Construtora lança residenciais com energia solar

Energia limpa, contribuição para o meio ambiente e também alívio para o orçamento familiar. A adoção de sistemas de geração de energia solar para uso doméstico, com a instalação de placas fotovoltaicas, passa a ser, pouco a pouco, mais acessível aos consumidores. Em Cuiabá, a MRV Engenharia inova ao trazer a tecnologia para clientes do segmento econômico, com o atrativo de uma estimativa de redução de cerca de 30% no valor da taxa mensal de condomínio. A construtora lança na Capital mato-grossense dois novos empreendimentos: o Chapada dos Colibris, no Recanto dos Pássaros, e o Chapada Boulevard, na Avenida Beira Rio, próximo aos maiores polos universitários da região. Os novos condomínios se somam a outros dois em construção que também já contarão com a tecnologia inovadora em produção de energia limpa e renovável. Juntos, serão mais de 1.500 apartamentos a serem entregues em Cuiabá com o diferencial em infraestrutura. As unidades individuais de geração produzirão energia elétrica autonomamente, a ser utilizada pelos futuros moradores dos condomínios residenciais, sobretudo para o rateio de despesas da área comum. Com isso, iluminação do estacionamento, portão eletrônico, portaria, bomba da piscina, salão de festas, itens que pesam no consumo de energia elétrica e nas despesas, ganharão como aliada uma farta matéria-prima aqui da nossa região: o caloroso “solão” mato-grossense. A sustentabilidade também se faz presente nas comunidades das quais os novos residenciais farão parte. Serão investidos mais de R$ 3 milhões em obras de infraestrutura e paisagismo no entorno dos empreendimentos, beneficiando a sinalização de trânsito, o plantio de árvores, a construção de abrigos de ônibus, recuperação de calçada, entre outras benfeitorias com reflexos para a coletividade. Esses condomínios oferecem apartamentos com padrão de dois quartos, funcionais e aptos ao enquadramento no programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Nos próximos cinco anos, todos os novos condomínios da construtora serão lançados com o sistema de energia solar, iniciativa que está na matriz de sustentabilidade. Para isso, a empresa deverá investir R$ 800 milhões no período, em empreendimentos em diferentes localidades do país.
Inovação – A primeira usina solar num condomínio de imóveis econômicos já começa a funcionar no Parque Chapada da Costa, na Rodovia Emanuel Pinheiro, sentido Chapada-Cuiabá. O empreendimento cujas obras seguem em fase de acabamento é o segundo da bandeira MRV no Brasil a receber a instalação de placas fotovoltaicas. O início das operações se dá com a instalação de medidores pela concessionária de energia elétrica do Estado. Com a mensuração do insumo produzido, a energia elétrica é disponibilizada ao chamado Sistema Interligado Nacional (SIN), gerando créditos de energia aptos à compensação na fatura mensal paga pelo consumidor. Outro condomínio recentemente lançado em Cuiabá, o Chapada das Oliveiras, na região da Morada do Ouro, também terá placas de energia fotovoltaica e outras iniciativas sustentáveis estendidas ao mercado de imóveis econômicos. Disponibilização de bicicletas compartilhadas (algo inédito no segmento habitacional econômico em Cuiabá e Várzea Grande), sistema de segurança completo e tomadas USB instaladas nos apartamentos também estão no mix de inovações nesse nicho da construção civil.

Construtora abandona canteiro de obras de 4 estações e aumenta atraso do Monotrilho em SP

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As obras de acabamento de quatro estações da Linha 15 – Prata do Monotrilho, que deveriam ter sido entregues em setembro, estão paradas em São Paulo. A situação representa um desânimo total para os moradores da região de São Mateus, na Zona Leste, que há seis anos esperam pela chegada do transporte sobre trilhos.

Um trecho, com estações que foram abertas ao público em abril,inaugurado com 6 anos de atraso, ainda opera parcialmente, com horário reduzido.

Em outro trecho, as obras de algumas estações foram abandonadas pela construtora. As estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, que deveriam ter sido entregues no fim de setembro, estão com obras de acabamento e, nos canteiros, só há lixo, peças de escada rolantes e entulho.

Em alguns pontos, como perto do terminal Sapopemba, a obra ainda atrapalha o trânsito e os pedestres.

