Número de imóveis lançados dobra em São Paulo, diz Secovi

O lançamento de imóveis residenciais na capital paulista em fevereiro foi mais do que o dobro do registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a pesquisa mais recente do Secovi-SP, entidade que representa as empresas do setor.

No segundo mês do ano, 870 unidades foram lançadas na cidade – ante 341 imóveis em fevereiro do ano anterior. Em 12 meses, foram lançados 32,8 mil imóveis, um patamar parecido com o período de março de 2014 a fevereiro de 2015, no início da recessão.

A venda de imóveis novos também acompanhou esse movimento, com a comercialização de 2,2 mil unidades em fevereiro, 50% a mais do que no mesmo mês de 2018. No acumulado de 12 meses, as vendas em fevereiro também voltaram ao mesmo patamar registrado até fevereiro de 2015.

“Em meio à atual conjuntura, com um novo governo e a necessidade de as reformas saírem, as perspectivas para este ano continuam elevadas”, avalia o presidente da entidade, Basilio Jafet. “Contudo, sem a aprovação da reforma da Previdência, o setor imobiliário será afetado, assim com os demais setores da economia.”

Para o corretor de imóveis João Batista Souza, que atua em uma imobiliária na região central da capital paulista, o mercado na cidade ainda está mais aquecido para locação do que para vendas.

“O estoque de imóveis que não foram vendidos na cidade ainda está alto. A procura tem aumentado nos últimos meses, mas principalmente para imóveis de baixo valor e a gente sente que as construtoras têm apostado mais em imóveis assim, mas o consumidor ainda está pensando bem antes de comprar um imóvel.”

Ainda de acordo com o Secovi, os imóveis de até R$ 240 mil lideraram as vendas, enquanto a maior parte dos lançamentos custava entre R$ 240 mil e R$ 500 mil.

A engenharia essencial à segurança da população

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Ainda sem conhecer as conclusões sobre a tragédia emblemática ocorrida em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro último, quando uma barragem da Vale S.A. se rompeu, causando destruição e mortes, os brasileiros seguem convivendo com episódios que denotam precariedade e insegurança na infraestrutura urbana e de produção no País. Em 29 de março, uma barragem se rompeu em Machadinho D’Oeste (RO). No dia 6 de abril, ocorreu a queda de parte da ponte da Alça Viária sobre o rio Moju, no interior do Pará. O período de chuvas tem causado graves estragos e feito vítimas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em locais do Nordeste. Já, em 15 de novembro de 2018, os paulistanos haviam sido surpreendidos pelo colapso de um viaduto da via expressa da Marginal Pinheiros que cedeu cerca de 2 metros enquanto automóveis trafegavam por ele. Em 23 de janeiro, foi interditada, devido ao risco de ceder, a ponte da Marginal Tietê que dá acesso à Rodovia Presidente Dutra. Em 1º de maio de 2018, no centro da capital paulista, um edifício desabou após um incêndio.

Esses são alguns dos eventos que revelam uma realidade dramática: em toda parte, há risco constante. É mais que urgente alterar esse cenário absolutamente inaceitável, e a grande contribuição para tanto pode e deve vir da engenharia nacional. Com esse norte, no dia 16 de abril, o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) realiza o seminário “Pontes, viadutos, barragens e a conservação das cidades – Engenharia de manutenção para garantir segurança e qualidade de vida”. O objetivo é fazer um diagnóstico da situação vivida no País e, em especial, no Estado de São Paulo, e propor medidas concretas para superá-la.

Entre os pontos a serem colocados em discussão na ocasião, está nossa proposta de que as administrações nos níveis municipal, estadual e federal instituam um órgão com dotação orçamentária e corpo técnico qualificado para ser responsável por inspeção e conservação regulares nas estruturas de responsabilidade do poder público. Entra aqui a engenharia de manutenção, que nada tem de menor, embora comumente seja assim tratada por muitos gestores.

É preciso ter-se a consciência de que assegurar a correta conservação de obras e estruturas não permite improvisos; exige coleta e análise de dados com precisão, planejamento e execução qualificada. Portanto, a tarefa deve contar com o protagonismo dos profissionais da área tecnológica, que, por sua vez, precisam estar atentos a tal responsabilidade.

