Mercado da Engenharia no Brasil cresce e aumenta a demanda por novos profissionais

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Após registrar uma taxa de crescimento negativa de 5% em 2016 e de 2,5% em 2017, a indústria da engenharia tende a crescer 10% no ano de 2018 e aumentar a demanda por novos profissionais. Essa é a última previsão realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)[1]. O principal fator da retomada do nível de emprego no setor é o aumento da confiança dos consumidores na indústria de engenharia e pela taxa básica de juros (SELIC) atingir o percentual de 7.5% em 2017. Essa taxa desloca a atratividade de outros segmentos do mercado financeiro para a caderneta de poupança e disponibiliza recursos para o financiamento imobiliário. Outro indicador que demonstra como o mercado de engenharia possui demanda crescente por novos profissionais é a última pesquisa relacionada aos cursos de Engenharia no Brasil divulgada pela Universidade de São Paulo (USP)[2] no final de 2017. No período de cinco anos, entre 2010 e 2015, o número de ingressantes em cursos de engenharia do setor privado cresceram de 125.173 para 259.811 alunos por ano – um crescimento de mais de 100%. E todos esses alunos poderão suprir parte da demanda da área. De acordo com a revista EXAME[3], a consultoria especializada em recrutamento Page Personnel constata que a demanda em 2018 por engenheiros está entre 30 e 35% maior do que quando comparada a 2017. Melhoria de processos e indicadores do setor de engenharia A previsão para o crescimento do setor de engenharia também é sustentada pela melhoria nos processos e nos novos indicadores divulgados no último relatório da CBIC[4]. Entre os incentivos está a elaboração da Norma de Orçamentos e Formação de Preços de Infraestrutura (ABNT). Esse documento constrói uma norma técnica para embasar tabelas de preços e serviços de todo o setor.
Projeções para 2018 no mercado de engenharia O crescimento da demanda de mão de obra, principalmente qualificada, no setor de engenharia também é decorrente da taxa de confiança na construção no Brasil ter mostrado crescimento por seis meses consecutivos em 2017. Em dezembro de 2017 a taxa alcançou 77.5 pontos, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) [5]. Esse fator fez com que a entrada de 2018 fosse benéfica para a contratação de novos profissionais e para o aquecimento da área. Não por acaso, em março de 2018 o índice de confiança na construção alcançou 82.1%, ocasionado principalmente pela percepção favorável para 2018 do empresariado do ramo de engenharia residencial. Essa percepção é em decorrência do crescimento de aproximadamente 30% no número de lançamentos de empreendimentos e de 15% no de vendas ao se comparar números de 2016 e 2017. E o índice de confiança aquece o setor e abaixa a ociosidade. É o que mostra outro indicador da FGV denominado Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) e relacionado ao produto efetivamente gerado no setor e a capacidade produtiva da indústria. O NUCI atingiu 65.6% no final de 2017[6] e continuou a crescer. Em julho deste ano, o NUCI atinge a marca de 75.7% [7]. Esse aquecimento visualizado por tais indicadores é uma porta de entrada para empresas do setor investirem também em inovações e apostarem em tendências sustentáveis. Tendências e Inovações no mercado de engenharia As construtoras e empresas do ramo de engenharia, guiadas também pela redução da inflação, aqueceram seus investimentos em novas tecnologias que auxiliam tanto o crescimento do mercado, quanto o crescimento da confiança do setor. Algumas das tecnologias que ganharam destaque nos últimos anos vão desde produtos sustentáveis a aparelhos eletrônicos:
  1. Impressora 3D na Engenharia
No ramo da engenharia as impressoras 3D têm ganhado cada vez mais espaço após a criação do conceito de construção por contornos – ou, em inglês, contour crafting. Esse modo de construção requer engenheiros especializados e capacitados para programar a impressora 3D a realizar o projeto sem a necessidade de trabalhos braçais. Assim, a impressora seria responsável por montar elementos estruturais, partes hidráulicas ou até construções inteiras. No exterior isso já é realidade: uma empresa chinesa construiu dez casas em 24 horas utilizando-se da tecnologia da impressora 3D com o custo unitário de 3 mil libras, cerca de 11 mil reais[8]. Apesar de já existirem empresas que realizam a totalidade da obra com a tecnologia, as companhias de engenharia ainda estudam a verdadeira eficácia e como se utilizar a impressora 3D garantindo projetos seguros e com bom custo-benefício.
  1. O concreto sustentável
Toda empresa de engenharia deve estar antenada às novas tendências, principalmente quando o assunto é sustentabilidade. E uma das novas tecnologias na área e que vem sendo difundida é relacionada a um dos produtos mais consumido nas obras: o concreto. A inovação tem nome e é concreto sustentável. Esse concreto é produzido a partir das sobras e dos resíduos de construções e da fabricação de outros materiais: sobretudo resíduos de entulhos, lascas de madeira e vidro moído. Esse concreto é tão eficaz quanto o normal, além de apresentar uma redução nos níveis de emissão de poluentes na atmosfera e no desperdiço de materiais.
  1. Tijolos Ecológicos
Na mesma linha do concreto sustentável, os tijolos ecológicos ganham cada vez mais espaço no setor de engenharia. São inovadores, econômicos e apresentam um assentamento mais prático. O tijolo ecológico não é composto apenas de argila como os tradicionais. Nele é adicionado um polímero natural de algas e de lã, o que torna o tijolo ecológico até 40% mais durável e resistente do que o tradicional. Inovações e o Mercado de Trabalho na Engenharia Com esses poucos exemplos é possível notar que a demanda por profissionais qualificados no ramo de engenharia tende a ser cada vez maior. Não por acaso, os dados da pesquisa da USP apontaram um crescimento na busca por cursos de engenharia. Ou seja, além do crescimento ocasionado pela aceleração nos investimentos do setor imobiliário, as empresas do setor tendem a contratar ainda mais para conseguir suprir as necessidades do mercado aquecido. Opinião de um especialista: Segundo Rodrigo Garcia, CEO da Seleção Engenharia: “Um dos fatores determinantes na hora da contratação de um engenheiro, por parte das empresas, é a habilidade do profissional para lidar com pessoas e circunstâncias adversas, que são típicas da profissão, principalmente na área da construção civil, onde o profissional muitas vezes está exposto a condições climáticas desfavoráveis..” afirma Rodrigo. Para ajudar engenheiros nessa jornada em busca de melhores oportunidades de trabalho, a Seleção Engenharia disponibiliza, totalmente grátis, um Guia completo para melhoria de Currículo de profissionais da Engenharia. Os engenheiros interessados podem fazer o download gratuito do guia de currículo, disponível no blog da empresa, clicando aqui. Sobre a Seleção Engenharia: A Seleção Engenharia é uma plataforma on-line que tem como objetivo conectar engenheiros e empresas de Engenharia, em diversas áreas de atuação, nível técnico e superior. Ela foi criada em 2006 e atualmente está presente em 3 países: Brasil, Canadá e Estados Unidos.

