de expectativa de número de empregados, por sua vez, ficou em 54,7 pontos.
A intenção de investir do empresário da construção aumentou em novembro.
O índice de intenção de investimento registrou 42,4 pontos em novembro, uma alta de 1,5 ponto em relação a outubro.
Essa alta retoma sequência de altas que havia sido interrompida no mês anterior; o índice havia crescido por quatro meses consecutivos antes de registrar queda em outubro. O índice segue acima de sua média histórica de 34,4 pontos.

Recuperação por conta do Covid 19 é heterogênea

Em setembro de 2020, a indústria de transformação reverteu totalmente toda a queda acumulada em março e abril de 2020.
Em abril, a produção da indústria de transformação (PIMPF/IBGE) estava 31,3% abaixo do registrado em fevereiro. A partir de maio, foram cinco altas consecutivas.
A alta na passagem de agosto para setembro foi de 3,9%, que levou a produção industrial a situar-se 1,1% acima do registrado em fevereiro de 2020, ou seja, antes do choque trazido pela pandemia de Covid-19.
O faturamento da indústria de transformação também já superou o patamar anterior à crise. De fato, até mais cedo que a produção.
Em agosto, o índice de faturamento real dessazonalizado do Indicadores Industriais da CNI ultrapassou o valor registrado em fevereiro.
Após queda em março e abril, o faturamento ficou 24,6% abaixo do registrado em fevereiro. A partir de então a recuperação foi rápida. O faturamento real de setembro de 2020 é 6,1% superior ao registrado em fevereiro.
Em ambos os casos – produção e faturamento –, a média do ano continua abaixo da média de 2019. No acumulado janeirosetembro, a produção industrial se encontra 8,2% abaixo da média de igual período de 2019.
No caso do faturamento, a média está 1,7% inferior ao registrado em igual período de 2019.
O faturamento real da Indústria, por sua vez, deverá fechar o ano no positivo, com o valor médio acima do registrado no ano passado.
Com a retomada mais rápida que esperada, os baixos estoques contribuíram para intensificar a desestruturação das cadeias de produção.
Com capacidade de resposta (ou seja, de aumento da produção) diferentes, as empresas industriais passaram a ter dificuldade de acesso a insumos e matérias-primas e de atender a demanda de seus clientes.
Não fosse a dificuldade em se obter insumos e matérias-primas, o crescimento da produção industrial seria ainda maior. Na esteira da recuperação da atividade industrial, o emprego industrial passou a crescer em agosto. 
Como usual, há certa defasagem entre a dinâmica da produção e seus efeitos no emprego; especialmente em um cenário tão incerto como o atual.

Sustentabilidade é a grande tendência

Uma tendência muito forte para o Mercado da Construção Civil 2021, considerando o grande potencial de crescimento do setor, é a sustentabilidade dos negócios.
A utilização mais comum do termo está atrelada ao meio ambiente e a promover ações cada vez mais amigáveis, prezando pelo uso de energias renováveis, pela economia de água e luz e pelo desenvolvimento e utilização de materiais menos poluentes e que auxiliem nestes objetivos dentro das obras.
Assim, recomendamos que você esteja sempre atento ao seu planejamento financeiro, e que possa acompanhar os desdobramentos dele ao longo dos meses.

Construção civil em Florianópolis se recupera da crise e foca na inovação

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O setor da construção civil da Grande Florianópolis já se recuperou da crise. A afirmação é do novo presidente do Sindicato da Construção Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon), Marco Aurélio Alberton. “O setor tem caminhado para um cenário de expansão. Já houve a recuperação da pandemia. As empresas estão buscando inovação para melhorar a produtividade”, destaca Alberton.

O segmento precisou se adaptar para enfrentar a pandemia. As empresas se reestruturaram. “Seguimos um rígido protocolo de segurança. Os nossos trabalhadores têm medição de temperatura, praticam o distanciamento social e seguem todos os protocolos”, afirma o dirigente.

Um sinal da recuperação da atividade é que há falta de materiais de construção no mercado.

Mudança

Os imóveis estão menores e os novos lançamentos vão nessa linha. Os apartamentos estão com metragem menor porque as famílias estão mais reduzidas. Hoje são muitos casais com menos filhos, um só filho e com animais de estimação. O mercado está voltado a este perfil.

