Mercado imobiliário deve crescer 10% neste ano, acredita Secovi-SP

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Na avaliação do Secovi-SP, sindicato que reúne as empresas do Estado de São Paulo dedicadas à compra, venda e locação e administração de imóveis, o mercado imobiliário brasileiro tende a crescer 10% neste ano. “Os lançamentos e vendas terão crescimento de 10%. Já sentimos a reação de alguns mercados, como São Paulo e Distrito Federal”, disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, nesta quarta-feira (31). A previsão foi feita na sede da entidade, na capital paulista, durante cerimônia de posse da nova diretoria do Secovi-SP. Flávio Amary toma posse hoje em seu segundo mandato como presidente do sindicato. Participam do evento o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital, João Doria, ambos do PSDB. O economista do Secovi-SP afirma que as perspectivas para o setor imobiliário são “muito boas”, considerando-se a expectativa de crescimento da economia do país, independentemente das eleições, do que ocorrerá com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ser um ano de Copa do Mundo. Petrucci ressaltou que o setor terá recursos de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiamento. O economista-chefe do Secovi-SP avalia que, em 2017, embora os lançamentos de imóveis tenham crescido na capital paulista, o mercado nacional ainda apresentou queda. A entidade irá apresentar os números consolidados de São Paulo em meados de fevereiro.

Média renda

As incorporadoras começarão a testar o mercado com lançamentos para a média renda, na avaliação do advogado Rodrigo Bicalho, sócio do escritório especializado em direito imobiliário Bicalho e Mollica Advogados. Nos últimos anos, o lançamento de imóveis do segmento ficou represado em função dos distratos, concentrados nessa faixa de renda, e da redução do financiamento imobiliário. Bicalho ressalta que, nos últimos anos, as incorporadoras focaram em produtos para o segmento econômico na capital paulista e imóveis compactos (direcionados mais para investidores). A queda da taxa de juros contribui, segundo o advogado, para a retomada da produção para as rendas média e média-alta. Os distratos — que foram o maior desafio enfrentado pelas incorporadoras nos últimos anos — tendem a continuar em queda, de acordo com o advogado, por causa da melhora das condições de crédito, da interrupção dos lançamentos de imóveis comerciais e do aumento da participação de compradores finais nas aquisições.

Previdência

Flávio Amary solicitou ao governador Geraldo Alckmin que o PSDB, além de fechar a questão da aprovação da reforma da Previdência, vote pela mudança da integralidade dos parlamentares. Amary ressaltou que o pedido é feito a Alckmin como presidente do PSDB e não como governador. “Outro ponto importante, e falo agora também ao pré-candidato a presidente da República é que, depois da reforma da Previdência, temos de diminuir o custo do país. A bandeira que temos de levantar agora é a reforma do Estado. Não temos de ter uma quantidade de ministérios que não cabe na Esplanada”, disse o presidente do Secovi-SP. Segundo Amary, o Secovi-SP faz parte de um grupo de entidades do setor que apoia as reformas. Amary afirmou que, depois do vídeo de Cristiane Brasil, indicada à ministra do Trabalho, veiculado nesta semana, fica mais claro que o país precisa de “um ministério de notáveis”. O presidente do Secovi-SP defendeu também a regulamentação dos distratos e a Letra Imobiliária Garantida (LIG). “Precisamos ter calibragem dos planos diretores. É preciso que a produção imobiliária de São Paulo volte a ser viável”, disse.

Gêmeas são 1º e 2º lugares em Engenharia Civil

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Na família Caldara, um raio pode sim cair duas vezes no mesmo lugar. As gêmeas que conquistaram as duas primeiras colocações no curso de Engenharia Civil na Universidade Federal do Espírito Santo(Ufes), repetiram o feito do pai, que em 1984 alcançou o primeiro lugar geral da Ufes, também para Engenharia Civil. Natália Oliveira Caldara e Larissa Oliveira Caldara, 17 anos, contaram que sempre tiveram muita afinidade com matemática e por isso resolveram fazer engenharia. Embora as duas tivessem seguido em caminhos independentes em para escolher qual das engenharias tentariam, as duas encontraram afinidade na mesma área.