Áreas da engenharia com os melhores salários em 2018

A engenharia é considerada uma área em que as oportunidades de carreira se sobrassem em relação a outras áreas do conhecimento. O fator financeiro atrai milhares de jovens que se preparam para o Enem ou os vestibulares tradicionais com o objetivo de conquistar uma vaga em um curso de engenharia. Analisar o mercado de trabalho é importante no momento de decidir qual profissão seguir. Por isso, confira quais são as engenharias mais bem pagas em 2018. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e reúnem informações salariais dos profissionais contratados no regime formal – de carteira assinada.

Engenharias mais pagas

A tabela apresenta os 10 cursos de engenharia com os melhores salários, levando em consideração os dados do Caged referentes aos profissionais contratados até maio de 2018.
 Curso  Média Salarial
 Engenharia Mecânica   R$9.245,20
 Engenharia Elétrica  R$8.140,39
 Engenharia de Produção   R$7.870,96
 Engenharia Química  R$7.832,92
 Engenharia Eletrônica  R$7.552,11
 Engenharia Civil  R$7.465,51
 Engenharia da Computação  R$6.939,40
 Engenharia de Telecomunicações  R$ 6.009,23
 Engenharia Florestal  R$5.737,27
 Engenharia de Controle e Automação  R$5.430,62
Dessa lista, quatro áreas da engenharia estão entre as engenharias mais procuradas pelos estudantes. Apesar de ser a mais procurada, a Engenharia Civil aparece na sexta posição quando o assunto é remuneração salarial. Saiba também quais são as melhores faculdades de engenharia para cada curso.

