Sete das dez melhores cidades para morar em 2025 estão em SP, aponta IPS Brasil

0
O relatório do Índice de Progresso Social do Brasil (IPS Brasil) 2025 realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), listou as 20 cidades com a melhor e a pior qualidade de vida no Brasil  em 2025. O documento mostra que sete, das dez melhores cidades para morar no Brasil, estão localizadas no estado de São Paulo. O IPS mede o desempenho social e ambiental de territórios e esta foi a segunda edição da publicação. Os dados coletados abrangem todos os 5.570 municípios brasileiros. O estudo mostra que, em 2025, havia uma desigualdade significativa na distribuição do progresso social entre os municípios brasileiros. O cenário retrata um relevante contraste entre a Região Norte, especialmente na Amazônia Legal, onde se concentra a maioria dos municípios críticos, e o Sudeste do Brasil – onde estão os municípios com maiores notas do IPS. O levantamento mostra que a Amazônia Legal teve a pior nota do componente Qualidade do Meio Ambiente. Segundo o estudo, o resultado é influenciado pelo desmatamento e pela concentração de emissões associadas de Gases de Efeito Estufa (GEE) na região. Em relação ao cenário nacional, o estudo revela que a dimensão de oportunidades apresentou o pior resultado (46,07), com resultados baixos relacionados aos Direitos Individuais (32,41), Acesso à Educação Superior (47,39) e Inclusão Social (47,21). Para calcular o IPS Brasil 2025, foram utilizados 57 indicadores, oriundos de fontes públicas oficiais. As notas variam de 0 a 100 e os são divididos em três dimensões, sendo oportunidades, que inclui direitos individuais e acesso à educação superior, entre outros; necessidades humanas básicas, que abarca nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia, entre outros e, por fim, fundamentos do bem-estar, que abrange desde acesso à informação e comunicação à saúde saúde e bem-estar. Inclusive, na dimensão de necessidades humanas básicas, o país alcançou a melhor pontuação geral média (74,79).

Melhores cidades brasileiras para morar

Pela segunda vez seguida, Gavião Peixoto (SP) liderou o ranking com a melhor pontuação no IPS 2025. O município fica localizado no interior do estado de São Paulo. Entre as dez cidades com melhor qualidade de vida no país, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais também aparecem com um município cada. Confira o ranking das 10 melhores cidades para morar no Brasil:
  • Gavião Peixoto (SP)
  • Gabriel Monteiro (SP)
  • Jundiaí (SP)
  • Águas de São Pedro (SP)
  • Cândido Rodrigues (SP)
  • Presidente Lucena (RS)
  • Luzerna (SC)
  • Pompéia (SP)
  • Nova Lima (MG)
  • Itupeva (SP)
Apesar do resultado expressivo de municípios paulistas, nas regiões mais ricas do Brasil como Sul e Sudeste, o IPS aponta que o componente Saúde e Bem-estar demonstrou fragilidade. De acordo com o estudo, o resultado é influenciado pelas taxas elevadas de obesidade, suicídio e mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – como diabetes e doenças respiratórias.

10 piores cidades para morar no Brasil

O município que registrou o pior índice do IPS em 2025 é, mais uma vez, o município de Uiramutã (RR), que obteve 37,59 no índice. Entre as dez cidades com pior qualidade de vida no país, sete estão localizadas no Pará e três em Roraima. Entre as 20 cidades listadas no ranking, também estão Japorã (MS), Marajá do Sena (MA) e Peritoró (MA) e outras três cidades do Acre: Santa Rosa do Purus e Feijó. Confira o ranking das 10 piores cidades para morar no Brasil:
  • Uiramutã (RR)
  • Jacareacanga (PA)
  • Amajari (RR)
  • Bannach (PA)
  • Alto Alegre (RR)
  • Trairão (PA)
  • Pacajá (PA)
  • Portel (PA)
  • São Félix do Xingu (PA)
  • Anapu (PA)

Cenário nas capitais brasileiras

Segundo o IPS 2025, Curitiba (PR) é a capital com melhor qualidade de vida no Brasil, seguida por Campo Grande (MS) e Brasília (DF). Na quarta posição aparece São Paulo (SP) e no 5° lugar, Belo Horizonte (BH). Além disso, Palmas (TO) é a melhor capital da região Norte, enquanto João Pessoa (PB) lidera o ranking de progresso social no Nordeste. Entre as capitais, Porto Velho (RO) ficou em último lugar, com Macapá (AP) logo atrás.

