sábado, março 7, 2026
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Lançamento de imóveis sobe 23% no acumulado do ano no País

O lançamento de imóveis no País disparou em abril, considerando o acumulado de 12 meses. De acordo com a Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), foram lançadas 3.814 unidades em abril, totalizando 85.512 nos últimos 12 meses, volume 23% superior ao registrado em igual período anterior.

Entre os fatores que mais colaboraram para o resultado positivo, houve o avanço do alto padrão (25% do total de unidades) e o volume expressivo de vendas do programa Minha Casa Minha Vida.

Para a Abrainc, o resultado mostra que continua a tendência de recuperação, que começou no ano passado.

Há 25 anos na construção civil, trabalhador cria canal de vídeos e faz sucesso na web

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Depois de 25 anos trabalhando na construção civil, Josias Rodrigues, de 38 anos, resolveu que queria fazer mais. Mesmo com pouca experiência na produção de vídeos, o morador de Paragauaçu Paulista resolveu criar um canal no YouTube para compartilhar seus “macetes” dentro do canteiro de obras.

Isso foi há dois anos e meio. Josias começou gravando com o celular no seu dia a dia de trabalho, nas obras que gerencia na sua empresa.

“A minha ideia era mostrar como a construção civil funciona na prática. Ensinar o passo a passo mesmo”, conta. No entanto, Josias precisou enfrentar algumas dificuldades ao longo do processo até seu canal chegar ao nível que está atualmente, com 380 mil inscritos.

“No começo, quase não tinha visualizações. Mas, aos poucos, fui adaptando a linguagem técnica para uma mais simples e, assim, ganhando cada vez mais seguidores”, conta o trabalhador.

Para Josias, a linguagem simples ajuda a alcançar o trabalhador que, de fato, está no canteiro de obras todos os dias. Além de também contribuir para que pessoas que não são do ramo possam aprender com o conteúdo.

“É a linguagem do canteiro de obras. É a linguagem do pedreiro. Não estou interessado em usar termos técnicos, só quero passar o conhecimento que tenho para que outros profissionais possam melhorar cada dia mais”, relata.

Um dos projetos que foi documentado nos vídeos do canal (Foto: Arquivo Pessoal)

Um dos projetos que foi documentado nos vídeos do canal (Foto: Arquivo Pessoal)

Novo segmento

O YouTube tem, atualmente, mais de um bilhão de usuários, o que representa quase um terço dos usuários da Internet no mundo todo. Dentro da plataforma, há vídeos sobre conteúdos dos mais diversos.

Para Josias, os vídeos de construção ainda estão ganhando espaço aos poucos, mas, a expectativa para o futuro é que o segmento cresça cada vez mais. Atualmente, os vídeos do canal têm mais de 5 milhões de acessos todo mês.

“Vídeos desse tipo estão virando uma febre dentro do YouTube. Meu canal já está com 384 mil seguidores. Isso é muita coisa. Mas, acho que ainda é um nicho a ser explorado e tem muito potencial para crescer cada vez mais”, comenta Josias.

Atualmente, a meta de Josias Rodrigues é fazer com que o canal alcance 500 mil inscritos até o final do ano. Mas, mais do que isso, o objetivo é levar conhecimento para mais pessoas. “Os números são só uma consequência. O que importa mesmo é ajudar as pessoas”, conta.

Trabalhador de construção civil há 25 anos cria canal no YouTube

Trabalhador de construção civil há 25 anos cria canal no YouTube

“Pedreiro tem valor”

Para o youtuber, o canteiro de obras faz parte do dia a dia há mais de 25 anos e, por fazer parte desse setor, reconhece que, um dos principais problemas é a desvalorização do profissional. Segundo Josias, o problema já ocorre há tanto tempo que os trabalhadores acabam desvalorizando o próprio serviço.

“O pedreiro precisa deixar de ser ‘informal’. Ele é um profissional e tem tanto valor quanto qualquer outro”, diz.

Recentemente, Josias começou a cusar arquitetura, com o objetivo de aumentar ainda mais os conhecimentos da área. Perto de se formar, ele reforça ainda mais a necessidade do trabalhador procurar a capacitação.

Com os vídeos, ele pretende, de um jeito simples e didático, fazer com que estes profissionais se valorizem mais, para que possam aprimorar seu trabalho e gerar um retorno positivo.

“Procuro mostrar o passo a passo mesmo. Explicar como faz, qual é o processo e todas as etapas envolvidas. Com isso, posso ajudar os profissionais da área e também pessoas que contratam esse tipo de serviço. Assim, elas podem monitorar o processo e serão capazes de identificar qualquer erro”, relata.

Josias Rodrigues no canteiro de obras (Foto: Arquivo Pessoal)

Josias Rodrigues no canteiro de obras (Foto: Arquivo Pessoal)

Reconhecimento

O trabalho duro desses quase três anos fez com que o canal crescesse e desse a Josias oportunidades que ele jamais imaginara. “Tive a oportunidade de ir para a Expo Revestir, que é um dos maiores eventos da América Latina dedicado ao setor de arquitetura e construção”, conta.

Além das oportunidades, o youtuber recebeu uma placa em comemoração à quando atingiu o número de 100 mil inscritos no canal.

Copa da Rússia chegou e Brasil ainda não terminou 41 obras da Copa de 2014

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Em dezembro de 2013, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) lançou um apelido que acabou pegando: o Brasil realizaria a “Copa das Copas” em 2014, disse a petista. Torcedora do Atlético Mineiro, Rousseff também elogiou o escrete canarinho, que seria “forte” e “cheio de novos craques geniais”. O fim da história dentro de campo é conhecido: no dia 8 de julho, a Seleção Brasileira sofreu a famosa derrota de 7 a 1 para o time da Alemanha, em Belo Horizonte.