O SEESP, juntamente com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), desde 2006, tem trabalhado o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que aponta caminhos para a expansão econômica sustentável do País. É importante notar que esse esforço implica necessariamente mais manutenção qualificada, consequente e regular. Há muito que se vencer em termos de gargalos na infraestrutura urbana e de produção, mas é preciso que sejamos capazes de garantir a conservação e aprimoramento do que existe. Não se pode deixar o País relegado ao abandono e ao descaso.

A inviabilidade do pregão para obras de engenharia

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Atualmente, a contratação de obras e serviços de engenharia pelo setor público é feita, em muitos casos, por meio da modalidade de pregão. Essa modalidade de licitação, instituída pela Lei Federal n.º 10.520/02, tem como objetivo a aquisição de bens e serviços comuns “cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado”.

Para adquirir um bem é possível observar quesitos práticos de avaliação, antes da celebração do contrato: durabilidade, dimensões, material de fabricação, marca. No caso de eletrônicos pode-se observar a geração dos processadores, tamanho da memória, etc.

Para serviços comuns, é possível avaliar com base nos serviços realizados anteriormente. Nesses casos, a escolha pelo menor orçamento é acertada com frequência.

No entanto, utilizar o pregão para serviços de engenharia é ignorar o fato de as atividades do setor não se enquadrarem na simples aquisição de bens e serviços comuns, já que são regulamentadas por diferentes legislações do campo da engenharia.PUBLICIDADE

Explico, as obras e serviços de engenharia possuem claros conceitos legais, especificações e padrões de desempenho e qualidade, com parâmetros padronizados. São atividades altamente especializadas, que demandam grande atenção e responsabilidade técnica.

São raras as hipóteses em que tais atividades podem ser classificadas legalmente como bens e serviços comuns, apenas nos casos em que a atuação do profissional de engenharia não é de tanta relevância, e o serviço acaba por ser obtido sem dificuldades no mercado.

A licitação por meio do pregão eletrônico acaba por não ser mais viável. Mesmo indo de encontro ao Decreto 3.555/2000, onde se especifica que pregão não se aplica às contratações no campo da engenharia, órgão públicos insistem nessa modalidade de licitação.

A agilidade proporcionada por esse tipo de processo continua a fazer com que algumas licitações sejam nessa modalidade. É o caso da recente licitação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), que abriu edital por pregão para seu projeto de adaptação de ambientes às normas técnicas de acessibilidade.

A decisão da instituição contrariou a posição da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU).

Utilizar o pregão indiscriminadamente pode acarretar em diversos efeitos negativos. A alta concorrência gerada pela prática, faz com que empresas baixem os valores cobrados, muitas vezes, sem calcularem com a devida atenção se o valor é suficiente para execução da obra. O que pode levar tanto a casos de obras abandonadas, como a casos de celebração de termos aditivos, fazendo com que a obra acabe por ser mais cara do que outras propostas apresentadas no processo de contratação.

Outros casos são os em que a empresa deixa de cumprir os padrões de qualidade exigidos pela Administração, salários de empregados, seguros e gastos com segurança de trabalho. Esse tipo de irresponsabilidade apenas leva a um aumento ainda maior no orçamento, pela necessidade de pagar indenizações por acidentes de trabalho, necessidade de novas contratações para reparos parciais ou totais, e indenizações trabalhistas.

Uma alternativa ao pregão é a modalidade de concorrência. O processo de concorrência exige que as empresas apresentem um planejamento para o órgão contratante, o que possibilita uma avaliação mais clara de todo o projeto e cronograma. Com isso a escolha da empresa não ocorre apenas pelo preço, mas também pela viabilidade de execução.

O serviço de engenharia é um trabalho técnico com prazos fixos de entrega, que só têm início após o contrato entrar em vigor. Avaliar desempenho de qualidade, em muitos casos, só é viável após ter o serviço pronto e a obra realizada, sem poder ser exigida antes da contratação.

