Como é que a China conseguiu fazer recuar o Covid-19

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O cenário é cada vez mais complicado em relação ao novo coronavírus no continente europeu. Itália e Espanha são neste momento os casos que mais preocupam as autoridades mas a situação é tão volátil que a qualquer momento os números podem disparar noutros países. Nesta quinta-feira, o número de infetados subiu para os 19 no Luxemburgo e para os 78 em Portugal aprofundando o debate na sociedade sobre a gestão política desta crise. No Grão-Ducado, quase um em cada dois residentes no Luxemburgo desconfia da estratégia do governo para enfrentar o novo coronavírus. Em Portugal, são muitas as críticas à decisão do executivo de António Costa de manter as escolas abertas.

Mas a China, onde surgiu o vírus COVID-19 que provocou 3196 mortos e 80793 infetados, registava esta quinta-feira apenas 15 novos casos de infeção, muito longe dos 15 mil novos casos que se anunciavam num dia como hoje há um mês. As taxas de contaminação no gigante asiático têm diminuído gradualmente nas últimas semanas e, neste momento, apenas permanece um último foco na província de Hubei onde tudo surgiu. Com a regressão dos casos ativos, 11 dos 14 hospitais temporários que foram construídos na cidade de Wuhan em apenas dez dias para tratar pacientes com o novo coronavírus estão agora encerrados. Agora, a prioridade das autoridades chinesas é evitar a importação de casos do exterior do país à medida que a epidemia se estende pelo planeta.

China ajuda Itália

A batalha que se trava em Itália recebeu um inesperado aliado. Quando Roma pediu para ativar o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para o fornecimento de equipamentos médicos de proteção individual nenhum país respondeu ao apelo da Comissão Europeia. Foi a China que acudiu ao desespero das autoridades italianas com material e especialistas.

De acordo com a agência italiana ANSA, Pequim vai enviar mil ventiladores pulmonares, dois milhões de máscaras, entre elas, 100 mil de alta tecnologia, e uma equipa de médicos e outros materiais de saúde. Na terça-feira, o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Luigi Di Maio, manteve uma conversa com o seu homólogo chinês, Wang Yi, para discutir o assunto. Por sua vez, Yi expressou as mais profundas condolências em nome do seu país pela situação em Itália.

A batalha que mudou o curso da epidemia

Com uma das mais duras crises na história deste país desde a revolução em 1949, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não poupa elogios à atuação das autoridades chinesas perante o novo coronavírus. “A China mudou o curso do surto dentro do país. O que era um crescimento rápido, estabilizou e começou a descer mais depressa do que alguém pode esperar quando se observa a dinâmica natural neste tipo de situações. Centenas de milhares de casos foram evitados na China graças a esta intervenção agressiva”, afirmou na semana passada Bruce Aylward, chefe da missão de especialistas da OMS naquele país, de acordo com a SER.

O epidemiologista canadiano visitou várias cidades do país asiático para conhecer em primeira mão a evolução do surto e reconheceu que não tinha visto nada igual em 30 anos de carreira. “É o resultado da aplicação do que alguns consideram ser padrões antigos e básicos de saúde pública com um rigor de uma forma nunca antes vista na história. Basicamente o que eles têm feito é encontrar casos de contágio, isolá-los e aplicar limitações ao movimento”. 

Depois de acompanhar de perto o combate ao surto, Bruce Aylward apontou categoricamente, segundo a SER, que o resto do mundo ainda “não está pronto” para conter a epidemia. O especialista da OMS mostrou-se positivo e pensa que ainda há tempo “se houver uma mudança de mentalidade sobre como vamos gerir a doença”. Para isso, incentiva a seguir os passos da China: “Quantos países têm planos para ter camas hospitalares, ventiladores, fornecimento de oxigénio, capacidade laboratorial”, questionou.

O facto é que, de acordo com o responsável da OMS, a China deu uma lição ao mundo e demonstrou que as dúvidas sobre a capacidade do gigante asiático em conter o surto eram infundadas. “A novidade e a nossa compreensão, em constante evolução, sobre a natureza deste coronavírus exige uma tremenda agilidade na nossa capacidade de nos adaptarmos rapidamente e de mudarmos a nossa preparação e a nossa planificação para dar resposta, como tem sido feito continuamente na China. É um feito extraordinário para um país de 1,4 mil milhões de pessoas”.