A derrota no estádio do Mineirão ficou na memória coletiva dos brasileiros. Mas há um outro “7 a 1” cujos efeitos são sentidos até hoje: a um dia do início da Copa da Rússia, dezenas de obras planejadas para o mundial de futebol de 2014 continuam inconclusas em 11 das 12 cidades que sediaram jogos naquele ano. Baseada em dados de governos estaduais, prefeituras e da Controladoria-Geral da União (CGU), a BBC News Brasil encontrou pelo menos 41 obras ainda inacabadas, paralisadas ou mesmo abandonadas.

Na maioria, são obras viárias e de mobilidade urbana: viadutos, ampliação de avenidas, trens de superfície (VLTs) e corredores de ônibus (BRTs). Há também três aeroportos cujas obras de ampliação ainda não foram concluídas, nas cidades de Salvador (BA), Cuiabá (MT) e Belo Horizonte (MG).

As obras inconclusas da Copa de 2014 vivem várias realidades diferentes. A maior parte foi interrompida ou está em andamento. Algumas foram totalmente abandonadas e não há previsão de quando (e se) serão retomadas.

Há construções nos quais o dinheiro público já foi gasto em estudos e primeiras instalações, antes de a ideia ser completamente abandonada. Em Brasília, a construção de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) chegou a ser iniciada, ligando o aeroporto ao centro da cidade. R$ 20 milhões foram investidos, mas o projeto acabou deixado de lado (leia mais detalhes abaixo).

Não dá para dizer que as cidades não tiveram tempo para planejar e executar as demandas: em 13 de janeiro de 2010, o então ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB) assinou a primeira versão da Matriz de Responsabilidade da Copa – o documento também foi subscrito pelos prefeitos das 12 cidades que sediaram o evento, além dos governadores. A Matriz trazia a relação das principais obras: estádios, reforma de aeroportos, etc., além do montante a ser investido pelas esferas de governo (prefeituras, Estados e União).

O levantamento da BBC News Brasil leva em conta tanto as obras que estavam na Matriz quanto aquelas que foram prometidas por prefeituras e governos para a Copa – mesmo as que não integraram o documento, ou foram removidas da versão final.

Para tentar agilizar as obras da Copa, o governo também criou o chamado “Regime Diferenciado de Contratação”, o RDC. Polêmica, a medida reduzia as regras e diminuía o rigor exigido no processo de licitação de uma obra pública. Por exemplo: em vez de ter de entregar às empresas que disputariam a licitação um projeto detalhado, com todos os custos, o governo passou a poder entregar só um “anteprojeto de engenharia”.

A maioria dos projetos era de responsabilidade das prefeituras e governos estaduais – alguns deles com financiamento do governo federal. As administrações alegam uma série de problemas que atrapalharam a conclusão como falta de dinheiro, interdições da Justiça, problemas de licitação e abandono das obras por parte das construtoras.

Abaixo, um resumo das obras da Copa de 2014 inconclusas ou abandonadas, em cada uma das 12 cidades-sede do evento.

Belo Horizonte

Obra de corredor de ônibus que passa pelas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Vilarinho não foram concluídas (Imagem de 2012)

Na capital mineira, ficaram inconclusas as obras de reforma e ampliação do aeroporto internacional de Confins, o principal do Estado, e a construção de um corredor de ônibus (do tipo BRT).

Desde 2014, Confins recebeu uma série de obras que ampliaram sua capacidade em 5,3 milhões de passageiros por ano (hoje, o aeroporto tem capacidade de receber até 17,1 milhões de pessoas a cada ano). Mesmo assim, estão inconclusas a ampliação da pista de pouso (que deve ficar pronta até o fim deste ano), e a reforma de um dos terminais de passageiros. No caso do terminal, as obras foram suspensas por decisão da Justiça Federal de Brasília, ainda no começo de 2015, e a Infraero, responsável pelas obras, agora aguarda a solução do caso na Justiça.

Em Belo Horizonte, a prefeitura ainda não conseguiu concluir o corredor de ônibus que passa pelas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Vilarinho, embora a maior parte da estrutura já esteja em operação.

Os corredores de ônibus do tipo BRT (sigla para Bus Rapid Transport, ou Transporte Rápido por Ônibus) são chamados na capital mineira de “Move”. O corredor inconcluso tem 14,7 quilômetros de extensão, e liga o estádio do Mineirão ao aeroporto de Confins. O trecho que falta é justamente o da avenida Pedro I. Em junho de 2014, durante os jogos, um trecho de viaduto caiu no local e matou duas pessoas.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, devido à finalização do contrato com a empresa Cowan, estão pendentes alguns serviços complementares, como sinalização, paisagismo e obras na via no entorno. A previsão de novas licitações para a conclusão dos trabalhos está prevista para 2018.

O custo total da obra é de R$ 685,12 milhões.

Brasília

Obras de urbanização no entorno do estádio Mané Garrincha não saíram do papel

Na capital federal, são quatro obras previstas para a Copa de 2014 que nunca saíram do papel: a urbanização do entorno do estádio Mané Garrincha; um jardim projetado pelo paisagista Burle Marx, no centro da capital; a reforma do calçamento dos setores hoteleiros da cidade; e um trem de superfície (do tipo VLT), ligando o aeroporto ao centro.