13º Barômetro da Infraestrutura Brasileira aponta que municípios não aproveitam potencial de crescimento

0
O 13º Barômetro da Infraestrutura Brasileira, divulgado neste semestre, indica que a esfera municipal foi a única a apresentar uma piora efetiva na percepção de aproveitamento do potencial para investimentos em infraestrutura. A pesquisa ouviu 329 empresários e especialistas do setor entre os dias 13 de maio e 3 de junho de 2025. Realizado semestralmente pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), em parceria com a consultoria estratégica EY-Parthenon, o levantamento revela que 58,9% dos entrevistados avaliam como “muito baixo” o nível de aproveitamento das oportunidades de crescimento pelos municípios — incluindo instrumentos como parcerias público-privadas (PPPs). Além disso, 17,6% afirmam que os municípios não estão aproveitando esse potencial de forma alguma. Esse percentual é significativamente superior ao verificado para União e estados, ambos com apenas 2,6%. As expectativas em relação às administrações municipais também se deterioraram nesta edição da pesquisa, tanto em comparação com os resultados anteriores quanto em relação às demais esferas federativas. No levantamento anterior, referente ao segundo semestre de 2024, 22,4% dos respondentes afirmavam que os municípios estavam aproveitando parcialmente o potencial para concessões e PPPs. Agora, esse índice caiu para 19,7%. Já a percepção de que o aproveitamento é “muito pouco” subiu de 56,1% para os atuais 58,9%. Em contrapartida, os estados apresentaram melhora na avaliação. O percentual de entrevistados que enxergam um aproveitamento total do potencial para a realização de PPPs pelos governos estaduais subiu de 4,3% para 5,9%. Já aqueles que consideram o aproveitamento como parcial aumentaram de 49,0% para 54,2%.

Municípios: sem recursos e pessoal qualificado

Cesar Bergo, economista e sociólogo, professor de mercado financeiro da Universidade de Brasília (UnB) e sócio diretor da OpenInvest, acredita que parte do problema de os municípios não investirem em infraestrutura é devido à falta de pessoal qualificado para a elaboração dos projetos. “Quando você fala de municípios, aí realmente é uma dificuldade muito grande, porque você tem alguns municípios que não têm uma boa articulação, que não têm um bom quadro para poder fazer um bom planejamento e acabam muitas vezes perdendo as oportunidades”, explicou o professor. Falta de recursos trava avanço do saneamento básico em municípios de pequeno porte Bergo destaca que uma das dificuldades de se investir em infraestrutura é a falta de recursos. “Um dos problemas maiores da infraestrutura é a falta de recursos, sobretudo não só privados, que têm um risco em função da taxa de juros elevada, tem a questão do Fundo de Garantia que está sendo utilizado para outros fins. Você não tem recursos para trabalhar essa parte de infraestrutura, o saneamento básico, por exemplo. Tem um problema de planejamento. Durante o governo passado, nós tivemos a junção de vários ministérios em um só que foi o Ministério da Economia. Praticamente aniquilou o Ministério do Planejamento. Agora, o Ministério do Planejamento volta tímido. Ele é fundamental para esse tipo de projetos, envolvendo a infraestrutura, porque se o Ministério da Fazenda cuida da arrecadação, o Planejamento cuida dos gastos”, avaliou. De acordo com o 13º Barômetro, o setor de rodovias será o que vai receber mais investimentos em infraestrutura nos próximos três anos, ultrapassando o segmento de saneamento básico.

Reforma Tributária deve remodelar contratos e eficiência no setor de construção civil

0
A reforma tributária promete mudar a forma como a construção civil lida com impostos e contratos de longo prazo. Para o secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernardo Appy, a introdução do modelo não cumulativo deve tornar o setor mais eficiente em todas as etapas da obra, enquanto líderes políticos como Arthur Lira ressaltam que simplificar o sistema é condição essencial para destravar investimentos e reduzir a burocracia que hoje consome tempo e recursos das empresas. Appy destaca que, no modelo atual, as empresas acabam pressionadas a concentrar a agregação de valor apenas na fase final do processo construtivo, o que reduz a eficiência das cadeias produtivas. “Já o modelo não cumulativo estimula maior eficiência em todas as etapas da construção”, afirmou. A expectativa é que a mudança torne o ambiente de negócios mais dinâmico, permitindo ganhos de produtividade e maior competitividade. Arthur Lira, por sua vez, reforça o peso da burocracia como um dos principais entraves à economia brasileira. “No Brasil, gastamos cerca de 1.500 horas por ano para cumprir obrigações tributárias, contra 300 na América Latina e 150 nos países da OCDE. Somos dez vezes mais onerosos”, disse o deputado, defendendo que a simplificação traga mais clareza e menos custos para o setor produtivo. O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada, Cláudio Medeiros, acrescenta que a reforma pode representar um marco para a modernização da infraestrutura nacional. Para ele, maior previsibilidade tributária e contratos mais claros abrem espaço para novos modelos de negócio e atração de capital privado. “O Brasil tem a chance de modernizar sua infraestrutura com maior transparência, previsibilidade e capacidade de atrair capital privado”, afirmou.

Reforma avança no Congresso

A reforma tributária já começou a sair do papel. Em janeiro, foi sancionada a Lei Complementar 214/2025 (antigo PLP 68/24), que regulamenta a maior parte da tributação sobre consumo e institui três novos tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência da União; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que será gerido por estados e municípios; e o Imposto Seletivo (IS), voltado a desestimular produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. Agora, o Congresso concentra as atenções em projetos complementares, entre eles o PLP 108/24, que cria o Comitê Gestor do IBS. Esse órgão será responsável por administrar a arrecadação e a distribuição da receita do novo imposto entre estados e municípios — etapa considerada crucial para dar segurança e previsibilidade ao setor produtivo. As discussões sobre o texto vêm acontecendo semanalmente no Comsefaz, com a participação de técnicos dos estados, municípios, governo federal, consultores do Senado e assessores do relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM). A expectativa é que o relatório final seja divulgado em 17 de setembro, com votação prevista para o dia 24. Até lá, seguem em análise emendas apresentadas pelos estados, mantidas em sigilo até a apresentação oficial.