Imóveis de alto padrão podem ser financiados com FGTS

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A partir de janeiro de 2019, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS, vai poder ser usado nas negociações de imóveis de alto padrão. O setor imobiliário vê com otimismo as novas regras, que podem ser um incentivo a mais paro consumidor.

Para as imobiliárias da região, a notícia vem em boa hora. O valor limite de financiamentos com o fundo de garantia, que é de R$ 950 mil reais para o estado do Rio, vai passar para R$ 1,5 milhão. Com a nova regra o Governo Federal espera injetar mais de R$ 80 bilhões no mercado em seis anos.

No ramo há 25 anos, Silvio Pinto é dono de uma imobiliária em Resende, RJ, e revela que nunca viveu uma crise tão grande como a dos últimos 4 anos. Com a nova medida, quem não estava conseguindo comprar imóvel, pode ser beneficiado.

“O passo inicial é você pesquisar na internet as imobiliárias que tenham o imóvel nessa faixa de preço, que tenha o imóvel de alto padrão aqui para nossa cidade. Ele procurando, vai achar em condomínios fechados uma boa residência e agora ele pode usar o FGTS, né?,” destacou.

Depois de um ano conturbado pelo período eleitoral, os compradores voltaram a aparecer em uma outra imobiliária também em Resende. E quem guardou dinheiro espera agora o aumento do limite de financiamento para concretizar o sonho da casa própria.

”De uma maneira geral, as pessoas nesse tempo de crise acabaram juntando um pouco de dinheiro também. Nessa insegurança, você acaba fazendo uma reserva, então tem um poder maior de compra, como a oferta hoje ainda está um pouco maior do que a procura, quando você vai negociar, tem um poder maior de compra e consegue um desconto melhor, as taxas de juros melhoraram também, então isso tudo influencia na hora de comprar”, destaca Marcelino Paiva, dono da imobiliária.

Construtora lança residenciais com energia solar

Energia limpa, contribuição para o meio ambiente e também alívio para o orçamento familiar. A adoção de sistemas de geração de energia solar para uso doméstico, com a instalação de placas fotovoltaicas, passa a ser, pouco a pouco, mais acessível aos consumidores. Em Cuiabá, a MRV Engenharia inova ao trazer a tecnologia para clientes do segmento econômico, com o atrativo de uma estimativa de redução de cerca de 30% no valor da taxa mensal de condomínio. A construtora lança na Capital mato-grossense dois novos empreendimentos: o Chapada dos Colibris, no Recanto dos Pássaros, e o Chapada Boulevard, na Avenida Beira Rio, próximo aos maiores polos universitários da região. Os novos condomínios se somam a outros dois em construção que também já contarão com a tecnologia inovadora em produção de energia limpa e renovável. Juntos, serão mais de 1.500 apartamentos a serem entregues em Cuiabá com o diferencial em infraestrutura. As unidades individuais de geração produzirão energia elétrica autonomamente, a ser utilizada pelos futuros moradores dos condomínios residenciais, sobretudo para o rateio de despesas da área comum. Com isso, iluminação do estacionamento, portão eletrônico, portaria, bomba da piscina, salão de festas, itens que pesam no consumo de energia elétrica e nas despesas, ganharão como aliada uma farta matéria-prima aqui da nossa região: o caloroso “solão” mato-grossense. A sustentabilidade também se faz presente nas comunidades das quais os novos residenciais farão parte. Serão investidos mais de R$ 3 milhões em obras de infraestrutura e paisagismo no entorno dos empreendimentos, beneficiando a sinalização de trânsito, o plantio de árvores, a construção de abrigos de ônibus, recuperação de calçada, entre outras benfeitorias com reflexos para a coletividade. Esses condomínios oferecem apartamentos com padrão de dois quartos, funcionais e aptos ao enquadramento no programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Nos próximos cinco anos, todos os novos condomínios da construtora serão lançados com o sistema de energia solar, iniciativa que está na matriz de sustentabilidade. Para isso, a empresa deverá investir R$ 800 milhões no período, em empreendimentos em diferentes localidades do país.
Inovação – A primeira usina solar num condomínio de imóveis econômicos já começa a funcionar no Parque Chapada da Costa, na Rodovia Emanuel Pinheiro, sentido Chapada-Cuiabá. O empreendimento cujas obras seguem em fase de acabamento é o segundo da bandeira MRV no Brasil a receber a instalação de placas fotovoltaicas. O início das operações se dá com a instalação de medidores pela concessionária de energia elétrica do Estado. Com a mensuração do insumo produzido, a energia elétrica é disponibilizada ao chamado Sistema Interligado Nacional (SIN), gerando créditos de energia aptos à compensação na fatura mensal paga pelo consumidor. Outro condomínio recentemente lançado em Cuiabá, o Chapada das Oliveiras, na região da Morada do Ouro, também terá placas de energia fotovoltaica e outras iniciativas sustentáveis estendidas ao mercado de imóveis econômicos. Disponibilização de bicicletas compartilhadas (algo inédito no segmento habitacional econômico em Cuiabá e Várzea Grande), sistema de segurança completo e tomadas USB instaladas nos apartamentos também estão no mix de inovações nesse nicho da construção civil.

