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Video: 7 princípios para construir cidades melhores

Mais de metade da população mundial já mora em cidades e outros 2,5 bilhões de pessoas deverão se deslocar para áreas urbanas até 2050.

A maneira como construímos novas cidades será o centro de tudo que importa, desde as mudanças climáticas até a vitalidade econômica para o nosso bem-estar e sensação de conexão. Peter Calthorpe já está no trabalho planejando as cidades do futuro e defendendo o design da comunidade focado na interação humana.

Ele compartilha sete princípios universais para resolver a expansão e construir cidades inteligentes e mais sustentáveis.

Lideranças preveem um 2018 com potencial para a retomada da economia

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O setor produtivo do Distrito Federal prevê um 2018 de recuperação econômica. De acordo com especialistas e lideranças sindicais e de federações, com a queda da taxa de juros para 7%, a expectativa é de um ano melhor do que o anterior. Além disso, a corrida do período eleitoral pode ser vantajosa para algumas áreas específicas, como bares e restaurantes.

“Apesar da base ruim, de quase três anos de recessão, estamos em uma curva ascendente. As pessoas fizeram uma reavaliação do planejamento de compras e retornaram ao mercado. Houve uma retomada na confiança dos consumidores”, explica Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio/DF).

Conforme análise de Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), a construção civil é o setor mais promissor para 2018. “A área é uma empregadora de modo extensivo, com contratações imediatas. Os índices estão muito baixos, então, eu não vejo espaço para que caia ainda mais”, avalia. Ele associa o crescimento ao maior investimento do Executivo local, principalmente em mobilidade urbana, como obras de passarelas e obras no anel viário.

“Se tivermos um governo comprometido com reformas, inovação e desenvolvimento, 2018 será o ano da grande virada”, Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF)

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do DF mostra que, entre outubro e novembro, o índice de trabalho na construção civil subiu 8,2%. Com a regularização definitiva do Setor Noroeste, por exemplo, a quantidade de canteiros aumenta, assim como o índice de ocupação. “O investimento na construção civil é a primeira necessidade das pessoas, mas é a mais difícil de ser adquirida”, aponta Bittar.

“Uma das pautas mais importantes é a simplificação do regime tributário. Atualmente, o empresário gasta cerca de 2.400 horas por ano com a burocracia dos impostos e tributos”, Rodrigo Freire, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no DF

Apesar da perspectiva positiva para 2018, o índice de desocupação ainda é alto na cidade. A PED de novembro indica uma diminuição em comparação a outubro, mas o total ainda atinge 18,4%, taxa que engloba cerca de 300 mil brasilienses. Em 365 dias, a quantidade de desempregados caiu apenas 0,1%, sendo que, em novembro de 2015, o índice era de 14,2%. O mês que apresentou o maior índice de 2017 foi março, com 2,3 ponto percentual a mais do que o apresentado no encerramento do ano.

Consciência

Contudo, a melhora nos negócios está diretamente ligada a medidas governamentais. “A recuperação depende da continuidade das reformas estruturais, como da Previdência e a tributária, e das microrreformas. Isso aumentará a confiança dos investidores para sairmos dessa crise duradoura e terrível”, aponta Adelmir Santana. Na indústria, a tendência de crescimento é visível no Índice de Confiança do Empresário Industrial (Ipei/DF) de dezembro, que atingiu 58%, valor 10,6 pontos maior do que o mesmo período do ano anterior. “Esse otimismo nos investimentos gera emprego de modo direto”, enfatiza Bittar, da Fibra.

“Esse período natalino e de virada trouxe uma nova expectativa para o setor empresarial de maneira geral, com um certo alívio e otimismo para o ano que chega”, Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar)

Para ele, as eleições são positivas, pois dinamizam os debates e a criação de soluções para a situação local. O momento deve ser positivo para restaurantes e bares. “É onde as pessoas vão discutir política e fazer reuniões”, destaca Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar).

“Eu acredito que o crescimento do DF será acima da média nacional no setor produtivo. Nós temos uma mão de obra muito qualificada e uma juventude pronta, que só precisa de oportunidades”, Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)

Os especialistas destacam as escolhas conscientes nas urnas. “A população precisa começar a pensar sobre o país que quer, se é um onde o cidadão volta a ter mais poder de decidir sobre as próprias coisas ou um Estado-pai”, opina Rodrigo Freire, à frente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no DF. Para o responsável pela Fecomércio/DF, uma preocupação com o período eleitoral se refere aos candidatos que tomam medidas irresponsáveis para ganhar popularidade e se reeleger.