Compliance Sindical

O Sinduscon completou na 40 anos na última sexta-feira (20). O primeiro ato da nova gestão da entidade foi assinar um projeto junto à Fiesc do Compliance Sindical. “Nós atuamos defendendo o que é correto, defendemos o setor legal e que gera emprego. Não desejamos estar destruindo a natureza. Todas as nossas empresas associadas aprovam seus projetos nos órgãos competentes, fazem as licenças ambientais e têm seus funcionários legalizados”, finaliza Alberton.

Confira a entrevista com o presidente do Sinduscon Grande Florianópolis, Marco Aurélio Alberton, ao programa Condomínio Legal da Rádio CBN Diário:

GO – Indústria e construção civil lideram na geração de novas vagas aponta Caged

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Goiás registrou saldo positivo de 8.805 empregos com carteira de trabalho assinada em outubro é o que registrou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério da Economia. O boletim , divulgado nesta quinta-feira, 26, referente ao mes de outubro, o Estado recupera os empregos perdidos nos meses mais críticos da pandemia – março, abril e junho –, quando sofreu queda de 30.211 vagas. Somente a soma do saldos positivos alcançados nos meses de julho, agosto, setembro e outubro atinge a marca de 33.310 empregos. No período de janeiro a outubro, o saldo dos empregos em Goiás é de 22.550 vagas de trabalho formal, o que coloca o Estado na quinta posição nacional. O saldo de 8.805 empregos é o resultado de 49.753 admissões contra 40.948 desligamentos. No Brasil, esse índice total entre janeiro e outubro também é positivo: de 394.989 novas vagas de trabalho. Em 2019, nesse mesmo período, o saldo era de 70.852. Ainda conforme aponta o Caged, a indústria de Goiás segue puxando a recuperação da economia e gerando emprego. Os dados mostram no painel por setores da economia que o setor industrial produziu um saldo de 13.214 postos de trabalho entre janeiro e outubro, o que ajudou sobremaneira na recuperação dos empregos perdidos com a pandemia. Na segunda posição por setor aparece a construção civil, com 8.954 vagas de empregos criadas nesse período, seguida pela agropecuária, com 5.758 novas vagas. Comércio e serviços ainda estão em processo de recuperação com -1.495 e -3.881, respectivamente. No entanto, os números para esses dois setores são positivos no mês de outubro, com saldos de 3.724 (comércio) e 3.244 (serviços). O balanço positivo reflete diretamente as ações desenvolvidas pelo Estado durante a pandemia. O governador Ronaldo Caiado observou que, mais que cuidar da saúde dos goianos, foi possível garantir a oferta da principal política social, que é o emprego. “Nosso plano de governo é: salvar vidas, resgatar empregos, cuidar das famílias mais vulneráveis e ter uma visão social para as pessoas, tanto aquelas que já viviam em situações difíceis como as que perderam emprego e renda”, relatou. O secretário de Indústria, Comércio e Serviços do Governo de Goiás, Adonídio Neto, comemorou os números e disse que os desafios impostos pela pandemia da Covid-19 estão sendo superados com muito trabalho e dedicação. “Vamos sair da crise ainda este ano. Estamos focados em recuperar os empregos perdidos pela pandemia e com certeza em 2021 os indicadores serão ainda melhores”, disse.

Contramão da pandemia: juros baixos e isolamento social turbinam mercado imobiliário

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Em tempos de pandemia, afetando saúde e economia, com queda brutal de empregos, renda e faturamento em diversas atividades, alguns setores parecem nadar contra a maré da retração. É o caso do mercado de imóveis, cujos indicadores não param de melhorar, mesmo após a chegada ao país da Covid-19.

Pesquisa divulgada na semana passada pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), por exemplo, mostra que, em maio, os financiamentos para a compra e a construção de imóveis somaram R$ 7,13 bilhões no país, crescimento de 6,5% na comparação com abril e de 8,2% frente a maio de 2019.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Entre janeiro a maio deste ano, os empréstimos totalizaram R$ 34,08 bilhões, expansão de 23,2% em comparação com esses mesmos meses do último período. Já no acumulado de 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020), o crédito alcançou R$ 85,13 bilhões, com alta de 30,5% em relação ao apurado nos 12 meses anteriores

Na capital mineira e em Nova Lima, também há aumento expressivo nas negociações. Levantamento divulgado em junho pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG) apontou que, de janeiro a abril – portanto, já contabilizando os efeitos da pandemia da Covid-19, iniciada em março –, as vendas de apartamentos cresceram 14,62%, em relação a igual período o ano passado. Na mesma base de comparação, os lançamentos apresentaram incremento superior a 100%.

