Desabamentos alertam para estrutura de imóveis e prefeitura promove blitz

Os recentes casos de desabamentos – queda do telhado de uma escola infantil de Agudos e o incêndio e desmoronamento de edifício em São Paulo – acenderam alerta para as condições estruturais de imóveis instalados em Bauru. Tanto que a Defesa Civil da cidade iniciou uma blitz para inspecionar, inicialmente, cinco escolas: quatro municipais e uma estadual. O pedido de inspeção partiu das próprias instituições, uma vez que existe a preocupação em tomar medidas preventivas com objetivo de evitar acidentes. Além das unidades escolares, contudo, a prefeitura deve estender a operação a outros imóveis alvos de interdições já feitas anteriormente e que, portanto, ainda inspiram cautela.
Malavolta Jr.
Sidnei Rodrigues: “Sempre quando tem alguma tragédia ou acidente igual o que ocorreu em Agudos e em São Paulo, com grande destaque na mídia, aumenta a quantidade de solicitações”
Coordenador da Defesa Civil local, Sidnei Rodrigues destaca que o número de pedidos de vistorias aumentou depois dos desabamentos. Ele revela que, em menos de duas semanas, o órgão recebeu cinco demandas, todas de escolas de Bauru, sendo que o comum para este período de tempo é de, em média, duas solicitações. “Sempre quando tem alguma tragédia ou acidente igual o que ocorreu em Agudos e em São Paulo, com grande destaque na mídia, aumenta a quantidade de requerimentos de inspeções em imóveis, pois os casos acabam gerando um alerta. Não é comum receber pedido de cinco instituições em menos de 15 dias, como aconteceu”, frisa. A Escola Municipal de Educação Infantil Integrada (Emeii) Wilson Monteiro Bonato, localizada no Jardim Europa, é uma das unidades que solicitaram vistoria da Defesa Civil, cuja avaliação se deu na última quarta-feira (2). Segundo Rodrigues, foi preciso interditar trecho onde houve infiltração em duas lajes que compõem um dos corredores do prédio. “Houve uma corrosão da armadura dessas estruturas e, portanto, não está tendo impermeabilização”, explica o coordenador. Secretária municipal de Educação, Isabel Miziara disse à reportagem que iria entrar em contato com os engenheiros do órgão para discutir o que deve ser feito no local. Ela reforça que a interdição não comprometeu as aulas. MAIS IMÓVEIS As outras quatro unidades escolares serão vistoriadas nos próximos dias, bem como alguns imóveis que representam riscos de acidentes. Entre eles, o prédio que pertence ao INSS, localizado na primeira quadra da rua Presidente Kennedy. Conforme o JC noticiou, está sendo elaborado estudo técnico sobre a viabilidade de demolição do imóvel, que, após desocupação em 2009, passou a servir como abrigo e local de uso de drogas, além de atos de depredações. Outro alvo de nova inspeção será o prédio abandonado na quadra 15 da rua Vivaldo Guimarães, Jardim Nasralla, próximo ao Bosque da Comunidade, fato também noticiado pelo Jornal da Cidade. Deteriorada após as obras serem paralisadas há mais de 20 anos, a construção de sete andares foi responsável por um acidente durante a forte chuva de 24 de janeiro deste ano. OFÍCIO Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) informou que não houve registro de demandas referentes a inspeções de imóveis. Já o Corpo de Bombeiros deve enviar, a partir desta semana, ofício em caráter de alerta para a prefeitura local e de cidades da região, solicitando a verificação dos prédios municipais.
Samantha Ciuffa
Tenente Eduardo de Souza Costa diz que bombeiros solicitarão que as prefeituras verifiquem os prédios municipais
“Trata-se de uma ação periódica, realizada ao menos duas vezes por ano. É um reforço do que já enviamos às prefeituras no começo deste ano e que iremos encaminhar novamente até dezembro”, destaca o tenente dos bombeiros Eduardo de Souza Costa. ‘Pente-fino’ em prédios tombados A Polícia Civil está apertando o cerco a imóveis tombados na cidade. “Estou agendado com a minha equipe uma data para fazermos um ‘pente-fino’ nos prédios tombados de Bauru ainda neste mês. Inclusive, o caso de São Paulo reforçou o que eu venho falando: é necessário fazer essas vistorias para evitar tragédias”, informa o titular da Delegacia do Meio Ambiente e do 3.º Distrito Policial, Dinair José da Silva. Inclusive, em novembro passado, um inquérito foi instaurado para apurar as responsabilidades sobre o suposto abandono do Hotel Milanez, um dos mais famosos pontos históricos do município, em plena região central de Bauru. Sobre este caso, o delegado informa que o inquérito está para ser concluído e relatado ao Judiciário. Indústrias e usinas fiscalizadas Gerente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea), região de Bauru, Paulo Eduardo de Grava disse que a entidade realizou uma blitz nas regiões de Bauru, Marília e Ourinhos, de 26 a 30 de abril, com foco em área ambiental. Ao todo, 166 estabelecimentos, sendo 48 somente na região de Bauru, foram fiscalizados. As principais irregularidades encontradas são a falta de registro de profissionais junto ao Crea-SP (50 pessoas) e falta de registro da empresa junto ao Conselho (108). “Os estabelecimentos fiscalizados foram principalmente usinas de açúcar e álcool, hidroelétricas, mineradoras, grandes produtores agrícolas, indústrias, produtores, entre outros. As fiscalizações seguem cronograma periódico”, explica Grava.
Nacho Doce/Reuters
Na madrugada da última terça-feira (1), após incêndio, um edifício de 24 andares desabou no Largo do Paissandu, no Centro de SP; bombeiros seguem até o momento trabalhando no local
 