Construtora abandona canteiro de obras de 4 estações e aumenta atraso do Monotrilho em SP

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As obras de acabamento de quatro estações da Linha 15 – Prata do Monotrilho, que deveriam ter sido entregues em setembro, estão paradas em São Paulo. A situação representa um desânimo total para os moradores da região de São Mateus, na Zona Leste, que há seis anos esperam pela chegada do transporte sobre trilhos.

Um trecho, com estações que foram abertas ao público em abril,inaugurado com 6 anos de atraso, ainda opera parcialmente, com horário reduzido.

Em outro trecho, as obras de algumas estações foram abandonadas pela construtora. As estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, que deveriam ter sido entregues no fim de setembro, estão com obras de acabamento e, nos canteiros, só há lixo, peças de escada rolantes e entulho.

Em alguns pontos, como perto do terminal Sapopemba, a obra ainda atrapalha o trânsito e os pedestres.

Embaixo da futura estação São Mateus tem resto de obra, uma montanha de terra, material de construção e acabamentos de calçada, em um local aberto, onde qualquer um pode entrar e sair.

A empresa responsável é a Azevedo e Travassos, que que tem dois contratos com o governo do estado, em um total de R$ 100 milhões. Com o abandono das obras, o Metrô não descarta o fim do contrato.

Obras de estações do Monotrilho estão paradas — Foto: TV Globo/reproduçãoObras de estações do Monotrilho estão paradas — Foto: TV Globo/reprodução

Obras de estações do Monotrilho estão paradas — Foto: TV Globo/reprodução

A Linha-15 Prata começou a ser construída em 2009 e está seis anos atrasada. O projeto era para ligar a Vila Prudente até Cidade Tiradentes, e ficar pronta até 2012.

Só em 2014, as primeiras duas estações ficaram prontas. Dois anos depois, o Metrô anunciou que o projeto iria encolher 13km, perdeu 8 estações e o ponto final passaria a ser São Mateus.

Em abril de 2018, mais quatros estações foram abertas: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstoi e Vila União, que até hoje funcionam em horário reduzido.

Para os moradores da Zona Leste, o monotrilho ainda é um sonho, mesmo que distante.

Restos de obras em estações do monotrilho — Foto: TV Globo/reproduçãoRestos de obras em estações do monotrilho — Foto: TV Globo/reprodução

Restos de obras em estações do monotrilho — Foto: TV Globo/reprodução

Imobiliárias investem na assinatura digital para contratos de aluguel

Rio – Incorporadoras e imobiliárias estão investindo cada vez mais em um procedimento de locação feito exclusivamente pela internet. Com o novo formato de assinatura, o futuro inquilino pode fechar o negócio a qualquer hora e em qualquer lugar, sem ter a necessidade de idas ao cartório. O processo pode ser feito pelo computador ou pelo smartphone. Durante o processo, o futuro locatário recebe um documento para confirmar as cláusulas e dados do contrato de locação e confirmação da assinatura.