O destaque, especificamente em abril, foi para a comercialização de imóveis novos de padrão standard (de R$215 mil até R$400mil), que subiu quase 20% em relação a março, e de padrão médio (de R$400 mil até R$700 mil), com alta de 5,412%.

Segundo o advogado Kenio Pereira, presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG e especialista de ampla atuação no setor, o aquecimento, mesmo em meio à grave crise sanitária e econômica, não é algo contraditório ou surpreendente, como possa parecer. 
“A Selic, que já vinha caindo para favorecer a retomada econômica, despencou ainda mais por causa da pandemia, chegando a 2,25% ao ano e inviabilizando aplicações financeiras, sendo que muitas passaram a ter rentabilidade negativa. Investimentos de risco como a bolsa pouca gente se aventura a fazer. O caminho, portanto, são os imóveis”, diz ele.

De acordo com o advogado, além de serem ativos bem mais seguros para o investidor, casas e apartamentos novos ou usados têm sido mais comercializados também em razão de questões comportamentais. 

“As pessoas têm mudado a forma de lidar com algumas questões na pandemia. Por exemplo, com o home office, fruto do isolamento social, muita gente começou a procurar residências com espaços que atendam a essa demanda”, disse, lembrando que imóveis com áreas descobertas, onde o morador pode tomar sol e respirar, também têm merecido maior procura.

Segurança financeira e efeitos da quarentena motivam negócios

A conjugação entre a taxa de juros básicos da economia mais baixa da série histórica brasileira (2,25%), o que torna nada atraentes as aplicações financeiras tradicionais, e os efeitos da pandemia da Covid-19, alterando comportamentos sociais, explica, em boa parte, o “boom” vivido pelo mercado imobiliário.

A advogada Maria Luísa Lacerda Barbosa foi uma das muitas pessoas a adquirir casas e apartamentos em Belo Horizonte, mesmo após o início da crise do coronavírus. 

Em março, ela e o pai, de quem é sócia em operações no segmento de imóveis, fecharam negócio na cobertura de uma viúva, no bairro Buritis, região Oeste da cidade.

A motivação para isso em pleno período de retração econômica, além de engrossar a carteira de imóveis de ambos, foi escapar da baixa atratividade das demais alternativas de investimento. “Como está muito reduzido ou até negativo o rendimento da aplicação, temos direcionados os recursos à aquisição desses bens”, disse ela. “Cobertura nem é o melhor investimento para quem quer alugar o imóvel, mas o negócio foi uma oportunidade de proteger nosso capital”, acrescentou.

Já o empresário Pedro Henrique Boaventura, de 39 anos, que comprou um apartamento “top house” também no Buritis, na semana passada, aliou a preocupação em não perder dinheiro durante a crise ao desejo de adaptar-se melhor, junto com a família, aos impactos da Covid-19 sobre as relações sociais e de trabalho. 

Para isso, pagou metade do valor do imóvel à vista e financiou o restante em 120 meses, em condições “bastante favoráveis” oferecidas pela Caixa. “Parece contraditório fazer algo assim, no momento que estamos vivendo, mas, tanto por questões econômicas quanto pessoais, fechei o negócio. E olha que o preço nem foi tão atrativo ou mais baixo que o normal”, contou. 

“No caso, o imóvel representa uma segurança para meu dinheiro. Além disso, é espaçoso, fica perto do meu trabalho e conta com uma boa área de lazer para mim e para meus familiares, nesses tempos de quarentena e de distanciamento social”, concluiu.

Para aquecer ainda mais o setor, a Caixa, que responde por 70% do crédito imobiliário no país, lançou, na quinta-feira, um pacote de ações de incentivo – da implantação do registro eletrônico de escrituras ao financiamento de impostos e taxas na compra dos bens. 
“São medidas objetivas para atender as demandas do segmento, que analisamos e vimos que temos capacidade para atender matematicamente, como sempre fazemos”, disse o presidente da instituição, Pedro Guimarães.

1930: Construindo a Golden Gate Bridge – São Francisco, Califórnia

1935 - A man standing on the first cables during the construction of the Golden Gate Bridge, with the Presidio and San Francisco in the background.
1935 – Um homem de pé sobre os primeiros cabos durante a construção da ponte Golden Gate, com o Presidio e San Francisco no fundo.