As cinco estratégias fundamentais para fazer recuar o vírus

De acordo com Bruce Aylward, são cinco as estratégias postas em práticas por Pequim que foram fundamentais para debelar o surto. Em primeiro lugar, as restrições impostas à maioria dos movimentos em Wuhan, o epicentro do surto. O encerramento de fábricas e o regresso faseado da produção é apontado como outra das medidas importantes. Investigar e intervir em cada foco ajudou a combater o alastramento do vírus assim como a construção de hospitais especializados na luta contra o Covid-19 a par de um acompanhamento científico “muito ágil”.

Num relatório sobre a China, a OMS elogiou “a notável rapidez com que cientistas chineses e especialistas em saúde pública isolaram o vírus causal e estabeleceram ferramentas de diagnóstico e determinaram parâmetros-chave de transmissão, bem como a rota de propagação e o período de incubação, fornecendo a base de evidências vitais para a estratégia da China e ganhando tempo inestimável para a resposta”. 

O relatório também destaca a boa organização na execução de todo o protocolo. “As estruturas de resposta na China foram rapidamente implementadas de acordo com os planos de emergência existentes e alinhadas de cima para baixo. Isto foi repetido em todos os quatro níveis de governo: nacional, regional, distrital e local.

Europa só deve conter surto em junho

A Economist Intelligence Unit (EIU), ligada à revista The Economist, que realiza previsões, investigações e análises económicas, publicou as novas previsões em que projeta limites no tempo para a expansão do novo coronavírus. O relatório da EIU prevê que a China tenha o Covid-19 sob controlo até ao fim de março. Já o resto do hemisfério norte só vai conseguir controlar a doença no fim de junho. Para o hemisfério sul, a estimativa aponta para o fim de setembro. “Esperamos que o vírus ressurja como um vírus sazonal mas os governos estarão mais bem preparados para gerir o seu regresso”, acrescenta a publicação assinada por Fiona Mackie, diretora da consultora para a América Latina e Caribe.

Campinas: Construção civil fecha 2019 com 1.940 vagas criadas

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O setor da construção civil voltou a gerar vagas na RMC (Região Metropolitana de Campinas) após seis anos de demissões. Levantamento feito pela Habicamp (Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região) aponta que o setor fechou 2019 com 1.940 vagas criadas interrompendo seis anos de quedas seguidas, iniciado em 2013.

No acumulado nos 12 meses do ano passado, somente Hortolândia (228), Paulínia (283) e Santo Antonio de Posse (15) fecharam no vermelho, com o número de demissões superando as contratações. Campinas foi a cidade que registrou o melhor saldo de janeiro a dezembro, com a abertura de 1.219 vagas.  

DEZEMBRO

O levantamento é feito tendo como base os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, divulgados na última sexta-feira. Em dezembro do ano passado o setor da construção civil na região admitiu 1.154 pessoas e demitiu 1.868 trabalhadores, resultando no saldo negativo de 714 postos eliminados.  

Dos 20 municípios que compõem a RMC, 13 tiveram saldo negativo de empregos, com destaque para Campinas (197 demissões), Indaiatuba (- 187) e Sumaré (-109). Seis fecharam o mês com saldo positivo e um Artur Nogueira com saldo zero. (Veja quadro abaixo).  

EM DEZ ANOS  

Ao longo dos últimos dez anos, quando o Brasil enfrentou uma forte recessão, que paralisou obras públicas e privadas, somente em quatro anos o setor registrou saldo positivo entre contratações e demissões: 2010 (3.664), 2011 (4.107), 2012 (898) e 2019 (1.940).
Entre 2013 e 2018, em meio à paralisia de obras públicas e a falta de lançamentos imobiliários, o setor mais demitiu que contratou, gerando um saldo negativo de 14.842 vagas diretas eliminadas.  

Entre admissões e demissões no acumulado dos dez anos, o saldo foi de 4.233 postos de trabalhos fechados.  

BALANÇO

O presidente da Habicamp, Francisco de Oliveira Lima Filho, afirmou que o resultado é bastante positivo. “Assim como os outros setores, passamos por um longo período de recessão, resultando em paralisação do mercado, demissões em massa e queda na geração de renda e impostos”.  

“Em 2019, com a estabilidade de volta, queda das taxas de juros e a retomada do crédito para financiamento imobiliário, os empresários voltaram a investir, lançar empreendimentos e, consequentemente, a gerar empregos em um setor que é vital para a economia”, afirma o executivo. “A cada vaga direta, a construção gera outras 4,5 indiretas, injetando dinheiro no mercado e fazendo a economia de vários setores, como materiais, eletroeletrônicos, financeiro e a própria indústria automobilística a andar”.

Para ele, as condições do mercado permitem projeções animadoras para os próximos anos. “O mercado voltou a crescer de forma sustentada em 2019. Para 2020 nossa expectativa, realista, é de um aumento de 2% no setor, embora este número possa ser superado dependendo do que acontecer no primeiro semestre”.  