Visar apenas a proposta mais barata, dificilmente é o mais vantajoso para casos que envolvam obras de engenharia. Deve-se pensar em uma alternativa para que essas licitações atendam tanto a demanda de agilidade como a qualidade do serviço, sem prejuízos ao erário.

*Rafael Mota é sócio do escritório Mota Kalume Advogados. Mestre em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), é conselheiro do Conselho Jurídico da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), assessor jurídico do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e assessor da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco-DF)

Confira as novas regras para financiamento pelo Minha casa Minha Vida de 2019

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Para famílias que recebem R$ 1.600 mensais, o subsídio governamental ao valor do imóvel cai para R$ 29 mil. Os dois casos se enquadram na faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida.

As mudanças, publicadas em edição extra do Diário Oficial da União de 31 de dezembro, incluem também um desconto menor para solteiros que compram imóveis. Antes, eles tinham direito a 70% do subsídio da faixa de renda à qual pertenciam, agora, esse percentual passou a ser de apenas 50%.

Faixas de renda do Minha Casa Minha Vida

Faixa 1,5: renda mensal de até R$ 2.600

Faixa 2: renda mensal de até R$ 4 mil

Faixa 3: renda mensal de até R$ 7 mil

Fonte Extra Online

Pente-fino com quatro motivos de cancelamento em 2019 do Bolsa Família

Pente-fino com quatro motivos de cancelamento em 2019 do Bolsa Família. Como já é conhecido, o governo agora tem condições de realizar uma revisão mensal no Bolsa Família, graças a possibilidade de cruzar informações de diferentes bancos de dados. Essa verificação também permite descobrir quais famílias recebem renda acima da declarada e continuam inscritas no programa social.

O Governo Federal passou um pente-fino no Bolsa Família. Após analisar cadastros, constatou-se que que 1,136 milhão de benefícios se encontram em situação irregular em 2018. Desses, 469 mil foram cancelados e outros 667 mil benefícios bloqueados.

A fiscalização do MDSA está mais rigorosa, principalmente porque agora é possível cruzar informações de diferentes bancos de dados, como CadÚnico, INSS, Rais, Caged e CNPJ.

Os principais motivos para cancelamento do Bolsa Família são:

1 – RENDA ACIMA DA DECLARADA

Como já foi dito, o Governo Federal agora tem condições de realizar um pente-fino mensal no Bolsa Família, graças a possibilidade de cruzar informações de diferentes bancos de dados. Essa verificação também permite descobrir quais famílias recebem renda acima da declarada e continuam inscritas no programa social.

Muitas famílias estão tendo o benefício cancelado porque apresentam renda acima do valor permitido pelo programa. A suspensão aconteceu, sobretudo, nos casos de renda per capita mensal superior a R$440,00.

Entre as famílias que recebem de R$170 a R$440 por pessoa, o MDSA realizou apenas o bloqueio do Bolsa Família.

Os cancelamentos por motivo de renda foram mais frequentes nas regiões Sul e Sudeste o país.

2 – AUSÊNCIA DE SAQUE

O dinheiro do Bolsa Família deve ser sacado em no máximo 90 dias. Caso haja ausência de saque ou movimentação de conta por mais de seis meses, o MDSA entende que a família não precisa da assistência financeira e realiza o desligamento automaticamente.

3 – CADASTRO DESATUALIZADO

As famílias que recebem o benefício devem ficar atentas para não perder o prazo de atualização cadastral Bolsa Família. Esse procedimento é obrigatório a cada dois anos, pois permite renovar informações como endereço, escola, renda e novos membros do núcleo familiar.

O responsável pelo benefício pode verificar o aviso sobre a atualização cadastral no extrato do Bolsa Família. Se ele não realizar a atualização cadastral dentro do prazo, ele fica com o auxílio financeiro retido e não pode sacar.

Caso alguma irregularidade seja constatada na atualização cadastral, a família é imediatamente desligada do programa.

4 – INFORMAÇÕES INCORRETAS

Muitas famílias estão caindo no pente-fino do Bolsa Família injustamente. Para não se tornar mais uma vítima, é muito importante verificar se as informações cadastradas no CadÚnico estão corretas. Qualquer mudança na condição familiar também precisa ser informada, inclusive a troca da criança de escola.