“Um monumento perpétuo que fará o nome dessa cidade circular pelo mundo e renovar a mágica fama que o Golden Gate desfrutou nos dias dos anos 49.”

– S.F. EXAMINER EDITORIAL, MARCH 24, 1925

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Novembro 1934 – Um cargueiro segue para o mar onde futuramente seria a Golden Gate
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1935 – Homens trabalhando na torre sul.

Ondas fortes, redemoinhos, águas profundas, ventos forte e nevoeiro – engenheiros experientes argumentaram que tais condições significavam que a construção da Golden Gate era impossível ou proibidamente caro. Mas um engenheiro tomou uma posição diferente.

Joseph Strauss era um especialista em pontes levadiça sem experiência em projetos de grande escala, mesmo assim ele apresentou planos para uma ponte que poderia ser construída por 1/4 do valor geralmente aceito. Ele sugeriu que a ponte se pagaria com pedágio sozinha. Em dezembro de 1922, o projeto de Strauss foi prontamente aceito pelas autoridades da cidade.

Seis anos de ações legais se passaram lideradas pelas empresas de Ferry que tinham controle exclusivo dos transportes entre San Francisco e Marin Country. Essa era a sua força, mas também a sua queda. Em 1928, o congestionamento do tráfego nas docas de Ferry tinham se tornado incontroláveis. A batalha estava perdida.

A construção começou em 5 de janeiro de 1933. Strauss, extremamente consciente com a segurança, insistiu que todos os trabalhadores usassem capacetes óculos de proteção anti-reflexo, cordas de segurança e creme no rosto e nas mãos para proteger do vento. Eles ainda tiveram uma dieta especial para aliviar a tontura.

Vista da rede de proteção aos trabalhadores da Golden Gate
Vista da rede de proteção aos trabalhadores da Golden Gate

Mas o dispositivo de segurança mais óbvio foi a enorme rede instalada debaixo da ponte. Isso salvou a vida de 19 homens, que posteriormente formaram o clube “Halfway to Hell” (em tradução direta, “Metade do caminho para o inferno”). O clube tinha seu próprio papel timbrado, com um sorriso, reclinando o trabalhador em uma rede.

Papel timbrado do Halfway to hell club
Papel timbrado do Halfway to hell club

Nem todos tiveram a mesma sorte. Onze homens morreram durante a construção – dos quais, dez morreram em um único acidente, quando o pedaço do andaime em que estavam trabalhando caiu. Travado pela rede, o peso do andaime causou a falha do sistema de segurança.

A marinha dos Estados Unidos pressionou para que a ponte fosse pintada com listras pretas e amarelas para ajudar a visibilidade na neblina; a Companhia Área de Forças Armas, uma listra vermelha e branca. Quando as ferragens da ponte chegaram, tinham sido pintadas com uma cartilha vermelha para protegê-la da corrosão. O arquiteto consultor, Irving Morrow, adorou a cor e propôs que a ponte fosse pintada em um tom semelhante, escrevendo um relatório de 29 páginas explicando suas razões.

A ponte foi concluída antes do previsto e 1,3 milhões dólares abaixo do orçamento, quando abriu em 27 de maio de 1937. Ela tinha o maior vão principal por ponte suspensa do mundo, com 1.300 metros (4.200 pés) de recorde, ela resistiu por quase 30 anos.

19 de setembro de 1935 - Um trabalhador subindo um das passarelas que estavam sendo construídas para sustentar os cabos
19 de setembro de 1935 – Um trabalhador subindo um das passarelas que estavam sendo construídas para sustentar os cabos
1935 - Vista da torre sul.
1935 – Vista da torre sul.
Outubro de 1935 - Dois homens trabalhando nos cabos da torre.
Outubro de 1935 – Dois homens trabalhando nos cabos da torre.
Outubro de 1935 - Vista de uma das torres da ponte.
Outubro de 1935 – Vista de uma das torres da ponte.
29 de outubro de 1936 - Montagem da estrutura do asfalto.
29 de outubro de 1936 – Montagem da estrutura do asfalto.
1936 - Vista dos trabalhadores na construção dos cabos
1936 – Vista dos trabalhadores na construção dos cabos
1937 - Vista dos trabalhadores na construção dos cabos
1937 – Vista dos trabalhadores na construção dos cabos
Setembro de 1936 - Vista dos turistas durante a construção da ponte em um barco.
Setembro de 1936 – Vista dos turistas durante a construção da ponte em um barco.
Outubro de 1936 - Um trabalhador caminha sobre o dique que liga Fort Point para a torre sul.
Outubro de 1936 – Um trabalhador caminha sobre o dique que liga Fort Point para a torre sul.
1936 - Vista dos pescadores na Baker Beach.
1936 – Vista dos pescadores na Baker Beach.
1936 - Um navio de guerra da Marinha dos EUA cruzeiros sob os cabos da ponte durante a construção.
1936 – Um navio de guerra da Marinha dos EUA cruzeiros sob os cabos da ponte durante a construção.
1937- Vista da Crissy Field no Presidio, com o leito da estrada que está sendo instalado.
1937- Vista da Crissy Field no Presidio, com o leito da estrada que está sendo instalado.
“Duzentos e cinquenta e pombos-correio, fornecidos pelo Clube de Corrida de Pombo de San Francisco para levar a mensagem de inovador para todos os cantos da Califórnia, ficaram tão assustados pela massa humana de afluência que meninos pequenos tiveram que rastejar em seus compartimentos na réplica de ponte para enxotar-los com varas.”