QUADRO POR CIDADES DEZEMBRO E ACUMULADO DE 2019
 
ACUMULADO DE 2019
 
Americana -> 66
Artur Nogueira-> 21
Campinas-> 1.219
Cosmópolis -> 166
Eng. Coelho-> 0 
Holambra-> 10
Hortolândia-> – 228
Indaiatuba-> 98
Itatiba-> 337
Jaguariúna-> 25
Monte Mor->72
Morungaba-> 28
Nova Odessa->92
Paulínia-> – 283
Pedreira-> 252
Santa Bárbara-> 24
Santo A. Posse-> – 15
Sumaré-> 39
Valinhos-> 26
Vinhedo -> 81
Saldo -> 1.940

Queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento aquecem venda de imóveis

A queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento brasileiro têm incentivado a compra e a construção de imóveis no país.

Segundo os economistas, a diminuição da taxa Selic, que é o índice que o Governo Federal paga para quem compra títulos da dívida pública, pelo Banco Central aqueceu o mercado imobiliário.

Com isso, segundo a economista Naiara Fracaroli, quando a Selic cai, as outras taxas também tendem a diminuir por efeito cascata.

Mudanças no sistema de financiamento aquecem mercado de imóveis e a construção civil

Mudanças no sistema de financiamento aquecem mercado de imóveis e a construção civil

Há alguns anos, a taxa estava com juros de 10% ao ano. Agora, a diminuição é uma estratégia do governo para aquecer o setor de construção e habitação, o que deixa o momento favorável para quem pretende comprar um imóvel.

“É uma excelente oportunidade por conta da redução dos juros, é um custo de financiamento menor”, garante a economista.

Por outro lado, Naiara explica que quem já tem contratos firmados com a taxa anterior que era mais alta, tem a chance de renegociar o financiamento ou pedir a portabilidade para outro banco que ofereça algum tipo de benefício.

Juros mais baixos têm gerado a possibilidade de negociação e taxas menores — Foto: TV TEM/Reprodução
Juros mais baixos têm gerado a possibilidade de negociação e taxas menores — Foto: TV TEM/Reprodução

Juros mais baixos têm gerado a possibilidade de negociação e taxas menores — Foto: TV TEM/Reprodução

De acordo com o gestor comercial de uma empresa que comercializa apartamentos uma das explicações para a melhora no mercado imobiliário também está na política de financiamento habitacional.

A partir de agora, segundo ele, os clientes com renda mensal entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil estão conseguindo condições interessantes de financiamento. “Dentro da primeira semana que teve essa redução, a gente já conseguiu finalizar 88 contratos”, comemora Rafael Menezes.

Pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), por exemplo, é possível pleitear cálculos com juros de 6,5% ao ano. Antes, o índice para esta faixa de rendimento era de 9,5%.

Nessa modalidade de crédito, as instituições financeiras captam recursos por meio da poupança. Além disso, a correção não é feita pelo IPCA. Em síntese, o reajuste também tende a ser menor.

Queda da taxa Selic beneficia mercado imobiliário e de construção civil — Foto: TV TEM/Reprodução
Queda da taxa Selic beneficia mercado imobiliário e de construção civil — Foto: TV TEM/Reprodução

Queda da taxa Selic beneficia mercado imobiliário e de construção civil — Foto: TV TEM/Reprodução

O designer gráfico André Mucheroni, por exemplo, optou pela compra de um apartamento em Bauru, em vez de pagar aluguel. O futuro morador conseguiu um financiamento em 260 meses, com parcelas de R$ 560.

“Seria praticamente o dinheiro de um aluguel, mas é um imóvel que eu estou adquirindo. Então é um dinheiro que estou guardando na verdade, além do principal que é ter um lugar para recomeçar minha vida”, se empolga André.

Construção civil

Investidores também estão enxergando no setor imobiliário uma forma interessante de rendimento — Foto: TV TEM/Reprodução
Investidores também estão enxergando no setor imobiliário uma forma interessante de rendimento — Foto: TV TEM/Reprodução

Investidores também estão enxergando no setor imobiliário uma forma interessante de rendimento — Foto: TV TEM/Reprodução

O clima também está bom no setor de construção civil. Diretor regional de uma construtora de Bauru, Mauri Leite espera um aquecimento do setor, já que clientes com rendimento maior do que os contemplados por programas sociais podem conseguir financiamentos com taxas mais em conta.

A empresa de Mauri comercializa apartamentos com preços que variam de R$ 200 mil até R$ 1 milhão. Neste contexto, investidores também estão enxergando no setor imobiliário uma forma mais interessante de rendimento do que só as aplicações financeiras.