O seu Bolsa Família foi cortado? Não se desespere. Procure o CRAS mais próximo e verifique a situação do benefício. Em alguns casos, é possível reverter a situação e voltar a receber o dinheiro.

Escola de Engenharia cria modelo “gêmeo digital” com imagens “escaneadas” para inspecionar 100 estruturas

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estrutura scaneada
Programa faz análise da estrutura “escaneada”

O viaduto de Hannam abriu ao tráfego em 1976 e faz parte de uma centena de pontes e viadutos construídos na época, que já apresentam sinais de deterioração na estrutura ao se aproximar da idade limite projetada.

Assim, a agência metropolitana de Seul precisou decidir quais estruturas serão reabilitadas; algumas seriam provavelmente demolidas e substituídas por novas. O governo coreano então recorreu à Escola de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Chung-Ang para montar um programa de inspeção de pontes, para fins preventivos e de reparos.

A tradicional metodologia 2D revelou-se inadequada frente ao trabalho colaborativo envolvendo diversos stakeholders. Há severas limitações por causa de erros implícitos de diferentes fontes e incompatibilidade de dados durante o processo de transferência, provocando até erros de construção.

Usando o viaduto de Hannam como referência, a equipe criou um modelo BIM da estrutura para buscar uma solução completa de reabilitação. A modelagem da realidade – ou modelo de engenharia reversa — é gerada para comparar o modelo as built com o projetado, sobrepondo-os, além de servir como inspeção dos danos na presente condição da estrutura.

No processo de se criar o gêmeo digital do viaduto existente, o modelo 3D geométrico físico é gerado baseado nos documentos as built da estrutura, com ênfase nas exigências de manutenção, usando modelagem paramétrica e um software de fonte aberta.

Na sequência, é feito “escaneamento” 3D para obter o modelo de superfície com registrar as condições atuais do viaduto. Combina-se o “escaneamento” fotográfico por drone das laterais e topo do viaduto e por dispositivo terrestre, mapeando a superfície inferior.

O modelo 3D geométrico físico é superposto ao modelo “escaneado” da estrutura real, usando como referência marcos predefinidos que foram inseridos no modelo geométrico e na estrutura do viaduto antes do “escaneamento”. Este modelo superposto, chamado modelo inicial, é o modelo físico 3D do viaduto incluindo os danos detectados, antes do processo de reabilitação a ser efetuado.

Finalmente, o modelo analítico é derivado do modelo inicial, visando avaliar o futuro comportamento do viaduto.

Os dados atuais identificados na estrutura alteram os parâmetros estruturais imputados para análise.

Os dados apurados pela inspeção via “escaneamento” são convertidos automaticamente em relatórios sobre danos baseado em tecnologia de processamento  otográfico e rastreamento das fotos, atualizando o modelo inicial. As condições ambientais como temperatura e umidade, e o histórico de cargas sobre a estrutura e dados de monitoramento, são também considerados.

Um sistema de gestão de dados a nível de rede é importante para atualizar o Modelo Gêmeo Digital (MGD) de forma regular e automática, dentro do ambiente de dados comum.

Para efeito de inventário e identificação de objetos, cada membro estrutural do viaduto recebe um código QR que contém as informações essenciais como  identificação, tipo, parâmetros etc. Referenciado ao código QR, uma placa QR é fixada em cada elemento estrutural do viaduto, que serve também como marca para sobrepor o modelo da realidade com o MGD — por isso se chama também “alvo”.

Um modelo de materiais é definido na ferramenta de análise, para representar as propriedades do concreto, armadura e cordoalhas de protensão. As propriedades físicas dos membros estruturais são representadas por um parâmetro individual, que é importado ao modelo de materiais através de um dado numérico. Isso permite ter um modelo de análise flexível, no qual os dados imputados podem ser alterados de acordo com estado real da estrutura. Definir parâmetros estruturais por conta de danos identificados é ainda uma tarefa complexa para engenheiros. Testes de carga podem ser realizados para conferir as alterações no modelo analítico.
Dentro do conceito de MGD, a inspeção pode ser sistematizada com uso de “escaneamento” e métodos de processamento de imagens fotográficas que são  rastreáveis. Detectados os danos, como fissuras, degradação de material, corrosão de elementos metálicos — estes geram mudanças nos parâmetros estruturais.

