Brasil investe R$ 79 bilhões em modernização portuária e hidroviária
Maranhão, Bahia e Pará concentram maior número de obras paralisadas no Brasil; confira ranking completo
Confira a situação de outras unidades da federação
O levantamento do TCU também mostra o cenário em relação às obras paralisadas por setor. Os empreendimentos voltados para a área da saúde são os que mais se destacam, com um total de 4.580. Já em relação aos relacionados à Educação Básica, o número de obras paralisadas chega a 4.094. Em seguida está o setor de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, com 1.243 empreendimentos paralisados. Na avaliação do especialista em direito da construção, contratos de construção e processos licitatórios, Rafael Marinangelo, esse tipo de situação é causado, sobretudo, por questões relacionadas à atuação da própria da gestão pública, assim como por conta de problemas técnicos que surgem no curso da execução dos contratos. Segundo ele, a falta dessas instalações provoca impacto diretamente à população, pois prejudica acesso a serviços essenciais. “As obras paralisadas tendem a se degradar com o tempo. Você tem também a questão de que, com o decurso do tempo, os custos para execução da obra tendem a aumentar. Do ponto de vista social, o impacto é que você não tem aquele benefício que a obra geraria. Então você iria fazer um viaduto que iria melhorar o trânsito, você faria um hospital que iria abrigar uma quantidade maior de pessoas que necessitam de serviços hospitalares, e você não tem”, destaca. De acordo com o tribunal, entre os empreendimentos com obras paralisadas estão:Sustentabilidade: Projetos que visam preservação ambiental podem contar com linhas de crédito oferecidas pelo BASA
Apoio à agricultara familiar
Em relação ao investimento na atividade do campo, as ofertas de crédito atendem ao que estabelece o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), por exemplo. Para ter acesso às vantagens dessa iniciativa, a família precisa desenvolver um plano ou projeto e apresentá-lo ao gerente de relacionamento. De acordo com o BASA, tanto os prazos como as taxas disponíveis apresentam especificidades, levando em conta as várias atividades agrícolas e pecuárias. O chamado PRONAF A, por exemplo, visa fomentar famílias agricultoras que pretendem ampliar ou modernizar ou próprio negócio, com aumento da renda para a própria família e para a região. Nesse caso, as taxas de juros são de 0,5% ao ano e até 10 anos para pagar. Energia verde: linha de crédito do BASA estimula produção de energia renovável e apoio a práticas sustentáveis no agro BASA: linhas de microcrédito estimulam pequenos negócios na região amazônica AMABIO: BASA atua em programa que deve mobilizar 1 bi de euros em investimentos na Amazônia “As linhas verdes do FNO são direcionadas a produtores rurais que implementam práticas sustentáveis em suas atividades. Essas linhas financiam projetos que promovem boas práticas no campo, como a mitigação da emissão de gases do efeito estufa, a adaptação às mudanças climáticas, como, por exemplo, as linhas voltadas à promoção da agricultura de baixo carbono, sistemas agroflorestais, dentre outros”, complementa Samara Farias. Vale lembrar que o BASA também atua com a linha FNO Amazônia Rural Verde, que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento sustentável, por meio da recuperação e conservação da biodiversidade, com incentivo ao uso de técnicas agroflorestais, assim como a projetos agropecuários sustentáveis. O investimento conta com prazo de até 15 anos, com 8 de carência. As taxas de juros são a partir de 4,18% ao ano.Infraestrutura