As meninas contaram que estudar juntas tem muitos benefícios. “A gente compartilhas as dúvidas e o conhecimento. É bem positivo porque sempre tem alguém para ajudar”, contou Larissa. Para conquistar a tão sonhada vaga, as gêmeas contam que a dedicação foi muito importante. “A gente se esforçou muito. estudávamos nas aulas e fomos disciplinadas em casa. Essa disciplina foi fundamental”, contou Natália. Apesar do esforço, as irmãs contaram que os momentos de descanso eram muito importantes para alcançar o sucesso. “Tinha dias que a gente tava num ritmo muito intenso, aí precisávamos espairecer”, contou Natália. Larissa completou dizendo que intensificar muito o ritmo de estudos nem sempre é uma boa opção. “A gente vê pessoas estudando até muito tarde, mas é importante não atrapalhar o sono para não prejudicar o desempenho no dia seguinte”, afirmou. DE PAI PARA FILHAS No ano de 2002, Adauto Caldara, pai das gêmeas, dava entrevista ao jornal A GAZETA para contar suas conquistas. Aos 16 anos, em 1985, Adauto foi o primeiro colocado no vestibular. Na época tentando Engenharia Civil. No ano seguinte, aos 17 anos, Adauto repetiu o eito, dessa vez tentando uma vaga no curso de arquitetura. Apesar das aprovações, foi no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que o jovem conquistou o sonhado diploma. Durante a entrevista, Caldara garantiu que, quando as meninas tentassem uma vaga na Universidade, ele não cobraria primeiros lugares. “Talvez um ou dois pontos acima da média para passarem de ano”, disse. Mal sabia Adauto a surpresa, e a alegria, que o futuro reservava.

MP investiga construtora por problemas na construção de condomínios no MA

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Ministério Público do Maranhão vai investigar a conduta da construtora Cyrela a respeito de cinco empreendimentos da empresa que foram entregues com problemas estruturais graves, em São Luís. Segundo os promotores, cerca de quinze mil pessoas podem ter sido lesadas. O promotor de justiça Pedro Lino Curvelo informou que sérias penalidades podem ocorrer nesses casos.

“Essa empresa pode ser penalizada e essa penalidade pode ir desde a suspensão da comercialização dessas unidades, enquanto não resolver os problemas gerados pela má construção das unidades, como até mesmo a aplicação de multas, inclusive dano coletivo em relação a essas pessoas, no conjunto dessas pessoas que foram prejudicadas em decorrência da construção”, explicou o promotor.

Localizado no bairro da Forquilha, o condomínio Vitória São Luís possui 55 torres e começou a ser entregue em 2013 e logo os problemas apareceram. Foram rachaduras na estrutura, fiação elétrica exposta, e hidrante que não funciona. Também havia tubulação de gás ao lado das luminárias, o que pode causar superaquecimento dos canos e até explosão, segundo os Corpo de Bombeiros.

Condomínio construído pela Cyrela na Forquilha apresenta diversos problemas estruturais, segundo os moradores (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Condomínio construído pela Cyrela na Forquilha apresenta diversos problemas estruturais, segundo os moradores (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) chegou a embargar a obra em 2012 porque parte do terreno está em uma área de proteção permanente, mas a obra prosseguiu. No ano passado os moradores encontraram até um jacaré na piscina.

Jacaré foi encontrado em uma piscina de um condomínio construído pela Cyrela na Forquilha (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Jacaré foi encontrado em uma piscina de um condomínio construído pela Cyrela na Forquilha (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Em nova vistoria em 2016, o IBAMA constatou que a piscina fica ao lado do leito do rio, assim como a quadra de esportes e o sistema de tratamento de esgoto, que está cheio de vazamentos.