Modelo de análise estrutural

Comparando o comportamento de certo número de pontes similares, trabalhos de reparos ou reabilitação podem ser programados preventivamente.

Esse projeto “Sistema de manutenção de viadutos usando modelo gêmeo digital” foi contratado pelo governo coreano junto à Universidade Chung-Ang, ao custo estimado de R$ 100 mil. O projeto foi apresentado pelo professor Chang Su Shim e engenheiro Son Dang desta universidade, na conferência YII-Year in  Infrastructure 2018, em Londres, promovida pela Bentley.

Os softwares ContextCapture, OpenBridge Modeler e RM Bridge foram empregados, bem como os programas Inspectioneering e Operationeering.

Preço médio de imóveis residenciais tem ligeira alta em janeiro

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O preço médio de venda de imóveis residenciais em janeiro variou 0,13% na comparação com o mês de dezembro do ano passado. Nos últimos 12 meses, o valor recuou 0,06%, percentual que coloca os valores perto da estabilidade no período. Os dados constam do Índice FipeZap, que passou a acompanhar, no último mês, o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 50 cidades brasileiras, sendo 16 capitais.

Conforme a pesquisa, considerando a inflação acumulada dos últimos 12 meses, (3,76%) pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), a queda real do valor dos imóveis foi de 3,70%.

Entre as capitais monitoradas, Curitiba apresentou o maior aumento nominal de preço em 12 meses (+4,41%), sendo, inclusive, a única capital a superar a inflação registrada neste período. O destaque negativo ficou por conta de Maceió, que registrou a maior queda de preços (-5,32%).

O levantamento registrou ainda que, em janeiro, o valor médio das vendas foi de R$ 7.174 /m². A cidade do Rio de Janeiro permaneceu com o metro quadrado mais caro (R$ 9.474). Em segundo lugar está São Paulo (R$ 8.831), seguida de Brasília (R$ 7.243). Os municípios com menores valores de venda foram Campo Grande (R $ 4.070), Goiânia (R$ 4.214) e Maceió (R$ 4.562).

Para ver na íntegra o Índice FipeZap de Venda Residencial, clique aqui.

Construção civil prevê crescer 2% em 2019

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Duramente afetado pela crise econômica desde 2014, o setor de construção civil vislumbra uma retomada em 2019. Prevendo que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional possa avançar 2,5% neste ano e respaldado em estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Sindicato da Indústria de Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) estima que o setor poderá crescer 2% em 2019.

Depois de anos seguidos de estagnação, agora “as perspectivas são positivas para o Brasil e o setor de modo geral”, afirma Odair Senra, presidente da entidade. O revigoramento do setor deve ter reflexos em toda a economia e particularmente no mercado de trabalho, pois é conhecido o importante papel da construção civil na geração de empregos.

Segundo análise da economista Ana Maria Castelo, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, o crescimento das vendas de imóveis ocorrido em 2018 deve se traduzir em mais obras neste ano. A expansão projetada para o segmento de empresas do mercado imobiliário, infraestrutura e serviços especializados é de 1% e para a autoconstrução e pequenos empreiteiros não formalizados, de 3,5%.

A média do avanço é relativamente pequena, mas é animadora, tendo em vista a dimensão da crise por que passou a construção civil nos últimos anos. A revisão dos dados, apresentada na última reunião de conjuntura do Sinduscon-SP, revelou um quadro de impressionante declínio. Em comparações anuais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou o porcentual de queda do PIB da Construção em 2016 de -5,6% para -10%. Para 2017, o IBGE subiu a variação negativa de -5% para -7,5%. Com essa revisão, o recuo do PIB da Construção no quadriênio 2014-2017 passou de 20,1% para 25,8%. Para 2018 a projeção é de uma queda de 2,4% do produto do setor.