Atividade na construção civil reduz queda em março, diz CNI

A atividade na construção civil reduziu o ritmo de queda em março, conforme a Sondagem da Indústria da Construção Civil divulgada nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador relativo à atividade no setor foi de 47,1 pontos no terceiro mês de 2018, depois de ficar em 46,2 pontos em fevereiro. Em março de 2017, se situou em 44,5 pontos. Os resultados variam de zero a 100 pontos, sendo que leituras abaixo de 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior. O indicador de número de empregados teve um movimento semelhante, passando de 44,1 pontos em fevereiro para 45,4 pontos um mês depois. No terceiro mês de 2017, o indicador estava em 41,7 pontos. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) permaneceu em 57% em março, mesmo patamar observado em fevereiro. No terceiro mês do ano passado, correspondeu a 56%. O índice de atividade em relação ao usual para o mês foi de 35,7 pontos em março deste ano, ante 36,1 pontos em fevereiro. Já em março de 2017, esse indicador foi de 29,1 pontos.

Trabalho na construção civil é um dos mais rentáveis nos EUA

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Uma das coisas que os Estados Unidos e o Brasil têm em comum é a mentalidade de que somente frequentando uma faculdade cara é possível melhorar a situação financeira da família e ter um futuro melhor. No entanto, nos Estados Unidos a área de construção civil paga bem, se você comparar dólar com real. E a melhor parte é que você não precisa gastar horrores com uma faculdade ou um curso profissionalizante. Recentemente, a National Public Radio (NPR) publicou uma reportagem sobre o assunto. Na cidade de Seattle, na costa oeste dos Estados Unidos por exemplo, há uma grande demanda de profissionais na área de edificação metálica – um técnico responsável pelas estruturas metálicas em um edifício -.  A reportagem conta a história de Morgan, um rapaz de 20 anos, que desistiu de frequentar a faculdade para fazer um curso técnico na área de construção civil. Morgan confirmou que ganha $28.36 dólares por hora (R$96,4 reais), o que chegaria a pouco mais de $50 mil dólares por ano (ou seja R$170 mil reais por ano). Os bons salários nesta área em algumas regiões dos Estados Unidos são reflexos da falta de mão de obra no ‘’serviço pesado’’.  Um contraste com o que ocorre nas vagas que exigem curso superior. O número de estudantes a procura por cursos de graduação aumenta todo ano, enquanto o preço da hora trabalhada diminui. O efeito reverso do investimento – excesso de mão de obra qualificada. Uma pesquisa da Associação de Mestres de Obras mostrou que 70% das companhias na área de construção civil nos Estados Unidos têm problemas para preencher as vagas. No estado de Washington, por exemplo, o problema é grave, cerca de 80% das empresas estão em apuros. Algumas chegam a contatar as escolas técnicas a procura de alunos que queiram trabalhar. Em Washington há uma grande demanda para profissionais nas áreas de carpintaria, eletricista, encanador, torneiro mecânico entre outras. O salário médio anual chega a $54 mil dólares (cerca de R$180 mil). Cenário na Flórida Na Flórida, os números não são diferentes. A área de construção civil no Sunshine State representa 49.1% dos empregos disponíveis. A área de construção civil, saúde pública e saúde pessoal são as áreas que mais precisam de trabalhadores nos EUA. A expectativa é que a demanda aumente ainda mais até 2022, desde que a economia continue crescendo no mesmo ritmo. De acordo com o Departamento de Educação dos Estados Unidos a expectativa vai ter 68% mais vagas em cinco anos do que o número de pessoas treinadas para trabalhar. Vale lembrar que a maioria dos condados americanos possui pelo menos um centro de cursos técnicos. Por ser uma instituição pública, essas escolas técnicas cobram valores menores para quem é morador no condado. Aqueles alunos internacionais pagam mais. Entretanto, um curso técnico custa menos da metade de um curso de quatro anos em uma instituição também pública. Portanto, não perca tempo e coloque a mão na massa. Este site oferece algumas opções de cursos online em Broward, clique aqui.