O caso mais importante é o do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O projeto custaria R$ 1,5 bilhão (valores de 2010), e teria extensão de 22,6 quilômetros. As obras começaram a ser feitas, e pelo menos R$ 20 milhões foram investidos. O trabalho foi suspenso diversas vezes pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e em abril de 2011, pela Justiça Federal. O consórcio responsável acabou mencionado no escândalo da Caixa de Pandora, que resultou na queda do ex-governador José Roberto Arruda (PR).

Em 2012, o VLT de Brasília se tornou a primeira obra da Copa oficialmente cancelada. Em nota à BBC News Brasil, o governo de Brasília disse que um novo projeto de VLT fará parte do “Plano de Desenvolvimento do Transporte Público sobre Trilhos do Distrito Federal”, o PDTT/DF, que está “em fase final de elaboração”.

Brasília também desistiu de outra obra prevista para a Copa: a urbanização do entorno do estádio Mané Garrincha e a construção de túneis por baixo do Eixo Monumental, ligando o estádio a espaços culturais da cidade, como o Clube do Choro. O investimento previsto era de R$ 285 milhões, mas a obra foi cancelada no fim de 2014, após a Copa do Mundo. O governo local, então sob Agnelo Queiroz (PT) não viu mais necessidade de concluir a melhoria. Em 2017, o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), decidiu arquivar o projeto.

Cuiabá

Vagões do VLT estão parados em estacionamento desde novembro de 2013

A capital de Mato Grosso é uma das cidades com mais obras da Copa inconclusas: nove.

E também ostenta um dos piores exemplos do “legado” do torneio: o VLT da cidade é hoje a obra inacabada da Copa mais cara do país. A obra já consumiu R$ 1,06 bilhão de reais, mas só 30% do projeto está pronto (inicialmente, a previsão era de que o projeto todo custasse R$ 1,4 bilhão). A construção foi alvo de uma operação da Polícia Federal (Descarrilho, em agosto passado).

Segundo o governo do Estado, o contrato com Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido após instalação de processo administrativo pelo Governo do Estado para apurar infrações contratuais.

Ainda de acordo com as autoridades, uma nova licitação está em andamento. Os valores para a conclusão das obras ainda estão sendo calculados.

Cuiabá também deixou pelo caminho as obras de dois Centros de Treinamento (COTs). Um deles, o COT Professor João Batista Jaudy, na Universidade Federal de Mato Grosso, está 82% construído. As obras estão em andamento (foram retomadas em abril passado, segundo o governo do Estado, com um orçamento estimado em R$ 17,25 milhões). O outro, na Barra do Pari, está paralisado, Até agora, 69,2% da construção está concluída.

O Estado diz que reiniciará as tratativas com a construtora para que ela retome os trabalhos ou para que haja uma rescisão contratual.

Além disso, também não estão concluídas a reforma do aeroporto Marechal Rondon (sob responsabilidade da Infraero), uma via elevada (a Trincheira Jurumirim), as ampliações de três avenidas (Parque do Barbado, 8 de Abril e Estrada do Moinho). Por fim, ainda há pendências na Arena Pantanal, embora o estádio tenha recebido quatro jogos da Copa de 2014. O Estado não respondeu sobre o motivo dos problemas no estádio.

Curitiba

Recentemente, a Prefeitura de Curitiba abriu licitação para terminar as obras do terminal Santa Cândida

Na capital do Paraná, as pendências se referem à mobilidade urbana: três ampliações de vias, sob responsabilidade do governo do Estado, e a reforma de um terminal de ônibus, a cargo da prefeitura da capital.

A principal obra viária é um corredor de ônibus ligando o aeroporto mais importante do Estado, no município vizinho de São José dos Pinhais, à rodoferroviária de Curitiba. Segundo o governo do Estado, 70% da obra está pronta, e a previsão é de que o trabalho seja concluído no fim deste ano. Até o momento, a obra já consumiu R$ 44,4 milhões (a previsão inicial, na Matriz de Responsabilidade, era de R$ 65,2 milhões).

Outras duas obras sob responsabilidade do governo estadual também estão inconclusas: a ampliação do corredor Marechal Floriano Peixoto, e a implementação de um sistema de monitoramento de trânsito.

A prefeitura de Curitiba, por sua vez, ainda não concluiu as melhorias no Terminal Santa Cândida, que foi entregue incompleto em fevereiro de 2016, ano de eleições municipais. À BBC News Brasil, a prefeitura disse que fechou em maio um novo contrato para a conclusão do projeto, previsto agora para novembro.

Fortaleza

Previsto para a Copa de 2014, o VLT Parangaba-Mucuripe ainda não saiu da fase de "operação assistida"

Assim como Brasília e Cuiabá, a capital do Ceará também teve problemas para tirar do papel a obra de um VLT, uma espécie de metrô de superfície. Além do VLT, Fortaleza também não concluiu a ampliação do aeroporto Pinto Martins – a empresa que administra o terminal, a francesa Fraport, diz que investirá R$ 800 milhões para terminar tudo.

O ramal Parangaba-Mucuripe do VLT de Fortaleza está hoje 75% concluído, mas ainda não opera em sua capacidade máxima. De dez estações previstas, só quatro estão em “operação assistida”, transportando pessoas no período da manhã e de forma gratuita.

À BBC News Brasil, a Secretaria de Infraestrutura do Governo do Ceará informou que outras quatro estações devem começar a operar de forma experimental no início de julho deste ano. E o restante da obra deve ser concluído até o fim do segundo semestre.