Este ano deve ser de reversão para o terreno positivo, o que vai depender fundamentalmente do andamento da reforma da Previdência. Paralelamente, o governo, no entender dos empresários, deve encontrar novos meios para enfrentar o déficit habitacional, além do programa Minha Casa, Minha Vida, e dinamizar o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). São problemas difíceis, mas a esperança é de que a estagnação da construção civil seja afinal superada.

Construção civil tem plano para 1 milhão de empregos

Atingido em cheio pelas investigações da Lava Jato e pela recessão econômica, o setor de construção civil quer virar o jogo e protagonizar a retomada do crescimento do País. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresenta nesta quarta-feira, 13, aos parlamentares um plano que promete criar 1 milhão de empregos sem nenhum centavo de subsídios do governo. A articulação do setor com o governo também tem sido intensa.

Construção civil
Entre R$ 2 bi e R$ 8 bi do PAC estão parados. Foto: Werther Santana/Estadão– 13/7/2018

“Da mesma forma que as privatizações puxaram a economia nos anos 90, agora é a hora da construção civil”, avalia o presidente da CBIC, José Carlos Martins. A retomada das 4.738 obras que se encontram paradas é um ponto prioritário. “Isso é emprego na veia”, afirmou. “E não é em uma cidade A, B, ou C, é em todo o País.”

Segundo o presidente da CBIC, há muitos casos de obras que são tocadas entre o governo federal e as prefeituras que, por alguma razão, não começaram. Estima-se que haja entre R$ 2 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) depositados em contas de prefeituras e sem uso por causa de dificuldades burocráticas e jurídicas. “Tem de achar uma solução técnica para isso.”

reforma da Previdência, prioridade do governo federal em sua relação com o Congresso, é o item número um da lista de 18 pontos elaborada pela entidade que será entregue aos parlamentares. “Mas não é só ela”, diz Martins. Ele explica que, sem eliminar pontos inibidores do investimento, a melhora no ambiente macroeconômico com a aprovação da reforma da Previdência trará resultados menores do que poderia.

As propostas passam por um novo marco legal para a concessão de licenças ambientais para a realização de obras, que são uma etapa muito demorada do processo. A CBIC defende que as análises pelos órgãos federais envolvidos, como Ibama, Funai e Instituto de Patrimônio Histórico, por exemplo, corram em paralelo. “E queremos regras claras, porque hoje elas não são.”

FGTS

Outro ponto que preocupa o setor é a possibilidade do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para outras finalidades que não sejam aposentadoria ou aquisição da casa própria. O FGTS é a principal fonte de financiamento do mercado imobiliário, respondendo por dois terços do total. O recado aos parlamentares é que, por mais bem intencionadas que sejam eventuais novas liberações, o impacto é negativo para o setor de habitação.

Martins defende também a reversão de um veto do ex-presidente Michel Temer a um projeto de lei de autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que buscava reduzir a insegurança jurídica para a atuação de empresas do setor. Hoje, explica Martins, o risco de ter o patrimônio pessoal comprometido faz com que os funcionários públicos prefiram não decidir nada. Isso provoca uma paralisia na relação do Estado com as empresas e afeta, por exemplo, as concessões em infraestrutura.

Num quadro onde nem prefeituras nem governo federal têm recursos, a aposta é nas concessões e Parcerias Público-Privadas. A proposta da CBIC é usar técnicos da Caixa para ajudar a estruturar concessões nos municípios. E, no caso federal, reformar o modelo que, avalia Martins, foi construído para beneficiar grandes empreiteiras.

Engenheiro renova apelo por doações para projeto habitacional no Haiti

Uma campanha de financiamento coletivo busca dar um passo decisivo para tirar do papel um projeto de extensão desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) voltado para a construção de moradias populares no Haiti. O objetivo é arrecadar recursos para iniciar as obras de uma pequena comunidade que abrigaria inicialmente 15 famílias da cidade de Duchity, situada em uma região afetada pelo terremoto de 2010 e pelo furacão Matthew, em 2016.