Embaixo da futura estação São Mateus tem resto de obra, uma montanha de terra, material de construção e acabamentos de calçada, em um local aberto, onde qualquer um pode entrar e sair.

A empresa responsável é a Azevedo e Travassos, que que tem dois contratos com o governo do estado, em um total de R$ 100 milhões. Com o abandono das obras, o Metrô não descarta o fim do contrato.

Obras de estações do Monotrilho estão paradas — Foto: TV Globo/reproduçãoObras de estações do Monotrilho estão paradas — Foto: TV Globo/reprodução

Obras de estações do Monotrilho estão paradas — Foto: TV Globo/reprodução

A Linha-15 Prata começou a ser construída em 2009 e está seis anos atrasada. O projeto era para ligar a Vila Prudente até Cidade Tiradentes, e ficar pronta até 2012.

Só em 2014, as primeiras duas estações ficaram prontas. Dois anos depois, o Metrô anunciou que o projeto iria encolher 13km, perdeu 8 estações e o ponto final passaria a ser São Mateus.

Em abril de 2018, mais quatros estações foram abertas: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstoi e Vila União, que até hoje funcionam em horário reduzido.

Para os moradores da Zona Leste, o monotrilho ainda é um sonho, mesmo que distante.

Restos de obras em estações do monotrilho — Foto: TV Globo/reproduçãoRestos de obras em estações do monotrilho — Foto: TV Globo/reprodução

Restos de obras em estações do monotrilho — Foto: TV Globo/reprodução

Imobiliárias investem na assinatura digital para contratos de aluguel

Rio – Incorporadoras e imobiliárias estão investindo cada vez mais em um procedimento de locação feito exclusivamente pela internet. Com o novo formato de assinatura, o futuro inquilino pode fechar o negócio a qualquer hora e em qualquer lugar, sem ter a necessidade de idas ao cartório. O processo pode ser feito pelo computador ou pelo smartphone. Durante o processo, o futuro locatário recebe um documento para confirmar as cláusulas e dados do contrato de locação e confirmação da assinatura.

O QuintoAndar, por exemplo, começou a operar já no ambiente online. Assim que a proposta é aceita pelo proprietário e o inquilino passa pela análise de crédito, a empresa gera o contrato, que é encaminhado para as partes envolvidas na negociação. Uma vez assinado, o contrato é fechado. “É um caminho sem volta, com a tecnologia facilitando e simplificando processos antes burocráticos”, explica André Penha, cofundador da empresa.

Mas esse novo modelo de negócio também atingiu em cheio as empresas tradicionais do setor. Desde o ano passado, contratos de aluguel firmados pela Administradora Renascença podem ser feitos apenas pela internet. Para Alexandre Parente, vice-presidente administrativo da empresa, o novo formato desburocratiza as negociações. “Dependendo do caso, a locação é validada em até 12 horas, além de não ter custo para os clientes”, explica.

A imobiliária Sawala também está investindo nesse cenário. “Já é uma realidade. Os clientes podem fazer o processo de forma gratuita”, afirma Antonio Augusto Gonçalves, gerente jurídico da Sawala Imobiliária.

Mesmo com as mudanças nas administradoras, o consumidor ainda pode optar pela assinatura convencional. Nesse formato, é preciso reconhecer o documento em cartório. Entretanto, os custos costumam ser mais elevados.

Mercado imobiliário se prepara para o cohousing

O cohousing vem atraindo os olhares de brasileiros que buscam envelhecer com qualidade de vida, autonomia e conexões sociais. Este modelo de moradia é um tipo de comunidade em que um grupo de pessoas tem a intenção de planejar uma vida em conjunto. Para concretizar este projeto abrangente e complexo, é necessário o envolvimento de uma equipe de profissionais multidisciplinar capacitada para conduzir o processo com o grupo e a concepção do empreendimento. Pensando em preparar o mercado brasileiro para atender à demanda que começa a surgir, a Universidade Secovi, em parceria com a Free Aging, oferece de 19 a 21 de outubro o curso Planejamento e Implantação de Cohousing. A iniciativa será ministrada pela arquiteta norte-americana Laura Fitch, especializada em cohousing na Dinamarca e com larga experiência em projetos de cohousings nos EUA, sendo residente de um, o Pioneer Valley, há mais de 20 anos. Como montar um cohousing – Das reuniões iniciais com os primeiros interessados, começa-se a formar o grupo, que vai atraindo amigos dos fundadores. Só a partir de muitas reuniões, onde os participantes do grupo vão se conhecendo e delineando como e onde querem morar, quais espaços comuns e que atividades querem ter no cohousing, é que se parte para o projeto de implantação: a concretização dos desejos dos participantes. O processo normalmente é longo, podendo levar de dois a três anos ou mais. “Para ter êxito, é recomendável que seja conduzido por um profissional como mediador. Seu papel é essencial e pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso”, explica Edgar Werblowsky, da FreeAging, dedicada a criar e planejar soluções para um envelhecimento com qualidade de vida, parceira da UniSecovi. O trabalho desse profissional é gerenciar os processos de decisões do grupo. Ele tanto pode ser um arquiteto com experiência em negociação, como um mediador familiarizado com técnicas de governança, como sociocracia ou governança dinâmica, por exemplo.