O Banco da Amazônia também disponibiliza linhas de crédito para projetos de infraestrutura. Esses financiamentos são voltados para áreas como saneamento básico, geração de energia renovável, gestão de resíduos sólidos, logística sustentável, entre outras. Segundo a gerente de Desenvolvimento Sustentável do BASA, o objetivo é apoiar o desenvolvimento de uma infraestrutura que contribua para a sustentabilidade ambiental e o crédito econômico da região. “Ao financiar projetos que adotam tecnologias limpas e eficientes, o Banco promove a competitividade dos setores produtivos, gera emprego e renda e fortalece a economia regional de maneira sustentável”, pontua Samara Farias. BASA disponibiliza crédito para empresas com projetos voltados à implementação de Energia Verde BASA estima aplicar R$ 10 bi em crédito para projetos sustentáveis nos próximos 4 anos BASA apresenta na COP29 iniciativas para fomentar atividades da agricultura familiar e do pequeno empreendedor Os projetos que forem considerados adequados dentro desse propósito poderão ter prazos de até 24 anos, com 8 de carência. Ao longo de 2024, o Banco investiu R$ 1,6 bilhões em projetos de infraestrutura na Amazônia. Além desses setores, o Banco da Amazônia atua com outras linhas de créditos voltadas à promoção da sustentabilidade. Entre elas está o financiamento aos empreendimentos da saúde, educação e inovação no FNO Empresarial Verde. Nessa linha, o investimento tem prazo de até 17 anos, com até 4 de carência. No caso de capital de giro, o prazo é de até 36 meses, com carência de até 12 meses. Fonte: Brasil 61Financiamento imobiliário dispara, bate recorde e projeta alta de 34% para o ano
O Japão e a incrível Engenharia Anti-Sísmica (terremoto)
O terremoto e o tsunami, ocorridos em 11 de março de 2015 no Japão, provocaram danos avaliados em R$ 333 bilhões. O valor corresponde à destruição da infraestrutura, casas e imóveis comerciais do nordeste do Japão, devastado por um terremoto de magnitude 9 e um tsunami que deixaram 23 mil mortos ou desaparecidos.
Graças ao código de construção, um dos melhores do planeta, que, ressaltando a importância do “smart design” e de medidas preventivas, pode ter salvo milhões de vidas. Sendo considerado o país melhor preparado para um terremoto, ao longo dos anos o Japão tem investido bilhões de dólares desenvolvendo novas tecnologias que ajudem seus cidadãos e infraestruturas contra abalos e tsunamis. As altas tecnologias de engenharia civil desenvolvidas há anos pelos japoneses para minimizar os prejuízos e mortes causados pelos desastres naturais são os motivos pelos quais muitos prédios continuam de pé no Japão, que é considerado o país melhor preparado para um terremoto. Os prédios são concebidos como um elemento dinâmico, já que estarão sempre sujeito a movimentos em qualquer direção.
Nos prédios são instalados amortecedores eletrônicos, que podem ser controlados à distância. Em prédios mais simples são usados amortecedores de molas que funcionam de um jeito parecido à suspensão de veículos. Os engenheiros também colocam um material especial para amortecer as junções entre as colunas, a laje e as estruturas de aço que compõe cada andar. Esse material ajuda a dissipar a energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas, assim o prédio não esmaga os andares intermediários.