A iniciativa é do engenheiro Jac-Ssone Alerte, que nasceu em Duchity, a oeste da capital haitiana, Porto Príncipe, vive no Brasil desde 2008 e é formado na UFRJ. “É uma satisfação grande ver o projeto saindo do papel.” Jac-Ssone diz que, um jovem engenheiro como ele, tem que se preocupar e colaborar com sua comunidade. “Não sabemos os desafios de amanhã, mas o que está ao nosso alcance hoje é iniiar início a esse projeto. Transformar o local onde eu nasci e me sentir útil.”

A proposta de Jac-Ssone é aplicar, em regime de mutirão, a técnica solo-cimento, que vem sendo estudada há alguns anos por pesquisadores da UFRJ como uma alternativa a métodos convencionais empregados pela indústria da construção civil. A técnica é sustentável e de baixo custo.

Com duração de 60 dias, a campanha para arrecadar recursos tem duração de 60 dias, começou no dia 13 do mês passado e se encerra em 10 de fevereiro. A meta é levantar R$ 45 mil, total estimado para compra de uma máquina para fabricar tijolo solo-cimento e construção da primeira casa. Até , agora, porém, apenas 16% foram arrecadados – cerca de R$7 mil. A campanha é realizada na modalidade “tudo ou nada”, o que significa que, se a meta não for alcançada, o dinheiro será devolvido aos doadores.

Para Jac-Ssone, a iniciaitva pode ser exemplo para qualquer lugar do mundo. “Eu acredito no potencial de colaboração das pessoas. Se não conseguir a arrecadação, ainda não sei qual será o plano B”, afirma o engenheiro.

As doações são feitas pela internet, e os colaboradores poderão receber brindes como camisetas e chaveiros, além de ter o nome gravado em um tijolo da “parede dos doadores”, que será erguida na comunidade.

Os contribuintes ganharão ainda uma cópia digital do livro (Re)construindo um Sonho, que Jac-Ssone lançou no ano passado para apresentar suas ideias e contar sua história. Os recursos arrecadados com a venda dos livros impressos também estão destinados ao projeto.

Famílias desabrigadas

Em janeiro do ano passado, Jac-Ssone disse à Agência Brasil que o projeto de extensão prevê a construção da Village Marie no bairro de Don de L’Amitié, onde ele viveu. Segundoo Jac-Ssone, o nome da comunidade é uma homenagem à sua mãe. O terreno já foi adquirido e os beneficiários, selecionados com base em perfis socioeconômicos. São famílias desabrigadas em decorrência do furacão Matthew.

O plano urbanístico prevê ainda a construção de posto de saúde, escola e de uma área voltada para o comércio. Dessa forma, além das 15 famílias que serão assentadas, os demais moradores do bairro de Don de L’amitié serão beneficiados. Atualmente, eles sofrem com a carência de equipamentos públicos e com a inexistência de saneamento básico e de um sistema amplo de distribuição de energia, diz o engenheiro haitiano.

De acordo com Jac-Ssone, os imóveis serão seguros e resistentes a tremores e ventos fortes. A iniciativa tem ainda o objetifo de chamar a atenção para a necessidade de melhorar as políticas habitacionais no Haiti.

O engenheiro lembrou que o impacto das tragédias ambientais é otencializado pela frágil estrutura das edificações no país. O terremoto de 2010, que completa nove anos na próxima semana, atingiu 7 graus na escala Richter e causou a morte de cerca de 200 mil mortos. Já o furacão Matthew provocou mais de mil mortes em 2016.

Especialistas divergem sobre nova lei do distrato e dizem que construtora não pode enriquecer ilicitamente

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As novas regras do distrato já causam polêmicas no meio jurídico. Especialistas analisam detidamente a Lei 13.786/18, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta, 28. O texto regulamenta a rescisão e trata dos direitos e deveres de incorporadoras, loteadoras e adquirentes de imóveis nos casos de rescisão contratual.

Para alguns advogados, a lei ‘traz significativos avanços na regulação dos valores que são restituídos aos adquirentes de imóveis desistentes do contrato assinado’. Mas outros alertam que ‘a construtora não pode ter enriquecimento ilícito, se a pessoa desiste da compra por falta de condições, não pode perder 50%’

Duas são as situações regulamentadas: 1) caso a desistência se dê em um empreendimento no qual não haja patrimônio de afetação, a restituição será de 75% dos valores pagos; 2) naqueles em que há patrimônio de afetação, a restituição será de 50% dos valores pagos.