CNI: Juros altos lideram problemas da construção no 2º trimestre

0
As taxas de juros elevadas foram o principal desafio da indústria da construção no 2º trimestre de 2025. O entrave foi citado por 37,7% dos empresários do setor, contra 35,3% no 1º trimestre do ano, segundo Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta segunda (28). De acordo com Isabella Bianchi, analista de Políticas e Indústria da CNI, as taxas de juros elevadas afetam o setor da construção por diferentes canais. “Pelo lado da oferta, se o industrial da construção precisar tomar crédito para adquirir capital de giro e começar um novo projeto, por exemplo, ele vai ser impactado pela elevação do custo do crédito, reflete esse aumento na Selic. E de forma similar, ocorre do lado da demanda: para o consumidor adquirir um bem do setor da construção, ele precisa tomar crédito, o que também acaba sendo encarecido pela elevação das taxas de juros”, explica a analista. Lembrada por 30,5% dos empresários, a alta carga tributária segue como o segundo principal problema da indústria da construção. No 1º trimestre, 27,8% dos empresários haviam mencionado a questão. A terceira posição do ranking é ocupada pela falta ou alto custo de trabalhador qualificado. No 2º trimestre, o problema foi reportado por 24,6% dos industriais, enquanto, no 1º, por 27,1%. Há 10 anos no setor da construção, Mayara Serra, diretora de Desenvolvimento da Maso Engenharia e Consultoria, diz que as três primeiras posições do ranking juntas “pesam bastante”. “Os juros altos são os que mais impactam no dia a dia. Com juros altos, tudo fica mais difícil. A carga tributária e a mão de obra qualificada também exigem atenção, só que, no final das contas, é um combo que complica tudo. Mas com planejamento e equipe certa, a gente consegue ir equilibrando”, explica a diretora. Para Mayara, o cenário não é pior por causa da desaceleração nos preços de insumos e matérias-primas. O índice que mede a evolução do preço médio desses itens recuou 3,7 pontos, para 60,9 pontos, na passagem do 1º para o 2º trimestre. “A desaceleração nos preços de insumos ajuda a garantir o planejamento da obra. Se a gente tiver uma alta muito grande desses insumos, acontece um desvio do planejamento, que faz com que a gente tenha que trabalhar para que cheguemos lá na frente sem prejuízos”, afirma.

Condições financeiras pioram

O índice de satisfação com a situação financeira caiu 1,4 ponto, fechando o 2º trimestre em 45 pontos. Abaixo da linha de 50 pontos, o indicador reflete maior insatisfação dos empresários com as finanças de seus negócios. Os índices de satisfação com o lucro operacional e de facilidade de acesso ao crédito também caíram, de 42,8 para 42,5 pontos e de 37,4 para 35,5 pontos, respectivamente. Isso indica maior insatisfação com os lucros e dificuldades crescentes para obter crédito.

Atividade avança, mas emprego e UCO recuam

Em junho, o índice de evolução do nível de atividade da indústria da construção ficou em 48,8 pontos, após avançar frente a maio. O resultado foi inferior ao registrado no mesmo mês em 2024 e em 2023, quando o indicador marcou 49,9 pontos. Vale lembrar que, quanto menor o índice, pior o desempenho do setor. Já o índice de evolução do número de empregados caiu de maio para junho. O indicador registra 48,3 pontos, abaixo do patamar visto no mesmo mês em 2024 e em 2023, quando registrou 48,8 pontos e 50 pontos, respectivamente. Depois de sete meses consecutivos em 67%, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção caiu 1 ponto percentual, para 66%. A UCO está dois pontos percentuais abaixo do nível visto em junho de 2024 (68%) e 1 ponto percentual abaixo de junho de 2023 (67%).

Confiança e intenção de investimento em queda

Em julho de 2025, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção caiu 0,4 ponto, para 47,1 pontos. Ao se afastar da linha divisória de 50 pontos, o indicador revela que a falta de confiança se intensificou entre os industriais do setor. O índice de intenção de investimento caiu 2,4 pontos de junho para julho. Agora, o indicador registra 40,4 pontos, 2,3 pontos percentuais acima da média histórica. Segundo a analista de Políticas e Indústria da CNI, a confiança da construção recuou principalmente por uma pior avaliação das condições atuais por parte dos empresários do setor. “Essa avaliação de condições atuais piores do que a dos últimos seis meses é percebida tanto para as próprias empresas quanto para a economia brasileira”, expõe Isabella.