Um dos muros foi engolido pelo rio e caiu. Nos apartamentos térreos, a tubulação não tem dado vazão à água e as inundações são frequentes. A moradora Rira de Cássia disse que não aguenta mais. “Quando eu acordei eu estava com o pé dentro da água (…) Todo dia é um problema”, relatou a moradora.

Muro do condomínio caiu em um rio que fica próximo dos apartamentos na Forquilha. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Muro do condomínio caiu em um rio que fica próximo dos apartamentos na Forquilha. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Pelo que foi vendido aos moradores, o condomínio teria uma pista de cooper ampla, que passaria por um bosque. Mas o que foi entregue foi uma pista cheia de mato e pedra brita, onde ninguém consegue fazer corrida. Além disso, a pista que deveria ter um quilômetro de extensão não chega a duzentos metros e nem chega a parecer um lugar pra se praticar atividade física.

Em 2013, o Condomínio Brisas também teve problemas no sistema de gás. Já um prédio do Pleno Residencial foi entregue em 2016, mas já tem rachaduras em toda a estrutura.

Além disso, em um condomínio de luxo da Cyrela o problema é a falta de uma entrada para o caminhão dos bombeiros em caso de incêndio. Em 2015, um apartamento pegou fogo e o resgate dos moradores teve de ser feito de helicóptero. O problema ainda não foi resolvido.

Em 2015, um helcóptero foi necessário para realizar resgates após um incêndio em um apartamento de um codomínio da Cyrela, em São Luís (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Em 2015, um helcóptero foi necessário para realizar resgates após um incêndio em um apartamento de um codomínio da Cyrela, em São Luís (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Construção civil e retomada

A indústria da construção se encontra numa encruzilhada: estimulada, será a nova âncora da recuperação da economia; esquecida, será a pedra que poderá adernar a embarcação. Não é mais possível ignorar o papel estratégico que esse setor desempenhará para recolocar o Brasil na trilha do desenvolvimento. Grande geradora de emprego e renda, elo entre o cidadão e o sonho da moradia digna, a indústria da construção tem uma vocação econômica e social que não pode ser negligenciada — é nos momentos de crise que nosso setor dá sua contribuição mais efetiva. O PIB da indústria da construção encolheu 6% em 2017, no quarto ano de retração consecutiva do setor. Não pedimos benesses nem facilidades. Queremos, isto sim, um ambiente de negócios seguro e transparente e projetos que permitam a recuperação. Muito fizeram o Poder Executivo e o Congresso Nacional para fomentar um novo ciclo de crescimento e sepultar de vez a crise que assola o Brasil desde 2014. Foram produzidos avanços de relevância, como a criação de um teto para os gastos públicos, a redução continuada dos juros e a aprovação da reforma trabalhista e da terceirização. Tudo isso criou um novo ambiente e recuperou a credibilidade e o otimismo entre empreendedores. Essa reação está refletida no desempenho do Produto Interno Bruto, que saiu da estagnação. A construção civil, no entanto, não acompanha esse movimento. Mais de um milhão de postos de trabalho foram fechados desde 2014, empurrando para a incerteza trabalhadores e suas famílias e comprometendo a economia. O impacto sobre o PIB nacional foi de meio ponto percentual só no ano passado. Significa que outros setores da indústria tiveram de empenhar esforço maior para impedir que o conjunto da economia caísse ainda mais. É preciso sensibilidade para criar as condições para que a retomada que observamos não seja ameaçada. O agronegócio, que deu grande contribuição para a reação, já dá sinais de desaceleração. Está na indústria da construção o combustível que fará avançar esse movimento. Essa é a mensagem que no final do ano passado levamos ao presidente da República, Michel Temer. Junto com outras entidades da cadeia produtiva da construção, criamos uma coalizão para recuperar o nosso setor. Não é tarefa difícil — e os resultados serão inestimáveis para o momento que vive o país. Há que fomentar o investimento, criando as condições para que a iniciativa privada execute os projetos que os cofres públicos não mais poderão custear. É preciso não perder de vista o essencial: construção é investimento e não existe investimento sem confiança no futuro. Há que destravar projetos de infraestrutura que, além de garantir competitividade à economia, ajudarão a gerar milhares de novos empregos. É o momento de iniciar os projetos do programa de apoio às concessões municipais, que farão uma revolução nas cidades, levando emprego, renda e melhores serviços à população. Há que recuperar o financiamento do mercado imobiliário e restabelecer a segurança jurídica tão necessária. Há, por fim, mas não menos importante, que aprovar a reforma da Previdência, cujo impacto na economia é imediato, pois reduz a incerteza do investidor em relação ao futuro. Apresentamos uma agenda robusta e factível. O momento exige sensibilidade e vontade política, visão estratégica e o pleno entendimento do potencial reprimido da indústria da construção. Reaquecer a construção não é um interesse corporativo e localizado: fará bem à economia brasileira e beneficiará toda a população. Chegou o momento da virada! José Carlos Martins é presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Lideranças preveem um 2018 com potencial para a retomada da economia