Manaus

Obra que ligaria a Arena Amazônia ao centro de Manaus sequer saiu do papel

Na capital do Amazonas, dois projetos da Copa de 2014 sequer começaram a ser construídos: um corredor de ônibus (BRT) ligando a Arena da Amazônia até o centro da cidade e dois Centros de Atendimento ao Turista (CATs).

Alegando que os recursos do governo federal não foram liberados a tempo, a prefeitura de Manaus desistiu da obra do BRT ainda em 2012. O investimento previsto era de R$ 1,2 bilhão, mas o dinheiro não foi aplicado.

A justificativa é a mesma para a não construção dos CATs: o dinheiro oferecido pelo Ministério do Turismo não foi utilizado porque “não houve tempo hábil” de aprontar as estruturas para a Copa do Mundo, disse a prefeitura à BBC News Brasil.

Natal

Projeto de drenagem na Arena das Dunas, em Natal, continua incompleto quatro anos depois da Copa de 2014

Sede do estádio Arena das Dunas, Natal tem três obras programadas para a Copa ainda inacabadas.

Estava prevista uma reforma de 55 quilômetros de calçadas para torná-las acessíveis para cadeirantes, por exemplo. Só 5% foram concluídos.

Um projeto de drenagem no entorno da Arena das Dunas segue incompleto, com 80% das obras feitas, a um custo de R$ 194 milhões.

A construção de um corredor de ônibus foi abandonada.

Procurada, a Prefeitura de Natal não se pronunciou até a publicação deste texto.

Porto Alegre

Trabalhos no viaduto da avenida Ceará, obra em Porto Alegre prevista para Copa de 2014, foram retomados neste ano

Em Porto Alegre, os atrasos se concentram na construção, reforma ou ampliação de vias públicas, como viadutos e avenidas. Ao todo, são nove vias em obras – e o valor total a ser investido é de R$ 1 bilhão, segundo informou a prefeitura da capital gaúcha à BBC News Brasil. Deste total, a prefeitura já investiu pouco mais da metade (R$ 525 milhões). Outros R$ 475 milhões devem ser gastos antes de que todas as obras sejam concluídas.

Das nove obras paradas, três já foram retomadas. A mais adiantada, um viaduto na avenida Ceará, deve ficar pronta em setembro. As outras seis obras ainda estão paradas, segundo a prefeitura, mas todas já têm ao menos uma previsão de quando voltarão a ser tocadas. A mais atrasada é o corredor de ônibus da avenida João Pessoa: só 50% da obra física está pronta, e a previsão de conclusão é para dezembro de 2019.

“As obras de mobilidade de Porto Alegre foram impactadas pela grave crise financeira enfrentada pela Prefeitura”, disse a administração municipal em nota à BBC News Brasil. Para dar seguimento, o município conseguiu um financiamento de R$ 120 milhões com o banco estatal gaúcho, o Banrisul, além de remanejar verbas de outras áreas.

Recife

Obra viária que liga Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, a um terminal de ônibus no Recife

A capital de Pernambuco tem quatro projetos viários previstos para 2014 ainda inconclusos.

Dois ramais de BRTs (corredores de ônibus), que ligam todas as regiões da cidade, ainda não foram finalizados. Na linha Norte-Sul, foram entregues 26 estações, mas duas ainda estão em construção e devem ser entregues em 2019. No trecho Leste-Oeste, 16 das 22 paradas previstas estão operando. Segundo o governo estadual, as restantes estão em obras ou ainda em fase de projetos. Para o governo, o atraso ocorreu porque o consórcio construtor abandonou as obras.

A estrutura viária Ramal da Copa, que liga o estádio Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, e o terminal de Camaragibe, no Recife, ainda não está completa. Segundo o governo, as empresas construtoras também abandonaram as obras, que foram retomadas recentemente.

Já a ampliação do terminal de Camaragibe também foi abandonada pelo consórcio. O governo pernambucano afirma que uma nova licitação está sendo preparada, mas não deu prazo para a conclusão do projeto.

Salvador

Imagem ilustrativa do BRT de SalvadorÓbras do BRT de Salvador, previsto para a Copa de 2014, devem demorar mais de dois anos para serem concluídas

A capital baiana ainda tem algumas intervenções pendentes no aeroporto internacional Luís Eduardo Magalhães, e a construção de um corredor de ônibus (BRT) – que acabou retirado da Matriz de Responsabilidade da Copa, depois de ficar claro que não estaria pronta a tempo do mundial.

No aeroporto, ainda faltam obras na área de check-in dos passageiros e na fachada, segundo a Infraero. Ficaram prontas intervenções no pátio de manobra das aeronaves e uma nova torre de controle, entregues em 2013 e 2014, respectivamente. No começo deste ano, o controle do aeroporto passou a ser de uma empresa francesa, a Vinci Airports.

Depois de excluir o BRT da lista de obras para a Copa, a Prefeitura de Salvador acabou concluindo a contratação do primeiro trecho de obras em março deste ano. São 2,9 quilômetros de extensão, ao custo de R$ 212 milhões para os cofres públicos. Segundo a previsão das autoridades, o BRT terá capacidade de transportar 31 mil pessoas quando estiver pronto, o que deve demorar mais dois anos e quatro meses.

Procurada, a Prefeitura de Salvador não se pronunciou até a publicação deste texto.

Construção civil reage nos negócios atuais, mas o futuro continua incerto

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O possível impacto das incertezas políticas e econômicas na tomada de decisão de investimentos de longo prazo derrubou as projeções do empresariado da construção em junho. Segundo o Índice de Confiança da Construção, o componente que mede as expectativas futuras caiu 6,5 pontos, na comparação com maio. Esta é a maior queda registrada na série histórica.