– SAN FRANCISCO NEWSPAPER, 1937

27 de maio de 1937 - Abertura da ponte para os pedestres.
27 de maio de 1937 – Abertura da ponte para os pedestres.
1937 - Abertura oficial para carros.
1937 – Abertura oficial para carros.
Esta ponte não precisa de louvor, elogio nem encômio. Ele fala por si. Nós, que temos trabalhado muito estamos gratos. O que a natureza rasgou em pedaços há muito tempo, o homem juntou hoje.

J. STRAUSS NO DIA DA ABERTURA, 1937

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08 de junho de 1937 – A abertura da ponte ao tráfego.
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29 de maio de 1937 – A festa de inauguração oficial, com luzes e fogos de artifício.

O Brasil que não parou

Em meio ao isolamento e à ameaça de uma profunda crise econômica e social, dois setores se planejaram, mantiveram as atividades e estão sendo responsáveis por amenizar os impactos do novo coronavírus no Brasil: o agronegócio e a construção civil. O agronegócio, segmento que sempre foi protagonista na economia, está ativo e, com isso, as famílias brasileiras continuam com alimento na mesa. Mais do que isso: o país permanece abastecendo o mundo, causando reflexo positivo para a atividade econômica.

De acordo com Pineda, o agro brasileiro continua vendendo 80% da soja para a China, e segue sendo o maior exportador de carne. “O setor sempre foi o protagonista da economia, por ser o responsável pelo superávit da balança comercial. Em um momento de crise, com o fechamento do comércio e a paralisação da prestação dos serviços, o agro é a esperança de que a economia brasileira siga funcionando”, disse.

Se, por um lado, o agronegócio ainda garante estabilidade econômica; por outro, gera conforto para a população brasileira neste momento delicado. A advogada destaca que ainda não há uma percepção geral da importância em acompanhar essa cadeia, em função de 85% das pessoas viverem nas cidades. No entanto, Pineda destaca que é devido à atuação do agro que há a possibilidade de quarentena, uma vez que não há risco de desabastecimento dos mercados.

Até agora, o maior impacto aconteceu no setor da cana de açúcar, por conta da queda do consumo de etanol. Outro baque pode vir das exportações, uma vez que os países asiáticos são grandes consumidores de produtos brasileiros, assim como a Europa e os EUA. No entanto, Samanta Pineda destaca que o Ministério da Agricultura tem trabalhado com habilidade, em contato com os compradores e repensando prazos e formas de contratação.

Especialista em direito socioambiental pela PUC do Paraná, a advogada destacou a importância de acompanhar as ações durante o surto, uma vez que há decisões diárias desde o início da epidemia no Brasil. “A gente percebe que muitas medidas vem sendo tomadas diariamente. O Ministério da Agricultura criou o comitê de gerenciamento de crise, que vai desde a parte de manter o produtor rural no campo, produzindo o que é essencial para o consumidor; até a logística, para que não haja desabastecimento. Toda a cadeia produtiva vem sendo contemplada por medidas governamentais para garantir uma quarentena segura”, disse, ressaltando que o agro está na lista de serviços considerados essenciais.