“Os investimentos hoje pré-fixados tem um rendimento menor e deslumbram no mercado imobiliário com ganho de valorização, ou trocar por renda de aluguéis, ou outro investimento”, completa o diretor.

Construção civil retoma o crescimento e espanta o desemprego

São Paulo – Um dos setores econômicos mais prejudicados pela crise nos últimos anos, o mercado imobiliário começa a despontar como a locomotiva da geração de empregos no país. A construção civil, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foi a atividade que mais contribuiu com a geração de janeiro a agosto deste ano.

No período, houve a criação de 593 mil empregos, sendo a construção civil responsável por 96,5 mil delas – pouco menos de 20% do total. Como referência, no mesmo período de 2018 houve a criação de 568 mil empregos e a construção civil contribuiu com 65,5 mil postos (12% das vagas totais). “O crescimento da construção civil passa tanto pelo setor informal quanto pelas construtoras”, afirmou Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP.

Um exemplo desse movimento é a MRV Engenharia, maior construtora de imóveis da América Latina. A empresa abriu, em agosto, 420 vagas de emprego em diversos cargos em todo o país para profissionais de vários níveis e áreas de formação – desde vendedores e consultores imobiliários até especialistas em segurança do trabalho.

“O mercado voltará a crescer porque é fundamental para economia como um todo”, disse o cofundador e presidente do Conselho de Administração da MRV, Rubens Menin, durante evento de celebração de 40 anos da companhia na última semana, em Belo Horizonte. “Os três maiores desafios do Brasil e do mundo são saúde, educação e moradia. Não existe desenvolvimento social sem a casa própria, que traz segurança e dignidade para as famílias”.

De fato, os indicadores mostram que, degrau por degrau, a atividade está subindo. Segundo levantamento do IBGE, a construção civil cresceu 2% no segundo trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, depois de cinco anos registrando quedas, ou 20 quedas consecutivas na comparação do mesmo intervalo.

Ainda de acordo com o instituto, o resultado ajudou a impulsionar o PIB brasileiro, que subiu 1% no trimestre quando comparado com 2018. Outro levantamento da consultoria Michael Page, feito a pedido da revista Exame, constatou que a procura por certos profissionais da área aumentou 300% nos nove primeiros meses deste ano ante o mesmo período anterior.
“O aquecimento está ligado à expectativa de mercado, principalmente com a baixa de juros e o cenário econômico mais favorável. O investimento na construção civil também teve uma retomada forte nos Estados Unidos, o que faz com que os investidores olhem para outros mercados, e no momento o mercado brasileiro tem atratividade maior”, disse Renato Trindade, gerente-executivo da Divisão de Operações de Propriedade e Construção da Michael Page. Para ele, os números refletem uma base baixa nos anos anteriores, mas ainda mostra uma retomada e um potencial grande de contratações para o próximo ano.

De acordo com a consultoria, as melhores oportunidades estão concentradas na região Sudeste, onde ficam as bases das maiores incorporadoras, especialmente São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já no restante do Brasil, Trindade acredita que a retomada ocorrerá em ritmo mais lento. “Não temos um boom de empregos, mas um aumento de oportunidades para profissionais mais qualificados. As empresas têm olhado mais para a eficiência, buscando o profissional multifuncional, que mais possa agregar ao cargo”, disse.

Preço médio do aluguel dos imóveis em São Paulo segue em alta

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O Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País, acaba de divulgar o Index SP, estudo mensal sobre os preços dos imóveis a venda e valor dos alugueis na cidade. No último mês de setembro, de acordo com a análise, o preço do aluguel na capital paulista subiu 0,5%, acumulando, em 2019, alta de 3,9%. Descontada a inflação medida pelo IGP-M no mesmo período, os preços apresentam uma valorização real de 1,3%.

Segundo o Imovelweb, o valor médio do aluguel de um imóvel padrão – 65m², dois dormitórios e uma vaga de garagem – ficou em R$ 1.886,00 no mês passado, acumulando uma alta de 4,7% nos últimos 12 meses.

O estudo também detalha as variações do aluguel nos bairros de São Paulo. Em setembro de 2019, Liberdade (25%), Parque Vitória (24%) e Jardim das Acácias (24%) foram os locais que registraram maior valorização. Na ponta contrária, Vila Ede (Vila Medeiros) apresentou o menor preço para o aluguel no período.

aluguel



Para quem pensa em adquirir um imóvel na região, o valor médio do metro quadrado na cidade ficou em R$ 6.135,00, praticamente estável frente ao valor apurado em agosto deste ano (+0,1%). Comparado ao início do ano, o preço apresenta uma alta de 1,2% e, nos últimos 12 meses, a valorização é de 0,7%.