Equipe de engenharia da UnB vence torneio de robótica nos EUA

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Uma equipe de alunos de engenharia da Universidade de Brasília (UnB) desbancou os donos da casa e garantiu o primeiro lugar em um torneio de robótica nos Estados Unidos, na categoria Balancer Race Robogames. Como o nome em inglês sugere, o desafio era fazer com que um robô, equilibrado apenas sobre duas rodas ou uma esfera, percorresse uma distância de 6 metros e terminasse o trajeto parado e de pé. Maior competição de robótica do mundo, a 14ª edição da Robogames aconteceu entre os dias 27 e 29 de abril na cidade de Pleaseton, cidade na Califórnia próxima a São Francisco. De acordo com o regulamento, os competidores podiam selecionar desafios adicionais, como passar por rampas e desviar de cones para melhorar a pontuação final.  
Luan Araújo, capitão da categoria de robôs de equilíbrio da Divisão de Robótica Inteligente (Droid), como se chama a equipe dos alunos da UnB, diz que já está com o planejamento de torneios traçado até 2019. “Vamos participar da Competição Latino Americana de Robótica (Larc) no Brasil, a RoboCup Open German na Alemanha e a RoboGames novamente, em 2019. Dessa vez, em mais categorias. Temos interesse em participar da Campus Party também, mas para expor, não para competir. Já estamos em contato com a organização”, diz Luan. A máquina vencedora do desafio “balancer” lembra uma mesa de canto futurista. O coração do sistema mora no topo do robô, onde foram colocadas as placas de circuito, processadores e baterias. Toda a estrutura está interligada por uma haste metálica ao eixo das rodas. A tecnologia usada é semelhante à que movimenta o mecanismo das impressoras 3D.
O processamento é feito por um microcomputador de baixo custo, de tamanho menor do que um cartão de crédito, responsável pelo controle de velocidade dos motores.
Durante o processo de confecção do projeto, cada componente foi testado em separado. “Quando já sabíamos as ligações que teríamos que fazer, projetamos e fabricamos as nossas placas, assim pudemos ter uma idéia do tamanho necessário para abrigar estas placas e construir a parte mecânica”, conta o capitão da Droid. O projeto inicial precisou sofrer algumas alterações em relação ao que foi apresentado na Califórnia. Diante da dificuldade da alterar a parte mecânica do robô, a equipe precisou alterar componentes eletrônicos e incluir um microchip programável na estrutura.