Empresas do Paraná se destacam em ranking das 500 Grandes da Construção

Duas empresas ponta-grossenses figuram no ranking “Engenharia Brasileira 2018: 500 Grandes da Construção”. A Ponta Grossa Ambiental (PGA), prestadora de serviços de limpeza urbana da cidade de Ponta Grossa, conquistou a 27ª posição do ranking nacional de Serviços Especiais de Engenharia. Já a Zero Resíduos, empresa de soluções ambientais, alcançou a 38ª colocação entre as empresas brasileiras. Ambas pertencem ao Grupo Philus, um dos principais grupos paranaenses do setor. A classificação é feita pelo newsletter digital Investimentos & Obras, da Revista OE, que acompanha há mais de três anos, iniciativas do setor privado envolvendo investimentos em infraestrutura de saneamento básico, transportes e energia, além da indústria do petróleo e de serviços. Para concorrer, os empreendimentos devem ter uma visão de mercado a médio prazo com demanda de população de mais de 200 mil pessoas. O resultado foi comemorado pelo diretor do Grupo Philus, Vitor Borsato. “Essa classificação é fruto de investimentos frequentes em tecnologia, desenvolvimento de equipe e a execução de um trabalho de qualidade nos serviços prestados”, afirma. No Paraná, a PGA ocupa o 3º lugar no ranking e a Zero Resíduos a 5º colocação. Crescimento O Grupo investiu nos últimos 12 meses mais de R$ 10 milhões em aperfeiçoamento tecnológico, estrutura, equipamentos e melhorias de eficiência na gestão e gerenciamento de resíduos nas cidades em que atua. Considerado um dos principais grupos empresariais do setor no Paraná, tem forte atuação em Ponta Grossa, demais cidades dos Campos Gerais, além de Londrina e litoral.

Trinta e dois mil estudantes paulistas trancaram curso de engenharia no último ano.

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O Brasil forma menos engenheiros do que realmente precisa para se desenvolver. A afirmação está no estudo “Ensino de engenharia: fortalecimento e modernização”, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que faz parte de uma série de propostas para os candidatos à presidência da República. Muito disso se deve ao fato de existirem altas taxas de evasão dos cursos, ou seja, muitos estudantes desistem no meio do caminho. Ano passado, em São Paulo, 82,5 mil pessoas se matricularam e iniciaram um curso de Engenharia em uma das universidades locais. Porém, no mesmo ano, mais de 32 mil alunos trancaram o curso, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A especialista em educação de engenharia Maria de Fátima Souza tem acompanhado o ensino em engenharia há mais de 20 anos. Ela entende que é necessário melhorar os formatos, principalmente, adaptar disciplinas. “Existe um problema grave que desmotiva os alunos e que talvez seja a razão dessas taxas altíssimas de evasão, que é o fato da disciplina de cálculo ser levada mais ensinando procedimentos para a resolução de problemas, do que necessariamente entendendo como você aplica o conceito”, explica a professora. Maria de Fátima defende que é necessário reavaliar o modo como os professores de engenharia ensinam em sala de aula. Para ela, é importante ter profissionais de outras áreas, como pedagogos e psicólogos que auxiliem os professores a tornarem as aulas mais práticas e dinâmicas. A recomendação não vale só para São Paulo – é uma necessidade nacional. O país precisa de mais engenheiros e que são bem preparados, porque de acordo com a CNI, para cada 10 mil habitantes brasileiros, apenas 4,8 são graduados em engenharia. Enquanto em países mais desenvolvidos como Coreia, Rússia, Finlândia e Áustria contavam com mais de 20 engenheiros para o mesmo número de pessoas. A diretora de inovação da CNI e superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Gianna Sagazio, ex plica que o mundo tem mudado de forma muito acelerada, e por isso, é importante preparar bem futuros engenheiros para que eles acompanhem o ritmo da indústria.“Se a gente não tiver engenheiros e engenheiras preparados para os impactos dessa revolução digital, não conseguiremos ser competitivos e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.” Além dos índices baixos de estudantes que concluem o curso de engenharia, os cursos também não foram tão bem avaliados. Em 2016, 1.538 cursos foram avaliados. Destes, o Inep informou que cerca de 60% atingiram apenas a nota mínima satisfatória, e 15% ficaram abaixo desse valor.