Financiamento é obstáculo

O diretor da Fiagril, Luiz Gustavo Silva, destacou as medidas que a empresa, uma das maiores do setor, adotou desde o início da crise. A sede, no Cuiabá, está fechada, com 100% dos funcionários trabalhando em esquema de home office. As lojas estão com o menor número de pessoas possível, apenas em atividades necessárias – como a emissão de nota fiscal, por exemplo. Os funcionários da linha de frente estão recebendo todo o material recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como máscaras e álcool em gel. O empresário destacou que o trabalho virtual não impediu as atividades. “Continuamos a financiar o produtor com insumos, fertilizantes, sementes e químicos. Estamos funcionando da mesma forma. A diferença é que antes, tudo era muito presencial, e agora estamos fazendo os negócios por telefone”, disse.

Luiz Gustavo afirmou que a pandemia do novo coronavírus impõe alguns desafios para o agro no país. Um deles é a questão logística, que é feita majoritariamente por via terrestre. Até agora, não há grandes entraves: as estradas estão liberadas para o trânsito de produtos e os restaurantes e lojas de conveniência estão abertos, garantindo suporte e comodidade para os caminhoneiros. No entanto, a questão está sendo monitorada com muita atenção.

O principal desafio, no entanto, é a questão do crédito e do financiamento. “Todo o agro é financiado por instituições financeiras. Estamos falando de 15% do Produto Interno Bruto só na parte de grãos. Estamos aguardando o apoio dos grandes bancos para poder suportar a demanda financeira que temos do financiamento da safra”, disse Luiz Gustavo Silva.

Em São Paulo, construção civil avança

Utilizando os protocolos estabelecidos pela OMS, o setor de construção civil em São Paulo também não parou. No maior Estado do país, há cerca de 40 mil unidades em obras. Os funcionários com mais de 60 anos foram afastados; os horários são flexíveis, para não haver contato; e os profissionais estão espaçados. Outras funções estão sendo exercidas de maneira remota, como o Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais (Graprohab), órgão que é responsável por aprovar loteamentos, empreendimentos, conjuntos e condomínios.

Segundo o Secretário de Habitação do Estado, Flávio Amary, as medidas permitiram a continuidade dos trabalhos, de acordo com as recomendações das autoridades. “As obras continuam, seguindo todas as determinações estabelecidas pelos órgãos de saúde. Continuamos entregando casas, de forma administrativa, sem festividade”, afirmou.

A digitalização do gerenciamento na engenharia e a redução dos riscos

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Ninguém tem sistemas apenas por ter, as empresas não gastam milhões em ERPs ou CRMs reconhecidos só porque estão na moda. A decisão de adotar um sistema contábil de milhões, no lugar de outro que seja centenas de vezes mais barato, tem uma razão, principalmente quando a escolha é tomada por empresas reconhecidamente eficientes e que não gostam de perder dinheiro.
Já no mundo da engenharia, a implantação de sistemas de gerenciamento traz economia no processo realizado de forma manual. Mas, vale a pergunta é: por que se gerencia? A resposta, normalmente, é: para ter controlar e, ou garantir o prazo, o custo e a qualidade da execução. De forma mais simplificada, busca-se gerenciar e mitigar o risco.

Todo sistema para gestão de engenharia, qualquer que seja a fase do empreendimento, tem um custo que pode variar muito em função da complexidade da solução adotada. É muito importante, para uma decisão adequada, entender os reais motivos de sua implantação.

Dentro deste contexto, podemos pensar em dar um passo além e refletir como digitalizar o processo de gerenciamento de engenharia e da gestão de risco. Fazer isto é um pouco diferente de apenas implantar um sistema, pois pressupõe revisar os processos e procedimentos, incorporando à análise todas as tecnologias atuais.

Hoje, um sistema de gerenciamento de engenharia envolve a gestão de documentos e processos, tecnologia mobile, captura de realidade com laser, drones e fotos, monitoramento por meio de IoTs (Internet das Coisas) e estações robóticas, Inteligência Artificial e BI (Business Intelligence). O BIM (Building Information Modeling) é um dos componentes que reúne todos esses itens, é o lugar geométrico e o processo, ou seja, o conceito da gestão vai bem além.

Com esta visão, a importância de um sistema de gerenciamento de engenharia cresce de forma exponencial, pois ele pode ser catalizador para mais investimentos, para reduzir o custo do capital e, até mesmo, viabilizar projetos atualmente inviáveis. É o valor de reduzir o risco de uma atividade que precisa de capital e que não está com um bom histórico recente. É algo que pode ajudar o País a decolar, aproveitando a boa maré de investimentos marcados para 2020.