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O setor produtivo do Distrito Federal prevê um 2018 de recuperação econômica. De acordo com especialistas e lideranças sindicais e de federações, com a queda da taxa de juros para 7%, a expectativa é de um ano melhor do que o anterior. Além disso, a corrida do período eleitoral pode ser vantajosa para algumas áreas específicas, como bares e restaurantes. “Apesar da base ruim, de quase três anos de recessão, estamos em uma curva ascendente. As pessoas fizeram uma reavaliação do planejamento de compras e retornaram ao mercado. Houve uma retomada na confiança dos consumidores”, explica Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio/DF). Conforme análise de Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), a construção civil é o setor mais promissor para 2018. “A área é uma empregadora de modo extensivo, com contratações imediatas. Os índices estão muito baixos, então, eu não vejo espaço para que caia ainda mais”, avalia. Ele associa o crescimento ao maior investimento do Executivo local, principalmente em mobilidade urbana, como obras de passarelas e obras no anel viário. “Se tivermos um governo comprometido com reformas, inovação e desenvolvimento, 2018 será o ano da grande virada”, Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF) A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do DF mostra que, entre outubro e novembro, o índice de trabalho na construção civil subiu 8,2%. Com a regularização definitiva do Setor Noroeste, por exemplo, a quantidade de canteiros aumenta, assim como o índice de ocupação. “O investimento na construção civil é a primeira necessidade das pessoas, mas é a mais difícil de ser adquirida”, aponta Bittar. “Uma das pautas mais importantes é a simplificação do regime tributário. Atualmente, o empresário gasta cerca de 2.400 horas por ano com a burocracia dos impostos e tributos”, Rodrigo Freire, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no DF Apesar da perspectiva positiva para 2018, o índice de desocupação ainda é alto na cidade. A PED de novembro indica uma diminuição em comparação a outubro, mas o total ainda atinge 18,4%, taxa que engloba cerca de 300 mil brasilienses. Em 365 dias, a quantidade de desempregados caiu apenas 0,1%, sendo que, em novembro de 2015, o índice era de 14,2%. O mês que apresentou o maior índice de 2017 foi março, com 2,3 ponto percentual a mais do que o apresentado no encerramento do ano.