Expectativas oscilam, mas continuam positivas

Apesar do momento negativo, os empresários seguem otimistas para o segundo semestre de 2025. O índice de expectativa de número de empregados avançou 1,9 ponto frente a junho, chegando aos 52,9 pontos. O índice de expectativa de compras de insumos e matérias-primas subiu 1,1 ponto, para 52,2 pontos. Por outro lado, o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços recuou 0,8 ponto, para 50,5 pontos, enquanto o de nível de atividade permaneceu em 53,1 pontos. Todos os indicadores continuam acima dos 50 pontos, revelando que os industriais têm perspectivas positivas para os próximos seis meses. A diretora Mayara confirma os dados. “Às vezes, me sinto insatisfeita com todo o cenário do mercado. Mas vejo melhora, principalmente por conta da queda dos preços do insumo. Isso faz a diferença no caixa de qualquer construtora e acaba ajudando a garantir que o orçamento não saia do planejado. Então, temos desafios. Mas essa desaceleração dos preços da matéria-prima permite que a gente organize melhor as contas. Isso dá mais fôlego e confiança. A gente consegue manter os projetos, pensar em novas vendas e novos projetos”, conclui.

Amostra

Para esta edição da Sondagem Indústria da Construção, foram consultadas 305 empresas: 118 pequenas, 123 médias e 64 grandes, entre 1º e 10 de julho de 2025.

Split Payment na Reforma Tributária: oportunidade para a Construção Civil se modernizar

0

A reforma tributária trará um elemento que promete transformar a gestão fiscal das empresas: o Split Payment. Esse mecanismo, que fará parte da substituição dos tributos PIS, COFINS e IPI pelos novos CBS e IBS, muda a forma como os créditos tributários são gerados e pode representar um ganho real de eficiência para construtoras e incorporadoras que já operam com ERP.

Como funciona o Split Payment

No modelo atual, o crédito tributário é gerado no momento da emissão da nota fiscal. Com o Split Payment, isso muda: o crédito só poderá ser aproveitado após a confirmação de que o fornecedor recolheu o imposto devido. Essa confirmação será feita em tempo real pela Receita Federal, cruzando dados da nota e do pagamento.

Para a construção civil, que lida com uma extensa cadeia de fornecedores, o sistema reduz o risco de tomar créditos indevidos e depois sofrer autuações. Além disso, a gestão ficará mais transparente, permitindo identificar rapidamente fornecedores que não estejam em conformidade fiscal.

Benefícios para construtoras e incorporadoras

  • Mais segurança fiscal: evita que a empresa aprove créditos de fornecedores inadimplentes.

  • Controle centralizado: especialmente vantajoso para obras em várias cidades, com diferentes prefeituras e layouts fiscais.

  • Eficiência operacional: reduz retrabalho com conferência manual e correção de créditos.

Na prática, empresas que já contam com um ERP moderno têm maior controle sobre notas fiscais, pagamentos e créditos, o que facilita a adaptação ao Split Payment. Isso porque o Split Payment exige cruzamento automático de informações, algo inviável para quem ainda trabalha com controles manuais ou planilhas.

Por que agir agora

O novo sistema terá fase de testes em setembro de 2025 e será obrigatório a partir de 5 de janeiro de 2026.

Para a construção civil, o recado é claro: a reforma tributária não é apenas um desafio, mas também uma oportunidade para modernizar a gestão, reduzir riscos e ganhar agilidade no relacionamento com fornecedores e órgãos fiscais.

Documentário | Terreno de Mudanças: os 5 anos da pandemia e as transformações no mercado brasileiro

0

Cinco anos se passaram desde que a pandemia da Covid-19 alterou profundamente a dinâmica do mundo. O isolamento, as incertezas e a necessidade de adaptação rápida mudaram nosso modo de viver, de consumir e também de construir. No setor da construção civil, não foi diferente — a crise sanitária desencadeou uma série de transformações que continuam moldando o presente e abrindo novas possibilidades para o futuro.

Com o objetivo de registrar esse momento histórico e refletir sobre os caminhos trilhados, a Brain Inteligência Estratégica lançou o documentário “Terreno de Mudanças: os 5 anos da pandemia e as transformações no mercado brasileiro”. A produção reúne depoimentos de grandes nomes do setor e propõe uma análise profunda sobre os impactos da pandemia na construção civil, suas consequências e aprendizados.

No auge da crise, o setor precisou encontrar maneiras de manter suas atividades essenciais sem colocar em risco a saúde dos trabalhadores. Novos protocolos, digitalização acelerada e reconfiguração de canteiros de obras foram apenas alguns dos desafios enfrentados.

Com o tempo, ficou claro que o “normal” não voltaria a ser como antes. A demanda por imóveis com mais espaço, a valorização de ambientes multifuncionais e o fortalecimento de cidades do interior foram alguns dos efeitos colaterais dessa nova realidade.

Lições que ficam

A pandemia reforçou a necessidade de resiliência e inovação no mercado da construção. Soluções digitais, novos modelos de moradia, mudanças nos perfis de consumo e o papel social das empresas tornaram-se tópicos centrais. E, se o setor passou pelo maior teste de sua história recente, hoje também se encontra mais preparado para lidar com os desafios que virão.

O documentário, mais do que um registro, é um convite à reflexão. Ele provoca, ensina e inspira — não só os profissionais que estão atualmente à frente da transformação, mas também as futuras gerações que darão forma ao que ainda está por vir.

