Equipe de engenharia da UnB vence torneio de robótica nos EUA

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Uma equipe de alunos de engenharia da Universidade de Brasília (UnB) desbancou os donos da casa e garantiu o primeiro lugar em um torneio de robótica nos Estados Unidos, na categoria Balancer Race Robogames. Como o nome em inglês sugere, o desafio era fazer com que um robô, equilibrado apenas sobre duas rodas ou uma esfera, percorresse uma distância de 6 metros e terminasse o trajeto parado e de pé. Maior competição de robótica do mundo, a 14ª edição da Robogames aconteceu entre os dias 27 e 29 de abril na cidade de Pleaseton, cidade na Califórnia próxima a São Francisco. De acordo com o regulamento, os competidores podiam selecionar desafios adicionais, como passar por rampas e desviar de cones para melhorar a pontuação final.  
Luan Araújo, capitão da categoria de robôs de equilíbrio da Divisão de Robótica Inteligente (Droid), como se chama a equipe dos alunos da UnB, diz que já está com o planejamento de torneios traçado até 2019. “Vamos participar da Competição Latino Americana de Robótica (Larc) no Brasil, a RoboCup Open German na Alemanha e a RoboGames novamente, em 2019. Dessa vez, em mais categorias. Temos interesse em participar da Campus Party também, mas para expor, não para competir. Já estamos em contato com a organização”, diz Luan. A máquina vencedora do desafio “balancer” lembra uma mesa de canto futurista. O coração do sistema mora no topo do robô, onde foram colocadas as placas de circuito, processadores e baterias. Toda a estrutura está interligada por uma haste metálica ao eixo das rodas. A tecnologia usada é semelhante à que movimenta o mecanismo das impressoras 3D.
O processamento é feito por um microcomputador de baixo custo, de tamanho menor do que um cartão de crédito, responsável pelo controle de velocidade dos motores.
Durante o processo de confecção do projeto, cada componente foi testado em separado. “Quando já sabíamos as ligações que teríamos que fazer, projetamos e fabricamos as nossas placas, assim pudemos ter uma idéia do tamanho necessário para abrigar estas placas e construir a parte mecânica”, conta o capitão da Droid. O projeto inicial precisou sofrer algumas alterações em relação ao que foi apresentado na Califórnia. Diante da dificuldade da alterar a parte mecânica do robô, a equipe precisou alterar componentes eletrônicos e incluir um microchip programável na estrutura.

Os altos e baixos da Engenharia

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Numa conversa há alguns anos com um doutorando alemão, neto de brasileiro, o assunto era educação. Comentei que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao MEC, havia acabado de divulgar o Censo da Educação Superior de 2013 e apontava que, pela primeira vez, havia mais alunos matriculados em cursos de Engenharia no Brasil do que em Direito. Surpreso, ele perguntou:
O que vocês fazem com tantos advogados?
Nada contra a carreira do Direito, mas o espanto faz todo o sentido aos olhos de quem nasceu e cresceu num país reconhecido pela sua indústria e que foi reconstruído a partir dos escombros da Segunda Guerra Mundial.
A Engenharia é uma carreira fundamental para qualquer país fortalecer sua economia. Mas por aqui ela sofre com a má formação em Matemática dos alunos nos Ensinos Fundamental e Médio, que evitam os cursos de Ciências Exatas por esse motivo. Além disso, em vez de impulsionar o crescimento do País, é a carreira que acaba sendo impulsionada ou não pelos momentos em que a economia vai bem ou mal. Veja só, foi o crescimento econômico da última década que aqueceu a contratação de engenheiros, principalmente, com formação em Engenharia Civil para suprir a expansão da construção civil. Foi graças a esse boom de empregos que houve a virada. Ao avaliar dados do Censo da Educação Superior, do Inep, os analistas do Quero Bolsaconstataram que os cursos de Engenharia deixaram a terceira posição no ranking de matrículas no Ensino Superior, em 2010, para assumir o primeiro lugar em 2013. O pico de alunos matriculados foi atingido em 2015, quando, pela primeira vez, mais de 1 milhão de alunos cursaram Engenharia no Brasil.
Fonte: Quero Bolsa, com dados do Inep
Matriculados nas engenharias superaram os cursos de Administração e Direito, em 2012 e 2013, respectivamente
“A quantidade de engenheiros em formação dobrou em cinco anos. Não chegava a meio milhão em 2010. O crescimento econômico atraiu muita gente para a carreira. Agora, aguardamos os próximos dados do Censo para confirmar o quanto a crise, de fato, irá afetar a trajetória da oferta de vagas e das matrículas, uma vez que houve uma leve queda em 2016”, avalia Pedro Balerine, diretor de Inteligência do Quero Bolsa.
Os números levantados pelo Inep e analisados pela equipe do Quero Bolsa mostram que há no Brasil 4.193 cursos de Engenharia e 1,004 milhão de alunos matriculados (Censo 2016). No ano anterior havia menos cursos (3.848), mas o total de estudantes era maior (1,010 milhão).

