PPPs em saneamento podem levar R$ 20,3 bilhões a mais de 470 municípios em 2026
Anamaco: programa de reformas tem potencial para elevar vendas de materiais
“Nos últimos dois meses, sentimos um movimento de retração nas vendas. O programa tem a total possibilidade de reverter isso”, apontou. “O programa vai ser de grande valia para as lojas e também para o consumidor”.
De acordo com dados do governo federal, a meta inicial do programa é atingir 1,5 milhão de contratações. Para isso, contará com R$ 30 bilhões do fundo social e outros R$ 10 bilhões da Caixa Econômica Federal, totalizando um orçamento de R$ 40 bilhões. Os financiamentos vão de R$ 5 mil a R$ 30 mil por família.
O presidente da Anamaco acredita que esses valores podem ter um efeito multiplicador.
“Quando uma família vai fazer uma reforma, o valor pode ir além dos R$ 30 mil. Sendo assim, ela tende a complementar o financiamento com o seu próprio capital. Então, o valor injetado no setor pode ir para mais de R$ 40 bilhões ou R$ 45 bilhões. Vemos como um fator que pode, realmente, elevar e muito as nossas vendas”, afirmou.
Como o programa entrará em vigor somente em novembro, o grosso do efeito sobre as vendas é esperado apenas para 2026. A projeção da Anamaco é que o faturamento do varejo de materiais deve ficar em torno de R$ 240 bilhões em 2025.
Se confirmado, esse montante representará uma leve alta de 2,6% na comparação com 2024, quando somou R$ 233,8 bilhões.
Segundo levantamento da Anamaco, o faturamento das lojistas de materiais cresceu 3,1% entre janeiro e agosto de 2025 na comparação com os mesmos meses de 2024. O dado, em si, não é considerado ruim, a não ser pela percepção de piora mais aguda vista recentemente.Confiança da Construção registra 3ª alta seguida e atinge maior marca desde março
Condições atuais, emprego e insumo
A avaliação positiva do cenário econômico também foi responsável pelo ligeiro incremento no indicador de condições: alta de 0,5 ponto, passando para 44,3 pontos. Em outros indicadores, a cautela é regra. Em novembro, o índice de expectativa de número de empregados permaneceu em 49,8 pontos, com tendência de queda nos postos de trabalho nos canteiros. O índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços caiu 1,1 ponto, agora em 49,2 pontos, e indica projeção de desaceleração no lançamento de novos empreendimentos e serviços nos próximos meses. As expectativas de compras de insumos e matérias-primas fecharam o mês em 50,2 pontos, queda de 0,7 ponto em relação ao mês anterior. Já o indicador de expectativa de nível de atividade teve o maior recuo: 2 pontos, para 50,4 pontos. Com ambos índices próximos aos 50 pontos, é esperada estagnação no nível dessas atividades. Por esse motivo, a intenção de investimento passou de 43,6 pontos para 42,3 pontos, interrompendo sequência de duas altas consecutivas.Sondagem Indústria da Construção
A Sondagem Indústria da Construção é uma pesquisa que mede a percepção dos empresários sobre níveis de atividade, emprego e Utilização da Capacidade Operacional (UCO) do setor, além de aferir a confiança, expectativas para uma série de variáveis e intenção de investimento dos industriais para os seis meses seguintes. Para esta edição da Sondagem Indústria da Construção, a CNI consultou 301 empresas: 115 de pequeno porte; 125 de médio porte; e 61 de grande porte, entre 3 e 12 de novembro de 2025Casa própria: saiba sobre novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo
Novas regras
O novo modelo reestrutura o uso dos depósitos em poupança para ampliar o volume de crédito disponível, tornando o sistema mais eficiente, competitivo e sustentável. Entre as mudanças, o valor máximo do imóvel financiado pelo SFH passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, e o público-alvo será formado por famílias com renda mensal entre R$ 12 mil e R$ 20 mil. Além disso, 80% dos financiamentos habitacionais deverão seguir as regras do SFH, que limitam os juros a 12% ao ano. Segundo estimativas da Agência Brasil, a Caixa Econômica Federal poderá financiar mais 80 mil moradias até 2026 com a nova estrutura.Transição gradual
A implantação será feita em etapas, a partir de 2025, e o novo modelo deve entrar em plena vigência em janeiro de 2027. Durante a transição, continua valendo a exigência de que 65% dos recursos captados na poupança sejam aplicados em crédito habitacional. Atualmente, os 35% restantes são divididos entre depósitos compulsórios no Banco Central (20%) e operações livres (15%). Com as novas regras, o volume dos compulsórios será reduzido gradualmente para 15%, e 5% dos recursos passarão a ser aplicados diretamente no novo regime de financiamento.O que muda na prática