CBIC Indicadores Regionais – Sul: Líderes da indústria da construção debatem desafios e novas estratégias em Florianópolis

0
Florianópolis sediou hoje o “CBIC Indicadores Regionais”, um evento que reuniu líderes da indústria da construção civil para apresentar dados estratégicos inéditos sobre o setor na Região Sul do Brasil. Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), o encontro sublinhou a importância da união setorial e a necessidade de ações estratégicas para o desenvolvimento e a superação de desafios. As falas das lideranças presentes na abertura do evento ressaltaram os pontos essenciais para o futuro da indústria. Renato Correia, presidente da CBIC, destacou o objetivo da entidade, que vai além da tradicional divulgação de dados setoriais e foca também em apoiar as empresas do setor. “A CBIC é reconhecida por divulgar os números nacionais da indústria e do mercado da construção trimestralmente, e percebemos, depois de realizarmos um planejamento estratégico, que precisamos olhar mais para as empresas do setor e como podemos contribuir para melhorar a vida delas”, explicou Correia. Ele elencou os desafios do setor, como a industrialização, a falta de mão de obra qualificada, o custo da mão de obra, a descarbonização, dentre tantos outros, reforçando em especial a necessidade de encurtar os prazos de aprovação de projetos para trazer mais estabilidade aos negócios. O presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção da FIESC, Marcos Bellicanta, enfatizou a relevância da aproximação entre as entidades e a continuidade do movimento de união do setor. “É importante a proximidade com a CBIC aqui na reunião Sul. Tivemos um evento importante em Curitiba que impulsionou a integração do setor em prol do debate das pautas relevantes para a indústria da construção. Este movimento conjunto deve continuar pois é essencial o nosso crescimento”, afirmou Bellicanta, destacando o impacto positivo de iniciativas anteriores. Complementando as falas, Marcos Mauro Pena, vice-presidente da CBIC para a Região Sul, reforçou a meta do evento de integrar e articular as vozes do setor para maior representatividade. “Nosso objetivo é promover a integração e articulação para termos uma voz uníssona para expor as dificuldades e mostrar os avanços que temos aqui nos Estados do Sul”, declarou Pena, citando o sucesso de encontros anteriores como o “Construa Sul”, que reuniu lideranças empresariais do Sul em Curitiba, no último mês de junho. Ele finalizou reiterando a importância da união, destacando que entidades como Sinduscon e Ademis compartilham os mesmos valores e princípios da CBIC. Indústria da construção no Sul demonstra força e resiliência em 2025 A indústria da construção civil na Região Sul do Brasil demonstra uma relevante força e resiliência, conforme os dados apresentados pela economista Ieda Vasconcelos, do Comitê de Economia da CBIC, durante primeiro painel do evento de indicadores regionais em Florianópolis. A apresentação detalhou o panorama do setor no 1º trimestre de 2025 e as perspectivas para o ano, reforçando a importância da região para o desempenho nacional. “A Construção Civil na Região Sul tem se mostrado um motor econômico robusto, contribuindo significativamente para o mercado de trabalho e o Produto Interno Bruto (PIB) do país”, afirmou a economista Ieda Vasconcelos. Destaques do Desempenho no 1º Trimestre de 2025: O PIB da Construção Civil cresceu 3,4% no 1º trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa expansão impulsiona o setor, que, historicamente, tende a crescer mais que a economia nacional em períodos de alta. A projeção da CBIC aponta para um crescimento de 2,3% para a Construção Civil este ano. A Região Sul criou 25.109 novas vagas formais na Construção Civil nos primeiros cinco meses de 2025. Embora represente um recuo de 1,77% em relação ao mesmo período de 2024, esse é o segundo melhor resultado dos últimos quatro anos, superando 2022 e 2023, o que indica um mercado de trabalho aquecido na região. Em maio de 2025, o número de trabalhadores na Construção Civil na Região Sul alcançou 474.186, um crescimento de 5,69% em relação a maio de 2024, impulsionado por resultados positivos nos três segmentos do setor (Construção de Edifícios, Obras de Infraestrutura e Serviços Especializados para a Construção).
  •  Santa Catarina liderou a geração de novos empregos no setor na Região Sul de janeiro a maio de 2025, com 11.498 novas vagas, um aumento de 8,52% em relação ao ano anterior.
  •  No Paraná, o número de trabalhadores cresceu 6,66% em maio de 2025 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, com todos os segmentos registrando aumento.
  •  O Rio Grande do Sul registrou um aumento de 6,25% nas novas vagas criadas de janeiro a maio de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024, destacando-se o segmento de Construção de Edifícios com um impulso de 94,42%.
Relevância Nacional e Regional: A Região Sul abriga 24,54% dos estabelecimentos da Construção Civil no Brasil, totalizando 70.248 estabelecimentos. O Paraná lidera na região com 25.162 estabelecimentos, representando 35,82% do total regional. Conforme dados do Censo 2022, a Região Sul destaca-se por ter a segunda menor participação de população residente em favelas em relação à sua população total, o que corresponde a 3,23%. A Construção Civil da Região Sul é responsável por 18,9% do PIB da construção nacional. Desafios e Perspectivas: Apesar do cenário positivo, a economista Ieda Vasconcelos ressaltou desafios que podem impactar o desempenho do setor, como a taxa de juros elevada, o aumento do IOF, questões relacionadas a cartórios, a falta ou alto custo de mão de obra qualificada, e incertezas econômicas como a inflação acima da meta e a possível taxação americana às exportações brasileiras. Apesar dos desafios, a capacidade de geração de empregos e a contribuição para o PIB demonstram a resiliência e a importância estratégica da Construção Civil na Região Sul para a economia brasileira.