Em junho, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas (FGV), ficou em 79,3 pontos, o menor nível desde novembro de 2017. Se por um lado o Índice da Situação Atual (ISA) ficou estável, em 70,8 pontos, alta de 0,3 ponto, por outro, o Índice de Expectativas (IE) despencou, atingindo 88,3 pontos, menor nível desde agosto de 2017.

A pesquisa, que este mês apresentou um item a mais, mostrou que um dos principais fatores que está influenciando as expectativas dos empresário é o ritmo lento da economia, citada por 64,4% dos entrevistados. Em seguida as incertezas políticas, que foram lembradas por 56,4% dos ouvidos, e falta de confiança no governo (45,5%).

“São fatores que afetam toda a economia, mas para um setor que depende do médio e longo prazo, acaba afetando mais”, diz a coordenadora de projetos da construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo.

Para ela, diferente de outros bens de menor valor agregado, o imóvel exige um ambiente de longo prazo muito mais previsível para a realização de investimentos, já que os contratos de financiamento chegam a 20 ou 30 anos. “Dificilmente um investidor ou as famílias comprarão imóvel pensando no curto prazo. Fatores políticos são fundamentais”, expõe.

Mesmo assim, ela destaca que é prematuro definir se a piora nas expectativas é permanente e tende a retrair novamente nos próximos meses ou se apenas demonstra uma acomodação de um indicador que estava muito positivo. “Ainda é cedo para dizer se as empresas vão segurar os lançamentos ou não”, diz.

O ponto positivo, de acordo com ela, é que a queda das expectativas não têm nada a ver com o desempenho da situação corrente. “De 2016 em diante vimos um ritmo forte de recuperação do IE, enquanto o ISA demorou para reagir, aumentando a distância entre eles. Agora, o ISA tem mantido uma melhora lenta e as expectativas despencaram”, diz.

Em resumo, a especialista acredita que há uma melhora do setor, e que o pior passou. Contudo, o que foi colocado em xeque é a sustentabilidade dessa melhora.

Número em áreas

Em junho, quem puxou o crescimento do ISA foi o segmento de edificações residenciais, que teve aumento de 3,2 pontos e atingiu 75,9 pontos.

No caso das obras de infraestrutura, o comportamento foi de estabilidade, com variação de 0,5 ponto, ficando em 71,6 pontos. “Estávamos observando algumas coisas nos âmbitos de prefeitura e estado, como obras viárias. Agora, nos últimos dois meses, o cenário virou”, conta.

Do lado oposto, os serviços especializados para construção tiveram queda de 2 pontos em junho, na comparação com maio, passando para o patamar de 64,1 pontos.

No caso do indicador de expectativas, todos os segmentos tiveram queda. A maior ficou em obras de infraestrutura com retração de 7,2 pontos, seguido de edificações residenciais (-6,7 pontos) e serviços especializados para construção (-3 pontos).

Financiamento de imóveis com recursos da poupança cresceu 26%

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Os números foram divulgados nestas quarta-feira pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Nos 12 meses encerrados em maio, os financiamentos totalizaram R$ 46,18 bilhões, um aumento de 2,5% na comparação anual.

Apenas em maio, o volume de financiamento liberado permitiu a aquisição e construção de 18,5 mil unidades, crescimento de 12,2% em relação a abril. Na comparação com maio de 2017, o crescimento foi de 26,9%.

Já entre janeiro e maio deste ano, foram financiados 79,19 mil imóveis, crescimento de 17,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando forma financiadas 67,1 mil unidades. Nos últimos 12 meses, até maio passado, o financiamento imobiliário viabilizou a aquisição e construção de 187,6 mil imóveis, alta de 0,98% frente aos 12 meses precedentes, quando foram financiados 186,03 mil imóveis.

O Bradesco foi o banco que mais financiou a construção e aquisições de imóveis no mês passado, seguido por Santander Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Holanda terá primeiras casas habitáveis com impressão 3D

Um ambicioso projeto holandês quer tornar realidade o que parece apenas uma ideia para o futuro. O Project Milestones construirá casas por meio de impressão 3D que serão, posteriormente, usadas como moradia por famílias. Essa técnica promete revolucionar a indústria da construção civil nas próximas décadas.

As casas serão levantadas na cidade de Eindhoven. Isso será feito graças a uma parceria entre a Universidade de Tecnologia de Eindhoven, a autoridade municipal e outras companhias. Ao todo, são seis parceiros trabalhando nesse projeto, envolvendo empresas de materiais e outras do mercado imobiliário.

Devem ser construídas cinco casas em um novo bairro residencial da cidade. Isso deve acontecer ao longo dos próximos cinco anos. De acordo com os planos, o primeiro prédio deve ficar pronto já em 2019 e será uma casa térrea. As construções seguintes, por outro lado, terão diversos andares e devem ser mais complexas.

As imagens conceito exibidas pelo projeto mostram construções com formatos pouco usuais, cheias de curvas e formas exóticas. “O formato irregular das construções pode ser realizado graças a uma característica da técnica de impressão 3D: a habilidade de construir quase qualquer forma”, diz o site do projeto.

A ideia é que o aprendizado com cada construção sirva para a realização da próxima casa. Por conta disso, será feita uma construção por vez. A primeira, aliás, terá diversos elementos impressos no campus da universidade. A última das casa, segundo o projeto, será feita totalmente no local definitivo. O material usado nas casas será  o concreto.

A tecnologia, que promete se popularizar nos próximos anos, deve cortar custos e diminuir o tempo necessário para a “construção” de uma casa.