Os altos e baixos da Engenharia

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Numa conversa há alguns anos com um doutorando alemão, neto de brasileiro, o assunto era educação. Comentei que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao MEC, havia acabado de divulgar o Censo da Educação Superior de 2013 e apontava que, pela primeira vez, havia mais alunos matriculados em cursos de Engenharia no Brasil do que em Direito. Surpreso, ele perguntou:
O que vocês fazem com tantos advogados?
Nada contra a carreira do Direito, mas o espanto faz todo o sentido aos olhos de quem nasceu e cresceu num país reconhecido pela sua indústria e que foi reconstruído a partir dos escombros da Segunda Guerra Mundial.
A Engenharia é uma carreira fundamental para qualquer país fortalecer sua economia. Mas por aqui ela sofre com a má formação em Matemática dos alunos nos Ensinos Fundamental e Médio, que evitam os cursos de Ciências Exatas por esse motivo. Além disso, em vez de impulsionar o crescimento do País, é a carreira que acaba sendo impulsionada ou não pelos momentos em que a economia vai bem ou mal. Veja só, foi o crescimento econômico da última década que aqueceu a contratação de engenheiros, principalmente, com formação em Engenharia Civil para suprir a expansão da construção civil. Foi graças a esse boom de empregos que houve a virada. Ao avaliar dados do Censo da Educação Superior, do Inep, os analistas do Quero Bolsaconstataram que os cursos de Engenharia deixaram a terceira posição no ranking de matrículas no Ensino Superior, em 2010, para assumir o primeiro lugar em 2013. O pico de alunos matriculados foi atingido em 2015, quando, pela primeira vez, mais de 1 milhão de alunos cursaram Engenharia no Brasil.
Fonte: Quero Bolsa, com dados do Inep
Matriculados nas engenharias superaram os cursos de Administração e Direito, em 2012 e 2013, respectivamente
“A quantidade de engenheiros em formação dobrou em cinco anos. Não chegava a meio milhão em 2010. O crescimento econômico atraiu muita gente para a carreira. Agora, aguardamos os próximos dados do Censo para confirmar o quanto a crise, de fato, irá afetar a trajetória da oferta de vagas e das matrículas, uma vez que houve uma leve queda em 2016”, avalia Pedro Balerine, diretor de Inteligência do Quero Bolsa.
Os números levantados pelo Inep e analisados pela equipe do Quero Bolsa mostram que há no Brasil 4.193 cursos de Engenharia e 1,004 milhão de alunos matriculados (Censo 2016). No ano anterior havia menos cursos (3.848), mas o total de estudantes era maior (1,010 milhão).

Tendência

É fato que o mercado de trabalho absorve em diferentes funções quem tem formação em Engenharia. Além da indústria e da construção, o setor de serviços, em especial os bancos, é também um grande empregador daqueles que carregam nas mãos um diploma de engenharia. No time do Quero Bolsa há dezenas de engenheiros, muitos deles trabalhando em área que, inicialmente, ninguém diria que é lugar para eles, como no Desenvolvimento de Produto e Marketing. Apesar da alta empregabilidade, o próprio Quero Bolsa notou que vem diminuindo a procura por cursos de Engenharia. No site, Engenharia Civil, por exemplo, deixou de ser o terceiro curso mais buscado para ocupar agora a 12ª posição. A queda também foi sentida no curso de Arquitetura e Urbanismo, ambos ligados à construção.
Fonte: Panorama do Ensino Superior Privado do Brasil 2017 – Quero Bolsa
Cai a procura por cursos da ligados à construção civil

Concentração versus fragmentação

A Engenharia tem uma característica única. É a carreira com maior quantidade de habilitações possíveis, segundo o Censo da Educação Superior. São 141 opções, que vão do espaço (Engenharia Aeroespacial) às profundezas da terra (Engenharia Geológica).Nas faculdades brasileiras há, por exemplo, oito habilitações diferentes para quem escolhe fazer Engenharia Ambiental. Apesar da grande fragmentação, cinco carreiras da Engenharia concentram 75,7% dos alunos matriculados. Os 24,3% restantes se dividem nas demais 136 habilitações.
Fonte: Quero Bolsa com dados do Inep
Cinco carreiras concentram 75,7% dos alunos matriculados em Engenharia
Quando avaliados separadamente, os cursos de Engenharia CivilEngenharia de Produção e Engenharia Mecânica são os três com mais estudantes matriculados, mas só a Civil aparece entre os 10 cursos com mais alunos. Nesse caso, a lista passa a ser encabeçada por Direito, com 860 mil alunos.
Fonte: Quero Bolsa, com dados do Inep
Apenas a Engenharia Civil aparece entre os 10 cursos com mais alunos matriculados no Brasil