Venda de cimento sobe 3,5% no 1º semestre, diz Snic

0
A comercialização de cimento no Brasil recuou 1,7% em junho ante o mesmo mês do ano passado, para 5,4 milhões de toneladas, mas apresentou expansão de 3,5% nos primeiros seis meses, informou o sindicato de fabricantes do material, Snic, nesta quinta-feira. Por dia útil, as vendas de junho subiram 0,5% sobre junho do ano passado e 5% em relação ao primeiro semestre de 2024, para 244,8 mil toneladas, informou a entidade. Em junho, somente Nordeste e Centro-Oeste mostraram crescimento de vendas de cimento sobre o mesmo mês de 2024, embora, no semestre, todas as regiões do país tenham tido avanço na comercialização do material, com destaque para o Nordeste (+7,4%) e o Sul (+5,5%), enquanto o Norte cresceu 4%, Centro-Oeste expandiu 1,3% e o Sudeste mostrou incremento de 1,6%. Para o Snic, os principais indutores do consumo de cimento permanecem sendo o setor imobiliário e o mercado de trabalho. No ano, a entidade prevê um crescimento de 2,1% para o setor no “cenário de referência” e de 3,5% em um cenário “otimista”. “A gente tem um viés otimista que chega à manutenção desses 3,5%”, disse o diretor do Snic, Bernardo Jannuzzi, citando entre os fatores o impulso do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), especialmente após o incremento do programa com recursos do Pré-Sal, e patamares elevados de emprego e renda. Jannuzzi, no entanto, apontou preocupações com o nível da taxa de juros, o endividamento e a inadimplência da população, as discussões envolvendo IOF e LCIs, além de, mais recentemente, o anúncio realizado na véspera da imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações do Brasil para os Estados Unidos, que podem desacelerar o crescimento do setor nos próximos meses. Segundo o diretor, embora as transações comerciais internacionais do cimento no Brasil sejam pequenas, o imbróglio político e econômico pode afetar o câmbio. “Aí começa não só o efeito cascata para a economia, que é aumento de inflação, possível aumento de juros, perda de capacidade da população de compra, que afeta diretamente o cimento, mas a gente também tem um insumo que é utilizado no cimento, que é o coque de petróleo, que corresponde a 40% do custo no processo produtivo e é taxado em dólar”, afirmou. Ele acrescentou que, no caso de uma eventual reciprocidade por parte do Brasil, o setor também pode sentir impactos. “Porque as traders que mandam o coque para o Brasil são dos EUA. Então a gente vai ter dois pesos: um dólar lá em cima e uma taxa de 50% desse insumo.” Em contrapartida, disse o economista do Snic Flávio Guimarães, os esforços do setor em coprocessamento, que envolve a substituição do coque de petróleo por outros produtos, podem ajudar a reduzir a dependência brasileira desse insumo.

Segundo Guimarães, cerca de 32% da matriz energética da indústria brasileira de cimentos é resultado de coprocessamento.

 

ERP na Construção Civil: Como a Tecnologia Revoluciona a Gestão de Obras

0

Gestão eficiente de obras: por que sua construtora precisa abandonar as planilhas e investir em um ERP especializado

A gestão de obras é, há muito tempo, um dos maiores desafios enfrentados por pequenas e médias empresas da construção civil. Equilibrar prazos, custos, mão de obra, materiais e produtividade exige mais do que apenas planilhas de Excel e boa vontade: exige previsibilidade, controle em tempo real e integração entre escritório e canteiro.

Muitos gestores ainda operam suas obras de forma descentralizada, com controles paralelos, dados fragmentados e processos dependentes de pessoas-chave. O resultado? Desperdícios, retrabalhos, atrasos, falta de clareza sobre a lucratividade real e dificuldade em tomar decisões estratégicas com base em dados confiáveis.

Da planilha para o controle inteligente de obras

A realidade de muitas empresas ainda passa por orçamentos manuais, cronogramas improvisados e controle financeiro descentralizado. A falta de padrão nos processos e a ausência de uma plataforma integrada acabam consumindo tempo e dificultando a análise precisa dos custos realizados versus os orçados.

Ao adotar um sistema de gestão (ERP) voltado para a construção civil, as empresas passam a ter um novo nível de organização. Um ERP especializado permite controlar o orçamento, os pedidos de compras, o estoque, os contratos de empreiteiros, o financeiro e até o diário de obras — tudo em uma única plataforma, com dados centralizados e disponíveis em tempo real.

Mais previsibilidade e produtividade para as obras

Com o ERP certo, o gestor consegue controlar múltiplas obras simultaneamente, de qualquer lugar, com acesso via computador, tablet ou celular. A integração dos módulos permite que a empresa acompanhe a execução física, os custos acumulados, o status dos pagamentos e receitas, e até a performance dos colaboradores em campo.