Qual o nível de desenvolvimento do modelo BIM no Brasil?

A metodologia BIM (Building Information Modeling) está na pauta de profissionais responsáveis pelo desenvolvimento de empreendimentos de arquitetura e de engenharia há anos, mas alguns fatores políticos e econômicos fizeram esse termo se popularizar e se transformar em um dos grandes desafios do país em 2018.

O BIM vem se desenvolvendo e se popularizando no mundo, com alguns destaques para a Costa Rica, que é referência no uso da tecnologia e o Chile, que foi pioneiro na adoção do modelo na América do Sul. Esse movimento global impulsionou diversos países a se moverem para atender esse crescimento, colocando o Brasil na rota de desenvolvimento e adoção da metodologia informacional.

O que é BIM?

Revolucionando todo o processo construtivo, desde o projeto até o pós-obra e avaliação, o Building Information Modeling (BIM) possibilita melhoria da qualidade técnica e da gestão de empreendimentos e obras, elevando a produtividade na construção e garantindo a maior eficiência e transparência tanto para o mercado privado quanto para obras públicas.

É importante ressaltar que BIM não é um software. É uma tecnologia implementada em um software e o conceito de modelagem de informações da construção gera um controle sobre todas as etapas da construção e vida útil da obra.

O BIM provou ao longo dos anos os benefícios para a gestão dos projetos, organizando todos os times e o processo de construção como um todo, reduzindo boa parte dos erros informacionais e o desperdício, além de melhorar o fluxo completo da obra, seguindo o conceito de construção de forma estruturada.

BIM no Brasil

No Brasil, o conceito vem se desenvolvendo ao longo dos anos, considerando uma curva de desenvolvimento econômico do país. Algumas entidades como BNDES e o Exército Brasileiro já trabalham com os projetos BIM de forma regular, reforçando o conceito do modelo e transformando o ecossistema de fornecedores e parceiros ao seu redor.

O Governo Federal vai exigir uso do BIM a partir de 2021. A medida faz parte da Estratégia Nacional de Disseminação do BIM no Brasil e deve ser publicada até Julho desse ano. No dia 17 de Maio de 2018, o Presidente da República, Michel Temer, assinou um decreto que tem a finalidade de promover um ambiente adequado ao investimento da tecnologia, além de incentivar seu uso em âmbito nacional.
De acordo com estudos contratados pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a expectativa é de que haja um aumento de 10% na produtividade do setor e uma redução de custo que pode chegar a 20% com a utilização da metodologia BIM.

Outro fator que impulsiona a metodologia é o caso de normativas como a ABNT, que já publicou as primeiras normas de BIM no Brasil e tem exigido a utilização do modelo em diversas aspectos.

Douglas Carnicelli, diretor de operações Autodesk na AX4B, consultoria especializada em soluções Autodesk e projetos de BIM, ressalta que a adoção do modelo é de alto impacto para o futuro das obras de engenharia, arquitetura e infraestrutura.

“O mercado vem evoluindo no que diz respeito ao modelo BIM. Com a experiência que tenho no mercado com as soluções Autodesk, pude notar que os projetos com a aplicação do conceito e o apoio de tecnologias como o Revit, AutoCAD e Infraworks tem gerado ganhos de produtividade e grande redução de desperdícios nas obras. Tenho casos onde foi possível reduzir até 22% no custo de construção e eliminação de até 44% em retrabalhos”, afirma o executivo.

O modelo BIM está em um cenário propício para o crescimento acelerado no Brasil. Levando em consideração a necessidade de diversas obras de infraestrutura e construção, onde é preciso melhorar a produtividade de entrega e reduzir custos, tornar o BIM um aliado com tecnologias que suportam o modelo é essencial para atender essas demandas e transformar o conceito de construção de forma estratégica. O decreto assinado pelo presidente e a obrigação de utilização do modelo até 2021 reforça que as empresas não podem mais ignorar esse modelo e precisam iniciar o quanto antes uma revisão de tecnologia, processos e projetos de construção.

“Acredito que esse caminho é algo sem retorno e todas as empresas, sejam elas Projetistas, EPCistas, Engenharia, Arquitetura, entre outras, que são e/ou pretendem ser prestadoras de serviços para governo federal, a partir de agora deverão ter em mente que os projetos passarão a ser mandatórios em BIM. Isso abre um espaço enorme para que possamos desenvolver o mercado de empresas privadas e continuar apoiando o governo com soluções tecnológicas a favor do desenvolvimento”, finaliza Douglas Carnicelli.

Prédio high-tech inspirado no iPad está perto de ser concluído em Dubai

Depois de doze anos de obras, de uma série de atrasos e contratempos, está finalmente chegando ao fim a construção do prédio com cara de iPad desenhado pelo arquiteto James Law, de Hong Kong, para a Omniyat, de Dubai. De acordo com reportagem publicada pela Business Insider, a previsão é de que o projeto seja entregue até o final deste ano.

Conhecido como The Pad, o edifício tem 24 andares, 253 apartamentos e a forma de um iPad preso a uma estação de recarga. Foi construído com uma inclinação de 6,5° e envelopado em mais de 2 mil painéis de led, que podem ser programados das mais variadas formas e com diferentes cores.

Com vista para o Burj Khalifa – edifício mais alto do mundo –, o prédio ganhou fama não só pelo design, mas também pela promessa de incorporar em sua estrutura tecnologias digitais de ponta. Entre elas, estão paredes próprias para projeções de realidade virtual, banheiros com sensores para medir indicadores de saúde – temperatura, peso e pressão – e sistemas que adaptam automaticamente o som e a luz ao humor dos moradores.