Profissionalização

Além do maior investimento governamental, a profissionalização tem sido outro ponto positivo na capital federal. Mais de 60 mil brasilienses buscaram cursos e oficinas no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae/DF) em 2017. “Percebemos uma procura muito grande de pessoas que têm o sonho de montar o próprio negócio”, revela o gerente de Atendimento Personalizado da entidade, Ary Ferreira Júnior. Os indicadores de inovação, gestão, desempenho e consultoria também reforçam as expectativas positivas para 2018.

“A partir de janeiro, teremos um grupo de pessoas preparadas, conscientes do que têm de fazer, com estratégia e cálculo de riscos. Apesar do baixo crescimento em 2018, os pequenos negócios terão sustentabilidade e retorno financeiro”, Ary Ferreira Júnior, gerente de Atendimento Personalizado do Sebrae no DF

Brasília conta com mais de 200 mil pequenas empresas em funcionamento, sendo que cerca de 70 mil proprietários se profissionalizaram no Sebrae no último ano. O gerente nota uma mudança de cultura de empresários instalados e potenciais. “Eles buscam alternativas para o orçamento e passaram a monitorar e a pesquisar as tendências dos clientes para ter assertividade com preço acessível, qualidade melhor e facilidade de acesso”, analisa.

Confira as carreiras que serão mais procuradas na retomada da construção civil

No embalo da retomada na indústria da construção civil a partir de 2018, os setores que mais devem gerar empregos na cadeia são os de sustentabilidade, infraestrutura, mobilidade e habitação.

Como as áreas são macro, as vagas devem abranger uma gama muito grande de profissões. No topo da lista estão as Engenharias e suas especialidades, elas aparecem nos quatro segmentos e estão muito ligadas à construção civil, uma atividade na qual a mão-de-obra humana é necessária e fundamental para a recuperação da economia.

Os sinais de que os próximos anos serão melhores aparecem em várias frentes. O Índice de Confiança da Construção, da Fundação Getulio Vargas, indica que vão aumentar as contratações em 2018. “O avanço não foi grande, mas os resultados representam uma sinalização importante de melhora da atividade da construção nos últimos meses do ano, o que, por sua vez, traz perspectivas mais positivas para o setor em 2018”, avaliou, Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

A recuperação da atividade deverá ser gerar oportunidades de trabalho em outros segmentos próximos, como saneamento básico, desenvolvimento urbano e mobilidade. O esforço para reduzir o déficit habitacional também será um grande gerador de mão-de-obra. Até 2025, o Brasil precisa construir 14,5 milhões de novos domicílios para suprir essa necessidade, conforme estimativa do Secovi-SP em parceria com a FGV.

Para se beneficiar dessa onda positiva de emprego, no entanto, é preciso estar preparado. Assim como em qualquer segmento, a qualificação é uma exigência. “As vagas que vão crescer são dos profissionais qualificados, os informais não conseguem operar uma máquina cara, é preciso treinamento para isso”, destaca o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins.

Entre as profissões que estarão em alta, destaque para o engenheiro projetista, assim como especialistas em automação residencial e técnico em edificação, o novo mestre de obras. Em alta também profissionais ligados à área de sustentabilidade, com experiência em BIM – planejamento e execução usando novas tecnologias.

“Hoje não adianta ser um exímio desenhista para fazer um projeto usando um esquadro. É preciso saber Autocad, que daqui a pouco será totalmente substituído pelo BIM”, avalia Martins.

No último boom da construção civil, dizem os especialistas, a combinação de juro baixo, bastante crédito – até 30 anos para pagar – permitiu que as pessoas comprassem imóveis pagando mais caro pela ineficiência do setor, porque a prestação cabia no bolso. Mas agora a situação é diferente. E essa mudança vai impactar diretamente na hora de contratar profissionais. O mercado vai priorizar a eficiência.

“Se as empresas quiserem vender, vão ter que trabalhar no custo. Elas devem melhorar a eficiência, a produtividade e os profissionais precisam atender à essa demanda”, destaca o presidente da CBIC.