O QuintoAndar, por exemplo, começou a operar já no ambiente online. Assim que a proposta é aceita pelo proprietário e o inquilino passa pela análise de crédito, a empresa gera o contrato, que é encaminhado para as partes envolvidas na negociação. Uma vez assinado, o contrato é fechado. “É um caminho sem volta, com a tecnologia facilitando e simplificando processos antes burocráticos”, explica André Penha, cofundador da empresa.

Mas esse novo modelo de negócio também atingiu em cheio as empresas tradicionais do setor. Desde o ano passado, contratos de aluguel firmados pela Administradora Renascença podem ser feitos apenas pela internet. Para Alexandre Parente, vice-presidente administrativo da empresa, o novo formato desburocratiza as negociações. “Dependendo do caso, a locação é validada em até 12 horas, além de não ter custo para os clientes”, explica.

A imobiliária Sawala também está investindo nesse cenário. “Já é uma realidade. Os clientes podem fazer o processo de forma gratuita”, afirma Antonio Augusto Gonçalves, gerente jurídico da Sawala Imobiliária.

Mesmo com as mudanças nas administradoras, o consumidor ainda pode optar pela assinatura convencional. Nesse formato, é preciso reconhecer o documento em cartório. Entretanto, os custos costumam ser mais elevados.

Mercado imobiliário se prepara para o cohousing

O cohousing vem atraindo os olhares de brasileiros que buscam envelhecer com qualidade de vida, autonomia e conexões sociais. Este modelo de moradia é um tipo de comunidade em que um grupo de pessoas tem a intenção de planejar uma vida em conjunto. Para concretizar este projeto abrangente e complexo, é necessário o envolvimento de uma equipe de profissionais multidisciplinar capacitada para conduzir o processo com o grupo e a concepção do empreendimento. Pensando em preparar o mercado brasileiro para atender à demanda que começa a surgir, a Universidade Secovi, em parceria com a Free Aging, oferece de 19 a 21 de outubro o curso Planejamento e Implantação de Cohousing. A iniciativa será ministrada pela arquiteta norte-americana Laura Fitch, especializada em cohousing na Dinamarca e com larga experiência em projetos de cohousings nos EUA, sendo residente de um, o Pioneer Valley, há mais de 20 anos. Como montar um cohousing – Das reuniões iniciais com os primeiros interessados, começa-se a formar o grupo, que vai atraindo amigos dos fundadores. Só a partir de muitas reuniões, onde os participantes do grupo vão se conhecendo e delineando como e onde querem morar, quais espaços comuns e que atividades querem ter no cohousing, é que se parte para o projeto de implantação: a concretização dos desejos dos participantes. O processo normalmente é longo, podendo levar de dois a três anos ou mais. “Para ter êxito, é recomendável que seja conduzido por um profissional como mediador. Seu papel é essencial e pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso”, explica Edgar Werblowsky, da FreeAging, dedicada a criar e planejar soluções para um envelhecimento com qualidade de vida, parceira da UniSecovi. O trabalho desse profissional é gerenciar os processos de decisões do grupo. Ele tanto pode ser um arquiteto com experiência em negociação, como um mediador familiarizado com técnicas de governança, como sociocracia ou governança dinâmica, por exemplo.

