Venda de imóveis cresce 10% nos primeiros meses de 2018, aponta pesquisa

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O número de venda de imóveis aumentou 10% nos dois primeiros meses do ano em 2018, segundo uma pesquisa feita pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Senai Nacional.

Donos de imobiliárias de Itapetininga (SP) e região já comemoram o crescimento e afirmam que a expectativa é de que as vendas continuem aumentando durante ano.

Segundo o proprietário de uma imobiliária na cidade, João Rodrigues Duarte, esse crescimento ocorreu porque foram criadas modalidades de financiamentos.

João ressalta que uma das facilidades é devido ao ‘Minha Casa, Minha Vida’, que oferece condições de pagamento e taxas de juros de acordo com a renda da família.

“Antes quando alguém procurava um imóvel para comprar tinha que ter no mínimo 50% do preço do imóvel. Agora não. Com 20% do valor já é possivel fazer um financiamento”, explica.
Facilidade de financiamento ajudou no aumento de vendas de imóveis em Itapetininga, afirmam empresários (Foto: Reprodução/TV TEM)

Facilidade de financiamento ajudou no aumento de vendas de imóveis em Itapetininga, afirmam empresários (Foto: Reprodução/TV TEM)

Perfil

O corretor Sandro Claudio explica que a maioria dos compradores é de classe média e que busca um imóvel padrão. Com isso, cresceu a procura por apartamentos.

“Eles buscam imóveis com dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro, mas que principalmente caiba em sua renda. Muitas vezes eles veem em buscam de uma casa, mas em geral acabam comprando apartamentos devido às facilidades de pagamento da entrada, já que as construtoras acabam parcelando o pagamento”, afirma.

Sonho realizado

A gerente comercial Daniela Aparecia Braga, por exemplo, conta que não esperava que realizar o sonho da casa própria seria tão fácil.

“Dei uma entrada de aproximadamente R$ 13 mil, pois tinha de FGTS e também já tinha um valor razoável para pagar a documentação da casa. Então, eu até fiquei assustada com a facilidade, porque acreditei que seria um bicho de sete cabeças. Quando tudo deu certo, foi um alívio”, conta.

AEAARP completa 70 anos com novos projetos

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futuro é a pauta do aniversário de 70 anos da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP), fundada em 8 de abril de 1948. A entidade atua em duas frentes: a valorização profissional e a promoção da qualidade de vida da comunidade, ressaltando o quanto engenheiros, arquitetos e agrônomos são essenciais para a segurança e o desenvolvimento econômico e social da cidade e da região. “Desta forma, mostramos para a sociedade a importância das profissões que representamos”, afirma o engenheiro Carlos Alencastre, presidente da AEAARP. Em sua visão, o que no passado foi um pretexto para reunir pessoas com os mesmos interesses, hoje é o ambiente para desenvolver habilidades e relacionamentos profissionais. “As histórias de todos os que trabalharam e ainda trabalham pela entidade são inspiradoras para as novas gerações, e os jovens profissionais têm o frescor, a inquietude e a energia que a sociedade precisa para seguir em frente”, fala Alencastre. Há mais de um ano a AEAARP desenvolve o Projeto Legado, criado para dar novo significado ao associativismo na área técnica. O estudo detalhado das necessidades do mercado e do papel da entidade de classe resultou em uma agenda de eventos, sociais e técnicos, que oferecem oportunidades de atualização. Acompanhe no Portal AEAARP a agenda de eventos e cursos de 2018. História

Em sete décadas de atividade, a AEAARP participou e estimulou debates sobre o desenvolvimento da cidade como instrumento de promoção da qualidade de vida, da inclusão e do caminho à sustentabilidade, dando forma ao seu papel social.

Representantes da AEAARP participaram das discussões do primeiro Código de Obras do município nos anos de 1940, das primeiras discussões acerca do Plano Diretor na década de 1970, da revisão do Plano no início dos anos 2000, de legislações para o setor, como a chamada Lei do Puxadinho, dentre outros.