Consciência

Contudo, a melhora nos negócios está diretamente ligada a medidas governamentais. “A recuperação depende da continuidade das reformas estruturais, como da Previdência e a tributária, e das microrreformas. Isso aumentará a confiança dos investidores para sairmos dessa crise duradoura e terrível”, aponta Adelmir Santana. Na indústria, a tendência de crescimento é visível no Índice de Confiança do Empresário Industrial (Ipei/DF) de dezembro, que atingiu 58%, valor 10,6 pontos maior do que o mesmo período do ano anterior. “Esse otimismo nos investimentos gera emprego de modo direto”, enfatiza Bittar, da Fibra. “Esse período natalino e de virada trouxe uma nova expectativa para o setor empresarial de maneira geral, com um certo alívio e otimismo para o ano que chega”, Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar) Para ele, as eleições são positivas, pois dinamizam os debates e a criação de soluções para a situação local. O momento deve ser positivo para restaurantes e bares. “É onde as pessoas vão discutir política e fazer reuniões”, destaca Jael Antônio da Silva, presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar). “Eu acredito que o crescimento do DF será acima da média nacional no setor produtivo. Nós temos uma mão de obra muito qualificada e uma juventude pronta, que só precisa de oportunidades”, Jamal Jorge Bittar, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra) Os especialistas destacam as escolhas conscientes nas urnas. “A população precisa começar a pensar sobre o país que quer, se é um onde o cidadão volta a ter mais poder de decidir sobre as próprias coisas ou um Estado-pai”, opina Rodrigo Freire, à frente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no DF. Para o responsável pela Fecomércio/DF, uma preocupação com o período eleitoral se refere aos candidatos que tomam medidas irresponsáveis para ganhar popularidade e se reeleger.

Profissionalização

Além do maior investimento governamental, a profissionalização tem sido outro ponto positivo na capital federal. Mais de 60 mil brasilienses buscaram cursos e oficinas no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae/DF) em 2017. “Percebemos uma procura muito grande de pessoas que têm o sonho de montar o próprio negócio”, revela o gerente de Atendimento Personalizado da entidade, Ary Ferreira Júnior. Os indicadores de inovação, gestão, desempenho e consultoria também reforçam as expectativas positivas para 2018. “A partir de janeiro, teremos um grupo de pessoas preparadas, conscientes do que têm de fazer, com estratégia e cálculo de riscos. Apesar do baixo crescimento em 2018, os pequenos negócios terão sustentabilidade e retorno financeiro”, Ary Ferreira Júnior, gerente de Atendimento Personalizado do Sebrae no DF Brasília conta com mais de 200 mil pequenas empresas em funcionamento, sendo que cerca de 70 mil proprietários se profissionalizaram no Sebrae no último ano. O gerente nota uma mudança de cultura de empresários instalados e potenciais. “Eles buscam alternativas para o orçamento e passaram a monitorar e a pesquisar as tendências dos clientes para ter assertividade com preço acessível, qualidade melhor e facilidade de acesso”, analisa.

Setor da construção civil volta a operar em larga escala e isso é um excelente indicador

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A construção civil é um dos setores mais importantes da economia de um país, especialmente um país como o Brasil, que ainda está se desenvolvendo muito (é uma nação de terceiro mundo). Nesta área a economia só funciona bem quando há abundância de crédito, pois é capital intensivo. Nos últimos três ou quatro anos esta foi uma das áreas mais negativamente afetadas da economia, mas agora o setor imobiliário voltou a usar o termo “lançamentos”, voltou a produzir imóveis e vendê-los na planta. Tudo isso é um ótimo indicador. Por ser um setor que envolve grande quantidade de dinheiro, o ramo da construção civil também envolve riscos mais elevados. Uma empreiteira não pode, por exemplo, gastar uma fortuna para construir um edifício residencial que irá ficar parado por falta de clientes depois. Se isso acontecer ela jamais vai recuperar seu investimento, terá perdas milionárias. Além disso, não só o material para construção é caro, a mão de obra também é. Do mais reles servente de pedreiro ao engenheiro civil, este setor é um dos que tem as melhores remunerações, justamente porque envolve uma necessidade básica da população e a possibilidade de altos ganhos para os investidores. De acordo com Felipe Moreno, ex-editor do InfoMoney e fundador da startup Middi, os sinais estão claros. Há uma evidente recuperação econômica em andamento. Isso tudo, também, graças ao fato de que a bolha imobiliária brasileira foi menor do que o previsto, o que significa que houve menores perdas mesmo no período de crise. Agora, ao que parece, é só questão de tempo. Todos os sinais estão bastante positivos. A maior crise de nossa história, pelo visto, está mesmo ficando no passado.