Além disso, a visibilidade dos processos ajuda a evitar desperdícios — como atrasos causados por falta de material, ou ociosidade de mão de obra — e melhora a experiência do cliente, que pode ser atualizado em tempo real sobre o andamento da obra por meio de relatórios e diários digitais.

SIECON: ERP com o DNA da construção civil

Se a sua construtora ainda está presa às planilhas, é hora de evoluir. O SIECON é um ERP 100% especializado em construção civil, com funcionalidades pensadas para atender as demandas reais de quem vive a rotina do canteiro. Desde o orçamento até a entrega da obra, passando por compras, financeiro, estoque, apropriações e controle técnico — o SIECON oferece uma solução robusta, intuitiva e adaptada às exigências do setor.

Empresas de todo o Brasil já usam o SIECON Cloud para transformar sua gestão. Além disso, contam com aplicativos móveis integrados que agilizam o trabalho em campo, como Requisição, Portal do Cliente, Aprovações e mais.

Shin Takamatsu: Radicalismo, Tecnologia e Expressividade na Arquitetura Japonesa

0
Shin Takamatsu é um dos arquitetos japoneses mais notórios do final do século XX, conhecido por suas composições radicais, formas escultóricas e abordagem quase expressionista à arquitetura. Em contraste com a tradição minimalista frequentemente associada à arquitetura japonesa, Takamatsu criou uma linguagem provocativa que mistura tecnologia, simbolismo e a crítica à sociedade contemporânea. Vamos apresentar aqui um breve histórico de sua carreira e analisar algumas de suas obras mais representativas. Shin Takamatsu (高松伸), nascido em 1948 em Nagi, na província de Okayama, Japão, formouse em arquitetura pela Universidade de Kyoto em 1971, onde também realizou seu doutorado. Inicialmente vinculado à academia, Takamatsu ganhou projeção internacional nos anos 1980 por meio de projetos diferenciados, muitos dos quais de pequena escala, como boutiques e escritórios. Sua obra combina influências do high-tech britânico, do expressionismo alemão, da estética cyberpunk e do pós-modernismo. Suas edificações se destacam pelo uso intenso de metáforas visuais, tecnologia exposta e formas impactantes.
SYNTAX | Project | Shin Takamatsu Architect and Associates
Edifício Syntax. Kyoto, 1983 Fonte: takamatsu.co.jp
Uma das primeiras obras de destaque de Takamatsu, o edifício Syntax, construído em Kyoto (1983), é um escritório que já apresentava muitos dos traços marcantes do arquiteto: volumes agressivos, uso expressivo do aço e elementos simbólicos. Com uma fachada que lembra uma máquina ou armamento futurista, o edifício desafiava os limites da arquitetura comercial japonesa.
Kirin Plaza Osaka | Project | Shin Takamatsu Architect and Associates
Kirin Plaza. Osaka, 1987 Fonte: takamatsu.co.jp
Talvez sua obra mais conhecida internacionalmente, o Kirin Plaza mistura brutalismo e surrealismo em uma composição monumental. O edifício possui quatro torres de vidro e ornamentação high tech e abrigava espaços para exposições e eventos culturais. A construção foi demolida em 2008, mas permanece como uma das obras mais icônicas do Japão dos anos 1980.
ARK | Project | Shin Takamatsu Architect and Associates
Edifício Ark. Kyoto, 1987 Fonte: takamatsu.co.jp
Uma obra muito instigante de Shin Takamarsu é o Edifício Ark (Kyoto, 1987). Esse edifício comercial destaca-se por sua fachada metálica robusta e componentes que lembram um motor. A obra representa a obsessão de Takamatsu por imagens de poder, tecnologia e transcendência.
Gunma Insect World - Wikipedia
Gunma Insect World. Kiryū, 1996 Fonte: wikipedia.org
Por fim, um exemplo que mostra a versatilidade de Shin, o Gunma Insect World (Kiryū, 1996). O museu, dedicado aos insetos, é uma das obras mais poéticas de Takamatsu. A forma do edifício lembra um exoesqueleto, evocando tanto a estética da biologia quanto a da robótica. A estrutura dialoga com a paisagem natural ao mesmo tempo que reafirma sua artificialidade. Shin Takamatsu possui uma obra singular na arquitetura japonesa, afastando-se das tradições zen e minimalistas, em favor de uma abordagem maximalista, simbólica e tecnológica. Suas obras desafiam tanto o observador quanto os limites da função arquitetônica. Embora algumas de suas construções já tenham sido demolidas, seu legado permanece como uma crítica visual e filosófica ao ambiente construído e à sociedade pós-industrial.   Texto de autoria do Prof. Arquiteto Luiz Helberth Pacheco Lima, da Faculdade de Engenharia e Arquitetura (FEA) da Universidade FUMEC. Publicado na edição de julho de 2025 do Informe da Construção, periódico mensal do Centro de Economia e Estatística Aplicada (CEEA), FEA/FUMEC.