Um dos problemas do setor é o grau de informalidade. Em 2014, no começo da recessão, 57% dos ocupados não recolhiam para a Previdência Social. De lá pra cá, cerca de 1 milhão de vagas com carteira assinada foram perdidas (de 3,3 milhões para 2,3 milhões). Esse contexto aumentou a quantidade de profissionais trabalhando como informais.

Tendências

Para Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, as perspetivas são muito boas nos segmentos de Sustentabilidade, Infraestrutura, Mobilidade Urbana. Ele aposta na carreira de Engenheiro Ambiental, com especialização em tratamento de resíduos, replantio, proteção de mananciais, o que é uma tendência mundial. No que se refere à infraestrutura, a demanda por estradas, portos e aeroportos é uma necessidade para permitir o crescimento do país, assim como o aporte em mobilidade é fundamental para a expansão e melhoria de qualidade de vida nas cidades.

“Como em qualquer profissão, a qualificação, as experiências internacionais são bem vistas e rendem melhores colocações e remunerações”, avalia Amary.

Calcula-se que de forma direta, indireta e contabilizando os informais, a cadeia tenha cerca de 12,5 milhões de trabalhadores.

Seja qual for sua capacitação no setor, uma coisa é certa: o mercado está reagindo e terá espaço para profissionais preparados, mais eficientes e de olho nas novas tecnologias.

Profissionais com alta demanda

Sustentabilidade: engenheiro de sustentabilidade, engenheiro ambiental, especialista em tratamento de resíduos, especialista em replantio, especialista em proteção de mananciais, especialista em reutilização de materiais, especialista em gestão de resíduos sólidos e especialista reaproveitamento de águas

Infraestrutura: engenheiros especialistas em construções de estradas, portos e aeroportos, topógrafo agrimensor, arquitetos, engenheiro projetista, técnico ambiental, advogado especialista em direito ambiental

Mobilidade: engenheiros e arquitetos especialistas em arquitetura urbanística, engenheiro projetista, técnico em segurança do trabalho, engenheiro de transporte

Habitação: pedreiro, encarregados, serventes, eletricistas, carpinteiros, mestre de obras, técnico em edificações, engenheiro civil, automação residencial, engenheiro BIM especializados em planejamento e execução, designer de interiores

Setor da construção civil volta a operar em larga escala e isso é um excelente indicador

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A construção civil é um dos setores mais importantes da economia de um país, especialmente um país como o Brasil, que ainda está se desenvolvendo muito (é uma nação de terceiro mundo). Nesta área a economia só funciona bem quando há abundância de crédito, pois é capital intensivo. Nos últimos três ou quatro anos esta foi uma das áreas mais negativamente afetadas da economia, mas agora o setor imobiliário voltou a usar o termo “lançamentos”, voltou a produzir imóveis e vendê-los na planta. Tudo isso é um ótimo indicador.

Por ser um setor que envolve grande quantidade de dinheiro, o ramo da construção civil também envolve riscos mais elevados. Uma empreiteira não pode, por exemplo, gastar uma fortuna para construir um edifício residencial que irá ficar parado por falta de clientes depois. Se isso acontecer ela jamais vai recuperar seu investimento, terá perdas milionárias. Além disso, não só o material para construção é caro, a mão de obra também é. Do mais reles servente de pedreiro ao engenheiro civil, este setor é um dos que tem as melhores remunerações, justamente porque envolve uma necessidade básica da população e a possibilidade de altos ganhos para os investidores.

De acordo com Felipe Moreno, ex-editor do InfoMoney e fundador da startup Middi, os sinais estão claros. Há uma evidente recuperação econômica em andamento. Isso tudo, também, graças ao fato de que a bolha imobiliária brasileira foi menor do que o previsto, o que significa que houve menores perdas mesmo no período de crise. Agora, ao que parece, é só questão de tempo. Todos os sinais estão bastante positivos.

A maior crise de nossa história, pelo visto, está mesmo ficando no passado.

Os bairros mais caros – e os mais baratos – para morar em SP

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SÃO PAULO – O bairro mais caro para comprar um imóvel na cidade de São Paulo é Vila Nova Conceição, na zona sul da capital, segundo um levantamento realizado pelo FipeZap. Em dezembro de 2017, o preço do m2 da região foi R$ 16.752, contra R$ 8.745 do preço médio da cidade.