Tendência

É fato que o mercado de trabalho absorve em diferentes funções quem tem formação em Engenharia. Além da indústria e da construção, o setor de serviços, em especial os bancos, é também um grande empregador daqueles que carregam nas mãos um diploma de engenharia. No time do Quero Bolsa há dezenas de engenheiros, muitos deles trabalhando em área que, inicialmente, ninguém diria que é lugar para eles, como no Desenvolvimento de Produto e Marketing. Apesar da alta empregabilidade, o próprio Quero Bolsa notou que vem diminuindo a procura por cursos de Engenharia. No site, Engenharia Civil, por exemplo, deixou de ser o terceiro curso mais buscado para ocupar agora a 12ª posição. A queda também foi sentida no curso de Arquitetura e Urbanismo, ambos ligados à construção.
Fonte: Panorama do Ensino Superior Privado do Brasil 2017 – Quero Bolsa
Cai a procura por cursos da ligados à construção civil

Concentração versus fragmentação

A Engenharia tem uma característica única. É a carreira com maior quantidade de habilitações possíveis, segundo o Censo da Educação Superior. São 141 opções, que vão do espaço (Engenharia Aeroespacial) às profundezas da terra (Engenharia Geológica).Nas faculdades brasileiras há, por exemplo, oito habilitações diferentes para quem escolhe fazer Engenharia Ambiental. Apesar da grande fragmentação, cinco carreiras da Engenharia concentram 75,7% dos alunos matriculados. Os 24,3% restantes se dividem nas demais 136 habilitações.
Fonte: Quero Bolsa com dados do Inep
Cinco carreiras concentram 75,7% dos alunos matriculados em Engenharia
Quando avaliados separadamente, os cursos de Engenharia CivilEngenharia de Produção e Engenharia Mecânica são os três com mais estudantes matriculados, mas só a Civil aparece entre os 10 cursos com mais alunos. Nesse caso, a lista passa a ser encabeçada por Direito, com 860 mil alunos.
Fonte: Quero Bolsa, com dados do Inep
Apenas a Engenharia Civil aparece entre os 10 cursos com mais alunos matriculados no Brasil

Mensalidades

Para quem quer cursar Engenharia, o Quero Bolsa apurou os preços médios dos cinco cursos de Engenharia com mais alunos em 10 capitais brasileiras. Rio de Janeiro, Porto Alegre* e Curitiba são as localidades com as mensalidades mais altas. Já Recife apresentou os menores valores médios. Por sua vez, a capital paulista figura entre as cidades mais baratas para realizar a graduação, devido à grande oferta de cursos. A análise foi feita com base nas mensalidades integrais (sem desconto) praticadas em 87 instituições que oferecem os cursos avaliados na cidades onde ocorreu o levantamento.
Fonte: Quero Bolsa
Entre as 10 capitais analisadas, Recife apresentou os menores preços médios de mensalidades em cursos de Engenharia