Todos os andares possuem, além de paredes de concreto, uma estrutura de aço interna, que ajuda a suportar o peso do prédio.Esses amortecedores absorvem grande parte do impacto provocado pelos tremores. Assim probabilidade do edifício sofrer rachaduras ou abalos estruturais diminui.

O custo para tecnologia anti-sísmica não é das mais baratas, pelo contrário, custam muito caro mas não tão caro quanto reconstruir estruturas completamente abaladas pelo terremoto. O valor torna-se imensuravelmente mais barato quando se trata de salvar vidas.



O vídeo mostra como os prédios são feitos para balançar, impedindo que caiam por causa do terremoto:
Embora os danos causados por terremotos e tsunamis ainda continuem ocorrendo de maneira assustadora, há aqueles que se preocupam em desenvolver e otimizar o modo de construir para que, num futuro próximo, superar desastres naturais e oferecer aos moradores de áreas afetadas como o Japão uma possível estabilidade construtiva.
1930: Construindo a Golden Gate Bridge – São Francisco, Califórnia

“Um monumento perpétuo que fará o nome dessa cidade circular pelo mundo e renovar a mágica fama que o Golden Gate desfrutou nos dias dos anos 49.”
– S.F. EXAMINER EDITORIAL, MARCH 24, 1925


Ondas fortes, redemoinhos, águas profundas, ventos forte e nevoeiro – engenheiros experientes argumentaram que tais condições significavam que a construção da Golden Gate era impossível ou proibidamente caro. Mas um engenheiro tomou uma posição diferente.
Joseph Strauss era um especialista em pontes levadiça sem experiência em projetos de grande escala, mesmo assim ele apresentou planos para uma ponte que poderia ser construída por 1/4 do valor geralmente aceito. Ele sugeriu que a ponte se pagaria com pedágio sozinha. Em dezembro de 1922, o projeto de Strauss foi prontamente aceito pelas autoridades da cidade.
Seis anos de ações legais se passaram lideradas pelas empresas de Ferry que tinham controle exclusivo dos transportes entre San Francisco e Marin Country. Essa era a sua força, mas também a sua queda. Em 1928, o congestionamento do tráfego nas docas de Ferry tinham se tornado incontroláveis. A batalha estava perdida.
A construção começou em 5 de janeiro de 1933. Strauss, extremamente consciente com a segurança, insistiu que todos os trabalhadores usassem capacetes óculos de proteção anti-reflexo, cordas de segurança e creme no rosto e nas mãos para proteger do vento. Eles ainda tiveram uma dieta especial para aliviar a tontura.

Mas o dispositivo de segurança mais óbvio foi a enorme rede instalada debaixo da ponte. Isso salvou a vida de 19 homens, que posteriormente formaram o clube “Halfway to Hell” (em tradução direta, “Metade do caminho para o inferno”). O clube tinha seu próprio papel timbrado, com um sorriso, reclinando o trabalhador em uma rede.

Nem todos tiveram a mesma sorte. Onze homens morreram durante a construção – dos quais, dez morreram em um único acidente, quando o pedaço do andaime em que estavam trabalhando caiu. Travado pela rede, o peso do andaime causou a falha do sistema de segurança.
A marinha dos Estados Unidos pressionou para que a ponte fosse pintada com listras pretas e amarelas para ajudar a visibilidade na neblina; a Companhia Área de Forças Armas, uma listra vermelha e branca. Quando as ferragens da ponte chegaram, tinham sido pintadas com uma cartilha vermelha para protegê-la da corrosão. O arquiteto consultor, Irving Morrow, adorou a cor e propôs que a ponte fosse pintada em um tom semelhante, escrevendo um relatório de 29 páginas explicando suas razões.
A ponte foi concluída antes do previsto e 1,3 milhões dólares abaixo do orçamento, quando abriu em 27 de maio de 1937. Ela tinha o maior vão principal por ponte suspensa do mundo, com 1.300 metros (4.200 pés) de recorde, ela resistiu por quase 30 anos.