Law, o arquiteto que o desenhou, é um entusiasta da mistura de aço, concreto e vidro a novos materiais e tecnologias digitais que permitam oferecer aos moradores uma experiência mais interativa com os imóveis. O estilo de arquitetura que pratica é definido por ele como cybertecture.

Agora vai?
Esta é pelo menos a terceira vez que uma data para entrega do The Pad é anunciada à imprensa. O edifício foi lançado inicialmente em 2006. Com a crise financeira mundial de 2008, e o desaquecimento do mercado imobiliário de Dubai, o projeto foi interrompido. Só seria relançado cinco anos mais tarde, em 2013. Desde então, já foram divulgadas expectativas de conclusão para o início de 2017 e para fim de 2018. Em tempo: a julgar pelas fotos disponíveis, o prazo de entrega parece agora mais realista.

Video: Escola brasileira está na lista dos 20 melhores projetos de arquitetura do mundo

Royal Institute of British Architects (RIBA), instituição que concede um dos maiores prêmios de arquitetura do mundo, divulgou no último dia 9 de maio, os vencedores de suas duas categorias. Na primeira, o RIBA International Emerging Architect, o prêmio foi concedido ao escritório Aleph Zero, dos curitibanos Gustavo Utrabo e Pedro Duschenes, com projeto para escola da Fundação Bradesco em Formoso do Araguaia (TO). Na segunda, o RIBA Awards for International Excellence, 20 projetos internacionais são escolhidos como melhores novos prédios do mundo — e destacou novamente os brasileiros de Curitiba.

Segundo a instituição, os critérios para escolha dos laureados são rigorosos e incluem visitas dos membros do júri do RIBA e de arquitetos locais a todos os candidatos.

Em nota oficial, o Presidente do RIBA, Ben Derbyshire, explicou que os vencedores foram selecionados segundo sua ambição na arquitetura, simplicidade no design e excelência na execução. “[A categoria] é um testamento da amplitude e da qualidade da arquitetura sendo criada no mundo. Os 20 prédios vencedores demonstram a importância e o longo alcance da contribuição que a arquitetura tem em nossas vidas diárias”, explica o presidente.

Confira os 20 vencedores:

Audain Art Museum, Patkau Architects, Canadá

Foto: James Dow

Onde: Whistler, Canadá

Uma galeria de arte concebida em uma série de blocos que formam uma ponte. Usando o clima e a região para construir o design, o Museu de Arte Audain explora a configuração da floresta local para integrar o projeto.

BBVA Bancomer Tower, LegoRogers, México

Foto: Lourdes Legorreta

Onde: Cidade do México, México

Uma sede sob medida para um banco internacional. O projeto do BBVA Bancomer Tower traz uma resposta elegante a um local complicado tanto em termos de urbanismo como no que se refere às complexidades que envolvem edifícios altos.

Buendner Kunstmuseum Chur, Barozzi Veiga, Suíça

Foto: Simon Menges

Onde: Chur, Switzerland

O prédio de uso cultural foi vencedor, em 2011, de uma competição para eleger o melhor projeto que ampliasse uma galeria de arte localizada em uma casa do sérculo 18, a “Villa Planta”. O Buendner Kunstmuseum Chur, com sua elegância e minimalismo, chama atenção no centro da pequena cidade.

Captain Kelly’s Cottage, John Wardle Architects, Austrália

Foto: Trevor Mein

Onde: Tasmânia, Austrália

Uma nova inserção em uma residência do século 19 localizada na ilha de Bruny. Finalizada, a obra oferece uma leitura contemporânea da arquitetura vernacular.

Central European University – Fase 1, O’Donnell + Tuomey, Hungria

Foto: Tams Bujnovszky

Onde: Budapeste, Hungria

Parte novo e parte retrofit, o centro educacional abriga dois dos quatro prédios do campus da universidade. O desenho do projeto é inspirado pelo contexto histórico da cidade e apresenta soluções com sensibilidade, usando características da arquitetura local.

Children Village, Rosenbaum + Aleph Zero, Brasil

Foto: Divulgação

Onde: Formoso do Araguaia (TO), Brasil

A escola que abriga 540 crianças na fazenda Canuanã, no Tocantins, foi projetada para que os alunos se sentissem acolhidos pelo ambiente em que moram, uma vez que ela funciona em regime de internato. Os arquitetos fizeram uma imersão na vida local, entrevistando as crianças e famílias da região, para então realizar o projeto. A escola utiliza técnicas e materiais que valorizam o local.

Lanka Learning Center, feat.collective, Sri Lanka

Foto: Barbara Better Vincent Heiland

Onde: Província Oriental, Sri Lanka

O pentágono que abriga um centro educacional é o primeiro edifício construído em um contexto pós-tsunami e decorrentes iniciativas de baixo custo para reconstruir a região. Os recursos do prédio foram arrecadados por meio de doações. O projeto previa promover oportunidades, educação e segurança para seus estudantes.

M4 Metro Line Budapest, FŐMTERV-PALATIUMUVATERV Consortium with Budapesti Építőművészet Műhely, Gelesz és Lenzsér, Puhl és Dajka, sporaarchitects, VPI Studio, Hungria

Foto: Tams Bujnovszky

Onde: Budapeste, Hungria

A nova estação dez do metrô é notável por suas realizações técnicas e por oferecer uma estrutura completa e eficiente em igual medida.