Nos últimos anos, a entidade promoveu palestras, debates e recebeu eventos sobre temas relevantes para a comunidade, dentre eles a internacionalização do aeroporto Leite Lopes, trânsito, transporte, destinação dos resíduos domésticos e da construção civil, sustentabilidade, infraestrutura e abastecimento de água no município.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

A AEAARP tem representantes em conselhos municipais, como o Conselho Municipal de Urbanismo (COMUR), o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CONDEMA) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural do Município de Ribeirão Preto (CONPPAC-RP). O COMUR foi criado na AEAARP, nos anos de 1970, e hoje tem sede e realiza encontros e reuniões na própria entidade. A Associação tem representantes também em comitês e fóruns da cidade, como o Fórum das Entidades de Ribeirão Preto (FERP), criado pela AEAARP em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo. Além disso, é parceira de ações que promovem a sustentabilidade, a qualidade de vida, o desenvolvimento econômico e o aperfeiçoamento profissional.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

Nos anos de 1970, iniciativas adotadas pela AEAARP resultaram na instalação da Inspetoria do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) na cidade. Atualmente, a AEAARP tem dois representantes no CREA, cujo escritório regional está instalado na sede da Associação.

Desenvolvimento regional e qualidade de vida são pautas constantes na entidade, que sediou audiências públicas para a criação da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RM-RP) e constantemente promove palestras sobre empreendedorismo, economia regional, gestão pública e sustentabilidade. A AEAARP integra o Conselho da RM-RP.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

Associação é também propulsora das carreiras de seus associados. Mantém ativo um banco de currículos, atuando como ponte entre os profissionais e as oportunidades de mercado. Tem parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SEBRAE-SP), promovendo palestras sobre planejamento, gestão, além de realizar rodadas de negócios e orientações para estudantes das áreas técnicas.

A entidade investe em programação própria de cursos e também firmaparcerias com instituições com o propósito de incrementar a formação dos profissionais associados.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

Atualmente, acontecem na AEAARP cursos de pós-graduação e especialização promovidos pelo Instituto de Pós-Graduação (IPOG) e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Os cursos são oferecidos em condições diferenciadas para os associados.

Nos últimos 10 anos, a AEAARP realiza periodicamente eventos técnicos sobre tecnologia da construção, arquitetura, engenharia, meio ambiente e agronomia. No último ano, mais de duas mil pessoas, entre estudantes e profissionais, participaram dos eventos. Os eventos da AEAARP têm ingressos sociais. Para inscrever-se, os participantes doam alimentos não perecíveis: foram mais de duas toneladas, em 2017, encaminhadas às entidades assistenciais da cidade.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

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Periodicamente, a Associação promove visitas técnicas a empresas e projetos que desenvolvem atividades ligadas ao setor tecnológico e incrementam o conhecimento sobre as atividades desenvolvidas por profissionais e empresas.

A AEAARP está inserida na sociedade também com o Coral Som Geométrico, mantido desde 1994. Participam dele profissionais associados da AEAARP e outros interessados, apresentando-se em eventos da entidade, em encontros de corais e eventos festivos no município.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

(Foto: Alberto Gonzaga)

Datas comemorativas na AEAARP são oportunidades também de reunir associados e aprofundar laços de amizade, criando o ambiente propício para o fortalecimento da atuação profissional, realização de negócios e inserção no mercado. O Almoço dos Agrônomos é realizado anualmente há quase quatro décadas e periodicamente são promovidos encontros sociais para os quais todos os associados são convidados.

Há 39 anos a AEAARP reverencia profissionais que fazem a diferença em suas carreiras, pela inovação, qualidade técnica, inserção social e econômica. Desde 1979, quando foi criado o Prêmio Profissionais do Ano AEAARP, a entidade homenageou mais de 70 nomes.

A Associação tem sede própria, com cerca de três mil metros quadrados de área construída, dotada de área social, espaços para reuniões, eventos corporativos e técnicos, com estacionamento privativo, adequada às normas de segurança e acessibilidade.

 (Foto: Alberto Gonzaga) (Foto: Alberto Gonzaga)

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A AEAARP publica mensalmente a revista Painel, que relata todas as realizações da entidade e explora temas técnicos, compartilhando oportunidades e experiências.