Mercado imobiliário se recupera e vendas de imóveis aumentam no início de 2018

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Após passar por momentos difíceis por conta da crise econômica que assolou o país, o mercado imobiliário entra no ano de 2018 com fortes expectativas. O setor vem se recuperando com a pretensão de tornar mais sólida a tendência da alta apresentada nos últimos meses de 2017. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), os quais foram calculados pela Fipe, da Universidade de São Paulo, que apontam que o número de residências vendidas entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018 teve alta de 22,2% e 12%, respectivamente. De acordo com as pesquisas, 82.902 residências foram lançadas ao mercado brasileiro no mesmo período. Na comparação, as vendas totalizaram 105.297 novos imóveis. O presidente da Abrainc afirma ser positiva a expectativa para a recuperação das vendas neste ano de 2018. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) mostra dados em relatório do ano de 2017, em que 23 regiões brasileiras encerraram o ano em plena recuperação, se comparado a 2016. O lançamento de novas moradias obteve um aumento de 5,2%, enquanto as vendas tiveram um crescimento de 9,4% relativo ao ano anterior. Indicadores imobiliários mostram o crescimento no mercado de vendas de imóveis residenciais Segundo a Cbic, o aumento das vendas no mercado imobiliário no primeiro trimestre desse ano se deu por conta da melhora da economia no país, taxas de juros mais baixas, inflação e uma leve recuperação do PIB (Produto Interno Bruto). O presidente da Abrainc disse que, no mês de janeiro, foram lançadas 3.414 residências, onde 22,1% delas são de alto e médio padrão e 76,8%, do programa Minha Casa, Minha Vida. O mês teve 8.412 imóveis vendidos, número acima da média mensal do primeiro trimestre de 2017, com 7.616 imóveis. Ele confirma que o índice de vendas poderia ser melhor, se não fossem as devoluções dos imóveis. Dessa forma, muitas dessas empresas fecharam as portas devido aos desacordos. Nos últimos 12 meses, foram contabilizados 34,1 mil distratos, o equivalente a 30,7% das vendas de novos lançamentos no mesmo período. Outro dado significativo para o mercado foi o aumento do financiamento imobiliário dos recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com R$ 3,84 bilhões em janeiro. Relacionando com o mês anterior, o aumento foi de 4,4%. Comparados a janeiro de 2017, o aumento foi de 23,7%. Caixa pretende investir em novos financiamentos habitacionais Para 2018, a Caixa possui um orçamento de R$ 82,1 bilhões para investimentos habitacionais no país. Ela pretende fazer o financiamento de 650 mil moradias para os próximos anos, tendo como meta principal o projeto Minha Casa, Minha Vida, quando R$ 58,8 bilhões sairão do Fundo de garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 12,7 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A Construtora Planeta é uma empresa que está no mercado há 20 anos, e sua solidificação e estabelecimento se justifica pelo fato de sempre cumprir com tudo o que promete aos seus clientes, sendo especializada em empreendimentos imobiliários. Clientes que precisam contar com uma construtora em Sorocaba e, também com um condomínio horizontal, encontram tudo o que precisam na Construtora Planeta, sempre com alta qualidade e total transparência.

Venda de imóveis cresce 10% nos primeiros meses de 2018, aponta pesquisa

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O número de venda de imóveis aumentou 10% nos dois primeiros meses do ano em 2018, segundo uma pesquisa feita pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Senai Nacional.

Donos de imobiliárias de Itapetininga (SP) e região já comemoram o crescimento e afirmam que a expectativa é de que as vendas continuem aumentando durante ano.

Segundo o proprietário de uma imobiliária na cidade, João Rodrigues Duarte, esse crescimento ocorreu porque foram criadas modalidades de financiamentos.

João ressalta que uma das facilidades é devido ao ‘Minha Casa, Minha Vida’, que oferece condições de pagamento e taxas de juros de acordo com a renda da família.