Empresas do Paraná se destacam em ranking das 500 Grandes da Construção

Duas empresas ponta-grossenses figuram no ranking “Engenharia Brasileira 2018: 500 Grandes da Construção”. A Ponta Grossa Ambiental (PGA), prestadora de serviços de limpeza urbana da cidade de Ponta Grossa, conquistou a 27ª posição do ranking nacional de Serviços Especiais de Engenharia. Já a Zero Resíduos, empresa de soluções ambientais, alcançou a 38ª colocação entre as empresas brasileiras. Ambas pertencem ao Grupo Philus, um dos principais grupos paranaenses do setor. A classificação é feita pelo newsletter digital Investimentos & Obras, da Revista OE, que acompanha há mais de três anos, iniciativas do setor privado envolvendo investimentos em infraestrutura de saneamento básico, transportes e energia, além da indústria do petróleo e de serviços. Para concorrer, os empreendimentos devem ter uma visão de mercado a médio prazo com demanda de população de mais de 200 mil pessoas. O resultado foi comemorado pelo diretor do Grupo Philus, Vitor Borsato. “Essa classificação é fruto de investimentos frequentes em tecnologia, desenvolvimento de equipe e a execução de um trabalho de qualidade nos serviços prestados”, afirma. No Paraná, a PGA ocupa o 3º lugar no ranking e a Zero Resíduos a 5º colocação. Crescimento O Grupo investiu nos últimos 12 meses mais de R$ 10 milhões em aperfeiçoamento tecnológico, estrutura, equipamentos e melhorias de eficiência na gestão e gerenciamento de resíduos nas cidades em que atua. Considerado um dos principais grupos empresariais do setor no Paraná, tem forte atuação em Ponta Grossa, demais cidades dos Campos Gerais, além de Londrina e litoral.

Trinta e dois mil estudantes paulistas trancaram curso de engenharia no último ano.

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O Brasil forma menos engenheiros do que realmente precisa para se desenvolver. A afirmação está no estudo “Ensino de engenharia: fortalecimento e modernização”, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que faz parte de uma série de propostas para os candidatos à presidência da República. Muito disso se deve ao fato de existirem altas taxas de evasão dos cursos, ou seja, muitos estudantes desistem no meio do caminho. Ano passado, em São Paulo, 82,5 mil pessoas se matricularam e iniciaram um curso de Engenharia em uma das universidades locais. Porém, no mesmo ano, mais de 32 mil alunos trancaram o curso, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A especialista em educação de engenharia Maria de Fátima Souza tem acompanhado o ensino em engenharia há mais de 20 anos. Ela entende que é necessário melhorar os formatos, principalmente, adaptar disciplinas. “Existe um problema grave que desmotiva os alunos e que talvez seja a razão dessas taxas altíssimas de evasão, que é o fato da disciplina de cálculo ser levada mais ensinando procedimentos para a resolução de problemas, do que necessariamente entendendo como você aplica o conceito”, explica a professora. Maria de Fátima defende que é necessário reavaliar o modo como os professores de engenharia ensinam em sala de aula. Para ela, é importante ter profissionais de outras áreas, como pedagogos e psicólogos que auxiliem os professores a tornarem as aulas mais práticas e dinâmicas. A recomendação não vale só para São Paulo – é uma necessidade nacional. O país precisa de mais engenheiros e que são bem preparados, porque de acordo com a CNI, para cada 10 mil habitantes brasileiros, apenas 4,8 são graduados em engenharia. Enquanto em países mais desenvolvidos como Coreia, Rússia, Finlândia e Áustria contavam com mais de 20 engenheiros para o mesmo número de pessoas. A diretora de inovação da CNI e superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Gianna Sagazio, ex plica que o mundo tem mudado de forma muito acelerada, e por isso, é importante preparar bem futuros engenheiros para que eles acompanhem o ritmo da indústria.“Se a gente não tiver engenheiros e engenheiras preparados para os impactos dessa revolução digital, não conseguiremos ser competitivos e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.” Além dos índices baixos de estudantes que concluem o curso de engenharia, os cursos também não foram tão bem avaliados. Em 2016, 1.538 cursos foram avaliados. Destes, o Inep informou que cerca de 60% atingiram apenas a nota mínima satisfatória, e 15% ficaram abaixo desse valor.