A engenharia e a gestão industrial na indústria 4.0

Participei, recentemente, num seminário organizado pelo Núcleo de Estudantes de Engenharia e Gestão Industrial do Instituto Superior Técnico, no Taguspark, sobre as perspectivas de futuro da engenharia e gestão industrial. As reflexões que considero mais relevantes para essa análise contemplam a avaliação das potencialidades deste universo de conhecimentos na sua inter-relação com as alterações tecnológicas que advirão com a indústria 4.0. A engenharia e gestão industrial apresenta, neste âmbito de análise, desde logo, uma vantagem clara: integra as componentes de engenharia com as de gestão. Pela engenharia, seremos capazes de compreender e atuar nos domínios da física e da química, interiorizar as tecnologias associadas e utilizar a base matemática adquirida na utilização de algoritmos complexos. No âmbito da gestão aprendemos a conviver com processos de decisão suportados em bases de dados cada vez mais complexas e sofisticadas e adotar os algoritmos de tomada de decisão mais adequados. A importância das várias áreas de gestão nas empresas, modernas e globalmente competitivas, tem evoluído ao longo do tempo. A supremacia da função financeira, vigente em meados do século XX foi substituída pela função marketing no final desse século. No início do atual século XXI, assistimos à preponderância da função sistemas de informação e, no momento atual, à atenção prioritária atribuída à inovação e ao desenvolvimento tecnológico. A indústria 4.0, que trata dos sistemas ciberfísicos, suportados em “big data”, a internet das coisas, o “cloud computing”, sensores inteligentes, inteligência artificial e a digitalização de processos, vem criar um novo ecossistema de funcionamento das organizações. Vimos assistindo, neste movimento disruptivo, a uma evolução da prevalência da inovação nos produtos para uma inovação nos processos e no posicionamento, situação em que a conjugação dos conhecimentos de engenharia e de gestão se tornam uma mais-valia clara para as empresas. Verificamos, ainda, uma maior atenção e importância estratégica à função logística e de operações e ao desenvolvimento de parcerias e redes empresariais, de partilha de conhecimento, nos domínios da inovação, das tecnologias e dos novos mercados. A envolvente das organizações, nesta nova realidade, também se alterou, com a análise estratégica aplicada a meios envolventes mais alargados – cidades e regiões, inteligentes e sustentáveis, em termos econômicos, sociais e ambientais. Os novos paradigmas, nas áreas da energia, saúde e mobilidade, apresentarão, também, novos desafios que exigirão conhecimentos integrados de engenharia, tecnologia e gestão. Como afirmei, ao núcleo de alunos do Técnico que me convidaram para participar neste encontro, este seria o curso que eu escolheria se entrasse agora para a universidade. Porque o futuro, com os conhecimentos que aí adquiriria, seria um desafio aliciante, para viver e vencer.

Empresa de Elon Musk cria blocos para construção civil similares ao LEGO

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Elon Musk está criando uma nova tecnologia de infraestrutura para a construção civil. Ele anunciou pelo Twitter o desenvolvimento de um novo projeto de construção que utilizará tijolos como “blocos em escala humana parecidos com LEGO” para fazer esculturas e edificações. Musk ainda descreve o produto como capaz de aguentar abalos sísmicos como os da Califórnia, com forte sustentação. Contudo, vazado no meio, o bloco tende a ser leve. “Como a sustentação de uma asa de avião”, caracteriza. Os primeiros Boring Bricks, assim chamados, serão temáticos com construções egípcias como pirâmides e a Esfinge. Um usuário no Twitter chegou a perguntar a Musk se os blocos poderiam ser usados em moradias temporárias mais baratas, como em locais de perfuração. Musk respondeu: “Sim, os tijolos são intercalados com acabamento inicial correto, de forma que duas pessoas poderiam construir as paredes externas de uma casa pequena em um dia ou pouco mais”, explicou. Por fim, ele respondeu perguntas sobre a sustentabilidade e impacto no meio-ambiente. “É literalmente feito de pedra”, rebateu. Até o momento, não há informações oficiais sobre custo e data de lançamento do produto no mercado, sendo que Musk apenas afirmou que chegam “em breve”. A The Boring Company foi criada em 2016 para produção de infraestrutura e construção de túneis. Contudo, no começo deste ano, a empresa também passou a vender lança-chamas “para animar qualquer festa”, como diz o site oficial do produto. Ao todo, foram vendidos 20 mil equipamentos destes, ao preço de 500 dólares cada.

Video: Como reinventar a construção de prédios?

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Em 1967, Moshe Safdie reimaginou o prédio monolítico, criando “Habitat ’67”, que deu a cada unidade um senso de abertura sem precedentes na Construção e Arquitetura. Veja sua palestra abaixo:
Quase 50 anos depois, ele acredita que a necessidade desse tipo de construção é maior do que nunca. Nesta breve palestra, Safdie analisa uma série de projetos que eliminam os arranha-céus e deixam a luz penetrar em cidades densamente povoadas.