“Antes quando alguém procurava um imóvel para comprar tinha que ter no mínimo 50% do preço do imóvel. Agora não. Com 20% do valor já é possivel fazer um financiamento”, explica.
Facilidade de financiamento ajudou no aumento de vendas de imóveis em Itapetininga, afirmam empresários (Foto: Reprodução/TV TEM)

Facilidade de financiamento ajudou no aumento de vendas de imóveis em Itapetininga, afirmam empresários (Foto: Reprodução/TV TEM)

Perfil

O corretor Sandro Claudio explica que a maioria dos compradores é de classe média e que busca um imóvel padrão. Com isso, cresceu a procura por apartamentos.

“Eles buscam imóveis com dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro, mas que principalmente caiba em sua renda. Muitas vezes eles veem em buscam de uma casa, mas em geral acabam comprando apartamentos devido às facilidades de pagamento da entrada, já que as construtoras acabam parcelando o pagamento”, afirma.

Sonho realizado

A gerente comercial Daniela Aparecia Braga, por exemplo, conta que não esperava que realizar o sonho da casa própria seria tão fácil.

“Dei uma entrada de aproximadamente R$ 13 mil, pois tinha de FGTS e também já tinha um valor razoável para pagar a documentação da casa. Então, eu até fiquei assustada com a facilidade, porque acreditei que seria um bicho de sete cabeças. Quando tudo deu certo, foi um alívio”, conta.

AEAARP completa 70 anos com novos projetos

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futuro é a pauta do aniversário de 70 anos da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP), fundada em 8 de abril de 1948. A entidade atua em duas frentes: a valorização profissional e a promoção da qualidade de vida da comunidade, ressaltando o quanto engenheiros, arquitetos e agrônomos são essenciais para a segurança e o desenvolvimento econômico e social da cidade e da região. “Desta forma, mostramos para a sociedade a importância das profissões que representamos”, afirma o engenheiro Carlos Alencastre, presidente da AEAARP. Em sua visão, o que no passado foi um pretexto para reunir pessoas com os mesmos interesses, hoje é o ambiente para desenvolver habilidades e relacionamentos profissionais. “As histórias de todos os que trabalharam e ainda trabalham pela entidade são inspiradoras para as novas gerações, e os jovens profissionais têm o frescor, a inquietude e a energia que a sociedade precisa para seguir em frente”, fala Alencastre. Há mais de um ano a AEAARP desenvolve o Projeto Legado, criado para dar novo significado ao associativismo na área técnica. O estudo detalhado das necessidades do mercado e do papel da entidade de classe resultou em uma agenda de eventos, sociais e técnicos, que oferecem oportunidades de atualização. Acompanhe no Portal AEAARP a agenda de eventos e cursos de 2018. História

Em sete décadas de atividade, a AEAARP participou e estimulou debates sobre o desenvolvimento da cidade como instrumento de promoção da qualidade de vida, da inclusão e do caminho à sustentabilidade, dando forma ao seu papel social.

Representantes da AEAARP participaram das discussões do primeiro Código de Obras do município nos anos de 1940, das primeiras discussões acerca do Plano Diretor na década de 1970, da revisão do Plano no início dos anos 2000, de legislações para o setor, como a chamada Lei do Puxadinho, dentre outros.

Nos últimos anos, a entidade promoveu palestras, debates e recebeu eventos sobre temas relevantes para a comunidade, dentre eles a internacionalização do aeroporto Leite Lopes, trânsito, transporte, destinação dos resíduos domésticos e da construção civil, sustentabilidade, infraestrutura e abastecimento de água no município.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

A AEAARP tem representantes em conselhos municipais, como o Conselho Municipal de Urbanismo (COMUR), o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CONDEMA) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural do Município de Ribeirão Preto (CONPPAC-RP). O COMUR foi criado na AEAARP, nos anos de 1970, e hoje tem sede e realiza encontros e reuniões na própria entidade. A Associação tem representantes também em comitês e fóruns da cidade, como o Fórum das Entidades de Ribeirão Preto (FERP), criado pela AEAARP em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo. Além disso, é parceira de ações que promovem a sustentabilidade, a qualidade de vida, o desenvolvimento econômico e o aperfeiçoamento profissional.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

Nos anos de 1970, iniciativas adotadas pela AEAARP resultaram na instalação da Inspetoria do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) na cidade. Atualmente, a AEAARP tem dois representantes no CREA, cujo escritório regional está instalado na sede da Associação.