– SAN FRANCISCO NEWSPAPER, 1937


J. STRAUSS NO DIA DA ABERTURA, 1937


Como é que a China conseguiu fazer recuar o Covid-19
O cenário é cada vez mais complicado em relação ao novo coronavírus no continente europeu. Itália e Espanha são neste momento os casos que mais preocupam as autoridades mas a situação é tão volátil que a qualquer momento os números podem disparar noutros países. Nesta quinta-feira, o número de infetados subiu para os 19 no Luxemburgo e para os 78 em Portugal aprofundando o debate na sociedade sobre a gestão política desta crise. No Grão-Ducado, quase um em cada dois residentes no Luxemburgo desconfia da estratégia do governo para enfrentar o novo coronavírus. Em Portugal, são muitas as críticas à decisão do executivo de António Costa de manter as escolas abertas.
Mas a China, onde surgiu o vírus COVID-19 que provocou 3196 mortos e 80793 infetados, registava esta quinta-feira apenas 15 novos casos de infeção, muito longe dos 15 mil novos casos que se anunciavam num dia como hoje há um mês. As taxas de contaminação no gigante asiático têm diminuído gradualmente nas últimas semanas e, neste momento, apenas permanece um último foco na província de Hubei onde tudo surgiu. Com a regressão dos casos ativos, 11 dos 14 hospitais temporários que foram construídos na cidade de Wuhan em apenas dez dias para tratar pacientes com o novo coronavírus estão agora encerrados. Agora, a prioridade das autoridades chinesas é evitar a importação de casos do exterior do país à medida que a epidemia se estende pelo planeta.
China ajuda Itália
A batalha que se trava em Itália recebeu um inesperado aliado. Quando Roma pediu para ativar o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para o fornecimento de equipamentos médicos de proteção individual nenhum país respondeu ao apelo da Comissão Europeia. Foi a China que acudiu ao desespero das autoridades italianas com material e especialistas.
De acordo com a agência italiana ANSA, Pequim vai enviar mil ventiladores pulmonares, dois milhões de máscaras, entre elas, 100 mil de alta tecnologia, e uma equipa de médicos e outros materiais de saúde. Na terça-feira, o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Luigi Di Maio, manteve uma conversa com o seu homólogo chinês, Wang Yi, para discutir o assunto. Por sua vez, Yi expressou as mais profundas condolências em nome do seu país pela situação em Itália.
A batalha que mudou o curso da epidemia
Com uma das mais duras crises na história deste país desde a revolução em 1949, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não poupa elogios à atuação das autoridades chinesas perante o novo coronavírus. “A China mudou o curso do surto dentro do país. O que era um crescimento rápido, estabilizou e começou a descer mais depressa do que alguém pode esperar quando se observa a dinâmica natural neste tipo de situações. Centenas de milhares de casos foram evitados na China graças a esta intervenção agressiva”, afirmou na semana passada Bruce Aylward, chefe da missão de especialistas da OMS naquele país, de acordo com a SER.
O epidemiologista canadiano visitou várias cidades do país asiático para conhecer em primeira mão a evolução do surto e reconheceu que não tinha visto nada igual em 30 anos de carreira. “É o resultado da aplicação do que alguns consideram ser padrões antigos e básicos de saúde pública com um rigor de uma forma nunca antes vista na história. Basicamente o que eles têm feito é encontrar casos de contágio, isolá-los e aplicar limitações ao movimento”.
Depois de acompanhar de perto o combate ao surto, Bruce Aylward apontou categoricamente, segundo a SER, que o resto do mundo ainda “não está pronto” para conter a epidemia. O especialista da OMS mostrou-se positivo e pensa que ainda há tempo “se houver uma mudança de mentalidade sobre como vamos gerir a doença”. Para isso, incentiva a seguir os passos da China: “Quantos países têm planos para ter camas hospitalares, ventiladores, fornecimento de oxigénio, capacidade laboratorial”, questionou.
O facto é que, de acordo com o responsável da OMS, a China deu uma lição ao mundo e demonstrou que as dúvidas sobre a capacidade do gigante asiático em conter o surto eram infundadas. “A novidade e a nossa compreensão, em constante evolução, sobre a natureza deste coronavírus exige uma tremenda agilidade na nossa capacidade de nos adaptarmos rapidamente e de mudarmos a nossa preparação e a nossa planificação para dar resposta, como tem sido feito continuamente na China. É um feito extraordinário para um país de 1,4 mil milhões de pessoas”.
As cinco estratégias fundamentais para fazer recuar o vírus
De acordo com Bruce Aylward, são cinco as estratégias postas em práticas por Pequim que foram fundamentais para debelar o surto. Em primeiro lugar, as restrições impostas à maioria dos movimentos em Wuhan, o epicentro do surto. O encerramento de fábricas e o regresso faseado da produção é apontado como outra das medidas importantes. Investigar e intervir em cada foco ajudou a combater o alastramento do vírus assim como a construção de hospitais especializados na luta contra o Covid-19 a par de um acompanhamento científico “muito ágil”.