“A aprovação do projeto certamente contribuirá para o desenvolvimento do mercado imobiliário no Brasil, que hoje sofre não apenas os efeitos decorrentes da crise econômica, mas também com os graves problemas decorrentes da insegurança jurídica existente nos casos de resolução do contrato por inadimplemento do adquirente de unidades habitacionais em incorporação imobiliária”, considera Ulisses Sousa, sócio do Ulisses Sousa Advogados.

A lei deverá colocar fim à judicialização que cerca as desistências de compradores em projetos imobiliários que, segundo Ulisses Sousa, é de cerca de 40% no país.

“A falta de regras claras dá origem a inúmeros litígios, nos quais a palavra final acerca do assunto é conferida ao Judiciário, onde muitas vezes os processos são decididos sem um olhar atento para a realidade e as nuances especificas do mercado da construção civil”, observa.

Para o advogado, ‘o mercado da construção, que precisa de aplicação intensiva de capital, não suporta mais viver com tamanha insegurança, que contribui para o aumento dos custos e inibe a realização de novos empreendimentos imobiliários’.

A questão dos porcentuais, explica, traz regras claras para comprador e vendedor. “A nova lei vai contribuir para levar equilíbrio e harmonia a essas relações contratuais, sem privilegiar qualquer uma das partes.”

Por que porcentuais diferentes para os distratos?

O advogado Rodrigo Ferrari Iaquinta, do departamento de Direito Imobiliário do Braga, Nascimento e Zilio Advogados, explica que a diferença se dá pelo fato de que a existência de patrimônio de afetação significa que todos os valores pagos pelos compradores de determinados imóveis se destinam exclusivamente à construção do empreendimento no qual tais imóveis se localizam — um prédio de apartamentos ou um condomínio de casas, por exemplo.

“Assim, os valores estão ‘afetados’, isto é, restritos a um empreendimento”, diz Iaquinta. “Esta figura faz com que os compradores e incorporadores fiquem protegidos porque se trata de uma garantia para que a construção não seja obstada.”

De acordo com Rodrigo Iaquinta, outra questão importante que passa a ser regulamentada é sobre o fato de que o adquirente poderá desistir da aquisição, sem penalidades, em até 7 dias da realização da venda.

O advogado lembra que, nos casos em que há alienação fiduciária, não pode haver distratos, uma vez que em tais modalidades de negócio o regramento já está previsto na Lei 9.514/1997.

A lei é absurda, diz especialista

Para o advogado Eduardo Vital Chaves, sócio do Rayes & Fagundes Advogados, a lei sancionada entra em conflito com a legislação atual.

Segundo Vital Chaves, o Código Civil e o Código de Defesa e Proteção do Consumidor não preveem multas nesse porcentual, pelo contrário. “O artigo 51, inciso II do CDC é claro ao pontuar que são nulas cláusulas que subtraiam do consumidor o direito ao reembolso das quantias por si já pagas. Os incisos IV e XV do mesmo artigo também resguardam os consumidores contra cláusulas que prevejam obrigações iníquas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada ou que atentem contra o sistema de proteção do consumidor”, explica.

Eduardo Vital Chaves aponta que o Poder Judiciário já fixou esse porcentual entre 10% e 25%, em decisões reiteradas dos Tribunais de Justiça e do Superior Tribunal de Justiça.

Segundo o especialista é questionável, por meio da nova norma, uma tentativa por via transversa de se mudar os entendimentos já consolidados. Para ele, o porcentual da multa estipulado na lei é desproporcional. “As construtoras retomam o bem para revenda a terceiros, recebendo integralmente pela nova venda. Mas e o comprador que desistir do imóvel, tem que pagar uma multa de 50%? Perder metade de toda a sua economia? questiona.

O advogado assinala que ‘não há razoabilidade e proporcionalidade’.

“A construtora não pode ter enriquecimento ilícito. Se a pessoa desiste da compra por falta de condições, não pode perder 50%.”