Mount Herzl Memorial Hall,  Kimmel Eshkolot Architects in collaboration with Kalush Chechick architects, Israel

Foto: Amit Geron

Onde: Israel

O memorial Monte Herzl Hall foi construído na entrada para o Cemitério Nacional de Israel. Como uma grande caverna, ele tem na abertura central, que inunda de luz o espaço, criando uma atmosfera calma e pacífica, um de seus destaques.

Musée d’arts de Nantes, Stanton Williams, França

Foto: Nick Hufton

Onde: Nantes, França

A elegante alteração proporcionada pelo edifício do Museu de Artes de Nantes é destacada pelo prêmio, assim como a mescla do velho e do novo que ele proporciona.

Museum Voorlinden, Kraaijvanger Architects, Holanda

Foto: Christian Richters

Onde: Wassenaar, Holanda

O novo museu de arte contemporânea tem no telhado seu principal destaque. Formado por 115 mil tubos de alumínio inclinados, ele permite que uma “cascata” de luz invada os espaços da galeria.

Sancaklar Mosque, EAA-Emre Arolat Architecture, Turquia

Foto: Cemal Emden

Onde: Istambul, Turquia

A Mesquita Sancaklar foi construída por meio de um financiamento privado nos arredores de Istambul. Apresenta design contemporâneo e interior que faz referência às convenções litúrgicas.

Stavros Niarchos Foundation Cultural Center, Renzo Piano Building Workshop & Betaplan, Grécia

Foto: Michel Denanc

Onde: Atenas, Grécia

O projeto reúne a Casa de Ópera, Livraria Nacional e parque em um projeto formal e dramático. Outro destaque é o “telhado flutuante”, que deve se tornar um novo marco na paisagem de Atenas.

Studio Dwelling at Rajagiriya Palinda Kannangara Architects, Sri Lanka

Foto: Sebastian Posingis

Onde: Colombo, Sri Lanka

Construído em quatro pavimentos, o Studio Dwelling at Rajagiriya abriga um estúdio de arquitetura e residência em uma engenhosa “caixa trabalhada”, como detalha o RIBA.

Tatsumi Apartment House, Hiroyuki Ito Architects, Japão

Foto: Makoto Yhoshida

Onde: Tóquio, Japão

O Tatsumi Apartment House traz uma resposta direta às necessidades de uma
população rápida e dinâmica por meio de uma lógica convincente para o uso
de um espaço limitado que promove conforto e calma.

The Ancient Church of Vilanova de la Barca, AleaOlea architecture & landscape, Espanha

Foto: Adrià Goula

Onde: Vilanova de la Barca e Lleida, Espanha

A paróquia datada do século 13, que foi parcialmente danificada durante a Guerra Civil Espanhola, foi reconstruída e ganhou vida nova como uma instalação comunitária para fins sociais e culturais.

Toho Gakuen School of Music, NIKKEN SEKKEI, Japão

Foto: Harunori Noda

Onde: Tóquio, Japão

Com espaços de ensino independentes, inteligentes e com tratamento acústico, o edifício mantém a ordem e a formalidade ao mesmo tempo em que permite a improvisação e sua adaptação por parte dos alunos.

University of Amsterdam Allford Hall Monaghan Morris, Reino Unido

Foto: Tim Soar

Onde: Amsterdã, Holanda

Dois edifícios do centro de Amsterdã foram reformados para seu novo uso para a universidade. Próximo ao canal, o projeto é ousado às vezes reservado, criando novas vistas e caminhos dentro do edifício e ao redor do espaço.

Floresta vertical, Boeri Studio, Itália

Foto: Giovanni Nardi

Onde: Milão, Itália

Combinando a biodiversidade com a agitada vida urbana, o Bosco Verticale cria seu próprio microclima e contribui com a qualidade do ar por meio de um paisagismo atraente e marcante.

Xiao Jing Wan University Foster + Partners, China

Foto: Nigel Young

Onde: Shenzhen, China

Com 55 mil m², o projeto do campus baseia-se fortemente no tijolo, material local, e faz dele sua estrela. De acordo com o júri do prêmio, o material foi utilizado de forma engenhosa não apenas no que se refere à forma, mas também ao efeito visual que gera.

Empresários da construção avaliam efeitos da greve de caminhoneiros

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A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que o setor da construção tenha perdido mais de R$ 5 bilhões durante os dias de paralisação dos caminhoneiros nas estradas brasileiras. Segundo a entidade, a expectativa é de que o setor ainda leve de duas a três semanas para retomar suas atividades normais.

Em Santa Catarina, o Observatório da Indústria Catarinense afirma que 56% das empresas da indústria e construção foram afetadas diretamente com o movimento. Desse número, cerca de 41% estimam que terão até 10% do faturamento mensal afetado e outras 22% estimam que o prejuízo será superior a 30%. A pesquisa também mostra paralisação de 52% das obras do setor da construção e idem no número de empresas que se queixam de falta de cimento, concreto ou argamassa.

Na Região Norte, o Pará também sofre com o abastecimento nas obras. O estado não possui um polo industrial capaz de produzir internamente os insumos, e, portanto, depende da entrega de materiais pela via rodoviária. Com isso, “o desabastecimento é generalizado”, comenta Alex Dias Carvalho, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA). Alex Carvalho defende a normalidade para o setor que já vem de uma sequência de dificuldades: “nós não temos força suficiente para aguentar mais solavancos”.

Assim como os caminhoneiros, as empresas da construção civil – sobretudo do setor de infraestrutura –também estão sofrendo os impactos da política de preços da Petrobras. Na última semana, a CBIC e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) se reuniram para discutir soluções para as consecutivas altas de preços nos materiais asfálticos, cuja produção no País é um monopólio da estatal.

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