Mensalidades

Para quem quer cursar Engenharia, o Quero Bolsa apurou os preços médios dos cinco cursos de Engenharia com mais alunos em 10 capitais brasileiras. Rio de Janeiro, Porto Alegre* e Curitiba são as localidades com as mensalidades mais altas. Já Recife apresentou os menores valores médios. Por sua vez, a capital paulista figura entre as cidades mais baratas para realizar a graduação, devido à grande oferta de cursos. A análise foi feita com base nas mensalidades integrais (sem desconto) praticadas em 87 instituições que oferecem os cursos avaliados na cidades onde ocorreu o levantamento.
Fonte: Quero Bolsa
Entre as 10 capitais analisadas, Recife apresentou os menores preços médios de mensalidades em cursos de Engenharia

Mercado imobiliário se recupera e vendas de imóveis aumentam no início de 2018

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Após passar por momentos difíceis por conta da crise econômica que assolou o país, o mercado imobiliário entra no ano de 2018 com fortes expectativas. O setor vem se recuperando com a pretensão de tornar mais sólida a tendência da alta apresentada nos últimos meses de 2017. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), os quais foram calculados pela Fipe, da Universidade de São Paulo, que apontam que o número de residências vendidas entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018 teve alta de 22,2% e 12%, respectivamente. De acordo com as pesquisas, 82.902 residências foram lançadas ao mercado brasileiro no mesmo período. Na comparação, as vendas totalizaram 105.297 novos imóveis. O presidente da Abrainc afirma ser positiva a expectativa para a recuperação das vendas neste ano de 2018. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) mostra dados em relatório do ano de 2017, em que 23 regiões brasileiras encerraram o ano em plena recuperação, se comparado a 2016. O lançamento de novas moradias obteve um aumento de 5,2%, enquanto as vendas tiveram um crescimento de 9,4% relativo ao ano anterior. Indicadores imobiliários mostram o crescimento no mercado de vendas de imóveis residenciais Segundo a Cbic, o aumento das vendas no mercado imobiliário no primeiro trimestre desse ano se deu por conta da melhora da economia no país, taxas de juros mais baixas, inflação e uma leve recuperação do PIB (Produto Interno Bruto). O presidente da Abrainc disse que, no mês de janeiro, foram lançadas 3.414 residências, onde 22,1% delas são de alto e médio padrão e 76,8%, do programa Minha Casa, Minha Vida. O mês teve 8.412 imóveis vendidos, número acima da média mensal do primeiro trimestre de 2017, com 7.616 imóveis. Ele confirma que o índice de vendas poderia ser melhor, se não fossem as devoluções dos imóveis. Dessa forma, muitas dessas empresas fecharam as portas devido aos desacordos. Nos últimos 12 meses, foram contabilizados 34,1 mil distratos, o equivalente a 30,7% das vendas de novos lançamentos no mesmo período. Outro dado significativo para o mercado foi o aumento do financiamento imobiliário dos recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com R$ 3,84 bilhões em janeiro. Relacionando com o mês anterior, o aumento foi de 4,4%. Comparados a janeiro de 2017, o aumento foi de 23,7%. Caixa pretende investir em novos financiamentos habitacionais Para 2018, a Caixa possui um orçamento de R$ 82,1 bilhões para investimentos habitacionais no país. Ela pretende fazer o financiamento de 650 mil moradias para os próximos anos, tendo como meta principal o projeto Minha Casa, Minha Vida, quando R$ 58,8 bilhões sairão do Fundo de garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 12,7 bilhões do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A Construtora Planeta é uma empresa que está no mercado há 20 anos, e sua solidificação e estabelecimento se justifica pelo fato de sempre cumprir com tudo o que promete aos seus clientes, sendo especializada em empreendimentos imobiliários. Clientes que precisam contar com uma construtora em Sorocaba e, também com um condomínio horizontal, encontram tudo o que precisam na Construtora Planeta, sempre com alta qualidade e total transparência.