Um novo chamado para startups da construção civil

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A construção civil ainda é considerada um setor que caminha a passos lentos para implementar a inovação em seus processos produtivos no Brasil. Porém, muitas empresas da área já voltam os seus olhos para um mercado que tem muito espaço para expandir e, além de melhorar os processos do setor, gerar muitas oportunidades de negócios. Com foco nisso, a Vedacit, empresa do segmento de impermeabalização, escolheu a capital pernambucana para lançar o seu programa de aceleração de startups. O Vedacit Labs vai abrir o processo de seleção agora em setembro, selecionar cinco iniciativas em dezembro para começar o ciclo de aceleração em março do próximo ano. Cada startup vai receber um aporte de R$ 100 mil. A primeira experiência da Vedacit com a aceleração de startups aconteceu no ano passado, quando duas iniciativas receberam o aporte da empresa juntamente com outras marcas do setor. Foi quando surgiu a ideia de a marca de impermeabilização ter o seu próprio programa de aceleração. O lançamento do Vedacit Labs aconteceu durante o evento Construtalk Recife, realizado na semana passada com o objetivo de fomentar a inovação na construção civil. “Escolhemos Pernambuco por ser um mercado importante para nós e também porque o Recife tem um celeiro tecnológico grande, com o Porto Digital e o Cesar, inclusive oferecendo condições de oferecer boas soluções. Inclusive, esperamos que tenha um selecionado daqui”, afirma Luis Fernando Guggenberger, gerente de Inovação e Sustentabilidade da Vedacit. O Vedacit Labs faz parte da aposta da empresa na inovação e o objetivo é abrir uma chamada por ano. Além disso, a estimativa é que o braço de inovação cresça e entre 2019 e 2020 tenha o seu próprio fundo de investimentos. “Somos uma empresa 100% brasileira e temos que apostar na inovação nacional. Somos um povo criativo e precisamos canalizar os esforços para ter um modelo de negócios. Tudo isso é poderoso para a transformação do país”, conta o gerente. As expectativas são positivas. “Vamos ouvir as dores das construtoras e levar as soluções através das startups. Nós ajudamos o setor e geramos negócios. Vamos ganhar um percentual, mas se a iniciativa levar meu produto também ganha”. Além do aporte financeiro, o programa de aceleração vai oferecer seis meses de residência no WeWork em São Paulo, local onde já está a área de inovação da Vedacit e cinco meses de aceleração em parceria com a Liga Ventures. O chamado será voltado para duas áreas. Uma será a digital, que vai desde sensores até plataforma de capacitação de pedreiros, faça você mesmo e indicação de profissionais, por exemplo. A segunda tem foco mais voltado para a área de atuação da Vedacit, a impermeabilização, como sistemas de reuso de água, serviços para impermeabilizar habitações na baixa renda e para a melhoria dos processos construtivos nesta etapa. Oportunidades de negócios com a inovação para quem deseja empreender Estimativas dão conta que existem cerca de 250 startups no Brasil voltadas para diversos segmentos da construção civil. E as Construtalks, que são eventos itinerantes e realizados em vários estados brasileiros, servem para fomentar a inovação no setor. No Recife, o evento reuniu desde empreendedores até jovens que buscam uma oportunidade para empreender. A iniciativa serve tanto para o lado das construtoras, que podem melhorar os seus processos construtivos e reduzir custos, como para quem deseja ter um produto inovador e ganhar seu dinheiro. Um ponto positivo foi a presença de jovens que desejam empreender. “O setor é carente de muita coisa ainda, como a baixa produtividade, e é uma área que sofre com essa maneira antiga de produzir, ainda que tenha melhorado nos últimos 10 anos. Se por um lado tem as dificuldades do setor, por outro existe um campo muito grande para inovar e ganhar dinheiro”, explica Thiago Melo, vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE). Para ele, o evento foi importante neste aspecto porque mostrou várias possibilidades de geração de negócio. “O maior problema de 70% das startups que morreram é que o fundador delas desenvolveu algo com base na intuição dele. Quando lançou a iniciativa, o mercado não achou aquilo uma grande ideia porque não estava resolvendo o problema do setor. Portanto esses eventos como o Construtalk servem para quem deseja empreender saber se sua ideia vai resolver as dores do setor. E foi possível ouvir as tendências”, acrescenta. Outro lado que também se beneficiou foi o das construtoras, já que elas tiveram espaço para ver novidades para implementar em suas obras. “Os debates foram muito bons. Conversamos sobre o Bim, que está no Brasil há 10 anos, mas agora o setor está conseguindo despertar para ele. Foram mostradas propostas de incentivo do governo do estado para as startups. O Porto Digital explicou em que pode apoiar as iniciativas”, resume. Além disso, teve a apresentação do programa Plataforma Integrada de Geração de Startups (PIGS), do Sebrae junto com o Cesar, que também vai selecionar startups para ajudar a resolver problemas do setor.