Em segundo lugar vem o Jardim Paulistano, com preço médio de R$ 15.314/m2. Cidade Tiradentes, por sua vez, aparece no fim do ranking e possui o m2 mais desvalorizado da capital: R$ 2701. De acordo com o FipZap foram avaliados 189724 anúncios de imóveis para compor a lista.

No ranking geral do Brasil, Rio de Janeiro lidera a lista com o preço médio do m2 mais caro (R$ 9.811). A cidade maravilhosa é seguida por São Paulo (R$ 8745), Distrito Federal (R$ 8.238) e Niteroi (7.225).

Bairros mais Caros SP (m2)

Bairros mais Baratos SP (m2)

Os dois engenheiros que serão mais disputados em 2018

São Paulo – Engenheiros com foco no agronegócio e profissionais da área de segurança do trabalho estão com boas perspectivas de trabalho em 2018, segundo consultorias de recrutamento consultadas.

De acordo com a equipe da Catho, engenheiros chegam a ganhar mais de 13 mil reais no setor de agronegócio, um dos segmentos mais promissores do pais, de maneira geral.

A profissionalização do setor e o ritmo de crescimento do mercado de orgânicos são fatores que explicam a maior demanda pelos engenheiros na cadeia do agronegócio, que abrange os setores de agronomia, agropecuária, aquicultura, agrimensura, ambiental, florestal e de pesca.

Na indústria, engenheiros de segurança do trabalho devem encontrar melhores perspectivas de emprego em 2018,

De acordo com a expectativa da consultoria de recrutamento Michael Page, o cargo de gerente de saúde, segurança e meio ambiente deve ser o mais demandado. Para essa posição, salários devem variar entre 15 mil e 20 mil reais.

Confira mais detalhes das funções mais promissoras para engenheiros no próximo ano:

Engenheiro com foco em agronegócio

O que faz: pode atuar em toda cadeia produtiva rural, desde gestão e análise de operações para o preparo e cultivo do solo, controle de pragas, estudo de melhores procedimentos de adubação e irrigação até planejamento de alimentação/ reprodução de animais e também manejo dos produtos depois do abate. Também podem desenvolver ações focadas em aproveitamento sustentável do meio ambiente.

Perfil: formações focadas em agronegócio, gestão ambiental, zootecnia, agronomia, engenharia de alimentos e até mesmo cursos ligados à cadeia produtiva rural, segundo a equipe da Catho.

Por que está em alta: necessidade de modernização do agronegócio para ajudar a aumentar a produção de alimentos e garantir a preservação de recursos naturais dá destaque para a carreira. A expansão do mercado de orgânicos também puxa a demanda por esse profissional, segundo a Catho.

Gerente de saúde, segurança e meio ambiente

O que faz: gerencia todo sistema de saúde, segurança e meio ambiente da companhia, e por vezes também sustentabilidade.

Perfil: formação em engenharia de segurança do trabalho, capaz de assegurar o cumprimento de regulamentos, implementar e defender políticas ambientais e garantir a segurança de seus colaboradores. Visão estratégica é um requisito.

Por que está em alta: preocupação maior com segurança e com sustentabilidade dá destaque para profissionais da área, segundo a equipe da consultoria Michael Page.

Construção de imóveis deve subir em 2018, após período de quedas consecutivas

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Após longo período apresentando quedas, a construção civil deve apresentar crescimento em 2018, aponta a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, ABECIP. As expectativas não eram favoráveis desde 2012, mas o atual cenário econômico, com relativa estabilidade política leva o mercado a fazer projeções otimistas.

Segundo a Neoway, consultoria que elabora um relatório com tendências do setor, a quantidade de metros quadrados construídos em 2018 deve ser 1,2% maior em comparação com 2017. A expectativa também é positiva para o lançamento de novos empreendimentos, que deve crescer 25%, segundo a consultoria.

Outros fatores que contribuem para a expectativa positiva é a baixa taxa de juros, que já foi assunto aqui, e o déficit habitacional.