Financiamento de imóveis cresce 23,7% em 2018

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Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança atingiram R$ 3,84 bilhões em janeiro em 2018, o que representa crescimento de 4,4% em relação a dezembro e uma alta de 23,7% em comparação com janeiro de 2017. No acumulado de 12 meses encerrados em janeiro de 2018, o montante financiado ficou em R$ 43,8 bilhões, resultado 5,5% inferior ao apurado nos 12 meses anteriores. No primeiro mês de 2018, foram financiadas a construção e a aquisição de 15,8 mil imóveis, alta de 8,3% em relação a dezembro de 2017 e alta de 19,8% frente a janeiro de 2017. No acumulado de 12 meses, foram financiados 178,22 mil imóveis, queda de 10,6% em relação aos 12 meses anteriores.

Uso da tecnologia vai transformar o jeito de trabalhar na construção civil

A tecnologia vai entrar de vez em pauta na construção civil nos próximos anos. Essa é a projeção de especialistas do setor. E a mudança vai impactar e muito na cadeia de fornecedores e na mão-de-obra empregada, que terão de se qualificar nos novos modelos de construção para atender à essa demanda.

Comparada com outros segmentos da economia, como o automotivo, a construção civil tem muito a avançar quando o assunto é tecnologia. Mas esse cenário está prestes a mudar, garante José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

“A construtora vai ser como uma montadora de carro. Depois do projeto pronto, será feita a montagem do prédio. Os fornecedores vão entregar o material pré-fabricado, pré-moldado e técnicos especializados farão a montagem. Não haverá mais espaço para tijolo sobre tijolo”, destaca.

Com papel fundamental em um canteiro, o mestre de obras, segundo Martins, terá de dominar também os conhecimentos como o da tecnologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção), que cria digitalmente modelos virtuais de uma construção e permite melhor análise e controle do que os processos manuais.

Para o coordenador de Projetos Estratégicos da Construção Civil do Sebrae/Rio de Janeiro, Marcos Vasconcellos, não tem mais volta. A construção civil vai se aproximar do modelo da indústria automobilística. “Cada vez mais a construtora busca um sistemista (como é chamado o fornecedor de produtos acabados na indústria automobilística) que entregue soluções, não simplesmente mão-de-obra. Não quer mais quem forneça tijolo, quer a parede pronta”, explica.

Vasconcellos acredita que essa nova configuração abrirá espaço para o micro e pequeno empreendedor especialista, o que vai ao encontro também à Lei das Terceirizações, que permite à construtora terceirizar a contratação de funcionários. Em uma grande obra, detalha o coordenador, a incorporadora vai continuar precisando de instalador hidráulico, gesseiro e quem faça o madeiramento e instale os vidros. “Essa é a hora deles se qualificarem também como gestores do próprio negócio. Esses profissionais precisam se especializar e se colocarem à disposição do mercado, não somente de uma obra”, destaca.

Desde 2015, o Sebrae mantém o projeto Reconstruir em parceria com o Sinduscon-Rio e o Seconci-Rio para qualificar justamente pessoas que perderam emprego com a crise – cerca de 1 milhão de empregos formais foram cortados no setor desde o início da crise, em 2013. São cursos gratuitos para 13 diferentes formações – de mestre de obras a encanador – com o objetivo de mostrar a opção de microempreendedor individual e qualificá-los em áreas como fiscal e a gestão financeira. Eles aprendem a fazer um orçamento de obra, ter controle das finanças do negócio – separar das despesas pessoais – e também atendimento ao cliente.

Mercado imobiliário deve crescer 10% neste ano, acredita Secovi-SP

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Na avaliação do Secovi-SP, sindicato que reúne as empresas do Estado de São Paulo dedicadas à compra, venda e locação e administração de imóveis, o mercado imobiliário brasileiro tende a crescer 10% neste ano. “Os lançamentos e vendas terão crescimento de 10%. Já sentimos a reação de alguns mercados, como São Paulo e Distrito Federal”, disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, nesta quarta-feira (31). A previsão foi feita na sede da entidade, na capital paulista, durante cerimônia de posse da nova diretoria do Secovi-SP. Flávio Amary toma posse hoje em seu segundo mandato como presidente do sindicato. Participam do evento o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital, João Doria, ambos do PSDB. O economista do Secovi-SP afirma que as perspectivas para o setor imobiliário são “muito boas”, considerando-se a expectativa de crescimento da economia do país, independentemente das eleições, do que ocorrerá com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ser um ano de Copa do Mundo. Petrucci ressaltou que o setor terá recursos de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiamento. O economista-chefe do Secovi-SP avalia que, em 2017, embora os lançamentos de imóveis tenham crescido na capital paulista, o mercado nacional ainda apresentou queda. A entidade irá apresentar os números consolidados de São Paulo em meados de fevereiro.