Comissão de Meio Ambiente debate proposta que define novas regras para o licenciamento ambiental

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal retoma nesta terça-feira (13), a análise do projeto que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental no Brasil. A proposta, que tramita sob o número PL 2.159/2021, pretende consolidar diretrizes gerais e modernizar as normas aplicadas pelos órgãos que integram o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). O texto em discussão é de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), que apresentou seu parecer na reunião anterior da CMA. A versão do relatório é idêntica à que foi encaminhada anteriormente à Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), sob a relatoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ambos os parlamentares coordenaram um esforço de articulação política para chegar a um consenso sobre o conteúdo da proposta, que já acumula mais de 90 emendas apresentadas por senadores. A votação nas duas comissões está prevista para os dias 20 ou 21 de maio.

Segurança jurídica

O objetivo central da iniciativa é promover um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental, contribuindo para o avanço de uma agenda de sustentabilidade no país. Além de padronizar os procedimentos em âmbito nacional, o projeto busca desburocratizar a emissão de licenças para empreendimentos de baixo impacto ambiental. Segundo o presidente da CMA, senador Fabiano Contarato (PT-ES), a proposta está em discussão há mais de 20 anos — tendo sido apresentada originalmente na Câmara dos Deputados em 2004 — e a versão atual do relatório já passou por diversas atualizações. VEJA MAIS SOBRE SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL AQUI.

Infraestrutura verde ganha força na Amazônia com projetos sustentáveis e financiamento público

0
Lançada em 2025, a nova Política de Sustentabilidade do Governo Federal busca transformar terminais portuários e aeroviários com foco em inclusão social, transparência e práticas que reduzam os impactos ambientais. No setor público, foi criada uma agenda anual com projetos e ajustes regulatórios. Já no setor privado, as mudanças nos terminais serão conduzidas por meio do Pacto pela Sustentabilidade, lançado recentemente pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Nesse contexto, o Banco da Amazônia atua com a oferta de um financiamento que pode ajudar no cumprimento das medidas estabelecidas. É a linha FNO – Amazônia Infraestrutura Verde, voltada para projetos que conectam infraestrutura à sustentabilidade. A linha contempla os portos e aeroportos. O gerente executivo de Pessoa Jurídica e Relacionamento com Bancos da instituição, Luiz Lourenço de Souza Neto, explica que esse tipo de financiamento tem o propósito de promover o desenvolvimento econômico da região, com o apoio de outras empresas, inclusive internacionais. “Existem outras instituições financeiras, outros mecanismos que apoiam também esses projetos, dada a importância e o tamanho deles para onde são implantados. Então, falando a respeito apenas do banco, se a gente for olhar o que a gente tem de expectativa para os próximos quatro anos, a gente com certeza deve superar a casa de R$ 10 bilhões aplicados em infraestrutura na Amazônia”, pontua. Entre as companhias contempladas com essa iniciativa está a VINCI Airports  – concessionária responsável por sete aeroportos na Região Norte. Nesse caso específico, o financiamento do Banco da Amazônia foi de R$ 750 milhões. Os recursos serão investidos pela empresa em um projeto de infraestrutura aeroportuária que visa promover melhorias para os usuários, ao passo que também incorpora práticas sustentáveis. De maneira geral, a companhia trabalha com a meta de reduzir pela metade a emissão de gases de efeito estufa até 2030. Até 2050, a empresa pretende zerar essa emissão. Atualmente, a VINCI Airports atua junto aos terminais de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre; Boa Vista, em Roraima; Porto Velho, em Rondônia; além de Manaus, Tabatinga e Tefé, no Amazonas.

Outras áreas apoiadas

Entre as áreas apoiadas, também se destaca a infraestrutura para água e esgoto; geração de energia elétrica de fontes renováveis; sistema de telefonia fixa ou móvel e banda larga em comunidades, além das seguintes: Outro  projeto que contou com o apoio dessa linha foi desenvolvido na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) – campus Capitão Poço (PA). Trata-se de uma fossa ecológica denominada Bacia de Evapotranspiração (BET). O sistema é uma alternativa eficiente para tratamento do esgoto, que funciona de forma independente da rede pública. Dentro do tanque, ocorre um processo de decomposição, chamado de fermentação, realizado pelas bactérias. Esse processo é a quebra ou a degradação do esgoto, essencial para o funcionamento do sistema e para que o esgoto chegue nas camadas superiores de forma mais limpa. Segundo a professora Thaisa Pegoraro, coordenadora do projeto, essa parceria com a instituição financeira foi essencial para a elaboração dessa iniciativa. “O recurso que vem para a universidade, infelizmente, não é suficiente para atender a infraestrutura destinada a projetos de pesquisa e extensão. Então, é por este motivo que a parceria com o banco é realmente essencial e nós também somos muito gratos a isso”, afirma. Uma das estruturas foi instalada na escola Humberto Fernandes, no município de Garrafão do Norte (PA), para atender cerca de 60 alunos. Até então, a unidade escolar contava com uma fossa rudimentar.

Condições

Quanto à linha FNO – Amazônia Infraestrutura Verde, é levada em conta a taxa de juros dos fundos constitucionais (TFC), diferenciada por setor, porte e finalidade. O prazo definido é de até 34 anos, com carência de até 08 anos. Esse modelo de financiamento é disponibilizado para empresas de todos os portes, com exceção de microempreendedor individual (MEI).