Os bairros mais caros – e os mais baratos – para morar em SP

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SÃO PAULO – O bairro mais caro para comprar um imóvel na cidade de São Paulo é Vila Nova Conceição, na zona sul da capital, segundo um levantamento realizado pelo FipeZap. Em dezembro de 2017, o preço do m2 da região foi R$ 16.752, contra R$ 8.745 do preço médio da cidade. Em segundo lugar vem o Jardim Paulistano, com preço médio de R$ 15.314/m2. Cidade Tiradentes, por sua vez, aparece no fim do ranking e possui o m2 mais desvalorizado da capital: R$ 2701. De acordo com o FipZap foram avaliados 189724 anúncios de imóveis para compor a lista. No ranking geral do Brasil, Rio de Janeiro lidera a lista com o preço médio do m2 mais caro (R$ 9.811). A cidade maravilhosa é seguida por São Paulo (R$ 8745), Distrito Federal (R$ 8.238) e Niteroi (7.225). Bairros mais Caros SP (m2)

Bairros mais Baratos SP (m2)

Vendas e lançamentos de imóveis devem crescer em 2018, e crédito deve determinar ritmo

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As vendas e os lançamentos de imóveis devem aumentar em 2018, mas o ritmo de crescimento dependerá da disponibilidade de crédito, disseram nesta quarta-feira (6) representantes do setor imobiliário durante mesa redonda no Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), sem fornecer estimativas. “A expectativa para 2018 obviamente é boa porque muitas reformas aconteceram, esperamos agora a da Previdência, mas por ser um ano eleitoral dúvidas vão aparecer e o grande desafio será o crédito imobiliário”, afirmou o presidente da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci-Brasil), Rodrigo Luna. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projeta alta de 15% no financiamento imobiliário via poupança em 2018, com o crédito para compra de imóveis devendo crescer em ritmo mais acelerado do que o financiamento para construção de unidades. “O total de financiamentos vai depender da política de governo e das decisões do conselho curador do FGTS”, alertou o presidente da Abecip, Gilberto de Abreu.

2017

Neste ano, os lançamentos de imóveis devem ficar 10% acima do nível observado em 2016, enquanto as vendas devem ter crescimento ainda maior na mesma comparação, estimou o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary. O presidente da Fiabci disse, contudo, que o crescimento deve ser menor que o patamar de 15% inicialmente projetado para 2017. “O mercado trabalhava com um crescimento maior, mas a política afetou a confiabilidade dos negócios”, disse Luna, ressaltando o impacto causado pelas denúncias contra o presidente Michel Temer no comportamento de empresários e compradores de imóveis. Na avaliação de Luna, o setor imobiliário deve encerrar 2017 com alta de 5% nos lançamentos e de 10% nas vendas em relação a 2016. Tanto Luna quanto Amary veem chance de um novo ciclo de alta nos preços dos imóveis, já que os estoques estão diminuindo conforme as vendas crescem mais que os lançamentos. “Os preços já pararam de cair e começou um movimento e ajuste… Quem comprou hoje provavelmente comprou no piso”, disse o presidente da Fiabci.