Num relatório sobre a China, a OMS elogiou “a notável rapidez com que cientistas chineses e especialistas em saúde pública isolaram o vírus causal e estabeleceram ferramentas de diagnóstico e determinaram parâmetros-chave de transmissão, bem como a rota de propagação e o período de incubação, fornecendo a base de evidências vitais para a estratégia da China e ganhando tempo inestimável para a resposta”.
O relatório também destaca a boa organização na execução de todo o protocolo. “As estruturas de resposta na China foram rapidamente implementadas de acordo com os planos de emergência existentes e alinhadas de cima para baixo. Isto foi repetido em todos os quatro níveis de governo: nacional, regional, distrital e local.
Europa só deve conter surto em junho
A Economist Intelligence Unit (EIU), ligada à revista The Economist, que realiza previsões, investigações e análises económicas, publicou as novas previsões em que projeta limites no tempo para a expansão do novo coronavírus. O relatório da EIU prevê que a China tenha o Covid-19 sob controlo até ao fim de março. Já o resto do hemisfério norte só vai conseguir controlar a doença no fim de junho. Para o hemisfério sul, a estimativa aponta para o fim de setembro. “Esperamos que o vírus ressurja como um vírus sazonal mas os governos estarão mais bem preparados para gerir o seu regresso”, acrescenta a publicação assinada por Fiona Mackie, diretora da consultora para a América Latina e Caribe.
Campinas: Construção civil fecha 2019 com 1.940 vagas criadas
O setor da construção civil voltou a gerar vagas na RMC (Região Metropolitana de Campinas) após seis anos de demissões. Levantamento feito pela Habicamp (Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região) aponta que o setor fechou 2019 com 1.940 vagas criadas interrompendo seis anos de quedas seguidas, iniciado em 2013.
No acumulado nos 12 meses do ano passado, somente Hortolândia (228), Paulínia (283) e Santo Antonio de Posse (15) fecharam no vermelho, com o número de demissões superando as contratações. Campinas foi a cidade que registrou o melhor saldo de janeiro a dezembro, com a abertura de 1.219 vagas.
DEZEMBRO
O levantamento é feito tendo como base os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, divulgados na última sexta-feira. Em dezembro do ano passado o setor da construção civil na região admitiu 1.154 pessoas e demitiu 1.868 trabalhadores, resultando no saldo negativo de 714 postos eliminados.
Dos 20 municípios que compõem a RMC, 13 tiveram saldo negativo de empregos, com destaque para Campinas (197 demissões), Indaiatuba (- 187) e Sumaré (-109). Seis fecharam o mês com saldo positivo e um Artur Nogueira com saldo zero. (Veja quadro abaixo).
EM DEZ ANOS
Ao longo dos últimos dez anos, quando o Brasil enfrentou uma forte recessão, que paralisou obras públicas e privadas, somente em quatro anos o setor registrou saldo positivo entre contratações e demissões: 2010 (3.664), 2011 (4.107), 2012 (898) e 2019 (1.940).
Entre 2013 e 2018, em meio à paralisia de obras públicas e a falta de lançamentos imobiliários, o setor mais demitiu que contratou, gerando um saldo negativo de 14.842 vagas diretas eliminadas.
Entre admissões e demissões no acumulado dos dez anos, o saldo foi de 4.233 postos de trabalhos fechados.
BALANÇO
O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, afirmou que o resultado é bastante positivo. “Assim como os outros setores, passamos por um longo período de recessão, resultando em paralisação do mercado, demissões em massa e queda na geração de renda e impostos”.
“Em 2019, com a estabilidade de volta, queda das taxas de juros e a retomada do crédito para financiamento imobiliário, os empresários voltaram a investir, lançar empreendimentos e, consequentemente, a gerar empregos em um setor que é vital para a economia”, afirma o executivo. “A cada vaga direta, a construção gera outras 4,5 indiretas, injetando dinheiro no mercado e fazendo a economia de vários setores, como materiais, eletroeletrônicos, financeiro e a própria indústria automobilística a andar”.
Para ele, as condições do mercado permitem projeções animadoras para os próximos anos. “O mercado voltou a crescer de forma sustentada em 2019. Para 2020 nossa expectativa, realista, é de um aumento de 2% no setor, embora este número possa ser superado dependendo do que acontecer no primeiro semestre”.
QUADRO POR CIDADES DEZEMBRO E ACUMULADO DE 2019
ACUMULADO DE 2019
Americana -> 66
Artur Nogueira-> 21
Campinas-> 1.219
Cosmópolis -> 166
Eng. Coelho-> 0
Holambra-> 10
Hortolândia-> – 228
Indaiatuba-> 98
Itatiba-> 337
Jaguariúna-> 25
Monte Mor->72
Morungaba-> 28
Nova Odessa->92
Paulínia-> – 283
Pedreira-> 252
Santa Bárbara-> 24
Santo A. Posse-> – 15
Sumaré-> 39
Valinhos-> 26
Vinhedo -> 81
Saldo -> 1.940
Queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento aquecem venda de imóveis
A queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento brasileiro têm incentivado a compra e a construção de imóveis no país.
Segundo os economistas, a diminuição da taxa Selic, que é o índice que o Governo Federal paga para quem compra títulos da dívida pública, pelo Banco Central aqueceu o mercado imobiliário.
Com isso, segundo a economista Naiara Fracaroli, quando a Selic cai, as outras taxas também tendem a diminuir por efeito cascata.