No levantamento por bairros, o local que se sobressaiu no levantamento de setembro foi o Jardim São Cristovão, acumulando no ano uma valorização de 20% no preço do metro quadrado. Jardim das Bandeiras e Jardim Santo Elias finalizam o ranking, ambos apontando valorização de 19%. Já Vila Campanela, Jardim Centenário e Jardim Germânia indicaram as maiores desvalorizações. Todos acumulam uma queda de 19% no preço do m² nos últimos 12 meses.

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Outro destaque do levantamento é a rentabilidade dos imóveis. Pioneiro neste tipo de análise, o estudo do Imovelweb analisa os locais mais atrativos para quem quer investir em imóveis. “Acreditamos que indicar a rentabilidade das regiões é de grande importância. É interessante que os consumidores saibam quais locais possuem as melhores tendências e consigam enxergar o retorno desse investimento”, explica o CEO do portal, Leonardo Paz.

No último mês, a rentabilidade da cidade de São Paulo chegou a 5,3%, o que significa que são necessários 19 anos de aluguel para recuperar o gasto com a compra, tempo 3,8% menor que um ano atrás.

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PIB tem surpresa positiva e respira com construção, mas ainda falta fôlego

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São Paulo – Não faltaram surpresas positivas nos dados do PIB (Produto Interno Bruto) do 2° trimestre, divulgados nesta quinta-feira (29) pelo IBGE.

Depois do resultado negativo do primeiro trimestre, bastaria uma nova queda para configurar a volta do país para uma temida recessão técnica.PUBLICIDADE

Mas o dado não só veio na ponta mais otimista do mercado, em 0,4%, como também foi revisado o dado negativo do primeiro trimestre, mostrando que a queda foi menor do que inicialmente divulgada.

O ritmo de crescimento anual é de apenas 1% e vem sobre uma base fraca, já que no mesmo período do ano passado o país vivia o choque da greve dos caminhoneiros. Mas há pontos a comemorar.

Construção

A principal novidade foi a volta da construção civil. O crescimento foi de 2% em comparação com o mesmo período de 2018, o primeiro resultado positivo na base anualizada após 20 quedas consecutivas.

“Foi uma surpresa muito grande e um ponto totalmente fora da curva. O setor está melhorando, mas eu não esperava um número tão elevado”, diz Claudio Considera, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV. 

Especialistas veem um efeito da melhora na confiança no futuro, essencial na decisão de comprar um imóvel, e também o efeito de melhores condições de financiamento com a queda persistente dos juros.

O volume de recursos destinados para financiamentos imobiliários e construção de imóveis atingiu R$ 33,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 33% sobre o mesmo período do ano passado, segundo Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

O resultado do Caged, divulgado há uma semana, mostrou que a construção civil liderou a criação de vagas em julho com saldo de 18.721 postos formais.

“O resultado positivo, aliado aos recentes dados positivos de crédito, pode finalmente indicar uma saída do ‘fundo do poço’ para o setor”, escreve Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores.

Investimento e consumo

Outra surpresa positiva ficou com o investimento, que voltou a subir 3,2% na base trimestral após duas quedas. A taxa de investimento foi de 15,9% do PIB, maior que os 15,3% do mesmo período de 2018. 

Um dos motivos que podem explicar o movimento é que, com a recessão de 2015 e 2016 e a retomada fraca em 2017 e 2018, parques industriais foram se depreciando e agora precisam ser renovados.

“Máquinas e equipamentos vem se recuperando há muito tempo, como se os empresários estivessem investindo para ampliar sua capacidade produtiva e substituir as que já estavam obsoletas”, diz Considera, do Ibre.

Apesar disso, é preciso considerar que houve uma queda violentíssima do investimento durante a recessão, ressalta Alberto Ramos, diretor de pesquisa para a América Latina do Goldman Sachs. 

Há muito chão para retomar, já que o nível de investimento da economia hoje é o mesmo de 11 anos atrás e segue 26% abaixo do pico.

“Dos componentes da demanda, o que ainda é o que mais fraco é o investimento. Não dá pra dizer que estamos num ambiente de grande confiança e retomada”, diz ele.

Um ponto de atenção é o consumo das famílias, responsável por 70% da demanda, e que cresceu apenas 0,3% de abril a junho em relação aos três primeiros meses do ano.

Apesar de ser o décimo avanço seguido em termos dessazonalizados, ele ficou abaixo da média de 0,5% registrada desde que voltou a crescer, no 1º trimestre de 2017.