Desenvolvimento regional e qualidade de vida são pautas constantes na entidade, que sediou audiências públicas para a criação da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RM-RP) e constantemente promove palestras sobre empreendedorismo, economia regional, gestão pública e sustentabilidade. A AEAARP integra o Conselho da RM-RP.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

Associação é também propulsora das carreiras de seus associados. Mantém ativo um banco de currículos, atuando como ponte entre os profissionais e as oportunidades de mercado. Tem parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SEBRAE-SP), promovendo palestras sobre planejamento, gestão, além de realizar rodadas de negócios e orientações para estudantes das áreas técnicas.

A entidade investe em programação própria de cursos e também firmaparcerias com instituições com o propósito de incrementar a formação dos profissionais associados.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

Atualmente, acontecem na AEAARP cursos de pós-graduação e especialização promovidos pelo Instituto de Pós-Graduação (IPOG) e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Os cursos são oferecidos em condições diferenciadas para os associados.

Nos últimos 10 anos, a AEAARP realiza periodicamente eventos técnicos sobre tecnologia da construção, arquitetura, engenharia, meio ambiente e agronomia. No último ano, mais de duas mil pessoas, entre estudantes e profissionais, participaram dos eventos. Os eventos da AEAARP têm ingressos sociais. Para inscrever-se, os participantes doam alimentos não perecíveis: foram mais de duas toneladas, em 2017, encaminhadas às entidades assistenciais da cidade.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

Periodicamente, a Associação promove visitas técnicas a empresas e projetos que desenvolvem atividades ligadas ao setor tecnológico e incrementam o conhecimento sobre as atividades desenvolvidas por profissionais e empresas.

A AEAARP está inserida na sociedade também com o Coral Som Geométrico, mantido desde 1994. Participam dele profissionais associados da AEAARP e outros interessados, apresentando-se em eventos da entidade, em encontros de corais e eventos festivos no município.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

Datas comemorativas na AEAARP são oportunidades também de reunir associados e aprofundar laços de amizade, criando o ambiente propício para o fortalecimento da atuação profissional, realização de negócios e inserção no mercado. O Almoço dos Agrônomos é realizado anualmente há quase quatro décadas e periodicamente são promovidos encontros sociais para os quais todos os associados são convidados.

Há 39 anos a AEAARP reverencia profissionais que fazem a diferença em suas carreiras, pela inovação, qualidade técnica, inserção social e econômica. Desde 1979, quando foi criado o Prêmio Profissionais do Ano AEAARP, a entidade homenageou mais de 70 nomes.

A Associação tem sede própria, com cerca de três mil metros quadrados de área construída, dotada de área social, espaços para reuniões, eventos corporativos e técnicos, com estacionamento privativo, adequada às normas de segurança e acessibilidade.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

A AEAARP publica mensalmente a revista Painel, que relata todas as realizações da entidade e explora temas técnicos, compartilhando oportunidades e experiências.