Um novo chamado para startups da construção civil

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A construção civil ainda é considerada um setor que caminha a passos lentos para implementar a inovação em seus processos produtivos no Brasil. Porém, muitas empresas da área já voltam os seus olhos para um mercado que tem muito espaço para expandir e, além de melhorar os processos do setor, gerar muitas oportunidades de negócios. Com foco nisso, a Vedacit, empresa do segmento de impermeabalização, escolheu a capital pernambucana para lançar o seu programa de aceleração de startups. O Vedacit Labs vai abrir o processo de seleção agora em setembro, selecionar cinco iniciativas em dezembro para começar o ciclo de aceleração em março do próximo ano. Cada startup vai receber um aporte de R$ 100 mil. A primeira experiência da Vedacit com a aceleração de startups aconteceu no ano passado, quando duas iniciativas receberam o aporte da empresa juntamente com outras marcas do setor. Foi quando surgiu a ideia de a marca de impermeabilização ter o seu próprio programa de aceleração. O lançamento do Vedacit Labs aconteceu durante o evento Construtalk Recife, realizado na semana passada com o objetivo de fomentar a inovação na construção civil. “Escolhemos Pernambuco por ser um mercado importante para nós e também porque o Recife tem um celeiro tecnológico grande, com o Porto Digital e o Cesar, inclusive oferecendo condições de oferecer boas soluções. Inclusive, esperamos que tenha um selecionado daqui”, afirma Luis Fernando Guggenberger, gerente de Inovação e Sustentabilidade da Vedacit. O Vedacit Labs faz parte da aposta da empresa na inovação e o objetivo é abrir uma chamada por ano. Além disso, a estimativa é que o braço de inovação cresça e entre 2019 e 2020 tenha o seu próprio fundo de investimentos. “Somos uma empresa 100% brasileira e temos que apostar na inovação nacional. Somos um povo criativo e precisamos canalizar os esforços para ter um modelo de negócios. Tudo isso é poderoso para a transformação do país”, conta o gerente. As expectativas são positivas. “Vamos ouvir as dores das construtoras e levar as soluções através das startups. Nós ajudamos o setor e geramos negócios. Vamos ganhar um percentual, mas se a iniciativa levar meu produto também ganha”. Além do aporte financeiro, o programa de aceleração vai oferecer seis meses de residência no WeWork em São Paulo, local onde já está a área de inovação da Vedacit e cinco meses de aceleração em parceria com a Liga Ventures. O chamado será voltado para duas áreas. Uma será a digital, que vai desde sensores até plataforma de capacitação de pedreiros, faça você mesmo e indicação de profissionais, por exemplo. A segunda tem foco mais voltado para a área de atuação da Vedacit, a impermeabilização, como sistemas de reuso de água, serviços para impermeabilizar habitações na baixa renda e para a melhoria dos processos construtivos nesta etapa. Oportunidades de negócios com a inovação para quem deseja empreender Estimativas dão conta que existem cerca de 250 startups no Brasil voltadas para diversos segmentos da construção civil. E as Construtalks, que são eventos itinerantes e realizados em vários estados brasileiros, servem para fomentar a inovação no setor. No Recife, o evento reuniu desde empreendedores até jovens que buscam uma oportunidade para empreender. A iniciativa serve tanto para o lado das construtoras, que podem melhorar os seus processos construtivos e reduzir custos, como para quem deseja ter um produto inovador e ganhar seu dinheiro. Um ponto positivo foi a presença de jovens que desejam empreender. “O setor é carente de muita coisa ainda, como a baixa produtividade, e é uma área que sofre com essa maneira antiga de produzir, ainda que tenha melhorado nos últimos 10 anos. Se por um lado tem as dificuldades do setor, por outro existe um campo muito grande para inovar e ganhar dinheiro”, explica Thiago Melo, vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE). Para ele, o evento foi importante neste aspecto porque mostrou várias possibilidades de geração de negócio. “O maior problema de 70% das startups que morreram é que o fundador delas desenvolveu algo com base na intuição dele. Quando lançou a iniciativa, o mercado não achou aquilo uma grande ideia porque não estava resolvendo o problema do setor. Portanto esses eventos como o Construtalk servem para quem deseja empreender saber se sua ideia vai resolver as dores do setor. E foi possível ouvir as tendências”, acrescenta. Outro lado que também se beneficiou foi o das construtoras, já que elas tiveram espaço para ver novidades para implementar em suas obras. “Os debates foram muito bons. Conversamos sobre o Bim, que está no Brasil há 10 anos, mas agora o setor está conseguindo despertar para ele. Foram mostradas propostas de incentivo do governo do estado para as startups. O Porto Digital explicou em que pode apoiar as iniciativas”, resume. Além disso, teve a apresentação do programa Plataforma Integrada de Geração de Startups (PIGS), do Sebrae junto com o Cesar, que também vai selecionar startups para ajudar a resolver problemas do setor.