Média renda

As incorporadoras começarão a testar o mercado com lançamentos para a média renda, na avaliação do advogado Rodrigo Bicalho, sócio do escritório especializado em direito imobiliário Bicalho e Mollica Advogados. Nos últimos anos, o lançamento de imóveis do segmento ficou represado em função dos distratos, concentrados nessa faixa de renda, e da redução do financiamento imobiliário. Bicalho ressalta que, nos últimos anos, as incorporadoras focaram em produtos para o segmento econômico na capital paulista e imóveis compactos (direcionados mais para investidores). A queda da taxa de juros contribui, segundo o advogado, para a retomada da produção para as rendas média e média-alta. Os distratos — que foram o maior desafio enfrentado pelas incorporadoras nos últimos anos — tendem a continuar em queda, de acordo com o advogado, por causa da melhora das condições de crédito, da interrupção dos lançamentos de imóveis comerciais e do aumento da participação de compradores finais nas aquisições.

Previdência

Flávio Amary solicitou ao governador Geraldo Alckmin que o PSDB, além de fechar a questão da aprovação da reforma da Previdência, vote pela mudança da integralidade dos parlamentares. Amary ressaltou que o pedido é feito a Alckmin como presidente do PSDB e não como governador. “Outro ponto importante, e falo agora também ao pré-candidato a presidente da República é que, depois da reforma da Previdência, temos de diminuir o custo do país. A bandeira que temos de levantar agora é a reforma do Estado. Não temos de ter uma quantidade de ministérios que não cabe na Esplanada”, disse o presidente do Secovi-SP. Segundo Amary, o Secovi-SP faz parte de um grupo de entidades do setor que apoia as reformas. Amary afirmou que, depois do vídeo de Cristiane Brasil, indicada à ministra do Trabalho, veiculado nesta semana, fica mais claro que o país precisa de “um ministério de notáveis”. O presidente do Secovi-SP defendeu também a regulamentação dos distratos e a Letra Imobiliária Garantida (LIG). “Precisamos ter calibragem dos planos diretores. É preciso que a produção imobiliária de São Paulo volte a ser viável”, disse.

Gêmeas são 1º e 2º lugares em Engenharia Civil

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Na família Caldara, um raio pode sim cair duas vezes no mesmo lugar. As gêmeas que conquistaram as duas primeiras colocações no curso de Engenharia Civil na Universidade Federal do Espírito Santo(Ufes), repetiram o feito do pai, que em 1984 alcançou o primeiro lugar geral da Ufes, também para Engenharia Civil. Natália Oliveira Caldara e Larissa Oliveira Caldara, 17 anos, contaram que sempre tiveram muita afinidade com matemática e por isso resolveram fazer engenharia. Embora as duas tivessem seguido em caminhos independentes em para escolher qual das engenharias tentariam, as duas encontraram afinidade na mesma área.

As meninas contaram que estudar juntas tem muitos benefícios. “A gente compartilhas as dúvidas e o conhecimento. É bem positivo porque sempre tem alguém para ajudar”, contou Larissa. Para conquistar a tão sonhada vaga, as gêmeas contam que a dedicação foi muito importante. “A gente se esforçou muito. estudávamos nas aulas e fomos disciplinadas em casa. Essa disciplina foi fundamental”, contou Natália. Apesar do esforço, as irmãs contaram que os momentos de descanso eram muito importantes para alcançar o sucesso. “Tinha dias que a gente tava num ritmo muito intenso, aí precisávamos espairecer”, contou Natália. Larissa completou dizendo que intensificar muito o ritmo de estudos nem sempre é uma boa opção. “A gente vê pessoas estudando até muito tarde, mas é importante não atrapalhar o sono para não prejudicar o desempenho no dia seguinte”, afirmou. DE PAI PARA FILHAS No ano de 2002, Adauto Caldara, pai das gêmeas, dava entrevista ao jornal A GAZETA para contar suas conquistas. Aos 16 anos, em 1985, Adauto foi o primeiro colocado no vestibular. Na época tentando Engenharia Civil. No ano seguinte, aos 17 anos, Adauto repetiu o eito, dessa vez tentando uma vaga no curso de arquitetura. Apesar das aprovações, foi no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que o jovem conquistou o sonhado diploma. Durante a entrevista, Caldara garantiu que, quando as meninas tentassem uma vaga na Universidade, ele não cobraria primeiros lugares. “Talvez um ou dois pontos acima da média para passarem de ano”, disse. Mal sabia Adauto a surpresa, e a alegria, que o futuro reservava.