* DÉFICIT HABITACIONAL É A DENOMINAÇÃO DADA AO NÚMERO DE FAMÍLIAS QUE VIVEM EM CONDIÇÕES INADEQUADAS DE MORADIA. UM EXEMPLO DESSA SITUAÇÃO É AS FAVELAS, ONDE AS HABITAÇÕES COMPREENDEM AO MENOS UMA DAS CAUSAS LISTADAS: SÃO FEITAS COM MATERIAIS PRECÁRIOS, COMPREENDEM MAIS DE UMA FAMÍLIA (COABITAÇÃO), CADA QUARTO É HABITADO POR MAIS DE TRÊS PESSOAS (ADENSAMENTO DEMOGRÁFICO), OU CASOS EM QUE O ALUGUEL COMPROMETE MAIS DE 30% DA RENDA (ÔNUS EXCESSIVO DE ALUGUEL).

SEGUNDO DADOS  DO DEPARTAMENTO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DA FIESP (DECONCIC), O DÉFICIT HABITACIONAL NO BRASIL, EM 2014, ERA DE 6,941 MILHÕES DE FAMÍLIAS.

Interessante observar, que a base de comparação de 2017 é baixa, ainda assim, o crescimento é expressivo se considerado o histórico recente de retrações.

Decisão inédita da Justiça beneficia engenheiros de todo Brasil

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São Paulo – Uma decisão inédita na Justiça Federal de Manaus (AM), em caráter liminar, é boa notícia para engenheiros interessados em aumentar seu escopo profissional.

Um engenheiro eletrônico que fez mestrado em engenharia aeronáutica no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) conseguiu na Justiça o aumento da sua atribuição profissional e terá agora também o título de engenheiro aeronáutico na sua carteira de trabalho.

O profissional precisava do reconhecimento da habilitação em engenharia aeronáutica pelo CREA – AM para ocupar cargo de responsável técnico em uma companhia aérea.

A decisão, concedida em uma ação ordinária com pedido de tutela de urgência (que é uma liminar) que corre na 1ª Vara Federal de Manaus, na verdade só obriga que o CREA – AM cumpra uma norma emitida no ano passado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

A Resolução CONFEA 1.073/2016, revogou a Resolução 1.010/2005 e autorizou que cursos de pós-graduação, lato e stricto sensu, e formação sequencial deem direito a nova habilitação de trabalho, não limitada à chamada “árvore de títulos”.

Antes dessa regra ser emitida, um engenheiro eletrônico, por exemplo, só poderia se desenvolver dentro de um “guarda-chuva” de carreiras subordinado ao campo da engenharia eletrônica (a tal árvore de títulos). O título de engenheiro aeronáutico só poderia ser adquirido por meio de uma nova graduação com habilitação em engenharia aeronáutica.

“Meu cliente fez mestrado no ITA, mas parece que isso não teve peso para o CREA-AM. Ele entrou com processo administrativo para pedir o reconhecimento do título, mas eles negaram dizendo que o curso do ITA deveria estar registrado no CREA de origem, que seria o de São Paulo”, explica a advogada responsável pelo caso, Maria Eugênia Muro, do escritório Toni & Muro Advogados.

Ela explica que argumentou que o sistema CREA apesar de ter regionais é único e que em nenhum momento a regra do conselho federal estabelece que é dever do aluno do curso buscar esse registro exigido conselho do Amazonas.
Ao deferir a tutela de urgência, o juiz determinou a inclusão imediata da competência aeronáutica nos registros profissionais do engenheiro.

Apesar de o processo seguir em fase de instrução, aguardando ainda sentença na primeira instância, a decisão já mostra um entendimento favorável da Justiça e pode dar ensejo a outros pedidos de engenheiros que estejam vivenciando situação semelhante, segundo a advogada.

“Já podemos ver uma tendência do Judiciário de priorizar o acesso a mais possibilidades de trabalho para os engenheiros”, diz Maria Eugênia.

A impressão que ficou, segundo a advogada, é a de que o conselho regional ainda não estava preparado para fazer valer a regra emitida pelo conselho federal. “Uma norma nova demanda preparo do conselho para que ela tenha efetividade e não foi isso que nos pareceu, mas é apenas uma impressão”, diz.