Retomada da construção civil fica para 2019

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Além da recuperação muito lenta da economia, a incerteza crescente quanto aos rumos da sucessão presidencial é outro fator decisivo para reduzir as possibilidades de retomada clara do segmento de construção civil em 2018. É longo o prazo de maturação do investimento no setor, o que afeta o investimento privado, ao mesmo tempo que o setor público dispõe de poucos recursos para aplicar em infraestrutura. As perspectivas para o semestre em curso são de estagnação, não se afastando o risco de que o PIB da construção civil recue pelo quinto ano consecutivo. No primeiro semestre, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que reúne 20 empresas de grande porte, foram vendidas 41.202 unidades, mais 28,5% em relação a igual período de 2017. Mas, em junho, as vendas de imóveis novos avançaram apenas 3,3% em relação a junho de 2017, lideradas por imóveis enquadrados no Programa Minha Casa, Minha Vida, que registrou elevação de vendas de 25%. Nas mesmas bases de comparação, houve recuo de 16% na comercialização de imóveis de médio e alto padrão.
A Sondagem da Construção da Fundação Getúlio Vargas e do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre) mostrou que a confiança das empresas do setor caiu 1,6 ponto entre julho e agosto, em contraste com a alta de 1,7 ponto registrada entre junho e julho. O indicador de expectativas retrocedeu para os níveis de agosto de 2017, resultado que “sugere uma piora mais definitiva do cenário de retomada vislumbrado anteriormente pelas empresas de construção”, segundo a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre.
As empresas estão mais preocupadas com os negócios de curto prazo, pois falta demanda e as tendências são negativas. As contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a construção civil caiu 2,1% em 2014, recuou 9% em 2015, perdeu 5,6% em 2016 e cedeu 5% em 2017. Está prevista nova queda em 2018, embora em porcentual menor. A retomada muito fraca se reflete no emprego, que caiu 2,5% entre os segundos trimestres de 2017 e de 2018. A abertura de 10 mil postos formais no setor em julho, indicada pelo Ministério do Trabalho, foi apenas um alívio, sem que se alterem as perspectivas.