Imóveis compactos moldam futuro do mercado imobiliário

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Com redução para 6% da taxa de juros Selic, que chegou a superar os 13% em 2017, e estabilização da inflação a 2,5% ao ano, segundo o Banco Central, o ano passado deu acenos promissores para que o mercado imobiliário possa se regenerar e se renovar em 2019. Outro fator, entretanto, que vem transformando o cenário imobiliário é justamente o perfil de seus consumidores.

Foto: DINO / DINO

A primeira geração a ter nascido na era digital encontra-se agora em transição de emancipação e é sua demanda que tem redesenhado os aspectos dos novos empreendimentos, especialmente os residenciais. De acordo com dados da Zap Imóveis, pessoas de entre 20 e 35 anos de idade são as que mais pesquisam por imóveis na internet.

Segundo o  empresário Felipe Zaidan, que é especialista na comercialização de imóveis compactos, cita os motivos deste tipo de produto estar sendo bastante comercializado na atual fase do mercado imobiliário pernambucano.

Segundo ele, a chamada geração milenium- público alvo deste segmento, investe nesse nicho de mercado, devido ao baixo custo de manutenção e ampla área de lazer. Além disto, a alta liquidez e elevada demanda para contratos de aluguéis por temporada, favorece a sua aquisição por investidores.

A modernização do perfil do consumidor imobiliário, consequentemente, gera demanda pela modernização das plantas dos imóveis. “Este novo consumidor nasceu já num mundo onde a tecnologia proporciona uma integração entre funcionalidade e estética, e é esta integração que dará a cara das novas plantas de agora em diante”, completa Zaidan.

Nesses 10 anos, mudamos a nossa relação com o espaço físico e adotamos o lema da escola Bauhaus: menos é mais. Menos trânsito é mais qualidade de vida; menos espaço é mais organização; menos burocracia é mais tempo livre. É por isso que os apartamentos compactos já representam mais da metade dos lançamentos em Recife e essa tendência é irreversível. Estamos trocando metro quadrado por qualidade de vida ao quadrado.

Ao paralisar a construção civil, Lava Jato ampliou a crise econômica e o desemprego

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São Paulo – Quando a Operação Lava Jato começou, em março de 2014, o Brasil ainda passava ao largo dos efeitos da crise internacional, iniciada seis anos antes, nos Estados Unidos, com a quebra do banco Lehman Brothers. No final daquele ano, o país registrava o mais baixo índice de desemprego da sua história, de 4,3% em dezembro, segundo o IBGE. Menos de dois anos e meio depois, em abril de 2017, o número de desempregados chegava a 14,2 milhões de pessoas, um recorde, e vem se mantendo em patamares elevados.

Entre 2015 e 2016, a queda acumulada do PIB  foi de 6,9%, com lenta recuperação posterior. Segundo as consultorias Tendência e GO Associados, a Lava Jato teria contribuído negativamente entre 2 e 2,5 pontos percentuais ao ano nas quedas de 3,8% e 3,6% nesses dois anos, respectivamente.

Dados divulgados pelo jornal Valor Econômico nesta segunda-feira (1º) indicam que as principais empreiteiras do país envolvidas na investigação liderada pelos procuradores de Curitiba e pelo então juiz Sérgio Moro perderam 85% da receita  líquida – passando de  71 bilhões para R$ 10,6 bilhões – entre 2016 e 2018. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada e Infraestrutura (Sinicon), o setor registrou perdas de 1 milhão de vagas de emprego entre 2014 e 2018. No conjunto da economia, a perda de postos formais chegou a 2,6 milhões no mesmo período.

Segundo o economista André Calixtre, integrante da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (Abed), se a Lava Jato não pode ser culpada pela crise que atingiu o país, como um todo, é inegável o seu impacto negativo, principalmente no setor da construção civil.

“O que se pode dizer é que, quando a crise estava começando, esse setor teve peso importante na formação de expectativas negativas sobre a economia e na desorganização de cadeias estratégicas. Estamos falando da construção de pontes, rodovias, portos, prédios, casas. Com uma investigação que bloqueou os negócios, sem alternativa para garantir o funcionamento das empresas, a consequência foi o aprofundamento de uma crise que era iminente”, diz Calixtre.

Onda

“É muito difícil cravar o total do impacto negativo da Lava Jato na economia”, diz o economista, “Mas com toda a certeza, foi muito superior ao valor recuperado.” A operação diz ter recuperado R$ 2,6 bilhões nos acordos de delação firmados com empreiteiros. Já os acordos de leniência somaram outros R$ 10,8 bilhões devolvidos aos cofres da União. Contudo, o primeiro desses acordos foi firmado apenas em 2018.