Construtora Coenza moderniza estratégia de Gestão com capacitação em ERP específico do setor

Sobre a Construtora

Fotos do Residencial Santorini
Referência em qualidade na região do Mato Grosso, a Construtora Coenza é oriunda da empresa Endres Engenharia, fundada no Rio Grande do Sul em 1994, e neste quase 25 anos de história a Coenza atua no ramo da Construção Civil Industrial e de Incorporações imobiliárias, atuando no estado do Mato Grosso desde 2004. De seu acervo técnico, constam cerca de 260.000 m² de área construída nas mais diversas áreas da Construção Civil. Em sua trajetória a Coenza tem projetado instalações e executado obras para projetos arquitetônicos de incorporações de Prédios Residenciais, Hospitais, Complexos Industriais, Centros Empresariais, Agencias Bancarias, Postos de Combustíveis, além de Obras de Terra como Barragens e estações de tratamento de Efluentes.

Desafios na Gestão

O grande desafio da Coenza era conseguir otimizar todos os processos internos da Construtora com uma ferramenta única de Gestão de Pessoas, Obras e Departamentos. Integrando todas as informações através de um sistema moderno e seguro. “Penso que inicialmente, pela eventual facilidade de utilização de ferramentas paralelas de lançamento e controle de dados, seja tentador utilizar ferramentas genéricas. Porém quando começamos a utilizar uma ferramenta mais complexa de base de dados como o sistema SIECON, notamos que sua utilização passou a ser de domínio de toda a empresa, de forma fácil. Com isso conseguimos integração imediata de todos os setores, minimizamos o tempo de trabalho, resultando em informações e dados muito mais confiáveis”, relata Adolfo Endres, Diretor da Construtora Coenza. A solução foi aderir a uma ferramenta única que auxiliasse em todos processos diários da Construtora. “Quanto mais funcionalidades do sistema SIECON colocamos em nossas rotinas diárias, mais verificamos o quão integradas estão entre si, e, se num primeiro momento exige atenção no lançamento dos dados, por outro lado confere extrema segurança nos relatórios e banco de dados”, comenta Adolfo. Segundo Endres, “Quanto utilizávamos ferramentas paralelas, em algum momento precisávamos do cruzamento das informações, e ai, sem um sistema que realizasse o cruzamento destes dados, perdia-se totalmente a confiabilidade no controle, pois isso só poderia ser feito manualmente”. Hoje o sistema SIECON é uma ferramenta imprescindível no gerenciamento de processos na Construtora COENZA, “A Solução integra todos os setores da empresa (Engenharia, Compras, Financeiro, RH e Incorporação), com respostas ágeis, muito confiáveis sendo, por isso, determinante em nossa gestão”, ressalta Endres.

ERP como um diferencial competitivo no Mercado

Reduzir custos, ganhar tempo e melhorar a produtividade são algumas das vantagens que as Empresas percebem ao implementar e utilizar um ERP (Enterprise Resource Planning, na sigla em inglês) que, traduzido ao pé da letra, significa Planejamento dos Recursos da Empresa. E no caso da indústria da Contrução Civil, que demanda cada vez mais necessidades específicas do setor, é fundamental que o sistema ERP tenha aderência ao segmento. “É extremamente importante aderir a um ERP específico para Construtoras, tentando ser prático te diria sem medo de errar que é um diferencial para nós no Mercado, utilizar o SIECON. Analisando o aspecto econômico (objetivo principal para se manter no mercado competitivo de hoje), é uma ferramenta muito rápida para processamento dos dados da COENZA, permitindo agir com confiança nos orçamentos e promoção de eventual correção de rumos de forma rápida e precisa, imprescindível nos dias de hoje.” “Trabalhando em um nível mais profundo no Sistema, ele permite a criação de um banco de dados, especificamente nos custos unitários de serviços privativos da empresa, criando uma fonte particular de custos que reflete exatamente a atuação da empresa. O que possibilita orçar empreendimentos num nível quase crítico de preços, de forma muito confiável.” “Existem diversos ângulos de análise para se atestar os diferenciais de um Software de gestão, porém o pilar da economia que o ERP proporciona é com certeza um dos mais importantes.”