Governo arrecada R$ 92,4 milhões com venda de imóveis

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O governo federal arrecadou R$ 92,4 milhões com a venda de 16 imóveis neste ano. O resultado parcial, pois os dados são até agosto, representa quase o dobro do valor levantado no ano passado com a alienação de 26 estruturas, registrado na casa de R$ 47,1 milhões. As informações são do Ministério do Planejamento. O aumento entre 2018 e 2017 foi de 96%. Em 2016, foram repassados 17 imóveis, com valor arrecadado de R$ 17,4 milhões. Entre 2016 e 2018, o aumento foi de mais de 500%. Ontem (29), três imóveis foram alienados em Brasília, em operação que rendeu R$ 67 milhões. Alugueis O Executivo ocupa atualmente 8,500 imóveis em todo o país. E aluga 2,900 como forma de alocar secretarias, órgãos e outras estruturas que não encontram espaço nas estruturas existentes. Se o montante obtido no ano passado foi de R$ 47,1 milhões com a venda de imóveis, os gastos com aluguel, em 2017, chegaram a R$ 1,4 bilhão, quase 30 vezes mais. Economia O recurso da venda de imóveis é direcionado ao caixa geral do Executivo, contribuindo, direta ou indiretamente, para o pagamento dos alugueis. Segundo o Ministério do Planejamento, exisatem outras medidas para diminuir as despesas com a locação dessas estruturas. Entre 2017 e 2016, a economia foi de R$ 150 milhões, informou à Agência Brasil o secretário de Patrimônio da União, Sidrack Correia. A meta é chegar a uma economia de 30% a 40% neste ano. O ministério também começou a realizar permutas. O governo anuncia a demanda por uma estrutura para alocar um órgão ou um determinado quantitativo de equipes. Em troca, oferta terrenos ou prédios. Ao receber as propostas, a Caixa Econômica Federal avalia os bens em questão. Com base nisso, o governo pode, ou não, fechar um acordo com o proponente. Até o momento, foi realizada uma permuta, no centro de Brasília. Um terreno pertencente ao Executivo foi repassado ao Banco do Brasil, que incluiu no negócio um prédio na mesma região e estruturas no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Campo Grande. Segundo Sidrack Correia, a permuta foi uma alternativa frente à falta de recursos do governo federal para a construção de estruturas em seus terrenos ou reforma daqueles sem condições de uso atualmente. Além do BB, foram alocadas equipes de outros órgãos, como a Polícia Rodoviária Federal, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como vai mais de um órgão, tem redução da manutenção, da vigilância, de energia, de o sistema condominial. “Reduz a parte de custeio”, disse o secretário à Agência Brasil.

Dois A Engenharia firma parceria com gigante nacional

Visando ampliar sua área de atuação e obter participação em um mercado promissor, a Dois A Engenharia firmou parceria estratégica de trabalho com a Andrade Gutierrez Engenharia. A Dois A é uma empresa genuinamente potiguar, fundada pelo engenheiro Flávio Azevedo, que se destaca nacionalmente pelos excelentes resultados obtidos nas operações e construções das infraestruturas para a implantação de parques eólicos em diversas localidades do Brasil. A parceria é de trabalho, não envolve participações societárias e visa agregar ainda mais valor aos projetos das duas companhias. O acordo consolida a participação da Dois A no Norte e Nordeste e abre espaço para atuação em projetos localizados em toda a América Latina. O anuncio será feito durante o Brazil WindPower, maior evento da América Latina no setor de energia eólica, que será realizado entre os dias 7 e 9 de agosto, no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro. A parceria da AG com a Dois A é técnica e por demanda visando a criação e a apresentação de projetos, tanto na área de engenharia civil, quanto na área de engenharia elétrica, somando o amplo conhecimento que as companhias possuem em seus campos de atuação. Pelo desenho da estratégia, a Dois A vai compartilhar sua expertise na execução de obras que atendem a geração de energias renováveis e sustentáveis. A AG compartilhará experiência em projetos de infraestrutura eletromecânica, como redes de média tensão, linhas de transmissão e subestação. A Dois A foi criada há 50 anos com o propósito de desenvolver projetos inovadores e obras de infraestrutura. A empresa, formada por experientes profissionais, está modernizando o mercado de construções de torres eólicas. Ela se fortaleceu com investimentos em equipamento, tecnologia, valorização de capital humano, programas de qualidade, gestão, capacitação profissional e se destaca pela capacidade de produzir estudos para racionalização, orçamento, planejamento e execução, tornando os projetos bem mais competitivos. A Andrade Gutierrez, com seus 70 anos de atuação, possui larga experiência e conhecimento na construção de obras civis e montagem eletromecânica no Brasil e no mundo, e vem se destacando na construção de linhas de transmissão e subestação, contendo uma presença em áreas de grande potencial eólico e solar. Podendo assim agregar sua qualificação e capilaridade para a recente parceria. Juntas, a Dois A e AG visam a ofertar aos clientes produtos e serviços que atendam com qualidade e preço o mercado promissor de energias renováveis incluindo, mas não se limitando, a Eólica e Solar.