Segundo Calixtre, a demora em reabilitar as empresas envolvidas nos casos de corrupção fez com que a crise do desemprego se “espraiasse” do setor da construção civil para o restante da economia. As demissões em massa das grandes construtoras acabaram impactando na demanda interna, levando a onda de desemprego para o setor de serviços, por exemplo, o que mais emprega em todo o país. Outro prejuízo, segundo ele, é que a desorganização do setor da construção também dificulta estratégias de retomada do crescimento.

“Tem que ter um grande programa de investimentos em infraestrutura. Para isso, é necessária a articulação entre o investimento público e privado. É o investimento público que puxa, mas não adianta nada fazer esse gasto se não tem a empresa de engenharia para tocar essas obras de grande envergadura”. Além disso, sem grandes empreiteiras, a inserção do Brasil no cenário econômico internacional também é prejudicada. “Acaba enfraquecendo também a capacidade do Brasil de se colocar no resto do mundo. Hoje não é só com diplomacia que se faz a inserção internacional”, afirma o economista da Abed.

Cursos de engenharia preparam aproximação com empresas

O ambiente acadêmico brasileiro é muito voltado para a produção de artigos científicos e ainda existem dificuldades de inserção de professores universitários em projetos de desenvolvimento tecnológico em empresas. Mas há avanços. Essa é a avaliação de Mauro Kern, vice-presidente de integração de tecnologia da Embraer. Ele é também um dos membros da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), fórum formado por líderes de mais de 200 indústrias de grande porte coordenado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

“Empresas em certos setores no Brasil têm uma interação boa com universidades, e outras não. Por um lado, há conhecimentos que não se concretizam como geração de valor para a sociedade. Por outro, muitas empresas são carentes de tecnologias e insumos necessários para se tornar competitivas”, afirma Kern.

A reformulação dos cursos de engenharia no Brasil é uma das principais ações da agenda de recursos humanos para a inovação da MEI. De acordo com Kern, uma grande preocupação do setor empresarial é o patamar elevado de evasão nas graduações de engenharia, que se mantém na casa dos 50%. Esse alto índice prejudica o fluxo de contratação de egressos nas empresas.

Entre 2016 e 2018, o executivo da Embraer coordenou um grupo de trabalho com dirigentes de empresas e universidades, além de representantes de associações de classe da área. Dessas discussões saiu a proposta de novas diretrizes curriculares em engenharia, espécie de espinha dorsal da organização de todos os cursos da área do Brasil.

As novas regras são centradas no modelo de ensino baseado em projetos, focado na formação de competências alinhadas às demandas do mercado de trabalho e das rotinas de inovação.

Listas de disciplinas obrigatórias perdem espaço na nova estrutura, e instituições de ensino ganham autonomia e flexibilidade na elaboração dos projetos pedagógicos.
A proposta foi aprovada em abril deste ano pelo Conselho Nacional de Educação, ligado ao Ministério da Educação. Assim, os cursos de graduação devem se adaptar em até três anos.

Em pesquisa sobre a graduação em engenharia no país, a professora da Unicamp Janaina Pamplona da Costa identificou que profissionais da área enxergam problemas comuns nos cursos.

Entre esses gargalos, estão sobrecarga de aulas teóricas, proporção reduzida de atividades práticas e falta de contato com outras áreas, como as humanidades.
Sem tratar especificamente das novas diretrizes curriculares, a professora diz que o ensino baseado em projetos é interessante, mas vê riscos em propostas de aproximação da universidade com a sociedade por meio exclusivamente do mercado.

Segundo ela, novos formatos acadêmicos estão em debate. “Quando os estudantes são formados de acordo com as necessidades atuais do mercado, é possível que a capacidade crítica e de resolução de problemas seja limitada, já que os problemas mudam”, afirma a professora.

Para Costa, os entraves da formação de engenheiros no país requerem soluções mais amplas, como mudanças no ensino básico, para formar estudantes que cheguem à universidade com mais autonomia, e reforço da interdisciplinaridade nos currículos de cursos de engenharia. “É importante dar espaço para estágios em empresas, mas também para outras vivências na universidade”, afirma a professora.

Construção Civil tem papel fundamental na retomada do crescimento

A importância da indústria da construção para o desenvolvimento do país e a retomada do crescimento econômico foi reforçada na 91ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) pela presença de quatro ministros de estado (Infraestrutura, Economia, Casa Civil e Meio Ambiente), além do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, na solenidade de abertura ou nos painéis promovidos nos dois dias de debates. Realizado no Windsor Expo Convention Center Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, de 15 a 17 de maio, o ENIC contou ainda com a participação do governador do Rio, Wilson Witzel, representantes de órgãos ligados ao governo federal, líderes de entidades do setor e empresários.