A proposta redefine o funcionamento do sistema de crédito imobiliário, maximizando a poupança como principal fonte de financiamento habitacional. Após o período de transição, o total de recursos depositados na caderneta servirá como base integral para o setor, encerrando o repasse compulsório de parte desses valores ao Banco Central.Taxa de juros continua sendo principal obstáculo para a construção civil, aponta CNI
Alta dos índices de atividade e de emprego
O levantamento revela, ainda, que o índice de evolução do nível de atividade ficou em 48,4 pontos em setembro. Com o resultado, houve uma superação da média histórica do mês. Porém, o nível ainda está abaixo do registrado em setembro de 2024. “O setor vem sendo afetado por isso. Ele mostrou resultados negativos nos últimos meses. Em agosto, mostrou um resultado bastante negativo, e agora, em setembro, a sondagem traz resultados um pouco menos negativos. Houve uma melhora quando se fala de nível de atividade, utilização da capacidade operacional e de número de empregados. Ainda são números baixos na comparação com termos históricos. Representa um nível de atividade ainda baixo para o setor, mas é um resultado mais positivo que o resultado apresentado em agosto”, pontua Azevedo. TARIFAÇO: CNI avalia como positivo o encontro entre Lula e Trump Confiança do empresário industrial sobe em 21 setores, mas cenário de pessimismo ainda prevalece, aponta CNI O índice de emprego, por sua vez, atingiu 47,1 pontos. Trata-se do menor nível para setembro nos últimos sete anos, mesmo com a alta mensal. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) atingiu 68%, depois de subir 2 pontos percentuais na comparação com o mês de agosto deste ano. Já em relação ao índice de facilidade de acesso ao crédito, houve um salto para 38,6 pontos, o que manteve o cenário de restrição. Na avaliação dos empresários, a falta de recursos acessíveis ainda é considerada um problema que impede o crescimento da atividade, assim como o investimento em novos projetos. Quanto ao índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas, houve aumento para 61,6 pontos no trimestre. O resultado aponta para uma aceleração no ritmo de alta. Para a CNI, o encarecimento dos materiais reduz as margens de lucro e compromete a competitividade das companhias ligadas ao setor da Construção.Fôlego na confiança do setor da Construção
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Indústria da Construção teve elevação de 1,4 ponto, atingindo 48,4 pontos. Esta é a segunda alta seguida. Em setembro, o aumento foi de 1,2 ponto. Apesar desse quadro, o índice permanece abaixo de 50 pontos, o que revela falta de confiança, mesmo que em menor nível. O resultado positivo é reflexo da melhora das expectativas, já que o índice que mede esse fator registrou salto de 1,8 ponto, atingindo 50,7 pontos em outubro. Como ultrapassou a linha divisória de 50 pontos, o índice deixa de configurar uma expectativa pessimista e passa a mostrar otimismo. Já o índice de condições atuais chegou a 43,8 pontos este mês, depois de registrar uma elevação de 0,6 ponto em relação ao mês anterior. O salto foi puxado pela avaliação das condições atuais da empresa menos negativa.Outubro com melhores expectativas
De setembro para outubro deste ano, a maioria dos índices de expectativa aumentou. Apenas o índice de expectativa de número de empregados não seguiu essa tendência, ao recuar de 50,2 pontos para 49,8 pontos. O índice de expectativa de nível de atividade, por outro lado, mostrou a maior alta no período analisado, de 1,7 ponto, atingindo 52,4 pontos. O índice de expectativa de compras de matérias-primas também teve resultado positivo, ao sair de 49,4 para 50,9 pontos, na passagem de setembro para outubro. Por fim, o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços aumentou de 49,2 pontos para 50,3 pontos, enquanto o índice de intenção de investimentos subiu 2,5 pontos e alcançou 43,6 pontos. Esta é a segunda elevação consecutiva, depois de uma sequência de três quedas que havia levado o índice aos 40 pontos, ou seja, o menor patamar em 28 mesesPoliview cria Núcleo de Adequação Fiscal e Tributária para o SIECON
A Poliview Tecnologia, referência em Tecnologia para Construção Civil, anuncia a criação do Núcleo de Adequação Fiscal e Tributária, com o objetivo de oferecer total transparência e suporte aos usuários do SIECON durante a maior transformação fiscal das últimas décadas no Brasil: a Reforma Tributária – Lei 214/2025.
A iniciativa da Poliview surge para garantir que as construtoras, incorporadoras e prestadoras de serviços do setor da construção civil possam navegar por essa transição de forma segura, fluida e em conformidade com a lei, enquanto o principal ERP da construção civil no país, o SIECON, garante total conformidade às novas exigências.
O que muda com a Lei 214/2025
Segundo a contadora Patrícia, a reforma tributária tem como principal objetivo simplificar o sistema, substituindo tributos antigos por novos mais modernos e claros.