A engenharia e a gestão industrial na indústria 4.0

Participei, recentemente, num seminário organizado pelo Núcleo de Estudantes de Engenharia e Gestão Industrial do Instituto Superior Técnico, no Taguspark, sobre as perspectivas de futuro da engenharia e gestão industrial. As reflexões que considero mais relevantes para essa análise contemplam a avaliação das potencialidades deste universo de conhecimentos na sua inter-relação com as alterações tecnológicas que advirão com a indústria 4.0. A engenharia e gestão industrial apresenta, neste âmbito de análise, desde logo, uma vantagem clara: integra as componentes de engenharia com as de gestão. Pela engenharia, seremos capazes de compreender e atuar nos domínios da física e da química, interiorizar as tecnologias associadas e utilizar a base matemática adquirida na utilização de algoritmos complexos. No âmbito da gestão aprendemos a conviver com processos de decisão suportados em bases de dados cada vez mais complexas e sofisticadas e adotar os algoritmos de tomada de decisão mais adequados. A importância das várias áreas de gestão nas empresas, modernas e globalmente competitivas, tem evoluído ao longo do tempo. A supremacia da função financeira, vigente em meados do século XX foi substituída pela função marketing no final desse século. No início do atual século XXI, assistimos à preponderância da função sistemas de informação e, no momento atual, à atenção prioritária atribuída à inovação e ao desenvolvimento tecnológico. A indústria 4.0, que trata dos sistemas ciberfísicos, suportados em “big data”, a internet das coisas, o “cloud computing”, sensores inteligentes, inteligência artificial e a digitalização de processos, vem criar um novo ecossistema de funcionamento das organizações. Vimos assistindo, neste movimento disruptivo, a uma evolução da prevalência da inovação nos produtos para uma inovação nos processos e no posicionamento, situação em que a conjugação dos conhecimentos de engenharia e de gestão se tornam uma mais-valia clara para as empresas. Verificamos, ainda, uma maior atenção e importância estratégica à função logística e de operações e ao desenvolvimento de parcerias e redes empresariais, de partilha de conhecimento, nos domínios da inovação, das tecnologias e dos novos mercados. A envolvente das organizações, nesta nova realidade, também se alterou, com a análise estratégica aplicada a meios envolventes mais alargados – cidades e regiões, inteligentes e sustentáveis, em termos econômicos, sociais e ambientais. Os novos paradigmas, nas áreas da energia, saúde e mobilidade, apresentarão, também, novos desafios que exigirão conhecimentos integrados de engenharia, tecnologia e gestão. Como afirmei, ao núcleo de alunos do Técnico que me convidaram para participar neste encontro, este seria o curso que eu escolheria se entrasse agora para a universidade. Porque o futuro, com os conhecimentos que aí adquiriria, seria um desafio aliciante, para viver e vencer.

Empresa de Elon Musk cria blocos para construção civil similares ao LEGO

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Elon Musk está criando uma nova tecnologia de infraestrutura para a construção civil. Ele anunciou pelo Twitter o desenvolvimento de um novo projeto de construção que utilizará tijolos como “blocos em escala humana parecidos com LEGO” para fazer esculturas e edificações. Musk ainda descreve o produto como capaz de aguentar abalos sísmicos como os da Califórnia, com forte sustentação. Contudo, vazado no meio, o bloco tende a ser leve. “Como a sustentação de uma asa de avião”, caracteriza. Os primeiros Boring Bricks, assim chamados, serão temáticos com construções egípcias como pirâmides e a Esfinge. Um usuário no Twitter chegou a perguntar a Musk se os blocos poderiam ser usados em moradias temporárias mais baratas, como em locais de perfuração. Musk respondeu: “Sim, os tijolos são intercalados com acabamento inicial correto, de forma que duas pessoas poderiam construir as paredes externas de uma casa pequena em um dia ou pouco mais”, explicou. Por fim, ele respondeu perguntas sobre a sustentabilidade e impacto no meio-ambiente. “É literalmente feito de pedra”, rebateu. Até o momento, não há informações oficiais sobre custo e data de lançamento do produto no mercado, sendo que Musk apenas afirmou que chegam “em breve”. A The Boring Company foi criada em 2016 para produção de infraestrutura e construção de túneis. Contudo, no começo deste ano, a empresa também passou a vender lança-chamas “para animar qualquer festa”, como diz o site oficial do produto. Ao todo, foram vendidos 20 mil equipamentos destes, ao preço de 500 dólares cada.

Video: Como reinventar a construção de prédios?