Tecnologia como alavanca para a construção civil

Após acumular indicadores em queda desde o início da crise no Brasil, em 2014, o setor da construção civil começa a mostrar os primeiros sinais de retomada. Com a queda na taxa Selic, que deve acumular redução de 7,5% até dezembro, o mercado aponta para novos investimentos no mercado imobiliário – afetando direta e positivamente a construção civil. É o momento para uma atuação mais forte do setor, qualificação de mão de obra e investimento em tecnologias que colaborem para reverter esse panorama negativo. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pela Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), somente em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento encolheu 5%. Enquanto isso, no primeiro trimestre de 2017 a taxa de desemprego geral superou os 13% no país. Na indústria da construção civil, nunca se contratou tão pouco para o período desde 2012. Com uma possível redução na taxa de juros, quem possui reserva deve começar a transferir o dinheiro para ativos reais, como um imóvel ou a reforma da casa. O mesmo vale para empresas, que diante de melhores resultados comerciais, podem investir na ampliação da indústria. Na medida em as contratações acompanharem os investimentos na construção civil, surgem novas demandas e dúvidas: os profissionais estarão preparados para o novo momento do setor? As empresas acompanharam as novidades tecnológicas disponíveis para o segmento? O mercado de trabalho se atualizou e se adaptou às tecnologias? Além dos aparelhos mobile – já presentes no dia a dia do canteiro de obras –, máquinas modernas e softwares de gestão são alguns aliados para ter equipe mais produtiva e sanar problemas que costumam desafiar empresários da área. Pesquisas mostram que descuidos como o excesso de concreto nas vigas ou desperdício de recursos representam um acréscimo de cerca de 30% nos custos das construções e aumentam de 11% a 20% o volume de materiais. Gastos que se tornam imprescindíveis de serem evitados em meio ao cenário. É nesse sentido que empresas investem na tecnologia para melhorar a eficiência das operações com o envio constante de informações importantes da obra para o escritório, além de passar a medir o grau de obtenção de resultados através dos prazos e tarefas cumpridas no canteiro de obras. Eles reduzem o tempo de trabalho e oferecem resultados mais satisfatórios, adequando-se às regras de qualidade, aliadas a um bom custo-benefício. Nisso, saem na frente os profissionais e empresas atualizadas.

Siderúrgicas tentam fomentar setor de Construção Civil

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As indústrias siderúrgicas vão encerrar este ano com aumento de produção de aço, mas o otimismo é cauteloso em relação ao horizonte do setor no curto prazo. Apesar de a produção de aço ter sido revisada para cima este ano, a 34,154 milhões de toneladas, alta de 9,2% em relação ao ano passado, de acordo com Instituto Aço Brasil (IABr), as indústrias ainda precisam de sinais mais claros de recuperação da economia para fazerem seus planos de expansão para 2018. “O setor siderúrgico é um dos primeiros a ser afetados em uma crise e a expectativa de recuperação ainda não está clara”, diz Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo da entidade. Um dos principais compradores de aços, o setor de construção civil está entre os mais abatidos pela recessão. Segundo Lopes, o Instituto Aço Brasil (IABr) formará uma coalizão com entidades empresariais para levar ao governo uma pauta de reivindicações específica para estimular a indústria da construção civil. A primeira reunião entre as entidades será na próxima semana, em São Paulo. Farão parte desse movimento as principais entidades empresariais do setor da construção civil, como a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Lopes lembrou que as indústrias siderúrgicas passaram por uma forte crise entre o fim de 2014 e 2016, levando o setor a demitir 46 mil trabalhadores, após o fechamento de 78 unidades no período. Hoje, o setor emprega 111 mil funcionários. Nos últimos meses, as siderúrgicas começaram a renegociar reajustes de preços com os principais fornecedores e agora estão em conversas com distribuidores de aços planos para futuras revisões. O pior momento para o setor já passou, mas há incertezas sobre 2018. Dúvidas Otto Nogami, professor de macroeconomia do Insper, lembra que a recuperação das vendas do setor automobilístico e do setor de linha branca, que ajudaram a impulsionar as siderúrgicas, refletem medidas pontuais do governo, como liberação do FGTS inativo e do PIS/Pasep, por exemplo. “Mas é preciso que o governo aprove importantes reformas, como a da Previdência, para que a economia de sinais de recuperação consistentes”, disse. A decisão da Usiminas de ligar o alto-forno em Ipatinga (apenas dois estão operando) está calcada na aposta de que os setores das indústrias, não só a automotiva e a de linha branca, possam se recuperar. “Não podemos ficar nesse vai-e-vem. É temeroso ver uma expectativa de retomada e logo em seguida uma inversão de tendência”, disse Nogami. Para Lopes, do IABr, a expectativa é de que a produção do setor cresça 4,9% em 2018. “É importante lembrar que neste ano tivemos aumento de 33% das importações e a entrada da produção da siderúrgica de Pecém. O consumo aparente, de 5,2%, foi bem menor que a da produção.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.