O evento reuniu cerca de 1.300 participantes – entre empresários, dirigentes e profissionais de todos os segmentos da indústria da construção – e também foi palco da celebração dos 100 anos de fundação do Sindicato da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ), entidade pioneira do associativismo no setor.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou na abertura do evento uma série de privatizações que estão na pauta do governo e que impulsionarão o setor da construção civil, como a concessão de rodovias, privatização de portos, aeroportos e rodovias, leilões da cessão onerosa de óleo e gás e a retomada de obras paralisadas. “O baixo orçamento nos leva a apostar na na criatividade”, destacou.

Ressaltando a importância do setor, que gera riqueza e empregos e impulsiona o crescimento do PIB, o ministro conclamou o empresariado a pressionar o Congresso Nacional para a aprovação das reformas em pauta. “Se a locomotiva não se mexer, as pautas não andam no Congresso. O desafio de projetar o futuro que queremos é de todos nós. Não quero fazer parte da geração perdida, quero mudar o Brasil e deixar um legado”, afirmou.

A defesa de uma agenda positiva para o país, que promova a recuperação da economia e mobilize a sociedade para sustentar os avanços necessários à retomada do desenvolvimento, pontuou também a participação dos ministros nos debates. No painel “Lei Geral do Licenciamento Ambiental e Segurança Jurídica”, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, destacou como prioridade de sua pasta a agenda ambiental urbana, com destaque para a questão do saneamento que, segundo ele, “não terá solução sem a participação do setor privado”.

Salles criticou o excesso de burocracia que prejudica a implantação de projetos relevantes, como aqueles voltados para o tratamento de resíduos sólidos, com várias soluções já comprovadas no mundo. “A ausência de desenvolvimento é um dos maiores entraves ambientais, pois sem desenvolvimento não há recursos para investir”, ressaltou.

No segundo dia de debates, os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil), que participaram do painel político, também reconheceram a importância do setor como gerador de empregos e dinamizador da economia, emprestando solidariedade à pauta de reivindicação do setor. Paulo Guedes defendeu taxas de juros mais competitivas e sugeriu que a taxa de financiamento ideal da Caixa fosse baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, mais 2% ao ano – um reconhecimento da importância do setor da construção na economia do país.

MEDIDAS DE ESTÍMULO

O ministro informou que o governo está preparando medidas de estímulo ao setor produtivo e adiantou que o presidente pretende liberar cerca de R$ 21 bilhões do PIS/Pasep nas primeiras semanas de junho, para aumentar o dinheiro em circulação. Outra medida, segundo Guedes, prevê a substituição da proposta que visa instituir o 13º salário para o Programa Bolsa Família, medida já anunciada pelo governo – que só teria reflexo na liquidez no final do ano – pela incorporação do valor do 13º ao salário mensal, dividido em 12 parcelas, resultando em aumento imediato.

Ele informou ainda que tão logo seja aprovada a reforma da Previdência, o governo colocará em pauta o novo Pacto Federativo, que visa destinar a estados e municípios recursos e condições para que eles possam decidir por conta própria em quais prioridades investir.

Três assuntos que estão na pauta de reivindicação do setor (continuidade do programa Minha Casa Minha Vida, retomada das obras públicas paralisadas e o fomento a investimentos em infraestrutura) foram reafirmados pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que abriu o painel “Pauta Positiva do Congresso Nacional para a Construção Civil”, conduzido pelo presidente da CBIC, Jose Carlos Martins, no segundo dia de debates do ENIC.

“Já direcionamos os poucos recursos que temos para o Minha Casa Minha Vida e as obras de infraestrutura, para que o setor da construção civil continue gerando milhares de empregos”, afirmou Lorenzoni, acrescentado que o governo está passando um pente fino nas grandes obras paralisadas, cuja interrupção chamou de “crime”.

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que participou de painel ao lado de Paulo Guedes, o Brasil precisa de políticas públicas de curto prazo que incentivem a retomada de investimentos e a geração de empregos e afirmou que a reforma da Previdência será aprovada em breve pelo Congresso Nacional.

O parlamentar mostrou-se preocupado com o risco de aumento do desemprego e de retorno do Brasil ao mapa da fome. “Chegamos a um ponto em que o país só tem dois caminhos: ou o céu ou o fundo do poço”, disse, defendendo o aumento da participação privada na economia, no contexto de um Estado menor.