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Em 1967, Moshe Safdie reimaginou o prédio monolítico, criando “Habitat ’67”, que deu a cada unidade um senso de abertura sem precedentes na Construção e Arquitetura. Veja sua palestra abaixo:
Quase 50 anos depois, ele acredita que a necessidade desse tipo de construção é maior do que nunca. Nesta breve palestra, Safdie analisa uma série de projetos que eliminam os arranha-céus e deixam a luz penetrar em cidades densamente povoadas.

Financiamento de imóveis cresce 23,7% em 2018

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Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança atingiram R$ 3,84 bilhões em janeiro em 2018, o que representa crescimento de 4,4% em relação a dezembro e uma alta de 23,7% em comparação com janeiro de 2017. No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro de 2018, o montante financiado ficou em R$ 43,8 bilhões, resultado 5,5% inferior ao apurado nos 12 meses anteriores. No primeiro mês de 2018, foram financiadas a construção e a aquisição de 15,8 mil imóveis, alta de 8,3% em relação a dezembro de 2017 e alta de 19,8% frente a janeiro de 2017. No acumulado de 12 meses, foram financiados 178,22 mil imóveis, queda de 10,6% em relação aos 12 meses anteriores.

Uso da tecnologia vai transformar o jeito de trabalhar na construção civil

A tecnologia vai entrar de vez em pauta na construção civil nos próximos anos. Essa é a projeção de especialistas do setor. E a mudança vai impactar e muito na cadeia de fornecedores e na mão-de-obra empregada, que terão de se qualificar nos novos modelos de construção para atender à essa demanda.

Comparada com outros segmentos da economia, como o automotivo, a construção civil tem muito a avançar quando o assunto é tecnologia. Mas esse cenário está prestes a mudar, garante José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

“A construtora vai ser como uma montadora de carro. Depois do projeto pronto, será feita a montagem do prédio. Os fornecedores vão entregar o material pré-fabricado, pré-moldado e técnicos especializados farão a montagem. Não haverá mais espaço para tijolo sobre tijolo”, destaca.

Com papel fundamental em um canteiro, o mestre de obras, segundo Martins, terá de dominar também os conhecimentos como o da tecnologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção), que cria digitalmente modelos virtuais de uma construção e permite melhor análise e controle do que os processos manuais.

Para o coordenador de Projetos Estratégicos da Construção Civil do Sebrae/Rio de Janeiro, Marcos Vasconcellos, não tem mais volta. A construção civil vai se aproximar do modelo da indústria automobilística. “Cada vez mais a construtora busca um sistemista (como é chamado o fornecedor de produtos acabados na indústria automobilística) que entregue soluções, não simplesmente mão-de-obra. Não quer mais quem forneça tijolo, quer a parede pronta”, explica.

Vasconcellos acredita que essa nova configuração abrirá espaço para o micro e pequeno empreendedor especialista, o que vai ao encontro também à Lei das Terceirizações, que permite à construtora terceirizar a contratação de funcionários. Em uma grande obra, detalha o coordenador, a incorporadora vai continuar precisando de instalador hidráulico, gesseiro e quem faça o madeiramento e instale os vidros. “Essa é a hora deles se qualificarem também como gestores do próprio negócio. Esses profissionais precisam se especializar e se colocarem à disposição do mercado, não somente de uma obra”, destaca.

Desde 2015, o Sebrae mantém o projeto Reconstruir em parceria com o Sinduscon-Rio e o Seconci-Rio para qualificar justamente pessoas que perderam emprego com a crise – cerca de 1 milhão de empregos formais foram cortados no setor desde o início da crise, em 2013. São cursos gratuitos para 13 diferentes formações – de mestre de obras a encanador – com o objetivo de mostrar a opção de microempreendedor individual e qualificá-los em áreas como fiscal e a gestão financeira. Eles aprendem a fazer um orçamento de obra, ter controle das finanças do negócio – separar das despesas pessoais – e também atendimento ao cliente.