MP investiga construtora por problemas na construção de condomínios no MA

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Ministério Público do Maranhão vai investigar a conduta da construtora Cyrela a respeito de cinco empreendimentos da empresa que foram entregues com problemas estruturais graves, em São Luís. Segundo os promotores, cerca de quinze mil pessoas podem ter sido lesadas. O promotor de justiça Pedro Lino Curvelo informou que sérias penalidades podem ocorrer nesses casos.

“Essa empresa pode ser penalizada e essa penalidade pode ir desde a suspensão da comercialização dessas unidades, enquanto não resolver os problemas gerados pela má construção das unidades, como até mesmo a aplicação de multas, inclusive dano coletivo em relação a essas pessoas, no conjunto dessas pessoas que foram prejudicadas em decorrência da construção”, explicou o promotor.

Localizado no bairro da Forquilha, o condomínio Vitória São Luís possui 55 torres e começou a ser entregue em 2013 e logo os problemas apareceram. Foram rachaduras na estrutura, fiação elétrica exposta, e hidrante que não funciona. Também havia tubulação de gás ao lado das luminárias, o que pode causar superaquecimento dos canos e até explosão, segundo os Corpo de Bombeiros.

Condomínio construído pela Cyrela na Forquilha apresenta diversos problemas estruturais, segundo os moradores (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Condomínio construído pela Cyrela na Forquilha apresenta diversos problemas estruturais, segundo os moradores (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) chegou a embargar a obra em 2012 porque parte do terreno está em uma área de proteção permanente, mas a obra prosseguiu. No ano passado os moradores encontraram até um jacaré na piscina.

Jacaré foi encontrado em uma piscina de um condomínio construído pela Cyrela na Forquilha (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Jacaré foi encontrado em uma piscina de um condomínio construído pela Cyrela na Forquilha (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Em nova vistoria em 2016, o IBAMA constatou que a piscina fica ao lado do leito do rio, assim como a quadra de esportes e o sistema de tratamento de esgoto, que está cheio de vazamentos.

Um dos muros foi engolido pelo rio e caiu. Nos apartamentos térreos, a tubulação não tem dado vazão à água e as inundações são frequentes. A moradora Rira de Cássia disse que não aguenta mais. “Quando eu acordei eu estava com o pé dentro da água (…) Todo dia é um problema”, relatou a moradora.

Muro do condomínio caiu em um rio que fica próximo dos apartamentos na Forquilha. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Muro do condomínio caiu em um rio que fica próximo dos apartamentos na Forquilha. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Pelo que foi vendido aos moradores, o condomínio teria uma pista de cooper ampla, que passaria por um bosque. Mas o que foi entregue foi uma pista cheia de mato e pedra brita, onde ninguém consegue fazer corrida. Além disso, a pista que deveria ter um quilômetro de extensão não chega a duzentos metros e nem chega a parecer um lugar pra se praticar atividade física.

Em 2013, o Condomínio Brisas também teve problemas no sistema de gás. Já um prédio do Pleno Residencial foi entregue em 2016, mas já tem rachaduras em toda a estrutura.

Além disso, em um condomínio de luxo da Cyrela o problema é a falta de uma entrada para o caminhão dos bombeiros em caso de incêndio. Em 2015, um apartamento pegou fogo e o resgate dos moradores teve de ser feito de helicóptero. O problema ainda não foi resolvido.

Em 2015, um helcóptero foi necessário para realizar resgates após um incêndio em um apartamento de um codomínio da Cyrela, em São Luís (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Em 2015, um helcóptero foi necessário para realizar resgates após um incêndio em um apartamento de um codomínio da Cyrela, em São Luís (Foto: Reprodução/TV Mirante)