Mudanças no sistema de financiamento aquecem mercado de imóveis e a construção civil
Há alguns anos, a taxa estava com juros de 10% ao ano. Agora, a diminuição é uma estratégia do governo para aquecer o setor de construção e habitação, o que deixa o momento favorável para quem pretende comprar um imóvel.
“É uma excelente oportunidade por conta da redução dos juros, é um custo de financiamento menor”, garante a economista.
Por outro lado, Naiara explica que quem já tem contratos firmados com a taxa anterior que era mais alta, tem a chance de renegociar o financiamento ou pedir a portabilidade para outro banco que ofereça algum tipo de benefício.

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Juros mais baixos têm gerado a possibilidade de negociação e taxas menores — Foto: TV TEM/Reprodução
De acordo com o gestor comercial de uma empresa que comercializa apartamentos uma das explicações para a melhora no mercado imobiliário também está na política de financiamento habitacional.
A partir de agora, segundo ele, os clientes com renda mensal entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil estão conseguindo condições interessantes de financiamento. “Dentro da primeira semana que teve essa redução, a gente já conseguiu finalizar 88 contratos”, comemora Rafael Menezes.
Pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), por exemplo, é possível pleitear cálculos com juros de 6,5% ao ano. Antes, o índice para esta faixa de rendimento era de 9,5%.
Nessa modalidade de crédito, as instituições financeiras captam recursos por meio da poupança. Além disso, a correção não é feita pelo IPCA. Em síntese, o reajuste também tende a ser menor.

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Queda da taxa Selic beneficia mercado imobiliário e de construção civil — Foto: TV TEM/Reprodução
O designer gráfico André Mucheroni, por exemplo, optou pela compra de um apartamento em Bauru, em vez de pagar aluguel. O futuro morador conseguiu um financiamento em 260 meses, com parcelas de R$ 560.
“Seria praticamente o dinheiro de um aluguel, mas é um imóvel que eu estou adquirindo. Então é um dinheiro que estou guardando na verdade, além do principal que é ter um lugar para recomeçar minha vida”, se empolga André.
Construção civil