Capacitação na Ferramenta

Tão importante quanto um bom sistema para a gestão da empresa, é a definição dos processos e a correta capacitação de todos os usuários na ferramenta. “Quando resolvemos encarar um treinamento geral, em todos os setores da empresa, tivemos um suporte presencial que considero um marco e divisor de águas em nosso gerenciamento e na utilização das ferramentas do sistema como um todo. A presença de um profissional extremamente qualificado, preparado e com habilidade para transmitir conhecimentos, associada a um diagnóstico preliminar de como vínhamos sub utilizando o sistema, foi a base da mudança de todos os setores da empresa no que tange ao bom uso do sistema.” complementa Adolfo Endres, Diretor da Construtora Coenza.

Você indicaria o SIECON para outras Construtoras?

“Seguramente sim, eu teria antes o cuidado de preparar a equipe para ser treinada, aboliria ferramentas paralelas de controle (que considero uma armadilha que nós preparamos para nós mesmos). Feito isso, não tenho temor em dizer que dificilmente encontraria uma ferramenta com tamanha quantidade de recursos, integração verdadeira entre todos os departamentos da empresa, com um nível de relatórios muito amplo e que permite muita agilidade e confiança, como o SIECON”, indica Endres.

Venda de imóveis cresce 10% nos primeiros meses de 2018, aponta pesquisa

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O número de venda de imóveis aumentou 10% nos dois primeiros meses do ano em 2018, segundo uma pesquisa feita pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Senai Nacional.

Donos de imobiliárias de Itapetininga (SP) e região já comemoram o crescimento e afirmam que a expectativa é de que as vendas continuem aumentando durante ano.

Segundo o proprietário de uma imobiliária na cidade, João Rodrigues Duarte, esse crescimento ocorreu porque foram criadas modalidades de financiamentos.

João ressalta que uma das facilidades é devido ao ‘Minha Casa, Minha Vida’, que oferece condições de pagamento e taxas de juros de acordo com a renda da família.

“Antes quando alguém procurava um imóvel para comprar tinha que ter no mínimo 50% do preço do imóvel. Agora não. Com 20% do valor já é possivel fazer um financiamento”, explica.
Facilidade de financiamento ajudou no aumento de vendas de imóveis em Itapetininga, afirmam empresários (Foto: Reprodução/TV TEM)

Facilidade de financiamento ajudou no aumento de vendas de imóveis em Itapetininga, afirmam empresários (Foto: Reprodução/TV TEM)

Perfil

O corretor Sandro Claudio explica que a maioria dos compradores é de classe média e que busca um imóvel padrão. Com isso, cresceu a procura por apartamentos.

“Eles buscam imóveis com dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro, mas que principalmente caiba em sua renda. Muitas vezes eles veem em buscam de uma casa, mas em geral acabam comprando apartamentos devido às facilidades de pagamento da entrada, já que as construtoras acabam parcelando o pagamento”, afirma.

Sonho realizado

A gerente comercial Daniela Aparecia Braga, por exemplo, conta que não esperava que realizar o sonho da casa própria seria tão fácil.

“Dei uma entrada de aproximadamente R$ 13 mil, pois tinha de FGTS e também já tinha um valor razoável para pagar a documentação da casa. Então, eu até fiquei assustada com a facilidade, porque acreditei que seria um bicho de sete cabeças. Quando tudo deu certo, foi um alívio”, conta.

Após perder espaço, Caixa diz que vai priorizar financiamento habitacional

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O novo presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, disse nesta segunda-feira (2) que existe um grande espaço para a expansão do crédito habitacional, uma vez que a carteira total não chega ao equivalente a 10% do produto interno bruto(PIB) brasileiro. Ele informou que a instituição tem este ano 82 bilhões de reais para financiar imóveis, o mesmo montante do ano passado. Mas, em 2017, a concessão de crédito precisou ser suplementada e chegou a 86 bilhões de reais. “O crédito habitacional é o grande gerador de emprego e renda”, disse ele, ao destacar ser essa a prioridade da Caixa. “Tenho o dever de dar continuidade ao trabalho de Gilberto Occhi e saber que a economia, para ter um desenvolvimento contínuo, tem de gerar emprego e renda.” Ele disse ainda que o plano é seguir com a atuação nos programas de governo e expandir o crédito “de maneira responsável”. Nelson Souza tomou posse como presidente da Caixa em substituição a Gilberto Occhi, que assumiu o posto de ministro da Saúde. Até então, Souza era vice-presidente de habitação do banco. O novo presidente chega com a missão de recuperar o mercado perdido pelo banco para outras instituições. Hoje, a Caixa tem 65% dos financiamentos imobiliários do país, mas os desembolsos mensais têm sido superados pelos concorrentes. Em janeiro, último dado disponível pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o Santander liderou o ranking de financiamento para a aquisição de imóveis com recursos da poupança, seguido, por Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa e Banco do Brasil. Um dos motivos para essa perda de liderança no desembolso mensal é que a Caixa é o único banco entre os cinco principais do país – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander — a manter taxa de financiamento acima de 10%. A instituição garante que já estuda a diminuição da taxa de juros do financiamento imobiliário com recursos da poupança. A previsão é que o anúncio das novas taxas seja feito nas próximas semanas pelo banco. O volume de crédito destinado ao financiamento de imóveis com dinheiro da poupança caiu pela metade no último ano, na comparação com 2014, antes da crise econômica e quando esses recursos atingiram patamar recorde.