Entre as mudanças:
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Substituição do IPI pelo CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços);
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Substituição do ISS pelo IBS, que será gerido por estados e municípios;
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Alíquota única e não-cumulatividade plena, evitando o efeito cascata (imposto sobre imposto);
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Implementação do split payment, em que a parcela de CBS e IBS será paga diretamente às contas do governo, e o restante ao vendedor.
Como o SIECON se adequa
O SIECON já está preparado para gerenciar essas mudanças:
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2025 – Inclusão dos campos CBS e IBS nas notas fiscais eletrônicas;
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Janeiro de 2026 – Início das alíquotas de teste de CBS e IBS, com módulos financeiro, contábil e de emissão de nota fiscal totalmente adaptados;
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2027 a 2032 – Transição gradual, com redução dos tributos antigos e aumento dos novos, acompanhada por atualizações contínuas do sistema;
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2033 – Entrada em vigor do regime pleno e extinção dos tributos antigos, com o SIECON totalmente otimizado para controle de créditos e gestão do split payment.
De acordo com a especialista da Poliview, as empresas que utilizam sistemas de ERP, como o SIECON, estarão sempre à frente, dentro do prazo e em total conformidade com a lei.
O Núcleo de Adequação Fiscal e Tributária da Poliview reforça o compromisso da empresa em trazer segurança, confiabilidade e tecnologia de ponta para a gestão de obras e negócios no setor da construção civil, garantindo que todos os usuários do SIECON passem por essa grande mudança sem interrupções ou riscos de não conformidade.
Minha Casa, Minha Vida ganha agilidade com pré-moldados, diz Jader Filho
O novo método promete trazer mais agilidade ao programa habitacional, já que as residências chegam prontas da fábrica aos locais de instalação. Segundo o ministro, a industrialização do processo construtivo também deve gerar mais empregos e atrair novos investidores para o setor.
O programa manterá o método tradicional de construção, mas incentivará a adoção de novas tecnologias. A diversificação das modalidades construtivas visa oferecer mais opções aos beneficiários e promover a redução dos prazos de entrega e dos custos das unidades.
Outras inovações do programa
Além da construção pré-moldada, o programa também implementou a modalidade de “compra assistida”, já em funcionamento no Rio Grande do Sul. A medida foi criada para atender as famílias afetadas pelos desastres naturais que ocorreram no Rio Grande do Sul, entre 27 de abril e 2 de maio de 2024, permitindo a aquisição mais rápida de moradias sem a necessidade de esperar pelo tempo de construção, que pode levar entre 16 e 20 meses.
No caso do Rio Grande do Sul, as famílias atingidas receberam um auxílio de R$ 200 mil para aquisição de novas moradias. A iniciativa já beneficiou mais de 5 mil famílias no estado, demonstrando a efetividade da nova modalidade em situações emergenciais.
Vendas de cimento caem em agosto, mas somam 44 milhões de toneladas
Impactos do tarifaço ao PIB preocupam setor de construção civil
“Preocupa bastante o impacto disso na economia como um todo”, afirmou Correia após apresentação do desempenho do setor no segundo trimestre.
“Para a construção civil, que usa muito pouco a exportação, é muito mais o reflexo disso na nossa economia, na geração de emprego e na geração de PIB. Nós temos um crescimento muito atrelado ao PIB.”
Segundo o presidente, o receio do setor é em relação ao quanto as tarifas norte-americanas, previstas para entrarem em vigor a partir de sexta-feira (1º), podem afetar negativamente o PIB. “Vamos ter que acompanhar os desdobramentos disso”, acrescentou.
A indústria da construção civil tem experimentado um bom momento, com o setor alcançando em maio o maior número de trabalhadores formais em mais de 10 anos, segundo análise da Cbic com base em dados do Caged, mas a entidade tem apontado incertezas à frente, diante de juros elevados, custos acima da inflação e outros fatores que citou como desafios para 2025.
A Cbic manteve projeção de crescimento de 2,3% para o setor em 2025, desaceleração em relação à expansão de 3,4% em 2024.
Para a economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, a estimativa carrega um “leve otimismo”, sustentado pela inércia de lançamentos anteriores, que ainda geram atividade e emprego. Mas, segundo a Cbic, as expectativas para novos empreendimentos e serviços caíram para o segundo menor patamar do ano.
“Estamos vivenciando o reflexo do que foi lançado nos últimos dois anos. Se o atual ambiente de juros elevados persistir, há risco de desaceleração mais acentuada a partir de 2026”, disse Ieda em comunicado que acompanha a apresentação.
A entidade também chamou atenção para uma redução de 62,9% na quantidade de unidades financiadas com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) nos primeiros cinco meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado, ressaltando o custo de crédito elevado com a Selic a 15% ao ano.