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Investidores também estão enxergando no setor imobiliário uma forma interessante de rendimento — Foto: TV TEM/Reprodução
O clima também está bom no setor de construção civil. Diretor regional de uma construtora de Bauru, Mauri Leite espera um aquecimento do setor, já que clientes com rendimento maior do que os contemplados por programas sociais podem conseguir financiamentos com taxas mais em conta.
A empresa de Mauri comercializa apartamentos com preços que variam de R$ 200 mil até R$ 1 milhão. Neste contexto, investidores também estão enxergando no setor imobiliário uma forma mais interessante de rendimento do que só as aplicações financeiras.
“Os investimentos hoje pré-fixados tem um rendimento menor e deslumbram no mercado imobiliário com ganho de valorização, ou trocar por renda de aluguéis, ou outro investimento”, completa o diretor.
Construção civil retoma o crescimento e espanta o desemprego
São Paulo – Um dos setores econômicos mais prejudicados pela crise nos últimos anos, o mercado imobiliário começa a despontar como a locomotiva da geração de empregos no país. A construção civil, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foi a atividade que mais contribuiu com a geração de janeiro a agosto deste ano.
No período, houve a criação de 593 mil empregos, sendo a construção civil responsável por 96,5 mil delas – pouco menos de 20% do total. Como referência, no mesmo período de 2018 houve a criação de 568 mil empregos e a construção civil contribuiu com 65,5 mil postos (12% das vagas totais). “O crescimento da construção civil passa tanto pelo setor informal quanto pelas construtoras”, afirmou Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP.
Um exemplo desse movimento é a MRV Engenharia, maior construtora de imóveis da América Latina. A empresa abriu, em agosto, 420 vagas de emprego em diversos cargos em todo o país para profissionais de vários níveis e áreas de formação – desde vendedores e consultores imobiliários até especialistas em segurança do trabalho.
“O mercado voltará a crescer porque é fundamental para economia como um todo”, disse o cofundador e presidente do Conselho de Administração da MRV, Rubens Menin, durante evento de celebração de 40 anos da companhia na última semana, em Belo Horizonte. “Os três maiores desafios do Brasil e do mundo são saúde, educação e moradia. Não existe desenvolvimento social sem a casa própria, que traz segurança e dignidade para as famílias”.
De fato, os indicadores mostram que, degrau por degrau, a atividade está subindo. Segundo levantamento do IBGE, a construção civil cresceu 2% no segundo trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, depois de cinco anos registrando quedas, ou 20 quedas consecutivas na comparação do mesmo intervalo.
Ainda de acordo com o instituto, o resultado ajudou a impulsionar o PIB brasileiro, que subiu 1% no trimestre quando comparado com 2018. Outro levantamento da consultoria Michael Page, feito a pedido da revista Exame, constatou que a procura por certos profissionais da área aumentou 300% nos nove primeiros meses deste ano ante o mesmo período anterior.
“O aquecimento está ligado à expectativa de mercado, principalmente com a baixa de juros e o cenário econômico mais favorável. O investimento na construção civil também teve uma retomada forte nos Estados Unidos, o que faz com que os investidores olhem para outros mercados, e no momento o mercado brasileiro tem atratividade maior”, disse Renato Trindade, gerente-executivo da Divisão de Operações de Propriedade e Construção da Michael Page. Para ele, os números refletem uma base baixa nos anos anteriores, mas ainda mostra uma retomada e um potencial grande de contratações para o próximo ano.
De acordo com a consultoria, as melhores oportunidades estão concentradas na região Sudeste, onde ficam as bases das maiores incorporadoras, especialmente São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já no restante do Brasil, Trindade acredita que a retomada ocorrerá em ritmo mais lento. “Não temos um boom de empregos, mas um aumento de oportunidades para profissionais mais qualificados. As empresas têm olhado mais para a eficiência, buscando o profissional multifuncional, que mais possa agregar ao cargo”, disse.