Vendas e lançamentos de imóveis devem crescer em 2018, e crédito deve determinar ritmo

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As vendas e os lançamentos de imóveis devem aumentar em 2018, mas o ritmo de crescimento dependerá da disponibilidade de crédito, disseram nesta quarta-feira (6) representantes do setor imobiliário durante mesa redonda no Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), sem fornecer estimativas.

“A expectativa para 2018 obviamente é boa porque muitas reformas aconteceram, esperamos agora a da Previdência, mas por ser um ano eleitoral dúvidas vão aparecer e o grande desafio será o crédito imobiliário”, afirmou o presidente da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci-Brasil), Rodrigo Luna.

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projeta alta de 15% no financiamento imobiliário via poupança em 2018, com o crédito para compra de imóveis devendo crescer em ritmo mais acelerado do que o financiamento para construção de unidades.

“O total de financiamentos vai depender da política de governo e das decisões do conselho curador do FGTS”, alertou o presidente da Abecip, Gilberto de Abreu.

2017

Neste ano, os lançamentos de imóveis devem ficar 10% acima do nível observado em 2016, enquanto as vendas devem ter crescimento ainda maior na mesma comparação, estimou o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

O presidente da Fiabci disse, contudo, que o crescimento deve ser menor que o patamar de 15% inicialmente projetado para 2017. “O mercado trabalhava com um crescimento maior, mas a política afetou a confiabilidade dos negócios”, disse Luna, ressaltando o impacto causado pelas denúncias contra o presidente Michel Temer no comportamento de empresários e compradores de imóveis.

Na avaliação de Luna, o setor imobiliário deve encerrar 2017 com alta de 5% nos lançamentos e de 10% nas vendas em relação a 2016.

Tanto Luna quanto Amary veem chance de um novo ciclo de alta nos preços dos imóveis, já que os estoques estão diminuindo conforme as vendas crescem mais que os lançamentos.

“Os preços já pararam de cair e começou um movimento e ajuste… Quem comprou hoje provavelmente comprou no piso”, disse o presidente da Fiabci.

Tecnologia como alavanca para a construção civil

Após acumular indicadores em queda desde o início da crise no Brasil, em 2014, o setor da construção civil começa a mostrar os primeiros sinais de retomada. Com a queda na taxa Selic, que deve acumular redução de 7,5% até dezembro, o mercado aponta para novos investimentos no mercado imobiliário – afetando direta e positivamente a construção civil. É o momento para uma atuação mais forte do setor, qualificação de mão de obra e investimento em tecnologias que colaborem para reverter esse panorama negativo.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pela Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), somente em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento encolheu 5%. Enquanto isso, no primeiro trimestre de 2017 a taxa de desemprego geral superou os 13% no país. Na indústria da construção civil, nunca se contratou tão pouco para o período desde 2012.

Com uma possível redução na taxa de juros, quem possui reserva deve começar a transferir o dinheiro para ativos reais, como um imóvel ou a reforma da casa. O mesmo vale para empresas, que diante de melhores resultados comerciais, podem investir na ampliação da indústria. Na medida em as contratações acompanharem os investimentos na construção civil, surgem novas demandas e dúvidas: os profissionais estarão preparados para o novo momento do setor? As empresas acompanharam as novidades tecnológicas disponíveis para o segmento? O mercado de trabalho se atualizou e se adaptou às tecnologias?

Além dos aparelhos mobile – já presentes no dia a dia do canteiro de obras –, máquinas modernas e softwares de gestão são alguns aliados para ter equipe mais produtiva e sanar problemas que costumam desafiar empresários da área. Pesquisas mostram que descuidos como o excesso de concreto nas vigas ou desperdício de recursos representam um acréscimo de cerca de 30% nos custos das construções e aumentam de 11% a 20% o volume de materiais. Gastos que se tornam imprescindíveis de serem evitados em meio ao cenário.

É nesse sentido que empresas investem na tecnologia para melhorar a eficiência das operações com o envio constante de informações importantes da obra para o escritório, além de passar a medir o grau de obtenção de resultados através dos prazos e tarefas cumpridas no canteiro de obras. Eles reduzem o tempo de trabalho e oferecem resultados mais satisfatórios, adequando-se às regras de qualidade, aliadas a um bom custo-benefício. Nisso, saem na frente os profissionais e empresas atualizadas.