Este é um bom momento para realizar o sonho da casa própria

Este é o momento para comprar a casa própria? Sim. Para o professor da Fundação Getúlio Vargas, Alberto Ajzental, a economia a longo prazo está mais estável, com taxas de juros menores e inflação sob controle. Outra vantagem está no valor dos imóveis, que não estão tão elevados. Os preços também não devem disparar nos próximos anos. “As pessoas estão mais seguras com relação ao emprego e mais confiantes para investir. Claro, o mercado hoje é um 1/3 do que era há 5 anos. De 2011 a 2013 a política econômica favorecia o crédito farto, mesmo tentando contra as estatais e pressionando a inflação, uma situação que não se sustentava”, explica Ajzental. Com o cenário mais equilibrado, embora as taxas de desemprego ainda sejam altas, o consumidor está mais seguro e confiante para investir. Mas antes de dar o primeiro passo é preciso avaliar as contas. O primeiro passo para comprar a casa própria é olhar para si, verificar se existe estabilidade de emprego e de renda, afinal, o investimento é alto e os financiamentos todos são a longo prazo. “É importante observar que a pessoa comprometerá uma parcela de sua renda por pelo menos 25 anos de sua vida. Precisa saber se tem condições para isso.” Telêmaco Genovesi Jr. consultor da Horus GGR, o ideal que não seja comprometido mais que 20% da renda com as prestações do financiamento. “No máximo, para não correr riscos, comprometa 25% do salário líquido nas parcelas”, diz. “Também vale observar o valor do aluguel e o valor das prestações, se forem muito próximos, a compra de um imóvel é um bom negócio. ” Pagar um aluguel baixo e juntar dinheiro para comprar um imóvel é interessante? Não, não é. Para o professor da FGV, a pessoa acaba se descapitalizando ao pagar o aluguel. “É muito mais interessante juntar um valor para a entrada e financiar o restante por 25 ou 30 anos com juros baixos.”
“Temos uma oferta grande de imóveis com boas oportunidades. Para o investimento pessoal, este é o momento para comprar”, observa Genovesi.
E para quem já tem um imóvel financiado o ideal é amortizar a dívida e, se possível, até quitar o financiamento. Vale a pena investir em imóveis? Com a Selic, a taxa básica de juros, baixa os investimentos em renda fixa ficam menos atraentes. “Hoje investir em imóvel para ter retorno do aluguel não é tão ruim se comparado a outros investimentos, mas é preciso ter consciência que o imóvel pode ficar vazio e o gasto com IPTU e condomínio fica por conta do proprietário”, pondera Ajzental. Para quem precisa do dinheiro a curto prazo, o imóvel não é um bom investimento. “A liquidez é baixa, para vender é mais difícil em um momento de crise”, diz Daniela Casabona, Assessora de Investimentos da FB Wealth. Outro aspecto é a influência da economia, muitos imóveis vazios, os preços dos alugueis caem, aí vale a lei da oferta e da procura. Genovesi aposta nos fundos imobiliários, que oferecem uma boa diversificação de imóveis. “Há oferta de cotas de fundos que detêm edifício comerciais, shoppings entre outros empreendimentos. Não é preciso lidar diretamente com inquilinos, o administrador cuida disso.” O risco de vacância, de imóveis desocupados é menor. Só é preciso observar a taxa de administração, que é muito variável.